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Psicologia em Odontopediatria
Abordagem comportamental na Saúde
na Doença
Universidade Federal de Pelotas
Faculdade de Odontologia
Saúde
Estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não
apenas a ausência de doenças.
Uma doença deve ser vista sob diferentes pontos de vista,
de acordo com os diferentes fatores que a influenciam.
Doença
Bio-psico-social
FATORES BIOLÓGICOS – como a predisposição genética e os
processos de mutação que determinam o desenvolvimento corporal
em geral, o funcionamento do organismo e o metabolismo.
FATORES PSICOLÓGICOS - como preferências, expectativas e medos,
reações emocionais, processos cognitivos e interpretação das
percepções.
FATORES SOCIOCULTURAIS - como a presença de outras pessoas,
expectativas da sociedade e do meio cultural, influência do círculo
familiar, de amigos, modelos de papéis sociais.
Uma doença não
influencia somente o
indivíduo, mas todas as
pessoas que estão em
contato com ele
Não apenas consequências
biológicas, mas sociais
(isolamento, preconceito,
etiquetação, etc.) e provocam
muitas vezes mudanças no
sistema social.
AAPD: Conferências (1988 e 2003) sobre manejo
comportamental em Odontopediatra.
• Adotado em 1990;
• Última revisão em 2011.
Manual da ABO: Diretrizes desenvolvidas com base nas
apresentadas pela AAPD.
• Publicado em 2010.
Das técnicas:
 Influência familiar:
Os pais exercem uma influência significativa no
comportamento de seus filhos.
→ Educar (orientar) os pais antes de seus filhos visitarem o dentista
pode ser prestativo e promover uma experiência odontológica
positiva.
Fortalece o vínculo dos pais com o dentista
Considerações:
Considerações:
 Barreiras para um resultado bem-sucedido:
Razões potenciais para a não colaboração:
• Atrasos no desenvolvimento;
• Incapacidade física ou mental;
• Doença aguda ou crônica;
• Medos transmitidos pelos pais;
• Experiência prévia médica ou odontológica desagradável;
Considerações:
 Avaliação do paciente:
• Dentistas devem registrar o comportamento dos
pacientes a cada visita.
• Documentação do comportamento passado serve como
auxílio no diagnóstico para futuras visitas.
Considerações:
 Fatores que influenciam as reações das crianças:
• Idade;
• Nível cognitivo;
• Características da personalidade;
• Ansiedade e medo;
• Reações ao desconhecido;
• Experiências prévias;
• Ansiedade materna.
Considerações:
 Consentimento Informado:
O dentista é conhecedor dos cuidados odontológicos, o pai
compartilha com o profissional a decisão de tratar ou não
tratar e deve ser consultado a respeito das estratégias do
tratamento e dos riscos potenciais.
Considerações:
 Manejo da dor:
Determinante para o sucesso da adaptação
comportamental!!!
Aumenta a confiança;
Alivia o medo e a ansiedade;
Aumentar as atitudes positivas da criança em
futuras visitas.
Critérios de diagnóstico:
• Observação do comportamento;
• Escuta da criança;
• Expressões faciais;
• Choro;
• Reclamações e movimentos corporais.
CUIDADO!!
Mecanismo de defesa:
• Subestimar o nível de dor do paciente; ou
• Desenvolver “cegueira à dor”.
Técnicas de
Adaptação
Comportamental
Objetivos da adaptação comportamental:
• Estabelecer comunicação;
• Aliviar medo e ansiedade;
• Devolver qualidade de saúde bucal;
• Construir uma relação de confiança entre o dentista, a
criança e os pais; e
• Promover uma atitude positiva da criança em relação
aos cuidados de saúde bucal e durante a consulta
odontológica.
