Ansiedade, Medo, Fobias e Pânico

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  • Se tristes se sós, não estamos bem!!!
  • Preamble to the Constitution of the World Health Organization as adopted by the International Health Conference, New York, 19-22 June, 1946; signed on 22 July 1946 by the representatives of 61 States (Official Records of the World Health Organization, no. 2, p. 100) and entered into force on 7 April 1948.
  • As constantes alterações da Bolsa de Valores, a compressão dos gastos, a correria pela aquisição de recursos e a disputa de cargos e funções bem remunerados geram, de um lado, a insegurança individual e coletiva. Por outro, as ameaças de guerras constantes, a prepotência de governos inescrupulosos e chefes de atividades arbitrários quão ditadores; os anúncios e estardalhaços sobre enfermidades devastadoras; os comunicados sobre os danos perpetrados contra a ecologia prenunciando tragédias iminentes; a catalogação de crimes e violências aterradoras respondem pela inquietação e pelo medo que grassam em todos os meios sociais, como constante ameaça contra o ser e o seu grupo, levando­os a permanente ansiedade que deflui das incertezas da vida.
  • inumeráveis medos: da perda de emprego, de objetos valiosos ou de grande estima, de afeições compensadoras, da confiança nos demais, de amar… do desconhecido, do escuro, de altura, de pessoas, de multidões, de animais e insetos, que se apresentam como condutas fóbicas, são outros desafios perturbadores… De adoecer, de sofrer, de morrer...
    Cultivados esses sentimentos, a existência torna-se um contínuo sofrimento – o que teme!


  • reais pelo medo da sua perda
  • inumeráveis medos: da perda de emprego, de objetos valiosos ou de grande estima, de afeições compensadoras, da confiança nos demais, de amar… do desconhecido, do escuro, de altura, de pessoas, de multidões, de animais e insetos, que se apresentam como condutas fóbicas, são outros desafios perturbadores… De adoecer, de sofrer, de morrer...
    Cultivados esses sentimentos, a existência torna-se um contínuo sofrimento – o que teme!

  • Estimula alfa 1 receptor. Aumentando a vasoconstrição periférica e pressão sistólica e também a diastólica - tensão arterial - e intensidade sem aumentar frequência (taquicardia) até aumentando a bradicardia; Estimula recetor beta 1aumentando a contractilidade e (aumenta a força de batida do coração, aumentando a pressão mas com bradicardia em resposta de feedback) e sem oposição – sem recetores alfa 2 de feedback), levando a uma contração no musculo sobre a bexiga pelo que promove a retenção urinária, tremores e gangrena (pequenos vasos perféricos podem estourar devido ao aumento da pressãp sanguínea).



    Bem canalizado, o medo se transforma em prudência, em equilíbrio, auxiliando a discernir qual o comportamento ético adequado, até o momento em que o amadurecimento emocional o substitui pela consciência responsável.
    Pré-menstrual
  • Estimula alfa 1 receptor. Aumentando a vasoconstrição periférica e pressão sistólica e também a diastólica - tensão arterial - e intensidade sem aumentar frequência (taquicardia) até aumentando a bradicardia; Estimula recetor beta 1aumentando a contractilidade e (aumenta a força de batida do coração, aumentando a pressão mas com bradicardia em resposta de feedback) e sem oposição – sem recetores alfa 2 de feedback), levando a uma contração no musculo sobre a bexiga pelo que promove a retenção urinária, tremores e gangrena (pequenos vasos perféricos podem estourar devido ao aumento da pressãp sanguínea).



    Bem canalizado, o medo se transforma em prudência, em equilíbrio, auxiliando a discernir qual o comportamento ético adequado, até o momento em que o amadurecimento emocional o substitui pela consciência responsável.
    Pré-menstrual
  • Bem canalizado, o medo se transforma em prudência, em equilíbrio, auxiliando a discernir qual o comportamento ético adequado, até o momento em que o amadurecimento emocional o substitui pela consciência responsável.
    Pré-menstrual
  • Os conflitos e a mesquinhezes nutrem-se da presença da culpa, levando à agonia, ao afastamento social e à desarticulação dos mecanismos da fraternidade, tornando-o arredio e triste, infeliz e desmotivado, forçando caminho à depressão!
  • Ansiedade, Medo, Fobias e Pânico

    1. 1. A dinâmica energética mental ANSIEDADE, MEDO, FOBIAS E PÂNICO – PART I
    2. 2. COMO SE SENTE?
    3. 3. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde como "um estado de completo bem-estar físico, mental (psicológico, emocional e espiritual) e social e não somente ausência de afecções e enfermidades". ANSIEDADE, MEDO, STRESS...
    4. 4. PSICOPATOLOGIA: DESCOBRINDO O(S) PROBLEMA(S)…
    5. 5. ROTINA, O HOMEM INTEGRAL Os mecanismos responsáveis pela segurança emocional levam o indivíduo, que não se encoraja ao competitivismo doentio, à acomodação, igualmente enferma, como forma de sobrevivência no abismo em que se encontra, receando ser vencido, esmagado ou consumido pela massa crescente ou pelo desespero avassalador. Estabelece poucas metas, que conquista com relativa facilidade, passando a uma existência rotineira e neurotizante, que culmina no que mata o entusiasmo de viver, os estímulos para enfrentar desafios novos. Rotina é como ferrugem na engrenagem de preciosa maquinaria, que corrói o campo do raciocínio ao mesmismo cansador e deprimente e a arrebenta.
