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FORMAÇÃO PRESENCIAL
OUT/016
PAUTA: LEITURA E ESCRITA
objetivos
“Quando generalizamos, presumimos. Quando presumimos,
observamos pouco. Quando observamos pouco, não aprendemos. Se
não aprendemos, o que podemos ensinar?”
Lígia Cadermatori - As Narratividades
objetivos
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iniciais, com vistas a levantar as regularidades das dificuldades
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ações a serem realizadas para sua superação. 
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http://www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/alfabetizar-com-metodo.html
ENTREVISTA COM MAGDA SOARES SOBRE SEU LIVRO
“ALFABETIZAR COM MÉTODO”
“No livro, concluo, com base na  compreensão que estudos e pesquisas me
proporcionaram, que não é por meio de um método que se pode chegar a bons
resultadosnaalfabetização; tantooprocessoquanto oobjetodeaprendizagem
têm muitas faces, cada uma delas pressupondo uma ação específica. Por isso
concluí que a questão não é o método de alfabetização, mas compreender,
conhecer os processos cognitivos de aprendizagem pela criança de um objeto
linguístico, a língua escrita, que é preciso também conhecer em suas formas
abstratas de traduzir o fonológico em grafias, em sílabas com diferentes
estruturas, em palavras, em frases, e assim orientar a criança adequadamente,
em cada fase da aprendizagem e em cada dificuldade que enfrente. Ou seja: o
que é necessário é  alfabetizar com método, isto é, com clareza do processo de
alfabetização e conhecimento do objeto de aprendizagem  e, sendo eles como
são, o que se deve fazer para orientá-lo”.
leitura profissional
O que é preciso saber para ler
LUIZ CARLOS CAGLIARI
quais os conhecimentos necessários para a leitura
dos textos a seguir?
pra refletir
Quais os conhecimentos que uma pessoa precisa ter
para ler uma palavra como
Pote
•	Capacidade de relacionar a imagem à escrita;
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•	Não é necessário nenhum ensino, as crianças aprenderiam
somente estando em contato com a cultura escrita;
•	Ser orientada conforme as etapas previstas para a aquisição da
escrita por Emília Ferreiro
Respostas de professores à pergunta
professor, um excelente pesquisador
Analisa o que o aluno faz e o que deixa de fazer, o que já sabe o
que ainda lhe falta saber e vai buscar nos conhecimentos técnicos
o que tem a respeito da linguagem oral e escrita, dos sistemas de
escritas, etc. as informações necessárias, úteis e adequadas para
passar ao aluno, para que este dê um passo à frente, supere uma
barreira a mais e, aos poucos, vá construindo aquela bagagem de
conhecimentos de que necessita para se alfabetizar.
(Cagliari, 1999, p.133)
Alfabetização e Saber Linguístico
A alfabetização é um processo que envolve a linguagem oral e
escrita e, portanto, precisa se colocar como um problema linguístico
na sua essência primordial. [...] Através de reflexões linguísticas
bem conduzidas se pode ter clara a dimensão do processo de
alfabetização.
(CAGLIARI, 1999, p. 134)
atividade
O ALIENÍGENA QUE QUERIA APRENDER A LER
•	Leitura em grupos de trechos do texto “O alienígena que queria
aprender a ler”.
•	Em grupos, elencar quais conhecimentos são necessários para ler.
•	Socialização das reflexões
Luis Carlos Cagliari - O alienígena que queria aprender a ler
disponível em http://migre.me/vkS4x
o que é preciso saber para ler
“Não existe uma ordem ou hierarquia entre esses
conhecimentos primordiais, mas sim um sistema em que as
partes só adquirem significado quando encaixadas no todo.”