Guia Básico
Guia Avançado
Guias de Manejo:
Guia Básico:
→ Comunicação e Abordagem Linguística:
• Diga-Mostre-Faça
• Controle de Voz
• Comunicação Não Verbal
• Reforço Positivo
• Distração
• Modelagem*
→ Presença/ausência materna
→ Inalação com Óxido Nitroso/Oxigênio
Guia Avançado:
→ Estabilização Protetora: Contenção
→ Sedação Consciente
→ Anestesia Geral
Guia Básico
Guia Avançado
Fonte: imagem de domínio público - Site Google
Guia Básico:
1. Diga-Mostre-Faça:
• Moldagem comportamental;
• Habilidades de comunicação.
• Objetivos:
 Familiarizar e Educar o paciente;
 Moldar as respostas aos procedimentos;
• Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente.
• Não existem contraindicações.
 Comunicação e abordagem linguística:
Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Guia Básico:
2. Controle da voz:
• Alteração vocal controlada;
• Não deve subjugar o paciente ou ser agressivo.
• Objetivos:
 Atenção e cooperação do paciente;
 Prevenir comportamento negativo e a recusa.
• Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente.
• Contraindicações: Pacientes com deficiência auditiva.
Guia Básico:
3. Comunicação não verbal:
• Postura, expressão facial e linguagem corporal;
• Reforço e orientação do comportamento.
• Objetivos:
 Aumentar a eficácia de outras técnicas;
 Ganhar ou manter a atenção e cooperação do paciente.
• Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente.
• Não existem contraindicações.
Guia Básico:
4. Reforço positivo:
Técnica por meio de: Reforçadores Sociais e Não Sociais;
• Objetivos:
 Reforçar o comportamento desejado e, fortalecê-los.
• Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente.
• Não existem contraindicações.
Não é RECOMPENSA!!!
Reforçadores Sociais:
Modulação positiva da voz;
Expressão facial;
Elogio verbal;
Demonstrações físicas apropriadas de afeto.
Reforçadores Não Sociais:
Lembrancinhas;
Brinquedos.
Fonte: imagem de domínio público - Site Google
Guia Básico:
5. Distração:
• Desvio da atenção do paciente;
- leitura, brinquedos, filmes;
- Explorar os detalhes (cabelo, roupa, interesses).
• Pausa no procedimento – atividades lúdicas.
• Objetivos:
 Diminuir percepções desagradáveis;
 Evitar comportamento negativo ou de recusa;
 Aumentar o limiar de espera (tempo na cadeira).
• Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente.
• Não existem contraindicações.
Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Guia Básico:
6. Modelagem*:
Exposição do paciente a um ou mais indivíduos que
demonstrem comportamento adequado, ou o uso de
modelos.
Através da observação, a criança é capaz de aprender
novos e adequados padrões de comportamento.
Permitir para que a criança participe, brincando de
dentista, em troca de colaboração nos
procedimentos.
Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Guia Básico:
 Presença/ausência materna:
• Reconhecer se esta situação otimiza ou prejudica o
atendimento;
• Objetivos:
 Diminuir a percepção do desconforto;
 Atenção e cooperação;
 Evitar comportamento negativo ou recusa;
 Realçar comunicação pais-criança-dentista.
• Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente.
• Não existem contraindicações (AAPD).
Guia Básico:
 Inalação de Óxido Nitroso/Oxigênio:
Óxido Nitroso: Gás inorgânico, incolor, odor levemente
adocicado.
- É levemente sedativo;
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Guia Básico:
 Inalação de Óxido Nitroso/Oxigênio:
• Técnica segura e eficaz – reduz a ansiedade e possibilita a
aceitação do tratamento;
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e redução do reflexo faríngeo. NÃO DISPENSA O USO DE
ANESTESIA.
• Início da ação é rápido;
• Efeitos reversíveis;
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Guia Básico:
• Indicações:
 Medo incoercível da dor;
 Náuseas fortes;
 Pacientes com retardo no desenvolvimento neuro-psico-
motor;
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cooperação.
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É preciso considerar:
 Necessidade de diagnóstico e tratamento;
 Segurança do paciente e dentista.
Guia Básico
Guia Avançado
Fonte: imagem de domínio público - Site Google
Guia Avançado:
1. Estabilização Protetora: Contenção
2. Sedação consciente;
3. Anestesia geral.
1. Estabilização protetora:
Guia Avançado:
Restrição da liberdade de movimento dos
pacientes, com ou sem a sua permissão, a fim de
diminuir o risco de injúrias enquanto permite a
conclusão segura do tratamento.
