Alimentação desportiva

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Alimentação Desportiva
Trabalho de Área de Projecto 2010/2011
Grupo 5

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Alimentação desportiva

  1. 1. Escola secundaria <br />da batalha<br />Área de projecto<br />8ºE<br />Alimentação desportiva<br />Grupo 5 <br />Trabalho realizado por:<br />Fábio Ligeiro – Nº 8<br />João Vieira – Nº13<br />Ricardo Pragosa – Nº21<br />Simão Monteiro – Nº23<br />Simão Bastos – Nº24<br />
  2. 2. Pirâmide Alimentar<br />
  3. 3. Too Fat to Fight” (que significa "demasiado gordo para lutar") é o título do relatório, apresentado por um grupo de militares americanos aposentados, que dá conta do excesso de peso de que sofrem os jovens americanos. O estudo apresentado em Abril deste ano refere que 27% de todos os adultos jovens com idades entre os 17 e os 24 anos "estão demasiado gordos para serem militares". "Entre 1995 e 2008 a proporção de potenciais recrutas que não passou nos testes de aptidão física por ano, devido ao excesso de peso, aumentou quase 70 por cento"."É o legado do junk food e dos vídeo jogos, agravado pela redução das aulas de ginástica em muitas escolas do ensino secundário," afirmam os oficiais do exército. Pouco exercício físico e uma dieta rica em refrigerantes açucarados e bebidas energéticas mas pobre em cálcio e em ferro dá à "geração Xbox", como lhe chamaram, pouca força, pouca resistência e muitas lesões. De facto, como referem os autores do estudo, para os americanos: "Este não é apenas um problema do exército. É um problema nacional<br />
  4. 4. Um estudo inglês realizado na Alemanha durante o Mundial de Futebol de 2006 e publicado no The New England Journal of Medicine mostrou que houve um aumento significativo do número de emergências cardíacas nos dias dos jogos da selecção alemã. As vítimas, 4279 pessoas da região de Munique, local onde se realizou o estudo, foram mais homens do que mulheres. No gráfico comparam-se as emergências cardiovasculares em iguais períodos dos anos de 2003, 2005 (períodos de controlo) e 2006. Os picos correspondem aos dias dos jogos da selecção alemã e os dois jogos mais problemáticos foram com as selecções da Argentina (decidido em penaltis) e da Itália (que eliminou a Alemanha) acabando por consagrar-se campeã do mundo.<br />
  5. 5.
  6. 6. Os responsáveis por esse crescimento, segundo os investigadores, são, em primeiro lugar, o stress emocional, mas também o aumento do consumo de tabaco, junk food e de bebidas alcoólicas pelos adeptos alemães nos dias dos jogos.<br />O que tiramos daqui é que o stress emocional é um factor de risco cardiovascular que não deve ser descurado. Quem sabe sofrer de doenças cardíacas, como doença coronária ou angina de peito, deverá tomar precauções, aconselhando-se com um médico, nos dias em que assiste aos jogos da sua equipa.<br />
  7. 7. Matar a fome é uma coisa, estar bem alimentado é outra completamente diferente. A alimentação têm grande influência sobre a saúde e a doença, dessa maneira é de fundamental importância na prevenção de diversas patologias, bem como para manter uma vida saudável e melhor a ingestão de uma dieta nutricionalmente completa. O organismo necessita de nutrientes presentes nos alimentos, como as vitaminas, os sais minerais, as proteínas, os carbonatos e as gorduras.<br />Saber combinar esses alimentos para que a refeição possa fornecer a quantidade certa de cada nutriente é o segredo de uma boa alimentação, e não pode esquecer que a correria da vida actual não deve permitir que hábitos incorrectos prejudiquem os benefícios de uma dieta adequada. <br />Para planear correctamente a alimentação precisamos saber sobre os alimentos, os quais são veículos das substâncias nutritivas <br />
  8. 8. A importância de uma alimentação adequada é um facto conhecido dos desportistas e dos seus preparadores de há alguns anos a esta parte. Nos indivíduos que se dedicam à competição a sua alimentação tem o objectivo de permitir melhorar as suas marcas. Para as pessoas que praticam desporto como passatempo ou como forma de optimizar a sua saúde ou a sua silhueta os objectivos da nutrição são satisfazer as necessidades nutritivas dos indivíduos. O atleta de alta competição pretende manter-se no melhor estado físico possível realizando treinos intensos para aumentar a sua capacidade muscular o que exige um elevado aporte energético ao qual a alimentação deve responder. Outra questão é a dos dias imediatamente antes da competição que são muito importantes bem como a alimentação que se segue ao esforço físico intenso. Hoje não existem dúvidas de que é o glicogénio o grande fornecedor energético do músculo e não as proteínas como foi pensado anos atrás e que também os ácidos gordos podem funcionar como substrato energético. No entanto existem alguns estudos que demonstram a existência de cataclismo proteico aumentado em situação de exercício físico intenso. Durante a prática desportiva e o treino em praticantes de desporto de alta competição ou de lazer pode acontecer gasto extra de energia de considerável importância que pode ultrapassar as 2500 Cal por hora. Isto exige dietas que podem facilmente ultrapassar as 3500 Cal por dia durante a fase mais intensa da prática desportiva. <br />
