LITERATURALITERATURATEORIA DA LITERATURATEORIA DA LITERATURA
LITERARIEDADELITERARIEDADEMundo ficcional nasmãos do escritorEscritorMundo RealInterpretação do mundoficcional nas mãos d...
LiterariedadeLiterariedade Através de sua sensibilidade o escritorAtravés de sua sensibilidade o escritorobserva o mundo ...
 Outra observação importante é que oOutra observação importante é que oescritor não escolhe quem terá acesso aescritor nã...
Visão do escritorIntenção de transmitir ternura, amor, descrever anatureza como um cenário mágico e cúmplice docasalMundo ...
DiferençasDiferençasUma noite de lua cheia, eum casal abraçado a beirado mar.Mundo RealTexto LiterárioTexto não LiterárioM...
DiferençaDiferença Texto não literárioTexto não literário O texto não literário, logoO texto não literário, logodeixará ...
Fundamentos do texto LiterárioFundamentos do texto Literário O autor, com sua cultura, sua experiênciaO autor, com sua cu...
Fundamentos do texto LiterárioFundamentos do texto Literário Para que ocorra alguma interação entrePara que ocorra alguma...
Características do texto literárioCaracterísticas do texto literário Mundo Ficcional.Mundo Ficcional. Relação não-imedia...
Conotação, Recepção, AutoriaConotação, Recepção, Autoria Nos textos literários nem sempre a linguagem apresentaNos textos...
ConotaçãoConotação Observe a cançãoObserve a canção “Dois“Doisrios”,rios”, de Samuel Rosa, Lôde Samuel Rosa, LôBorges e N...
 O céu está no chãoO céu está no chãoO céu não cai do altoO céu não cai do altoÉ o claro, é a escuridãoÉ o claro, é a esc...
RecepçãoRecepção Trata-se mais diretamente da da interpretação.Trata-se mais diretamente da da interpretação. A compreen...
Recepção e AutoriaRecepção e Autoria A obra literária, portanto, supera aA obra literária, portanto, supera aintenção do ...
MetalinguagemMetalinguagem É a linguagem utilizada para falar sobreÉ a linguagem utilizada para falar sobreoutra linguage...
Tipos de MetalinguagemTipos de Metalinguagem LinguísticaLinguística (definições dos dicionários,(definições dos dicionári...
 MetalinguagemSe alguém um dia perguntar como escrevoSolidãoSe alguém perguntar por que escrevoSolidãoSe alguém quiser sa...
 Em Dom Casmurro, Machado de Assisenquanto narra, discute o ato e o modo denarrar . Ele põe em prática a metalinguagem, ...
Explicação de Machado de Assis Também não achei melhor título para aminha narração; se não tiver outro daquiaté ao fim do...
 Durante toda a narrativa de DomCasmurro, a metalinguagem tem umpapel fundamental, dando um tom muitasvezes jocoso, ou cr...
Alguns exemplos Ao narrar as tentações vividas na juventude dirige-se a uma possível leitora "Tudo isso é obscuro,dona le...
Intertextualidade
Intertextualidade A intertextualidade consiste na apropriação de um textopor outro. Essa apropriação se dá por meio da ci...
 Canção do Exílio "Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá.Nosso cé...
A intertextualidade pode ser: Citação - Citar um texto é transcrevê-lo talcomo ele aparece em seu original. Esse recursoé...
 Alusão - Aludir é fazer referência a um texto,ao seu autor, a algum personagem de outraobra, ou a algum acontecimento ma...
Paródia e Paráfrase É importante lembrar que as formas deintertextualidade comentadas acima nãodevem ser confundidas com ...
Paródia A paródia é a criação de um texto a partir de umbastante conhecido, ou seja, com base em umtexto consagrado algué...
 Canto de regresso à pátriaMinha terra tem palmaresOnde gorjeia o marOs passarinhos daquiNão cantam como os de láMinha te...
