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1|   Apostila–Devemos amar uns aos outros




              DEVEMOS AMAR UNS AOS OUTROS

          I João 4: 12 e 13
          4.12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos
          outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós,
          aperfeiçoado.
          4.13 Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em
          nós: em que nos deu do seu Espírito.



    Todos que neste mundo prestam verdadeiro serviço a Deus e
ao homem, recebem um preparo prévio na escola das aflições.
Quanto mais pesado for o encargo e mais elevado o serviço maior será
a prova e mais severa a disciplina. (ED pag. 151)
    A lição é para todos os que ocupam posição de confiança.
Quando Deus abre o caminho para a realização de certa obra, e dá
garantias de sucesso, o instrumento escolhido deve fazer tudo que
estiver em seu poder para alcançar os resultados prometidos. O
sucesso será proporcional ao entusiasmo e perseverança com que o
trabalho é levado a cabo. Deus pode operar milagres em favor de Seu
povo unicamente quando este desempenha sua parte com incansável
energia. Ele reclama para Sua obra homens de devoção, homens de
coragem moral, com ardente amor pelas almas e zelo que nunca
esmorece. Tais obreiros não acharão nenhuma tarefa demasiado árdua,
nenhuma perspectiva demasiado sem esperança; eles trabalharão,
indômitos, até que a aparente derrota seja tornada em gloriosa vitória.
Nem mesmo as paredes das prisões, ou o martírio em perspectiva, levá-
los-á a mudar de rumo em seus propósitos de trabalhar unidos com
Deus para a edificação de Seu reino.
    Com o conselho e o encorajamento dado a Jeoás, estava finda a
tarefa de Eliseu. Aquele sobre quem havia descido em grande medida o
espírito que repousava sobre Elias, provara-se fiel até o fim. Nunca
vacilara. Nunca perdera sua confiança no poder da Onipotência.
Sempre, quando o caminho diante de si parecia inteiramente
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |2

fechado, ainda avançara pela fé, e Deus honrara sua confiança e
abrira diante dele o caminho. (PR, 263)
    I João 4: 13. “João nos tem dado um sinal pelo o qual podemos
conhecer que Deus tem estado atuando em nosso coração, “se nos
amamos uns aos outros’, nisto sabemos que permanecemos nEle e
Ele nos tem feito templo adequado para a sua morada. Quando
vemos que este sinal se manifesta em nossa vida, freqüentemente nos
daremos conta, por experiência, que o Deus invisível mora em nós
mediante o Seu Espírito.
    Em S. João 1: 18; diz que ninguém já mais viu a Deus, mas em S.
João 4: 12 nos diz que se amarmos uns aos outros Deus estará em
nós.

          I João 4: 7-11, 12, 16, 18, 20, 21; I João 1:7


     Pedro, "amai-vos ardentemente uns aos outros com um
coração puro." A Palavra de Deus - a verdade - é o conduto pelo qual
o Senhor manifesta Seu Espírito e poder. A obediência à Palavra produz
o fruto da qualidade requerida - "caridade fraternal, não fingida". I Ped.
1:22. Este amor tem a sua origem no Céu, e conduz aos mais altos
motivos e ações altruístas.
    Quando a verdade se torna um princípio dominante na vida, a alma
é gerada, "não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela
Palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". I Ped. 1:23. Este
novo nascimento é o resultado de receber Cristo como a Palavra de
Deus. Quando, mediante o Espírito Santo, as verdades divinas são
impressas no coração, surgem novas concepções, e as energias outrora
dormentes despertam para cooperar com Deus. (AA, 520)
    Amplia-se a ordem para incluir todas as ações e os planos da vida.
Os cristãos não estão em liberdade de seguir os impulsos do coração
natural inverso e do corpo não regenerado. Estão obrigados a fazer que
harmonizem com a vontade revelada de Deus todos os pensamentos,
palavras e atos (ver Colossenses 3: 17; I Pedro 4: 11).
    “De que Ele nos privaria? Ele nos privaria do privilégio de ceder ás
paixões naturais do coração carnal. Não podemos ficar zangados
3|   Apostila–Devemos amar uns aos outros

exatamente quando queremos, e ao mesmo tempo manter uma
consciência limpa e a aprovação de Deus. Mas não estaríamos
dispostos a renunciar a isto? A condescendência com as paixões
corruptas nos faríamos mais felizes? É porque ela não o fará, que nos
são impostas restrições nesse sentido. Ficar zangado e cultivar um
temperamento perverso, nada acrescentará ao nosso contentamento.
Não é para a nossa felicidade seguirmos as nossas inclinações do
coração carnal. E nos tornaríamos melhores por condescender com
elas? Não; elas lançarão uma sombra sobre nossa família e uma
mortalha sobre nossa felicidade. – por isso Deus quer que restrinjamos
o apetite, controlemos as paixões e mantenhamos em sujeição o ser
inteiro. Ele prometeu dar-nos força se nos empenharmos em Sua obra.”
(II TI, 590 / 591)
    A religião de Cristo tem que ver com todos os assuntos do homem,
já se trate do físico, o mental ou o espiritual. A redenção que
proporciona Cristo é completa, aplica-se a tudo o ser humano (ver
Romanos 8: 5-9, 13-14; I Coríntios 9: 27; Gálatas 5: 16, 24; 1
Tessalonicenses 5: 23).
    GLORIA ou "honra" (ver Com. Romanos 3: 23). O primeiro motivo
para que o cristão viva em harmonia com as leis de Deus deve ser
promover a honra de Deus. Este motivo surge de seu amor para Deus e
seu desejo de agradar a seu Bem-feitor (ver João 14: 15; 1 João 5: 3).
Todas as energias da alma devem usar-se em proveito do reino de
Deus, para assim honrá-lo.
    Os cristãos nunca devem proceder de tal maneira que outros sejam
induzidos ao pecado por sua influência (ver Romanos 14: 13)
    O propósito dominante do Paulo era salvar os homens, e estava
preparado para fazer algo correto com o fim de alcançar essa meta.
Portanto, tinha decidido colocar o interesses daqueles por cima dos
seus para poder levá-los a Cristo. Procurava evitar que se levantassem
prejuízos, não insistindo desnecessariamente em seus direitos nem
despertando oposição. O reino de Cristo está estabelecido sobre
princípios completamente diferentes a aqueles sobre os quais se
estabelecem os reino deste mundo. Os pensamentos dos homens são
naturalmente opostos aos de Deus devido à pecaminosa natureza
humana (ver Salmos 51: 5; Romanos 8: 6-7). O homem trata de elogiar-
se, de impor suas próprias idéias e opiniões, sem ter em conta os
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |4

sentimentos e as crenças de outros; mas o cristão se nega a si mesmo,
elogia a Cristo e dedica sua vida à salvação de outros (ver Mateus 16:
25; Marcos 8: 35)
     Literalmente "os muitos", ou seja, a maioria. Paulo não fazia
discriminação nem procurava unicamente o bem dos que cumpriam
com seus ensinos, pois, como tudo verdadeiro cristão, estava
interessado na salvação de todos os homens de todas as raças e de
todas as condições sociais.

         Ir para a apostila “gloria do Senhor”

     E então, com palavras que desde aquele dia até ao presente
têm sido uma fonte de inspiração e encorajamento a homens e
mulheres, Paulo expôs a importância deste amor que deveria ser
acariciado pelos seguidores de Cristo: "Ainda que eu falasse as
línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o
metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de
profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que
tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não
tivesse caridade, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha
fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo
para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria."
I Corintios 13:1-3.
    Não importa quão alta seja a profissão, aquele cujo coração não
está cheio de amor a Deus e aos semelhantes, não é verdadeiro
discípulo de Cristo. Embora possua grande fé, e tenha poder mesmo
para operar milagres, todavia sem amor sua fé será de nenhuma valia.
Poderá ostentar grande liberalidade; mas se ele por qualquer outro
motivo que não o genuíno amor, entregar todos os seus bens para
sustento dos pobres, o ato não o recomendará ao favor de Deus. Em
seu zelo, poderia mesmo sofrer a morte de mártir, mas não sendo
impulsionado por amor, seria considerado por Deus como iludido
entusiasta, ou ambicioso hipócrita.
    "A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a
caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece." I Cor. 13:4. A
mais pura alegria jorra da mais profunda humilhação. O caráter mais
5|   Apostila–Devemos amar uns aos outros

forte e mais nobre é construído sobre o fundamento da paciência, do
amor e da submissão à vontade de Deus.
     A caridade "não se porta com indecência, não busca os seus
interesses, não se irrita, não suspeita mal". I Cor. 13:5. Amor igual ao de
Cristo atribui a mais favorável das intenções aos motivos e atos dos
outros. Não expõe desnecessariamente suas faltas; não ouve com
avidez relatórios desfavoráveis, mas antes procura trazer à mente as
boas qualidades de outros.
    O amor "não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo
sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Este amor "nunca falha". I
Cor. 13:6-8. Jamais perde seu valor; é um atributo celestial. Como
precioso tesouro, será levado por seu possuidor através das portas da
cidade de Deus.
     "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas
três, mas a maior destas é a caridade." I Cor. 13:13. (AA, 318 e 319).
Leia I Coríntios 13
   Quando é que veremos a terra e seus habitantes restaurados da
maldição do pecado? E nossa natureza liberta?

          Mateus 5: 44 – 48
          5.44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que
          vos perseguem;
          5.45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz
          nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e
          injustos.
          5.46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes?
          Não fazem os publicanos também o mesmo?
          5.47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais?
          Não fazem os gentios também o mesmo?
          5.48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.


O Caráter de Deus Revelado em Cristo
    Tomando sobre Si a humanidade, Cristo veio ser um com a
humanidade, e ao mesmo tempo revelar às pecadoras criaturas
humanas o Pai celestial. Aquele que estivera na presença do Pai, desde
o princípio, Aquele que era a expressa imagem do invisível Deus, era o
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |6

único habilitado a revelar à humanidade o caráter divino. Em tudo Ele foi
feito semelhante a Seus irmãos. Fez-Se carne, tal qual nós somos.
Sentia fome e sede e fadiga. Era sustentado pelo alimento, e refrigerado
pelo sono. Partilhou da sorte dos homens; era, todavia, o imaculado
Filho de Deus. Era um estrangeiro e peregrino na Terra - estava no
mundo, mas não era do mundo; tentado e provado como o são os
homens e as mulheres de hoje, e vivendo não obstante uma vida isenta
de pecado.
   "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que
vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos
maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos
Céus; porque faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons e a
chuva desça sobre justos e injustos." Mat. 5:44 e 45.
    Terno, compassivo, cheio de simpatia, sempre atencioso para
com os outros, Ele representava o caráter de Deus, achando-Se
continuamente empenhado em serviço para com o Senhor e o
homem.
    "O Senhor Meu ungiu", disse Ele,
    "Para pregar boas novas aos mansos;
    Enviou-Me a restaurar os contritos de coração,
    A proclamar liberdade aos cativos" (Isaias 61:1),
    "A dar vista aos cegos" (Lucas 4:19);
    "A apregoar o ano aceitável do Senhor; ...
    "A consolar todos os tristes." Isaias 61:2.
    "Amai a vossos inimigos", ordena-nos Ele; "bendizei os que
vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos
maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que
está nos Céus" (Mat. 5:44 e 45); "porque Ele é benigno até para com os
ingratos e maus." Luc. 6:35. "Faz que o Seu Sol se levante sobre maus
e bons e a chuva desça sobre justos e injustos." Mat. 5:45. "Sede, pois,
misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso." Luc. 6:36.
    "Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, ...
7|   Apostila–Devemos amar uns aos outros

     O Oriente do alto nos visitou,
   Para alumiar aos que estão assentados em trevas e sombra de
morte,
     A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz." Luc. 1:78 e 79.

A Glória da Cruz
    A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na
cruz. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é
impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar.
Olhando à cruz do Calvário, só nos é possível dizer: "Deus amou o
mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo
aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.
    Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos
mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ciência de salvação que temos de
aprender e ensinar. (CBV, 424/ 25)
    A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-
se na cruz.
    A cruz é símbolo de renuncia, de sujeição da natureza carnal, é não
fazendo a nossa própria vontade é que nos libertamos da escravidão do
pecado.

           Mateus 9: 12-13
           9.12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e
           sim os doentes.
           9.13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não
           holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao
           arrependimento].

    A verdadeira simpatia entre o homem e o seu semelhante deve
ser o sinal distintivo entre os que amam e temem a Deus e os que
são indiferentes a Sua lei. Quão grande a simpatia que Cristo
manifestou ao vir a este mundo para dar a Sua vida em sacrifício por um
mundo a perecer! Sua religião levou-O à prática de genuíno trabalho
médico-missionário. Ele foi um poder curador. "Misericórdia quero e não
sacrifício" Mat. 9:13, disse Ele.
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |8

    Este foi o teste que o grande autor da verdade usou para distinguir
entre a verdadeira religião e a falsa. Manuscrito 117, 1903. (BS, 36)
    A obra especificada nestas palavras [Isaías 58] é a obra que Deus
pede que Seu povo faça. É uma obra indicada pelo próprio Deus. À
tarefa de reivindicar os mandamentos de Deus e reparar a brecha que
foi feita na lei de Deus, devemos acrescentar compaixão à
humanidade sofredora. Devemos mostrar supremo amor a Deus,
exaltar o Seu memorial, que foi calcado por pés ímpios; e com isto
devemos manifestar misericórdia, benevolência e a mais terna piedade
pela humanidade caída. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mat.
19:19. Como um povo precisamos pôr mãos nesta obra. O amor
revelado pela humanidade sofredora dá sentido e poder à verdade.
Special Testimonies, Série A, nº 10, págs. 3 e 4. (BS, 32)
    "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal,
preferindo-vos em honra uns aos outros." Rom. 12:10." Não
tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário,
bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por
herança, alcanceis a bênção." I Ped. 3:9. (CBV, 489)
     Somos admoestados pelo apóstolo: "O amor seja sem hipocrisia.
Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns
aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos
outros." Rom. 12:9 e 10. Paulo queria que fizéssemos distinção entre o
amor puro e altruísta que é inspirado pelo espírito de Cristo, e a
inexpressiva e enganosa simulação de que o mundo está cheio. Essa
desprezível contrafação tem desencaminhado muitas pessoas.
Pretende eliminar a distinção entre o que é certo e o que é errado,
concordando com o transgressor, ao invés de mostrar-lhe fielmente os
seus erros. Semelhante atitude nunca promana de verdadeira amizade.
O espírito que a instiga habita somente no coração carnal. Se bem que
o cristão sempre seja bondoso, compassivo e clemente, ele não pode
sentir-se em harmonia com o pecado. Detestará o mal e apegar-se-á ao
bem, em detrimento da associação ou amizade com os ímpios. O
espírito de Cristo nos levará a odiar o pecado, ao passo que estaremos
dispostos a fazer qualquer sacrifício para salvar o pecador. Testimonies,
vol. 5, págs. 169-171. (MM, Exaltai-o, 314)
   Aqui se ostentou o nobre e abnegado espírito de Abraão.
Quantos, em circunstâncias idênticas, não se apegariam com todo
9|   Apostila–Devemos amar uns aos outros

o risco aos seus direitos e preferências individuais! Quantos lares
não se têm desta maneira esfacelado. Quantas igrejas não se têm
desagregado, tornando a causa da verdade objeto de zombaria e injúria
entre os ímpios! "Não haja contenda entre mim e ti", disse Abraão,
"porque irmãos somos", não somente pelo parentesco natural,
mas como adoradores do verdadeiro Deus. Os filhos de Deus, pelo
mundo inteiro, são uma família, e o mesmo espírito de amor e
conciliação os deve governar. "Amai-vos cordialmente uns aos outros
com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos
12:10) - é o ensino de nosso Salvador. A cultura de uma cortesia
uniforme, de uma disposição para fazer aos outros conforme
desejaríamos que nos fizessem, extinguiria a metade dos males da vida.
O espírito de engrandecimento próprio é o espírito de Satanás; mas o
coração em que o amor de Cristo é acalentado, possuirá aquela
caridade que não busca o seu próprio proveito. Tal coração dará
atenção ao mandado divino: "Não atente cada um para o que é
propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros".
Filip. 2:4. (PP, 133 / 134)
     O princípio presente na injunção "amai-vos cordialmente uns
aos outros" (Rom. 12:10), jaz à base do próprio fundamento da
felicidade doméstica. A cortesia cristã deve reinar em todo lar. Custa
pouco, mas tem poder para abrandar naturezas que sem ela se
desenvolveriam ríspidas e rudes. O cultivo de uma cortesia uniforme, da
disposição de fazer aos outros o que nós gostaríamos que nos fizessem
a nós, seria capaz de banir metade dos males da vida. Signs of the
Times, 9 de setembro de 1886. (Lar Adventista 421)
     A polidez não custa nada, e no entanto tem a capacidade de
abrandar naturezas que se tornariam duras e rudes sem ela. A
polidez cristã deve reinar em cada lar. O cultivo de uma cortesia
uniforme, e a disposição de fazer pelos outros o que gostaríamos que
fizessem por nós, eliminaria a metade dos males da vida. O princípio
contido na recomendação: "Amai-vos cordialmente uns aos outros"
(Rom. 12:10), é a pedra fundamental do caráter cristão. ... A cortesia
cristã é a fivela dourada que une os membros da família por laços de
amor que se tornam mais íntimos e mais fortes a cada dia. Health
Reformer, agosto de 1877. (MM, Refletindo a Cristo, 181)
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 10

