Contabilidade Na Pequena Empresa Rural

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Contabilidade Na Pequena Empresa Rural

  1. 1. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Profº Ricardo Wiliam Pinheiro.
  2. 2. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Definição de custos slide 02 <ul><li>O que são custos ? </li></ul><ul><li>Todos os gastos no processo de produção. </li></ul><ul><li>Por exemplo: </li></ul><ul><li>mão-de-obra; </li></ul><ul><li>energia elétrica; </li></ul><ul><li>desgaste das máquinas; </li></ul><ul><li>sacaria. </li></ul>
  3. 3. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Outros conceitos importantes slide 03 <ul><li>Receita: </li></ul><ul><li>Corresponde a venda da mercadoria ou prestação de serviços. </li></ul><ul><li>Gasto: </li></ul><ul><li>É todo o sacrifício para aquisição de um bem ou serviço, na compra de um trator por exemplo. </li></ul><ul><li>Perda: </li></ul><ul><li>É um gasto involuntário, anormal, extraordinário. Ex.: incêndios, geadas, secas, entre outros. </li></ul><ul><li>Ganho: </li></ul><ul><li>É um ganho que não está relacionado com a atividade do produtor. Ex.: juros de dinheiro aplicado na poupança, venda de um pedaço de terra por um volume maior do que o comprado. </li></ul>
  4. 4. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Sistema de custos slide 04 <ul><li>Definição: é um controle feito sobre a produção, para saber quanto de lucro a atividade está dando. </li></ul><ul><li>Por que eu preciso de um sistema de custos? </li></ul><ul><li>Para saber qual a atividade dá mais lucro e qual atividade dá menos lucro; </li></ul><ul><li>Para saber de acordo com o preço do produto no mercado, se posso vender, ou se devo esperar mais; </li></ul><ul><li>Para o governo poder praticar política de preços mínimos, entre outras. </li></ul>
  5. 5. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Classificação de custo quanto a natureza. slide 05 <ul><li>Os custos podem ser divididos quanto a natureza da seguinte forma: </li></ul><ul><li>Materiais ou insumos – materiais necessários ao processo de obtenção do produto desejado. Ex.: fertilizantes, sementes, mudas, rações, medicamentos, etc. </li></ul><ul><li>Mão-de-obra direta – salários, encargos sociais, e benefícios do pessoal empregado diretamente na produção. Ex.: tratorista, bóia-fria, etc.; </li></ul><ul><li>Mão-de-obra indireta – salários, encargos sociais e benefícios do pessoal empregado indiretamente na produção. Ex.: técnico agrícola, engenheiro agrônomo, auxiliar de escritório, etc.; </li></ul>
  6. 6. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Classificação de custo quanto a natureza. slide 06 <ul><li>Os custos podem ser divididos quanto a natureza da seguinte forma: </li></ul><ul><li>Manutenção de máquinas e equipamentos – gastos com peças e serviços de reparos de tratores e outras máquinas e equipamentos da propriedade rural, utilizados na produção; </li></ul><ul><li>Depreciação de máquinas e equipamentos – parcela correspondente à taxa de depreciação pelo uso das mesmas máquinas e equipamentos. </li></ul><ul><li>Combustíveis e lubrificantes – utilizados pelas máquinas de produção agropecuária, como os tratores . </li></ul>
  7. 7. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Classificação dos custos quanto a identificação material com o produto. slide 07 <ul><li>Custos diretos – são aqueles utilizados diretamente na produção. Ex.: horas de mão-de-obra, quilos de semente, gastos com funcionamento e manutenção de tratores.; </li></ul><ul><li>Custos indiretos – são aqueles necessários à produção de mais de um produto, e que são divididos entre esses produtos. Ex.: salários dos técnicos, materiais e produtos de alimentação, higiene e limpeza . </li></ul>
  8. 8. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Classificação dos custos quanto a variação quantitativa. slide 08 <ul><li>Custos variáveis – são aqueles que variam de acordo com a quantidade produzida. Ex.: mão-de-obra direta, materiais diretos (fertilizantes, sementes, rações).; </li></ul><ul><li>Custos fixos – são aqueles que não variam de acordo com a quantidade produzida. Ex.: depreciação de instalações, seguro de bens, salários de técnicos, etc.. </li></ul>
  9. 9. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Custos com mão-de-obra. slide 09 <ul><li>O custo com mão-de-obra deve ser muito bem controlado, por se tratar, na maioria das pequenas propriedades rurais, de um custo muito alto. </li></ul><ul><li>Principais tipos e funções de mão-de-obra direta: </li></ul><ul><li>Trabalhador Rural – são os trabalhadores empregados na atividade agrícola diretamente no campo. Ex.: Caseiro, Peão, Bóia-fria, etc.; </li></ul><ul><li>Tratorista ou operador de máquinas – sua função é operar tratores, na gradação, plantação, adubação, etc. </li></ul><ul><li>Fiscal de Turma– é aquele que fiscaliza o trabalho de uma turma de trabalhadores rurais em alguma atividade como capina. Ex.: Gato. </li></ul>