(CAGLIARI, 1999, p. 135)
reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari
1.	Ser falante da língua portuguesa
2.	Saber a diferença entre desenho e escrita
3.	Não se escreve com rabiscos, bolinha, etc.
4.	A fala aparece na escrita segmentada em palavras
5.	O que é palavra: ideias & sons – letras & ortografia
6.	Controlar o significado das palavras nas segmentações
7.	Comocontrolarassequênciasdesonsdaspalavrasnassegmentações
8.	Saber segmentar a fala para a escrita: palavras, consoantes e vogais
9.	Escreve-se com letras
10.	O alfabeto como um conjunto de letras
reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari
11.	O que é uma letra: unidade abstrata
12.	Categorização das letras: a unidade na variedade
13.	O nome das letras
14.	Princípio acrofônico como chave da decifração da escrita
15.	Oprincípioacrofônicoéumpontodepartida.Opontodechegada
é a ortografia
16.	Categorização gráfica: inúmeros alfabetos com as mesmas letras
17.	Variação gráfica das letras controlada pela ortografia
18.	Variação funcional das letras controlada pela ortografia
19.	Categorização funcional das letras: relações entre letras e sons
20.	A ortografia como volta ao sistema ideográfico
21.	A ortografia como forma congelada de escrita, neutralizando a
variação linguística
22.	Ortografia determina o valor que as letras têm, gráfica e
funcionalmente
23.	Variação escrita e falada
24.	Palavras variam não só de acordo com regras fonológicas, mas
tambémdeacordocomregrasmorfológicas(formaslexicaisdiferentes)
25.	Escrita não é transcrição fonética
26.	Não se escreve qualquer letra para qualquer palavra: há regras
reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari
27.	Identificar outros sinais da escrita (além de letras), como os
acentos, os diacríticos, marcas, etc.
28.	Aspectos secundários das letras: tamanho, direção, linearidade,
espacialidade, maiúscula, estilo, caligrafia, etc.
29.	Lernãoésódecifrarossonsdasletrasedaspalavras,masconseguir
pensar uma mensagem elaborada por outra pessoa e representada
na escrita.
reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari
1.	 Ser falante da língua portuguesa
2.	 Saber a diferença entre desenho e escrita
3.	 Não se escreve com rabiscos, bolinha, etc.
4.	 A fala aparece na escrita segmentada em
palavras
	 “O que distingue um desenho de uma escrita
é o fato de o desenho referir-se a objetos do
mundo e a escrita referir-se à linguagem oral.”
(Cagliari, 1999, p. 136)
5.	 O que é palavra: ideias & sons – letras & ortografia
6.	 Controlarosignificadodaspalavrasnassegmentações
7.	 Como controlar as sequências de sons das palavras
nas segmentações
8.	 Saber segmentar a fala para a escrita: palavras,
consoantes e vogais
“O professor deve incentivar os alunos a lidar
com os significados desde o início. A descoberta
do que está escrito implica em descobrir o
significado, não apenas os sons”
(Cagliari, 1999, p. 139)
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os sons da fala, é preciso
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9. Escreve-se com letras
10. O alfabeto como um conjunto de letras
11. O que é uma letra: unidade abstrata
13. O nome das letras.
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INVENÇÃO DO ALFABETO - PRINCÍPIO ACROFÔNICO
“[...] os romanos acharam melhor trocar os nomes fenícios, dando
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muito nosso sistema de escrita na sociedade, mas criou problemas
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REFLEXÃO - USO DAS CARTILHAS (POSIÇÃO DO AUTOR)
“ [...] no caso da alfabetização, o princípio acrofônico não pode
faltar em nenhum método ou técnica pedagógica” (Cagliari, 1999,
p. 146). No entanto, de forma complementar a esse trabalho, o
autor destaca a importância de explorar a ortografia (vista como
um ponto de chegada), pois é estruturadora do nosso sistema
de escrita. Portanto, o princípio acrofônico é um bom ponto de
partida, mas não de é o ponto de chegada.
16. Categorização gráfica: inúmeros alfabetos com as
mesmas letras
17. Variação gráfica das letras controlada pela ortografia
Categorização gráfica: as letras se mantém a mesma diante
de inúmeras realizações gráficas que pode ter
Categorização funcional das letras: função que podem
exercer, para que servem. Sendo que, o valor funcional é
determinado pela ortografia.
