23.01 Os Ovóides 20 jan 2015

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23.01 Os Ovóides 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos Os Ovóides Vamos falar aqui sobre os Ovóides.
  2. 2. Capítulo 2 Ovoidização A ovoidização é uma das mais pungentes enfermidades que pode acometer o espírito depois da morte. Consiste na perda da consciência ativa, quando o eu consciente desmorona-se completamente, em decor- rência de atrozes e insuportáveis sofrimentos, voltando-se sobre si mes- mo, anulando-se e perdendo todo o contato com a realidade. A atividade consciente da alma entra em letargia, refugiando-se nas camadas do sub- consciente. O pensamento contínuo se fragmenta, perdendo seu fio de condução, e a estrutura perispiritual se desfigura completamente, desfazendo sua natural conformação humana, adquirindo o formato aproximado de um ovo, cujas dimensões se aproximam de um crânio infantil. O processo é em tudo semelhante ao das bactérias que se encistam diante de condições adversas de vida, aguardando novas oportunidades para retornarem à atividade normal. A ovoidização é processo incurável no Plano Espiritual, sendo uma das mais graves enfer- midades de nosso mundo, e somente pode ser revertido em reencarnações expiatórias, quando o espírito reencontra-se com novo ambiente de manifestação e pode refazer o metabolismo do seu consciente. Várias reencarnações, porém, se consomem em tentativas frustradas, de modo que a per- da evolutiva é imensa para estes infelizes seres. CONTINUA
  3. 3. Capítulo 2 Ovoidização Muitos regridem a condições tão primárias da vida humana que necessi- tam reencarnar entre povos primitivos, a fim de que a rudeza dos orga- nismos ainda involuídos possam suportar-lhes a grave patologia, sem se desfazerem em mal formações congênitas (defeitos anatômicos na for- mação dos embriões) incompatíveis com a biologia humana. Por isso, existe em Portais do Vale (Colônia/Cidade do Plano Espiritual, próxima ao Vale dos Suicidas) um departamento de serviços que se empenha em estudar e tratar pre-ventivamente a ovoidização, onde eu (Adamastor) situava naquela época os meus singelos esforços de serviços e pesquisas. Os suicidas que dormem nas Cavernas do Sono são os candidatos naturais à ovoidização. Permanecem em sono reparador, em baixíssima atividade consciencial, por anos a fio. Ao iniciarem, no entanto, o despertamento, a rápida percepção da amarga realidade que lhes assedia pode deflagrar, de imediato, mediante reflexo de defesa, a retirada apressada para camadas ainda mais profundas do inconsciente inferior. Esse reflexo não somente inibe totalmente o despertar, como retrai o metabolismo mental, motivado por novo impulso de contração, estabelecendo-se a ovoidização de forma incondicional. Por isso, quando o serviço de vigilância de nossa colônia identifica almas em tais condições, com indícios de ovoidização, somos convocados em regime de urgência. Neste instante ainda podemos atuar, antes que o suicida deflagre a contração do "eu", tornando o processo tardio demais para ser revertido em nosso mundo. CONTINUA
  4. 4. Capítulo 2 Ovoidização O suicídio é possível também no Plano do Espírito e não somente na carne. Quando encarnado, pode o ser danificar sua veste orgânica de tal modo a torná-Ia incompatível com a vida na matéria. Na Esfera Espiritual, no en- tanto, o perispírito possui mecanismos regeneradores muito mais efica- zes, de modo que destruí-lo por dano físico é praticamente impossível. Mediante a contração da atividade consciente, no entanto, é permitido ao ser continuar negando a sua existência, fugindo de si mesmo. Desta forma, podemos considerar de fato a contração ovoidal como um autocí- dio espiritual. Como se vê, temos também nossos suicidas. Suicídio que, naturalmente, pressupõe mera tentativa de fuga da realidade que envolve o espírito depois do túmulo e não a destituição da individualidade, pois tal não é possível no plano em que nos projetamos. As causas do encistamento da alma são as mesmas que motivam o auto-extermínio na Carne: o desespero diante de sofrimentos intoleráveis, somados à falta de preparo para a existência no Plano Espiritual. Sofrimentos, a bem da verdade, aparentemente intoleráveis, pois a sabedoria das Leis di- vinas não nos proporciona nunca dores que sobrepassem nossa capacidade de suportá-Ias. Se parecem aniquilar-nos, é porque nossa revolta diante delas é incomensurável e indevida. CONTINUA
  5. 5. Capítulo 2 Ovoidização O mais forte indutor de tais barbaridades, no entanto, está na falta de preparo para a vida espiritual, sendo o materialismo o seu mais poderoso protagonista. Materialismo que se desenvolve diante do enfraquecimento do pensamento religioso do homem moderno, desgastado na ideação de fórmulas mentais arcaicas, não lhe proporcionando mais subsídios para a crença no espírito. Os apelos de um ser que aprendeu a raciocinar e a crer na razão não po- dem mais ser satisfeitos por uma fé cega que macula o conhecimento, genuína conquista da Ciência. Como se vê, urge lutarmos contra tal situação a fim de que a penúria do espírito seja des- terrada do Planeta e banidos os riscos do mergulho na inconsciência. Não destituindo as conquistas modernas que representam valores reais e não podem ser questionadas, mas renovando o pensamento religioso do homem terreno, para que o seu frio racionalismo não sufoque a alma que anseia pelos genuínos bens da eternidade. Semeemos novamente as verdades que consolam, verdades que nos foram reveladas desde que aprendemos a pensar, mas que acabaram esquecidas e que precisam ser relembradas e reestruturadas, compatibilizando-se com o nosso avanço intelectual. Por isso a implantação do Espiritismo na Terra, protagonizando a fé alicerçada na razão, pode ser vista como uma das maiores vitórias do Plano Espiritual Superior na atualidade. CONTINUA