  10. 10. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Apontamento de mão-de-obra de campo. slide 10 <ul><li>É o controle que se faz das horas trabalhadas no campo. </li></ul><ul><li>Mão de obra </li></ul>
  11. 11. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Composição do custo com mão-de-obra direta. slide 11 <ul><li>É o valor total da mão-de-obra incluindo todos os impostos e previsões: </li></ul><ul><li>Composição do Custo de Mão-de-Obra </li></ul><ul><li>Concluindo podemos observar que para encontrar o valor dos encargos sobre a folha, basta multiplicarmos o valor total da remuneração por 38,14%. </li></ul>
  12. 12. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Composição do custo com mão-de-obra direta. slide 12 <ul><li>Após apurado a quantidade de horas e o valor total das horas, basta fazermos um quadro de resumo dos custos com mão-de-obra, conforme abaixo : </li></ul><ul><li>Resumo de Mão-de-Obra </li></ul><ul><li>Apropriando os custos as várias atividades temos: </li></ul><ul><li>Apropriação dos Custos com Mão-de-Obra </li></ul>
  13. 13. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Composição do custo com mão-de-obra direta. slide 13 <ul><li>Agora, vamos aprender na prática com o exercício para fixação do aprendizado: </li></ul><ul><li>EXERCÍCIOS MOD e Equipamentos </li></ul>
  14. 14. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Custos com equipamentos. slide 14 <ul><li>São equipamentos os aparelhos ou instrumentos de trabalho que executam de forma direta as operações agrícolas. São as seguintes categorias: </li></ul><ul><li>Tratores (leves e pesados) </li></ul><ul><li>Colhedeiras </li></ul><ul><li>Motores </li></ul><ul><li>Conjuntos de irrigação </li></ul><ul><li>Implementos </li></ul><ul><li>Arados </li></ul><ul><li>Grades </li></ul><ul><li>Pulverizadores </li></ul><ul><li>Plantadeiras/adubadeiras </li></ul><ul><li>Carretas, etc. . </li></ul>
  15. 15. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Apuração dos custos com equipamentos. slide 15 <ul><li>Para se calcular o custo de equipamentos deve-se calcular separado para cada máquina ou implemento, devendo existir uma folha conforme abaixo para cada um : </li></ul><ul><li>Apuração de custos de equipamentos diretos </li></ul>
  16. 16. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Custos de materiais diretos. slide 16 <ul><li>Materiais são os insumos rurais produzidos ou adquiridos pela empresa a serem utilizados durante o ciclo produtivo: no cultivo das plantas e na criação de animais. </li></ul><ul><li>Administração de estoques: A finalidade da administração de estoques é determinar os limites de estoques mínimos, máximos e o ponto de pedido, para que o processo de produção não sofra interferências por falta de insumos ou peças de reposição de equipamentos. </li></ul>
  17. 17. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Custos de materiais diretosAdministração de estoques slide 17 <ul><li>Exemplo: Estoque de matéria-prima.............................. X </li></ul><ul><li>Estoque máximo............................... 4 unidades </li></ul><ul><li>Estoque mínimo................................. 1 unidade </li></ul><ul><li>Consumo médio mensal.................... 1 unidade. </li></ul><ul><li>Perguntas que surgem: </li></ul><ul><li>Qual é o ponto de pedido admitindo-se que o prazo médio de entrega seja igual a um mês? </li></ul><ul><li>Quando o estoque atingir o nível de 2 unidades. </li></ul><ul><li>Qual a quantidade a ser comprada? </li></ul><ul><li>A quantidade a ser comprada deverá ser igual a 3 (três) unidades, por que quando ocorrer o recebimento do fornecedor, no prazo médio de um mês, o estoque estará no nível mínimo de 1 (uma) unidade, que com a compra de 3 (três) unidades voltará ao nível máximo de 4 (quatro) unidades. </li></ul>
  18. 18. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Cotação de preço slide 18 <ul><li>Dependendo do tipo de material e valor da compra é de suma importância que a cotação de preços seja feita pelo menos em três fornecedores, correlacionando sempre preço, prazo de pagamento e qualidade do material, antes de se efetuar a compra. </li></ul>
  19. 19. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Avaliação de estoques slide 19 <ul><li>Os estoques representam dinheiro parado, por esse motivo deve-se ter um controle rigoroso do valor que se têm investido em estoque. </li></ul><ul><li>Método PEPS: </li></ul><ul><li>O método de avaliação de estoques PEPS representa a abreviação de “o primeiro que entra é o primeiro que sai”; o material é custeado pelos preços mais antigos, permanecendo os mais recentes em estoque. </li></ul>
