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FÉ E CIÊNCIA

A propósito da
CRIAÇÃO
Fé e ciência
Se as antigas cosmologias do Próximo Oriente puderam ser
purificadas e assimiladas nos primeiros capítulos do Génesis,
não poderia a cosmologia contemporânea ter algo a oferecer às
nossas reflexões sobre a criação?
Pode uma perspetiva evolucionista contribuir para iluminar a
antropologia teológica, o significado da pessoa como imago Dei,
o problema da cristologia – e também o desenvolvimento da
própria doutrina?
Quais são, se é que existem, as implicações escatológicas da
cosmologia contemporânea, especialmente à luz do imenso
futuro do nosso universo; pode o método teológico apropriar-se
de maneira frutuosa, das intuições da metodologia científica e
da filosofia da ciência?
Papa João Paulo II, Mensagem ao Diretor do Observatório
Astronómico do Vaticano, O Conhecimento de Deus e na Natureza, 1 de Junho de 1988
YOUCAT
37. De que modo Deus é “Pai”?
Veneramos Deus, antes de mais, por ser Pai, porque Ele é o
Criador e Se encarrega das Suas criaturas cheio de amor. Além
disso, Jesus, o Filho de Deus, ensinou-nos a considerar o Seu
Pai como nosso Pai, e a abordá-l'O mesmo com "Pai nosso".
[238-240]
A lembrança deste Pai ilumina a mais profunda identidade do ser humano:
donde vimos, quem somos e quão grande é a nossa dignidade. Nós provimos
naturalmente dos nossos pais e somos seus filhos; porém, nós vimos de Deus,
que nos criou à Sua imagem e nos chamou a sermos Seus filhos. Por isso, não
é o acaso ou concorrência do destino que se encontra na origem de cada ser
humano, mas um plano do amor divino. Isto nos revelou Jesus Cristo,
verdadeiro Filho de Deus e homem perfeito. Ele sabia de onde vinha e de onde
vimos nós todos: do amor do Seu Pai e de nosso Pai. Bento XVI, 09.07.2006
YOUCAT
41. A ciência natural torna o criador desnecessário?
Não. A frase "Deus criou o mundo" não é um axioma
rebuscado na ciência natural. Trata-se de uma afirmação
teológica (theos = Deus, logos = sentido). Isto é, uma asserção
de carácter divino acerca do sentido e da origem das coisas.
[282-289]
A narrativa da Criação não é um modelo explicativo científico-natural do
início do mundo. "Deus criou o mundo" é uma declaração teológica na qual
se refere a relação do mundo com Deus. Deus quis o mundo; Ele acompanhao e aperfeiçoa-o. Ser criado é uma qualidade inerente às coisas e uma
verdade elementar sobre elas.
Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes; porque se
odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado. Sb 11,24
YOUCAT
«Nas leis da natureza se revela uma Razão superior tal que
tudo o que de significativo emergiu da razão e da conceção
humana é, em comparação com ela, o mais pobre reflexo.»
Albert Einstein

«A física, a biologia e as ciências naturais em geral deram-nos
uma nova e inaudita explicação da criação, com novas imagens
grandiosas que nos permitem reconhecer o rosto do Criador e,
[…] reconhecer […] que no princípio e no fundamento de todo
o ser há uma inteligência criadora”.
J. Ratzinger, No princípio Deus criou o céu e a terra, 34.
YOUCAT
42. Pode alguém aceitar a Evolução e simultaneamente crer no
Deus Criador?
Sim, a fé está aberta aos conhecimentos e às hipóteses das
ciências naturais. [290-292]
EVOLUÇÃO (lat. evolutio = acção de desenrolar, desenvolvimento)
Trata-se da alteração formal dos organismos ocorrida durante milhões de
anos. Numa perspetiva cristã, a Evolução corresponde à Criação contínua de
Deus, realizada através de processos naturais.
CRIACIONISMO (lat. criatio = criação)
A conceção de que o próprio Deus, segundo o esquema do Livro dos Génesis,
criou a Terra por ação direta e de uma só vez.
YOUCAT
A teologia não tem competência científico-natural, nem a ciência natural tem
competência teológica.
A ciência natural não pode excluir dogmaticamente que na Criação haja
processos orientados para um fim; por seu turno, a fé não pode definir como
eles se concretizam no curso do desenvolvimento da Natureza.
Um cristão pode aceitar a Teoria da Evolução como um modelo explicativo
eficaz, desde que não caia no erro do evolucionismo, que vê no ser humano
um produto casual de processos biológico.
A -> EVOLUÇÃO pressupõe sobre o "onde" deste "algo". De igual modo, a
biologia não pode responde" a perguntas àcerca do "ser", da "essência", da
"dignidade", da "missão", do "sentido" e do "porquê" do mundo e do ser
humano.
Tal como o evolucionismo, num extremo, também o -> CRIACIONISNO, no
outro, é uma ultrapassagem de limites; os criacionistas tomam ingenuamente
à letra os dados bíblicos (como a idade da Terra e os seis dias da criação).
YOUCAT
43. O mundo é porventura produto do acaso?
Não. A causa do mundo é Deus, não o acaso.
Ele não é um produto de fatores sem sentido, tanto no que
concerne à sua origem, como no que diz respeito à sua ordem
interna e ao seu fim. [295-301, 317-3, 320]
«Perante este Universo em que estão patentes uma tão complexa organização
dos seus elementos e uma tão maravilhosa orientação final na sua existência,
falar de acaso seria o mesmo que abdicar de procurar a explicação do mundo
tal como se nos apresenta». João Paulo II, 1985
Não somos o produto casual e sem sentido da Evolução. Cada um de nós é
fruto de um pensamento de Deus. Cada um é desejado, cada um é amado,
cada um é necessário. Bento XVI, 28.04.2005
Trabalho catequético
Sistema A