  6. 6. Capítulo 2 Ovoidização Os ovóides, espíritos em fuga de si mesmos, como se pode deduzir, au- mentam assustadoramente nos dias atuais. Permanecem espalhados pelo Vale dos inconscientes, atados a rochas ou troncos de árvores, pois podem segregar substância pegajosa que os fixam a qualquer superfície. No entanto, preferencialmente, aderem-se a outros seres vivos, encar- nados ou não. Tristemente temos que considerar que o ovóide se torna, na verdade, um parasita. Como todo ser vivo, seu metabolismo, embora baixíssimo devido às suas reduzidas neces- sidades, precisa da absorção de seivas vitais para a sua subsistência. Não dispondo de meios para produzi-Ias, a manutenção de sua exígua vitalidade somente pode ser levada a efeito mediante a aquisição de recursos vitais externos, provenientes de outros seres. A anatomia e a fisiologia dos ovóides adquirem assim todas as características próprias dos parasitas da Terra, especializados na assimilação e metabolismo de forças vitais roubadas de outros seres vivos. Embora qualquer tipo de energia vital possa servir-lhes para este fim, aquelas que melhor se adaptam às suas necessidades e para as quais eles se especializaram são as energias do psiquismo. Por isso, o hospedeiro natural do ovóide é a mente humana. CONTINUA
  7. 7. Capítulo 2 Ovoidização Devido a esta característica, os ovoides comumente são colhidos por es- píritos dedicados ao mal, que os utilizam como instrumentos de torturas humanas. Eles podem atá-los aos cérebros de inditosos obsediados, mi- nando suas forças e deteriorando suas resistências psíquicas através do escoamento de suas forças mentais. Induzem assim, não somente a depressões, mas à demência e à loucura, desequilíbrios de difícil remissão, tanto na carne quanto no mundo espi- ritual. Sendo os ovóides joguetes nas mãos desses infelizes, natural que este seja outro motivo para se lhes evitar, a qualquer custo, a proliferação no Vale dos Suicidas. A ovoidização, contudo, não é uma adulteração das leis perispirituais, pois está subordina- da aos mesmos princípios da miniaturização ou restringimento, fenômeno a que está sub- metido o espírito no processo reencarnatório, quando a tessitura plasmática do perispírito, antecedendo nova descida à carne, sofre uma contração involutiva, retomando aos pata- mares da evolução biológica, para abraçar um novo óvulo fecundado e elevá-lo, rapida- mente, à condição das últimas conquistas no campo da vida carnal, através do milagre do desenvolvimento embrionário. CONTINUA
  8. 8. Capítulo 2 Ovoidização A ovoidização, portanto, em última análise, é apenas uma contração ou miniaturização patológica, pois ocorre distante do momento reencarna- tório. Não encontrando o reservatório uterino, meio indutor, mantenedor e protetor de tal processo, o ser, em franco processo de contração, esta- ciona-se na fase ovóide deste percurso, restringindo sua consciência às etapas mais elementares da vida biológica. Alguns observadores do nosso plano referem-se ao ovóide como sendo a segunda morte do espírito. Fenômeno este muito pouco divulgado na literatura dos espíritos, dirigida aos homens, por tratar-se de tema de natureza ainda muito complexa e que poderia causar maiores dúvidas e questionamentos entre os pesquisadores da Terra. De fato, a morte ovoidal pode ser considerada a segunda morte, porém, para o perfeito es- clarecimento do estudioso, devemos compreender que se trata apenas de um dos patama- res onde pode estacionar a contração perispiritual. O ovóide ainda traz um metabolismo vital, embora bastante reduzido, mostrando, ade- mais, resíduos de atividade consciencial, sendo portanto apenas um dos limiares em que estagia o ser rumo à segunda morte. CONTINUA
  9. 9. Capítulo 2 Ovoidização Na realidade, esta é o resultado de aprofundamento em nível ainda mais inferior da condensação involutiva, acometendo espíritos com alto quilate de rebeldia e maldade, levando-os à completa estagnação da consciência, com a total perda da atividade vital, fenômeno raríssimo e conhecido também como a petrificação perispiritual. Isto, entretanto, pressupõe apenas o limiar do mergulho do ser no abismo da incons- ciência e não a anulação de sua individualidade. FIM
  10. 10. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides Não podíamos, no entanto, deixar o Departamento sem completarmos as lições do dia e por isso convidei Adelaide para examinar de perto a Câma- ra dos Ovóides, contígua à enfermaria que visitávamos. — Conheço a existência destes estranhos seres, mas jamais vi um deles — dizia a estudante, admirada diante da ímpar oportunidade. Uma sala de iguais dimensões continua a Câmara dos Embrióides, cons- truída nas mesmas feições, contendo pequenos berços também conecta- dos por fios translúcidos. Ali, no entanto, estes são abertos, pois os ovói- des não necessitam de proteção vibratória e temperaturas diferenciadas, como os embrióides. Embrióides – São espíritos que desencarnaram na fase de desenvolvimento embrionário e fixam o molde perispiritual na forma carnal que abandonaram, por tempo indeterminado. — Aqui se acomodam os ovóides suicidas em preparo para a embrioterapia com seletivo potencial de recuperação, pois existem outros, oriundos de outras etiologias. Há aqueles que são filhos do ódio, centralizados em monoideísmo de revolta e vingança. Os que aqui são assistidos, entretanto, não alimentaram tais sentimentos, mas são apenas vítimas de avançada psicólise (aqueles que buscam a autodestruição do psiquismo, ou seja, do pró-prio eu inferior). Examinemo-los detidamente, a fim de que você possa ajuizar-se dos limi-tes da queda humana. Falaremos mais adiante sobre a embrioterapia. CONTINUA
  11. 11. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides O ovóide é uma verdadeira regressão biológica, representando o colapso da forma e da consciência. O processo se efetua através de paulatinas degradações em que a confi- guração humana se contrai, inicialmente pela perda dos membros e re- dução significativa do tronco, até que se estaciona em sua forma final, assemelhando-se a uma mórula embrionária agigantada, pois guarda dimensões que variam entre as de uma laranja e as de um crânio de recém-nascido. A alta densidade da psicosfera (aura) envolve-o em uma névoa, tornan- do-lhe os contornos imprecisos e emprestando-lhe um aspecto gelatino- so, como os embrióides. Sua membrana externa acinzentada, à semelhan- ça da mórula, apresenta desenhos losangulares arredondados. Toquei de leve a fronte de Adelaide de modo a permitir-lhe uma visualização mais abran- gente do estranho ser sob nossa respeitosa análise. Abaixo da membrana protetora, podíamos vislumbrar os vasos sanguíneos com pulsões quase imperceptíveis, denotando-se-lhe a fraca atividade vital. Os órgãos internos se apresentam reduzidos em suas formas embrionárias. A bomba cardíaca bate fracamente em sístoles frouxas, intercaladas por longas diástoles. Sua anatomia está regredida ao coração dos répteis, apresentando quatro câmaras incompletas, formadas por dois átrios e um só ventrículo parcialmente dividido. CONTINUA