     O princípio contido na recomendação: "Amai-vos cordialmente
uns aos outros", acha-se à própria base da felicidade doméstica. A
cortesia cristã deve reinar em cada lar. ... A esposa e mãe poderá
ligar o coração do marido e dos filhos ao dela por fortes laços de amor,
se em seu relacionamento com eles ela manifestar amor invariável em
palavras gentis e conduta cortês. (MM, Refletindo a Cristo, 182)
    Pedro exorta seus irmãos: "Semelhantemente vós, mancebos,
sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e
revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas
dá graça aos humildes." I Ped. 5:5. Também o apóstolo Paulo exorta
os irmãos filipenses à unidade e humildade: "Portanto, se há algum
conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma
comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor,
o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda
ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros
superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente
seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja
em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus." Filip.
2:1-5. E outra vez Paulo exorta os irmãos: "O amor seja não fingido.
Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos
outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros."
Rom. 12:9 e 10. Escrevendo aos Efésios, diz ele: "Sujeitando-vos uns
aos outros no temor de Deus." Efés. 5: 21. (I TS, 344)
    "Viste a um homem diligente na sua obra? perante reis será
posto; não será posto perante os de baixa sorte." Prov. 22:29. "O
que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes
enriquece." Prov. 10:4. "Amai-vos cordialmente uns aos outros com
amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais
vagarosos no cuidado: sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor."
Rom. 12:10 e 11. (II TS, 45)
    "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de
ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de
mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-
vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.
Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. (MM,
Este Dia Com Deus, 288)
11 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

     Tereis aflições. Assim o Senhor remove a aspereza de vosso
caráter. Não murmureis. Tornais a aflição mais penosa pelo
descontentamento. Honrai a Deus por meio de alegre submissão.
Suportai a pressão pacientemente. Mesmo que vos seja feita alguma
injustiça, conservai o amor de Deus no coração. ... (MM, Exaltai-o, 300)
     Provações vos hão de sobrevir. Assim é que o Senhor refina a
rudeza de vosso caráter. Não murmureis. Lamentando-vos, tornais
mais difícil a provação. Honrai a Deus com uma submissão bem
disposta. Suportai pacientemente a pressão. Ainda que vos tenha sido
feito algum mal, conservai o amor de Deus no coração. "Guarda a tua
língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente. Aparta-te do
mal, e faze o bem: procura a paz, e segue-a. Os olhos do Senhor estão
sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos ao seu clamor." Sal. 34:13-
15. (MJ, 97)
    Ele estará ao vosso lado nesta vossa profunda aflição e prova.
Suportai bem a prova, e recebereis uma coroa de glória com vossa
companheira, quando aparecer Jesus. Apegai-vos à Verdade, e com
ela sereis coroado com glória, honra, imortalidade e vida eterna. Carta
10, 1850. (II ME, 264)
    Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de
ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de
mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-
vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.
Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.
Colossenses 3:12 e 13.
    Deus não pede a pecadores que entrem para a Sua causa com
traços naturais de caráter, a fim de fracassarem perante o Universo
celestial e diante do mundo. ... O espírito duro e cruel, que julga e
condena, tem deixado a marca do inimigo sobre todas as coisas. Mas a
misericórdia deve tomar o lugar e deixar sua vasta impressão sobre
todos os planos. O mundo deve ver princípios diferentes daqueles que
até aqui foram apresentados. Cristo foi levantado na cruz. Ele não apela
a qualquer homem para manufaturar provas e tribulações para Seu
povo. Ele lhes apresenta Seus requisitos e lhes oferece o convite:
"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu
vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque
sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 12

alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve." Mat. 11:28-30.
Suportai Meu jugo, e... encontrareis o descanso que chega somente ao
obediente. (MM, Olhando Para o Alto, 164)
    Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso
alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o
Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo
isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz
de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes
chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente,
em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente
em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos
espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja
em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando
por Ele graças a Deus Pai." Colossenses 3:12-17. (Santificação, 88)

ATENÇÃO!
     Ouvi a voz de Deus: "Filho Meu, se os pecadores querem
seduzir-te, não o consintais." Prov. 1:10. Os que são regidos pelo
Espírito de Deus devem manter alerta suas faculdades perceptivas;
pois é chegado o tempo em que sua integridade e lealdade a Deus
e uns aos outros será provada. Não cometais a mínima injustiça a fim
de obter qualquer vantagem para vós mesmos. Fazei aos outros, nas
coisas pequeninas como nas grandes, como quereríeis que vos
fizessem a vós. Diz Deus: "Vós sois as Minhas testemunhas." Isa. 43:10.
Deveis agir em Meu lugar. Pudesse a cortina ser descerrada, e veríeis o
universo celeste a contemplar com interesse aquele que é tentado. Se
não cederdes ao inimigo, haverá alegria no Céu. Ao ouvir a primeira
sugestão para o mal, dirigi de pronto uma oração ao Céu, e depois
resisti à tentação de fazer experiências com os princípios condenados
na Palavra de Deus. À primeira vez que a tentação se apresenta,
enfrentai-a de maneira decidida, que ela nunca se repita. (MM, Filhos e
Filhas de Deus, 164)

BEM-AVENTURADOS
    "E Ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes
de espírito, porque deles é o reino dos Céus." Mateus 5:2 e 3.
13 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

    Nos dias de Cristo os guias religiosos do povo julgavam-se ricos em
tesouros espirituais. A oração do fariseu: "Ó Deus, graças Te dou,
porque não sou como os demais homens" (Lucas 18:11), exprimia os
sentimentos de sua classe e, em grande parte, da nação inteira. Mas na
multidão que cercava Jesus, alguns havia que tinham a intuição de
sua pobreza espiritual. Quando, na pesca miraculosa, se revelou o
poder de Cristo, Pedro rojou-se aos pés do Salvador, exclamando:
"Senhor, ausenta-Te de mim, por que sou um homem pecador"
(Lucas 5:8); assim na multidão reunida no monte havia pessoas que, na
presença de Sua pureza, se sentiam desgraçadas, miseráveis, pobres,
cegas e nuas (Apocalipse 3:17); e estas almejavam "a graça de Deus, ...
trazendo salvação a todos os homens". Tito 2:11. Nessas almas, as
palavras de saudação de Cristo despertaram esperança; viram que sua
vida estava sob a bênção de Deus.
    Jesus apresentara a taça de bênçãos aos que se julgavam ricos e
de nada carecidos (Apocalipse 3:17), e eles, com escárnio, volveram
costas à dádiva misericordiosa. Aquele que se julga são, que pensa
ser razoavelmente bom e se satisfaz com o seu estado, não
procura tornar-se participante da graça e justiça de Cristo. O
orgulho não sente necessidade, fechando, pois, o coração a Cristo
e às bênçãos infinitas que Ele veio dar. Não há lugar para Jesus no
coração dessa pessoa. Os que são ricos e honrados aos próprios olhos,
não oram com fé, para receberem a bênção de Deus. Presumem estar
cheios, por isso se retiram vazios. Os que sabem que não se podem
salvar a si mesmos, nem de si praticar qualquer ação de justiça, são os
que apreciam o auxílio que Cristo pode conceder. São eles os humildes
de espírito, aos quais Ele declara bem-aventurados.
     Aquele a quem Cristo perdoa, faz Ele primeiro penitente, e é
função do Espírito Santo convencer do pecado. Aquele cujo coração
foi movido pela convicção comunicada pelo Espírito de Deus, vê que em
si mesmo nenhum bem existe. Vê que tudo que já fez está misturado
com o próprio eu e o pecado. Como o pobre publicano, fica a distância,
não ousando erguer os olhos ao céu, e clamam: "Ó Deus, tem
misericórdia de mim, pecador!" Lucas 18:13. Essas pessoas são
abençoadas. Há perdão para o penitente, pois Cristo é "o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. A promessa de Deus é
"ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão
brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 14

tornarão como a branca lã". Isaias 1:18. "E vos darei um coração novo e
porei dentro de vós um Espírito novo." Ezequiel 36:26.
    Dos humildes de espírito, diz Jesus: "Deles é o reino dos
Céus." Mat. 5:3. Este reino não é, como esperavam os ouvintes de
Cristo, um domínio temporal e terreno. Cristo estava a abrir aos homens
o reino espiritual de Seu amor, Sua graça, Sua justiça. A insígnia do
reino do Messias distingue-se pela imagem do Filho do homem. Seus
súditos são os humildes de espírito, os mansos, os perseguidos
por causa da justiça. Deles é o reino dos Céus. Conquanto não se
tenha ainda realizado plenamente, iniciou-se neles a obra que os tornará
"idôneos para participar da herança dos santos na luz". Colossenses
1:12.
     Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e
vêem que em si mesmos nada possuem de bom, encontrarão justiça e
força olhando a Jesus. Diz Ele: "Vinde a Mim, todos os que estais
cansados e oprimidos." Mateus 11:28. Ele vos ordena que troqueis a
vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor
de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar
abundantemente todos os que forem a Ele. Qualquer que tenha sido
vossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam vossas
circunstâncias presentes, se fordes a Jesus exatamente como sois,
fracos, incapazes e em desespero, nosso compassivo Salvador irá
grande distância ao vosso encontro, e em torno de vós lançará os
braços de amor e as vestes de Sua justiça. Ele nos apresenta ao Pai,
trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter. Ele roga a Deus
em nosso favor, dizendo: Eu tomei o lugar do pecador. Não olhes a este
filho desgarrado, mas a Mim. E quando Satanás intervém em altos
brados contra nossa alma, acusando-nos de pecado, e reivindicando-
nos como presa sua, o sangue de Cristo intercede com maior poder.
     "De Mim se dirá: Deveras no Senhor há justiça e força. ... No
Senhor será justificada e se gloriará toda a descendência de Israel."
Isaias 45:24 e 25.

          Mateus 5: 4
          "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão
          consolados."
15 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

    O pranto aqui apresentado é a sincera tristeza de coração pelo
pecado. Jesus diz: "E Eu, quando for levantado da Terra, todos
atrairei a Mim." João 12:32. E ao contemplarmos Jesus levantado
sobre a cruz, discerniremos o estado pecaminoso da humanidade.
Vemos que foi o pecado que açoitou e crucificou o Senhor da glória.
Vemos que, ao passo que somos amados com indizível ternura, nossa
vida tem sido uma contínua cena de ingratidão e rebelião. Esquecemos
nosso melhor Amigo, e desprezamos o mais precioso dom deparado
pelo Céu.
    A paciência e a brandura ao sofrer ofensas, não eram
características apreciadas pelos pagãos e pelos judeus. A
declaração feita por Moisés sob a inspiração do Espírito Santo, de ser
ele o homem mais manso que havia sobre a Terra, não teria sido
considerada pelo povo de seu tempo como um louvor; teria antes
provocado piedade ou desprezo. Mas Cristo coloca a mansidão entre
os primeiros atributos necessários para habitar em Seu reino. Em
Sua própria vida e caráter revela-se a divina beleza dessa graça
preciosa.
    "Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo" (Mateus
16:24); que o próprio eu seja destronado e nunca mais possua a
supremacia da alma.
     Quando recebemos a Cristo na alma, como hóspede permanente, a
paz de Deus, que excede a todo entendimento, guarda nosso coração e
espírito em Cristo Jesus. A vida do Salvador na Terra, embora passada
em meio de conflito, foi uma vida de paz. Conquanto irados inimigos O
estivessem sempre perseguindo, Ele disse: "Aquele que Me enviou está
comigo; o Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que
Lhe agrada." João 8:29. Nenhuma tempestade de ira humana ou
diabólica poderia perturbar a calma daquela perfeita comunhão
com Deus. E Ele nos diz: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou."
João 14:27. "Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou
manso e humilde de coração, e encontrareis descanso." Mateus 11:29.
Levai comigo o jugo do serviço, para a glória de Deus e o reerguimento
da humanidade, e achareis suave o jugo, e leve o fardo.
    É o amor do próprio eu que destrói a nossa paz. Enquanto o eu
está bem vivo, estamos continuamente prontos a preservá-lo de
mortificação e insulto; mas, se estamos mortos, e nossa vida
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 16

escondida com Cristo em Deus, não levaremos a sério as
desatenções e indiferenças. Seremos surdos às censuras, e cegos
à zombaria e ao insulto. "O amor é paciente, é benigno; o amor não
arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz
inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera,
não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se
com a verdade; tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor
jamais acaba." I Corintios 13:4-8.
    A felicidade derivada de fontes terrenas é tão mutável como a
podem tornar as várias circunstâncias; a paz de Cristo, porém, é
constante e permanente. Ela não depende de qualquer circunstância da
vida, da quantidade de bens mundanos, ou do número de amigos.
Cristo é a fonte da água viva, e a felicidade que dEle procede não pode
jamais falhar.
    A mansidão de Cristo, manifestada no lar, tornará felizes os
membros da família; ela não provoca disputas, não dá más respostas,
mas acalma o temperamento irritado, e difunde uma suavidade que se
faz sentir por todos os que se acham dentro do aprazível ambiente.
Sempre que é nutrida, torna as famílias da Terra uma parte da grande
família do Céu.
     Muito melhor nos é sofrer sob falsa acusação, do que nos
infligirmos a nós mesmos a tortura da desforra sobre os nossos
inimigos. O espírito de ódio e vingança teve sua origem em
Satanás, e só pode trazer mal sobre aquele que o nutre. Humildade
de coração, aquela mansidão que é o fruto de permanecer em Cristo, é
o verdadeiro segredo da bênção. "Ele adornará os mansos com a
salvação." Salmos 149:4.

          Mateus 5: 7
          "Bem-aventurados os misericordiosos,                porque     eles
          alcançarão misericórdia."

    O coração do homem é, por natureza, frio, escuro e desagradável;
sempre que alguém manifeste espírito de misericórdia e perdão, fá-lo, não
de si mesmo, mas mediante a influência do divino Espírito a mover-lhe o
coração. "Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro." I João 4:19.
17 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

    É o próprio Deus a fonte de toda a misericórdia. Seu nome é
"misericordioso e piedoso". Êxodo 34:6. Ele não nos trata segundo os
nossos merecimentos. Não indaga se somos dignos de Seu amor, mas
derrama sobre nós as riquezas desse amor, a fim de fazer-nos dignos.
Não é vingativo. Não busca punir, mas redimir. Mesmo a severidade
que mostra por meio de Suas providências, é manifestada para
salvação dos extraviados. Intensamente anela Ele aliviar as misérias
dos homens, e aplicar-lhes às feridas Seu bálsamo. É verdade que
Deus "ao culpado não tem por inocente" (Êxodo 34:7); mas quereria tirar
a culpa.
     Os misericordiosos são "participantes da natureza divina" (II Pedro
1:4), e neles encontra expressão o compassivo amor de Deus. Todo
aquele cujo coração está em harmonia com o coração do Infinito Amor,
buscará reaver e não condenar. A presença permanente de Cristo na
alma é urna fonte que jamais secará. Onde Ele habita, haverá uma
torrente de beneficência.
    Ante o apelo do tentado, do errante, das míseras vítimas da
necessidade e do pecado, o cristão não pergunta: São eles
dignos? mas: Como os posso eu beneficiar? Nos mais indignos,
mais degradados, vê almas para cuja salvação Cristo morreu, e
para quem Deus deu a Seus filhos o ministério da reconciliação.
    Os misericordiosos são os que manifestam compaixão para com os
pobres, os sofredores e oprimidos.
    Jó declara: "Eu livrava o miserável, que clamava, como também o
órfão que não tinha quem o socorresse. A bênção do que ia perecendo
vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva. Cobria-
me de justiça, e ela me servia de veste; como manto e diadema era o
meu juízo. Eu era o olho do cego e os pés do coxo; dos
necessitados era pai e as causas de que não tinha conhecimento
inquiria com diligência." Jó 29:12-16.
     Muitos há para quem a vida é uma penosa luta; sentem suas
deficiências, e são infelizes e incrédulos; pensam nada terem por que
ser agradecidos. Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões
de apreciação, seriam para muitas almas lutadoras e solitárias como um
copo de água fria a uma alma sedenta. Uma palavra compassiva, um
ato de bondade, ergueriam fardos que pesam duramente sobre
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 18

fatigados ombros. E toda palavra ou ato de abnegada bondade é uma
expressão do amor de Cristo pela humanidade perdida.
     Os misericordiosos "alcançarão misericórdia". Mateus 5:7. "A alma
generosa engordará, e o que regar também será regado." Provérbios
11:25. Há uma doce paz para o espírito compassivo, uma bendita
satisfação na vida de esquecimento de si mesmo em benefício de
outros. O Espírito Santo que habita na alma e Se manifesta na vida,
abrandará corações endurecidos, e despertará simpatia e ternura.
Haveis de ceifar aquilo que semeardes. "Bem-aventurado é aquele que
atende ao pobre. ... O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será
abençoado na Terra, e Tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.

