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Economias de Mercado vs Economias de Direcção Central




 Uma economia de mercado – dita economia capitalista do ponto
   de vista dos sistemas económicos – é um conjunto de mercados
    livres, na perspectiva em que a única coordenação destes é a
efectuado pelo do mecanismo dos preços, isto é, pela “mão invisível”.
   Nestas economias a afectação de recursos é determinada pelas
    decisões de produção, de compras e de vendas tomadas pelas
     empresas e pelas opções das famílias. Nestas economias a
      articulação existente entre os planos dos diversos agentes
 económicos é nula, isto é, os planos estabelecidos por cada agente
   económico são independentes dos planos estabelecidos pelos
     restantes agentes económicos. Portanto, nestas economias o
                planeamento tem carácter indicativo.

No extremo oposto situam-se as economias de direcção central –
 também designadas por economias socialistas – em que todas as
decisões sobre a afectação de recursos, e naturalmente, as restantes
 decisões desta decorrentes, são da responsabilidade da “autoridade
Económica Central”, isto é, as unidades de produção produzem e as
famílias consomem apenas como se lhes ordena. Nestas economias
     a articulação existente entre os planos dos diversos agentes
 económicos é total, portanto, os planos não são estabelecidos por
  cada agente económico, mas sim pela AEC para todos os agentes
      económicos. Portanto, estes são dependentes dos planos
 estabelecidos para os restantes agentes económicos. Assim, nestas
        economias, o planeamento tem carácter imperativo.

Na História Universal jamais existiu qualquer economia de mercado
   ou economia de direcção central “pura”. O estudo destes dois
    modelos de organização e funcionamento da sociedade e da
actividade económica revela, no entanto, bastante interesse porque
  qualquer economia real, sendo uma economia mista, pode ser
observada como o resultado de uma determinada coordenação entre
  os dois modelos anteriores, isto é, o que varia é simplesmente o
                        grau da “mistura”.

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  • 1. Economias de Mercado vs Economias de Direcção Central Uma economia de mercado – dita economia capitalista do ponto de vista dos sistemas económicos – é um conjunto de mercados livres, na perspectiva em que a única coordenação destes é a efectuado pelo do mecanismo dos preços, isto é, pela “mão invisível”. Nestas economias a afectação de recursos é determinada pelas decisões de produção, de compras e de vendas tomadas pelas empresas e pelas opções das famílias. Nestas economias a articulação existente entre os planos dos diversos agentes económicos é nula, isto é, os planos estabelecidos por cada agente económico são independentes dos planos estabelecidos pelos restantes agentes económicos. Portanto, nestas economias o planeamento tem carácter indicativo. No extremo oposto situam-se as economias de direcção central – também designadas por economias socialistas – em que todas as decisões sobre a afectação de recursos, e naturalmente, as restantes decisões desta decorrentes, são da responsabilidade da “autoridade Económica Central”, isto é, as unidades de produção produzem e as famílias consomem apenas como se lhes ordena. Nestas economias a articulação existente entre os planos dos diversos agentes económicos é total, portanto, os planos não são estabelecidos por cada agente económico, mas sim pela AEC para todos os agentes económicos. Portanto, estes são dependentes dos planos estabelecidos para os restantes agentes económicos. Assim, nestas economias, o planeamento tem carácter imperativo. Na História Universal jamais existiu qualquer economia de mercado ou economia de direcção central “pura”. O estudo destes dois modelos de organização e funcionamento da sociedade e da actividade económica revela, no entanto, bastante interesse porque qualquer economia real, sendo uma economia mista, pode ser observada como o resultado de uma determinada coordenação entre os dois modelos anteriores, isto é, o que varia é simplesmente o grau da “mistura”.