  20. 20. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Método PEPS slide 20 Dia 15 – Matérias-primas utilizadas - 1.000 kg x R$ 1,00 = R$ 1.000,00 - 1.100 kg x R$ 1,50 = R$ 1.650,00 --------------- R$ 2.650,00 Dia 25 – Matérias-primas utilizadas - 900 kg x R$ 1,50 = R$ 1.350,00 - 100 kg x R$ 2,50 = R$ 200,00 --------------- R$ 1.550,00 1.000 - - - 25 R$ 3.000,00 R$ 2,00 1.5000 20 2.100 - - - 15 R$ 3.000,00 R$ 1,50 2.000 10 R$ 1.000,00 R$ 1,00 1.000 05 Quantidade kg Total Preço Unitário Quantidade kg Dia Utilização Compras
  21. 21. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Método PEPS slide 21 <ul><li>Vamos aprender na prática resolvendo o exercício sobre controle de estoqes: </li></ul><ul><li>EXERCÍCIOS Estoques </li></ul>
  22. 22. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Custos com depreciação slide 22 <ul><li>Depreciação é a perda de valor que um bem (trator, arado, grade, etc.) sofre à medida que ele vai sendo utilizado. </li></ul><ul><li>Esse custo é muito alto e nunca deve ser deixado de lado. </li></ul><ul><li>A seguir segue uma tabela de porcentagens de depreciação ao ano, conforme estimativa realizadas por diversas pessoas, tiradas do livro Contabilidade Rural, de José Carlos Marion: </li></ul><ul><li>Tabela de Depreciação </li></ul>
  23. 23. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural custos com depreciação slide 23 <ul><li>Vamos aprender na prática resolvendo o exercício sobre depreciação: </li></ul><ul><li>EXERCÍCIOS Depreciação </li></ul>
  24. 24. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Análise econômica slide 24 <ul><li>Margem de contribuição: </li></ul><ul><li>Essa técnica nos possibilita conhecer a real alocação dos custos variáveis na atividade, bem como mostrar as perspectivas de competição entre as diversas atividades da fazenda. </li></ul><ul><li>Preço de Venda .............................................R$ 220,00 </li></ul><ul><li>(-) Custo e despesa variável...........................R$ 110,00 </li></ul><ul><li>(=) Margem de contribuição..........................R$ 110,00 </li></ul><ul><li>Isso significa que cada R$ 220 em vendas resulta numa margem que irá “contribuir” com R$ 500 para cobrir o total de custos fixos da empresa e, se possível, de acordo com o volume produzido e/ou vendido, também se deve proporcionar lucro. </li></ul>
  25. 25. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Análise econômica slide 25 <ul><li>Retorno sobre o investimento operacional (RIO): </li></ul><ul><li>Trata-se de um instrumento de grande utilidade para a criação de um esquema de análise e controle baseado em indicadores de gestão. Simplificando, esse instrumento mostra se a atividade está sendo rentável. </li></ul><ul><li>A fórmula básica do RIO pode ser representada pela seguinte expressão: </li></ul><ul><li>Retorno sobre o Investimento Operacional = Lucro Operacional </li></ul><ul><li>----------------------- </li></ul><ul><li>Investimento </li></ul><ul><li>Giro do Investimento = Vendas </li></ul><ul><li>---------------- </li></ul><ul><li>Investimento </li></ul><ul><li>Lucratividade = Lucro </li></ul><ul><li>----------- </li></ul><ul><li>Vendas </li></ul>
  26. 26. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Análise econômica slide 26 <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Receita Bruta Operacional..................... R$ 1.000,00 </li></ul><ul><li>(-) custos e despesas............................... R$ 900,00 </li></ul><ul><li>--------------------------------- ---------------- </li></ul><ul><li>(=) Lucro Operacional............................ R$ 100,00 </li></ul><ul><li>Total dos investimentos.......................... R$ 500,00 </li></ul><ul><li>a)Rotação do Investimento..................... R$ 1.000,00 </li></ul><ul><li>--------------- = 2 vezes </li></ul><ul><li>R$ 500,00 </li></ul><ul><li>b) Lucratividade ..................................... R$ 100,00 </li></ul><ul><li>---------------- = 0,10 ou 10% </li></ul><ul><li>R$ 1.000,00 </li></ul><ul><li>c) Retorno sobre o Investimento (RIO)... R$ 100,00 </li></ul><ul><li>---------------- = 0,20 ou 20% </li></ul><ul><li>R$ 500,00 </li></ul>
  27. 27. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural Conclusão slide 27 <ul><li>Exemplo de Aplicação </li></ul><ul><li>Exemplo de Aplicação </li></ul>
  28. 28. A Contabilidade na Pequena Empresa Rural slide 28 <ul><li>Referências </li></ul><ul><li>SANTOS, G. J.; MARION, J. c.; SEGATT, S. Administração de Custos na Agropecuária . 3.ed. São Paulo: Atlas, 2002. ] </li></ul>

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