(Cagliari, 1999, p. 143)
18. Variação funcional das letras controlada pela ortografia
19. Categorização funcional das letras: relações entre letras e sons
“A variação gráfica das letras não muda a função
que elas têm porque o nosso sistema de escrita é
alfabético ortográfico”, sendo “a ortografia mais
importante que o aspecto alfabético”
(Cagliari, 1999, p. 147)
20. A ortografia como volta ao sistema ideográfico
21. A ortografia como forma congelada de escrita,
neutralizando a variação linguística
22. Ortografia determina o valor que as letras têm, gráfica e
funcionalmente
“[...] o sistema alfabético só funciona quando perde
sua natureza fonética, e passa a ser interpretado com
um compromisso com o sistema ideográfico. Ou
seja, a palavra passou a ser mais importante do que
as letras isoladas e as palavras são escritas de forma
fixa por exigência da ortografia”
(Cagliari, 1999, p. 150)
23. Variação escrita e falada
24. Palavras variam não só de acordo com regras
fonológicas, mas também de acordo com regras
morfológicas (formas lexicais diferentes)
Casos de concordância, por exemplo, são tratados
como questões de ortografia, mas são, na verdade,
de natureza morfo-sintáticos.
(Cagliari, 1999, p. 152- 153)
25. Escrita não é transcrição fonética
26. Não se escreve qualquer letra para qualquer palavra: há
regras
Papel da escola: ensinar o aluno a estudar, a pesquisar, a
refletir e a tirar conclusões baseadas neste tipo de trabalho.
“O professor não precisa estudar todas as regras
com os alunos, mas mostrar a eles que a maneira
como se pensa a relação entre letras e sons é
fundamental e indispensável.”
(Cagliari, 1999, p. 149)
27. Identificar outros sinais da escrita (além de letras), como
os acentos, os diacríticos, marcas, etc.
28. Aspectos secundários das letras: tamanho, direção,
linearidade, espacialidade, maiúscula, estilo, caligrafia, etc.
29. Ler não é só decifrar os sons das letras e das palavras,
mas conseguir pensar uma mensagem elaborada por outra
pessoa e representada na escrita
Reflexão sobre o SEA
(SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA)
CONCLUSÕES
Para ‘Ler’ se exigem muitos conhecimentos simultâneos,
que atuam uns em relação aos outros. Escrever é
decorrência do fato de uma pessoa saber ler.
A compreensão do processo de leitura e
de escrita exige conhecimentos técnicos de
Linguística e da natureza, função e usos dos
sistemas de escrita.
Ler e escrever pressupõe a necessidade de
conhecimentos, e seu ensino pressupõe a
necessidade de saberes técnicos e científicos específicos.
‘Erros’ de ortografia na alfabetização: es-
critafonéticaoureflexõessobreopróprio
sistema de escrita?
GLADIS MASSINI-CAGLIARI
para refletir
•	Como lidamos com os “erros” de ortografia?
•	O que os erros ortográficos dos alunos representam?
•	Os alunos podem apoiar a escrita na fala?
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desvio ortográfico
HÁ DIFERENÇAS ENTRE SISTEMAS DE
ESCRITA FONÉTICO E ORTOGRÁFICO?
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Os nomes das letras já representam o som que elas produzem.
Para um sistema de escrita ser puramente fonético ele deve
seguir o princípio acrofônico, as relações entre letras e sons
são sempre as mesmas.
O nosso sistema de escrita segue este princípio?
desvio ortográfico
MASSINI-CAGLIARI, 1999, P.122
•	A análise da produção textual presente no texto, nos permite
observar os limites entre a escrita alfabética e ortográfica.
Muitasvezes,oserrosortográficassãojustificadosunicamente
no fato da criança se apoiar na transcrição dos sons. A autora
pontua algumas questões que auxiliarão na compreensão
de que as crianças estão realizando reflexões e construções
constantes sobre o funcionamento do nosso sistema de escrita
que é ortográfico.
•	Trabalhar esse espaço, em que a escrita do aprendiz não é
nem uma coisa, nem outra, mas as duas, é tarefa básica do
professor, no seu papel de mediador do processo de aquisição
da escrita (CAGLIARI, 1999, p.128).
•	Para que essa mediação aconteça, é primordial que esses dois
tipos de escrita, com suas diferenças e semelhanças, estejam
bem claras ao professor.
habilidades e escala de proficiência em leitura e
escrita - ana
•	Os dois eixos, de leitura e escrita, descritos na ANA
preconizam as Habilidades que os alunos devem dominar ao
final do ciclo de alfabetização.
