Parâmetros Curriculares Nacionais
Ensino Médio
Parte I – Bases Legais
O novo Ensino Médio
O Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação
Média e Tecnológica repensa o Ensin...
O processo de trabalho
Se fez fundamental a participação de professores e técnicos de
diferentes níveis de ensino e de ini...
A Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional e a reforma
curricular do Ensino Médio.
A nova Lei de Diretrizes e Bases ...
O papel da educação na sociedade tecnológica
Busca romper o paradigma que o Ensino Médio é um
instrumento de conformação. ...
A Reforma curricular e a organização do Ensino Médio.
Deve contemplar conteúdos de estratégias de aprendizagem,
Capacitar ...
Problematização:
• Existe uma diferença entre “obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino
Médio” de “a progressiva universaliz...
Problematização:
Ensino Médio como base para o exercício da Cidadania?
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Problematização:
• O que significa dizer que a dupla função da educação é preparar os indivíduos para o
prosseguimento dos...
“A revolução tecnológica, por sua vez, cria novas
formas de socialização, processos de produção e,
até mesmo, novas defini...
Ensino por competências
As competências se tornaram parte do discurso educacional, principalmente após a
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– APRENDER A CONHECER:
• CULTURA GERAL
• ESPÍRITO
• VISÃO CRÍTICA
• APRENDER A APRENDER
– APRENDER A FAZER :
• RELACIONAR ...
Competências no currículo
• Para desenvolver essas competências será necessário que elas sejam trabalhadas em
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Competências na sala de aula
• Para o desenvolvimento de competências - que são gerais, e não setorizadas – se faz
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Parâmetros Curriculares Nacionais - Grupo 2

  1. 1. Parâmetros Curriculares Nacionais Ensino Médio Parte I – Bases Legais
  2. 2. O novo Ensino Médio O Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Média e Tecnológica repensa o Ensino Médio e inicia uma reforma que visa: • Reduzir a extrema desvantagem entre os índices de escolarização e de nível de conhecimento do país em relação aos países desenvolvidos. • Uma formação geral, que torne o educando capaz de criar, formular, buscar dados e analisá- los. Rompendo com a ideia de um ensino baseado no acúmulo de informações. • Acompanhar os avanços da “Revolução Informática” que transforma a área do conhecimento e passa a ocupar um local central nos processos de desenvolvimento. • Atender as novas exigências do mercado de trabalho e aos padrões de qualidade desejados pela sociedade. • Formar um aluno com preparação científica, que seja capaz de utilizar as diferentes tecnologias relativas às áreas de atuação e que tenha desenvolvido competências básicas que lhe permita desenvolver a capacidade de continuar aprendendo. • Capacitar o educando para realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva.
  3. 3. O processo de trabalho Se fez fundamental a participação de professores e técnicos de diferentes níveis de ensino e de iniciativas, indivíduos ligados direto ou indiretamente à educação para a formulação de uma nova concepção de Ensino Médio. • Ficando decidida uma reorganização curricular em áreas do conhecimento, objetivando facilitar o desenvolvimento de conteúdos, numa perspectiva de interdisciplinaridade e contextualização. • Os trabalhos de elaboração da reforma foram concluídos em junho de 1997, passando pela discussão e o aval dos dirigentes e equipe técnica de coordenação do programa. • O projeto aparentemente foi discutido em debates abertos a população, com participação dos sindicatos dos professores e associação de estudantes secundaristas, obtendo dos participantes uma aprovação consensual. • A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi a principal referência legal para formulação das mudanças propostas.
  4. 4. A Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional e a reforma curricular do Ensino Médio. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) Vem conferir uma nova identidade ao Ensino Médio, determinando que Ensino Médio é Educação Básica. • Emenda Constitucional nº 14/96 modificou a redação do inciso II do Art. 208, da Constituição de 1988 que garantia como dever do Estado “a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio”. Posteriormente, modificou a redação desse inciso sem alterar o espírito da redação original, inscrevendo no texto constitucional “a progressiva universalização do ensino médio gratuito”. • A Constituição, portanto, confere a esse nível de ensino o estatuto de direito de todo cidadão. O Ensino Médio deixa de ser obrigatório para as pessoas, mas a sua oferta é dever do Estado. • Etapa final da educação básica, para o exercício da cidadania, base para os acessos as atividades produtivas, prosseguimento de níveis mais elevados da educação e para o desenvolvimento pessoal. • Na concepção, a Lei nº 9.394/96 muda no cerne a identidade estabelecida para o Ensino Médio contida na referência anterior, a Lei nº 5.692/71, cujo 2º grau se caracterizava por uma dupla função: preparar para o prosseguimento de estudos e habilitar para o exercício de uma profissão técnica. Na perspectiva da nova Lei, o Ensino Médio, como parte da educação escolar, “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social” (Art.1º § 2º da Lei nº 9.394/96).