Paráfrase Na paráfrase as palavras são mudadas,porém a idéia do texto é confirmada pelonovo texto, a alusão ocorre para a...
Paráfrase Paráfrase Meus olhos brasileiros se fecham saudososMinha boca procura a ‘Canção do Exílio’.Como era mesmo a ‘C...
 Este texto de Gonçalves Dias, “Canção doExílio”, é muito utilizado como exemplo deparáfrase e de paródia, aqui o poetaCa...
Gêneros Literários • Épico: é a narrativa com temática histórica;são os feitos heróicos de um determinado povo.O narrador...
Fontes de Pesquisa http://pt.wikipedia.org/wiki/Literariedadehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Literariedade http://www.brasi...
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Teoria literária 2013

  1. 1. LITERATURALITERATURATEORIA DA LITERATURATEORIA DA LITERATURA
  2. 2. LITERARIEDADELITERARIEDADEMundo ficcional nasmãos do escritorEscritorMundo RealInterpretação do mundoficcional nas mãos do leitor
  3. 3. LiterariedadeLiterariedade Através de sua sensibilidade o escritorAtravés de sua sensibilidade o escritorobserva o mundo real e cria um mundoobserva o mundo real e cria um mundoficcional. Observamos no slide anteriorficcional. Observamos no slide anteriorque este mundo é muito subjetivo,que este mundo é muito subjetivo,pessoal, está nas mãos do escritor. Aopessoal, está nas mãos do escritor. Aochegar nas mãos do leitor, o escritorchegar nas mãos do leitor, o escritorperde o status de dono desse mundo,perde o status de dono desse mundo,pois aí pode-se recriar um mundopois aí pode-se recriar um mundodiferente do idealizado pelo autor.diferente do idealizado pelo autor.
  4. 4.  Outra observação importante é que oOutra observação importante é que oescritor não escolhe quem terá acesso aescritor não escolhe quem terá acesso asua obra, ou se a interpretação será igualsua obra, ou se a interpretação será iguala sua intenção.a sua intenção.
  5. 5. Visão do escritorIntenção de transmitir ternura, amor, descrever anatureza como um cenário mágico e cúmplice docasalMundo RealComo ele é:Um casalnamorando, abeira do mar, aluz da lua cheiaMundo Ficcional
  6. 6. DiferençasDiferençasUma noite de lua cheia, eum casal abraçado a beirado mar.Mundo RealTexto LiterárioTexto não LiterárioMundo FiccionalOs raios do sol por entre as nuvens se abraçando,refletindo um misto de cores lindas e embriagante danatureza que estava namorando, nuvens se olhando, atéas ondas estavam se amando e naquele clima nóstambém estávamos ando um ao outro.
  7. 7. DiferençaDiferença Texto não literárioTexto não literário O texto não literário, logoO texto não literário, logodeixará de ser atrativo, édeixará de ser atrativo, éimpessoal, não admite outraimpessoal, não admite outrainterpretação, a realidadeinterpretação, a realidadecomo ela é,como ela é, Preocupa-se com aPreocupa-se com ainformação.informação. Texto LiterárioTexto Literário Despreocupação com aDespreocupação com ainformação, veja que na cena real,informação, veja que na cena real,existe a lua, mostrando que é noite,existe a lua, mostrando que é noite,o texto literário ilude, mostra o diao texto literário ilude, mostra o diapara dar mais cor a naturezapara dar mais cor a naturezaatravés dos raios do sol.através dos raios do sol. Permite interpretações diferentes,Permite interpretações diferentes,deixa no ar um entenda comodeixa no ar um entenda comoquiser no trecho “estávamquiser no trecho “estávamosos andoando””onde pode-se entenderonde pode-se entender “usando”“usando”ou vários sentidos para aou vários sentidos para aterminação “ando”, desdeterminação “ando”, desdesituações carinhosas, até vulgares.situações carinhosas, até vulgares.