Sistema B

Representações deficitárias;

Teologicamente mais adequado;
Chamado a substituir o primeiro;

-A catequese esforçar-se-á para passar de um sistema a outro;
-No centro o catequisando: desconstrução/reconstrução;
- Catequista em segundo plano (acompanhante);
A representação da criação
Sistema A

Sistema B

Conceção de criação: o primeiro
momento do mundo surgido da
potência criadora de Deus:
“Nas origens, Deus criou o mundo”.
A criação identifica-se com o
universo;
Linguagem: O ato criador é pensado
na linguagem da fabricação e de
causa;
Deus é a causa primeira do universo;
Dificuldade em integrar o mal;
Criação divorciada da história
salvífica;

Conceção de criação: engloba em si o
passado, o presente e o futuro;
Linguagem: Lógica do dom;
Autonomia do homem;
Criação é frágil e perigosa;
Criação/libertação: a criação nas
origens é o primeiro gesto salvífico;
O dom de Deus está já presente
misteriosamente na obra da criação;
Criação e Catecismos
3ª Etapa – 7º e 8º Anos do Itinerário Catequético
Os grandes objetivos destes dois anos de Catequese são a construção do próprio

projeto de felicidade

segundo os valores de Jesus, integrando as
transformações específicas da adolescência; assim como a capacidade de saber viver
em grupo e também de aderir a

Jesus como companheiro de vida.

Ao longo desta 3ª Etapa, o tema da Criação
aparece apenas em três catequeses: a 3ª do 7º Ano e
as catequeses 2ª e 3ª do 8º Ano, com uma
possibilidade de aproveitamento também do tema da
9ª catequese do 7º Ano, segundo os quadros que se
seguem:
Criação e Catecismos - 7º Catecismo – PROJECTO +
Tema

Catequese
2

Abertos à
Vida

Conteúdo /
/Perspetiva

Desenvolvimento
da catequese

Toda a vida é criação de
Deus.
Deus é fonte de vida e é
também esperança e
futuro da vida humana.
O ser humano tem um
lugar privilegiado na
criação.
Dignidade humana
Amor homem/mulher
Respeito pela Natureza
Deus continua ainda hoje
a criar.

Texto de Gn 1, 26-28,
referido como contendo
uma linguagem simbólica e
poética.
Agradecimento pela criação.
Lacunas: Não surge nunca
(nem no Guia nem no
catecismo) a forma de
conciliar o texto bíblico e o
evolucionismo.
Criação e Catecismos - 7º Catecismo – PROJECTO +
Tema

Catequese
9

Liberdade,
dom e
conquista

Conteúdo /
/Perspetiva

Desenvolvimento
da catequese

A liberdade é parte
integrante da pessoa
humana, é dom
concedido por Deus, mas
é também algo que se
constrói.

Jesus Cristo é o verdadeiro
homem livre. Com Ele
aprendemos a construir a
nossa liberdade.
Lacunas: No catecismo a
liberdade aparece como um
dom do Criador, mas esta
ideia não é desenvolvida,
nem no Guia nem no
catecismo.
Criação e Catecismos - 8º Catecismo – SOMOS +
Tema

Catequese
2

Eu e a
Criação

Conteúdo /
/Perspetiva
Contemplar a presença
ativa de Deus na obra da
Criação.
À nossa volta tudo nos
fala dele.