•	Já a Escala de Proficiência em Leitura e Escrita, diz respeito
à avaliação realizada após a realização das provas dos alunos
em âmbito nacional, da ANA 2014, em que se identifica os
níveis atingidos pelos alunos que a realizaram;
análise das habilidades e escala de proficiência
em leitura e escrita - ana
•	Avaliar as Habilidades de Leitura e Escrita e a Escala de
Proficiência em Leitura e em Escrita adotada pela ANA;
•	Levantar hipóteses para as dificuldades que os alunos
encontram em relação aos níveis 3 e 4 dessa escala;
 
•	Discutir ações que possam melhorar o desempenho dos
alunos nessas competências de nível 3 e 4;
tabela descritiva das habilidades em escrita
Avaliação nacional da alfabetização (ANA):
documento básico, 2007, p. 17
Escala de Proficiência em Escrita, 2003, p. 7-8
atividade
•	Ao analisar a Escala de Proficiência que apresenta o perfil
dos alunos conforme seu desempenho, levantar hipóteses
que expliquem as razões das dificuldades que os alunos
encontram em relação aos níveis 3 e 4 dessa escala;
 
•	Discutir ações que possam melhorar o desempenho dos
alunos nessas competências de nível 3 e 4;
oficina
Analisar redações de alunos do Ciclo de Alfabetização de modo
a levantar suas dificuldades de escrita a partir das discussões na
presente formação, da Tabela de Habilidades de Leitura e Escrita e
da Escala de Proficiência de Leitura e Escrita da ANA e de outros
critérios julgados pertinentes, conforme os três eixos:
1º - Identificar as principais dificuldades presentes nas três produções
escritas;
2º - Registrar as ocorrências de dificuldades apresentadas nas produções;
3º Categorizar as principais necessidades formativas a partir dos registros
apresentados;
socialização
•	Quais dados foram recorrentes nas produções textuais?
•	O que estes dados evidenciam?
•	Quais critérios de análise vocês utilizaram?
referências
CADERMATORI, Lígia. As Narratividades. In: BAPTISTA, M. [et
al] org. Literatura na educação infantil: acervos, espaços e mediações.
Brasília: MEC, 2015. p. 32.)
Texto 1: SOARES, Magda. Entrevista sobre seu livro recém-lançado
“Alfabetizar com método”. Disponível em: http://www.ceale.fae.
ufmg.br/pages/view/alfabetizar-com-metodo.html
Texto 2: CAGLIARI, Luiz Carlos. O que é preciso saber para ler. In:
MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. Diante das Letras : a
escrita na alfabetização. Campinas: Mercado de Letras, 1999. (p.131-
159). Disponível no Moodle.
Texto 3: O alienígena que queria aprender a ler. Texto extraído
do JORNAL DO ALFABETIZADOR. Porto Alegre - Editora
KUARUP - ano VIII - nº 47. Disponível em: http://docslide.
com.br/download/link/alienigena-que-queria-aprender-a-ler-
55cd99488d371
Texto 4: MASSINI-CAGLIARI, Gladis. ‘Erros’ de ortografia na
alfabetização: escrita fonética ou reflexões sobre o próprio sistema de
escrita? In: MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. Diante
das Letras: a escrita na alfabetização. Campinas: Mercado de Letras,
1999. (p.121-129).
Tabela descritiva das Habilidades em Leitura e em Escrita. In:
BRASIL. Avaliação nacional da alfabetização (ANA): documento
básico. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira, 2013. (p.17). Disponível em:
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/ana/
documento/2014/documento_basico_ana_online_v2.pdf
Escala de Proficiência em Leitura e em Escrita. In: BRASIL.
Nota explicativa: Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana
2013), ANEXO I,. Brasília: Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2013. (p. 7-8).
Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/
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1ª formação - Leitura e Escrita

  • 2. objetivos “Quando generalizamos, presumimos. Quando presumimos, observamos pouco. Quando observamos pouco, não aprendemos. Se não aprendemos, o que podemos ensinar?” Lígia Cadermatori - As Narratividades
  • 3. objetivos • Retomar e consolidar a percepção das contribuições que a Avaliação, concebida como processo e como instrumento para o planejamento e para a gestão do conhecimento, pode gerar para a prática docente no processo de alfabetização com método. • Avaliar criticamente a Escala de Proficiência em Escrita formulada com base no desempenho dos alunos na ANA 2014, de modo a levantar hipóteses para as dificuldades que os alunos encontram em relação aos níveis 3 e 4 dessa escala, e discutir ações que possam melhorar o desempenho dos alunos nesses níveis;
  • 4. objetivos • Empreender a análise coletiva de textos de alunos dos anos iniciais, com vistas a levantar as regularidades das dificuldades apresentadas por eles, categorizá-las, de modo a exercitar formas de avaliação mais diagnósticas e sistematizadas e formular hipóteses sobre as razões dessas dificuldades e esboçar possíveis ações a serem realizadas para sua superação.  • Introduzir as especificidades da Avaliação relativas às HABILIDADES DE ESCRITA no ciclo de alfabetização;
  • 6. “No livro, concluo, com base na  compreensão que estudos e pesquisas me proporcionaram, que não é por meio de um método que se pode chegar a bons resultadosnaalfabetização; tantooprocessoquanto oobjetodeaprendizagem têm muitas faces, cada uma delas pressupondo uma ação específica. Por isso concluí que a questão não é o método de alfabetização, mas compreender, conhecer os processos cognitivos de aprendizagem pela criança de um objeto linguístico, a língua escrita, que é preciso também conhecer em suas formas abstratas de traduzir o fonológico em grafias, em sílabas com diferentes estruturas, em palavras, em frases, e assim orientar a criança adequadamente, em cada fase da aprendizagem e em cada dificuldade que enfrente. Ou seja: o que é necessário é  alfabetizar com método, isto é, com clareza do processo de alfabetização e conhecimento do objeto de aprendizagem  e, sendo eles como são, o que se deve fazer para orientá-lo”. leitura profissional
  • 7. O que é preciso saber para ler LUIZ CARLOS CAGLIARI
  • 8. quais os conhecimentos necessários para a leitura dos textos a seguir?
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12. pra refletir Quais os conhecimentos que uma pessoa precisa ter para ler uma palavra como Pote
  • 13. • Capacidade de relacionar a imagem à escrita; • Capacidade de junção das sílabas “PO” e “TE”; • Capacidade de juntar as letras para formar as sílabas; • Não é necessário nenhum ensino, as crianças aprenderiam somente estando em contato com a cultura escrita; • Ser orientada conforme as etapas previstas para a aquisição da escrita por Emília Ferreiro Respostas de professores à pergunta
  • 14. professor, um excelente pesquisador Analisa o que o aluno faz e o que deixa de fazer, o que já sabe o que ainda lhe falta saber e vai buscar nos conhecimentos técnicos o que tem a respeito da linguagem oral e escrita, dos sistemas de escritas, etc. as informações necessárias, úteis e adequadas para passar ao aluno, para que este dê um passo à frente, supere uma barreira a mais e, aos poucos, vá construindo aquela bagagem de conhecimentos de que necessita para se alfabetizar. (Cagliari, 1999, p.133)
  • 15. Alfabetização e Saber Linguístico A alfabetização é um processo que envolve a linguagem oral e escrita e, portanto, precisa se colocar como um problema linguístico na sua essência primordial. [...] Através de reflexões linguísticas bem conduzidas se pode ter clara a dimensão do processo de alfabetização. (CAGLIARI, 1999, p. 134)
  • 16. atividade O ALIENÍGENA QUE QUERIA APRENDER A LER • Leitura em grupos de trechos do texto “O alienígena que queria aprender a ler”. • Em grupos, elencar quais conhecimentos são necessários para ler. • Socialização das reflexões Luis Carlos Cagliari - O alienígena que queria aprender a ler disponível em http://migre.me/vkS4x
  • 17. o que é preciso saber para ler “Não existe uma ordem ou hierarquia entre esses conhecimentos primordiais, mas sim um sistema em que as partes só adquirem significado quando encaixadas no todo.” (CAGLIARI, 1999, p. 135)