  8. 8. Fundamentos do texto LiterárioFundamentos do texto Literário O autor, com sua cultura, sua experiênciaO autor, com sua cultura, sua experiênciade vida, sua ideologia, escreve uma obra,de vida, sua ideologia, escreve uma obra,que será lida por alguém cuja recepçãoque será lida por alguém cuja recepçãoestará também impregnada de umaestará também impregnada de umacultura, uma experiência e uma visão decultura, uma experiência e uma visão demundomundo
  9. 9. Fundamentos do texto LiterárioFundamentos do texto Literário Para que ocorra alguma interação entrePara que ocorra alguma interação entreos elementos da tríade autor-obra-leitor, éos elementos da tríade autor-obra-leitor, énecessário que haja entre o emissor e onecessário que haja entre o emissor e orecebedor um mínimo de elementosrecebedor um mínimo de elementosculturais comuns, a começar pelo códigoculturais comuns, a começar pelo códigoutilizado na escrita, ou seja, o idioma.utilizado na escrita, ou seja, o idioma.
  10. 10. Características do texto literárioCaracterísticas do texto literário Mundo Ficcional.Mundo Ficcional. Relação não-imediatistaRelação não-imediatista Suspensão da convenções deSuspensão da convenções designificados correntessignificados correntes Despreocupação com a sistematizaçãoDespreocupação com a sistematização Despreocupação com o saberDespreocupação com o saber Inexistência da utilidade práticaInexistência da utilidade prática Predomínio da linguagem conotativaPredomínio da linguagem conotativa
  11. 11. Conotação, Recepção, AutoriaConotação, Recepção, Autoria Nos textos literários nem sempre a linguagem apresentaNos textos literários nem sempre a linguagem apresentaum único sentido, aquele apresentado pelo dicionário.um único sentido, aquele apresentado pelo dicionário.Empregadas em alguns contextos, elas ganham novosEmpregadas em alguns contextos, elas ganham novossentidos, figurados, carregados de valores afetivos ousentidos, figurados, carregados de valores afetivos ousociais.sociais. Quando a palavra é utilizada com seu sentido comum (oQuando a palavra é utilizada com seu sentido comum (oque aparece no dicionário) dizemos que foi empregadaque aparece no dicionário) dizemos que foi empregadadenotativamente.denotativamente. Quando é utilizada com um sentido diferente daqueleQuando é utilizada com um sentido diferente daqueleque lhe é comum, dizemos que foi empregadaque lhe é comum, dizemos que foi empregadaconotativamente,conotativamente, este recurso é muito explorado naeste recurso é muito explorado naLiteratura.Literatura.
  12. 12. ConotaçãoConotação Observe a cançãoObserve a canção “Dois“Doisrios”,rios”, de Samuel Rosa, Lôde Samuel Rosa, LôBorges e Nando Reis, note aBorges e Nando Reis, note acaracterização docaracterização do sol,sol, ele foiele foiempregado conotativamente:empregado conotativamente: Note que a expressãoNote que a expressão “dois“doisrios inteiros”rios inteiros” também foitambém foiempregada conotativamente eempregada conotativamente ecompõe um dos elementoscompõe um dos elementosbásicos para a interpretaçãobásicos para a interpretaçãoda letra.da letra.
