TEATRO NA  ROMA ANTIGA Universidade Federal de Pelotas Material para fins didáticos Professora Taís Ferreira
Teatro na Roma Antiga: formação Influência etrusca: Bailarinos etruscos  (364 a.C. em Roma/ Ister=bailarino, daí histrião)...
Maccus e máscara da farsa atelana
Gêneros e autores na República Romana: Fábula Palliata:  adaptação e tradução de comédias novas gregas, temática grega. Fá...
Manifestações teatrais no Império: Mimo (Fábula Riciniata) : forma popular cômica na qual atuam também mulheres, gênero co...
Atores romanos
Manifestações teatrais no Império: As tragédias na Roma Imperial baseavam-se nas tragédias clássicas gregas, entretanto su...
Edifício teatral e espaço cênico em Roma: Em Roma, o teatro é somente mais uma atração profana dentre tantas outras oferec...
Edifício teatral e espaço cênico em Roma: Antes da construções de edifícios teatrais que abrigassem as representações, os ...
Edifício teatral e espaço cênico em Roma: Os corredores arqueados que estruturavam a  cavea  (arquibancada) só foram possí...
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Teatro na roma antiga

  1. 1. TEATRO NA ROMA ANTIGA Universidade Federal de Pelotas Material para fins didáticos Professora Taís Ferreira
  2. 2. Teatro na Roma Antiga: formação Influência etrusca: Bailarinos etruscos (364 a.C. em Roma/ Ister=bailarino, daí histrião). Rituais agrários que se aproximavam dos ditirambos. Versos fescênios (canto coral que posteriormente desenvolve o ágon). Satura (esquetes cômicos improvisados que parodiavam os versos fescênios). Influência grega: Farsa Atellana (personagens fixos em palcos móveis, improvisação, canto, dança e pantomima). Os grandes tragediógrafos, Aristófanes e principalmente Menandro e a Comédia Nova. Livius Andronicus (284-204 a.C) – primeiro tradutor de peças gregas em Roma. Espaço cênico e edifícios teatrais.
  3. 3. Maccus e máscara da farsa atelana
  4. 4. Gêneros e autores na República Romana: Fábula Palliata: adaptação e tradução de comédias novas gregas, temática grega. Fábula Togata: versão com temática romana da anterior. (Livius Andronicus) Fábula Praetexta: drama romano de caráter sério, surgido no final do séc. III a. C., ambientado em Roma. (Gnaeus Naevius) Titus Maccus Plautus (Plauto 254-184 a.C.) – comédias latinas, basedas na comédia nova porém com linguagem própria, grosseira e pesada. Foi muito popular. Publius Terencius Afer (Terêncio 190-159 a.C.) – Busca a refinação poética grega, inspira-se me Menandro, emprega a ironia. Só teve reconhecimento póstumo.
  5. 5. Manifestações teatrais no Império: Mimo (Fábula Riciniata) : forma popular cômica na qual atuam também mulheres, gênero composto de prestidigitação, canto, dança, acrobacia e imitação, originário da Grécia e que torna-se extremamente popular no período helenístico e atinge seu auge em Roma. Não há personagens fixos, é representado sem o uso de máscaras, por companhias ambulantes e a performance é mais importante que as temáticas abordadas. Pantomima (Fábula Sáltica): gênero sério, que utiliza-se de temáticas mitológicas, realizado por um único ator que não se utiliza da fala. Há um narrador que apresenta o texto, acompanhado do som de lira ou flauta. Os pantomimos eram gregos, sírios ou macedônicos, escravos libertos, patrocinados por patrícios e com extremo reconhecimento em Roma. A Fábula Sáltica era composta de cenas trágicas e cômicas, participavam até 5 mimos.