    6. 6. ANSIEDADE, O HOMEM INTEGRAL Não se deixando o homem vitimar pela rotina é impulsionado ao competitivismo da sobrevivência e esmagado por uma sociedade eticamente egoísta  insegurança e ansiedade que o desgasta e consome. Incerteza e medo!
    7. 7. ORIGENS (DO MEDO) • A herança da culpa no inconsciente humano advém dos erros e crimes praticados durante a fase inicial de conquista da razão e do discernimento que, em face do despertar da consciência, ressumam dos arquivos profundos do Self e reaparecem na personalidade com imposição constrangedora, seja através de obsessões que despertam lembranças – fatores endógenos – seja devido a atitudes agressivas e desrespeitosas da identidade infantil desde o lar (onde imposições e manipulação lhe cerseiam a espontaneidade, liberdade de pensamento e visão, exigindo a contrução de máscaras de aparência sem essência), até às continuas ameaças de violência cívica, injustiças socias ou terrorismo político, culminando na impotência ante os fenómenos naturiais destruidores – fatores exógenos.
    8. 8. • O desconhecido, pelas características de que se reveste, pode desencadear momentos de medo, o que também ocorre em relação ao futuro e sob determinadas circunstâncias, tornando-se, de certo modo, fator de preservação da vida, ampliação do instinto de autodefesa. Mal trabalhado na infância, por educação deficiente, o que poderia tornar-se útil, diminuindo os arroubos excessivos e a precipitação irrefletida, converte-se em perigoso adversário do equilíbrio do educando. • São comuns, nesse período, as ameaças e as chantagens afetivas: Se você não se alimentar, ou não dormir, ou não proceder bem, papai e mamãe não gostarão mais de você...ou O bicho papão lhe pega, etc. A criança, incapaz de digerir a informação, passa a ter medo de perder o amor, de ser devorada, perturbando a afetividade, que entorpece a naturalidade no seu processo de amadurecimento, tornando o adolescente inseguro, e um adulto que não se sente credor de carinho, de respeito, de consideração. A deformação leva-o às barganhas sentimentais – conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando a sua personalidade, procurando agradar o outro, diminuindo-se e supervalorizando o afeto que anela.
    9. 9. ORIGENS_PSICOPATOLOGIA DA ANSIEDADE • Além das conjunturas ancestrais defluentes dos conflitos trazidos de existências transatas, a criança pode apresentar, desde cedo, os primeiros sintomas de ansiedade no medo inato do desconhecido ou não familiar (inespecífico) - denominado por John Bowlby como vinculação (entenda-se “ansiedade livre flutuante“ por ausência de mãe/pais). • O medo já exagerado pela ansiedade (pensamento automático, repetitivo e irracional), torna-se progressivamente mais assustador tendo em conta a incapacidade de lhe definir a causa, num ciclo vicioso. Ameaças externas aparentes, mesmo que insignificantes, tornam-se insuperáveis. • Este problema é agravado quando a criança (espírito endividado/devedor) é severamente punida pelos pais (vistos como predadores cruéis)  tem maior necessidade de apego, tornando-se mais dependente – sensação de insegurança, isolamento, desamparo (emocional), profunda instabilidade e ansiedade, fuga interior e repressão progressiva da sua personalidade o que mais a induz à inquietação e agressividade - mas busca refúgio naqueles que são a “origem” do seu medo. A busca de amor é então tormentosa e desesperadora (fugindo a outros envolvimentos emocionais). CONFLITOS EXISTENCIAIS, VIII
    10. 10. • Qualquer que seja a causa, a culpa é resultado da raiva que sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente. Quando a ação foi desencadeada, a raiva, o ódio, o desejo de vingança, ou mesmo a inconsequência moral, não permitiram avaliação do desatino do primarismo pessoal. • Lentamente, com a identificação do erro e ausência de coragem para a reparação, o conflito é transferindo para os arquivos do Espírito em forma de culpa, que ressuma perante qualquer associação de ideias, processo exponencializado pela insegurança que exagera em negatividade ocorrências banais e delas absorve insopitável angústia, e busca de autopunição mórbida para “libertação do intransferível mapa interno”, mas em que a reparação é substituida pela autocomiseração e autocompaixão. • Incapaz de honestidade projeta-se nos abismos sombrios da personalidade. Introjetada, a culpa assenhoreia-se da emoção e torna-se punitiva, castradora e perversa, gerando perturbações emocionais, comportamentos doentios e podendo mesmo induzir ao crime. Trata-se de um medo absurdo, que se transforma em transtorno de comportamento ante a sua insegurança emocional, tornando-se, não raro, uma patologia que pode desencadear síndromes do pânico ou transtornos depressivos graves. Ganhando lugar de destaque o medo dá largas à imaginação atormentada, propiciando ansiedade, sudorese, arritmia cardíaca, assumando um pavor de gigante opressor que violenta a lógica e ameaça a estabilidade emocional, instala-se o transtorno fóbico na condição, que a cada dia mais temível se torna, e gerando outros distúrbios no comportamento dos indivíduos. CONFLITOS EXISTÊNCIAIS, IV & VI
    11. 11. • …o medo assalta comprimindo a personalidade do homem, empurrandoo a mecanismos de evasão da realidade, para a violência irracional ou amargurandoo em profundos abismos de depressão… • Entre criaturas ávidas e oportunistas, imaturas e alucinadas, a anarquia então impera, numa volúpia destrutiva, tentando apagar as memórias do ontem, enquanto implanta a tirania do desconcerto. MEDO, O HOMEM INTEGRAL
    12. 12. AVOLUMANDO… Ansiedade crescente & imaginação catastrófica Medo: resposta de luta ou fuga Sintomas físicos alarmantes “incontornáveis” Pelo que os processos enfermiços no organismo físico são mais um a fonte do fenómeno da ansiedade no indivíduo que não se encontra com estrutura emocional equilibrada. O medo de piorar, de não se libertar da doença recuperando a saúde, o receio da falta de recursos para atender às necessidades defluentes da situação, o temor dos comentários maliciosos de pessoas insensatas em torno da questão, bem como o pavor da morte, favorecem o distúrbio de ansiedade, que se agrava na razão direta em que as dificuldades se apresentam.