  13. 13.  O céu está no chãoO céu está no chãoO céu não cai do altoO céu não cai do altoÉ o claro, é a escuridãoÉ o claro, é a escuridão O céu que toca o chãoO céu que toca o chãoE o céu que vai no altoE o céu que vai no altoDois lados deram as mãosDois lados deram as mãos Como eu fiz tambémComo eu fiz tambémSó pra poder conhecerSó pra poder conhecerO que a voz da vida vem dizerO que a voz da vida vem dizer Que os braços sentemQue os braços sentemE os olhos vêemE os olhos vêemQue os lábios sejam(beijam) RefrãoQue os lábios sejam(beijam) RefrãoDois rios inteirosDois rios inteirosSem direçãoSem direção O sol é o pé e a mãoO sol é o pé e a mãoO sol é a mãe e o paiO sol é a mãe e o paiDissolve a escuridãoDissolve a escuridão O sol se põe se vaiO sol se põe se vaiE após se pôrE após se pôrO sol renasce no JapãoO sol renasce no Japão Eu vi tambémSó pra poder entenderNa voz a vida ouvi dizer RefrãoRefrão E o meu lugar é esseAo lado seu, meu corpo inteiroDou o meu lugar pois o seu lugarÉ o meu amor primeiroO dia e a noite as quatroestaçõesO céu está no chãoO céu não cai do altoÉ o claro, é a escuridãoO céu que toca o chãoE o céu que vai no altoDois lados deram as mãosComo eu fiz tambémSó pra poder conhecerO que a voz da vida vemdizer Refrão
  14. 14. RecepçãoRecepção Trata-se mais diretamente da da interpretação.Trata-se mais diretamente da da interpretação. A compreensão do texto não se subordina maisA compreensão do texto não se subordina maisnem à vida do escritor nem a sua intenção, aonem à vida do escritor nem a sua intenção, aoseu “querer dizer”. Pode-se até admitir, comoseu “querer dizer”. Pode-se até admitir, comodizia Marcel Proust, importante escritor francêsdizia Marcel Proust, importante escritor francêsdo final do século XIX e início do XX, que hajado final do século XIX e início do XX, que hajauma intenção existente no eu literário do escritoruma intenção existente no eu literário do escritor(um “outro eu”, um eu fictício), e não no(um “outro eu”, um eu fictício), e não no eueufísico.físico.
  15. 15. Recepção e AutoriaRecepção e Autoria A obra literária, portanto, supera aA obra literária, portanto, supera aintenção do autor — o texto sobreviveintenção do autor — o texto sobrevivesem ela. Mesmo admitindo-se a intençãosem ela. Mesmo admitindo-se a intençãodo “outro eu”, a significação de um textodo “outro eu”, a significação de um textonunca se esgota nesse propósito, onunca se esgota nesse propósito, osentido do texto não é determinadosentido do texto não é determinadonecessariamente pelo “querer dizer” denecessariamente pelo “querer dizer” dequem escreveu.quem escreveu.
  16. 16. MetalinguagemMetalinguagem É a linguagem utilizada para falar sobreÉ a linguagem utilizada para falar sobreoutra linguagem.outra linguagem. Na literatura, a metalinguagem éNa literatura, a metalinguagem épraticada por um crítico que investiga aspraticada por um crítico que investiga asrelações e estruturas presentes na obrarelações e estruturas presentes na obraliterária, ou por um autor que explica seuliterária, ou por um autor que explica seupróprio fazer literário ou de outrem.próprio fazer literário ou de outrem.
  17. 17. Tipos de MetalinguagemTipos de Metalinguagem LinguísticaLinguística (definições dos dicionários,(definições dos dicionários,regras gramaticais, explicações de textosregras gramaticais, explicações de textosetc)etc) Literária(Literária(subdividida em metalinguagemsubdividida em metalinguagemliterárialiterária ensaísticaensaística (artigos e ensaios que(artigos e ensaios quefalam sobre a literatura e sobre obrasfalam sobre a literatura e sobre obrasliterárias) eliterárias) e ficcionalficcional (obras literárias que(obras literárias quefalam sobre a linguagem literária).falam sobre a linguagem literária).
  18. 18.  MetalinguagemSe alguém um dia perguntar como escrevoSolidãoSe alguém perguntar por que escrevoSolidãoSe alguém quiser saber o que desejava mudarcom tudo issoSolidãoE se quer saber também o motivo para tantopessimismoSolidãoE se quer saber o motivo de tanta determinaçãoSolidãoTudo isso é porque não quero existir só eumesma.
  19. 19.  Em Dom Casmurro, Machado de Assisenquanto narra, discute o ato e o modo denarrar . Ele põe em prática a metalinguagem, emque a própria narrativa trata de se auto-explicar. Logo no início, a metalinguagemganha corpo, quando o personagem-narrador explica o título do livro e osmotivos que o impulsionaram a escrevê-lo.