Desenvolvimento
da catequese
Texto de Sb 13, 1-9. As
realidades criadas apontam
para o Criador.
Louvor pela criação.
Colaboração através da
nossa própria actividade.
Lacunas: A catequese tem
muito pouco sobre a Criação
propriamente dita, apesar
da referência ao texto inicial
do Credo.
Criação e Catecismos - 9º Catecismo – Urgente Viver
Tema

Catequese
9

Amar a
Vida

Conteúdo /
/Perspetiva
Descobrir o significado da
vida humana como dom
do Deus criador;
Responsabilidade pela
vida humana e seus
problemas;
Comprometer-se em
favor da vida;

Desenvolvimento
da catequese
Acentua o valor da vida
humana e a necessidade de
respeitar a vida.
Cita Gn 1 e 2 para destacar o
facto do homem ser criado à
imagem de Deus.
Destaca o valor que Jesus dá à
vida humana em situações de
menos vida.
O Evangelho é poder de vida.
Anexo: ciência/Bíblia.
Criação/evolução.
Lacunas: A afirmação do valor
da vida humana está pouco
relacionado com a Vida nova,
mas aparece na catequese 10.
Criação e Catecismos
4ª Etapa – 9º e 10º Anos do Itinerário Catequético
Os grandes objetivos destes dois anos de Catequese são o conhecimento sistemático
e profundo da Mensagem de Cristo e uma adesão global à sua pessoa; uma
conversão aos valores do Reino e às atitudes próprias da vida cristã (Fé, Esperança,
Caridade) e o compromisso com Deus, com a vida, com a comunidade cristã e com o
mundo.

Ao longo desta 3ª Etapa, o tema da Criação
aparece explicitamente apenas numa catequese:
catequese 9 do 9º catecismo.
Criação e Catecismos - 9º Catecismo – O desafio de Viver
Tema

Catequese
9

Amar a
Vida

Conteúdo /
/Perspetiva
Descobrir o significado da
vida humana como dom
do Deus criador;
Responsabilidade pela
vida humana e seus
problemas;
Comprometer-se em
favor da vida;

Desenvolvimento
da catequese
Acentua o valor da vida
humana e a necessidade de
respeitar a vida.
Cita Gn 1 e 2 para destacar o
facto do homem ser criado à
imagem de Deus.
Destaca o valor que Jesus dá à
vida humana em situações de
menos vida.
O Evangelho é poder de vida.
Anexo: ciência/Bíblia
Lacunas: A afirmação do valor
da vida humana está pouco
relacionado com a ressurreição.
Criação e Programa de EMRC
3º CICLO – 7º ANO – Unidade letiva 1 – As Origens
A maravilha do Universo e a grandeza do ser humano.
Os dados da ciência sobre a origem do Universo: o Big Bang.
Os dados da ciência sobre a origem do ser humano: a evolução das espécies.
A pergunta religiosa sobre o sentido do Universo e do ser humano e a sua relação com os
dados das ciências: De onde vem?... Para onde vai?... Existe uma razão para a existência das
coisas?...
A narrativa da criação no livro do Génesis: teoria dos géneros literários; o género narrativo
mítico, características e finalidades.
A mensagem fundamental de Gn 1-2, 24: A origem de todas as coisas é Deus/ Deus mantém as
coisas na existência/ O amor de Deus cria e alimenta a Natureza/ Todas as coisas materiais são
boas/ O ser humano é a obra-prima de Deus.
Sl 8: Hino ao Criador do ser humano.
Textos sagrados de outras tradições religiosas sobre a Criação.
Cântico das Criaturas – S. Francisco de Assis.
Colaborar com Deus na obra da Criação: cuidar das coisas criadas; respeitar os seres vivos; usar
os recursos com parcimónia, só enquanto necessários à vida humana.
Sugestões de Interdisciplinaridade: Ciências Físico-Químicas – Universo; História – componente
biológica do processo de hominização.
Criação e Programa de EMRC
3º CICLO – 8º ANO – Unidade letiva 4 – Ecologia e valores
O mundo é a nossa casa… dádiva de Deus para todas as pessoas.
O ser humano, obra-prima de Deus.
A Natureza existe em função da felicidade do ser humano.
Atentados contra a Natureza.
Necessidade de respeito pela Natureza e de gratidão em relação a Deus.
Texto de Dn 3, 57-82.
S. Francisco de Assis.
O que podemos fazer…
Criação e Programa de EMRC
ENSINO SECUNDÁRIO
Unidade letiva 7 – Ciência e Tecnologia
Relação Ciência/Religião
A ordem e racionalidade do Universo vs o acaso como hipótese explicativa.
A rejeição da hipótese “Deus” como fator explicativo na ciência.
Outros eventuais pontos de conflito entre ciência e religião.
A origem do ser humano e a evolução das espécies vs o criacionismo numa visão literal da
Bíblia.
A visão científica sobre a origem do Universo.
Is 64, 7: Deus é criador do ser humano.
Sl 136, 1-9; Jr 10, 6. 10a..11-13. 16: A origem do Universo e a doutrina da Criação.
Outros confrontos entre a Ciência e Tecnologia com a Religião.
.
O poema da criação, Genesis 1
Todos os povos desejam refletir sobre o passado;
Quando não existem dados históricos, faz-se pelo mito. O mito (antigo μυθος,
"mithós") é uma narrativa imaginária que intenta compreender, interpretar, explicar, as
realidades humanas (do tempo do narrador), contando as suas origens pela ação criadora da
divindade “no princípio” de tudo.