    13. 13. MECANISMO CELULAR Memória situação perigo epinefrina epinefrina glicogenólise Taquicardia hipertensão Glicogénio + epinefrina (vasodilatação) epinefrina Aumento taxa respiratória vasoconstrição ATIVAÇÃO SNA SIMPÁTICO
    14. 14. FEEDBACK À R LUTA OU FUGA_SOMATIZAÇÕES Fisiologicamente, despoletam-se os mecanismos de Resposta de luta ou fuga com ultra-secreção de adrenalina Induz a secreção de ACTH pela pituitária  cortisol nas supra renais, atuando em quase todas os tecidos corporais (para aliviar stress) • inibe a secreção de insulina & promove a resistência a essa nos tecidos periféricos; estimula a secreção de glicogénio pelo pâncreas, e a glicogenólise para libertação de glicose, nos músculos, como no fígado e nesse alguma gliconeogénese qd em particularmente quando em baixas doses/início jejum • Estimula lipólise nos tecidos adiposos (açúcar e ácidos gordos no sangue) e em regime de continuidade a proteólise (mau músculos), reduz a formação óssea e suprime o sistema imunitário • Estimula angiotensina, promovendo vasoconstrição, e aldosterona aumentando diurese e os níveis de sais no sangue aumento do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea (tb é broncodilatador) NOTA: Cortisol e epinefrina em conjunto levam à produção de memórias emocionais- garantir fuga do mm no futuro. Mas a manutenção de cortisol por longo tempo leva a danos no hipocampo reduzindo a capacidade de retenção de novas aprendizagens e dificulta o acesso a memórias de longo prazo.
    15. 15. SOMATIZAÇÕES Promove o aumento da sensação de medo em paralelo com a redução das sensações de prazer Assegura a intensidade de memória de acordo com a sua importância, reforçando a memória do evento e reprimindo as restantes! Não tem mecanismos de reforço negativo pelo que continuamente estimulado acumula-se no sistema levando ao surgimento de sintomas como: taquicardia, arritmia, ansiedade, ataques de pânico, dores de cabeça, tremores, hipertensão arterial, edema pulmonar agúdo…
    16. 16. SOMATIZAÇÕES • Dor no peito, taquicardia, palpitações, dilatação das pupilas, • constrição dos vasos sanguíneos com aumento da pressão arterial, • abaixamento exagerado de temperatura das extremidades, • hiper-sudorese, • Instabilidade de humor • boca seca e falta de ar/de asfixia ou sufocamento • tiques localizados a tremores bem intensos de membros, • poliaciúria, • dores estomacais e gastrites até úlceras, náuseas, desconforto abdominal, vómitos, diarreia, • Ondas de calor ou calafrios • opressão pré-cordial até sensação de enfarte • insónia, sonhos angustiosos, pesadelos • sensações pseudo-vertiginosas, de desmaio, tonturas, falta de estabilidade ao caminhar, • Insensibilidade e formigamento do corpo, fraqueza (incapacidade de coordenação motora) • Despersonalização ou fantasia (movimentos de desconexão da realidade!) • Medo de morrer, enlouquecer ou perder a noção da realidade!
    17. 17. DISTINÇÃO RELEVANTE ansiedade ≠ ansiedade generalizada MEDOS & ANSIEDADE PÂNICO & FOBIAS Temor proporcionado e compreensível; tem causas muito objetivas (e.g. desemprego) Temor desproporcionado e irracional: não passa de aparência ou sensação; as causas são sempre transpessoais vividas em etapas da vida atual (1ª infância, até gestação!) e anterior (e.g. fobia a bichos rastejantes, lugares fechados, públicos/social) O indivíduo analisa o problema racionalmente e defende-se com ações e argumentos lógicos O mecanismo de resposta preferencial é o da FUGA; o não enfrentamento lógico das situações Pode controlar-se por meio do esforço pessoal e da vontade Para superação é necessário tratamento psicoterápico em Terapia Cognitiva Comportamental Variados exemplos são naturais e vão sendo vencidos ao longo do tempo São resultado de imaginação excessiva, desorientada, não sendo necessários mas antes PATOLÓGICOS.
    18. 18. • Ante a crise, a utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores. • O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente. Não raro, o paciente pode desenvolver um estado profundo de agorafobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida. • O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos genes a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o distúrbio não é necessariamente transferido por hereditariedade, bem como não tem de advir de antecessor familiar. ANTE A CRISE DE PÂNICO...
    19. 19. • Os fatores psicossociais, as pressões emocionais influem, igualmente, para tornar o indivíduo amedrontado, especialmente diante da liberação sexual, gerando temores injustificáveis a respeito do desempenho na masculinidade ou na feminilidade, que propiciam conflitos psicológicos de insegurança, a se refletirem na área correspondente, com prejuízos muito sérios. • Um grande número foge, então, na busca do amor (opção prevalente porquanto esperam seja passivel de satisfação pelo instinto, logo sentindo-se frustrados), ou evitam-no com medo de o perderem, enquanto outros se entregam à conquista de recursos amoedados, de prestígio social, político, religioso, de qualquer tipo, evitando envolvimentos emocionais, ou ainda tentando diminuí-la por meio do álcool, das drogas aditivas... CE, VII & VIII .