  9. 9. As perdas hidro-electroliticas podem ser bastante significativas. São exemplos o futebol, o ténis ou a maratona. A água que se perde por transpiração pode facilmente induzir um estado de desidratação intensa caso não seja, o organismo, abastecido rápida e adequadamente. O sódio acompanha a água perdida durante a transpiração enquanto o potássio se consome durante a contracção muscular. Graças à necessidade de metabolizar maior quantidade de hidratos de carbono como consequência do aumento de necessidades energéticas, também as necessidades sobretudo de vitaminas do complexo B aumentam. A energia que o músculo necessita durante o exercício físico é fornecida pelo ATP. A principal fonte de ATP para os músculos é a glicose seguida dos ácidos gordos. O músculo obtém a glicose a partir do sangue que se mede por uma taxa que é a glicemia e também através do glicogénio muscular. <br />
  10. 10. Alimentação correta em atletas de alta performance<br />Hospital do Coração alerta para alimentação correcta em atletas de alta performance.<br />Segundo o nutrólogo do HCor, a alimentação equilibrada pode ajudar o atleta de alta performance nos treinos e competições.<br />Além de muito treino e dedicação, o aspecto nutricional tem papel fundamental na performance do atleta. A alimentação balanceada, rica em carbonatos e proteínas, é um factor muito importante para a excelência dos treinos, além de garantir resultados positivos durante as competições. A alimentação pode influenciar tanto positiva como negativamente no rendimento de um atleta, e deve ser orientada no sentido de não só melhorar a sua capacidade desportiva bem como proporcionar uma boa saúde a longo prazo. Uma refeição equilibrada e saudável é o alicerce para o desempenho físico, pois os nutrientes proporcionam combustível energético e os elementos essenciais para o corpo.<br />Durante as olimpíadas, os atletas ficam ansiosos entre as competições e isto ocasiona um aumento do stress. Por isso, é muito importante o atleta conhecer os alimentos e os benefícios ao organismo para ter, além de energia e vitalidade, disposição para enfrentar os desafios do desporto. Para o de. Daniel Magnoni, a alimentação saudável tem papel importante na carreira de um atleta, e pode ajudá-lo a desenvolver uma alta performance nos treinos e competições.<br />“A dieta recomendada para um atleta refere-se ao consumo de carbonatos, que deve representar cerca de 60% a 70% (5 a 10g por quilogramas de peso) do total de alimentos ingeridos. O carbonato simples é a melhor e mais rápida fonte de energia e deve ser consumido de forma balanceada durante o dia e principalmente após a actividade física. Já, o restante dos nutrientes, deve ser dividido entre proteínas de 15% a 25% (1,2 a 1,8g por quilogramas de peso) e lipídios até 30% (1,0 grama por quilograma de peso)”, explica o nutrólogo.<br />As proteínas também têm papel fundamental e são essenciais para o metabolismo dos atletas. Elas contribuem para regular a contracção muscular, produção de anticorpos, bem como a expansão e contracção dos vasos sanguíneos com a finalidade de manter a pressão arterial normal.<br />Segundo o nutrólogo, os atletas devem, ainda, consumir alimentos ricos em antioxidante naturais como vegetais, frutas, leguminosas, cereais e hortaliças, que ajudam na luta contra os radicais livres. Além destes nutrientes, é fundamental o consumo do azeite de oliva extra-virgem.<br />
  11. 11. A importância da ingestão de nutrientes para o desempenho nas competições<br />Com o aumento da actividade muscular ocorre também um aumento da produção de calor no organismo, que se perde, em parte, pela produção de suor. Para prevenir a desidratação é necessário repor estes líquidos rapidamente. “Além da ingestão dos nutrientes essenciais, o atleta precisa ingerir bastante líquido antes de sentir sede. Quando há vontade de beber água o corpo pode estar levemente desidratado, prejudicando a performance do atleta. Durante os treinos, o atleta deve ingerir bebidas energéticas com carbonatos para repor os fluidos perdidos com o suor, e tomar cuidado com a ingestão de bebidas como o guaraná, café e chás devido a presença de cafeína que prejudica a hidratação”, esclarece Dr.. Magnoni.<br />Na fase de treino, a alimentação do atleta precisa ser equilibrada para atender às necessidades de energia e nutrientes conforme a modalidade praticada. O horário e tipo de alimentos que compõem as refeições precisam ser ajustadas em função do tipo de treinamento.<br />“Já, no dia da competição, as refeições devem ser consumidas com intervalo de aproximadamente três horas, para que a digestão seja completa. Assim, é possível reduzir eventuais alterações que possam prejudicar o desempenho e performance. É importante, também, que o atleta consuma uma refeição de fácil digestão – rica em carbonatos e com menor proporção de proteínas (carnes, por exemplo), além de pouca gordura”, conclui o doutor.<br />