  5. 5. O papel da educação na sociedade tecnológica Busca romper o paradigma que o Ensino Médio é um instrumento de conformação. Considerações importantes: • Recoloca-se o papel da educação como elemento de desenvolvimento social. • Compreensão de que a aproximação entre as competências não garante uma homogeneização das oportunidades sociais. • Compreender como essa interdisciplinaridade contribui para que todos desenvolvam e ampliem suas capacidades afim de combater a dualização na sociedade. • A Globalização econômica faz com que haja uma rapidez nas informações. • Educação como papel econômico, cientifico e cultural e a necessidade de se investir na formação dos docentes. • Se mostrar prospectiva com as rápidas mudanças na área de conhecimento e produção. • Investir no macroplanejamento visando ampliar a oferta de vagas. • Garantir Competências básicas para que o educando continue aprendendo. • Priorização da formação ética e do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. • A educação estruturada em quatro alicerces: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser.
  6. 6. A Reforma curricular e a organização do Ensino Médio. Deve contemplar conteúdos de estratégias de aprendizagem, Capacitar o educando para realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva. • Aprender a conhecer: Desenvolvimento da curiosidade intelectual, garante aprender a aprender, estimula o senso crítico; • Aprender a fazer: Desenvolvimento de habilidades e o estimulo ao surgimento de novas aptidões; • Aprender a viver: Aprender a viver em comunidade • Aprender a ser: Preparação do individuo em pensamentos autônomos e críticos e para formular seu próprio juízo de valor; • Uma educação de base cientifica e tecnológica; • Aprendizagem motivadora;.
  7. 7. Problematização: • Existe uma diferença entre “obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino Médio” de “a progressiva universalização do Ensino Médio gratuito”? • A garantia da universalização é diferente do que simplesmente a gratuidade. Universalização demanda que outros fatores estejam relacionados com a permanência na escola, como a garantia de alimentação escolar, material escolar, apoio pedagógico, outro formato de aprendizado que rompa com todos os tipos de preconceito. E por fim, a universalização deve significar a inclusão de todas e todos, isso remete à necessidade e garantia de políticas públicas que dêem conta das diversas esferas da escola. • Nesse sentido, devemos refletir sobre qual é de fato a importância da escola, seus objetivos dentro da sociedade atual. • No que diz respeito à cidadania, cabe a nós questionarmos o que de fato é cidadania. É a preparação para participar de eleições? É ser um eleitor? É intervir socialmente sobre as bases que regram nossa vida cotidiana de forma organizada socialmente? É questionar as relações que estão colocadas como únicas em nossa sociedade? O que é a cidadania que a escola deve auxiliar?
  8. 8. Problematização: Ensino Médio como base para o exercício da Cidadania? • A LDB coloca que o Ensino Médio serve também a construção de uma identidade, do sujeito em situação. Entretanto vimos que tanto o exercício da cidadania quanto a construção de uma identidade se edificam em uma base de escola muito precária e que reproduz opressões que interferem diretamente na consolidação dos educandos. Como por exemplo, o machismo, o racismo, a homofobia, o preconceito cultural. Nesse sentido, como podemos pensar uma escola diferente? Quais ações concretas na perspectiva da influência da escola nessa construção? • No que diz respeito à cidadania, cabe a nós questionarmos o que de fato é cidadania. É a preparação para participar de eleições? É ser um eleitor? É intervir socialmente sobre as bases que regram nossa vida cotidiana de forma organizada socialmente? É questionar as relações que estão colocadas como únicas em nossa sociedade? O que é a cidadania que a escola deve auxiliar? • O que significa dizer que a dupla função da educação é preparar os indivíduos para o prosseguimento dos estudos e habilitar para a profissão? A educação seria um instrumento de “conformação” do futuro profissional ao mercado de trabalho ou ao mundo do trabalho? • De que maneira é fomentado o pensamento critico dentro da escola nas outras áreas que não só a das humanas?