          Mateus 5: 8
          "Bem-aventurados os limpos de coração, porque
          eles verão a Deus."

    "A sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura." Tiago 3:17.
Na cidade de Deus não entrará coisa alguma que contamine. Todos
quantos houverem de ser seus moradores, hão de se ter tornado aqui
puros de coração. A pessoa que está aprendendo de Jesus manifestará
crescente desagrado pelas maneiras descuidosas, pela linguagem
indecente e pensamentos vulgares. Quando Cristo habita no coração,
haverá pureza e refinamento de idéias e maneiras.
    Mas as palavras de Jesus: "Bem-aventurados os limpos de
coração" (Mateus 5:8), têm um mais profundo sentido - não somente
puros no sentido em que o mundo entende a pureza, livres do que
é sensual, puros de concupiscências, mas fiéis nos íntimos
desígnios e motivos da alma, isentos de orgulho e de interesse
egoísta, humildes, abnegados, semelhantes a uma criança.
    Unicamente os semelhantes se podem apreciar. A menos que
aceiteis em vossa vida o princípio do amor pronto a se sacrificar, que é o
princípio de Seu caráter, não podeis conhecer a Deus. O coração
enganado por Satanás olha a Deus como um ser tirânico, implacável; os
traços egoístas da humanidade, do próprio Satanás, são atribuídos ao
amante Criador. "Pensavas que [Eu] era como tu", diz Ele. Salmos
50:21. Suas providências são interpretadas como a expressão de uma
natureza arbitrária e vingativa. Da mesma maneira quanto à Bíblia, o
19 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

tesouro das riquezas de Sua graça. A glória de suas verdades -
elevadas como o céu, amplas, a abranger a eternidade - não é
discernida. Para a grande massa da humanidade, o próprio Cristo é
"como raiz de uma terra seca", e nEle não vêem "nenhuma beleza" para
que O desejem. Isaías 53:2. Quando Jesus Se achava entre os homens
- a revelação de Deus na humanidade - os escribas e os fariseus Lhe
declararam: "És samaritano e... tens demônio." João 8:48. Mesmo Seus
discípulos estavam tão cegados pelo egoísmo de seu coração, que
eram tardios em compreender Aquele que viera a fim de manifestar-lhes
o amor do Pai. Por isto é que Jesus andava solitário entre os homens.
No Céu, tão-somente, era Ele compreendido.
    Mas para os corações que foram purificados pela presença do
Espírito Santo, tudo diverso. Estes podem conhecer a Deus. Moisés
estava oculto na fenda da rocha quando lhe foi revelada a glória do
Senhor; e é quando nos encontramos escondidos em Cristo que
contemplamos o amor de Deus.
    "O que ama a pureza do coração e tem graça nos seus lábios terá
por seu amigo o Rei." Provérbios 22:11. Pela fé, nós O contemplamos
aqui no presente. Em nossa experiência diária, distinguimos Sua
bondade e compaixão nas manifestações de Sua providência.
Reconhecemo-Lo no caráter de Seu Filho. O Espírito Santo toma a
verdade concernente a Deus e Àquele a quem Ele enviou, e descerra-a
ao entendimento e ao coração. Os limpos de coração vêem a Deus em
uma nova e mais carinhosa relação, como seu Salvador; e ao passo
que Lhe distinguem a pureza e a beleza do caráter, anelam refletir a Sua
imagem. Vêem-nO como um Pai ansioso de abraçar um filho
arrependido, e o coração enche-se-lhes de indizível alegria e de
abundante glória.
    Os limpos de coração percebem o Criador nas obras de Sua
poderosa mão, nas belas coisas que enchem o Universo. Em Sua
palavra escrita, lêem em mais distintos traços a revelação de Sua
misericórdia, Sua bondade e Sua graça. As verdades ocultas aos sábios
e entendidos, são reveladas às criancinhas. A beleza e preciosidade da
verdade, não percebidas pelos sábios do mundo, estão sendo
constantemente desdobradas aos que experimentam um confiante e
infantil desejo de conhecer e cumprir a vontade de Deus. Discernimos
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 20

a verdade mediante o tornar-nos, nós mesmos, participantes da
natureza divina.
    “Bem-aventurados os limpos de coração”, declara ela, “porque eles
verão a Deus.” S. Mateus 5: 8 “segui a paz com todos, e a santificação,
sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12: 14. “Amados, agora
somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de
ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos
semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos. E qualquer que
nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele
é puro.” I S. João 3: 2 e 3.

          Mateus 5: 9
          "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles
          serão chamados filhos de Deus."

    Cristo é o "Príncipe da Paz" (Isaías 9:6), e é Sua missão restituir à
Terra e ao Céu a paz que o pecado arrebatou. "Sendo, pois, justificados
pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo." Romanos
5:1. Todo aquele que consente em renunciar ao pecado, e abre o
coração ao amor de Cristo, torna-se participante dessa paz celestial.
    Não há outra base de paz senão essa. A graça de Cristo, recebida
no coração, subjuga a inimizade; afasta a contenda, e enche o coração
de amor. Aquele que se acha em paz com Deus e seus semelhantes,
não se pode tornar infeliz. Em seu coração não se achará a inveja; ruins
suspeitas aí não encontrarão guarida; o ódio não pode existir. O coração
que se encontra em harmonia com Deus partilha da paz do Céu, e
difundirá ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz
repousará qual orvalho sobre os corações desgostosos e turbados pelos
conflitos mundanos.
     Os seguidores de Cristo são enviados ao mundo com a mensagem
de paz. Quem quer que seja que, pela serena, inconsciente
influência de uma vida santa, revelar o amor de Cristo; quem quer
que, por palavras ou ações, levar outro a abandonar o pecado e
entregar o coração a Deus, é um pacificador.
   E "bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão
chamados filhos de Deus". Mateus 5:9. O espírito de paz é um
21 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

testemunho de sua ligação com o Céu. Envolve-os a suave
fragrância de Cristo. O aroma da vida, a beleza do caráter, revelam ao
mundo que eles são filhos de Deus. Vendo-os, os homens reconhecem
que eles têm estado com Jesus. "Qualquer que ama é nascido de
Deus." I João 4:7. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não
é dEle", mas "todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses
são filhos de Deus." Romanos 8:9 e 14.
    "E estará o resto de Jacó no meio de muitos povos, como orvalho
do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem,
nem aguarda filhos de homens." Miquéias. 5:7.
     Pelo sofrimento e perseguição, a glória - o caráter - de Deus
será manifestada em Seus escolhidos. A igreja de Deus, odiada e
perseguida pelo mundo, é educada e disciplinada na escola de Cristo;
caminha na Terra pela estrada estreita, é purificada na fornalha da
aflição, segue o Senhor através de duras batalhas, exercita-se na
abnegação e sofre amargas experiências, mas reconhece por tudo isso
a culpa e a miséria do pecado e aprende a afugentá-lo.
   Visto tomar parte nos sofrimentos de Cristo, [o sofredor] participará
também de Sua glória. (cf. Apocalipse 2: 10).
    Dirigindo-se aos anciãos da igreja, no tocante a suas
responsabilidades como subpastores do rebanho de Cristo, o apóstolo
escreve: "Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo
cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe
ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a
herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando
aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”.
     Os que ocupam a posição de subpastores devem exercer
atento cuidado sobre o rebanho do Senhor. Isto não quer dizer
vigilância ditatorial, mas que propenda a encorajar, fortalecer e a
levantar. Ministrar significa mais que pregar sermões; significa trabalho
zeloso e pessoal. A igreja na Terra é composta de homens e mulheres
falíveis, que necessitam de esforços laboriosos e pacientes para que
sejam disciplinados e educados para trabalhar de forma aceitável nesta
vida, e serem na futura coroados de glória e imortalidade. Necessita-se
de pastores - pastores fiéis - que não lisonjeiem o povo de Deus, nem o
tratem com dureza, mas alimentem-no com o pão da vida - homens que
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 22

sintam diariamente na vida o poder convertedor do Espírito Santo, e que
cultivem amor forte e altruísta por aqueles por quem trabalham. (AA,
526/527)
    Aquele que se entregar inteiramente a Deus, será guiado pela
mão divina. Poderá ser humilde e aparentemente não dotado de dons;
contudo, se com coração amante e confiante obedecer a toda
manifestação da vontade de Deus, suas faculdades serão purificadas,
enobrecidas, revigoradas e aumentadas as suas capacidades. Ao
serem por ele entesouradas as lições de divina sabedoria, um sagrado
encargo ser-lhe-á confiado; será capacitado a fazer de sua vida uma
honra para Deus e uma bênção para o mundo. "A exposição das Tuas
palavras dá luz; dá entendimento aos símplices." Salmos 119:130.
     Há muitos hoje em dia tão ignorantes da obra do Espírito Santo
sobre o coração quanto o eram os crentes de Éfeso; não há
entretanto verdade mais claramente ensinada na Palavra de Deus.
Profetas e apóstolos têm-se demorado sobre este tema. Cristo mesmo
chama nossa atenção para o crescimento do mundo vegetal, como uma
ilustração da operação de Seu Espírito no suster a vida espiritual. A
seiva da vinha, subindo da raiz, é difundida para os ramos, promovendo
o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim o poder vitalizante do
Espírito Santo, que emana do Salvador, permeia a alma, renova os
motivos e afeições e leva os próprios pensamentos à obediência da
vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos
frutos de obras santas.
     O Autor desta vida espiritual é invisível, e o método exato pelo qual
é esta vida repartida e mantida está além da capacidade da filosofia
humana explicar. Todavia as operações do Espírito estão sempre
em harmonia com a Palavra escrita. Como sucede no mundo natural,
assim também se dá no espiritual. A vida natural é preservada a todo o
momento pelo divino poder; todavia não é sustentada por um milagre
direto, mas mediante o uso de bênçãos colocadas ao nosso alcance. De
igual forma é a vida espiritual sustentada pelo uso dos meios
supridos pela Providência. Se o seguidor de Cristo quiser crescer até
chegar "a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo"
(Efésios 4:13), precisa comer do pão da vida e beber da água da
salvação. Precisa vigiar, orar e trabalhar, dando em todas as coisas
atenção às instruções de Deus em Sua Palavra. (AA, 584 / 585)
23 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

    A graça genuína está disposta a ser provada; se relutamos em
ser esquadrinhados pelo Senhor, nossa condição é na verdade
séria. Deus é o refinador e purificador de almas; no calor da fornalha
separa-se para sempre a escória da prata e do ouro (I TS pag. 474)

Esta é a verdadeira Sacudidura
    A purificação do povo de Deus não se pode realizar sem que
eles sofram. Deus permite ao fogo da aflição que lhes consuma a
escória, para separar o imprestável do que é valioso, a fim de que o
metal puro possa brilhar. Passa-nos de uma a outra fornalha,
provando nosso verdadeiro valor. Se não podemos suportar essas
provas, que faremos no tempo de angústia? Se a prosperidade ou a
adversidade descobre falsidade, orgulho ou egoísmo em nosso coração,
que faremos nós quando Deus provar a obra de todo homem como pelo
fogo, e puser a descoberto os segredos de todos os corações?
    Esta palavra pessoal a Zorobabel foi registrada para
encorajamento dos filhos de Deus em todos os séculos. Deus tem
um propósito em enviar a Seus filhos. Ele jamais os dirige de outra
forma que não aquela mesma que eles escolheriam se pudessem ver o
fim desde o princípio, e discernir a glória do propósito que estão
preenchendo. Tudo que Ele traz sobre eles em provação e infortúnio
vem para que sejam fortes a fim de agirem e sofrerem por Ele. (PR,
pág. 578)

O Remédio Divino
    A fé e o amor são as verdadeiras riquezas, o ouro puro que a
Testemunha Verdadeira aconselha os mornos a comprar. Por mais ricos
que sejamos em tesouros terrestres, toda a nossa riqueza não nos
habilitará a comprar os preciosos remédios que curam a doença da
alma chamada mornidão. A inteligência e as riquezas da Terra eram
impotentes para remover os defeitos da igreja de Laodicéia, ou
remediar-lhes a deplorável condição. Eram cegos, não obstante
achavam que estavam bem. O Espírito de Deus não lhes iluminava a
mente, e não percebiam sua pecaminosidade; não sentiam, portanto,
necessidade de auxílio.
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 24

    Estar sem as graças do Espírito de Deus é realmente triste;
mais terrível condição, porém, é estar assim destituído de
espiritualidade e de Cristo, e ainda buscar justificar-nos dizendo
aos que se sobressaltam por nós que não necessitamos de seus
temores nem piedade. Temível é o poder da ilusão própria no espírito
humano! Que cegueira! tomar a luz por trevas e as trevas por luz! A
Testemunha Verdadeira aconselha-nos a comprar dEle ouro provado no
fogo, vestidos brancos e colírio.
     O ouro aqui recomendado como tendo sido provado no fogo, é
fé e amor. Ele enriquece o coração; pois foi limpo até tornar-se
puro, e quanto mais é provado tanto mais intenso é seu brilho. Os
vestidos brancos são a pureza de caráter, a justiça de Cristo
comunicada ao pecador. É na verdade uma vestimenta de textura
celeste, que só se pode comprar de Cristo por uma vida de voluntária
obediência. O colírio é aquela sabedoria e graça que nos habilitam a
distinguir entre o mal e o bem, e perceber o pecado sob qualquer
disfarce. Deus deu a Sua igreja olhos aos quais requer dos crentes que
unjam com sabedoria, para que vejam claramente; muitos, porém, se
pudessem, tirariam os olhos da igreja; pois não quereriam que suas
ações viessem à luz, para não serem reprovados. O colírio divino
comunicará clareza ao entendimento. Cristo é o depositário de todas as
graças. Ele diz: "Aconselho-te que de Mim compres."
    A verdadeira graça, que é de inestimável valor e que resistirá à
experiência da provação e da adversidade, só se obtém pela fé, e
pela humilde obediência apoiada pela oração. As graças que
resistem às provas da aflição e da perseguição, e demonstram sua
pureza e sinceridade, são o ouro que é provado no fogo e achado
genuíno. Cristo oferece vender este precioso tesouro ao homem:
"Aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo." Apocalipse
3:18. O morto, frio cumprimento do dever não nos faz cristãos.
Cumpre-nos sair do estado de mornidão e experimentar conversão
real, ou perderemos o Céu.
    Foi-me mostrado que toda prova feita pelo processo de refinamento
e purificação sobre os professos cristãos demonstra que alguns são
escória. Nem sempre aparece o fino ouro. Em toda crise religiosa alguns
caem sob a tentação. O peneiramento de Deus sacode fora
multidões, como folhas secas. A prosperidade multiplica a massa
25 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

