22.02 As Doenças e os Vícios II 20 jan 2015

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22.02 As Doenças e os Vícios II 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos Voltamos com o nosso assunto... As Doenças e os Vícios
  2. 2. Capítulo 2 “É no campo energético (...) onde procedem os fenômenos psico- lógicos e psiquiátricos, sede, portanto, do ser integral, espiritual, que somos todas as criaturas. “Não ignoramos, todos os que aqui estagiamos, que qualquer tipo de enfermidade tem no Espírito a sua origem, face à conduta mental, emocional e moral que o mesmo se permite, produzindo transtorno vibratório que se refletirá na área correspondente do corpo perispi- ritual, e mais tarde no físico. Somente agindo-se no mesmo nível e campo, propondo-se simultaneamente a mudança de atitude psíquica e comportamental do paciente, se pode aguardar resultados satisfatórios na correspondente manifestação da saúde.” FIM
  3. 3. Capítulo 18 Pude observar que se tratava de um jovem que ainda não comple- tara quarenta janeiros. O seu era um sono inquieto, que demons- trava desalinho interior. Embora a aparência agradável, o corpo perispiritual apresentava-se com estranhas exteriorizações vibrató- rias, particularmente nos centros coronário e genésico. Emitiam ondas de cores quentes, intermitentes, denunciando comprometi- mento dos fulcros geradores de energia. Continuando a observação com mais cuidado, percebi-lhe dilacerações no campo modelador biológico de procedência inferior, que iriam manifestar-se posterior- mente no corpo somático. No centro cerebral estava instalada a matriz obsessiva, o que também se apresentava no aparelho sexual. Certamente, os plugues de ligação haviam sido desligados magneti- camente naquele momento pelos assistentes que o trouxeram para o encontro especial (haviam sido separados obsessor e obsidiado). FIM
  4. 4. Capítulo 19 “O Espírito é sempre o semeador espontâneo, que volve pelo mes- mo caminho, a fim de proceder à colheita das atividades desen- volvidas através do tempo. (...) “Ao reencarnar-se o Espírito, o seu perispírito imprime no futuro pro- grama genético do ser os requisitos depurativos que lhe são indis- pensáveis ao crescimento interior e à reparação dos gravames pra- ticados. Os genes registram o desconserto vibratório produzido pelas ações incorretas no futuro reencarnante, passando a constituir-se um campo no qual se apresentarão os distúrbios do futuro quimismo cerebral. Quando se apresentam as circunstâncias predisponentes, manifesta-se o quadro já existente nas intrincadas conexões neuro- niais, produzindo por fenômenos de vibração eletroquímica o trans- torno, que necessitará de cuidadosa terapia específica e moral. “Não apenas se fará imprescindível o acompanhamento do terapeuta especializado, mas também a psicoterapia da renovação moral e espiritual através da mudança de comporta- mento e da compreensão dos deveres que devem ser aceitos e praticados. “Nesse processo, no qual o indivíduo é responsável direto pelo distúrbio psicológico, face aos erros cometidos, às perdas e ao luto que lhe permanecem no inconsciente e agora ressumam, o distúrbio faz-se inevitável, exceto se, adotando nova conduta, adquire recur- sos positivos que eliminam o componente cármico que lhe dorme interiormente. Uma das origens da depressão... CONTINUA
  5. 5. Capítulo 19 “Não são da Lei Divina a punição, o castigo, a vingança, mas são im- postas a necessidade da reparação do erro, da renovação do equivo- cado, da reconstituição daquilo que foi danificado... (...)” E mais adiante... – Nesse capítulo, não podemos olvidar aqueles outros Espíritos que foram vitimados pelo infrator, que agora retorna ao palco terrestre a fim de crescer interiormente. Quando permanecem em situação penosa, sem olvido do mal que padeceram, amargurados e fixados nas dores terrificantes que experimentaram, ou se demoram em regiões pungitivas, nas quais vivenciam sofrimentos incomuns, face à pertinácia nos objetivos perversos do desforço pessoal, são atraídos psiquicamente aos antigos verdugos, com eles mantendo intercurso vibratório danoso, que a esses últimos conduz a transtornos obses- sivos infelizes. “O cérebro do hospedeiro bombardeado pelas ondas mentais sucessivas do hóspede em desalinho, recebe as partículas mentais que podem ser consideradas como verdadeiros elétrons com alto poder desorganizador das conexões neuroniais, afetando-lhe os neuro- transmissores como a serotonina, a noradrenalina, a dopamina e outros mais, aos quais se encontra associado o equilíbrio emocional e o do pensamento. CONTINUA Uma das origens da depressão...