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Técnica:
→ Pessoas (pais e/ou equipe odontológica);
→ Dispositivos de restrição (imobilização).
Guia Avançado:
Pode ser feita:
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Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
Guia Avançado:
Objetivos:
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2. Proteger paciente, a equipe, dentista, o pai de um
ferimento;
3. Facilitar a realização de um tratamento odontológico de
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Guia Avançado:
Indicações:
• Tratamento emergencial;
• Falta de cooperação (imaturidade e/ou incapacidade
mental ou física);
• Segurança do paciente, do dentista ou dos familiares;
Guia Avançado:
Contraindicações:
• Pacientes cooperativos;
• Condição médica pré-existente;
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• Pacientes que sofreram trauma físico ou
psicológico anterior de estabilização protetora.
Guia Avançado:
Precauções e cuidados:
• Rever o histórico médico do paciente - existem condições
médicas e/ou comprometimento da função respiratória??
• Cuidado na estabilização das extremidades e tórax!! Não
deve restringir ativamente a circulação ou a respiração;
• Curta duração: Estabilização deve ser encerrada o mais
rápido possível em um paciente que sofre de estresse
grave ou histeria para evitar possíveis traumas físicos ou
psicológicos.
Guia Avançado:
Potencial de produzir consequências graves!
- Danos físicos ou psicológicos;
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Técnica de natureza aversiva!!
Consentimento esclarecido e informado dos pais;
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- Explicação ao paciente sobre a necessidade de
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Técnica de natureza aversiva!!
Prontuário do paciente deve incluir:
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2. Sedação Consciente:
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Estado de depressão mínima de consciência que favorece
a receptividade às sugestões e comandos, induzida por
droga que permite contato visual e verbal com o
terapeuta, além de manter os reflexos laringeanos de
proteção ao paciente.
Guia Avançado:
- Segurança e eficácia;
- Pacientes que não podem receber tratamento
odontológico – idade, estado mental, físico, emocional
ou médico;
- Pode ser realizada com benzodiazepínicos (Midazolan),
anti-histamínicos (Fernergan), sedativos hipnóticos.
Guia Avançado:
SEMPRE levar em consideração:
• Outras modalidades alternativas;
• Necessidades odontológicas do paciente;
• Efeito na qualidade dos cuidados odontológicos;
• Desenvolvimento emocional do paciente;
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Guia Avançado:
Prontuário Clínico deverá conter:
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• Instruções e informações aos pais;
• Registro com nome, a via, o local, a duração, a dose e o
efeito das drogas administradas;
• Eventos adversos e seu tratamento;
Guia Avançado:
Objetivos:
• Segurança e bem-estar;
• Minimizar dor e o desconforto;
• Controlar a ansiedade;
• Minimizar o trauma psicológico.
Guia Avançado:
Indicações:
• Pacientes medrosos, ansiosos;
• Técnicas básicas mal-sucedidas;
• Falta de cooperação (imaturidade psicológica ou
emocional, incapacidade mental, física ou médica);
• Proteger de distúrbios psíquicos.
Contraindicações:
• Cooperativos com necessidades odontológicas mínimas.
3. Anestesia geral:
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Estado controlado de inconsciência
acompanhado por uma perda dos reflexos protetores;
incapacidade de responder à estimulação física ou ao
comando verbal intencionalmente.
Guia Avançado:
SEMPRE levar em consideração:
• Outras modalidades alternativas;
• Necessidades odontológicas do paciente;
• Efeito na qualidade dos cuidados odontológicos;
• Desenvolvimento emocional do paciente.
Fonte: imagem de domínio público - Site Google
Dessensibilização
CONCEITO: Fazer que cesse de estar
sensibilizado. Insensibilizar.
Como avaliar o
Comportamento??
COMPORTAMENTO: conjunto de ações fisiológicas,
mentais, verbais e motoras, pelas quais o indivíduo
diante do ambiente procura resolver as tensões que o
motivam a realizar as suas possibilidades (TOLEDO,
1996).