dos que professam. A adversidade os leva para fora da Igreja.
Como uma classe, não tem o espírito firme em Deus. Saem de nós,
porque não são de nós; pois quando surge tribulação ou perseguição
por causa da palavra, muitos se escandalizam.
    Olhem essas pessoas alguns meses atrás, quando elas
consideravam o caso de outros que se achavam em condições idênticas
àquela que eles hoje ocupam. Recordem cuidadosamente o que
pensavam quanto aos tentados. Houvesse alguém lhes dito então
que, apesar de seu zelo e trabalho para endireitar a outros, seriam
afinal achados em semelhantes condições de trevas, e haveriam
dito como disse Hazael ao profeta: "Pois quê? é teu servo um cão,
para fazer esta tão grande coisa?" II Reis 8:13, Versão Trinitariana.
   Estão iludidos consigo mesmos. Na calma, que firmeza manifestam!
Que corajosos navegantes são! Mas quando as furiosas tempestades
da prova e tentação sobrevêm, ai! sua alma naufraga. Os homens
podem ter excelentes dons, boas aptidões, qualidades
esplêndidas; um defeito, porém, um pecado secreto nutrido,
demonstrar-se-á para o caráter o que a prancha carcomida pelo
verme é para o navio - completo desastre e ruína! ... (I TS pág. 479)
    A obra de podar e limpar a fim de preparar-nos para o Céu, é
uma grande obra, e custar-nos-á muito sofrimento e provação, pois
nossas vontades não se acham sujeitas à vontade de Cristo.
Precisamos passar pela fornalha até que o fogo haja consumido a
escória, e estejamos purificados, e reflitamos a imagem divina. Os que
seguem as próprias inclinações e são regidos pelas aparências, não são
bons juízes do que Deus está fazendo. Acham-se cheios de
descontentamento. Vêem fracasso onde em verdade há triunfo, grande
perda onde existe ganho; e, como Jacó, estão prontos a exclamar:
"Todas estas coisas vieram sobre mim" (Gênesis 42:36), quando as
próprias coisas de que se queixam estão todas operando juntamente
para o seu bem.
    Não havendo cruz, não há coroa. Como pode alguém ser forte
no Senhor, sem provações? Para termos forças, precisamos de
exercício. Para possuir fé robusta, importa que sejamos colocados
em circunstâncias em que nossa fé seja exercitada. Pouco antes de
sua morte, o apóstolo Paulo exortou a Timóteo: "Participa das aflições
do evangelho segundo o poder de Deus." II Timóteo 1:8. Através de
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 26

muita tribulação é que havemos de entrar no reino de Deus. Nosso
Salvador foi provado por todos os modos possíveis, e todavia triunfou
continuamente em Deus. É nosso privilégio, na força do Senhor, ser
fortes em todas as circunstâncias, e gloriar-nos na cruz de Cristo.
Testimonies, vol. 3, pág. 67, 1872. (I TS págs 474-480)
     E enquanto assim batalhava contra a oposição, impelindo para a
frente com incansável zelo a obra do evangelho, e cuidando dos
interesses de uma igreja ainda jovem na fé, Paulo levava sobre sua
alma o pesado fardo de todas as igrejas.
     Melhor apreciar-lhe a depressão de espírito e o sentimento de
culpa. Os servos de Deus que levam o fardo de Sua obra atualmente,
sabem alguma coisa da mesma experiência de trabalho, conflito e
ansioso cuidado que recaía sobre o grande apóstolo. Opresso pelas
divisões na igreja, encontrando a ingratidão e traição da parte de alguns
de quem esperava simpatia e conforto, sentindo o perigo que ameaçava
as igrejas que abrigavam a iniqüidade, compelido a dar em reprovação
do pecado um testemunho íntimo e penetrante, estava ao mesmo tempo
oprimido pelo temor de ter agido com demasiada severidade. Com
angustiante ansiedade esperou receber alguma notícia de como fora
recebida sua mensagem. (AA, 322)
    Não andeis ansiosos por coisa alguma. Cuidai tranqüilamente
de vosso dever de cada dia. Fazei o que estiver ao vosso alcance;
pedi a Deus que seja vosso auxiliador. ... Convencei-vos cada dia
disso: "Estou fazendo meu trabalho para Deus. Não vivo para mim
mesmo, para me glorificar, mas para glorificar a Deus". Oh, confiai
em Jesus e não em vosso coração! Lançai-vos, e o vosso fardo, sobre
Ele. Se não experimentais alegria, nem consolo, não vos desalenteis.
Esperai e crede. Talvez tenhais preciosa experiência nas coisas de
Deus. Lutai com os vossos desânimos e dúvidas até obterdes a vitória
sobre eles em nome de Jesus. Não estimuleis o pesar, o
acabrunhamento, as trevas. ... Descansai nas amplas e seguras
promessas de Deus. Descansai nessas promessas sem nenhuma
dúvida. Carta 2b, 1874. (MM, Nossa Alta Vocação 62)
    Deus fez dos homens os Seus administradores. A propriedade
que Ele pôs em suas mãos são os meios que Ele proveu para a
propagação do evangelho. Àqueles que se mostrarem mordomos fiéis
Ele confiará maiores bens. Diz o Senhor: "Aos que Me honram
27 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

honrarei." I Samuel 2:30. "Deus ama ao que dá com alegria" (II Coríntios
9:7), e, quando Seu povo, de coração grato, Lhe trazem seus dons e
ofertas, "não com tristeza, ou por necessidade", Sua bênção os
acompanhará, conforme Ele prometeu. "Trazei todos os dízimos à casa
do tesouro para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei
prova de Mim, diz o Senhor dos exércitos, se Eu vos não abrir as janelas
do Céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos
advenha a maior abastança." Malaquias 3: 10. (PP, 529)
    Mais tarde, ao escolher setenta anciãos para com eles repartir
as responsabilidades da liderança, Moisés foi cuidadoso em
selecionar para seus auxiliares homens que possuíssem
dignidade, são juízo e experiência. Em suas instruções a esses
anciãos ao tempo em que foram ordenados, ele esboçou algumas das
qualificações que habilitam um homem a ser dirigente sábio na igreja.
"Ouvi a causa entre vossos irmãos," disse Moisés, "e julgai justamente
entre o homem e seu irmão, e entre o estrangeiro que está com ele. Não
atentareis para pessoa alguma em juízo, ouvireis assim o pequeno
como o grande: Não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de
Deus." Deuteronômio. 1: 16 e 17. (AA, 94)
    O verdadeiro ministro de Deus não se esquiva a trabalhos ou
responsabilidades. Da Fonte que nunca decepciona aos que
sinceramente buscam o poder divino, tira ele fortaleza que o
capacita a enfrentar e vencer a tentação, e a executar as tarefas
que Deus sobre ele coloca. A natureza da graça que recebe, amplia
sua capacidade para conhecer a Deus e a Seu Filho. Sua alma se
expande num desejo anelante de fazer para o Mestre trabalho aceitável.
E enquanto avança na experiência cristã, torna-se forte "na graça que
há em Cristo Jesus". II Timóteo 2:1. Esta graça dá-lhe o poder de ser fiel
testemunha das coisas que ouviu. Ele não despreza ou negligencia o
conhecimento que recebeu de Deus, mas transmite esse conhecimento
a homens fiéis, os quais por sua vez ensinam a outros. (AA, 501)
     A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação
dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o
evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que
através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e
suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para
Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 28

depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu
tempo manifesta, mesmo aos "principados e potestades nos Céus"
(Efésios 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus. (AA, 9)
     A infinita sabedoria viu que essa evidente manifestação da ira
divina era necessária para impedir que a jovem igreja se
desmoralizasse. O número dos crentes aumentava rapidamente. A
igreja teria corrido perigo se, no rápido aumento de conversos, fossem
acrescentados homens e mulheres que, embora professassem servir a
Deus, adoravam a Mamom. Esse juízo testificou que os homens não
podem enganar a Deus, que Ele descobre o pecado oculto do coração e
não Se deixa escarnecer. Destinava-se a ser uma advertência à igreja,
para levá-la a evitar a pretensão e hipocrisia, e acautelar-se de roubar a
Deus. (AA, 73)
    Simulando haverem dado tudo, Ananias e Safira mentiram ao
Espírito Santo, e, como resultado, perderam esta vida e a futura. O
mesmo Deus que os puniu, condena hoje toda falsidade. Lábios
mentirosos são-Lhe uma abominação. Ele declara que na cidade santa
"não entrará... coisa alguma que contamine, e cometa abominação e
mentira". Apocalipse 21:27. Seja a verdade dita sem disfarces nem
frouxidão. Torne-se ela uma parte da vida. Considerar levianamente a
verdade, e dissimular para servir a planos egoístas, significa o naufrágio
da fé. "Estai pois firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a
verdade." Efésios 6:14. Quem profere inverdades, vende sua alma por
baixo preço. Suas falsidades podem parecer servir em emergências;
pode parecer, assim, que faz negócios vantajosos que não poderia
conseguir pelo reto proceder. Mas finalmente chega ao ponto em que
não pode confiar em ninguém. Sendo ele mesmo falsificador, não tem
confiança na palavra de outros. (AA, 76)
     "Se alguém Me serve", disse Jesus, "Siga-Me, e, onde Eu
estiver, ali estará também o Meu servo. E, se alguém Me servir, Meu
Pai o honrará." João 12:26. Todos quantos carregaram com Cristo
a cruz do sacrifício, partilharão com Ele de Sua glória. A alegria de
Cristo, em Sua humilhação e dor, era que Seus discípulos fossem
glorificados com Ele. Eles são o fruto de Seu sacrifício. A formação,
neles, de Seu próprio caráter e espírito, eis Sua recompensa, e será por
toda a eternidade a Sua alegria. Esta alegria eles, os discípulos,
partilharão com Ele, ao ser visto em outros corações e outras vidas o
29 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

fruto de seus labores e sacrifícios. São coobreiros de Cristo, e o Pai os
honrará como honra Seu Filho. (DTN, 624)
    Não há em qualquer parte da Bíblia um preceito moral
ordenado, que não haja sido escrito com o dedo de Deus em Sua
santa lei nas duas tábuas de pedra. Uma cópia foi dada a Moisés
no Monte Sinai. Os primeiros quatro mandamentos ordenam ao
homem seu dever de servir o Senhor nosso Deus com todo o coração,
com toda a alma, e de todo o pensamento, e com todas as forças. Isso
envolve o homem todo. Requer tão fervente amor, tão intenso, que o
homem não pode acariciar em seu espírito ou afeições, coisa alguma
que esteja em rivalidade com Deus; e Suas obras apresentarão a
assinatura celeste. Tudo é secundário à glória de Deus. Nosso Pai
celeste deve ter sempre o primeiro lugar, como a alegria e prosperidade,
a luz e suficiência de nossa vida, e nossa porção para sempre. Carta 15,
1895. (MM, Filhos e Filhas de Deus, 56)
     Ao povo de Deus o cativeiro de Satanás trará alegria e júbilo.
Diz o profeta: "Acontecerá que no dia em que Deus vier a dar-te
descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com
que te fizeram servir, então proferirás este dito contra o rei de Babilônia
[representando aqui Satanás], e dirás: Como cessou o opressor! ... Já
quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores.
Aquele que feria os povos com furor, com praga incessante, o que com
ira dominava as nações, agora é perseguido, sem que alguém o possa
impedir." Isaias 14:3-6. O Grande Conflito, pág. 660.
     O Céu é um lugar de alegria. Ressoa com o louvor Àquele que
fez tão maravilhoso sacrifício pela redenção do ser humano. Não
deve a igreja na Terra ser também um lugar feliz? Não devem os
cristãos proclamar, pelo mundo inteiro, o prazer de servir a Cristo? Os
que tiverem que unir-se com o coro angélico, lá no Céu, em suas
antífonas de louvor, têm que aprender aqui na Terra o cântico celestial,
cuja nota tônica é a ação de graças. Testimonies, vol. 7, pág. 244.
    Os jovens devem cultivar um espírito de devoção e piedade.
Não podem glorificar a Deus a menos que mirem continuamente
atingir à plenitude da estatura de Cristo - a perfeição em Cristo
Jesus. Que as graças cristãs se encontrem abundantemente em vós.
Consagrai a vosso Salvador as melhores e mais santas afeições.
Prestai inteira obediência a Sua vontade. Ele não aceitará nada menos
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 30

do que isto. Não vos movais de vossa firmeza pelos escárnios e
zombarias daqueles cuja mente se acha entregue à vaidade. Segui a
vosso Salvador tanto na má como na boa fama; reputai como alegria e
sagrada honra, suportar a cruz de Cristo. Jesus vos ama. Ele morreu
por vós. A menos que O busqueis servir com afeição não dividida,
deixareis de aperfeiçoar a santidade em Seu temor, e sereis afinal
obrigados a ouvir as terríveis palavras: Apartai-vos. (I TS, 238)
    Houve um tempo em que Satanás se encontrava em harmonia
com Deus, quando era sua alegria executar os divinos
mandamentos. Seu coração encontrava-se cheio de amor e regozijo
em servir ao Criador, até que começou a imaginar que sua sabedoria
não derivava de Deus, sendo antes inerente a ele próprio, e que ele era
tão digno quanto Deus de receber honra e poder. Signs of the Times, 18
de setembro de 1893. (A Verdade Sobre os Anjos 31)

ATENÇÃO!
     Houve um tempo na experiência de Pedro em que ele não se
dispunha a ver a cruz na obra de Cristo. Quando o Salvador deu a
conhecer aos discípulos os sofrimentos e morte que O esperavam,
Pedro exclamou: "Senhor, tem compaixão de Ti; de modo nenhum Te
acontecerá isso." Mateus 16:22. A compaixão própria, que se esquivava
de seguir a Cristo no sofrimento, preparou as razões de Pedro. Foi
para o discípulo uma amarga lição, que ele não aprendeu senão
vagarosamente, a de que a senda de Cristo na Terra é feita de
sofrimento e humilhação. Porém na fornalha de fogo ardente devia ele
aprender essa lição. Agora, quando seu corpo outrora ativo estava
curvado ao peso dos anos e trabalhos, pôde ele escrever: "Amados, não
estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se
coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes
participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da
Sua glória vos regozijeis e alegreis." (AA, 525)
    "Vós que amais ao Senhor, aborrecei o mal", exorta o salmista. "Ele
guarda a alma dos Seus santos, Ele os livra das mãos dos ímpios. A luz
semeia-se para o justo, e a alegria, para os retos de coração. Alegrai-
vos, ó justos, no Senhor, e dai louvores em memória da Sua Santidade."
Salmos 97:10-12. Os professores, os pastores e os médicos estão
falando de mais alto nível a ser alcançado no sentido educativo; mas
31 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

essas palavras do salmista mostram que é servindo a Deus que se
atinge esse mais elevado plano. Devemos agora pôr de lado a
maledicência, os projetos egoístas, tudo quanto prejudique a
influência ou confunda o juízo. O coração deve esvaziar-se todo
interesse egoísta; a conduta deve ser tal que não leve nenhuma
alma por sendas erradas. (CPPE, 397 e 398)
     "Alegrai-vos sempre no Senhor", diz o apóstolo; "outra vez
digo: alegrai-vos." Filipenses 4:4. Onde quer que vamos, devemos
levar conosco uma atmosfera de esperança e alegria cristãs; então
os que não têm a Cristo verão o encanto da religião que professamos;
os descrentes verão a coerência de nossa fé. Precisamos ter vislumbres
mais nítidos do Céu, a terra onde tudo é resplendor e alegria.
Precisamos saber mais sobre a plenitude da bendita esperança. Se
estivermos constantemente nos regozijando na esperança, estaremos
em condições de dizer palavras de ânimo àqueles com os quais nos
encontramos. ... (MM, Cuidado de Deus, 337)
     Falei no salão dos recabitas às três horas da tarde sobre
Filipenses 4:4-7: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo:
alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os
homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma;
em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições,
pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que
excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa
mente em Cristo Jesus." Creio que a promessa é para mim, e aproprio-
me dela pessoalmente. A promessa, em si, é sem valor, a não ser que
eu creia plenamente que Aquele que fez a promessa é abundantemente
poderoso para cumprir e infinito em poder para fazer tudo o que Ele
disse. (MM, Este Dia Com Deus, 154)
     "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos."
Filipenses 4:4. Os que fazem isso têm uma vida feliz. De seus
lábios ou da atmosfera que circunda a alma não provém nada que
seja desagradável, pois eles não acham que são melhores do que
os outros. Escondei-vos em Jesus Cristo; então em todo o tempo a
verdade de Deus estar-vos-á habilitando para a futura vida imortal.
Quando tendes confiança no Onipotente, vossa experiência não é
emprestada; ela vos pertence. Seja qual for o vosso temperamento,
Deus é poderoso para moldar esse temperamento de tal modo que se
A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 32