    20. 20. • Na anamnese do distúrbio de pânico, constata-se o fator genético com alta carga de preponderância e especialmente a presença da noradrenalina no sistema nervoso central. É, portanto, uma disfunção fisiológica. Predomina no sexo feminino, especialmente no período pré-catamenial, o que mostra haver a interferência de hormonas (< incidência durante a gravidez). Sem dúvida, a terapia psiquiátrica faz-se urgente, a fim de que os químicos lhes restabeleçam o equilíbrio fisiológico.
    21. 21. • Há, ainda, síndromes de distúrbio de pânico que fogem ao esquema convencional. Aquelas que têm um componente paranormal, como decorrência de ações espirituais em processos lamentáveis de obsessão. • Agindo psiquicamente sobre a mente da vítima, o ser espiritual estabelece um intercâmbio parasitário, transmitindo-lhe telepaticamente clichês de aterradoras imagens que se vão fixando, até se tornarem cenas vivas, ameaçadoras, encontrando ressonância no inconsciente profundo, onde estão armazenadas as experiências reencarnatórias, que desencadeadas emergem produzindo confusão mental até o momento em que o pânico irrompe, incontrolável, generalizado. Dá-se, nesse momento, a incorporação do invasor do domicílio mental, que passa a controlar a conduta da vítima, que se lhe submete à indução cruel.
    22. 22. • E cresce assustadoramente na sociedade atual essa psicopatologia mediúnica, que está requerendo sérios estudos e cuidadosas pesquisas. • Não sendo a morte do soma o aniquilamento da vida, a essência que o vitaliza – o Eu profundo – prossegue com suas conquistas e limitações, grandezas e misérias. Como o intercâmbio decorre das afinidades morais e psíquicas, fácil é constatar-se as ocorrências que se banalizam.
    23. 23. • Como o medo que previne o problema, a ansiedade tem manifestações e limites naturais, perfeitamente aceitáveis. Quando se aguarda uma notícia, uma presença, uma resposta, uma conclusão, é uma atitude de equilibrada expectativa. • Ao extrapolar para os distúrbios respiratórios, o colapso periférico, a sudorese, a perturbação gástrica, a insónia, o clima de ansiedade tornase um estado patológico, trabalhando contra a estabilidade do corpo e da emoção, a caminho da somatização física em graves danos para a vida.
    24. 24. A dinâmica energética mental ANSIEDADE, MEDO, FOBIAS E PÂNICO – PART II
    25. 25. MAPA INTERNO (representação do “território”; forma de ver o mundo exterior) TRINÓMIO DO SER HUMANO Sistemas de crenças (conjunto dos esquemas cognitivos) Pensamentos e Sentimentos Esquemas cognitivos (arquivos de memória provenientes de aprendizados anteriores) Cognição Experiências passadas cuja fixação gera Crenças (padrões verbais e de imagens)
    26. 26. Emoções (sentimentos + sensações viscerais) SITUAÇÕES PROBLEMA Comportamento (forma de reação ao ambiente antecipando-o) Resultados compatíveis REFORÇO NEGATIVO REFORÇO POSITIVO CICLO VICIOSO CICLO VIRTUOSO SOMATIZAÇÕES  doenças Racionalidade e Sentimento que por fortalecem ou criam Sistemas de Crenças
    27. 27. PSICOSSOMÁTICA com projeções nos centros força, induzindo mesmo Estados Fisiológicos No do amor: desde leve compressão e mal estar a constrição, sensação de vazio, e mesmo ataque cardíaco fulminante No do conhecimento: sensação de bola presa na garganta, de incapacidade de engolir, de engasgamento incontrolável ou não No da emoção: sensação de vómito, falta de apetite ou apetite voraz, aperto na boca do estômago com formigueiro que se propaga daí, palpitação na zona, fortemente associada ao medo angústia e desespero
    28. 28. A BASE DE TUDO… ANSIEDADE, MEDO, PÂNICO... falta de Fé = crença superficial = desconfiança = insegurança É a crença no inconformismo - o ansioso perturba-se e perturba, desgasta-se e exaure aqueles que se lhe submetem ou com quem convive. JAResponde Q161
    29. 29. ORIGEM Inicia-se como Hipermentação = mente hipercinética é estado de inquietude mental por excitação da energia mental devido à falta de confiança da criatura indefesa na Solicitude do seu Criador Necessidade conflitiva de preencher todos os minutos com atividades, mesmo que desconexas, CE VIII
    30. 30. ORIGEM Deve-se à incessante busca de controlo do incontrolável Que mais promove a desarmonia interior, insegurança e insatisfação… CE VIII
    31. 31. ORIGEM forma de “competição” com Deus rebeldia ao Criador Leva ao surgimento de um profundo vazio interior, de não pertença ao Universo Auto-desprezo isolamento Abandono Pseudo-omnipotência frustração incompetência Prepotência impotência CE VIII Ambições desmedidas, desejos de execução ou conquista de coisas simultaneamente, mais gerando desorientação/desorganização mental pré-existente
    32. 32. ORIGEM Ante a capacitação da incapacidade de controlo do incontrolável Ausência de serenidade  expectativas doentias e perturbadoras  incapacidade de ação equilibrada CE VIII
    33. 33. Provoca a sensação de estar-se desenquadrado, desfocado e perdido CE VIII Alternância de foco (ideias/interesses) bem como de humor, ora risonho, ora sisudo Consequente diminuição de capacidade de observação, e confusão de construção de pensamento ORIGEM
    34. 34. ORIGEM Medo do futuro (desconhecido, que não consegue prever) projetando-se no passado (que conhece mas não consegue alterar) sem pôr pé no presente Desinteresse, perda de vontade e energia, preguiça/inércia (rumo à evasão da realidade), quando se vê obrigado a parar – refúgio - abdica de viver CE VIII