  6. 6. Capítulo 19 “Instalado o plugue na tomada perispiritual, o intercâmbio doentio prosseguirá atingindo o paciente até o momento quando seja atendido por psicoterapia especial, qual seja a bioenergética, por intermédio dos passes, da água fluidificada, da oração, das vibrações favoráveis à sua restauração, à alteração da conduta mental e comportamental, que contribuirão para anular os efeitos morbosos da incidência alienadora. Simultaneamente, a desobsessão, median- te cujo contributo o perseguidor desperta para as próprias responsa- bilidades, modifica a visão espiritual, ajudando-o a resolver-se pela mudança de atitude perante aquele que lhe foi adversário, entre- gando-o, e a si mesmo também se oferecendo, aos desígnios inson- dáveis do Pai Criador. “Nunca será demasiado repetir que, na raiz de todo processo de desequilíbrio mental e emocional, nas psicopatologias variadas, as causas dos distúrbios são os valores morais negativos do enfermo em processo de reeducação, como decorrência das ações pretéritas ou atuais praticadas. Não existindo efeito sem causa, é compreensível que toda ocorrência infeliz de hoje resulte de atividade agressiva e destrutiva anterior. (...)” FIM Uma das origens da depressão...
  7. 7. “As drogas liberam componentes tóxicos que impregnam as delicadas engrenagens do perispírito, atingindo-o por largo tempo. Muitas vezes, esse modelador de formas imprime nas futuras organizações fisiológicas lesões e mutilações que são o resultado dos tóxicos de que se encharcou em existência pregressa.” “De ação prolongada, a dependência que gera, desarticula o discerni- mento e interrompe os comandos do centro da vontade, tornando os seus usuários verdadeiros farrapos humanos, que abdicam de tudo por uma dose, até a consumpção total, que prossegue, entretanto, depois da morte...” “Além de facilitar obsessões cruéis, atingem os mecanismos da memória, bloqueando os seus arquivos e se imiscuem nas sinapses cerebrais, respondendo por danos irreparáveis.” “A seu turno, o Espírito registra as suas emanações, através da organização perispiritual, dementando-se sob a sua ação corrosiva. Quando isso ocorre, somente através de futuras reencarnações consegue restabelecer, a contributo de dores acerbas e alucinações demo- radas, o equilíbrio que malbaratou.” Sobre as drogas... Capítulo 11 Efeitos das Drogas FIM
  8. 8. Capítulo 20 Causas Anteriores dos Sofrimentos Sobre a mágoa... A mágoa é outro fator dissolvente, no comportamento humano, pelos desastres íntimos que ocasiona. Sob sua ação desarticulam-se os equipamentos do sistema nervoso central, que sofrem a ação dos diluentes de ordem mental, interrompendo o ritmo das suas respostas na manutenção do equipamento emocional e, ao largo do tempo, de ordem fisiológica. Aí estão enfermos psicossomáticos cuja gênese dos males que sofrem encontra-se no comportamento psíquico, defluente da franqueza da vontade, como da acomodação moral. Por isso, cada qual elege e constrói o paraíso ou o inferno que prefere, no íntimo, passando a vivê-lo na esfera das realidades em que transita. FIM
  9. 9. Capítulo 30 Reencontro Feliz Sobre a lamentação, um médico explica... – A lamentação – aduziu, jovial – é portadora de miasmas que depri- mem a pessoa e intoxicam o paciente, mantendo-o em área de pessi- mismo. Otimismo, alegria, esperança de dias melhores são, também, psicoterapias oportunas, em qualquer problema e muito especialmente na faixa do comportamento mental. "Por isso que as religiões preconizam a confiança e a coragem, o per- dão e a fé, a humildade e a paciência, logrando êxito com os seus fiéis. Sem dúvida, essas técnicas de ação moral, ou virtudes, como se as queiram chamar, são excelentes processos de preservação do equilíbrio emocional. "Sabe-se, hoje, cientificamente, que a boa palavra proferida com entusiasmo, faz que o cérebro e o hipotálamo secretem uma substância denominada de endorfina, que atua na medula e bloqueia a dor, tal como ocorre na Acupuntura... Assim, ouvir e falar de forma positiva, sorrir com natural e justa alegria, fazem muito bem a todas as pessoas. "A carranca na face e o amargor contumazes, denotam desconforto interior, desajuste emocional." FIM
  10. 10. O Desafio – Certamente, a função da mediunidade não é de promover curas, como arbitrariamente supõem e pretendem alguns desconhecedores da missão do Espiritismo na Terra. Fossem eles vinculados à Doutrina e seria incompreensível tal comportamento. Entretanto, em uma Sociedade Espírita, a tarefa primacial é a de iluminação da consciência ante a realidade da vida, seus fins, sua melhor maneira de agir, preparando os indivíduos para a libertação do jugo da ignorância, a grande geradora de males incontáveis. Apesar disso, o amor de Deus permite que nós também, os desencarnados, procuremos auxiliar as criaturas humanas, quando enfermas, sem nos entregarmos a injustificável competição com os médicos terrenos, fazendo crer que tudo podemos... Silenciou por breves minutos e logo prosseguiu: – Os curados, qual ocorreu ao tempo de Jesus, prosseguem como antes, com raríssimas exceções, retornando quando adquirem novas mazelas e mandando outros enfermos, que se sucedem, em espetáculos lamentáveis. Não cuidam de remover as causas morais das suas doenças mediante a adoção de uma conduta correta, de um trabalho fraternal de socorro, de educação pessoal, de modo que possam entender os fundamentos da vida e, transformados interiormente, contribuam em favor de uma sociedade mais justa e mais feliz. CONTINUA