  12. 12. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides O sistema nervoso também se acha retrocedido aos primórdios de seu de- senvolvimento embrionário, mostrando-se como o arquencéfalo, o cére- bro primitivo, constando de um tubo neural dividido nas três vesículas en- cefálicas primordiais. Os doze pares de nervos cranianos e suas formações ganglionares, no entanto, acham-se presentes. Sua temperatura é instável, variando com a do ambiente, mantendo-se menos de um grau acima deste. — Estes cistos humanos, assistidos por dedicados enfermeiros espirituais, estão em permanente sono estival, quais os animais hibernantes — disse a Adelaide. — O pensamento contínuo está neles detido momentanea- mente e não há registro sequer de sonhos. O fenômeno aos nossos olhos demonstra, sem sombra de dúvidas, que o encistamento não é unicamente um patrimônio dos animais inferiores. O longo letargo lhes permite a espera por melhores condições de vida e, dessa forma, podem resistir às situações adversas do ambiente espiritual em que se projetaram. — Observe outros aspectos deste estranho ser — continuei. — olhe mais atentamente na sua superfície e veja que nos centros dos losangos da membrana protetora, que não po- deríamos chamar propriamente de pele, há pregas que confluem para pequenos orifícios. São dutos que vertem uma secreção pegajosa, secretada quando o ovóide não está aco- modado na intimidade de algum hospedeiro. Essa secreção o protege, ajudando-o a fixar- se em qualquer superfície em que esteja. CONTINUA
  13. 13. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides Notemos também que na parte inferior do ovóide se observa um peque- no orifício pregueado que continua em fímbrias delgadas. Trata-se de sua ventosa, através da qual ele se alimenta. Não de detritos ou substâncias de natureza material, porém de vibrações. Instalam-se estes cistos humanos, regredidos a organização tão rudimen- tar, preferencialmente na mente humana, pois se alimentam das emana- ções psíquicas de suas vítimas. Comumente se alojam na fronte de seus hospedeiros em íntima conexão com o centro cerebral, fonte de intensos eflúvios mentais. Como essas vibrações não produzem resíduos e o metabolismo celular está praticamente estacionado, a organização do ovóide dispensa o traba- lho dos órgãos digestivos e excre-tores, que se encontram reduzidos em suas formas embrionárias, completamente desti-tuídos de atividade orgânica. Naturalmente que levarão ao esgotamento das energias psíquicas daqueles que parasitam, acarretando-Ihes graves transtornos mentais. — Não estaremos sujeitos ao ataque de um deles? — Não se intimide, minha amiga, tal assédio se fundamenta em certos quesitos que segu- ramente não trazemos no momento. Há necessidade de sintonia para que a parasitose se instale em qualquer nível em que se manifeste. CONTINUA
  14. 14. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides A Câmara dos ovóides no Departamento de Embrioterapia detém aqueles com algum potencial de recuperação imediata. São encaminhados para reencarnações frustras, mas bastante salutares para eles. Levarão a for- mações teratogênicas (produção de formas monstruosas durante o de-senvolvimento embrionário, gerando aberrações perispirituais, engen-dradas pelo próprio ser), incompatíveis com a vida, muito mais graves, naturalmente, do que as induzidas pelos embrióides. Serão assim os protagonistas de diversas patologias da prenhez, como as ectopias gestacionais(1), os deslocamentos placentários, os blastomas coriais(2), como a mola hídatiforme (3) e, sobretudo, as malformações embrionárias(4), absurdas do ponto de vista biológico, despertando no observador terreno a noção de que a vida está subordinada ao acaso e a presença do Divino é incerta e duvidosa. (1) Gravidezes que ocorrem fora do útero, frequentemente na tuba uterina e, mais raramente, no ovário ou na cavidade abdominal. (2) Tumores uterinos oriundos de trofoblastos fetais defeituosos. Os trofoblastos, por sua vez são as células que formarão a placenta. (3) Processo tumoral desenvolvido na gravidez, pela degeneração das vilosidades coriônicas, produzindo- se uma massa de cistos que lembra um cacho de uvas. (4) Defeitos na forma dos embriões. CONTINUA
  15. 15. — O pesquisador da Terra imputa a erros genéticos aleatórios e injustifi- cáveis as perturbações induzidas pelos espíritos regredidos — dizia a Ade- laide, — mas não são nada disso, são ensaios biológicos de desovoidiza- ção como chamados aqui. Produzem verdadeiras aberrações biológicas, mas ricas de inquestionável valor terapêutico para esses desvalidos seres. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides A natureza não produz inutilidades e mesmo a teratogenia guarda sua ne- cessidade. Após vários ensaios reencarnatórios frustros, o ovóide pode se recuperar e refazer seu molde perispiritual na conformação humana. Depois nascerão ainda como mongóis, imbecis ou portando outras mal formações genéticas, as mais diversas, catalogadas pela ciência terrena, sem lhes alcançar a causa, erradicada no espírito. Com esforço, porém, podem se recuperar e continuar assim a acompanhar o grupo humano ao qual pertencem. Grande parte deles, no entanto, não se restabelecerão e serão enviados para humanidades primitivas, onde prosseguirão suas evo- luções. CONTINUA