  20. 20. Explicação de Machado de Assis Também não achei melhor título para aminha narração; se não tiver outro daquiaté ao fim do livro, vai este mesmo. Omeu poeta do trem ficará sabendo quenão lhe guardo rancor. E com pequenoesforço, sendo o título seu, poderá cuidarque a obra é sua. Há livros que apenasterão isso dos seus autores, alguns nemtanto. E mais adiante: Agora que expliqueio título, passo a escrever o livro. Antesdisso, porém, digamos os motivos que mepõem a pena na mão.
  21. 21.  Durante toda a narrativa de DomCasmurro, a metalinguagem tem umpapel fundamental, dando um tom muitasvezes jocoso, ou criando cumplicidadecom o leitor, que ao invés de apenas lerpassivamente, participa do próprio ato denarrar, ao servir de confidente do escritor,transcendendo o próprio texto.
  22. 22. Alguns exemplos Ao narrar as tentações vividas na juventude dirige-se a uma possível leitora "Tudo isso é obscuro,dona leitora, mas a culpa é do vosso sexo, queperturba assim a adolescência de um pobreseminarista". Ao dar uma explicação, dialoga com o leitordizendo: "Não sei se me explico bem. Supondouma concepção grande executada por meiospequenos". Depois de longa narração preliminar, chega aoponto em que vai narrar o casamento e diz: "Poissejamos felizes de uma vez, antes que o leitorpegue em si, morto de esperar, e vá espairecer aoutra parte; casemo-nos."
  23. 23. Intertextualidade
  24. 24. Intertextualidade A intertextualidade consiste na apropriação de um textopor outro. Essa apropriação se dá por meio da citação,da epígrafe, da alusão ou referência, da imitação (servilou não) de um estilo, etc. O processo intertextual está na percepção do leitor derelações entre um texto e outros que o precederam, istoé, o reconhecimento num texto de palavras, expressões,frases, versos, parágrafos, às vezes páginas inteiras deoutros textos. Esses “outros textos” podem ser outrasobras de ficção ou não, mitos, provérbios, escritospublicitários, orações, letras de canções populares,histórias da tradição oral etc.
  25. 25.  Canção do Exílio "Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá.Nosso céu tem mais estrelas,Nossas várzeas têm mais flores,Nossos bosques têm mais vida,Nossa vida mais amores.Em cismar, sozinho, à noite,Mais prazer encontro eu lá;Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá.Minha terra tem primores,Que tais não encontro eu cá;Em cismar — sozinho, à noite —Mais prazer encontro eu lá;Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá.Não permita Deus que eu morra,Sem que eu volte para lá;Sem que desfrute os primoresQue não encontro por cá;Sem qu’inda aviste as palmeiras,Onde canta o Sabiá."Gonçalves Dias Canção do Exílio Minha terra tem macieiras da Califórniaonde cantam gaturamos de Veneza.Os poetas da minha terrasão pretos que vivem em torres deametista,os sargentos do exército são monistas,cubistas,os filósofos são polacos vendendo aprestações.gente não pode dormircom os oradores e os pernilongos.Os sururus em família têm por testemunhaa[ GiocondaEu morro sufocadoem terra estrangeira.Nossas flores são mais bonitasnossas frutas mais gostosasmas custam cem mil réis a dúzia.Ai quem me dera chupar uma carambolade[ verdadee ouvir um sabiá com certidão de idade! Murilo Mendes
  26. 26. A intertextualidade pode ser: Citação - Citar um texto é transcrevê-lo talcomo ele aparece em seu original. Esse recursoé muito comum em trabalhos científicos, porexemplo, em que outros autores concorrempara conferir autoridade a um determinadoestudo. Epígrafe - Um tipo de citação de outro autor queantecede um poema, um conto, um capítulo deum livro, um romance etc. O texto que aparecena epígrafe em geral guarda alguma relaçãocom o texto que se vai escrever.