torne agradável e semelhante ao de Cristo. Por meio de viva fé, vós vos
separais de tudo que não está de acordo com a vontade de Deus,
introduzindo assim o céu em vossa vida aqui na Terra. Fareis isso? Se o
fizerdes, tereis alegria a cada passo. ... (MM, Exaltai-o, 186)
     "Alegrai-vos sempre no Senhor", diz o apóstolo; "outra vez
digo: alegrai-vos." Filipenses 4:4. Aonde quer que formos,
devemos levar uma atmosfera de esperança e ânimo cristãos;
então os que estão distantes de Cristo verão a atratividade da
religião que professamos; incrédulos verão a coerência de nossa
fé. Precisamos ter mais claros vislumbres do Céu, o país em que
tudo é brilho e alegria. Precisamos conhecer mais da plenitude da
bendita esperança. Se constantemente nos estivermos regozijando "na
esperança", seremos capazes de proferir palavras de encorajamento
àqueles com quem nos encontramos. "A palavra, a seu tempo, quão
boa é!" Provérbios 15:23. Pessoas estão perecendo por falta de trabalho
pessoal. (MM, Exaltai-o, 245)
   E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor,
vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador de justiça e fará descer a
chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês. Joel 2:23.
    Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a
"chuva temporã" foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início
do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a "chuva
serôdia" será dada em seu final para o amadurecimento da seara.
"Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; como a alva
será a Sua saída; e Ele a nós virá como a chuva, como a chuva
serôdia que rega a terra." Oséias 6:3. "E vós, filhos de Sião, regozijai-
vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador
de justiça, e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia." Joel 2:23. "E
nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei
sobre toda a carne." "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome
do Senhor será salvo." Atos 2:17 e 21. (GC, 611)
    Os que sofreram as maiores tristezas são freqüentemente os
que proporcionam o maior conforto aos outros, levando a luz do
Sol aonde quer que vão. Esses foram disciplinados e abrandados por
suas aflições; não perderam a confiança em Deus quando as
perturbações os assaltavam, mas apegaram-se mais a Seu amor
protetor. Esses são prova viva do terno cuidado de Deus, que faz as
33 |   Apostila–Devemos amar uns aos outros

trevas assim como a luz, e nos corrige para nosso bem. Cristo é a luz do
mundo; nEle não há trevas. Preciosa luz! Vivamos nessa luz! Dizei
adeus à tristeza e ao descontentamento. Alegrai-vos no Senhor sempre;
outra vez o digo: Regozijai-vos. (MM. Nos Lugares Celestiais, 273)
    "E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor
vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador de justiça, e fará
descer a chuva, a temporã e a serôdia." Joel 2:23. "E nos últimos
dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a
carne." "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor
será salvo." Atos 2: 17 e 21 (MM, Maranata, 29)
     O plano da salvação é justamente um meio pelo o qual Deus quer
levar o homem novamente a comunhão com Ele. Mas o homem precisa
adaptar as condições estipulada. E uma das condições é amar a Deus
sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Será que quando
alguém se ofende com seu próximo estar amando a si mesmo? Reflita
nisto!

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Amar uns aos outros conforme a Palavra de Deus