  • 18. reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari 1. Ser falante da língua portuguesa 2. Saber a diferença entre desenho e escrita 3. Não se escreve com rabiscos, bolinha, etc. 4. A fala aparece na escrita segmentada em palavras 5. O que é palavra: ideias & sons – letras & ortografia 6. Controlar o significado das palavras nas segmentações 7. Comocontrolarassequênciasdesonsdaspalavrasnassegmentações 8. Saber segmentar a fala para a escrita: palavras, consoantes e vogais 9. Escreve-se com letras 10. O alfabeto como um conjunto de letras
  • 19. reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari 11. O que é uma letra: unidade abstrata 12. Categorização das letras: a unidade na variedade 13. O nome das letras 14. Princípio acrofônico como chave da decifração da escrita 15. Oprincípioacrofônicoéumpontodepartida.Opontodechegada é a ortografia 16. Categorização gráfica: inúmeros alfabetos com as mesmas letras 17. Variação gráfica das letras controlada pela ortografia 18. Variação funcional das letras controlada pela ortografia 19. Categorização funcional das letras: relações entre letras e sons 20. A ortografia como volta ao sistema ideográfico
  • 20. 21. A ortografia como forma congelada de escrita, neutralizando a variação linguística 22. Ortografia determina o valor que as letras têm, gráfica e funcionalmente 23. Variação escrita e falada 24. Palavras variam não só de acordo com regras fonológicas, mas tambémdeacordocomregrasmorfológicas(formaslexicaisdiferentes) 25. Escrita não é transcrição fonética 26. Não se escreve qualquer letra para qualquer palavra: há regras reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari
  • 21. 27. Identificar outros sinais da escrita (além de letras), como os acentos, os diacríticos, marcas, etc. 28. Aspectos secundários das letras: tamanho, direção, linearidade, espacialidade, maiúscula, estilo, caligrafia, etc. 29. Lernãoésódecifrarossonsdasletrasedaspalavras,masconseguir pensar uma mensagem elaborada por outra pessoa e representada na escrita. reflexão sobre os aspectos abordados por Cagliari
  • 22. 1. Ser falante da língua portuguesa 2. Saber a diferença entre desenho e escrita 3. Não se escreve com rabiscos, bolinha, etc. 4. A fala aparece na escrita segmentada em palavras “O que distingue um desenho de uma escrita é o fato de o desenho referir-se a objetos do mundo e a escrita referir-se à linguagem oral.” (Cagliari, 1999, p. 136)
  • 23. 5. O que é palavra: ideias & sons – letras & ortografia 6. Controlarosignificadodaspalavrasnassegmentações 7. Como controlar as sequências de sons das palavras nas segmentações 8. Saber segmentar a fala para a escrita: palavras, consoantes e vogais “O professor deve incentivar os alunos a lidar com os significados desde o início. A descoberta do que está escrito implica em descobrir o significado, não apenas os sons” (Cagliari, 1999, p. 139)
  • 24. “Não basta saber analisar os sons da fala, é preciso saber cortar as unidades de fala que vão ser representadas na escrita: as palavras e os segmentos consonantais e vocálicos” (Cagliari, 1999, p. 140)
  • 25. 9. Escreve-se com letras 10. O alfabeto como um conjunto de letras 11. O que é uma letra: unidade abstrata 13. O nome das letras. • Importância da apresentação do alfabeto para o processo de alfabetização • Uso da letra bastão maiúscula para início da alfabetização “[...] as letras não são coisas concretas, mas abstratas, do mesmo modo como acontece com os números e a matemática. O aspecto material, físico, gráfico é apenas um suporte” (Cagliari, 1999, p. 142)
  • 26. INVENÇÃO DO ALFABETO - PRINCÍPIO ACROFÔNICO “[...] os romanos acharam melhor trocar os nomes fenícios, dando às letras, como nomes, apenas os sons que precisavam representar, chamando-as, então de A, Bê, Cê, etc. [...] a ortografia veio ajudar muito nosso sistema de escrita na sociedade, mas criou problemas com relação à representação dos sons pelas letras” (Cagliari, 1999, p. 145)
  • 27. REFLEXÃO - USO DAS CARTILHAS (POSIÇÃO DO AUTOR) “ [...] no caso da alfabetização, o princípio acrofônico não pode faltar em nenhum método ou técnica pedagógica” (Cagliari, 1999, p. 146). No entanto, de forma complementar a esse trabalho, o autor destaca a importância de explorar a ortografia (vista como um ponto de chegada), pois é estruturadora do nosso sistema de escrita. Portanto, o princípio acrofônico é um bom ponto de partida, mas não de é o ponto de chegada.