  16. 16. “As energias desequilibrantes da massa ovoidal são exoneradas para a carne nesses choques biológicos, aliviando-lhes a danosa ação no peris- pírito. Para o espírito nessas condições, funcionam como verdadeiros choques, quais os eletrochoques da psiquiatria, levados a efeito com o mesmo propósito de despertamento da consciência adormecida na loucura. Irão refletir no espírito como salutar impulso de refazimento, invertendo, como já vimos, o impulso contrativo do encistamento ovoidal.” Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides — Portanto, deduz-se que os homens não deveriam deter estes pro- cessos uma vez identificados, não é mesmo? — Sim, Adelaide, mais uma vez o aborto comparece aqui como fator de prejuízos para todos os envolvidos. Estes processos gestacionais devem ser suportados até o ponto em que não ameacem a vida das mães que os acomodam. Embora dolorosos, são ressarcimentos expiatórios e de- vem ser tolerados ao máximo, a fim de que cumpram com suas finalida- des. CONTINUA
  17. 17. Cabe ainda considerarmos que existem ovóides, tão intensamente atados aos seus hospedeiros desencarnados, que reencarnam jungidos a eles, produzindo estranhas enfermidades para a análise dos estudio- sos do mundo, como o cisto dermóide, uma mal formação embrionária, descrita pela patologia humana, rara e incompreensível. Esta evidente comprovação da existência do ovóide consiste num exótico tumor cís- tico, que se desenvolve de forma anômala na região frontal daquele que o transporta, formado por uma pele envolvendo uma massa de restos embrionários em estado rudimentar, onde se nota a presença de pêlos, glândulas sebáceas e sudoríparas, cartilagens, ossos e dentes, demonstrando que, junto com o hospedeiro, o ovóide submeteu-se a caótico ensaio de desenvolvimento embrionário. Nosso conhecimento da perfeição das Leis Divinas obriga-nos a inocentar a natureza pela produção dessas estranhas patologias, sendo o próprio espírito caído o único artífice dessas graves desarmonias. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides FIM
  18. 18. Capítulo 6. Observações e Novidades. Ante o intervalo espontâneo, reparei, não longe de nós, como que ligadas às personalidades sob nosso exame, certas formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a pequenas esferas ovóides, cada uma das quais pouco maior que um crânio humano. Variavam profusamente nas particularidades. Algumas denunciavam movimento próprio, ao jeito de grandes amebas, respirando naquele clima espiritual; outras, contudo, pareciam em repouso, aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das personalidades em movimento. Fixei, demoradamente, o quadro, com a perquirição do laboratorista diante de formas desconhecidas. Grande número de entidades, em desfile nas vizinhanças da gra- de, transportavam essas esferas vivas, como que imantadas às irradiações que lhes eram próprias. Nunca havia observado, antes, tal fenômeno. Em nossa colônia de residência, ainda mesmo em se tratando de criaturas perturbadas e sofredoras, o campo de emanações era sempre normal. E quando em serviço, ao lado de almas em desequilíbrio, na Esfera da Crosta, nunca vira aquela irregularidade, pelo menos quanto me fora, até ali, permitido observar. Inquieto, recorri ao instrutor, rogando-lhe ajuda. CONTINUA AMEBA
  19. 19. Capítulo 6. Observações e Novidades. – André – respondeu ele, circunspecto, evidenciando a gravidade do assunto –, compreendo-te o espanto. Vê-se, de pronto, que és novo em serviços de auxílio. Já ouviste falar, de certo, numa “segunda morte”. – Sim – acentuei –, tenho acompanhado vários amigos à tarefa reencarnacionista, quando, atraídos por imperativos de evolução e redenção, tornam ao corpo de carne. De outras vezes, raras aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual, conquistando planos mais altos. A esses missionários, distinguidos por elevados títulos na vida superior, não me foi possível seguir de perto. Gúbio sorriu e considerou: – Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita. – Sim... – acrescentei, reticencioso, em minha sede de saber. – “Viste companheiros – prosseguiu o orientador –, que se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar, e observaste irmãos que se submeteram a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre. (...)” CONTINUA
  20. 20. Capítulo 6. Observações e Novidades. “(...) Os primeiros são servidores enobrecidos e gloriosos, no dever bem cumprido, enquanto que os segundos são colegas nossos, que já merecem a reencarnação trabalhada por valores intercessores, mas, tanto quanto ocorre aos companheiros respeitáveis desses dois tipos, os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também perdem, um dia, a forma perispiritual.” “Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram em centro de interesses fundamentais. Grande número, nessas circunstâncias, mormente os participantes de condenáveis delitos, imantam-se aos que se lhes associaram nos cri- mes. Se o discípulo de Jesus se mantém ligado a Ele, através de imponderáveis fios de amor, inspiração e reconhecimento, os pupilos do ódio e da perversidade se demoram unidos, sob a orientação das inteligências que os entrelaçam na rede do mal.” – E se consultarmos esses esferóides vivos? ouvir-nos-ão? Possuem capacidade de sintonia? Gúbio atendeu, solícito: – Perfeitamente, compreendendo-se, porém, que a maioria das criaturas, em semelhante posição nos sítios inferiores quanto este, dormitam em estranhos pesadelos. (...) CONTINUA
  21. 21. Capítulo 6. Observações e Novidades. “(...) Em verdade, agora se categorizam em conta de fetos ou amebas mentais, mobilizáveis, contudo, por entidades perversas ou rebeladas. O caminho de semelhantes companheiros é a reencarnação na Crosta da Terra ou em setores outros de vida congênere, qual ocorre à se- mente destinada à cova escura para trabalhos de produção, seleção e aprimoramento. Claro que os Espíritos em evolução natural não assinalam fenômenos dolorosos em qualquer período de transição, como o que examinamos.” congênere : Do mesmo gênero; Da mesma natureza; Parecido, semelhante. Gúbio ainda... “(...) Registram-nos os apelos, mas respondem-nos, de modo vago, dentro da nova forma em que se segregam, incapazes que são, provisoriamente, de se exteriorizarem de maneira completa, sem os veículos mais densos que perderam, com agravo de responsabilidade, na inércia ou na prática do mal.” FIM (...) esferóides vivos, tristes mentes humanas sem apetrechos de manifestação, (...) E em pequeno trecho, final do capítulo, André Luiz conceitua os ovóides como...