É um autêntico ato de fé contemplativa, que vê Deus em todas as coisas e
apreende todas as coisas à luz de Deus.
O autor do mito “pensou

que o olhar mais elevado para o
mundo e sobretudo para a existência humana consistia
em vê-lo à luz de Deus, como procedente do próprio
Deus e na dependência d’Ele”. A. Vaz
O poema da criação, Genesis 1
1. Leitura
Criação: passagem da treva-confusão (caos) à luz-ordem (cosmos).
Processo de criação: três dias de separação (luz e trevas, águas superiores e
inferiores, mar e terra) e três dias de aparição (astros, animais aquáticos e
aves, animais terrestres e homem);

No cume da ordenação dos seres: o ser humano (distinguido em homem e mulher)
Criados à imagem de Deus, na pirâmide dos seres:
-Deus fez o ser humano tal como o conhecia; via-o à sua luz;
- Representa-o na terra, pelo domínio dos outros seres;
- O mais próximo de Deus, únicos capazes de captar a sua existência pela fé e
se relacionarem com Ele;
- Conceito de relação: homem/mulher – Deus; seres criados
Finalidade: tudo aparece em função do homem, e através do homem, em
relação com Deus.
Sétimo dia – dita a vocação do homem – estar com Deus;
O poema da criação, Genesis 1 -2,4
No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se
sobre a superfície das águas. Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus
chamou dia à luz, e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: «Haja um firmamento
entre as águas, para as manter separadas umas das outras.» E assim aconteceu. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam
sob o firmamento das que estavam por cima do firmamento. Deus chamou céus ao firmamento. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a
manhã: foi o segundo dia. Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra
seca.» E assim aconteceu. Deus chamou terra à parte sólida, e mar, ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. Deus disse: «Que
a terra produza verdura, erva com semente, árvores frutíferas que dêem fruto sobre a terra, segundo as suas espécies, e contendo
semente.» E assim aconteceu. A terra produziu verdura, erva com semente, segundo a sua espécie, e árvores de fruto, segundo as suas
espécies, com a respetiva semente. Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. Deus
disse: «Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite e servirem de sinais, determinando as estações, os dias e os
anos; servirão também de luzeiros no firmamento dos céus, para iluminarem a Terra.» E assim aconteceu. Deus fez dois grandes luzeiros:
o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para
iluminarem a Terra, para presidirem ao dia e à noite, e para separarem a luz das trevas. E Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde
e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: «Que as águas sejam povoadas de inúmeros seres vivos, e que por cima da terra
voem aves, sob o firmamento dos céus.» Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres vivos que se
movem nas águas, e todas as aves aladas, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e
multiplicai-vos e enchei as águas do mar e multipliquem-se as aves sobre a terra.» Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o
quinto dia. Deus disse: «Que a terra produza seres vivos, segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais ferozes,
segundo as suas espécies.» E assim aconteceu. Deus fez os animais ferozes, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as
suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. Depois, Deus disse: «Façamos o ser
humano à nossa imagem, à nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais
domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.» Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os
criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do
mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se movem na terra.» Deus disse: «Também vos dou todas as ervas com
semente que existem à superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E a
todos os animais da terra, a todas as aves dos céus e a todos os seres vivos que existem e se movem sobre a terra, igualmente dou por
alimento toda a erva verde que a terra produzir.» E assim aconteceu. Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa. Assim, surgiu
a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. Foram assim terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. Concluída, no sétimo
dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado. Deus abençoou o sétimo dia e
santificou-o, visto ter sido nesse dia que Ele repousou de toda a obra da criação. Esta é a origem da criação dos céus e da Terra.
O poema da criação, Genesis 1
2. Meditação
Para a fé bíblica só Deus pode “criar”.
Criação é uma ação que a fé põe em Deus, atribuindo-lhe o ‘novo’ absoluto.
Só Deus pode “criar” a relação das coisas com Ele;
Dizer que Deus é criador, significa ver nelas uma relação não observável
pelos sentidos, apenas visível à fé.

“Dizer ‘Deus criou o homem’ não é pensar que o arrancou do
nada ou de uma matéria preexistente, por evolução ou duma
assentada; nem é pensar no momento ou ato da sua feitura; é
antes perceber e afirmar no homem uma abertura e uma
relação diferente da que tem com as coisas e com os
semelhantes e vê-lo como ‘criatura’, dependente de Deus”. A. Vaz.
Bondade da criação: tudo está em relação com Deus. É para Ele.
Deus cria pela Palavra: dabar – acontecimento.
Fragilidades do universo.
O poema da criação, Genesis 1
Meditação (individual)

- Quais as trevas e as luzes na tua vida? Precisas de separar a luz das trevas?
- No relato, Deus afirma que tudo o que criou é bom.
Que coisas boas criou Deus para ti?
-Desde que conheces o mundo, conhece-lo assim tão bom? Se sim, em que
ele é bom? Se não, em que é que ele não é bom?