Observação do comportamento e agrupamento em
escalas
Escala de Classificação Comportamental de Frankl (1962)
Escala Comportamental de Venham (1980)
Escore 1 - Definitivamente negativo: Recusa do
tratamento; choro compulsivo; extremo negativismo.
Escore 2 - Negativo: Relutância em aceitar tratamento;
atitude negativa não pronunciada (teimosia,
instrospecção).
Escore 3 - Positivo: aceitação ao tratamento, mesmo que
com cautela; boa vontade para atender solicitações.
Escore 4 - Definitivamente positivo: Afinidade com o
dentista; interessado nos procedimentos odontológicos; ri
e se diverte.
AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL NA UCI I E UCI II
Sem protestos físicos, possibilitando boas condições de
trabalho; protesto em voz baixa (resmungos ou choro
contido), sem impedir continuidade do tratamento; bastante
movimentação mas atende solicitações.
Choro, movimentos de braços, pernas, pescoço,
cabeça; atende com resistência; criança tenta interromper
atendimento, contudo, o mesmo é realizado com eficiência.
Necessária contenção física por uma ou mais pessoas;
tenta fugir da cadeira, cobrir a boca; atendimento pode ter
que ser interrompido.
A orientação do comportamento é
tanto uma artequanto uma
ciência.
Obrigada!

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Abordagem comportamental na Saúde na Doença em Odontopediatria

  • 1. Psicologia em Odontopediatria Abordagem comportamental na Saúde na Doença Universidade Federal de Pelotas Faculdade de Odontologia
  • 2. Saúde Estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. Uma doença deve ser vista sob diferentes pontos de vista, de acordo com os diferentes fatores que a influenciam. Doença Bio-psico-social
  • 3. FATORES BIOLÓGICOS – como a predisposição genética e os processos de mutação que determinam o desenvolvimento corporal em geral, o funcionamento do organismo e o metabolismo. FATORES PSICOLÓGICOS - como preferências, expectativas e medos, reações emocionais, processos cognitivos e interpretação das percepções. FATORES SOCIOCULTURAIS - como a presença de outras pessoas, expectativas da sociedade e do meio cultural, influência do círculo familiar, de amigos, modelos de papéis sociais.
  • 4. Uma doença não influencia somente o indivíduo, mas todas as pessoas que estão em contato com ele Não apenas consequências biológicas, mas sociais (isolamento, preconceito, etiquetação, etc.) e provocam muitas vezes mudanças no sistema social.
  • 5. AAPD: Conferências (1988 e 2003) sobre manejo comportamental em Odontopediatra. • Adotado em 1990; • Última revisão em 2011. Manual da ABO: Diretrizes desenvolvidas com base nas apresentadas pela AAPD. • Publicado em 2010. Das técnicas:
  • 6.  Influência familiar: Os pais exercem uma influência significativa no comportamento de seus filhos. → Educar (orientar) os pais antes de seus filhos visitarem o dentista pode ser prestativo e promover uma experiência odontológica positiva. Fortalece o vínculo dos pais com o dentista Considerações:
  • 7. Considerações:  Barreiras para um resultado bem-sucedido: Razões potenciais para a não colaboração: • Atrasos no desenvolvimento; • Incapacidade física ou mental; • Doença aguda ou crônica; • Medos transmitidos pelos pais; • Experiência prévia médica ou odontológica desagradável;
  • 8. Considerações:  Avaliação do paciente: • Dentistas devem registrar o comportamento dos pacientes a cada visita. • Documentação do comportamento passado serve como auxílio no diagnóstico para futuras visitas.
  • 9. Considerações:  Fatores que influenciam as reações das crianças: • Idade; • Nível cognitivo; • Características da personalidade; • Ansiedade e medo; • Reações ao desconhecido; • Experiências prévias; • Ansiedade materna.
  • 10. Considerações:  Consentimento Informado: O dentista é conhecedor dos cuidados odontológicos, o pai compartilha com o profissional a decisão de tratar ou não tratar e deve ser consultado a respeito das estratégias do tratamento e dos riscos potenciais.
