MESA 6: NARRATIVAS LITERÁRIAS
E SEU PAPEL POLÍTICO EM POVOS E CULTURAS
Coordenação: Silvania Cápua Carvalho (UEFS/GELC)
A ...
A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO
E IRLANDESA DE YEATS
Resumo:
Este estudo aponta as semelhanças en...
1. Introdução:
Em outras palavras, a história não é uma máquina de
calcular. Ela se desdobra no espírito e na imaginação,e...
A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA
DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
William Butler Yeats grande poeta irlandês m...
A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA
DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
William Butler Yeats
* incorporado ao cânone...
A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA
DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
A teoria que apresenta neste livro:
* Cultur...
* O nativo, a história da servidão colonial é inaugurada com a perda do lugar para
o estrangeiro; a partir daí, ele precis...
[...]- Árvore? Você quer dizer “mastro”?
- É árvore que se diz. Você vai ter que aprender português.
- E é você quem vai e...
As proposições são uma constante no romance.
Trazem os valores e as tradições do povo moçambicano, como se
encontrava:
[.....
Em outras palavras, a história não é uma máquina
de calcular. Ela se desdobra no espírito e na imaginação,
e adquire corpo...
A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA
DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA
DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
REFERÊNCIAS:
CARVALHO, Silvania Capua. Narra...
YEATS e a
Descolonização
FIM!
MESA 6:
NARRATIVAS LITERÁRIAS
E SEU PAPEL POLÍTICO EM
POVOS E CULTURAS
Coordenação: Silvania...
 IV GELC  SEMINÀRIO: Edward Said - DEZ 2012
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

IV GELC SEMINÀRIO: Edward Said - DEZ 2012

405 visualizações

Publicada em

A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
405
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