-Com Deus, podemos sempre afirmar que tudo é bom? Quem é responsável
pelas fragilidades do universo?
- É muito mais fácil reconhecer Deus através das grandezas do universo.
Podemo-l’O reconhecer através das suas fragilidades?

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308 fé e ciência

  • 1. FÉ E CIÊNCIA A propósito da CRIAÇÃO
  • 2. Fé e ciência Se as antigas cosmologias do Próximo Oriente puderam ser purificadas e assimiladas nos primeiros capítulos do Génesis, não poderia a cosmologia contemporânea ter algo a oferecer às nossas reflexões sobre a criação? Pode uma perspetiva evolucionista contribuir para iluminar a antropologia teológica, o significado da pessoa como imago Dei, o problema da cristologia – e também o desenvolvimento da própria doutrina? Quais são, se é que existem, as implicações escatológicas da cosmologia contemporânea, especialmente à luz do imenso futuro do nosso universo; pode o método teológico apropriar-se de maneira frutuosa, das intuições da metodologia científica e da filosofia da ciência? Papa João Paulo II, Mensagem ao Diretor do Observatório Astronómico do Vaticano, O Conhecimento de Deus e na Natureza, 1 de Junho de 1988
  • 3. YOUCAT 37. De que modo Deus é “Pai”? Veneramos Deus, antes de mais, por ser Pai, porque Ele é o Criador e Se encarrega das Suas criaturas cheio de amor. Além disso, Jesus, o Filho de Deus, ensinou-nos a considerar o Seu Pai como nosso Pai, e a abordá-l'O mesmo com "Pai nosso". [238-240] A lembrança deste Pai ilumina a mais profunda identidade do ser humano: donde vimos, quem somos e quão grande é a nossa dignidade. Nós provimos naturalmente dos nossos pais e somos seus filhos; porém, nós vimos de Deus, que nos criou à Sua imagem e nos chamou a sermos Seus filhos. Por isso, não é o acaso ou concorrência do destino que se encontra na origem de cada ser humano, mas um plano do amor divino. Isto nos revelou Jesus Cristo, verdadeiro Filho de Deus e homem perfeito. Ele sabia de onde vinha e de onde vimos nós todos: do amor do Seu Pai e de nosso Pai. Bento XVI, 09.07.2006
  • 4. YOUCAT 41. A ciência natural torna o criador desnecessário? Não. A frase "Deus criou o mundo" não é um axioma rebuscado na ciência natural. Trata-se de uma afirmação teológica (theos = Deus, logos = sentido). Isto é, uma asserção de carácter divino acerca do sentido e da origem das coisas. [282-289] A narrativa da Criação não é um modelo explicativo científico-natural do início do mundo. "Deus criou o mundo" é uma declaração teológica na qual se refere a relação do mundo com Deus. Deus quis o mundo; Ele acompanhao e aperfeiçoa-o. Ser criado é uma qualidade inerente às coisas e uma verdade elementar sobre elas. Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes; porque se odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado. Sb 11,24
  • 5. YOUCAT «Nas leis da natureza se revela uma Razão superior tal que tudo o que de significativo emergiu da razão e da conceção humana é, em comparação com ela, o mais pobre reflexo.» Albert Einstein «A física, a biologia e as ciências naturais em geral deram-nos uma nova e inaudita explicação da criação, com novas imagens grandiosas que nos permitem reconhecer o rosto do Criador e, […] reconhecer […] que no princípio e no fundamento de todo o ser há uma inteligência criadora”. J. Ratzinger, No princípio Deus criou o céu e a terra, 34.
  • 6. YOUCAT 42. Pode alguém aceitar a Evolução e simultaneamente crer no Deus Criador? Sim, a fé está aberta aos conhecimentos e às hipóteses das ciências naturais. [290-292] EVOLUÇÃO (lat. evolutio = acção de desenrolar, desenvolvimento) Trata-se da alteração formal dos organismos ocorrida durante milhões de anos. Numa perspetiva cristã, a Evolução corresponde à Criação contínua de Deus, realizada através de processos naturais. CRIACIONISMO (lat. criatio = criação) A conceção de que o próprio Deus, segundo o esquema do Livro dos Génesis, criou a Terra por ação direta e de uma só vez.
  • 7. YOUCAT A teologia não tem competência científico-natural, nem a ciência natural tem competência teológica. A ciência natural não pode excluir dogmaticamente que na Criação haja processos orientados para um fim; por seu turno, a fé não pode definir como eles se concretizam no curso do desenvolvimento da Natureza. Um cristão pode aceitar a Teoria da Evolução como um modelo explicativo eficaz, desde que não caia no erro do evolucionismo, que vê no ser humano um produto casual de processos biológico. A -> EVOLUÇÃO pressupõe sobre o "onde" deste "algo". De igual modo, a biologia não pode responde" a perguntas àcerca do "ser", da "essência", da "dignidade", da "missão", do "sentido" e do "porquê" do mundo e do ser humano. Tal como o evolucionismo, num extremo, também o -> CRIACIONISNO, no outro, é uma ultrapassagem de limites; os criacionistas tomam ingenuamente à letra os dados bíblicos (como a idade da Terra e os seis dias da criação).