  • 11. Considerações:  Manejo da dor: Determinante para o sucesso da adaptação comportamental!!! Aumenta a confiança; Alivia o medo e a ansiedade; Aumentar as atitudes positivas da criança em futuras visitas.
  • 12. Critérios de diagnóstico: • Observação do comportamento; • Escuta da criança; • Expressões faciais; • Choro; • Reclamações e movimentos corporais. CUIDADO!! Mecanismo de defesa: • Subestimar o nível de dor do paciente; ou • Desenvolver “cegueira à dor”.
  • 14. Objetivos da adaptação comportamental: • Estabelecer comunicação; • Aliviar medo e ansiedade; • Devolver qualidade de saúde bucal; • Construir uma relação de confiança entre o dentista, a criança e os pais; e • Promover uma atitude positiva da criança em relação aos cuidados de saúde bucal e durante a consulta odontológica.
  • 16. Guia Básico: → Comunicação e Abordagem Linguística: • Diga-Mostre-Faça • Controle de Voz • Comunicação Não Verbal • Reforço Positivo • Distração • Modelagem* → Presença/ausência materna → Inalação com Óxido Nitroso/Oxigênio
  • 17. Guia Avançado: → Estabilização Protetora: Contenção → Sedação Consciente → Anestesia Geral
  • 18. Guia Básico Guia Avançado Fonte: imagem de domínio público - Site Google
  • 19. Guia Básico: 1. Diga-Mostre-Faça: • Moldagem comportamental; • Habilidades de comunicação. • Objetivos:  Familiarizar e Educar o paciente;  Moldar as respostas aos procedimentos; • Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente. • Não existem contraindicações.  Comunicação e abordagem linguística:
  • 20. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
  • 21. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
  • 22.
  • 23. Guia Básico: 2. Controle da voz: • Alteração vocal controlada; • Não deve subjugar o paciente ou ser agressivo. • Objetivos:  Atenção e cooperação do paciente;  Prevenir comportamento negativo e a recusa. • Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente. • Contraindicações: Pacientes com deficiência auditiva.
  • 24. Guia Básico: 3. Comunicação não verbal: • Postura, expressão facial e linguagem corporal; • Reforço e orientação do comportamento. • Objetivos:  Aumentar a eficácia de outras técnicas;  Ganhar ou manter a atenção e cooperação do paciente. • Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente. • Não existem contraindicações.
  • 25. Guia Básico: 4. Reforço positivo: Técnica por meio de: Reforçadores Sociais e Não Sociais; • Objetivos:  Reforçar o comportamento desejado e, fortalecê-los. • Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente. • Não existem contraindicações. Não é RECOMPENSA!!!
  • 26. Reforçadores Sociais: Modulação positiva da voz; Expressão facial; Elogio verbal; Demonstrações físicas apropriadas de afeto.
  • 27. Reforçadores Não Sociais: Lembrancinhas; Brinquedos. Fonte: imagem de domínio público - Site Google
  • 28.
  • 29.
  • 30. Guia Básico: 5. Distração: • Desvio da atenção do paciente; - leitura, brinquedos, filmes; - Explorar os detalhes (cabelo, roupa, interesses). • Pausa no procedimento – atividades lúdicas. • Objetivos:  Diminuir percepções desagradáveis;  Evitar comportamento negativo ou de recusa;  Aumentar o limiar de espera (tempo na cadeira). • Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente. • Não existem contraindicações.
  • 31. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
  • 32. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
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  • 35. Guia Básico: 6. Modelagem*: Exposição do paciente a um ou mais indivíduos que demonstrem comportamento adequado, ou o uso de modelos. Através da observação, a criança é capaz de aprender novos e adequados padrões de comportamento. Permitir para que a criança participe, brincando de dentista, em troca de colaboração nos procedimentos.