  22. 22. Capítulo 7. Quadro Doloroso. Descemos alguns metros e encontramos esquálida mulher estendida no solo. Gúbio nela fixou os olhos muito lúcidos e, depois de alguns momentos, recomendou-nos seguir-lhe a observação acurada. – Vês, realmente, André? – inquiriu, paternal. Percebi que a infeliz se cercava de três formas ovóides, diferençadas entre si nas disposições e nas cores, que me seriam, porém, imper- ceptíveis aos olhos, caso não desenvolvesse, ali, todo o meu poten- cial de atenção. – Reparo, sim – expliquei, curioso –, a existência de três figuras vivas, que se lhe justapõem ao perispírito, apesar de se expressarem por intermédio de matéria que me parece leve gelatina, fluida e amorfa. Elucidou Gúbio, sem detença: – São entidades infortunadas, entregues aos propósitos de vingança e que perderam grandes patrimônios de tempo, em virtude da revolta que lhes atormenta o ser. Gastaram o perispírito, sob inenarráveis tormentas de desesperação, e imantam-se, naturalmente, à mulher que odeiam, irmã esta que, por sua vez, ainda não descobriu que a ciência de amar é a ciência de libertar, iluminar e redimir. CONTINUA
  23. 23. Capítulo 7. Quadro Doloroso. A mulher sofredora, envolvida num halo de “força cinzento-escura”, registrou-nos a presença e gritou, entre a aflição e a idiotia: – Joaquim! onde está Joaquim? Digam-me, por piedade! Para onde o levaram? Ajudem-me! Ajudem-me! O nosso orientador tranqüilizou-a com algumas palavras e, não lhe conferindo maior atenção, além daquela que o psiquiatra dispensa ao enfermo em crise grave, observou-nos: – Examinem os ovóides! sondem-nos, magneticamente, com as mãos. Operei, expedito. Toquei o primeiro e notei que reagia, positivamente. Liguei, num ato de vontade, minha capacidade de ouvir ao campo íntimo da forma e, assombrado, ouvi gemidos e frases, como que longínquos, pelo fio do pensamento: – Vingança! vingança! Não descansarei até ao fim... Esta mulher infame me pagará... Repeti a experiência com os dois outros e os resultados foram idênticos. As exclamações “assassina! assassina!...” transbordavam de cada um. CONTINUA
  24. 24. Capítulo 7. Quadro Doloroso. – Exonerada dos liames carnais, viu-se perseguida pelas vítimas de outro tempo, anulando-se-lhe a capacidade de iniciativa, em virtude das emissões vibratórias do próprio medo perturbador. (...) Os impiedosos adversários prosseguiram na obra deplorável e, ainda mesmo depois de perderem a organização perispirítica, ade- riram a ela, com os princípios de matéria mental em que se reves- tem. A revolta e o pavor do desconhecido, com absoluta ausência de perdão, ligam-nos uns aos outros, quais algemas de bronze. A infeliz perseguida, na posição em que se encontra, não os vê, não os apalpa, mas sente-lhes a presença e ouve-lhes as vozes, através da inconfundível acústica da consciência. Vive atormentada, sem direção. Tem o comportamento de um ser quase irresponsável. FIM
  25. 25. Capítulo 9 Perseguidores Invisíveis (...) atingíramos a intimidade de Margarida, a obsidiada que o nosso orientador se propunha socorrer. Dois desencarnados, de horrível aspecto fisionômico, inclinavam- se, confiantes e dominadores, sobre o busto da enferma, submetendo-a a complicada operação magnética. Essa particularidade do quadro ambiente dava para espantar. No entanto, meu assombro foi muito mais longe, quando concentrei todo o meu potencial de atenção na cabeça da jovem singularmente abatida. Interpenetrando a matéria espessa da cabeceira em que descansava, surgiam algumas dezenas de “corpos ovóides”, de vários tamanhos e de cor plúmbea, asseme- lhando-se a grandes sementes vivas, atadas ao cérebro da paciente através de fios sutilíssimos, cuidadosamente dispostos na medula a- longada. A obra dos perseguidores desencarnados era meticulosa, cruel. Margarida, pelo corpo perispirítico, jazia absolutamente presa, não só aos truculentos perturbadores que a assediavam, mas também à vasta falange de entidades inconscientes, que se caracterizavam pelo veículo mental, a se lhe apropriarem das forças, vampirizando-a em processo intensivo. CONTINUA
  26. 26. Em verdade, já observara, por mim, grande quantidade de casos violentos de obsessão, mas sempre dirigidos por paixões fulmina- tórias. Entretanto, ali verificava o cerco tecnicamente organizado. Capítulo 9 Perseguidores Invisíveis Evidentemente, as “formas ovóides” haviam sido trazidas pelos hipnotizadores que senhoreavam o quadro. Com a devida permissão, analisei a zona física hostilizada. Reparei que todos os centros metabólicos da doente apareciam controlados. A própria pressão sanguínea demorava-se sob o comando dos perseguidores. A região torácica apresentava apreciáveis feridas na pele e, examinando-as, cuidadoso, vi que a enferma inalava substân- cias escuras que não somente lhe pesavam nos pulmões, mas se re- fletiam, sobremodo, nas células e fibras conjuntivas, formando ulce- rações na epiderme. A vampirização era incessante. As energias usuais do corpo pareciam transportadas às “formas ovóides”, que se alimentavam delas, automaticamente, num movimento indefinível de sucção. FIM (...) concluí que a infortunada senhora devia ter sido colhida através do sistema nervoso central, de vez que os propósitos sinistros dos perseguidores se faziam patentes quanto à vagarosa destruição das fibras e células nervosas. Margarida demonstrava-se exausta e amargurada.