  • 8. YOUCAT 43. O mundo é porventura produto do acaso? Não. A causa do mundo é Deus, não o acaso. Ele não é um produto de fatores sem sentido, tanto no que concerne à sua origem, como no que diz respeito à sua ordem interna e ao seu fim. [295-301, 317-3, 320] «Perante este Universo em que estão patentes uma tão complexa organização dos seus elementos e uma tão maravilhosa orientação final na sua existência, falar de acaso seria o mesmo que abdicar de procurar a explicação do mundo tal como se nos apresenta». João Paulo II, 1985 Não somos o produto casual e sem sentido da Evolução. Cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus. Cada um é desejado, cada um é amado, cada um é necessário. Bento XVI, 28.04.2005
  • 9. Trabalho catequético Sistema A Sistema B Representações deficitárias; Teologicamente mais adequado; Chamado a substituir o primeiro; -A catequese esforçar-se-á para passar de um sistema a outro; -No centro o catequisando: desconstrução/reconstrução; - Catequista em segundo plano (acompanhante);
  • 10. A representação da criação Sistema A Sistema B Conceção de criação: o primeiro momento do mundo surgido da potência criadora de Deus: “Nas origens, Deus criou o mundo”. A criação identifica-se com o universo; Linguagem: O ato criador é pensado na linguagem da fabricação e de causa; Deus é a causa primeira do universo; Dificuldade em integrar o mal; Criação divorciada da história salvífica; Conceção de criação: engloba em si o passado, o presente e o futuro; Linguagem: Lógica do dom; Autonomia do homem; Criação é frágil e perigosa; Criação/libertação: a criação nas origens é o primeiro gesto salvífico; O dom de Deus está já presente misteriosamente na obra da criação;
  • 11. Criação e Catecismos 3ª Etapa – 7º e 8º Anos do Itinerário Catequético Os grandes objetivos destes dois anos de Catequese são a construção do próprio projeto de felicidade segundo os valores de Jesus, integrando as transformações específicas da adolescência; assim como a capacidade de saber viver em grupo e também de aderir a Jesus como companheiro de vida. Ao longo desta 3ª Etapa, o tema da Criação aparece apenas em três catequeses: a 3ª do 7º Ano e as catequeses 2ª e 3ª do 8º Ano, com uma possibilidade de aproveitamento também do tema da 9ª catequese do 7º Ano, segundo os quadros que se seguem:
  • 12. Criação e Catecismos - 7º Catecismo – PROJECTO + Tema Catequese 2 Abertos à Vida Conteúdo / /Perspetiva Desenvolvimento da catequese Toda a vida é criação de Deus. Deus é fonte de vida e é também esperança e futuro da vida humana. O ser humano tem um lugar privilegiado na criação. Dignidade humana Amor homem/mulher Respeito pela Natureza Deus continua ainda hoje a criar. Texto de Gn 1, 26-28, referido como contendo uma linguagem simbólica e poética. Agradecimento pela criação. Lacunas: Não surge nunca (nem no Guia nem no catecismo) a forma de conciliar o texto bíblico e o evolucionismo.
  • 13. Criação e Catecismos - 7º Catecismo – PROJECTO + Tema Catequese 9 Liberdade, dom e conquista Conteúdo / /Perspetiva Desenvolvimento da catequese A liberdade é parte integrante da pessoa humana, é dom concedido por Deus, mas é também algo que se constrói. Jesus Cristo é o verdadeiro homem livre. Com Ele aprendemos a construir a nossa liberdade. Lacunas: No catecismo a liberdade aparece como um dom do Criador, mas esta ideia não é desenvolvida, nem no Guia nem no catecismo.
  • 14. Criação e Catecismos - 8º Catecismo – SOMOS + Tema Catequese 2 Eu e a Criação Conteúdo / /Perspetiva Contemplar a presença ativa de Deus na obra da Criação. À nossa volta tudo nos fala dele. Desenvolvimento da catequese Texto de Sb 13, 1-9. As realidades criadas apontam para o Criador. Louvor pela criação. Colaboração através da nossa própria actividade. Lacunas: A catequese tem muito pouco sobre a Criação propriamente dita, apesar da referência ao texto inicial do Credo.
  • 15. Criação e Catecismos - 9º Catecismo – Urgente Viver Tema Catequese 9 Amar a Vida Conteúdo / /Perspetiva Descobrir o significado da vida humana como dom do Deus criador; Responsabilidade pela vida humana e seus problemas; Comprometer-se em favor da vida; Desenvolvimento da catequese Acentua o valor da vida humana e a necessidade de respeitar a vida. Cita Gn 1 e 2 para destacar o facto do homem ser criado à imagem de Deus. Destaca o valor que Jesus dá à vida humana em situações de menos vida. O Evangelho é poder de vida. Anexo: ciência/Bíblia. Criação/evolução. Lacunas: A afirmação do valor da vida humana está pouco relacionado com a Vida nova, mas aparece na catequese 10.