  • 1.
  • 2. 1| Apostila–Devemos amar uns aos outros DEVEMOS AMAR UNS AOS OUTROS I João 4: 12 e 13 4.12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 4.13 Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. Todos que neste mundo prestam verdadeiro serviço a Deus e ao homem, recebem um preparo prévio na escola das aflições. Quanto mais pesado for o encargo e mais elevado o serviço maior será a prova e mais severa a disciplina. (ED pag. 151) A lição é para todos os que ocupam posição de confiança. Quando Deus abre o caminho para a realização de certa obra, e dá garantias de sucesso, o instrumento escolhido deve fazer tudo que estiver em seu poder para alcançar os resultados prometidos. O sucesso será proporcional ao entusiasmo e perseverança com que o trabalho é levado a cabo. Deus pode operar milagres em favor de Seu povo unicamente quando este desempenha sua parte com incansável energia. Ele reclama para Sua obra homens de devoção, homens de coragem moral, com ardente amor pelas almas e zelo que nunca esmorece. Tais obreiros não acharão nenhuma tarefa demasiado árdua, nenhuma perspectiva demasiado sem esperança; eles trabalharão, indômitos, até que a aparente derrota seja tornada em gloriosa vitória. Nem mesmo as paredes das prisões, ou o martírio em perspectiva, levá- los-á a mudar de rumo em seus propósitos de trabalhar unidos com Deus para a edificação de Seu reino. Com o conselho e o encorajamento dado a Jeoás, estava finda a tarefa de Eliseu. Aquele sobre quem havia descido em grande medida o espírito que repousava sobre Elias, provara-se fiel até o fim. Nunca vacilara. Nunca perdera sua confiança no poder da Onipotência. Sempre, quando o caminho diante de si parecia inteiramente
  • 3. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |2 fechado, ainda avançara pela fé, e Deus honrara sua confiança e abrira diante dele o caminho. (PR, 263) I João 4: 13. “João nos tem dado um sinal pelo o qual podemos conhecer que Deus tem estado atuando em nosso coração, “se nos amamos uns aos outros’, nisto sabemos que permanecemos nEle e Ele nos tem feito templo adequado para a sua morada. Quando vemos que este sinal se manifesta em nossa vida, freqüentemente nos daremos conta, por experiência, que o Deus invisível mora em nós mediante o Seu Espírito. Em S. João 1: 18; diz que ninguém já mais viu a Deus, mas em S. João 4: 12 nos diz que se amarmos uns aos outros Deus estará em nós. I João 4: 7-11, 12, 16, 18, 20, 21; I João 1:7 Pedro, "amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro." A Palavra de Deus - a verdade - é o conduto pelo qual o Senhor manifesta Seu Espírito e poder. A obediência à Palavra produz o fruto da qualidade requerida - "caridade fraternal, não fingida". I Ped. 1:22. Este amor tem a sua origem no Céu, e conduz aos mais altos motivos e ações altruístas. Quando a verdade se torna um princípio dominante na vida, a alma é gerada, "não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". I Ped. 1:23. Este novo nascimento é o resultado de receber Cristo como a Palavra de Deus. Quando, mediante o Espírito Santo, as verdades divinas são impressas no coração, surgem novas concepções, e as energias outrora dormentes despertam para cooperar com Deus. (AA, 520) Amplia-se a ordem para incluir todas as ações e os planos da vida. Os cristãos não estão em liberdade de seguir os impulsos do coração natural inverso e do corpo não regenerado. Estão obrigados a fazer que harmonizem com a vontade revelada de Deus todos os pensamentos, palavras e atos (ver Colossenses 3: 17; I Pedro 4: 11). “De que Ele nos privaria? Ele nos privaria do privilégio de ceder ás paixões naturais do coração carnal. Não podemos ficar zangados
  • 4. 3| Apostila–Devemos amar uns aos outros exatamente quando queremos, e ao mesmo tempo manter uma consciência limpa e a aprovação de Deus. Mas não estaríamos dispostos a renunciar a isto? A condescendência com as paixões corruptas nos faríamos mais felizes? É porque ela não o fará, que nos são impostas restrições nesse sentido. Ficar zangado e cultivar um temperamento perverso, nada acrescentará ao nosso contentamento. Não é para a nossa felicidade seguirmos as nossas inclinações do coração carnal. E nos tornaríamos melhores por condescender com elas? Não; elas lançarão uma sombra sobre nossa família e uma mortalha sobre nossa felicidade. – por isso Deus quer que restrinjamos o apetite, controlemos as paixões e mantenhamos em sujeição o ser inteiro. Ele prometeu dar-nos força se nos empenharmos em Sua obra.” (II TI, 590 / 591) A religião de Cristo tem que ver com todos os assuntos do homem, já se trate do físico, o mental ou o espiritual. A redenção que proporciona Cristo é completa, aplica-se a tudo o ser humano (ver Romanos 8: 5-9, 13-14; I Coríntios 9: 27; Gálatas 5: 16, 24; 1 Tessalonicenses 5: 23). GLORIA ou "honra" (ver Com. Romanos 3: 23). O primeiro motivo para que o cristão viva em harmonia com as leis de Deus deve ser promover a honra de Deus. Este motivo surge de seu amor para Deus e seu desejo de agradar a seu Bem-feitor (ver João 14: 15; 1 João 5: 3). Todas as energias da alma devem usar-se em proveito do reino de Deus, para assim honrá-lo. Os cristãos nunca devem proceder de tal maneira que outros sejam induzidos ao pecado por sua influência (ver Romanos 14: 13) O propósito dominante do Paulo era salvar os homens, e estava preparado para fazer algo correto com o fim de alcançar essa meta. Portanto, tinha decidido colocar o interesses daqueles por cima dos seus para poder levá-los a Cristo. Procurava evitar que se levantassem prejuízos, não insistindo desnecessariamente em seus direitos nem despertando oposição. O reino de Cristo está estabelecido sobre princípios completamente diferentes a aqueles sobre os quais se estabelecem os reino deste mundo. Os pensamentos dos homens são naturalmente opostos aos de Deus devido à pecaminosa natureza humana (ver Salmos 51: 5; Romanos 8: 6-7). O homem trata de elogiar- se, de impor suas próprias idéias e opiniões, sem ter em conta os
  • 5. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |4 sentimentos e as crenças de outros; mas o cristão se nega a si mesmo, elogia a Cristo e dedica sua vida à salvação de outros (ver Mateus 16: 25; Marcos 8: 35) Literalmente "os muitos", ou seja, a maioria. Paulo não fazia discriminação nem procurava unicamente o bem dos que cumpriam com seus ensinos, pois, como tudo verdadeiro cristão, estava interessado na salvação de todos os homens de todas as raças e de todas as condições sociais. Ir para a apostila “gloria do Senhor” E então, com palavras que desde aquele dia até ao presente têm sido uma fonte de inspiração e encorajamento a homens e mulheres, Paulo expôs a importância deste amor que deveria ser acariciado pelos seguidores de Cristo: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria." I Corintios 13:1-3. Não importa quão alta seja a profissão, aquele cujo coração não está cheio de amor a Deus e aos semelhantes, não é verdadeiro discípulo de Cristo. Embora possua grande fé, e tenha poder mesmo para operar milagres, todavia sem amor sua fé será de nenhuma valia. Poderá ostentar grande liberalidade; mas se ele por qualquer outro motivo que não o genuíno amor, entregar todos os seus bens para sustento dos pobres, o ato não o recomendará ao favor de Deus. Em seu zelo, poderia mesmo sofrer a morte de mártir, mas não sendo impulsionado por amor, seria considerado por Deus como iludido entusiasta, ou ambicioso hipócrita. "A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece." I Cor. 13:4. A mais pura alegria jorra da mais profunda humilhação. O caráter mais
  • 6. 5| Apostila–Devemos amar uns aos outros forte e mais nobre é construído sobre o fundamento da paciência, do amor e da submissão à vontade de Deus. A caridade "não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal". I Cor. 13:5. Amor igual ao de Cristo atribui a mais favorável das intenções aos motivos e atos dos outros. Não expõe desnecessariamente suas faltas; não ouve com avidez relatórios desfavoráveis, mas antes procura trazer à mente as boas qualidades de outros. O amor "não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Este amor "nunca falha". I Cor. 13:6-8. Jamais perde seu valor; é um atributo celestial. Como precioso tesouro, será levado por seu possuidor através das portas da cidade de Deus. "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade." I Cor. 13:13. (AA, 318 e 319). Leia I Coríntios 13 Quando é que veremos a terra e seus habitantes restaurados da maldição do pecado? E nossa natureza liberta? Mateus 5: 44 – 48 5.44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 5.45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 5.46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? 5.47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? 5.48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. O Caráter de Deus Revelado em Cristo Tomando sobre Si a humanidade, Cristo veio ser um com a humanidade, e ao mesmo tempo revelar às pecadoras criaturas humanas o Pai celestial. Aquele que estivera na presença do Pai, desde o princípio, Aquele que era a expressa imagem do invisível Deus, era o
  • 7. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |6 único habilitado a revelar à humanidade o caráter divino. Em tudo Ele foi feito semelhante a Seus irmãos. Fez-Se carne, tal qual nós somos. Sentia fome e sede e fadiga. Era sustentado pelo alimento, e refrigerado pelo sono. Partilhou da sorte dos homens; era, todavia, o imaculado Filho de Deus. Era um estrangeiro e peregrino na Terra - estava no mundo, mas não era do mundo; tentado e provado como o são os homens e as mulheres de hoje, e vivendo não obstante uma vida isenta de pecado. "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos Céus; porque faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos." Mat. 5:44 e 45. Terno, compassivo, cheio de simpatia, sempre atencioso para com os outros, Ele representava o caráter de Deus, achando-Se continuamente empenhado em serviço para com o Senhor e o homem. "O Senhor Meu ungiu", disse Ele, "Para pregar boas novas aos mansos; Enviou-Me a restaurar os contritos de coração, A proclamar liberdade aos cativos" (Isaias 61:1), "A dar vista aos cegos" (Lucas 4:19); "A apregoar o ano aceitável do Senhor; ... "A consolar todos os tristes." Isaias 61:2. "Amai a vossos inimigos", ordena-nos Ele; "bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos Céus" (Mat. 5:44 e 45); "porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus." Luc. 6:35. "Faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos." Mat. 5:45. "Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso." Luc. 6:36. "Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, ...
  • 8. 7| Apostila–Devemos amar uns aos outros O Oriente do alto nos visitou, Para alumiar aos que estão assentados em trevas e sombra de morte, A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz." Luc. 1:78 e 79. A Glória da Cruz A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar. Olhando à cruz do Calvário, só nos é possível dizer: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16. Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ciência de salvação que temos de aprender e ensinar. (CBV, 424/ 25) A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza- se na cruz. A cruz é símbolo de renuncia, de sujeição da natureza carnal, é não fazendo a nossa própria vontade é que nos libertamos da escravidão do pecado. Mateus 9: 12-13 9.12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 9.13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]. A verdadeira simpatia entre o homem e o seu semelhante deve ser o sinal distintivo entre os que amam e temem a Deus e os que são indiferentes a Sua lei. Quão grande a simpatia que Cristo manifestou ao vir a este mundo para dar a Sua vida em sacrifício por um mundo a perecer! Sua religião levou-O à prática de genuíno trabalho médico-missionário. Ele foi um poder curador. "Misericórdia quero e não sacrifício" Mat. 9:13, disse Ele.
  • 9. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s |8 Este foi o teste que o grande autor da verdade usou para distinguir entre a verdadeira religião e a falsa. Manuscrito 117, 1903. (BS, 36) A obra especificada nestas palavras [Isaías 58] é a obra que Deus pede que Seu povo faça. É uma obra indicada pelo próprio Deus. À tarefa de reivindicar os mandamentos de Deus e reparar a brecha que foi feita na lei de Deus, devemos acrescentar compaixão à humanidade sofredora. Devemos mostrar supremo amor a Deus, exaltar o Seu memorial, que foi calcado por pés ímpios; e com isto devemos manifestar misericórdia, benevolência e a mais terna piedade pela humanidade caída. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mat. 19:19. Como um povo precisamos pôr mãos nesta obra. O amor revelado pela humanidade sofredora dá sentido e poder à verdade. Special Testimonies, Série A, nº 10, págs. 3 e 4. (BS, 32) "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros." Rom. 12:10." Não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a bênção." I Ped. 3:9. (CBV, 489) Somos admoestados pelo apóstolo: "O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros." Rom. 12:9 e 10. Paulo queria que fizéssemos distinção entre o amor puro e altruísta que é inspirado pelo espírito de Cristo, e a inexpressiva e enganosa simulação de que o mundo está cheio. Essa desprezível contrafação tem desencaminhado muitas pessoas. Pretende eliminar a distinção entre o que é certo e o que é errado, concordando com o transgressor, ao invés de mostrar-lhe fielmente os seus erros. Semelhante atitude nunca promana de verdadeira amizade. O espírito que a instiga habita somente no coração carnal. Se bem que o cristão sempre seja bondoso, compassivo e clemente, ele não pode sentir-se em harmonia com o pecado. Detestará o mal e apegar-se-á ao bem, em detrimento da associação ou amizade com os ímpios. O espírito de Cristo nos levará a odiar o pecado, ao passo que estaremos dispostos a fazer qualquer sacrifício para salvar o pecador. Testimonies, vol. 5, págs. 169-171. (MM, Exaltai-o, 314) Aqui se ostentou o nobre e abnegado espírito de Abraão. Quantos, em circunstâncias idênticas, não se apegariam com todo
  • 10. 9| Apostila–Devemos amar uns aos outros o risco aos seus direitos e preferências individuais! Quantos lares não se têm desta maneira esfacelado. Quantas igrejas não se têm desagregado, tornando a causa da verdade objeto de zombaria e injúria entre os ímpios! "Não haja contenda entre mim e ti", disse Abraão, "porque irmãos somos", não somente pelo parentesco natural, mas como adoradores do verdadeiro Deus. Os filhos de Deus, pelo mundo inteiro, são uma família, e o mesmo espírito de amor e conciliação os deve governar. "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12:10) - é o ensino de nosso Salvador. A cultura de uma cortesia uniforme, de uma disposição para fazer aos outros conforme desejaríamos que nos fizessem, extinguiria a metade dos males da vida. O espírito de engrandecimento próprio é o espírito de Satanás; mas o coração em que o amor de Cristo é acalentado, possuirá aquela caridade que não busca o seu próprio proveito. Tal coração dará atenção ao mandado divino: "Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros". Filip. 2:4. (PP, 133 / 134) O princípio presente na injunção "amai-vos cordialmente uns aos outros" (Rom. 12:10), jaz à base do próprio fundamento da felicidade doméstica. A cortesia cristã deve reinar em todo lar. Custa pouco, mas tem poder para abrandar naturezas que sem ela se desenvolveriam ríspidas e rudes. O cultivo de uma cortesia uniforme, da disposição de fazer aos outros o que nós gostaríamos que nos fizessem a nós, seria capaz de banir metade dos males da vida. Signs of the Times, 9 de setembro de 1886. (Lar Adventista 421) A polidez não custa nada, e no entanto tem a capacidade de abrandar naturezas que se tornariam duras e rudes sem ela. A polidez cristã deve reinar em cada lar. O cultivo de uma cortesia uniforme, e a disposição de fazer pelos outros o que gostaríamos que fizessem por nós, eliminaria a metade dos males da vida. O princípio contido na recomendação: "Amai-vos cordialmente uns aos outros" (Rom. 12:10), é a pedra fundamental do caráter cristão. ... A cortesia cristã é a fivela dourada que une os membros da família por laços de amor que se tornam mais íntimos e mais fortes a cada dia. Health Reformer, agosto de 1877. (MM, Refletindo a Cristo, 181)
  • 11. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 10 O princípio contido na recomendação: "Amai-vos cordialmente uns aos outros", acha-se à própria base da felicidade doméstica. A cortesia cristã deve reinar em cada lar. ... A esposa e mãe poderá ligar o coração do marido e dos filhos ao dela por fortes laços de amor, se em seu relacionamento com eles ela manifestar amor invariável em palavras gentis e conduta cortês. (MM, Refletindo a Cristo, 182) Pedro exorta seus irmãos: "Semelhantemente vós, mancebos, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." I Ped. 5:5. Também o apóstolo Paulo exorta os irmãos filipenses à unidade e humildade: "Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus." Filip. 2:1-5. E outra vez Paulo exorta os irmãos: "O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros." Rom. 12:9 e 10. Escrevendo aos Efésios, diz ele: "Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus." Efés. 5: 21. (I TS, 344) "Viste a um homem diligente na sua obra? perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte." Prov. 22:29. "O que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece." Prov. 10:4. "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado: sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor." Rom. 12:10 e 11. (II TS, 45) "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai- vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. (MM, Este Dia Com Deus, 288)
  • 12. 11 | Apostila–Devemos amar uns aos outros Tereis aflições. Assim o Senhor remove a aspereza de vosso caráter. Não murmureis. Tornais a aflição mais penosa pelo descontentamento. Honrai a Deus por meio de alegre submissão. Suportai a pressão pacientemente. Mesmo que vos seja feita alguma injustiça, conservai o amor de Deus no coração. ... (MM, Exaltai-o, 300) Provações vos hão de sobrevir. Assim é que o Senhor refina a rudeza de vosso caráter. Não murmureis. Lamentando-vos, tornais mais difícil a provação. Honrai a Deus com uma submissão bem disposta. Suportai pacientemente a pressão. Ainda que vos tenha sido feito algum mal, conservai o amor de Deus no coração. "Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente. Aparta-te do mal, e faze o bem: procura a paz, e segue-a. Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos ao seu clamor." Sal. 34:13- 15. (MJ, 97) Ele estará ao vosso lado nesta vossa profunda aflição e prova. Suportai bem a prova, e recebereis uma coroa de glória com vossa companheira, quando aparecer Jesus. Apegai-vos à Verdade, e com ela sereis coroado com glória, honra, imortalidade e vida eterna. Carta 10, 1850. (II ME, 264) Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai- vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. Colossenses 3:12 e 13. Deus não pede a pecadores que entrem para a Sua causa com traços naturais de caráter, a fim de fracassarem perante o Universo celestial e diante do mundo. ... O espírito duro e cruel, que julga e condena, tem deixado a marca do inimigo sobre todas as coisas. Mas a misericórdia deve tomar o lugar e deixar sua vasta impressão sobre todos os planos. O mundo deve ver princípios diferentes daqueles que até aqui foram apresentados. Cristo foi levantado na cruz. Ele não apela a qualquer homem para manufaturar provas e tribulações para Seu povo. Ele lhes apresenta Seus requisitos e lhes oferece o convite: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa
  • 13. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 12 alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve." Mat. 11:28-30. Suportai Meu jugo, e... encontrareis o descanso que chega somente ao obediente. (MM, Olhando Para o Alto, 164) Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai." Colossenses 3:12-17. (Santificação, 88) ATENÇÃO! Ouvi a voz de Deus: "Filho Meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintais." Prov. 1:10. Os que são regidos pelo Espírito de Deus devem manter alerta suas faculdades perceptivas; pois é chegado o tempo em que sua integridade e lealdade a Deus e uns aos outros será provada. Não cometais a mínima injustiça a fim de obter qualquer vantagem para vós mesmos. Fazei aos outros, nas coisas pequeninas como nas grandes, como quereríeis que vos fizessem a vós. Diz Deus: "Vós sois as Minhas testemunhas." Isa. 43:10. Deveis agir em Meu lugar. Pudesse a cortina ser descerrada, e veríeis o universo celeste a contemplar com interesse aquele que é tentado. Se não cederdes ao inimigo, haverá alegria no Céu. Ao ouvir a primeira sugestão para o mal, dirigi de pronto uma oração ao Céu, e depois resisti à tentação de fazer experiências com os princípios condenados na Palavra de Deus. À primeira vez que a tentação se apresenta, enfrentai-a de maneira decidida, que ela nunca se repita. (MM, Filhos e Filhas de Deus, 164) BEM-AVENTURADOS "E Ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus." Mateus 5:2 e 3.