  • 36. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
  • 37. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
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  • 40. Guia Básico:  Presença/ausência materna: • Reconhecer se esta situação otimiza ou prejudica o atendimento; • Objetivos:  Diminuir a percepção do desconforto;  Atenção e cooperação;  Evitar comportamento negativo ou recusa;  Realçar comunicação pais-criança-dentista. • Indicações: Pode ser usada em qualquer paciente. • Não existem contraindicações (AAPD).
  • 41. Guia Básico:  Inalação de Óxido Nitroso/Oxigênio: Óxido Nitroso: Gás inorgânico, incolor, odor levemente adocicado. - É levemente sedativo; - Aumenta o limiar da dor. Ação reversível no SNC; Desloca o oxigênio dos pulmões; Excretado 100% pelos pulmões; Não é metabolizado pelo organismo; Eleva a tensão arterial.
  • 42. Guia Básico:  Inalação de Óxido Nitroso/Oxigênio: • Técnica segura e eficaz – reduz a ansiedade e possibilita a aceitação do tratamento; • Capaz de mediar um grau variável de analgesia, de amnésia e redução do reflexo faríngeo. NÃO DISPENSA O USO DE ANESTESIA. • Início da ação é rápido; • Efeitos reversíveis; • Recuperação rápida e completa.
  • 43. Guia Básico: • Indicações:  Medo incoercível da dor;  Náuseas fortes;  Pacientes com retardo no desenvolvimento neuro-psico- motor;  Paciente com grau leve de ansiedade e capacidade de cooperação. • Contraindicações: → Congestão das vias aéreas (gripe, resfriado); → Paciente em tratamento psiquiátrico; → Pacientes muito agitados.
  • 44. É preciso considerar:  Necessidade de diagnóstico e tratamento;  Segurança do paciente e dentista.
  • 45. Guia Básico Guia Avançado Fonte: imagem de domínio público - Site Google
  • 46. Guia Avançado: 1. Estabilização Protetora: Contenção 2. Sedação consciente; 3. Anestesia geral.
  • 47. 1. Estabilização protetora: Guia Avançado: Restrição da liberdade de movimento dos pacientes, com ou sem a sua permissão, a fim de diminuir o risco de injúrias enquanto permite a conclusão segura do tratamento. - Contenção física - Técnica: → Pessoas (pais e/ou equipe odontológica); → Dispositivos de restrição (imobilização).
  • 48. Guia Avançado: Pode ser feita: - Na cadeira Odontológica; - Em macas especiais (Macri); - No colo da mãe; - Técnica Joelho com joelho.
  • 49. Fonte: imagem cedida pela Profa. D.D. Torriani - NETRAD
  • 50. Guia Avançado: Objetivos: 1. Reduzir ou eliminar o movimento intempestivo; 2. Proteger paciente, a equipe, dentista, o pai de um ferimento; 3. Facilitar a realização de um tratamento odontológico de qualidade.
  • 51. Guia Avançado: Indicações: • Tratamento emergencial; • Falta de cooperação (imaturidade e/ou incapacidade mental ou física); • Segurança do paciente, do dentista ou dos familiares;
  • 52. Guia Avançado: Contraindicações: • Pacientes cooperativos; • Condição médica pré-existente; • Situação não emergencial; • Pacientes que sofreram trauma físico ou psicológico anterior de estabilização protetora.
  • 53. Guia Avançado: Precauções e cuidados: • Rever o histórico médico do paciente - existem condições médicas e/ou comprometimento da função respiratória?? • Cuidado na estabilização das extremidades e tórax!! Não deve restringir ativamente a circulação ou a respiração; • Curta duração: Estabilização deve ser encerrada o mais rápido possível em um paciente que sofre de estresse grave ou histeria para evitar possíveis traumas físicos ou psicológicos.
  • 54. Guia Avançado: Potencial de produzir consequências graves! - Danos físicos ou psicológicos; - Perda da dignidade; e - Violação dos direitos do indivíduo. Técnica de natureza aversiva!! Consentimento esclarecido e informado dos pais; - Documentado no prontuário clínico; - Explicação ao paciente sobre a necessidade de contenção - oportunidade para que o paciente se manifeste.