  • 28. 16. Categorização gráfica: inúmeros alfabetos com as mesmas letras 17. Variação gráfica das letras controlada pela ortografia Categorização gráfica: as letras se mantém a mesma diante de inúmeras realizações gráficas que pode ter Categorização funcional das letras: função que podem exercer, para que servem. Sendo que, o valor funcional é determinado pela ortografia. (Cagliari, 1999, p. 143)
  • 29. 18. Variação funcional das letras controlada pela ortografia 19. Categorização funcional das letras: relações entre letras e sons “A variação gráfica das letras não muda a função que elas têm porque o nosso sistema de escrita é alfabético ortográfico”, sendo “a ortografia mais importante que o aspecto alfabético” (Cagliari, 1999, p. 147)
  • 30. 20. A ortografia como volta ao sistema ideográfico 21. A ortografia como forma congelada de escrita, neutralizando a variação linguística 22. Ortografia determina o valor que as letras têm, gráfica e funcionalmente “[...] o sistema alfabético só funciona quando perde sua natureza fonética, e passa a ser interpretado com um compromisso com o sistema ideográfico. Ou seja, a palavra passou a ser mais importante do que as letras isoladas e as palavras são escritas de forma fixa por exigência da ortografia” (Cagliari, 1999, p. 150)
  • 31. 23. Variação escrita e falada 24. Palavras variam não só de acordo com regras fonológicas, mas também de acordo com regras morfológicas (formas lexicais diferentes) Casos de concordância, por exemplo, são tratados como questões de ortografia, mas são, na verdade, de natureza morfo-sintáticos. (Cagliari, 1999, p. 152- 153)
  • 32. 25. Escrita não é transcrição fonética 26. Não se escreve qualquer letra para qualquer palavra: há regras Papel da escola: ensinar o aluno a estudar, a pesquisar, a refletir e a tirar conclusões baseadas neste tipo de trabalho. “O professor não precisa estudar todas as regras com os alunos, mas mostrar a eles que a maneira como se pensa a relação entre letras e sons é fundamental e indispensável.” (Cagliari, 1999, p. 149)
  • 33. 27. Identificar outros sinais da escrita (além de letras), como os acentos, os diacríticos, marcas, etc. 28. Aspectos secundários das letras: tamanho, direção, linearidade, espacialidade, maiúscula, estilo, caligrafia, etc. 29. Ler não é só decifrar os sons das letras e das palavras, mas conseguir pensar uma mensagem elaborada por outra pessoa e representada na escrita
  • 34. Reflexão sobre o SEA (SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA)
  • 35. CONCLUSÕES Para ‘Ler’ se exigem muitos conhecimentos simultâneos, que atuam uns em relação aos outros. Escrever é decorrência do fato de uma pessoa saber ler. A compreensão do processo de leitura e de escrita exige conhecimentos técnicos de Linguística e da natureza, função e usos dos sistemas de escrita. Ler e escrever pressupõe a necessidade de conhecimentos, e seu ensino pressupõe a necessidade de saberes técnicos e científicos específicos.
  • 36. ‘Erros’ de ortografia na alfabetização: es- critafonéticaoureflexõessobreopróprio sistema de escrita? GLADIS MASSINI-CAGLIARI
  • 37. para refletir • Como lidamos com os “erros” de ortografia? • O que os erros ortográficos dos alunos representam? • Os alunos podem apoiar a escrita na fala? • Os erros ortográficos podem ser interpretados como parte de um processo de reflexão sobre nosso sistema de escrita?
  • 38. desvio ortográfico HÁ DIFERENÇAS ENTRE SISTEMAS DE ESCRITA FONÉTICO E ORTOGRÁFICO? O QUE É PRINCÍPIO ACROFÔNICO? Os nomes das letras já representam o som que elas produzem. Para um sistema de escrita ser puramente fonético ele deve seguir o princípio acrofônico, as relações entre letras e sons são sempre as mesmas. O nosso sistema de escrita segue este princípio?
  • 40. • A análise da produção textual presente no texto, nos permite observar os limites entre a escrita alfabética e ortográfica. Muitasvezes,oserrosortográficassãojustificadosunicamente no fato da criança se apoiar na transcrição dos sons. A autora pontua algumas questões que auxiliarão na compreensão de que as crianças estão realizando reflexões e construções constantes sobre o funcionamento do nosso sistema de escrita que é ortográfico. • Trabalhar esse espaço, em que a escrita do aprendiz não é nem uma coisa, nem outra, mas as duas, é tarefa básica do professor, no seu papel de mediador do processo de aquisição da escrita (CAGLIARI, 1999, p.128).