  27. 27. Capítulo 11 Valiosa experiência. Acercamo-nos de acolhedora poltrona, em que um cavalheiro de idade madura, dando mostras de evidente moléstia nervosa, permanecia ladeado por dois r apazes. Suor frio lhe banhava a fronte e extrema palidez, com traços de terror, lhe exteriorizava a lipotimia. Revelava-se torturado por visões pavorosas no campo íntimo, somente acessíveis a ele mesmo. Registrei-lhe as pertur- bações cerebrais e vi, sob forte assombro, as várias formas ovói- des, escuras e diferençadas entre si, aderindo-lhe à organização perispirítica. Lipotimia: Perda momentânea da consciência, sem que se paralisem o coração e a respiração; desfalecimento, desmaio, delírio; vertigem. “(...) Temos sob nosso olhar um investigador da polícia em graves perturbações. Não soube deter o bastão da responsabilidade. Dele abusou para humilhar e ferir. Durante alguns anos, conseguiu manter o remorso a distância; todavia, cada pensamento de indignação das vítimas passou a circular-lhe na atmosfera psíquica, esperando ensejo de fazer-se sentir. Com a maneira cruel de proceder atraiu, não só a ira de muita gente, mas também a convi- vência constante de entidades de péssimo comportamento que mais lhe arruinaram o teor de vida mental. Chegado o tempo de meditar sobre os caminhos percorridos, na intimidade dos primeiros sintomas de senectude corporal, o remorso abriu-lhe grande brecha na forta- leza em que se entrincheirava...” CONTINUA
  28. 28. Capítulo 11 Valiosa experiência. “(...) As forças acumuladas dos pensamentos destrutivos que provo- cou para si mesmo, através da conduta irrefletida a que se entregou levianamente, libertadas de súbito pela aflição e pelo medo, quebra- ram-lhe a fantasiosa resistência orgânica, quais tempestades que se sucedem furiosas, esbarrondando a represa frágil com que se acre- dita conter o impulso crescente das águas.” “(...) Sobrevindo a crise, energias desequilibradas da mente em desvario vergastaram-lhe os delicados órgãos do corpo físico. Os mais vulneráveis sofreram conseqüências terríveis. Não apenas o sistema nervoso padece tortura incrível: o fígado traumatizado inclina-se para a cirrose fatal.” Sentindo-nos as interrogações silenciosas do olhar, quanto à solução possível naquele enigma doloroso, o orientador acentuou: – Este amigo, no fundo, está perseguido por si mesmo, atormentado pelo que fez e pelo que tem sido. Só a extrema modificação mental para o bem poderá conservá-lo no vaso físico; uma fé renovadora, com esforço de reforma persistente e digna da vida moral mais nobre, conferir-lhe-á diretrizes superiores, dotando-o de forças imprescindíveis à auto-restauração. Permanece dominado pelos quadros malignos que improvisou em gabinetes isolados e escuros, pelo simples gosto de espancar infelizes, a pretexto de salvaguardar a harmonia social. A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos... Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos. FIM
  29. 29. Cap. 15 Vampirismo Espiritual “Parasitas ovóides” Inúmeros infelizes, obstinados na ideia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhes fazem objeto da calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço, infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideística, fora das noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função, assemelham-se a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes. Nessas condições, o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado, de certo modo, à Sacculina carcini, que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados na fase de vida livre, enraíza-se, depois, nos tecidos do crustáceo hospedador, perdendo as características mor- fológicas primitivas para converter-se em massa celular parasitária. No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em per-feita simbiose mórbida, absorvendo- lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor. FIM
  30. 30. Cap. 19 Segunda parte Predisposições Mórbidas – Como apreendermos a existência das predisposições mórbidas do corpo espiritual? – Não podemos olvidar que a imprudência e o ócio se responsabili- zam por múltiplas enfermidades, como sejam os desastres circula- tórios provenientes da gula, as infecções tornadas de higiene, os de- sequilíbrios nervosos nascidos da toxicomania e a exaustão decor- rente de excessos vários. De modo geral, porém, a etiologia das moléstias perduráveis, que afli- gem o corpo físico e o dilaceram, guardam no corpo espiritual as suas causas profundas. A recordação dessa ou daquela falta grave, mormente daquelas que jazem recalcadas no espírito, sem que o desabafo e a corrigenda funcionem por válvulas de alívio às chagas ocultas do arrependimento, cria na mente um estado anômalo que podemos classificar de “zona de remorso”, em torno da qual a onda viva e contínua do pensamento passa a eno- velar-se em circuito fechado sobre si mesma, com reflexo permanente na parte do veículo fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e circunstâncias associadas ao erro de nossa autoria. CONTINUA
  31. 31. Cap. 19 Segunda parte Predisposições Mórbidas Estabelecida a ideia fixa sobre esse “nódulo de forças desequilibradas”, é indispensável que acontecimentos reparadores se nos contraponham ao modo enfermiço de ser, para que nos sintamos exonerados desse ou daquele fardo íntimo ou exatamente redimidos perante a Lei. Essas enquistações de energias profundas, no imo de nossa alma, ex- pressando as chamadas dívidas cármicas, por se filiarem a causas in- felizes que nós mesmos plasmamos na senda do destino, são perfei- tamente transferíveis de uma existência para outra. Isso porque, se nos comprometemos diante da Lei Divina em qualquer idade da nossa vida responsável, é lógico venhamos a resgatar as nossas obrigações em qualquer tempo, dentro das mesmas circunstâncias nas quais patrocinamos a ofensa em prejuízo dos outros. É assim que o remorso provoca distonias diversas em nossas forças recônditas, desarticu- lando as sinergias do corpo espiritual, criando predisposições mórbidas para essa ou aque- la enfermidade, entendendo-se, ainda, que essas desarmonias são, algumas vezes, singu- larmente agravadas pelo assédio vindicativo dos seres a quem ferimos, quando imanizados a nós em processos de obsessão. Todavia, ainda mesmo quando sejamos perdoados pelas vítimas de nossa insânia, detemos conosco os resíduos mentais da culpa, qual depósito de lodo no fundo de calma piscina, e que, um dia, virão à tona de nossa existência, para a ne- cessária expunção, à medida que se nos acentue o devotamento à higiene moral. FIM