  11. 11. – Somente quando o homem assumir suas culpas, delas reabilitando-se; suas responsabilidades, aplicando-as numa vivência correta; sua consciência, agindo com equilíbrio, é que ocorrerá a sua integração plena na vida com saúde e paz. Utilizando-se dos mecanismos escapístas a que se aferra e escamoteando o dever, apenas logra adiar o enfrentamento com os problemas que gera, com as dores que desencadeia, portanto, consigo próprio. Ninguém se evade indefinidamente da sua realidade. (...) O Desafio FIM
  12. 12. Serviços de Desobsessão (...) Consideramos que a caridade das curas do corpo é de grande relevância, mas o nosso compromisso é com a saúde espiritual das criaturas. O nosso é o programa de iluminação das consciências, a fim de que nos não divorciemos da atividade primeira, que é a transformação moral dos homens para melhor, permanecendo nos socorros aos efeitos da inadvertência, da desordem e do desrespeito às leis soberanas da vida. (...) FIM
  13. 13. Alcoolismo e Obsessão "O alcoolismo (alcoolofilia) é, portanto, uma enfermidade que exige cuidadoso tratamento psiquiátrico. No entanto, porque ao desencarnar o alcoólatra não morre, permanecendo vitimado pelos vícios, quase sempre busca sintonia com personalidades frágeis ou temperamentos rudes, violentos, na Terra, deles se utilizando em processo obsessivo para dar prosseguimento ao infame consumo do álcool, agora aspirando-lhe os vapores e beneficiando-se da ingestão realizada pelo seu parceiro-vítima, que mais rapidamente se exaure. Torna-se uma obsessão muito difícil de ser atendida convenientemente, considerando-se a perfeita identificação de interesses e prazeres entre o hóspede e o seu anfitrião. (...)” FIM Sobre o alcoolismo... Alcoolofilia = vício do alcóol.
  14. 14. Novos Rumos "O mundo (espiritual), que ora habitamos, é o causal, eterno, real. O físico é uma pobre modelagem deste. Por isso, importante em nosso labor é o ser profundo, o espírito. O que não significa desvalor para as ações de beneficência, de ajuda ao corpo, que desempenha papel de vital importância na vida. Preferencialmente, porém, o ser espiritual é o causador das glórias e quedas a que se impõe através dos pensamentos, palavras e obras. Inexoravel- mente, a toda ação corresponde uma reação semelhante. Os danos ao organismo físico e psíquico podem ser reparados mediante providências e técnicas especiais (medicamentos, cirurgias, tratamentos, terapias, etc.), mas somente serão erradicados (do espírito) quando houver mudança nos seus painéis de comando, pela transformação moral dos próprios pacientes. (...)” FIM
  15. 15. Detínhamo-nos, curiosos, na inspeção, quando sobreveio o inopinado. Capítulo 6. Diante de nós, ambos os desencarnados infelizes, que surpreendêramos à entrada, surgiram de repente, abordaram Cláudio (encarnado) e agi- ram sem-cerimônia. Um deles tateou-lhe um dos ombros e gritou, inso- lente: – Beber, meu caro, quero beber! A voz escarnecedora agredia-nos a sensibilidade auditiva. Cláudio, porém, não lhe pescava o mínimo som. Mantinha-se atento à leitura. Inalterável. Contudo, se não possuía tímpanos físicos para qualificar a petição, trazia na cabeça a caixa acústica da mente sintonizada com o apelante. O assessor inconveniente repetiu a solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que insufla o próprio desejo, reasseverando uma ordem. O resultado não se fez demorar. Vimos o paciente desviar-se do artigo político em que se entranhava. Ele próprio não explicaria o súbito desinteresse de que se notava acometido pelo editorial que lhe apresara a atenção. Beber! Beber!... Cláudio abrigou a sugestão, convicto de que se inclinava para um trago de uísque exclusivamente por si. CONTINUA
  16. 16. Capítulo 6. O pensamento se lhe transmudou, rápido, como a usina cuja corrente se desloca de uma direção para outra, por efeito da nova tomada de força. Beber, beber!... e a sede de aguardente se lhe articulou na idéia, ga- nhando forma. A mucosa pituitária se lhe aguçou, como que mais fortemente impregnada do cheiro acre que vagueava no ar. O assisten- te malicioso coçou-lhe brandamente os gorgomilos. O pai de Marina sentiu-se apoquentado. Indefinível secura constringia-lhe o laringe. Ansiava tranqüilizar-se. O amigo sagaz percebeu-lhe a adesão tácita e colou-se a ele. De começo, a carícia leve; depois da carícia agasalhada, o abraço envolvente; e depois do abraço de profundidade, a associação recíproca. Integraram-se ambos em exótico sucesso de enxertia fluídica. Em várias ocasiões, estudara a passagem do Espírito exonerado do envoltório carnal pela matéria espessa. Eu mesmo, quando me afazia, de novo, ao clima da Espiritualidade, após a desencarnação última, analisava impressões ao transpor, maquinalmente, obstáculos e bar- reiras terrestres, recolhendo, n os exercícios feitos, a sensação de quem rompe nuvens de gases condensados. Ali, no entanto, produzia-se algo semelhante ao encaixe perfeito. CONTINUA