  • 41. • Para que essa mediação aconteça, é primordial que esses dois tipos de escrita, com suas diferenças e semelhanças, estejam bem claras ao professor.
  • 42. habilidades e escala de proficiência em leitura e escrita - ana • Os dois eixos, de leitura e escrita, descritos na ANA preconizam as Habilidades que os alunos devem dominar ao final do ciclo de alfabetização. • Já a Escala de Proficiência em Leitura e Escrita, diz respeito à avaliação realizada após a realização das provas dos alunos em âmbito nacional, da ANA 2014, em que se identifica os níveis atingidos pelos alunos que a realizaram;
  • 43. análise das habilidades e escala de proficiência em leitura e escrita - ana • Avaliar as Habilidades de Leitura e Escrita e a Escala de Proficiência em Leitura e em Escrita adotada pela ANA; • Levantar hipóteses para as dificuldades que os alunos encontram em relação aos níveis 3 e 4 dessa escala;   • Discutir ações que possam melhorar o desempenho dos alunos nessas competências de nível 3 e 4;
  • 44. tabela descritiva das habilidades em escrita Avaliação nacional da alfabetização (ANA): documento básico, 2007, p. 17
  • 45. Escala de Proficiência em Escrita, 2003, p. 7-8
  • 46. atividade • Ao analisar a Escala de Proficiência que apresenta o perfil dos alunos conforme seu desempenho, levantar hipóteses que expliquem as razões das dificuldades que os alunos encontram em relação aos níveis 3 e 4 dessa escala;   • Discutir ações que possam melhorar o desempenho dos alunos nessas competências de nível 3 e 4;
  • 47. oficina Analisar redações de alunos do Ciclo de Alfabetização de modo a levantar suas dificuldades de escrita a partir das discussões na presente formação, da Tabela de Habilidades de Leitura e Escrita e da Escala de Proficiência de Leitura e Escrita da ANA e de outros critérios julgados pertinentes, conforme os três eixos: 1º - Identificar as principais dificuldades presentes nas três produções escritas; 2º - Registrar as ocorrências de dificuldades apresentadas nas produções; 3º Categorizar as principais necessidades formativas a partir dos registros apresentados;
  • 48. socialização • Quais dados foram recorrentes nas produções textuais? • O que estes dados evidenciam? • Quais critérios de análise vocês utilizaram?
  • 49. referências CADERMATORI, Lígia. As Narratividades. In: BAPTISTA, M. [et al] org. Literatura na educação infantil: acervos, espaços e mediações. Brasília: MEC, 2015. p. 32.) Texto 1: SOARES, Magda. Entrevista sobre seu livro recém-lançado “Alfabetizar com método”. Disponível em: http://www.ceale.fae. ufmg.br/pages/view/alfabetizar-com-metodo.html Texto 2: CAGLIARI, Luiz Carlos. O que é preciso saber para ler. In: MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. Diante das Letras : a escrita na alfabetização. Campinas: Mercado de Letras, 1999. (p.131- 159). Disponível no Moodle.
  • 50. Texto 3: O alienígena que queria aprender a ler. Texto extraído do JORNAL DO ALFABETIZADOR. Porto Alegre - Editora KUARUP - ano VIII - nº 47. Disponível em: http://docslide. com.br/download/link/alienigena-que-queria-aprender-a-ler- 55cd99488d371 Texto 4: MASSINI-CAGLIARI, Gladis. ‘Erros’ de ortografia na alfabetização: escrita fonética ou reflexões sobre o próprio sistema de escrita? In: MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. Diante das Letras: a escrita na alfabetização. Campinas: Mercado de Letras, 1999. (p.121-129). Tabela descritiva das Habilidades em Leitura e em Escrita. In: BRASIL. Avaliação nacional da alfabetização (ANA): documento básico. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2013. (p.17). Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/ana/ documento/2014/documento_basico_ana_online_v2.pdf
  • 51. Escala de Proficiência em Leitura e em Escrita. In: BRASIL. Nota explicativa: Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana 2013), ANEXO I,. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2013. (p. 7-8). Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/ saeb/ana/resultados/2013/nota_explicativa_ana_2013.pdf