  9. 9. Problematização: • O que significa dizer que a dupla função da educação é preparar os indivíduos para o prosseguimento dos estudos e habilitar para a profissão? A educação seria um instrumento de “conformação” do futuro profissional ao mercado de trabalho ou ao mundo do trabalho? • De que maneira é fomentado o pensamento critico dentro da escola nas outras áreas que não só a das humanas? • É necessário que as outras áreas fomentem isso conjuntamente? Como é pensado uma aprendizagem motivadora? • “Autonomia tecnológica” – desenvolvimento das competências cognitivas e culturais passa a coincidir com o que se espera na esfera da produção. A esfera da produção, com toda a sua “Revolução tecnológica” representa a atividade crítica dos educandos? • Qual a importância dentro da escola da contextualização e respeito aos conhecimentos não científicos? – Os traços sociais e culturais trazidos pra dentro da escola pelos educandos? • Como se dá a relação entre os PCN’s e a atuação concreta dos professores?
  10. 10. “A revolução tecnológica, por sua vez, cria novas formas de socialização, processos de produção e, até mesmo, novas definições de identidade individual e coletiva. Diante desse mundo globalizado, que apresenta múltiplos desafios para o homem, a educação surge como uma utopia necessária indispensável à humanidade na sua construção da paz, da liberdade e da justiça social.”
  11. 11. Ensino por competências As competências se tornaram parte do discurso educacional, principalmente após a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e dos Parâmetros Curriculares Nacionais pelo Ministério da Educação. Todavia, tem-se observado que sua compreensão não é clara. “Não basta compreender competências como uma base no processo de ensino, mas como o processo de ensino.” Na Educação competência é a faculdade de mobilização de um conjunto de recursos cognitivos como saberes, habilidades para solucionar com competência e eficácia uma série de situações. ( Perrenoud) É consenso internacional que a educação, ao longo da vida, está fundada em quatro PILARES: • APRENDER A CONHECER; • APRENDER A FAZER; • APRENDER A VIVER; • APRENDER A SER. Estes pilares foram definidos na Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em Jomtien, na Tailândia, em 1990, deveriam ser a meta para o desenvolvimento educacional em todos os países signatários de seus documentos.
  12. 12. – APRENDER A CONHECER: • CULTURA GERAL • ESPÍRITO • VISÃO CRÍTICA • APRENDER A APRENDER – APRENDER A FAZER : • RELACIONAR EM GRUPO • RESOLVER PROBLEMAS • QUALIFICAR–SE PROFISSIONALMENTE – APRENDER A VIVER : • SABER COMPREENDER O OUTRO • SABER RESOLVER CONFLITOS • RESPEITAR AO OUTRO – APRENDER A SER : • AGIR COM AUTONOMIA • EXPRESSAR OPINIÕES • ASSUMIR RESPONSABILIDA DES PESSOAIS • Pode-se perceber que são objetivos que vão muito além da informação ou mesmo do mero desenvolvimento de um conhecimento intelectual. Abarcam toda a formação humana e social da pessoa. É fácil perceber que metas desse porte envolvem conhecimento, comportamento, conceitos, procedimentos, valores, atitudes, saber, fazer e ser. Não podem ser atingidas com um ensino livresco, fragmentado, conteudista, estereotipado, estagnado. Exigem novas perspectivas, uma nova visão da Educação.
  13. 13. Competências no currículo • Para desenvolver essas competências será necessário que elas sejam trabalhadas em conexão com alguns conteúdos conceituais. Pois elas não são tratadas como disciplinas. Cabendo aos currículos estaduais a reflexão desta associação. • Ainda temos muito o que aprender quanto aos modos de expressar e principalmente de desenvolver competências e habilidades como objetivos de ensino e aprendizagem. Certamente, terá que ser uma construção coletiva. • Do ponto de vista prático, isso significa que é necessário que os alunos descubram os seus próprios caminhos. Quanto mais "pronto" é o conhecimento que lhes chega, menos estarão desenvolvendo a própria capacidade de buscar esses conhecimentos, de "aprender a aprender", como tanto se preconiza hoje.
  14. 14. Competências na sala de aula • Para o desenvolvimento de competências - que são gerais, e não setorizadas – se faz necessário a ruptura das barreiras que se criaram entre as diferentes disciplinas. É verdade que cada disciplina tem as suas particularidades, uma metodologia própria, uma abordagem epistemológica que lhe é característica. Entretanto, é também verdade que nenhum fenômeno complexo envolve uma única disciplina para a sua resolução. • É necessário que cada professor se sinta responsável pela formação global de seu aluno e não por um único aspecto, informativo e relacionado à sua área específica de atuação.

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