  17. 17. Capítulo 6. Cláudio-homem absorvia o desencarnado, à guisa de sapato que se ajusta ao pé. Fundiram-se os dois, como se morassem eventualmente num só corpo. Altura idêntica. Volume igual. Movimentos sincrônicos. Identificação positiva. Levantaram-se a um tempo e giraram integralmente incorporados um ao outro, na área estreita, arrebatando o delgado frasco. Não conseguiria especificar, de minha parte, a quem atribuir o impulso inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação ou se ao obsessor que a propunha. A talagada rolou através da garganta, que se exprimia por dualidade singular. Ambos os dipsômanos estalaram a língua de prazer, em ação simultânea. Desmanchou-se a parelha e Cláudio, desembaraçado, se dispunha a sentar, quando o outro colega, que se mantinha a distância, investiu sobre ele e protestou: “eu também, eu também quero!” Reavivou-se-lhe no ânimo a sugestão que esmorecia.. Absolutamente passivo diante da incitação que o assaltava, reconstituiu, mecanicamente, a impressão de insaciedade. Bastou isso e o vampiro, sorridente, apossou-se dele, repetindo-se o fenômeno da conjugação completa. CONTINUA
  18. 18. Capítulo 6. Encarnado e desencarnado a se justaporem. Duas peças conscientes, reunidas em sistema irrepreensível de compensação mútua. Abeirei-me de Cláudio para avaliar, com imparcialidade, até onde sofreria ele, mentalmente, aquele processo de fusão. Para logo convenci-me de que continuava livre, no íntimo. Não experi- mentava qualquer espécie de tortura, a fim de render-se. Hospedava o outro, simplesmente, aceitava-lhe a direção, entregava-se por delibe- ração própria. Nenhuma simbiose em que se destacasse por vítima. Associação implícita, mistura natural. Efetuava-se a ocorrência na base da percussão. Apelo e resposta. Cordas afinadas no mesmo tom. O desencarnado alvitrava, o encarnado aplaudia. Num deles, o pedido; no outro, a con- cessão. Condescendendo em ilaquear os próprios sentidos, Cláudio acreditou-se insatisfeito e retro- cedeu, sorvendo mais um gole. Não me furtei à conta curiosa. Dois goles para três. Novamente desimpedido, o dono da casa estirou-se no divã e retomou o jornal. Os amigos desencarnados tornaram ao corredor de acesso, chasqueando (zombando), sarcásticos, (...) CONTINUA
  19. 19. (...) Neves, respeitoso, consultou sobre responsabilidade. Como situar o problema? Se víramos Cláudio aparentemente reduzido à condição de um fantoche, como proceder na aplicação da justiça? Se ao invés de bebedice, estivéssemos diante de um caso criminal? Se a garrafa de uísque fosse arma determinada, para insultar a vida de alguém, como decidir? A culpa seria de Cláudio que se submetia ou dos obsessores que o comandavam? O irmão Félix aclarou, tranqüilo: – Ora, Neves, você precisa compreender que nos achamos à frente de pessoas bastante livres para decidir e suficientemente lúcidas para raciocinar. No corpo físico ou agindo fora do corpo físico, o Espírito é senhor da constituição de seus atributos. Responsabilidade não é título variável. Tanto vale numa esfera, quanto em outras. Cláudio e os companheiros, na cena que acompanhamos, são três consciências na mesma faixa de escolha e manifestações conse- qüentes. Todos somos livres para sugerir ou assimilar isso ou aquilo. Se você fosse instado a compartilhar um roubo, decerto recusaria. E, na hipótese de abraçar a calamidade, em são juízo, não conseguiria desculpar-se. Interrompeu-se o mentor, volvendo a refletir após momento rápido: – Hipnose é tema complexo, reclamando exames e reexames de todos os ingredientes morais que lhe digam respeito. Alienação da vontade tem limites. Chamamentos campeiam em todos os caminhos. Experiências são lições e todos somos aprendizes. Aproveitar a convivência de um mestre ou seguir um malfeitor é deliberação nossa, cujos resultados colheremos. FIM
  20. 20. Já que falamos aqui sobre o efeito do álcool em nosso corpo espiritual, vamos narrar um fato ocorrido em um centro que estava realizando um trabalho mediúnico de materialização. Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  21. 21. Mas antes de passarmos para o caso vamos fazer uma pergunta sobre o assunto. Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  22. 22. Um trabalhador que chega em uma reunião mediúnica alcoolizado, prejudicará essa reunião em algo? Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  23. 23. Para responder a minha pergunta vamos ver o que aconteceu por lá... Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  24. 24. Nesse momento, porém, algo aconteceu de estranho no círculo de nossas atividades espirituais. Percebeu-se grande choque de vibrações no recinto. Dois servidores aproximaram-se de Alencar e um deles explicou, espantadiço: – O senhor P... Aproxima-se, porém, em condições indesejáveis... – Que aconteceu? – Indagou o controlador, seguro de si. – Bebeu alcoólicos em abundância e precisamos providenciar-lhe o insulamento (insular = transformar em ilha, isolar).Capítulo 10. Materialização. O controlador esboçou um gesto de contrariedade e murmurou, enca- minhando-se para a porta de entrada: – É muito grave! Neutralizemos a sua influenciação, sem perda de tempo. Alexandre convidou-me a observar o caso de mais perto. Em vista da estupefação que me to- mava de assalto, esclareceu: – Nestes fenômenos, André, os fatores morais constituem elemento decisivo de organização. Não estamos diante de mecanismos de menor esforço e, sim, ante as manifestações sagradas da vida, em que não se pode prescindir dos elementos superiores e da sintonia vibratória. Nesse instante, o senhor P... Transpunha a porta. CONTINUA