    35. 35. EM PARALELO… Tende a padecer transtornos depressivos, quase sempre de natureza bipolar, com graves ressonâncias nos equipamentos neuroniais. Passados os momentos de abstração da realidade, quando a melancolia profunda o mergulha no desinteresse pela vida e na tristeza sem par, o salto para a exaltação leva a delírios em que assume personalidades poderosas e invejadas do seu inconsciente. Terminado o período de excitação, no trânsito para o novo submergir na angústia, torna-se muito perigoso, porque a realidade perde os contornos, e o desejo de fuga, de libertação do mal-estar atira-o nos abismos do autocídio. Da melancolia profunda ele passa à ansiedade, com alternâncias de insatisfação e tentativas de autodestruição, e da desconfiança sistemática tomba, por falta de resistências morais, diante dos insucessos banais da existência. Os estados fóbicos desgastamlhe os nervos e conduzemno às depressões profundas. Justificação (injustificável) do desinteresse e languidez ante o que acontece em volta, não fazendo parte do seu tormento, logo não lhe despertando interesse. CE VIII
    36. 36. A BASE DE TUDO… Levam à sensação de culpa, que é perseguidora! A exigência interna e eterna da PERFEIÇÃO • “eu não posso errar, tenho de fazer tudo certo, tenho de ser rápida e auxiliar todos os que me rodeiam” • O uso habitual do “sempre”, “nunca”, em absoluto”, “jamais” • O centrar de toda a atenção nos detalhes desfavoráveis (do que já aconteceu e não se conseguiu controlar) • A tendência à dúvida: “e se”, “ será que”, “mas e”, “poderá” ansiando o futuro (revelando falta de Fé no Pai Maior)
    37. 37. EM CRESCENDO… Insegurança  sensação de afundar em areias movediças… Desenvolve assim a culpa, auto-punição, auto-piedade, ansiedade, raiva, desespero, revolta, frustração, pessimismo e aflição - é perseguidora! Em paralelo, na sua turbulência comportamental, torna-se exigente e preconceituoso, agressivo e violento, desejoso de impor a sua vontade contra a ordem estabelecida ou o que considera errado ou carente de reparação. CE VIII
    38. 38. EM CRESCENDO… Insegurança patológica medo  cria verdadeiros fantasmas paralisantes  conflitos não resolvidos  pânico/fobias Neste mundo as experiências desafio são muito mais numerosas que as experiências estímulo!
    39. 39. RESULTADOS E levam à adoção de comportamentos de defesa: • preparação em guarda perante a ameaça (hipervigilância)
    40. 40. ansiedade generalizada Vontade de gritar irracional! Desejo de FUGA!
    41. 41. SOMATIZAÇÕES Na impossibilidade dos quais surgem os tiques nervosos…
    42. 42. RESPOSTA DE LUTA OU FUGA
    43. 43. ORIGEM  SOMATIZAÇÕES • R Luta ou Fuga - Resposta evolutiva para garantir a sobrevivência animal • Mas hoje os leões são mentais – o somatório de problemas não resolvidos! • Como os leões nunca chegam… progride para comportamento de alerta, expectante, sempre em guarda e toda essa energia torna-se orgânica  leva a uma inquietude com agitação motora  pode mesmo originar a transtornos não verbais com rosto, mandíbula, costas… tensos, desenvolvendo dores de cabeça, trismo e bruxismo  chegando à crise fóbica/ síndrome de pânico
    44. 44. SOMATIZAÇÕES • Dor no peito, taquicardia, palpitações, dilatação das pupilas, • constrição dos vasos sanguíneos com aumento da pressão arterial, • Redução exagerada de temperatura das extremidades, • hiper-sudorese, • Instabilidade de humor • boca seca e falta de ar/de asfixia ou sufocamento • tiques localizados a tremores bem intensos de membros, • poliaciúria, • dores estomacais e gastrites até úlceras, náuseas, desconforto abdominal, vómitos, diarreia, • Ondas de calor ou calafrios • opressão pré-cordial até sensação de enfarte • insónia, sonhos angustiosos, pesadelos • sensações pseudo-vertiginosas, de desmaio, tonturas, falta de estabilidade ao caminhar, • Insensibilidade e formigamento do corpo, fraqueza (incapacidade de coordenação motora) • Despersonalização ou fantasia (movimentos de desconexão da realidade!) – perturbação mental inicial • Medo de morrer, enlouquecer ou perder a noção da realidade!
    45. 45. SUBSTITUINDO OS PROBLEMAS… ...PELA SOLUÇÃO!
    46. 46. TRASTORNO DE PÂNICO • O medo, portanto, necessita de canalização adequada, e o distúrbio do pânico, examinada a sua gênese, merece os cuidados competentes, sendo passíveis de recuperação ambos os fenômenos viciosos, a que o indivíduo se adapta, mesmo sofrendo. • Terapias de libertação do transtorno de pânico: transformação moral do paciente, a orientação ao agente e utilização dos recursos da meditação, da oração, da ação dignificadora e beneficente. Quando a ingerência psíquica do obsessor se faz prolongada, somatiza distúrbios fisiológicos que eliminam noradrenalina no sistema nervoso central do enfermo, requerendo, concomitantemente, a terapia especializada, já referida. • Mediante uma conduta saudável de respeito ao próximo e à vida, o indivíduo precata-se da interferência perniciosa dos seres espirituais perturbadores, adversários de existências passadas, que ainda se comprazem na ação perversa. Esse sítio que promovem, responde por inúmeros fenômenos de sofrimento entre os homens.