  • 16. Criação e Catecismos 4ª Etapa – 9º e 10º Anos do Itinerário Catequético Os grandes objetivos destes dois anos de Catequese são o conhecimento sistemático e profundo da Mensagem de Cristo e uma adesão global à sua pessoa; uma conversão aos valores do Reino e às atitudes próprias da vida cristã (Fé, Esperança, Caridade) e o compromisso com Deus, com a vida, com a comunidade cristã e com o mundo. Ao longo desta 3ª Etapa, o tema da Criação aparece explicitamente apenas numa catequese: catequese 9 do 9º catecismo.
  • 17. Criação e Catecismos - 9º Catecismo – O desafio de Viver Tema Catequese 9 Amar a Vida Conteúdo / /Perspetiva Descobrir o significado da vida humana como dom do Deus criador; Responsabilidade pela vida humana e seus problemas; Comprometer-se em favor da vida; Desenvolvimento da catequese Acentua o valor da vida humana e a necessidade de respeitar a vida. Cita Gn 1 e 2 para destacar o facto do homem ser criado à imagem de Deus. Destaca o valor que Jesus dá à vida humana em situações de menos vida. O Evangelho é poder de vida. Anexo: ciência/Bíblia Lacunas: A afirmação do valor da vida humana está pouco relacionado com a ressurreição.
  • 18. Criação e Programa de EMRC 3º CICLO – 7º ANO – Unidade letiva 1 – As Origens A maravilha do Universo e a grandeza do ser humano. Os dados da ciência sobre a origem do Universo: o Big Bang. Os dados da ciência sobre a origem do ser humano: a evolução das espécies. A pergunta religiosa sobre o sentido do Universo e do ser humano e a sua relação com os dados das ciências: De onde vem?... Para onde vai?... Existe uma razão para a existência das coisas?... A narrativa da criação no livro do Génesis: teoria dos géneros literários; o género narrativo mítico, características e finalidades. A mensagem fundamental de Gn 1-2, 24: A origem de todas as coisas é Deus/ Deus mantém as coisas na existência/ O amor de Deus cria e alimenta a Natureza/ Todas as coisas materiais são boas/ O ser humano é a obra-prima de Deus. Sl 8: Hino ao Criador do ser humano. Textos sagrados de outras tradições religiosas sobre a Criação. Cântico das Criaturas – S. Francisco de Assis. Colaborar com Deus na obra da Criação: cuidar das coisas criadas; respeitar os seres vivos; usar os recursos com parcimónia, só enquanto necessários à vida humana. Sugestões de Interdisciplinaridade: Ciências Físico-Químicas – Universo; História – componente biológica do processo de hominização.
  • 19. Criação e Programa de EMRC 3º CICLO – 8º ANO – Unidade letiva 4 – Ecologia e valores O mundo é a nossa casa… dádiva de Deus para todas as pessoas. O ser humano, obra-prima de Deus. A Natureza existe em função da felicidade do ser humano. Atentados contra a Natureza. Necessidade de respeito pela Natureza e de gratidão em relação a Deus. Texto de Dn 3, 57-82. S. Francisco de Assis. O que podemos fazer…
  • 20. Criação e Programa de EMRC ENSINO SECUNDÁRIO Unidade letiva 7 – Ciência e Tecnologia Relação Ciência/Religião A ordem e racionalidade do Universo vs o acaso como hipótese explicativa. A rejeição da hipótese “Deus” como fator explicativo na ciência. Outros eventuais pontos de conflito entre ciência e religião. A origem do ser humano e a evolução das espécies vs o criacionismo numa visão literal da Bíblia. A visão científica sobre a origem do Universo. Is 64, 7: Deus é criador do ser humano. Sl 136, 1-9; Jr 10, 6. 10a..11-13. 16: A origem do Universo e a doutrina da Criação. Outros confrontos entre a Ciência e Tecnologia com a Religião. .
  • 21. O poema da criação, Genesis 1 Todos os povos desejam refletir sobre o passado; Quando não existem dados históricos, faz-se pelo mito. O mito (antigo μυθος, "mithós") é uma narrativa imaginária que intenta compreender, interpretar, explicar, as realidades humanas (do tempo do narrador), contando as suas origens pela ação criadora da divindade “no princípio” de tudo. É um autêntico ato de fé contemplativa, que vê Deus em todas as coisas e apreende todas as coisas à luz de Deus. O autor do mito “pensou que o olhar mais elevado para o mundo e sobretudo para a existência humana consistia em vê-lo à luz de Deus, como procedente do próprio Deus e na dependência d’Ele”. A. Vaz