  • 55. Guia Avançado: Técnica de natureza aversiva!! Prontuário do paciente deve incluir: 1. Consentimento informado para a contenção; 2. Indicações; 3. Tipo de estabilização; 4. A duração; 5. Avaliação do comportamento durante a estabilização.
  • 56. 2. Sedação Consciente: Guia Avançado: Estado de depressão mínima de consciência que favorece a receptividade às sugestões e comandos, induzida por droga que permite contato visual e verbal com o terapeuta, além de manter os reflexos laringeanos de proteção ao paciente.
  • 57. Guia Avançado: - Segurança e eficácia; - Pacientes que não podem receber tratamento odontológico – idade, estado mental, físico, emocional ou médico; - Pode ser realizada com benzodiazepínicos (Midazolan), anti-histamínicos (Fernergan), sedativos hipnóticos.
  • 58. Guia Avançado: SEMPRE levar em consideração: • Outras modalidades alternativas; • Necessidades odontológicas do paciente; • Efeito na qualidade dos cuidados odontológicos; • Desenvolvimento emocional do paciente; • Resultados do exame do paciente.
  • 59. Guia Avançado: Prontuário Clínico deverá conter: • Consentimento informado - PRÉVIO; • Instruções e informações aos pais; • Registro com nome, a via, o local, a duração, a dose e o efeito das drogas administradas; • Eventos adversos e seu tratamento;
  • 60. Guia Avançado: Objetivos: • Segurança e bem-estar; • Minimizar dor e o desconforto; • Controlar a ansiedade; • Minimizar o trauma psicológico.
  • 61. Guia Avançado: Indicações: • Pacientes medrosos, ansiosos; • Técnicas básicas mal-sucedidas; • Falta de cooperação (imaturidade psicológica ou emocional, incapacidade mental, física ou médica); • Proteger de distúrbios psíquicos. Contraindicações: • Cooperativos com necessidades odontológicas mínimas.
  • 62. 3. Anestesia geral: Guia Avançado: Estado controlado de inconsciência acompanhado por uma perda dos reflexos protetores; incapacidade de responder à estimulação física ou ao comando verbal intencionalmente.
  • 63. Guia Avançado: SEMPRE levar em consideração: • Outras modalidades alternativas; • Necessidades odontológicas do paciente; • Efeito na qualidade dos cuidados odontológicos; • Desenvolvimento emocional do paciente. Fonte: imagem de domínio público - Site Google
  • 65. CONCEITO: Fazer que cesse de estar sensibilizado. Insensibilizar.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
  • 71.
  • 72.
  • 74. COMPORTAMENTO: conjunto de ações fisiológicas, mentais, verbais e motoras, pelas quais o indivíduo diante do ambiente procura resolver as tensões que o motivam a realizar as suas possibilidades (TOLEDO, 1996). Observação do comportamento e agrupamento em escalas Escala de Classificação Comportamental de Frankl (1962) Escala Comportamental de Venham (1980)
  • 75. Escore 1 - Definitivamente negativo: Recusa do tratamento; choro compulsivo; extremo negativismo. Escore 2 - Negativo: Relutância em aceitar tratamento; atitude negativa não pronunciada (teimosia, instrospecção). Escore 3 - Positivo: aceitação ao tratamento, mesmo que com cautela; boa vontade para atender solicitações. Escore 4 - Definitivamente positivo: Afinidade com o dentista; interessado nos procedimentos odontológicos; ri e se diverte.
  • 76. AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL NA UCI I E UCI II Sem protestos físicos, possibilitando boas condições de trabalho; protesto em voz baixa (resmungos ou choro contido), sem impedir continuidade do tratamento; bastante movimentação mas atende solicitações. Choro, movimentos de braços, pernas, pescoço, cabeça; atende com resistência; criança tenta interromper atendimento, contudo, o mesmo é realizado com eficiência. Necessária contenção física por uma ou mais pessoas; tenta fugir da cadeira, cobrir a boca; atendimento pode ter que ser interrompido.
  • 77. A orientação do comportamento é tanto uma artequanto uma ciência. Obrigada!