  27. 27.  Alusão - Aludir é fazer referência a um texto,ao seu autor, a algum personagem de outraobra, ou a algum acontecimento marcanteque aparece em algum livro. Bricolagem - Uma montagem feita devários textos para produzir outro. Pastiche - Imitar o estilo de outro autor. Numsentido mais antigo, o pastiche eraconsiderado uma imitação de baixaqualidade, subalterna, que um escritor“menor” fazia de um texto de um escritor“maior”. Numa concepção contemporânea, aideia de pastiche não envolve juízo de valor.
  28. 28. Paródia e Paráfrase É importante lembrar que as formas deintertextualidade comentadas acima nãodevem ser confundidas com paráfrase eparódia, que pertencem a outra categoria.Assim, podemos ter uma citaçãoparafrásica ou parodística, ou uma alusãoidem, e assim por diante.
  29. 29. Paródia A paródia é a criação de um texto a partir de umbastante conhecido, ou seja, com base em umtexto consagrado alguém utiliza sua forma erima para criar um novo texto cômico, irônico,humorístico, zombeteiro ou contestador, dandoum novo sentido ao texto. Parte daintertextualidade, a paródia é um intertexto, ouseja, é um texto resultante de um texto origemque pode ser escrito ou oral. Essaintertextualidade também pode ocorrer empinturas, no jornalismo e nas publicidades.
  30. 30.  Canto de regresso à pátriaMinha terra tem palmaresOnde gorjeia o marOs passarinhos daquiNão cantam como os de láMinha terra tem mais rosasE quase que mais amoresMinha terra tem mais ouroMinha terra tem mais terraOuro terra amor e rosasEu quero tudo de láNão permita Deus que eumorraSem que volte para láNão permita Deus que eumorraSem que volte pra São PauloSem que veja a Rua 15E o progresso de São Paulo[Oswald de Andrade]
  31. 31. Paráfrase Na paráfrase as palavras são mudadas,porém a idéia do texto é confirmada pelonovo texto, a alusão ocorre para atualizar,reafirmar os sentidos ou alguns sentidosdo texto citado. É dizer com outraspalavras o que já foi dito. Temos umexemplo citado por Affonso RomanoSant’Anna em seu livro “Paródia,paráfrase & Cia” (p. 23):
  32. 32. Paráfrase Paráfrase Meus olhos brasileiros se fecham saudososMinha boca procura a ‘Canção do Exílio’.Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?Eu tão esquecido de minha terra…Ai terra que tem palmeirasOnde canta o sabiá!(Carlos Drummond de Andrade, “Europa,França e Bahia”).
  33. 33.  Este texto de Gonçalves Dias, “Canção doExílio”, é muito utilizado como exemplo deparáfrase e de paródia, aqui o poetaCarlos Drummond de Andrade retoma otexto primitivo conservando suas idéias,não há mudança do sentido principal dotexto que é a saudade da terra natal.
  34. 34. Gêneros Literários • Épico: é a narrativa com temática histórica;são os feitos heróicos de um determinado povo.O narrador conta os fatos passados, apenasobservando e relatando os feitos objetivamente,sem interferência, o que faz a narrativa serobjetiva.• Dramático: é o gênero ligado diretamente àrepresentação de um acontecimento por atores.• Lírico: gênero essencialmente poético, queexpõe a subjetividade do autor e diz ao leitor doestado emocional do “eu-lírico”.
  35. 35. Fontes de Pesquisa http://pt.wikipedia.org/wiki/Literariedadehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Literariedade http://www.brasilescola.com/literatura/denhttp://www.brasilescola.com/literatura/denotacao-conotacao.htmotacao-conotacao.htm http://www.alunosonline.com.br/portugues/http://www.alunosonline.com.br/portugues/parodiaparodia http://www.solar.virtual.ufc.br/TeoriadaLitehttp://www.solar.virtual.ufc.br/TeoriadaLiteraturaratura

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