  6. 6. Atores romanos
  7. 7. Manifestações teatrais no Império: As tragédias na Roma Imperial baseavam-se nas tragédias clássicas gregas, entretanto suas temáticas eram tratadas de forma sanguinária. Lucius Accius e Lucius Cennaes Sêneca (4-65 a. C.) foram os dois autores mais importantes. As tragédias de Sêneca não foram escritas com o intuito de serem encenadas, foram apenas lidas em recitais. Influenciaram Racine, Corneille o drama inglês do séc. XVIII. Os LUDI ROMANI Foram festivais romanos, inicialmente com caráter religioso (em honra a Júpiter, Juno e Minerva), que duravam até 15 dias. Diversas atrações como jogos para-teatrais, competições desportivas, lutas de animais, gladiadores, espetáculos acrobáticos, de variedades e representações teatrais aconteciam. Passavam-se nos imensos anfiteatros romanos, com capacidade para milhares de pessoas. Foi no Circus Maximus , em 240 a.C., que o ator Titus Livius traduziu e mimou tragédias gregas pela primeira vez em Roma.
  8. 8. Edifício teatral e espaço cênico em Roma: Em Roma, o teatro é somente mais uma atração profana dentre tantas outras oferecidas ao povo no esquema “pão e circo” dos governantes e Imperadores. É no Império que o interesse pelas representações dramáticas aumenta. O calendário do início do Império atesta 60 dias de espetáculos públicos em Roma, que tornar-se-ão 182 no período final. O financiamento dos Ludi ficava a cargo do Estado e a entrada era franca. Teatros eram erguidos e destruídos após seu uso, já que a existência de edifícios teatrais fixos era proibida. Foi somente em 55 a.C. que Pompeu conseguiu burlar a lei e construir um edifício teatral permanente. Antes disso, aconteciam espetáculos nos palcos phlyakes (ambulantes e desmontáveis), mesmo dentro dos imensos anfiteatros como o Circus Maximus , construído em 364 a.C. No coração do Império os suntuosos anfiteatros , mistura de teatro e circo, favorecendo os espetáculos para as grandes massas, proliferavam. De 72 a 80 d.C., é construído pelo Imperador Vespasiano o Coliseu , que em formato de arena comportava até 50.000 espectadores. Já na periferia do extenso território do Império Romano, teatros helenísticos de skene eram adaptados às exigências dos espetáculos grandiosos e circenses dos romanos.
  9. 9. Edifício teatral e espaço cênico em Roma: Antes da construções de edifícios teatrais que abrigassem as representações, os espectadores romanos tinham o costume de assistir aos espetáculos de pé. Mesmo com a construção de teatros, mais da metade dos espectadores presentes ficaria nesta posição, sendo que os outros estariam sentados. Ainda que baseado nos teatros helenísticos, o edifício teatral romano constitui uma unidade arquitetônica entre palco e platéia. Ao contrário dos gregos, que construíram seus teatros aproveitando o declive das encostas das colinas, os romanos ergueram seus teatros em terrenos planos.
  10. 10. Edifício teatral e espaço cênico em Roma: Os corredores arqueados que estruturavam a cavea (arquibancada) só foram possíveis através do uso do concreto. As crypta são corredores que dão acesso da cavea às vomitorias , aberturas que chegam às rampas de acesso externo. Não há skenoteke e o acesso à fachada cênica (frons scenae) se dá através de uma escada atrás desta, que vai até o segundo andar. A fachada cênica é imutável, tem cinco portas (1 central, 2 laterais e 2 frontais), nichos para as estátuas e é ricamente decorada; não há cenários nas encenações, o texto deve informar o local da ação. O proscenium ou podium é o espaço de atuação propriamente, feito em madeira. Diante dele está a orchestra semi-circular, que não é utilizada pelas encenações e torna-se lugar privilegiado no qual sentam-se os senadores e pessoas importantes. Os teatros romanos podiam ser cobertos para abrigar os espectadores do sol e da chuva, por um toldo chamado velarium . Há o uso de cortinas nas encenações.

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