  32. 32. Cap. 19 Segunda parte Predisposições Mórbidas – Como pode o débil mental comandar a renovação celular do seu corpo físico? – Não será lícito esquecer que, mesmo conturbada, a consciência está presente nos débeis mentais ou nos doentes nervosos de toda espécie, presidindo, ainda que de modo impreciso e imperfeito, o automatismo dos processos orgânicos. – Existem “parasitas ovóides” vampirizando desencarnados? – Sim, nos processos degradantes da obsessão vindicativa, nos círculos inferiores da Terra, são comuns semelhantes quadros, sempre dolorosos e comoventes pela ignorância e paixão que os provocam. FIM
  33. 33. Capítulo 7. Processo Redentor. Em rápidos minutos achávamo-nos em pequena câmara, onde magro doentinho repousava, choramingando. Cercavam-no duas entidades tão infelizes quanto ele mesmo, pelo estranho aspecto que apresentavam. O menino enfermo inspirava piedade. — É paralítico de nascença, primogênito de um casal aparente- mente feliz, e conta oito anos na existência nova — informou Calde- raro, indicando-o —; não fala, não anda, não chega a sentar-se, vê muito mal, quase nada ouve dá esfera humana; psiquicamente, po- rém, tem a vida de um sentenciado sensível, a cumprir severa pena, lavrada, em verdade, por ele próprio. (...) “(...) Viveu nas regiões inferiores, apartado da carne, inomináveis suplícios. Inúmeras vítimas já lhe perdoaram os crimes; muitas, contudo, seguiram-no, obstinadas, anos afora... A malta, outrora densa, rareou pouco a pouco, até que se reduziu aos dois últimos inimigos, hoje em processo final de transformação. Com as lutas acremente vividas, em sombrias e dantescas furnas de sofrimento, o desgraçado aprestou-se para esta fase conclusiva de resgate; conseguiu, assim, a presente reencarnação com o propósito de completar a cura efetiva, em cujo processo se encontra, faz muitos anos.” A paisagem era triste e enternecedora. O doente, de ossos enfezados e carnes quase transparentes, pela idade deveria ser uma criança bela e feliz; ali, entretanto, se achava imóvel, a emitir gritos e sons guturais, próprios da esfera sub-humana. CONTINUA
  34. 34. Capítulo 7. Processo Redentor. Com o respeito devido à dor e com a observação imposta pela Ciência, verifiquei que o pequeno paralítico mais se assemelhava a um descen- dente de símios aperfeiçoados. — Sim, o espírito não retrocede em hipótese alguma — explicou Cal- deraro —; todavia, as formas de manifestação podem sofrer degene- rescência, de modo a facilitar os processos regenerativos. Todo mal e todo bem praticados na vida impõem modificações em nosso qua- dro representativo. Nosso desventurado amigo envenenou para mui- to tempo os centros ativos da organização perispiritual. (...) Como desejasse ver-me suficientemente esclarecido, acrescentou: — Espiritualmente, este pobre doente não regrediu. Mas o processo de evolução, que constitui o serviço do espírito divino, através dos milênios, efetuado para glorioso destino, foi por ele mesmo (o enfermo) espezinhado, escarnecido e retardado. Semeou o mal, e colhe-o agora. FIM
  35. 35. Vejam por exemplo neste caso com um suicida, o que é dito a ele. E imaginem nos casos mais graves como o dos ovóides! Prelúdios de Reencarnação "— Sim! Reconheço-te sincero e forte para o resgate, plenamente arrependido do passado culposo! Realmente, esse será o recurso aconselhável para o teu caso, medida drástica que te moverá com muito menor morosidade à reabilitação honrosa que de ti exige a consciên- cia! Pondera, no entanto, que foste também suicida e, por isso, necessariamente, as condi- ções precárias em que se encontra tua presente organização, teu envoltório fluídico, mode- lador que será da tua futura estruturação carnal, levar-te-á a receberes, com o renascimen- to, um corpo enfermo, debilitado por achaques irreparáveis no plano objetivo ou terreno..." O Suicida diz estar pronto para a reencarnação, para o resgate de suas faltas... FIM
  36. 36. Seria possível a um Espírito ovóide manifestar-se através da psicofonia em reunião de desobsessão? Nesse caso, o médium traduziria adequadamente o pensamento da entidade? Esse trabalho poderia ser útil à reencarnação desse Espírito? DIVALDO - O fenômeno da comunicação dos Espíritos ovóides ocorre com mais frequência do que se pensa, o que constitui uma bênção nas reuniões mediúnicas. Invariavelmente, trata-se de uma comunicação atormentada, sem verbalização do sofrimento, sem raciocínio lógico, com alta carga de perturbação do Espírito, em consequência alterando o sistema nervoso central e endócrino do médium, que, sendo moralizado, não sofre efeitos perturbadores. Comunicações Como a "vida do ovóide" é um estágio somente mental, a comunicação mediúnica pro- porciona-lhe uma pré-recomposição do perispírito, em face da união com o do médium, preparando-o para a futura reencarnação. É, portanto, de salutar benefício estabelecer-se a comunicação desses irmãos em tremen- da limitação, que, nada obstante, somente pode ser facultada (permitido) pelos orienta- dores espirituais do núcleo espírita. FIM
  37. 37. Capítulo 7 No departamento de Embrioterapia A embrioterapia é o mais eficaz recurso terapêutico usado em nosso plano (espiritual) em favor dos suicidas, principalmente daqueles que estão na iminência de ovoidização. Embrioterapia Visa colocá-Ios em contato com as salutares energias maternas, a fim de adestrar convenientemente seus impulsos autocatalíticos (autodestru- tivos). Como vimos, tais pulsões podem terminar por desorganizar com- pletamente a estrutura perispiritual do psicolítíco (o que busca a auto- destruição do psiquismo, ou seja, do próprio eu inferior. Suicida do espí-rito). Conduzido, no entanto, para o ambiente uterino, ele encontra a sua devida orientação, de modo a se acomodar em natural processo reen-carnatório. Serve ainda a embrioterapia para o escoamento do potencial de negatividade do suicida. A massa embrionária, por especial propriedade da carne, presta-se como um adstringente poderoso de suas energias degeneradas, drenando-lhes o potencial destrutivo. De modo geral, esse escoamento vibracional é de tal monta que imprime graves deformi- dades à massa celular em desenvolvimento, tornando-a incompatível com a vida, termi- nando o autocida (o mesmo que suicida) por ser espontaneamente expulso. Em muitos casos, no entanto, o abortamento natural não se faz esperar, pois as energias negativas que irradia na mãe tornam-no vítima de criminosa expulsão. CONTINUA