  25. 25. Capítulo 10. Materialização. Satisfazendo, porém, as determinações de Alencar, diversos operários dos serviços cercaram-no à pressa, como enfermeiros a se encarregarem de doente grave. Incapaz de guardar minha própria impressão, indaguei: – Que ocorre, afinal? Esse homem parece calmo e normal. – Sim – elucidou Alexandre, benevolente –, parecer não é tudo. A respiração dele, em seme- lhante estado, emite venenos. Noutro núcleo poderia ser tratado caridosamente, mas aqui, atendendo-se à função especializada do recinto, o s princípios etílicos que exterioriza pelas narinas, boca e poros são eminentemente prejudiciais ao nosso trabalho. Como vemos, há necessidade de preparação moral para qualquer trato. A viciação, em qualquer sentido, an- tes de tudo, deprime o viciado, mas perturba igualmente os outros. Recordei a função do álcool no organismo humano, mas bastou que a lembrança me afloras- se, de leve, para que o instrutor me esclarecesse, imediatamente: CONTINUA Bem posto, evidenciando excelentes disposições, não parecia ameaçar o equilíbrio geral, mesmo porque não revelava, exteriormente, qualquer traço de embriaguez.
  26. 26. Capítulo 10. Materialização. Reparei que o Sr. P... Foi cercado pelas entidades operantes e neutralizado pela influenciação delas, à maneira do detrito anulado por abelhas laboriosas, em plena atividade na colméia. Prosseguiram os serviços normalmente. FIM De fato, pouco a pouco se sentia, embora vagamente, o cheiro caracte- rístico de fermentação alcoólica. “As emanações de álcool de cana, ingerido pelo nosso irmão, em doses altas, são altamente nocivas aos delicados elementos de formação plás- tica que serão agora conferidos ao nosso esforço, além de constituírem sério perigo às forças exteriorizadas do aparelho mediúnico.” – Você compreende que as doses mínimas de álcool intensificam o processo digestivo e favorecem a diurese, mas o excesso é tóxico destruidor.
  27. 27. Vou deixar outra pergunta, em aberto, para você refletir... Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  28. 28. Seria correto pessoas que fumam e que bebem trabalharem na doação de energia, como no passe? Pensem e reflitam! Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  29. 29. Falamos em nossos textos anteriores sobre miasmas. Mas o que seriam eles? Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  30. 30. Capítulo VII A Questão dos Miasmas: Nossas Propensões Energéticas para a Doença Além da capacidade de as essências florais modificarem as conexões energéticas sutis com o Eu Superior, Gurudas (do livro “Essências Florais e Cura Vibracional”) menciona muitas novas essências que atuam no nível celular. Algumas dessas essências florais também atuam modificando determinados precursores energéticos das doenças conhecidos como miasmas. Os miasmas são tendências energéticas que predispõem um indivíduo a manifestar uma determinada doença. A maioria dos miasmas são herdados ou adquiridos ao longo da existência do indivíduo. Hahnemann, o pai da moderna homeopatia, achava que os miasmas eram a causa original de todas as doenças crônicas e um fator que contribuía para o surgimento de muitas doenças agudas. Os miasmas representam um conceito totalmente diferente no mecanismo causal das doenças. Embora os miasmas, por exemplo, possam ser adquiridos através de um agente infeccioso, a infecção propriamente dita não é um miasma. Ainda que os organismos patogênicos possam ser eliminados por um tratamento à base de antibióticos, os traços energéticos sutis do agente infeccioso poderão persistir num nível oculto. Esses traços energéticos associados a doenças são incorporados ao campo biomagnético do indivíduo e aos seus corpos sutis superiores. Os miasmas permanecem aí até que o seu potencial tóxico latente seja liberado no nível molecular/celular da pessoa, onde as alterações destrutivas ou doenças podem se manifestar. Todavia, a doença que ocorre de forma retardada é diferente daquela associada ao agente patogênico original. CONTINUA
  31. 31. Capítulo VII Os miasmas enfraquecem as defesas naturais do corpo em determinadas áreas, criando uma tendência para a manifestação de diferentes tipos de doenças numa ocasião posterior. Os miasmas adquiridos podem ser causados pela exposição a uma variedade de agentes perniciosos, incluindo bactérias, vírus, substâncias químicas tóxicas e até mesmo radiações. Hahnemann foi o primeiro homeopata a reconhecer a existência e a influência dos miasmas. Entre os miasmas que ele descreveu estavam aqueles causados pela exposição a organismos responsáveis pela sífilis e pela gonorréia. Verificou-se que os miasmas da sífilis (e da gonorréia) provocam manifestações secundárias da doença mesmo depois de a infecção original ter sido curada. Os miasmas geralmente estão mais relacionados com os efeitos vibracionais dos agentes etiológicos do que com seus efeitos físicos deletérios sobre o organismo. Eles produzem influências energéticas/fisiológicas que predispõem a pessoa a diversos tipos de doenças. Como eles podem ser transmitidos de geração para geração, os miasmas representam uma via energética pela qual acontecimentos ocorridos na vida dos pais podem ser transmitidos para a sua descendência. Os miasmas nos proporcionam uma interessante interpretação do dito: "os filhos herdam os pecados dos pais". FIM