  • 14. 13 | Apostila–Devemos amar uns aos outros Nos dias de Cristo os guias religiosos do povo julgavam-se ricos em tesouros espirituais. A oração do fariseu: "Ó Deus, graças Te dou, porque não sou como os demais homens" (Lucas 18:11), exprimia os sentimentos de sua classe e, em grande parte, da nação inteira. Mas na multidão que cercava Jesus, alguns havia que tinham a intuição de sua pobreza espiritual. Quando, na pesca miraculosa, se revelou o poder de Cristo, Pedro rojou-se aos pés do Salvador, exclamando: "Senhor, ausenta-Te de mim, por que sou um homem pecador" (Lucas 5:8); assim na multidão reunida no monte havia pessoas que, na presença de Sua pureza, se sentiam desgraçadas, miseráveis, pobres, cegas e nuas (Apocalipse 3:17); e estas almejavam "a graça de Deus, ... trazendo salvação a todos os homens". Tito 2:11. Nessas almas, as palavras de saudação de Cristo despertaram esperança; viram que sua vida estava sob a bênção de Deus. Jesus apresentara a taça de bênçãos aos que se julgavam ricos e de nada carecidos (Apocalipse 3:17), e eles, com escárnio, volveram costas à dádiva misericordiosa. Aquele que se julga são, que pensa ser razoavelmente bom e se satisfaz com o seu estado, não procura tornar-se participante da graça e justiça de Cristo. O orgulho não sente necessidade, fechando, pois, o coração a Cristo e às bênçãos infinitas que Ele veio dar. Não há lugar para Jesus no coração dessa pessoa. Os que são ricos e honrados aos próprios olhos, não oram com fé, para receberem a bênção de Deus. Presumem estar cheios, por isso se retiram vazios. Os que sabem que não se podem salvar a si mesmos, nem de si praticar qualquer ação de justiça, são os que apreciam o auxílio que Cristo pode conceder. São eles os humildes de espírito, aos quais Ele declara bem-aventurados. Aquele a quem Cristo perdoa, faz Ele primeiro penitente, e é função do Espírito Santo convencer do pecado. Aquele cujo coração foi movido pela convicção comunicada pelo Espírito de Deus, vê que em si mesmo nenhum bem existe. Vê que tudo que já fez está misturado com o próprio eu e o pecado. Como o pobre publicano, fica a distância, não ousando erguer os olhos ao céu, e clamam: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" Lucas 18:13. Essas pessoas são abençoadas. Há perdão para o penitente, pois Cristo é "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". João 1:29. A promessa de Deus é "ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se
  • 15. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 14 tornarão como a branca lã". Isaias 1:18. "E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um Espírito novo." Ezequiel 36:26. Dos humildes de espírito, diz Jesus: "Deles é o reino dos Céus." Mat. 5:3. Este reino não é, como esperavam os ouvintes de Cristo, um domínio temporal e terreno. Cristo estava a abrir aos homens o reino espiritual de Seu amor, Sua graça, Sua justiça. A insígnia do reino do Messias distingue-se pela imagem do Filho do homem. Seus súditos são os humildes de espírito, os mansos, os perseguidos por causa da justiça. Deles é o reino dos Céus. Conquanto não se tenha ainda realizado plenamente, iniciou-se neles a obra que os tornará "idôneos para participar da herança dos santos na luz". Colossenses 1:12. Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e vêem que em si mesmos nada possuem de bom, encontrarão justiça e força olhando a Jesus. Diz Ele: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos." Mateus 11:28. Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar abundantemente todos os que forem a Ele. Qualquer que tenha sido vossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam vossas circunstâncias presentes, se fordes a Jesus exatamente como sois, fracos, incapazes e em desespero, nosso compassivo Salvador irá grande distância ao vosso encontro, e em torno de vós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. Ele nos apresenta ao Pai, trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter. Ele roga a Deus em nosso favor, dizendo: Eu tomei o lugar do pecador. Não olhes a este filho desgarrado, mas a Mim. E quando Satanás intervém em altos brados contra nossa alma, acusando-nos de pecado, e reivindicando- nos como presa sua, o sangue de Cristo intercede com maior poder. "De Mim se dirá: Deveras no Senhor há justiça e força. ... No Senhor será justificada e se gloriará toda a descendência de Israel." Isaias 45:24 e 25. Mateus 5: 4 "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados."
  • 16. 15 | Apostila–Devemos amar uns aos outros O pranto aqui apresentado é a sincera tristeza de coração pelo pecado. Jesus diz: "E Eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a Mim." João 12:32. E ao contemplarmos Jesus levantado sobre a cruz, discerniremos o estado pecaminoso da humanidade. Vemos que foi o pecado que açoitou e crucificou o Senhor da glória. Vemos que, ao passo que somos amados com indizível ternura, nossa vida tem sido uma contínua cena de ingratidão e rebelião. Esquecemos nosso melhor Amigo, e desprezamos o mais precioso dom deparado pelo Céu. A paciência e a brandura ao sofrer ofensas, não eram características apreciadas pelos pagãos e pelos judeus. A declaração feita por Moisés sob a inspiração do Espírito Santo, de ser ele o homem mais manso que havia sobre a Terra, não teria sido considerada pelo povo de seu tempo como um louvor; teria antes provocado piedade ou desprezo. Mas Cristo coloca a mansidão entre os primeiros atributos necessários para habitar em Seu reino. Em Sua própria vida e caráter revela-se a divina beleza dessa graça preciosa. "Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo" (Mateus 16:24); que o próprio eu seja destronado e nunca mais possua a supremacia da alma. Quando recebemos a Cristo na alma, como hóspede permanente, a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guarda nosso coração e espírito em Cristo Jesus. A vida do Salvador na Terra, embora passada em meio de conflito, foi uma vida de paz. Conquanto irados inimigos O estivessem sempre perseguindo, Ele disse: "Aquele que Me enviou está comigo; o Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada." João 8:29. Nenhuma tempestade de ira humana ou diabólica poderia perturbar a calma daquela perfeita comunhão com Deus. E Ele nos diz: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou." João 14:27. "Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso." Mateus 11:29. Levai comigo o jugo do serviço, para a glória de Deus e o reerguimento da humanidade, e achareis suave o jugo, e leve o fardo. É o amor do próprio eu que destrói a nossa paz. Enquanto o eu está bem vivo, estamos continuamente prontos a preservá-lo de mortificação e insulto; mas, se estamos mortos, e nossa vida
  • 17. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 16 escondida com Cristo em Deus, não levaremos a sério as desatenções e indiferenças. Seremos surdos às censuras, e cegos à zombaria e ao insulto. "O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba." I Corintios 13:4-8. A felicidade derivada de fontes terrenas é tão mutável como a podem tornar as várias circunstâncias; a paz de Cristo, porém, é constante e permanente. Ela não depende de qualquer circunstância da vida, da quantidade de bens mundanos, ou do número de amigos. Cristo é a fonte da água viva, e a felicidade que dEle procede não pode jamais falhar. A mansidão de Cristo, manifestada no lar, tornará felizes os membros da família; ela não provoca disputas, não dá más respostas, mas acalma o temperamento irritado, e difunde uma suavidade que se faz sentir por todos os que se acham dentro do aprazível ambiente. Sempre que é nutrida, torna as famílias da Terra uma parte da grande família do Céu. Muito melhor nos é sofrer sob falsa acusação, do que nos infligirmos a nós mesmos a tortura da desforra sobre os nossos inimigos. O espírito de ódio e vingança teve sua origem em Satanás, e só pode trazer mal sobre aquele que o nutre. Humildade de coração, aquela mansidão que é o fruto de permanecer em Cristo, é o verdadeiro segredo da bênção. "Ele adornará os mansos com a salvação." Salmos 149:4. Mateus 5: 7 "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia." O coração do homem é, por natureza, frio, escuro e desagradável; sempre que alguém manifeste espírito de misericórdia e perdão, fá-lo, não de si mesmo, mas mediante a influência do divino Espírito a mover-lhe o coração. "Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro." I João 4:19.
  • 18. 17 | Apostila–Devemos amar uns aos outros É o próprio Deus a fonte de toda a misericórdia. Seu nome é "misericordioso e piedoso". Êxodo 34:6. Ele não nos trata segundo os nossos merecimentos. Não indaga se somos dignos de Seu amor, mas derrama sobre nós as riquezas desse amor, a fim de fazer-nos dignos. Não é vingativo. Não busca punir, mas redimir. Mesmo a severidade que mostra por meio de Suas providências, é manifestada para salvação dos extraviados. Intensamente anela Ele aliviar as misérias dos homens, e aplicar-lhes às feridas Seu bálsamo. É verdade que Deus "ao culpado não tem por inocente" (Êxodo 34:7); mas quereria tirar a culpa. Os misericordiosos são "participantes da natureza divina" (II Pedro 1:4), e neles encontra expressão o compassivo amor de Deus. Todo aquele cujo coração está em harmonia com o coração do Infinito Amor, buscará reaver e não condenar. A presença permanente de Cristo na alma é urna fonte que jamais secará. Onde Ele habita, haverá uma torrente de beneficência. Ante o apelo do tentado, do errante, das míseras vítimas da necessidade e do pecado, o cristão não pergunta: São eles dignos? mas: Como os posso eu beneficiar? Nos mais indignos, mais degradados, vê almas para cuja salvação Cristo morreu, e para quem Deus deu a Seus filhos o ministério da reconciliação. Os misericordiosos são os que manifestam compaixão para com os pobres, os sofredores e oprimidos. Jó declara: "Eu livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse. A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva. Cobria- me de justiça, e ela me servia de veste; como manto e diadema era o meu juízo. Eu era o olho do cego e os pés do coxo; dos necessitados era pai e as causas de que não tinha conhecimento inquiria com diligência." Jó 29:12-16. Muitos há para quem a vida é uma penosa luta; sentem suas deficiências, e são infelizes e incrédulos; pensam nada terem por que ser agradecidos. Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões de apreciação, seriam para muitas almas lutadoras e solitárias como um copo de água fria a uma alma sedenta. Uma palavra compassiva, um ato de bondade, ergueriam fardos que pesam duramente sobre
  • 19. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 18 fatigados ombros. E toda palavra ou ato de abnegada bondade é uma expressão do amor de Cristo pela humanidade perdida. Os misericordiosos "alcançarão misericórdia". Mateus 5:7. "A alma generosa engordará, e o que regar também será regado." Provérbios 11:25. Há uma doce paz para o espírito compassivo, uma bendita satisfação na vida de esquecimento de si mesmo em benefício de outros. O Espírito Santo que habita na alma e Se manifesta na vida, abrandará corações endurecidos, e despertará simpatia e ternura. Haveis de ceifar aquilo que semeardes. "Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre. ... O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na Terra, e Tu não o entregarás à vontade de seus inimigos. Mateus 5: 8 "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus." "A sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura." Tiago 3:17. Na cidade de Deus não entrará coisa alguma que contamine. Todos quantos houverem de ser seus moradores, hão de se ter tornado aqui puros de coração. A pessoa que está aprendendo de Jesus manifestará crescente desagrado pelas maneiras descuidosas, pela linguagem indecente e pensamentos vulgares. Quando Cristo habita no coração, haverá pureza e refinamento de idéias e maneiras. Mas as palavras de Jesus: "Bem-aventurados os limpos de coração" (Mateus 5:8), têm um mais profundo sentido - não somente puros no sentido em que o mundo entende a pureza, livres do que é sensual, puros de concupiscências, mas fiéis nos íntimos desígnios e motivos da alma, isentos de orgulho e de interesse egoísta, humildes, abnegados, semelhantes a uma criança. Unicamente os semelhantes se podem apreciar. A menos que aceiteis em vossa vida o princípio do amor pronto a se sacrificar, que é o princípio de Seu caráter, não podeis conhecer a Deus. O coração enganado por Satanás olha a Deus como um ser tirânico, implacável; os traços egoístas da humanidade, do próprio Satanás, são atribuídos ao amante Criador. "Pensavas que [Eu] era como tu", diz Ele. Salmos 50:21. Suas providências são interpretadas como a expressão de uma natureza arbitrária e vingativa. Da mesma maneira quanto à Bíblia, o
  • 20. 19 | Apostila–Devemos amar uns aos outros tesouro das riquezas de Sua graça. A glória de suas verdades - elevadas como o céu, amplas, a abranger a eternidade - não é discernida. Para a grande massa da humanidade, o próprio Cristo é "como raiz de uma terra seca", e nEle não vêem "nenhuma beleza" para que O desejem. Isaías 53:2. Quando Jesus Se achava entre os homens - a revelação de Deus na humanidade - os escribas e os fariseus Lhe declararam: "És samaritano e... tens demônio." João 8:48. Mesmo Seus discípulos estavam tão cegados pelo egoísmo de seu coração, que eram tardios em compreender Aquele que viera a fim de manifestar-lhes o amor do Pai. Por isto é que Jesus andava solitário entre os homens. No Céu, tão-somente, era Ele compreendido. Mas para os corações que foram purificados pela presença do Espírito Santo, tudo diverso. Estes podem conhecer a Deus. Moisés estava oculto na fenda da rocha quando lhe foi revelada a glória do Senhor; e é quando nos encontramos escondidos em Cristo que contemplamos o amor de Deus. "O que ama a pureza do coração e tem graça nos seus lábios terá por seu amigo o Rei." Provérbios 22:11. Pela fé, nós O contemplamos aqui no presente. Em nossa experiência diária, distinguimos Sua bondade e compaixão nas manifestações de Sua providência. Reconhecemo-Lo no caráter de Seu Filho. O Espírito Santo toma a verdade concernente a Deus e Àquele a quem Ele enviou, e descerra-a ao entendimento e ao coração. Os limpos de coração vêem a Deus em uma nova e mais carinhosa relação, como seu Salvador; e ao passo que Lhe distinguem a pureza e a beleza do caráter, anelam refletir a Sua imagem. Vêem-nO como um Pai ansioso de abraçar um filho arrependido, e o coração enche-se-lhes de indizível alegria e de abundante glória. Os limpos de coração percebem o Criador nas obras de Sua poderosa mão, nas belas coisas que enchem o Universo. Em Sua palavra escrita, lêem em mais distintos traços a revelação de Sua misericórdia, Sua bondade e Sua graça. As verdades ocultas aos sábios e entendidos, são reveladas às criancinhas. A beleza e preciosidade da verdade, não percebidas pelos sábios do mundo, estão sendo constantemente desdobradas aos que experimentam um confiante e infantil desejo de conhecer e cumprir a vontade de Deus. Discernimos
  • 21. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 20 a verdade mediante o tornar-nos, nós mesmos, participantes da natureza divina. “Bem-aventurados os limpos de coração”, declara ela, “porque eles verão a Deus.” S. Mateus 5: 8 “segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12: 14. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos. E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro.” I S. João 3: 2 e 3. Mateus 5: 9 "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus." Cristo é o "Príncipe da Paz" (Isaías 9:6), e é Sua missão restituir à Terra e ao Céu a paz que o pecado arrebatou. "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo." Romanos 5:1. Todo aquele que consente em renunciar ao pecado, e abre o coração ao amor de Cristo, torna-se participante dessa paz celestial. Não há outra base de paz senão essa. A graça de Cristo, recebida no coração, subjuga a inimizade; afasta a contenda, e enche o coração de amor. Aquele que se acha em paz com Deus e seus semelhantes, não se pode tornar infeliz. Em seu coração não se achará a inveja; ruins suspeitas aí não encontrarão guarida; o ódio não pode existir. O coração que se encontra em harmonia com Deus partilha da paz do Céu, e difundirá ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará qual orvalho sobre os corações desgostosos e turbados pelos conflitos mundanos. Os seguidores de Cristo são enviados ao mundo com a mensagem de paz. Quem quer que seja que, pela serena, inconsciente influência de uma vida santa, revelar o amor de Cristo; quem quer que, por palavras ou ações, levar outro a abandonar o pecado e entregar o coração a Deus, é um pacificador. E "bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus". Mateus 5:9. O espírito de paz é um
  • 22. 21 | Apostila–Devemos amar uns aos outros testemunho de sua ligação com o Céu. Envolve-os a suave fragrância de Cristo. O aroma da vida, a beleza do caráter, revelam ao mundo que eles são filhos de Deus. Vendo-os, os homens reconhecem que eles têm estado com Jesus. "Qualquer que ama é nascido de Deus." I João 4:7. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle", mas "todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." Romanos 8:9 e 14. "E estará o resto de Jacó no meio de muitos povos, como orvalho do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens." Miquéias. 5:7. Pelo sofrimento e perseguição, a glória - o caráter - de Deus será manifestada em Seus escolhidos. A igreja de Deus, odiada e perseguida pelo mundo, é educada e disciplinada na escola de Cristo; caminha na Terra pela estrada estreita, é purificada na fornalha da aflição, segue o Senhor através de duras batalhas, exercita-se na abnegação e sofre amargas experiências, mas reconhece por tudo isso a culpa e a miséria do pecado e aprende a afugentá-lo. Visto tomar parte nos sofrimentos de Cristo, [o sofredor] participará também de Sua glória. (cf. Apocalipse 2: 10). Dirigindo-se aos anciãos da igreja, no tocante a suas responsabilidades como subpastores do rebanho de Cristo, o apóstolo escreve: "Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”. Os que ocupam a posição de subpastores devem exercer atento cuidado sobre o rebanho do Senhor. Isto não quer dizer vigilância ditatorial, mas que propenda a encorajar, fortalecer e a levantar. Ministrar significa mais que pregar sermões; significa trabalho zeloso e pessoal. A igreja na Terra é composta de homens e mulheres falíveis, que necessitam de esforços laboriosos e pacientes para que sejam disciplinados e educados para trabalhar de forma aceitável nesta vida, e serem na futura coroados de glória e imortalidade. Necessita-se de pastores - pastores fiéis - que não lisonjeiem o povo de Deus, nem o tratem com dureza, mas alimentem-no com o pão da vida - homens que
  • 23. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 22 sintam diariamente na vida o poder convertedor do Espírito Santo, e que cultivem amor forte e altruísta por aqueles por quem trabalham. (AA, 526/527) Aquele que se entregar inteiramente a Deus, será guiado pela mão divina. Poderá ser humilde e aparentemente não dotado de dons; contudo, se com coração amante e confiante obedecer a toda manifestação da vontade de Deus, suas faculdades serão purificadas, enobrecidas, revigoradas e aumentadas as suas capacidades. Ao serem por ele entesouradas as lições de divina sabedoria, um sagrado encargo ser-lhe-á confiado; será capacitado a fazer de sua vida uma honra para Deus e uma bênção para o mundo. "A exposição das Tuas palavras dá luz; dá entendimento aos símplices." Salmos 119:130. Há muitos hoje em dia tão ignorantes da obra do Espírito Santo sobre o coração quanto o eram os crentes de Éfeso; não há entretanto verdade mais claramente ensinada na Palavra de Deus. Profetas e apóstolos têm-se demorado sobre este tema. Cristo mesmo chama nossa atenção para o crescimento do mundo vegetal, como uma ilustração da operação de Seu Espírito no suster a vida espiritual. A seiva da vinha, subindo da raiz, é difundida para os ramos, promovendo o crescimento e produzindo flores e frutos. Assim o poder vitalizante do Espírito Santo, que emana do Salvador, permeia a alma, renova os motivos e afeições e leva os próprios pensamentos à obediência da vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos frutos de obras santas. O Autor desta vida espiritual é invisível, e o método exato pelo qual é esta vida repartida e mantida está além da capacidade da filosofia humana explicar. Todavia as operações do Espírito estão sempre em harmonia com a Palavra escrita. Como sucede no mundo natural, assim também se dá no espiritual. A vida natural é preservada a todo o momento pelo divino poder; todavia não é sustentada por um milagre direto, mas mediante o uso de bênçãos colocadas ao nosso alcance. De igual forma é a vida espiritual sustentada pelo uso dos meios supridos pela Providência. Se o seguidor de Cristo quiser crescer até chegar "a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo" (Efésios 4:13), precisa comer do pão da vida e beber da água da salvação. Precisa vigiar, orar e trabalhar, dando em todas as coisas atenção às instruções de Deus em Sua Palavra. (AA, 584 / 585)
  • 24. 23 | Apostila–Devemos amar uns aos outros A graça genuína está disposta a ser provada; se relutamos em ser esquadrinhados pelo Senhor, nossa condição é na verdade séria. Deus é o refinador e purificador de almas; no calor da fornalha separa-se para sempre a escória da prata e do ouro (I TS pag. 474) Esta é a verdadeira Sacudidura A purificação do povo de Deus não se pode realizar sem que eles sofram. Deus permite ao fogo da aflição que lhes consuma a escória, para separar o imprestável do que é valioso, a fim de que o metal puro possa brilhar. Passa-nos de uma a outra fornalha, provando nosso verdadeiro valor. Se não podemos suportar essas provas, que faremos no tempo de angústia? Se a prosperidade ou a adversidade descobre falsidade, orgulho ou egoísmo em nosso coração, que faremos nós quando Deus provar a obra de todo homem como pelo fogo, e puser a descoberto os segredos de todos os corações? Esta palavra pessoal a Zorobabel foi registrada para encorajamento dos filhos de Deus em todos os séculos. Deus tem um propósito em enviar a Seus filhos. Ele jamais os dirige de outra forma que não aquela mesma que eles escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio, e discernir a glória do propósito que estão preenchendo. Tudo que Ele traz sobre eles em provação e infortúnio vem para que sejam fortes a fim de agirem e sofrerem por Ele. (PR, pág. 578) O Remédio Divino A fé e o amor são as verdadeiras riquezas, o ouro puro que a Testemunha Verdadeira aconselha os mornos a comprar. Por mais ricos que sejamos em tesouros terrestres, toda a nossa riqueza não nos habilitará a comprar os preciosos remédios que curam a doença da alma chamada mornidão. A inteligência e as riquezas da Terra eram impotentes para remover os defeitos da igreja de Laodicéia, ou remediar-lhes a deplorável condição. Eram cegos, não obstante achavam que estavam bem. O Espírito de Deus não lhes iluminava a mente, e não percebiam sua pecaminosidade; não sentiam, portanto, necessidade de auxílio.