  38. 38. Capítulo 7 No departamento de Embrioterapia Um mal sem justificativas, mas que as sábias leis da vida fazem com que redunde em proveitos para o Bem, servindo-se para a correção dos ru- mos do suicida. O sofrimento abortivo termina por ser também tera- pêutico para este, pois sua consciência registrará a frustração diante da morte prematura, fixando o ensinamento da real valorização da vida. A isso ainda se deve acrescentar o fato de que o fole uterino é um auxi- liar da drenagem vibratória do reencarnante, funcionando também co- mo uma desembocadura para os seus impulsos negativos. Tudo isso faz da embrioterapia o melhor remédio para o suicida, indispensável, na maioria das vezes, à sua recuperação. — Mas para isso, então, a embrioterapia deve contar sempre com mães dispostas ao as- crifício. Será sempre possível encontrá-Ias receptivas, acolhendo em suas intimidades en- tidades tão desequilibradas? — Isso requer cuidadosas considerações. Na verdade, as mães nem sempre se acham, de fato, dispostas a esse sacrifício e quase sempre a prova lhes é imposta por deméritos. Trata-se, comumente, de mulheres que realizaram abortos em outras existências e não detêm condições saudáveis para o pleno desenvolvimento fetal. Trazem lesões energéticas no aparelho reprodutor, tornando-as incapazes de saudável sustento ao embrião, servindo então para a reencarnação de espíritos igualmente lesados, como os suicidas. CONTINUA
  39. 39. Capítulo 7 No departamento de Embrioterapia Outras são mulheres levianas, que praticam o sexo descompromissado, guardando natural aversão à gravidez, com firme disposição à prática do aborto criminoso. Não somente mulheres, mas homens frívolos em bus- ca dos prazeres fáceis, que também são chamados à responsabilidade pelos seus atos. Neste caso a prova lhes é imposta pelas Leis Divinas, que acomodam aqueles que negaram a existência junto àqueles que também lhes recusam o nascimento. São fatos que servem como recursos terapêuticos para todos os envolvi- dos, chamando a atenção daqueles que lidam com o sexo como se fosse mero veículo de prazeres e ensinando a outros a valorização da vida. As- sim funciona a Medicina da Lei, que a tudo condiciona de modo que na- da exista sem objetivos sublimes e até mesmo o Mal encontre realiza- ções no Bem. Os protagonistas do processo, no entanto, não são escolhidos ao acaso. O Departamento de Embrioterapia se encarrega da cuidadosa seleção daqueles que irão receber o suicida. Normalmente exige-se a existência de relações entre os envolvidos, pois dificilmente um espírito é aceito para a reencarnação sem o consentimento, mesmo inconsciente, de seus pais. Essas relações são cuidadosamente estudadas, buscadas muitas vezes no passado, para que o processo se faça alicerçado na lei de causa e efeito e redunde em proveito para todos. Sem que essas interações se estabeleçam, suas chances de êxito se tornam muito reduzidas. FIM
  40. 40. Capítulo 7 No departamento de Embrioterapia — Penso naquelas que abortaram e hoje se dão conta de haverem pro- vocado tanto mal a seres já por si tão infelizes. Como poderemos ajudar a consolar esses corações que caíram? — questionou a irmã, preocupada com aquelas que acobertaram o crime em plena ignorância de seus atos. — Devemos compreender que não são somente as mulheres que abor- tam. Muitas vezes são elas vítimas da incompreensão de familiares ou de companheiros que não assumem com elas as responsabilidades pela ma- ternidade. Desvalidas e rejeitadas pela sociedade, vêem-se compelidas ao ato por forças das circunstâncias e profundas inseguranças diante da vida. Sem considerarmos aquelas que são alvos de estupros ou seduções. Não nos iludamos, os homens também realizam abortos e podem se respon- sabilizar muito mais pelo ato impensado do que as mulheres. Para aquelas que incorreram no erro sem conhecer a extensão do mal praticado, podemos aconselhar a dedicação à gravidez desamparada, ajudando as mães que desejam ter seus filhos, mas não encontram recursos para isso. E que tratem de criar condições para en- gravidarem, o mais rápido possível, se puderem, a fim de minorarem seus compromissos diante da vida. FIM
  41. 41. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória Uma observação sobre os abortados... O espírito que é abortado na fase de desenvolvimento embrionário tem destino variado, guardando dependência direta de sua condição evolutiva e do período em que deixa o corpo em formação. De modo geral, aqueles que interrompem sua incursão na carne antes da terceira semana de gestação desligam-se quase que automaticamente de suas vestes orgânicas ao serem abortados. Seus liames (suas ligações) com o perispírito feminino são mais fortes do que com o próprio corpo em desenvolvimento e assim continuam, por Por isso, na maioria das vezes, o espírito expulso até essa fase é o mesmo que torna a nas- cer logo depois. Esta é a forma como a natureza protege esses seres, surpreendidos em delicada situação de trânsito entre os dois mundos. tempo indeterminado, jungidos às mães que o abortaram por qualquer motivo que seja, aguardando nova oportunidade de renascimento, segundo programação espiritual. Os que falecem depois da terceira semana, de modo geral, abandonam a intimidade ma- terna juntamente com seus restos orgânicos, estando o desligamento perispiritual subor- dinado aos mesmos princípios que norteiam a desencarnação em geral, ou seja, guarda dependência direta com a posição evolutiva de cada um, sendo tanto mais dificultosa quanto menos evoluído é o ser. CONTINUA
  42. 42. Alguns, da mesma forma, podem voltar à união quase imediata com suas mães, aguardando novo nascimento, quando assim programado, enquanto que outros são cuidadosamente recolhidos às casas assistenciais que se dedicam a este tipo de amparo, qual o Departamento de Embrioterapia. Estejam seguros os homens de que o mundo espiritual dispensa especial atenção a estes espíritos, da mesma forma que na Terra se cuida com des- velo dos bebês prematuros. Aqueles que não tornam à carne logo de imediato demandam período va- riável para se recuperarem, de acordo com seus potenciais evolutivos. Uma pequena parcela, de modo geral oriunda de ovóides ou suicidas, não se recupera, tornando-se embrióides, como vimos, presos ao molde embrionário, tendo a reencarnação como única possibítídade de volver à normalidade da forma. Sabemos, no entanto, que os liames do pretérito e as forças do ódio podem alterar todas essas condições, modificando sobremaneira os destinos dos envolvidos. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória FIM
  43. 43. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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