  • 22. O poema da criação, Genesis 1 1. Leitura Criação: passagem da treva-confusão (caos) à luz-ordem (cosmos). Processo de criação: três dias de separação (luz e trevas, águas superiores e inferiores, mar e terra) e três dias de aparição (astros, animais aquáticos e aves, animais terrestres e homem); No cume da ordenação dos seres: o ser humano (distinguido em homem e mulher) Criados à imagem de Deus, na pirâmide dos seres: -Deus fez o ser humano tal como o conhecia; via-o à sua luz; - Representa-o na terra, pelo domínio dos outros seres; - O mais próximo de Deus, únicos capazes de captar a sua existência pela fé e se relacionarem com Ele; - Conceito de relação: homem/mulher – Deus; seres criados Finalidade: tudo aparece em função do homem, e através do homem, em relação com Deus. Sétimo dia – dita a vocação do homem – estar com Deus;
  • 23. O poema da criação, Genesis 1 -2,4 No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas. Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia à luz, e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: «Haja um firmamento entre as águas, para as manter separadas umas das outras.» E assim aconteceu. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam sob o firmamento das que estavam por cima do firmamento. Deus chamou céus ao firmamento. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu. Deus chamou terra à parte sólida, e mar, ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. Deus disse: «Que a terra produza verdura, erva com semente, árvores frutíferas que dêem fruto sobre a terra, segundo as suas espécies, e contendo semente.» E assim aconteceu. A terra produziu verdura, erva com semente, segundo a sua espécie, e árvores de fruto, segundo as suas espécies, com a respetiva semente. Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: «Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite e servirem de sinais, determinando as estações, os dias e os anos; servirão também de luzeiros no firmamento dos céus, para iluminarem a Terra.» E assim aconteceu. Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminarem a Terra, para presidirem ao dia e à noite, e para separarem a luz das trevas. E Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: «Que as águas sejam povoadas de inúmeros seres vivos, e que por cima da terra voem aves, sob o firmamento dos céus.» Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, e todas as aves aladas, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do mar e multipliquem-se as aves sobre a terra.» Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia. Deus disse: «Que a terra produza seres vivos, segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais ferozes, segundo as suas espécies.» E assim aconteceu. Deus fez os animais ferozes, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. Depois, Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.» Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se movem na terra.» Deus disse: «Também vos dou todas as ervas com semente que existem à superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus e a todos os seres vivos que existem e se movem sobre a terra, igualmente dou por alimento toda a erva verde que a terra produzir.» E assim aconteceu. Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. Foram assim terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. Concluída, no sétimo dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado. Deus abençoou o sétimo dia e santificou-o, visto ter sido nesse dia que Ele repousou de toda a obra da criação. Esta é a origem da criação dos céus e da Terra.
  • 24. O poema da criação, Genesis 1 2. Meditação Para a fé bíblica só Deus pode “criar”. Criação é uma ação que a fé põe em Deus, atribuindo-lhe o ‘novo’ absoluto. Só Deus pode “criar” a relação das coisas com Ele; Dizer que Deus é criador, significa ver nelas uma relação não observável pelos sentidos, apenas visível à fé. “Dizer ‘Deus criou o homem’ não é pensar que o arrancou do nada ou de uma matéria preexistente, por evolução ou duma assentada; nem é pensar no momento ou ato da sua feitura; é antes perceber e afirmar no homem uma abertura e uma relação diferente da que tem com as coisas e com os semelhantes e vê-lo como ‘criatura’, dependente de Deus”. A. Vaz. Bondade da criação: tudo está em relação com Deus. É para Ele. Deus cria pela Palavra: dabar – acontecimento. Fragilidades do universo.
  • 25. O poema da criação, Genesis 1 Meditação (individual) - Quais as trevas e as luzes na tua vida? Precisas de separar a luz das trevas? - No relato, Deus afirma que tudo o que criou é bom. Que coisas boas criou Deus para ti? -Desde que conheces o mundo, conhece-lo assim tão bom? Se sim, em que ele é bom? Se não, em que é que ele não é bom? -Com Deus, podemos sempre afirmar que tudo é bom? Quem é responsável pelas fragilidades do universo? - É muito mais fácil reconhecer Deus através das grandezas do universo. Podemo-l’O reconhecer através das suas fragilidades?