  32. 32. Os miasmas ficam armazenados no corpo sutil, particularmente no corpo etérico, emocional, mental e, em menor grau, no corpo astral. Alguns miasmas são transmitidos geneticamente para as gerações seguintes. Um miasma não é necessariamente uma doença; ele é o potencial para a doença. Na verdade, os miasmas são um padrão cristalizado do karma. A fusão entre as forças da alma e as propriedades etéricas determinam o momento em que um miasma irá manifestar-se no corpo tísico para transformar-se numa doença ativa. Isso acontece apenas quando o padrão etérico do miasma penetra no corpo físico a partir dos corpos sutis. Os miasmas podem se manter em estado de dormência no corpo sutil e na aura durante longos períodos. Eles estão organizados no corpo sutil e, aos poucos, através dos campos biomagnéticos existentes em torno do corpo físico, penetram no nível molecular, depois no nível celular (células individuais) e, finalmente, no corpo físico... Capítulo VII Extratos do livro “Essências Florais e Cura Vibracional” de Gurundas Existem três tipos de miasmas: o planetário, o herdado e o adquirido. Os miasmas planetários são armazenados na consciência coletiva do planeta e nos éteres. Eles podem penetrar no corpo físico, embora não possam ser armazenados lá. Os miasmas herdados são armazenados na memória celular das pessoas. Os miasmas adquiridos são doenças agudas ou infecciosas ou toxicidade petroquímica adquiridas ao longo de uma dada existência. Depois da fase aguda da doença esses traços miasmálicos se fixam nos corpos sutis e nos níveis celular e molecular, onde podem acabar provocando outros problemas. FIM
  33. 33. “Nessas condições, a doença pode ser compreendida como uma lição que você dá a si mesmo para ajudá-lo a lembrar-se de quem é. Você pensará imediatamente em todos os tipos de exceções a essa afirmativa. A maioria, porém, o res- tringirá a uma percepção da realidade que apenas incluí esse determinado período de vida e apenas a vida no corpo físico. Meu propósito, contudo, é mais transcendental. As afir- mativas acima só serão compreendidas de modo total e saudável se você já admitir sua existência além das dimensões físicas do tempo e do espaço. Elas só podem ser conside- radas afetuosas se também o incluírem como parte do todo e, por conseguinte, o todo. Baseiam-se na ideia de que a individuação e a totalidade são a mesma coisa. Isto é, a prio- ri, o todo é constituído das partes individuais, e as partes individuais, portanto, não só são parte do todo, mas também, como um holograma, são o próprio todo.” Barbara Ann Brennan “(...) a doença resulta do desequilíbrio. O desequilíbrio resulta de você ha- ver esquecido quem é. O esquecimento da própria identidade cria pensa- mentos e ações que conduzem a um estilo de vida insalubre e, finalmente, à doença. A doença, em si, é um sinal de que você está desequilibrado porque se esqueceu de quem é. Mensagem direta dirigida a você, diz-lhe não só que você está desequilibrado, mas também lhe mostra os passos que o levarão de volta ao verdadeiro eu e à saúde. Essa informação é mui- to específica; basta-lhe saber chegar a ela. Quarta Parte Introdução A CAUSA DA DOENÇA FIM
  34. 34. Vamos aproveitar este espaço aqui para deixar um relato do resultado das drogas sobre o viciado, porém do lado de lá, da vida espiritual. Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  35. 35. “Atentai, porém, para esta nova espécie: — são os cocainômanos, os amantes do ópio e entorpecentes em geral, viciados que se deixaram rebaixar ao derradeiro estado de decadência a que um Espírito, criatura de Deus, poderia chegar!” O Manicômio “Encontram-se em lamentável estado de depressão vibratória, verdadei- ros débeis mentais, idiotas do plano espiritual, amesquinhados moral, mental e espiritualmente, pois seus vícios monstruosos não só deprimi- ram e mataram o corpo material como até comunicaram ao físico-astral as nefastas conseqüências da abominável intemperança, contaminando- o de impurezas, de influenciações pestíferas que o macularam atrozmen- te (...)” Efetivamente, víamos, acompanhando com o olhar interessado as indicações que o emérito moralista nos fazia, individualidades desfiguradas pelo mal que em si conservavam, conse- qüências calamitosas da intemperança — atoleimadas, chorosas, doloridas, abatidas, cujas feições alteradas, feias, deprimidas, recordavam ainda os trágicos panoramas do Vale Sinistro. Excessivamente maculadas, deixavam à mostra, em sua configuração astral, os estigmas do vicio a que se haviam entregado, alguns oferecendo mesmo a idéia de se acharem leprosos, ao passo que outros exalavam odores fétidos, repugnantes, como se a mistura do fumo, do álcool, dos entorpecentes, de que tanto abusaram, fermentassem exalações pútridas cujas repercussões contaminassem as próprias vibrações que, pesadas, viciadas, traduzissem o vírus que havia envenenado o corpo material! CONTINUA