  • 25. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 24 Estar sem as graças do Espírito de Deus é realmente triste; mais terrível condição, porém, é estar assim destituído de espiritualidade e de Cristo, e ainda buscar justificar-nos dizendo aos que se sobressaltam por nós que não necessitamos de seus temores nem piedade. Temível é o poder da ilusão própria no espírito humano! Que cegueira! tomar a luz por trevas e as trevas por luz! A Testemunha Verdadeira aconselha-nos a comprar dEle ouro provado no fogo, vestidos brancos e colírio. O ouro aqui recomendado como tendo sido provado no fogo, é fé e amor. Ele enriquece o coração; pois foi limpo até tornar-se puro, e quanto mais é provado tanto mais intenso é seu brilho. Os vestidos brancos são a pureza de caráter, a justiça de Cristo comunicada ao pecador. É na verdade uma vestimenta de textura celeste, que só se pode comprar de Cristo por uma vida de voluntária obediência. O colírio é aquela sabedoria e graça que nos habilitam a distinguir entre o mal e o bem, e perceber o pecado sob qualquer disfarce. Deus deu a Sua igreja olhos aos quais requer dos crentes que unjam com sabedoria, para que vejam claramente; muitos, porém, se pudessem, tirariam os olhos da igreja; pois não quereriam que suas ações viessem à luz, para não serem reprovados. O colírio divino comunicará clareza ao entendimento. Cristo é o depositário de todas as graças. Ele diz: "Aconselho-te que de Mim compres." A verdadeira graça, que é de inestimável valor e que resistirá à experiência da provação e da adversidade, só se obtém pela fé, e pela humilde obediência apoiada pela oração. As graças que resistem às provas da aflição e da perseguição, e demonstram sua pureza e sinceridade, são o ouro que é provado no fogo e achado genuíno. Cristo oferece vender este precioso tesouro ao homem: "Aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo." Apocalipse 3:18. O morto, frio cumprimento do dever não nos faz cristãos. Cumpre-nos sair do estado de mornidão e experimentar conversão real, ou perderemos o Céu. Foi-me mostrado que toda prova feita pelo processo de refinamento e purificação sobre os professos cristãos demonstra que alguns são escória. Nem sempre aparece o fino ouro. Em toda crise religiosa alguns caem sob a tentação. O peneiramento de Deus sacode fora multidões, como folhas secas. A prosperidade multiplica a massa
  • 26. 25 | Apostila–Devemos amar uns aos outros dos que professam. A adversidade os leva para fora da Igreja. Como uma classe, não tem o espírito firme em Deus. Saem de nós, porque não são de nós; pois quando surge tribulação ou perseguição por causa da palavra, muitos se escandalizam. Olhem essas pessoas alguns meses atrás, quando elas consideravam o caso de outros que se achavam em condições idênticas àquela que eles hoje ocupam. Recordem cuidadosamente o que pensavam quanto aos tentados. Houvesse alguém lhes dito então que, apesar de seu zelo e trabalho para endireitar a outros, seriam afinal achados em semelhantes condições de trevas, e haveriam dito como disse Hazael ao profeta: "Pois quê? é teu servo um cão, para fazer esta tão grande coisa?" II Reis 8:13, Versão Trinitariana. Estão iludidos consigo mesmos. Na calma, que firmeza manifestam! Que corajosos navegantes são! Mas quando as furiosas tempestades da prova e tentação sobrevêm, ai! sua alma naufraga. Os homens podem ter excelentes dons, boas aptidões, qualidades esplêndidas; um defeito, porém, um pecado secreto nutrido, demonstrar-se-á para o caráter o que a prancha carcomida pelo verme é para o navio - completo desastre e ruína! ... (I TS pág. 479) A obra de podar e limpar a fim de preparar-nos para o Céu, é uma grande obra, e custar-nos-á muito sofrimento e provação, pois nossas vontades não se acham sujeitas à vontade de Cristo. Precisamos passar pela fornalha até que o fogo haja consumido a escória, e estejamos purificados, e reflitamos a imagem divina. Os que seguem as próprias inclinações e são regidos pelas aparências, não são bons juízes do que Deus está fazendo. Acham-se cheios de descontentamento. Vêem fracasso onde em verdade há triunfo, grande perda onde existe ganho; e, como Jacó, estão prontos a exclamar: "Todas estas coisas vieram sobre mim" (Gênesis 42:36), quando as próprias coisas de que se queixam estão todas operando juntamente para o seu bem. Não havendo cruz, não há coroa. Como pode alguém ser forte no Senhor, sem provações? Para termos forças, precisamos de exercício. Para possuir fé robusta, importa que sejamos colocados em circunstâncias em que nossa fé seja exercitada. Pouco antes de sua morte, o apóstolo Paulo exortou a Timóteo: "Participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus." II Timóteo 1:8. Através de
  • 27. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 26 muita tribulação é que havemos de entrar no reino de Deus. Nosso Salvador foi provado por todos os modos possíveis, e todavia triunfou continuamente em Deus. É nosso privilégio, na força do Senhor, ser fortes em todas as circunstâncias, e gloriar-nos na cruz de Cristo. Testimonies, vol. 3, pág. 67, 1872. (I TS págs 474-480) E enquanto assim batalhava contra a oposição, impelindo para a frente com incansável zelo a obra do evangelho, e cuidando dos interesses de uma igreja ainda jovem na fé, Paulo levava sobre sua alma o pesado fardo de todas as igrejas. Melhor apreciar-lhe a depressão de espírito e o sentimento de culpa. Os servos de Deus que levam o fardo de Sua obra atualmente, sabem alguma coisa da mesma experiência de trabalho, conflito e ansioso cuidado que recaía sobre o grande apóstolo. Opresso pelas divisões na igreja, encontrando a ingratidão e traição da parte de alguns de quem esperava simpatia e conforto, sentindo o perigo que ameaçava as igrejas que abrigavam a iniqüidade, compelido a dar em reprovação do pecado um testemunho íntimo e penetrante, estava ao mesmo tempo oprimido pelo temor de ter agido com demasiada severidade. Com angustiante ansiedade esperou receber alguma notícia de como fora recebida sua mensagem. (AA, 322) Não andeis ansiosos por coisa alguma. Cuidai tranqüilamente de vosso dever de cada dia. Fazei o que estiver ao vosso alcance; pedi a Deus que seja vosso auxiliador. ... Convencei-vos cada dia disso: "Estou fazendo meu trabalho para Deus. Não vivo para mim mesmo, para me glorificar, mas para glorificar a Deus". Oh, confiai em Jesus e não em vosso coração! Lançai-vos, e o vosso fardo, sobre Ele. Se não experimentais alegria, nem consolo, não vos desalenteis. Esperai e crede. Talvez tenhais preciosa experiência nas coisas de Deus. Lutai com os vossos desânimos e dúvidas até obterdes a vitória sobre eles em nome de Jesus. Não estimuleis o pesar, o acabrunhamento, as trevas. ... Descansai nas amplas e seguras promessas de Deus. Descansai nessas promessas sem nenhuma dúvida. Carta 2b, 1874. (MM, Nossa Alta Vocação 62) Deus fez dos homens os Seus administradores. A propriedade que Ele pôs em suas mãos são os meios que Ele proveu para a propagação do evangelho. Àqueles que se mostrarem mordomos fiéis Ele confiará maiores bens. Diz o Senhor: "Aos que Me honram
  • 28. 27 | Apostila–Devemos amar uns aos outros honrarei." I Samuel 2:30. "Deus ama ao que dá com alegria" (II Coríntios 9:7), e, quando Seu povo, de coração grato, Lhe trazem seus dons e ofertas, "não com tristeza, ou por necessidade", Sua bênção os acompanhará, conforme Ele prometeu. "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei prova de Mim, diz o Senhor dos exércitos, se Eu vos não abrir as janelas do Céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança." Malaquias 3: 10. (PP, 529) Mais tarde, ao escolher setenta anciãos para com eles repartir as responsabilidades da liderança, Moisés foi cuidadoso em selecionar para seus auxiliares homens que possuíssem dignidade, são juízo e experiência. Em suas instruções a esses anciãos ao tempo em que foram ordenados, ele esboçou algumas das qualificações que habilitam um homem a ser dirigente sábio na igreja. "Ouvi a causa entre vossos irmãos," disse Moisés, "e julgai justamente entre o homem e seu irmão, e entre o estrangeiro que está com ele. Não atentareis para pessoa alguma em juízo, ouvireis assim o pequeno como o grande: Não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus." Deuteronômio. 1: 16 e 17. (AA, 94) O verdadeiro ministro de Deus não se esquiva a trabalhos ou responsabilidades. Da Fonte que nunca decepciona aos que sinceramente buscam o poder divino, tira ele fortaleza que o capacita a enfrentar e vencer a tentação, e a executar as tarefas que Deus sobre ele coloca. A natureza da graça que recebe, amplia sua capacidade para conhecer a Deus e a Seu Filho. Sua alma se expande num desejo anelante de fazer para o Mestre trabalho aceitável. E enquanto avança na experiência cristã, torna-se forte "na graça que há em Cristo Jesus". II Timóteo 2:1. Esta graça dá-lhe o poder de ser fiel testemunha das coisas que ouviu. Ele não despreza ou negligencia o conhecimento que recebeu de Deus, mas transmite esse conhecimento a homens fiéis, os quais por sua vez ensinam a outros. (AA, 501) A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a
  • 29. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 28 depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos "principados e potestades nos Céus" (Efésios 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus. (AA, 9) A infinita sabedoria viu que essa evidente manifestação da ira divina era necessária para impedir que a jovem igreja se desmoralizasse. O número dos crentes aumentava rapidamente. A igreja teria corrido perigo se, no rápido aumento de conversos, fossem acrescentados homens e mulheres que, embora professassem servir a Deus, adoravam a Mamom. Esse juízo testificou que os homens não podem enganar a Deus, que Ele descobre o pecado oculto do coração e não Se deixa escarnecer. Destinava-se a ser uma advertência à igreja, para levá-la a evitar a pretensão e hipocrisia, e acautelar-se de roubar a Deus. (AA, 73) Simulando haverem dado tudo, Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, e, como resultado, perderam esta vida e a futura. O mesmo Deus que os puniu, condena hoje toda falsidade. Lábios mentirosos são-Lhe uma abominação. Ele declara que na cidade santa "não entrará... coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira". Apocalipse 21:27. Seja a verdade dita sem disfarces nem frouxidão. Torne-se ela uma parte da vida. Considerar levianamente a verdade, e dissimular para servir a planos egoístas, significa o naufrágio da fé. "Estai pois firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade." Efésios 6:14. Quem profere inverdades, vende sua alma por baixo preço. Suas falsidades podem parecer servir em emergências; pode parecer, assim, que faz negócios vantajosos que não poderia conseguir pelo reto proceder. Mas finalmente chega ao ponto em que não pode confiar em ninguém. Sendo ele mesmo falsificador, não tem confiança na palavra de outros. (AA, 76) "Se alguém Me serve", disse Jesus, "Siga-Me, e, onde Eu estiver, ali estará também o Meu servo. E, se alguém Me servir, Meu Pai o honrará." João 12:26. Todos quantos carregaram com Cristo a cruz do sacrifício, partilharão com Ele de Sua glória. A alegria de Cristo, em Sua humilhação e dor, era que Seus discípulos fossem glorificados com Ele. Eles são o fruto de Seu sacrifício. A formação, neles, de Seu próprio caráter e espírito, eis Sua recompensa, e será por toda a eternidade a Sua alegria. Esta alegria eles, os discípulos, partilharão com Ele, ao ser visto em outros corações e outras vidas o
  • 30. 29 | Apostila–Devemos amar uns aos outros fruto de seus labores e sacrifícios. São coobreiros de Cristo, e o Pai os honrará como honra Seu Filho. (DTN, 624) Não há em qualquer parte da Bíblia um preceito moral ordenado, que não haja sido escrito com o dedo de Deus em Sua santa lei nas duas tábuas de pedra. Uma cópia foi dada a Moisés no Monte Sinai. Os primeiros quatro mandamentos ordenam ao homem seu dever de servir o Senhor nosso Deus com todo o coração, com toda a alma, e de todo o pensamento, e com todas as forças. Isso envolve o homem todo. Requer tão fervente amor, tão intenso, que o homem não pode acariciar em seu espírito ou afeições, coisa alguma que esteja em rivalidade com Deus; e Suas obras apresentarão a assinatura celeste. Tudo é secundário à glória de Deus. Nosso Pai celeste deve ter sempre o primeiro lugar, como a alegria e prosperidade, a luz e suficiência de nossa vida, e nossa porção para sempre. Carta 15, 1895. (MM, Filhos e Filhas de Deus, 56) Ao povo de Deus o cativeiro de Satanás trará alegria e júbilo. Diz o profeta: "Acontecerá que no dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com que te fizeram servir, então proferirás este dito contra o rei de Babilônia [representando aqui Satanás], e dirás: Como cessou o opressor! ... Já quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores. Aquele que feria os povos com furor, com praga incessante, o que com ira dominava as nações, agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir." Isaias 14:3-6. O Grande Conflito, pág. 660. O Céu é um lugar de alegria. Ressoa com o louvor Àquele que fez tão maravilhoso sacrifício pela redenção do ser humano. Não deve a igreja na Terra ser também um lugar feliz? Não devem os cristãos proclamar, pelo mundo inteiro, o prazer de servir a Cristo? Os que tiverem que unir-se com o coro angélico, lá no Céu, em suas antífonas de louvor, têm que aprender aqui na Terra o cântico celestial, cuja nota tônica é a ação de graças. Testimonies, vol. 7, pág. 244. Os jovens devem cultivar um espírito de devoção e piedade. Não podem glorificar a Deus a menos que mirem continuamente atingir à plenitude da estatura de Cristo - a perfeição em Cristo Jesus. Que as graças cristãs se encontrem abundantemente em vós. Consagrai a vosso Salvador as melhores e mais santas afeições. Prestai inteira obediência a Sua vontade. Ele não aceitará nada menos
  • 31. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 30 do que isto. Não vos movais de vossa firmeza pelos escárnios e zombarias daqueles cuja mente se acha entregue à vaidade. Segui a vosso Salvador tanto na má como na boa fama; reputai como alegria e sagrada honra, suportar a cruz de Cristo. Jesus vos ama. Ele morreu por vós. A menos que O busqueis servir com afeição não dividida, deixareis de aperfeiçoar a santidade em Seu temor, e sereis afinal obrigados a ouvir as terríveis palavras: Apartai-vos. (I TS, 238) Houve um tempo em que Satanás se encontrava em harmonia com Deus, quando era sua alegria executar os divinos mandamentos. Seu coração encontrava-se cheio de amor e regozijo em servir ao Criador, até que começou a imaginar que sua sabedoria não derivava de Deus, sendo antes inerente a ele próprio, e que ele era tão digno quanto Deus de receber honra e poder. Signs of the Times, 18 de setembro de 1893. (A Verdade Sobre os Anjos 31) ATENÇÃO! Houve um tempo na experiência de Pedro em que ele não se dispunha a ver a cruz na obra de Cristo. Quando o Salvador deu a conhecer aos discípulos os sofrimentos e morte que O esperavam, Pedro exclamou: "Senhor, tem compaixão de Ti; de modo nenhum Te acontecerá isso." Mateus 16:22. A compaixão própria, que se esquivava de seguir a Cristo no sofrimento, preparou as razões de Pedro. Foi para o discípulo uma amarga lição, que ele não aprendeu senão vagarosamente, a de que a senda de Cristo na Terra é feita de sofrimento e humilhação. Porém na fornalha de fogo ardente devia ele aprender essa lição. Agora, quando seu corpo outrora ativo estava curvado ao peso dos anos e trabalhos, pôde ele escrever: "Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da Sua glória vos regozijeis e alegreis." (AA, 525) "Vós que amais ao Senhor, aborrecei o mal", exorta o salmista. "Ele guarda a alma dos Seus santos, Ele os livra das mãos dos ímpios. A luz semeia-se para o justo, e a alegria, para os retos de coração. Alegrai- vos, ó justos, no Senhor, e dai louvores em memória da Sua Santidade." Salmos 97:10-12. Os professores, os pastores e os médicos estão falando de mais alto nível a ser alcançado no sentido educativo; mas
  • 32. 31 | Apostila–Devemos amar uns aos outros essas palavras do salmista mostram que é servindo a Deus que se atinge esse mais elevado plano. Devemos agora pôr de lado a maledicência, os projetos egoístas, tudo quanto prejudique a influência ou confunda o juízo. O coração deve esvaziar-se todo interesse egoísta; a conduta deve ser tal que não leve nenhuma alma por sendas erradas. (CPPE, 397 e 398) "Alegrai-vos sempre no Senhor", diz o apóstolo; "outra vez digo: alegrai-vos." Filipenses 4:4. Onde quer que vamos, devemos levar conosco uma atmosfera de esperança e alegria cristãs; então os que não têm a Cristo verão o encanto da religião que professamos; os descrentes verão a coerência de nossa fé. Precisamos ter vislumbres mais nítidos do Céu, a terra onde tudo é resplendor e alegria. Precisamos saber mais sobre a plenitude da bendita esperança. Se estivermos constantemente nos regozijando na esperança, estaremos em condições de dizer palavras de ânimo àqueles com os quais nos encontramos. ... (MM, Cuidado de Deus, 337) Falei no salão dos recabitas às três horas da tarde sobre Filipenses 4:4-7: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." Creio que a promessa é para mim, e aproprio- me dela pessoalmente. A promessa, em si, é sem valor, a não ser que eu creia plenamente que Aquele que fez a promessa é abundantemente poderoso para cumprir e infinito em poder para fazer tudo o que Ele disse. (MM, Este Dia Com Deus, 154) "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos." Filipenses 4:4. Os que fazem isso têm uma vida feliz. De seus lábios ou da atmosfera que circunda a alma não provém nada que seja desagradável, pois eles não acham que são melhores do que os outros. Escondei-vos em Jesus Cristo; então em todo o tempo a verdade de Deus estar-vos-á habilitando para a futura vida imortal. Quando tendes confiança no Onipotente, vossa experiência não é emprestada; ela vos pertence. Seja qual for o vosso temperamento, Deus é poderoso para moldar esse temperamento de tal modo que se
  • 33. A p o s t i l a – D e v e m o s a m a r u n s a o s o u t r o s | 32 torne agradável e semelhante ao de Cristo. Por meio de viva fé, vós vos separais de tudo que não está de acordo com a vontade de Deus, introduzindo assim o céu em vossa vida aqui na Terra. Fareis isso? Se o fizerdes, tereis alegria a cada passo. ... (MM, Exaltai-o, 186) "Alegrai-vos sempre no Senhor", diz o apóstolo; "outra vez digo: alegrai-vos." Filipenses 4:4. Aonde quer que formos, devemos levar uma atmosfera de esperança e ânimo cristãos; então os que estão distantes de Cristo verão a atratividade da religião que professamos; incrédulos verão a coerência de nossa fé. Precisamos ter mais claros vislumbres do Céu, o país em que tudo é brilho e alegria. Precisamos conhecer mais da plenitude da bendita esperança. Se constantemente nos estivermos regozijando "na esperança", seremos capazes de proferir palavras de encorajamento àqueles com quem nos encontramos. "A palavra, a seu tempo, quão boa é!" Provérbios 15:23. Pessoas estão perecendo por falta de trabalho pessoal. (MM, Exaltai-o, 245) E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês. Joel 2:23. Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a "chuva temporã" foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a "chuva serôdia" será dada em seu final para o amadurecimento da seara. "Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; como a alva será a Sua saída; e Ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra." Oséias 6:3. "E vós, filhos de Sião, regozijai- vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador de justiça, e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia." Joel 2:23. "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne." "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." Atos 2:17 e 21. (GC, 611) Os que sofreram as maiores tristezas são freqüentemente os que proporcionam o maior conforto aos outros, levando a luz do Sol aonde quer que vão. Esses foram disciplinados e abrandados por suas aflições; não perderam a confiança em Deus quando as perturbações os assaltavam, mas apegaram-se mais a Seu amor protetor. Esses são prova viva do terno cuidado de Deus, que faz as
  • 34. 33 | Apostila–Devemos amar uns aos outros trevas assim como a luz, e nos corrige para nosso bem. Cristo é a luz do mundo; nEle não há trevas. Preciosa luz! Vivamos nessa luz! Dizei adeus à tristeza e ao descontentamento. Alegrai-vos no Senhor sempre; outra vez o digo: Regozijai-vos. (MM. Nos Lugares Celestiais, 273) "E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará ensinador de justiça, e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia." Joel 2:23. "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne." "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." Atos 2: 17 e 21 (MM, Maranata, 29) O plano da salvação é justamente um meio pelo o qual Deus quer levar o homem novamente a comunhão com Ele. Mas o homem precisa adaptar as condições estipulada. E uma das condições é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Será que quando alguém se ofende com seu próximo estar amando a si mesmo? Reflita nisto!