    47. 47. LIBERTANDO-NOS DA ANSIEDADE! Aceitar as circunstâncias da vida não como mal, dor ou castigo mas como oportunidade amorosa e divina para aprendizado, para quitação de dívidas passadas, ou como testes rumo ao engrandecimento e perfeição!
    48. 48. LIBERTANDO-NOS DA ANSIEDADE! Desenvolvendo o AMOR suavizamos nossas expiações e aliviamos nossas provas, libertando-nos dos transtornos da ansiedade – só implica AÇÃO - TRABALHO!!! Deixar de acumular as ideias de problemas como se fossemos caixotes de lixo atolados de frustrações e desânimo! NÃO permanecer na inércia preguiçosa do que já passou, do que se fez ou deixou de fazer; bem como NÃO viver na angústia e no pessimismo do amanhã mas também NÃO deixar para amanhã o que podemos fazer hoje! Aceitar as circunstâncias da vida não como mal, dor ou castigo mas como oportunidade amorosa e divina para aprendizado, para quitação de dívidas passadas, ou como testes rumo ao engrandecimento e perfeição!
    49. 49. LIBERTANDO-NOS DA ANSIEDADE! Só o AMOR liberta os grilhões a que nos aprisionámos! Assumir a Vida (proposta por Cristo) de auto-análise, responsabilização consciente, arrependimento pelas faltas cometidas com o respetiva necessidade de reparação e aprendizagem que evita a nova queda, gerando por sua vez a Paz interior da Consciência tranquila, e alma preenchida de humildade, mansidão e AMOR! Deixar o desculpismo preguiçoso (que leva ao auto-julgamento, auto- justificativa, não assunção da responsabilidade própria) gerando perturbação emocional e comportamentos de fuga, agressão e alienação
    50. 50. O CONVITE DE JESUS…
    51. 51. O CONVITE DE JESUS…
    52. 52. RESOLUÇÕES • Acompanha a marcha dos acontecimentos sem sofreguidão. • A tua ansiedade ou o teu receio não alterarão o curso das horas. • Aguarda o que há de suceder, sem que te imponhas sofrimento desde a véspera. • O que pensas que acontecerá, talvez se dê, não porém da forma como aguardas, porquanto, a vida obedece a um plano de incessantes mudanças e transformações. • Desse modo, espera com harmonia íntima, afastando do teu programa a agitação e o medo. ********************** Joanna de Ângelis
    53. 53. • CONCLUSÕES • Apegado aos conflitos da competição humana ou deixandose vencer pela acomodação, o homem desviase da finalidade essencial da existência terrena, que se resume na aplicação do tempo para a aquisição dos recursos eternos, propiciadores da beleza, da paz, da perfeição. • São válidas, para este momento de ansiedade, de insatisfação, de tormento, as lições do Cristo sobre o amor ao próximo, a solidariedade fraternal, a compaixão, ao lado da oração, geradora de energias otimistas e da fé, propiciadora de equilíbrio e paz, para uma vida realmente feliz, que baste ao homem conforme se apresente, sem as disputas conflitantes do passado, nem a acomodação coletivista do presente. Com vias à recuperação devem reconhecer seus erros e fraquezas e ganhar a coragem para pedir perdão e perdoar(-se), ensejando a reparação. Desfilam em nossa comunidade social inúme indivíduos ansiosos que se negam ao reconhecimento do distúrbio que os atorment procurando disfarçar com o álcool, o tabaco, drogas aditivas ou no sexo insaciável, nos qu dizem dispor de um bastão psicológico para a Tua ansiedade ou o teu receio não alterarão o curso das horas. Aguarda o que há de suceder, sem que te imponhas sofrimento desde a véspera. .. entos de ansiedade as mor ao próximo, a de fraternal, ao lado da de otimismo e fé, az. e e recorrendo-se à dade se transforma dendo a aguardar no prios, o que deve • Seara - Controla a tua ansiedade. A ansiedade mal • dirigida produz danos orgânicos de variada classe e gera mal-estar onde se apresenta. • Irradia uma onda inquietante e espalha insegurança em volta. A pessoa ansiosa requer mais atenção, que nem sempre se lhe pode dispensar; está sempre queixosa e acarreta problemas para as demais; vê o que ainda não está ocorrendo e precipita-se a situações indesejáveis, para arrepender-se depois. A calma é o abençoado antídoto da ansiedade, que advém quando desejas esforçar-te para viver em paz
    54. 54. (RE)SOLUÇÃO DO MEDO • Quase sempre cultivado, O MEDO deveria ser racionalizado, a fim de inutilizar-se-lhe a procedência para constatar que tem origem maior na imaginação receosa e não em fator real de desequilíbrio e de prevenção de perigo. • A mente indisciplinada e invigilante, não se habilitando a planificações profundas e de alto significado em torno dos ideais da beleza, do conhecimento, da religião, da investigação científica, da solidariedade humana, tende a cultivar os pavores que se lhe transformam em verdadeira paisagem de apresentação masoquista. • Nutrindo-se de autoconfiança pela valorização das próprias energias, podem-se desmascarar os medos que se apresentam em forma de ciúme - filho doentio da insegurança emocional —, da inveja - tormento do mesmo conflito de insegurança -, do ódio - incapacidade de compreender e de desculpar -, do despeito — ausência de critério de autovalorização —, todos provenientes de imaturidade psicológica, de permanência no período infantil... • O prosseguimento da atitude de confiança em favor da sua liberação auxilia na conquista de espaço mental, substituindo-o por novos cometimentos e aspirações edificantes que se lhe opõem. • A vitória sobre qualquer conflito resulta de esforços ingentes e contínuos que o indivíduo se propõe com decisão e coragem. • Mesmo quando