  36. 36. “Encontram-se, aqui, orgulhosos e sensuais que julgaram poder dispor levianamente dos próprios corpos carnais, entregando-se à dissolução dos costumes, saciando os sentidos com mil gozos funestos, deletérios, sabendo, no entanto, que prejudicavam a saúde e se levariam ao túmulo antes da época oportuna prevista nos códigos da Criação, porque disso mesmo lhes preveniam os facultativos a quem recorriam quando os excessos de toda ordem traíam indisposições orgânicas em suas armadu- ras carnais — caso não se detivessem a tempo, corrigindo os distúrbios com a prática da temperança.” FIM “Todos estes, sabiam-no também! No entanto, continuavam praticando o crime contra si mesmos! Sentiam os efeitos depressores que o vício nefando produzia em suas contexturas físicas, como em suas contexturas morais. Mas prosseguiam, sem qualquer tentativa para a emenda! Mataram-se, pois, lentamente, conscientemente, certos do ato que praticavam, porquanto tiveram tempo para refletir! Suicidaram-se fria e indignamente, obcecados pelos vícios, certos de que se supliciavam, desrespeitando a prenda inavaliável que do Sempiterno receberam com aquele corpo que lhes ensejava progressos novos!” “Como, pois, quiseram esquecer mágoas e infortúnios pungentes nas libações viciosas, des- moralizadoras e deprimentes, as quais não só não poderiam socorrê-los como até lhes agra- varam a situação, tornando-os suicidas cem vezes responsáveis?!... Pois ficai sabendo que infratores desta ordem carregam ainda mais vultoso grau de responsabilidade do que o des- graçado que, atraiçoado pela violência de uma paixão, num momento de supremo desalento se deixa arrebatar para o abismo!”
  37. 37. E também vamos aproveitar este livro para narrar um trecho onde um grupo de suicidas, inclusive o Camilo, visitam vários ambientes, e tentam ajudar alertando aos irmãos encarnados, usando de suas experiências como suicidas. Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios
  38. 38. No dia imediato deliberamos visitar hospitais, enfermos em geral, deixan- do para mais adiante empreendimentos outros, relativos aos serviços de auxílios ao próximo, que nos fossem sugeridos. Éramos ao todo trinta en- tidades, e entendemos dividir-nos em três grupos distintos, por imitar- mos os métodos do nosso abrigo do mundo astral. Com surpresa notamos que, não só nos percebiam os pobres enfermos em seus leitos de dores, como até naturalmente nos ouviam, graças à modorra em que os mantinha suspensos a gravidade do mal que os afli- gia, a febre como a lassidão dos fluidos que os atavam ao tronco do far- do corporal. Tanto quanto se tornou possível, levamos a essas amargu- radas almas enjauladas na carne o lenitivo da nossa solidariedade, ora insuflando-lhes con- fomidade no presente e esperança no futuro, ora procurando, por todos os meios ao nosso alcance, minorar as causas morais dos muitos desgostos que percebíamos duplicando seus males. Os Primeiros Ensaios Belarmino, a quem a tuberculose impelira à deserção da vida objetiva, preferira dirigir-se aos enfermos dessa categoria, a fim de segredar sugestões de paciência, esperança e bom ânimo aos que assim expungiam débitos embaraçosos de existências antigas ou conse- qüências desastrosas de despautérios do próprio presente. CONTINUA
  39. 39. Os Primeiros Ensaios Eu, que fora paupérrimo, que preferira desobrigar-me do dever de arras- tar a vida, até final, pelas ruinosas estradas da cegueira, dando-me à a- ventura endiabrada de um suicídio, fui impelido, mau grado meu, pelo remorso, a procurar não só nos hospitais aqueles que iam cegando a des- peito de todos os recursos, mas também pelas ruas, pelas estradas, po- bres cegos e miseráveis, para lhes servir de conselheiro, murmurando aos seus pensamentos, como mo permitiam as dificuldades, o grande consolo da Moral Radiosa por mim entrevista ao contato dos eminentes amigos que me haviam assistido e confortado no estágio hospitalar onde me asilaram os favores do Senhor Supremo! E muitas vezes compreendi que obtinha êxitos, que corações tarjados pelo desânimo e pela desolação se reanimavam às minhas sinceras e ardentes exortações telepáticas! João d'Azevedo, o desgraçado que se aviltara nas trevas de inomináveis conseqüências es- pirituais, escravizando-se ao vício do jogo; que tudo sacrificara ao abominável domínio das cartas e da roleta: fortuna, saúde, dignidade, honra, e até a própria vida, como a paz espiri- tual, voltara, angustiado e oprimido, aos antros em que se prejudicara a fim de sugerir ad- vertências e conselhos prudentes a pobres dominados, como ele o fora, pelo letal arrasta- mento, tudo tentando no intuito de afastar do abismo ao menos um só daqueles infelizes, suplicando forças ao Alto, concurso dos mentores que ele sabia dedicados à ação de desviar do suicídio incautos que se deixam rodear de mil possibilidades desastrosas. CONTINUA