IV GELC SEMINÀRIO: Edward Said - DEZ 2012

  1. 1. MESA 6: NARRATIVAS LITERÁRIAS E SEU PAPEL POLÍTICO EM POVOS E CULTURAS Coordenação: Silvania Cápua Carvalho (UEFS/GELC) A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS Silvania Cápua Carvalho (UEFS/GELC)
  2. 2. A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS Resumo: Este estudo aponta as semelhanças entre as escritas do crítico literário Edward Wadie Said (um dos mais importantes ativistas e intelectuais palestinos) e a narrativa do romance O outro pé da Sereia de Mia Couto. Este trabalho, ao pontuar os percursos comuns nas considerações tecidas por Said e na escrita miacoutiana, ressalta a temática da desterritorização africana. Ao buscar estabelecer um diálogo entre esses autores, utilizamos as vozes literárias que conduzem a expressão crítica da luta do poeta irlandês e do moçambicano contra a desterritorização de suas terras natais. Palavras chaves: Literatura Moçambicana; Pós-colonialismo; Nação; Desterritorialização.
  3. 3. 1. Introdução: Em outras palavras, a história não é uma máquina de calcular. Ela se desdobra no espírito e na imaginação,e adquire corpo nas múltiplas respostas da cultura de um povo, a qual, por sua vez, é a mediação infinitamente sutil de realidades materiais,de fatos econômicos subjacentes, de ásperas objetividades. Basil Davidson, Africa in modern history. [A África na história moderna]. SAID, 2011,p.34.
  4. 4. A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS William Butler Yeats grande poeta irlandês moderno, pode ser sob a Irlanda. Pode ser considerados assim devido à qualidade de sua produção literária, discursos da literatura inglesa moderna e do alto modernismo europeu. Apresenta em sua poesia profundas raízes e grande interação com sua tradições nativas e com o contexto histórico e político de sua época. Seu engajamento político traz uma posição delicada já que escrevendo no idioma inglês, apesar de sua postura e dotado de um nacionalismo tumultuado diante de uma Irlanda considerada um país menor, por obter a classificação de colônia durante um período de resistência anti-imperialista. Considerada pelo papa Henrique II da Inglaterra como um país menor, cujos habitantes eram vistos como raça bárbara e degenerada.
  5. 5. A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS William Butler Yeats * incorporado ao cânone, sua presença evidente na opinião de Said (2011)"... sólida presença de Yeats na Irlanda, na cultura e Literatura britânica e no modernismo europeu, ele apresenta um outro aspecto fascinante: o do poeta nacional de inquestionável grandeza que, durante um período de resistência anti-imperialista, expressa a visão restauradora de um povo sob o domínio de uma potência externa" (SAID, 2011,p.344). * O poeta que pertence a uma tradição que em geral não é considerada sua: a do mundo colonial dominado pelo imperialismo europeu durante o apogeu das insurreiçôes. *Âmbito da dependência e do antagoismo cultural.
  6. 6. A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS A teoria que apresenta neste livro: * Cultura também desempenhou um papel importantíssimo na verdade indispensável; * cerne da cultura européia = eurocentrismo incontido e implacável; * Processo cultural deve ser visto como contraponto vital, capaz de adicionar e modelar a maquinaria política e econômica no centro material do imperialismo; * Imperialismo, afinal, é um gesto de violência geográfica por meio do qual praticamente todo o espaço do mundo é explorado, mapeado e por fim subtmido a controle;
  7. 7. * O nativo, a história da servidão colonial é inaugurada com a perda do lugar para o estrangeiro; a partir daí, ele precisa buscar de alguma forma recuperar sua identidade geográfica; * Yeats tem interesse especial junto com alguns autoresafricanos e caribenhos, ele exprime a dificuldade de partilhar uma língua com o senhor colonial(SAID,2011,p.353). * A semelhança entre o narrador e o poeta Mia Couto que também assim como Yeats existe um importante fio da poesia = poética da resistência e descolonização, quanto com as alternativas históricas ao impasse nativista; * Resistência ao Imperialismo; *Insistência numa nova narrativa para seu povo em sua fúria contra os projetos inglês da partilha da Irlanda e a resistência de domínio português nos fios das narrativas coutianas;
  8. 8. [...]- Árvore? Você quer dizer “mastro”? - É árvore que se diz. Você vai ter que aprender português. - E é você quem vai ensinar? - A minha língua é o português, nunca mais terei outra. A indiana riu-se. Espreitou o rosto do negro para se garantir de que este não estaria ironizando. - Falo a sério. - Dona Filipa disse que, quando chegarmos a Moçambique, você será a língua dos portugueses. Isso é verdade? - Esse é assunto meu. - Pois eu não sei se faria uma traição dessas. Você sabe para que é que vai ser usada essa língua? - Essa língua é a que falamos nós dois, agora (COUTO, 2006, p.60). A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
  9. 9. As proposições são uma constante no romance. Trazem os valores e as tradições do povo moçambicano, como se encontrava: [...] Longe da família, sem filhos, sem chuva, naquele canto para além do mundo, Mwadia não era nem a árvore nem a raiz de que falara Lázaro. Ela era um arbusto definhado e seco. Toda a morte tem o seu quê de suicídio. Mwadia, porém, já não se considerava vivente. Por isso, para deixar de viver, já nem carecia morrer (COUTO, 2006, p.26). A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
  10. 10. Em outras palavras, a história não é uma máquina de calcular. Ela se desdobra no espírito e na imaginação, e adquire corpo nas múltiplas respostas da cultura de um povo, a qual, por sua vez, é a mediação infinitamente sutil de realidades materiais, de fatos econômicos subjacentes, de ásperas objetividades. Basil Davidson, Africa in modern history [A África na história moderna] (SAID,2011, p.34) A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
  11. 11. A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS
  12. 12. A DESCOLONIZAÇÃO NA EXPERIÊNCIA MOÇAMBICANA DE MIA COUTO E IRLANDESA DE YEATS REFERÊNCIAS: CARVALHO, Silvania Capua. Narrativas da ancestralidade moçambicana: o mito feminino das aguas em 'O outro pé da sereia' de Mia Couto. Feira de Santana, BA, 2011. 169f Dissertação (Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural) - Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia COUTO, Mia. O outro pé da sereia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. DELEUZE, G.; GUATARRI, F. Kafka: por uma literatura menor. Tradução Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Imago, 1977, p. 25. DELEUZE, G. Diferença e Repetição. Rio de Janeiro: Graal. 1988. SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras 2011. OLIVEIRA, E. D. de. A Ancestralidade na Encruzilhada: dinâmica de uma tradição inventada. 252 f. 2001. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba. 2001. OLIVEIRA, E. D. de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira. Curitiba: Editora Gráfica Popular, 2007.
  13. 13. YEATS e a Descolonização FIM! MESA 6: NARRATIVAS LITERÁRIAS E SEU PAPEL POLÍTICO EM POVOS E CULTURAS Coordenação: Silvania Cápua Carvalho (UEFS/GELC

×