superado o medo, isso não significa a sua eliminação total e absoluta, pois que novas situações podem exigir precaução e vigilância que se apresentarão em forma de temor. • Alicerçadas nos bons resultados já conseguidos, as novas tentativas serão muito mais fáceis do que as iniciais. • A grande terapia para todos os tipos de medo é a do amor. O amor a si mesmo, ao seu próximo e a Deus. • A si mesmo, de forma respeitosa e racional, considerando a utilidade da existência e o que a vida espera de cada um, desde que todos somente esperam da vida a sua contribuição. Quando diminuam ou desapareçam as doações que a vida oferece, chega Quando ama, o ser enriquece-se de coragem, embora não possa evitar os enfrentamentos em face dos impulsos edificantes que do amor emanam. Mantendo-se o sentimento de amor no imo, torna-se fácil converter desilusão em nova esperança e insucesso em experiência positiva. • Considerando-se a possibilidade de alguns dos medos serem inspirados por adversários desencarnados, a oração--terapia gera um clima psíquico tão elevado que o opositor perde o contato com a vítima em face de esta erguer-se em superior onda vibratória, na qual não consegue ser alcançada pelo perseguidor espiritual. • O medo é sempre injustificável, seja como for que se expresse. • Na solidariedade estão igualmente os estímulos para o avanço, para a autoestima, para o encorajamento em favor de novos tentames de progresso. • Sempre que o medo permaneça, mais medo se acumula. • Na terapia do amor em relação ao medo, quanto mais se ama, naturalmente mais amor se tem a oferecer. • Mediante também a compaixão, que é diluente do medo, o ser humano torna-se mais digno e saudável. • Graças a esse sentimento que se expande na medida em que se ama, o ser engrandece-se e enriquece-se de vida, envolvendo-se em paz. • CE, IV À medida que a consciência se expande e o indivíduo se abriga na fé religiosa racional, na certeza da sua imortalidade, ele se liberta, se agiganta, recupera a identidade e humanizase definitivamente, vencendo o medo e os seus sequazes, sejam de ontem ou de agora., O homem integral, IV
    55. 55. LIVRO OTIMISMO • Característica de identificação do homem de fé é a paz de espírito. A crença honesta propicia equilíbrio, fomentando a harmonia, de que se nutre a criatura no rumo da sua evolução. • A confiança irrestrita em Deus dulcifica o homem, auxiliando-o a compreender os acontecimentos e as realidades da vida, de que se utiliza em forma de experiências promotoras da felicidade. • Num temperamento irrequieto, a fé se assinala pela mudança de atitudes que impõe, desde que se modifica a forma de ver a vida e os seus sucessos, dando a cada coisa e ocorrência o valor exato que se lhe faz correspondente. • Amadurece-lhe o entendimento e o descortino se agiganta, transformando os mecanismos de ação e desenvolvimento da personalidade, que melhor se integra no contexto da sociedade na qual se encontra. • A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação. • É a crença no inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do cotidiano. • O ansioso perturba-se e perturba. • No seu estado de ansiedade, desgasta-se e exaure aqueles que se lhe submetem ou com quem convive. • A ansiedade pode ser considerada como um fenômeno de desequilíbrio emocional. • Littré, o eminente pensador positivista, afirmava que a "inquietação, a ansiedade e a angústia são manifestações de um mesmo estado". • Mediante exercício da vontade e recorrendo-se à terapia especializada, a ansiedade se transforma em clima de paciência, aprendendo a aguardar no tempo, na hora e no lugar próprios, o que deve suceder. • Se experimentas contínuos estados de ansiedade, pára a meditar e propõe-te renovação de conceito espiritual. • Usa o medicamento da fé consoladora e reserva-te a confiança no futuro. • O que não consigas realizar agora, fa-lo-ás depois. • Nem te permitas a negligência perturbadora, nem tampouco a ansiedade desesperada. • Se, todavia, mediante esforço mental na disciplina dos hábitos, não conseguires a paz de espírito porque anelas, recorre aos passes e à prece, que te evitarão a queda no abismo da angústia. • Permanecendo, no entanto, o estado irrefreável da ansiedade, recorre à Ciência Médica para atender aos teus implementos nervosos e auxiliar-te a maquinaria orgânica. • O egoísta faz-se ansioso. • O prepotente, na marcha da volúpia alucinada, vive ansiosamente. • Os triunfadores da ilusão e os arquitetos da mentira tornam-se ansiosos, entre frustrações e medos. • A consciência atormentada pelos remorsos ou estigmatizada pelos erros, sofre de ansiedade. • Todos aqueles que, através da fé legítima, se fixa nos ideais da benemerência e da construção do mundo novo de amanhã, são calmos e confiantes, superando a ansiedade, que somente se lhes instala na emoção quando esta vive o desejo de alcançar o "reino de Deus" pela qual se fascina a luta. • Jesus, por excelência calmo, demonstrou-nos, em todos os instantes do seu messianato, que a ansiedade nEle não encontrou sintonia, marchando sempre sereno em todos os transes, até a Cruz de ignomínia que ele vestiu de luz, prosseguindo na Ressurreição discreta em plenitude de paz e de confiança em Deus, para sempre. • Joanna de Ângelis