  12. 12. Abuse:<br />* Ingestão de água, principalmente durante e após a actividade física;* Sucos de frutas adoçados e adicionados de uma pitada de sal ou água de coco são excelentes repositores para as perdas de água e sais minerais;* Alimentos fontes de carbonatos (massas, cereais em geral, pães etc.), dando preferência para aquelas que contêm pouca ou nenhuma gordura;* Fontes de fibras nas refeições (cereais integrais, pão e arroz integral, vegetais, grãos com casca);* Consumo de frutas, legumes e verduras.<br />Orientações alimentares para melhor performance dos atletas<br /><ul><li>Evite:
  13. 13. Gorduras sob todas as formas, tomando cuidado com a “gordura invisível” nos alimentos (maionese, embutidos de carne, queijos amarelos etc.);* Não exceder ao consumo de proteínas (carnes de qualquer tipo, leite e derivados, ovos etc.);* Excesso de açúcar e/ou alimentos açucarados;* Bebidas gaseificadas (refrigerantes);* Cuidado com molhos picantes e gordurosos.</li></li></ul><li>Cerca de dez mil calorias é a energia que o nadador norte-americano necessita todos os dias na sua alimentação. Este valor corresponde a cinco vezes as necessidades de um homem normal com o seu porte físico (1,93 m de altura e 88 kg de peso). Mas o campeão olímpico de Pequim não é uma pessoa normal já que nada seis horas por dia seis dias por semana. O seu pequeno almoço consiste de três sanduíches de ovos estrelados, queijo, alface, cebola, maionese, tomate, uma omeleta, uma tigela de flocos de aveia, três fatias de torrada com açúcar e três panquecas com chocolate. Essa refeição contém 15% de proteínas, 50% de hidratos de carbono e 35% de gorduras. Só aí ingere cerca de 3000 calorias. Ao almoço come meio quilo de massa, duas grandes sanduíches de fiambre e queijo com maionese e bebidas energéticas. Ao jantar come mais meio quilo de massa com molho carbonara e uma pizza grande e, de novo, bebidas energéticas.<br />Ao leitor só posso aconselhar que não siga este modelo alimentar, a menos que queira nadar como ele!<br />DEZ MIL CALORIAS POR DIA<br />
  14. 14. O jamaicano Usain Bolt, o fenómeno do atletismo nas Olimpíadas de Beijing mantém o seu impressionante físico de 1,93 m e 86 kg em excelente forma graças a uma dieta simples de alta energia. Toma seis refeições diárias, com 60% de proteínas, 30% de hidratos de carbono e 10% de gorduras. O alto teor de proteínas é assegurado pelo seu prato preferido: bifes de frango. Ele próprio descreve assim o que fez no dia em que bateu o recorde do mundo dos 100 metros.<br />“I woke around 11am and decided to watch some TV and had some chicken nuggets.” <br />Tradução: Acordei por volta das 11 da manhã e decidi ver televisão e comer alguns nuggets de frango.<br />O segredo está no frango<br />
  15. 15. HIPOTIRÓIDISMO<br />
  16. 16. Ronaldo o Fenómeno, ao anunciar o fim de sua carreira, explicou que o drama vivido com o excesso de peso, muitas vezes motivo de chacota, é resultado de uma doença, descoberta em 2004. O hipotiróidismoé o mau funcionamento da glândula tiróide, localizada no pescoço e responsável pela produção de harmónios que regulam o funcionamento de todo o corpo.<br />Nas vítimas da doença, a produção dos harmónios T3 (triodotironina) e T4 (tiroxina) acontece de forma reduzida. As substâncias são as responsáveis por controlar o metabolismo, que é a velocidade com que o organismo gasta energia. Quanto menor é esse gasto, maior é a possibilidade de engordar.<br />Segundo a endocrinologistaRosita Fontes, um dos sintomas é a falta de ânimo.<br />— São essas substâncias que transformam o que comemos em energia. Por isso, entre os sintomas mais comuns estão o cansaço, pouca disposição e sonolência — explicou a médica.<br />Outro sintoma comum é a depressão. Segundo um estudo da Universidade Federal do Paraná, 50% das pessoas que sofrem de hipotireoidismo também apresentam sintomas de depressão.<br />
  17. 17. De acordo com Rosita Fontes, é provável que a doença de Ronaldo se apresente de uma forma leve:<br />— Se fosse grave, dificilmente ele conseguiria ter jogado até agora.<br />Outra vítima da doença, o jogador de futebol Carlos Alberto, do Grêmio, conta que contornou os problemas na carreira.<br />— Realmente atrapalha muito o atleta de alta performance e me debilitava. Eu me tratei e hoje não tenho qualquer limitação para jogar futebol e consigo me manter até abaixo do meu peso — garantiu.<br />O tratamento do hipotireoidismo é por meio da reposição dos hormônios. O objetivo é equilibrar a quantidade da substância, tornando-a igual a de uma pessoa com o funcionamento normal da glândula.<br />Apesar de Ronaldo ter dito que não poderia se tratar porque cairia no exame antidoping, o responsável pela área de controle de doping do Comitê Olímpico Brasileiro, Eduardo De Rose, garante que a substância não está na lista das proibidas.<br />

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