    56. 56. TERAPIA PARA A ANSIEDADE • O Self, ao longo das vivências conflituais acumuladas, exterioriza as inquietações e culpas que necessitam de ser liberadas mediante a catarse pelo sofrimento reparador, a fim de harmonizar-se. Quando isso não ocorre, o inconsciente profundo vai liberando seus dramas sucessivamente, afetando o sistema emocional, apresentando-se o Ego estremunhado, inquieto, ansioso... • A terapêutica libertadora há que iniciar-se na racionalização do tormento, reflexão e a adoção de confiança e otimismo, de modo que lentamente a paciência, o equilíbrio e a coragem possam instalar-se nas paisagens interiores. • Em alguns casos, quando há problema da libido, o psicanalista poderá reconduzir o indivíduo à experiência da vida fetal, perinatal, ou infantil no lar, destrinçando o que não conseguiu digerir no período da ocorrência, trabalhando medos e incertezas, saúde e Paz . • Leituras edificantes propiciadoras de renovação mental e emocional, técnicas da Ioga, disciplinando a vontade e o sistema nervoso, constituem valiosos recursos psicoterapêuticos ao alcance de todos: a meditação, induzindo à calma e ao bem-estar, inspira à ação do bem, do amor, da compaixão e da caridade em relação a si mesmo e ao próximo, haurindo alegria de viver e satisfação de autorrealizar-se lúcida e consciente das próprias responsabilidades. • A ansiedade natural, o desejo de que ocorra o que se aguarda, constitui quadro saudável na existência de todos os indivíduos equilibrados. O tormento, porém, que produz distúrbios generalizados, tais: sudorese abundante, colapso periférico, arritmia cardíaca, inquietação exagerada, receio de insucesso, produz o estado patológico, que pode ser superado com o auxílio do especialista em psicoterapia e o desejo pessoal realizado com empenho para consegui-lo. • As aflições defluentes da ansiedade podem ser erradicadas, portanto, graças aos cuidados especializados, adicionados à aplicação da bioenergia por meio dos passes e da água fluidificada, que restauram o campo vibratório e revitalizam as células. Outrossim, o hábito da oração e o cultivo dos pensamentos dignificadores são o coroamento do processo curativo para o encontro da saúde e da paz. • Jesus, o Psicoterapeuta por excelência, asseverou no Sermão da Montanha (Mateus, 5:4): Bem-aventurados os que choram - recuperando-se das culpas e das mazelas -porque eles serão consolados. • CE, VIII
    57. 57. TERAPIA PARA A ANSIEDADE • Característica de identificação do homem de fé é a paz de espírito. A crença honesta propicia equilíbrio, fomentando a harmonia, de que se nutre a criatura no rumo da sua evolução. • A confiança irrestrita em Deus dulcifica o homem, auxiliando-o a compreender os acontecimentos e as realidades da vida, de que se utiliza em forma de experiências promotoras da felicidade. • Num temperamento irrequieto, a fé se assinala pela mudança de atitudes que impõe, desde que se modifica a forma de ver a vida e os seus sucessos, dando a cada coisa e ocorrência o valor exato que se lhe faz correspondente. • Amadurece-lhe o entendimento e o descortino se agiganta, transformando os mecanismos de ação e desenvolvimento da personalidade, que melhor se integra no contexto da sociedade na qual se encontra. • A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação. • É a crença no inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do cotidiano. • O ansioso perturba-se e perturba. • No seu estado de ansiedade, desgasta-se e exaure aqueles que se lhe submetem ou com quem convive. • A ansiedade pode ser considerada como um fenômeno de desequilíbrio emocional. • Littré, o eminente pensador positivista, afirmava que a "inquietação, a ansiedade e a angústia são manifestações de um mesmo estado". • Mediante exercício da vontade e recorrendo-se à terapia especializada, a ansiedade se transforma em clima de paciência, aprendendo a aguardar no tempo, na hora e no lugar próprios, o que deve suceder. • Se experimentas contínuos estados de ansiedade, pára a meditar e propõe-te renovação de conceito espiritual. • Usa o medicamento da fé consoladora e reserva-te a confiança no futuro. • O que não consigas realizar agora, fa-lo-ás depois. • Nem te permitas a negligência perturbadora, nem tampouco a ansiedade desesperada. • Se, todavia, mediante esforço mental na disciplina dos hábitos, não conseguires a paz de espírito porque anelas, recorre aos passes e à prece, que te evitarão a queda no abismo da angústia. • Permanecendo, no entanto, o estado irrefreável da ansiedade, recorre à Ciência Médica para atender aos teus implementos nervosos e auxiliar-te a maquinaria orgânica. • O egoísta faz-se ansioso. • O prepotente, na marcha da volúpia alucinada, vive ansiosamente. • Os triunfadores da ilusão e os arquitetos da mentira tornam-se ansiosos, entre frustrações e medos. • A consciência atormentada pelos remorsos ou estigmatizada pelos erros, sofre de ansiedade. • Todos aqueles que, através da fé legítima, se fixa nos ideais da benemerência e da construção do mundo novo de amanhã, são calmos e confiantes, superando a ansiedade, que somente se lhes instala na emoção quando esta vive o desejo de alcançar o "reino de Deus" pela qual se fascina a luta. • Jesus, por excelência calmo, demonstrou-nos, em todos os instantes do seu messianato, que a ansiedade nEle não encontrou sintonia, marchando sempre sereno em todos os transes, até a Cruz de ignomínia que ele vestiu de luz, prosseguindo na Ressurreição discreta em plenitude de paz e de confiança em Deus, para sempre. • Joanna de Ângelis • Livro: Otimismo [Divaldo P. Franco]

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