  40. 40. Víamo-lo a querer demover, desesperadamente, a juventude inconse- quente da contumácia nos maus princípios a que se ia escravizando, narrando a uns e outros, através de discursos em locais inadequados, as próprias desventuras, no que não era absolutamente acatado, porque, nos antros onde a perversão tem mantido o seu império letal, as intuições de além-túmulo não se fazem sentidas, porquanto, as excitações dos sentidos animalizados, viciados por tóxicos materiais como psíquicos, de repulsiva inferioridade, tornam-se barreiras que nenhuma entidade em suas condições será capaz de remover a fim de se fazer compreendida! Os Primeiros Ensaios Eram mais rudes ainda, porém, os testemunhos do desventurado Mário Sobral! Ulcerada pelos hábitos do passado, sua mentalidade arrastava-o para os lupanares (casas de protituições, bordéis), mau grado o sincero arrependimento por que se via possuído; exigia-lhe reparações dificultosas para um Espírito, atividades heróicas que freqüentemente o levavam a violência de sofrimentos indizíveis, provocando-lhe lágrimas escaldantes! Estendemos tais ensaios, após, às prisões, obtendo êxito no sombrio silêncio das celas onde se elaboravam remorsos, no trabalho da meditação... CONTINUA
  41. 41. E por fim invadíamos domicílios particulares à cata de sofredores inclina- dos à possibilidade de suicídio, e que aceitassem nossas advertências contrárias através de sugestões benévolas. Havia casos em que o único recurso que nos ficava ao alcance era o sugerir a idéia da oração e da fé nos Poderes Supremos, induzindo aqueles a quem nos dirigíamos, geral- mente mulheres, a mais amplo devotamento à crença que possuíam. No entanto, sofríamos, porque o trabalho era demasiado rude, excessi- vamente vultoso para nossa fraqueza de penitentes cujo único mérito estava na sinceridade com que agíamos, na boa-vontade para o trabalho reparador! Os Primeiros Ensaios Este relato só vem nos mostrar o quanto podemos, e somos, influenciados pelos desencarnados, em qualquer lugar, e em qualquer ambiente, onde estivermos. Portanto, decidimos com quem estamos conectados, sob influência. FIM
  42. 42. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho O tabagismo, no Plano Espiritual... Até um dia em que, mencionando-lhe estar atendendo aos "cianóides" mostrou-se muito curioso em conhecer esses enfermos, pois ouvira fa- lar que nossa colônia os albergava em grande número. E não tardou pa- ra que, encontrando-o desocupado, convidasse-o para nos acompanhar em uma de nossas atividades corriqueiras, a fim de que pudesse se in- teirar mais de perto de nossa rotina de trabalhos. Chamamos aqui de "cianóides", os suicidas assistidos em nossa colônia, motivados pelo vício do tabagismo. Em decorrência da forte cianose (*) que se lhes estampa na configuração perispiritual, emprestando-lhes o característico tom azulado, receberam essa denominação pelos nossos enfermeiros, frequentemente também chamados de "homens azuis", embora nossos supe- riores relutassem em adotar tais alcunhas como de uso oficial, sendo de fato cognomina- dos suicidas tabagistas. Os fumantes inveterados da Terra desencarnam de fato como autocidas e são atendidos em nossa colônia, em enfermarias especiais, pois, frequentemente, são resgatados do Vale dos Suicidas, onde estagiam por tempo indeterminado, porém normalmente prolongado. CONTINUA (*) Termo comum de uso médico que designa a coloração azulada da pele, principalmente das extremidades, decorrente da presença de elevados teores de gases carbônicos no sangue.
  43. 43. Não há quem duvide de que o estranho hábito de aspirar inadequados gases tóxicos do tabaco promova graves males ao organismo físico, im- pondo-lhe patologias destrutivas e minando-lhe as forças vitais. As doen- ças decorrentes do tabagismo são já muito bem descritas pela medicina terrena, entretanto poucos se dão conta de que tal condição é capaz de atravessar o túmulo, acarretando sérios danos à vida do espírito na Erra- ticidade. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho Demandamos importante nosocômio de nossa cidade, como sempre a- companhado de Adelaide e agora de Alberto, que atendia à sua curio- sidade em conhecer os estranhos "homens azuis". Adentrando a institui- ção, sempre repleta de trabalhadores e enfermos, dirigimo-nos para o seu subsolo, onde, em local isolado e pouco aprazível, localiza-se a "Câ- mara dos cianóides", Uma grande sala, hermeticamente fechada, permitindo reduzida re- novação do ar ambiente, acomoda enorme número deles, trescalando forte e intolerável emanação recendente a tabaco. Necessita-se munir de suficiente autocontrole, pois aqueles que não se habituaram ao es- tranho vício experimentam fortes náuseas em contato com o ambiente. Adelaide já se a- chava parcialmente adaptada e eu, como ex-fumante, não encontrava grande dificuldade no local. Alberto, contudo, mesmo advertido do incômodo, exprimia sua natural repugnân- cia, ensaiando náuseas incoercíveis. Máscaras especiais são usadas pelos que assistem es- tes doentes a fim de não se contaminarem com suas nocivas exalações, porém não são ca- pazes de completo isolamento, exigindo-se força de vontade para a permanência no local. CONTINUA
  44. 44. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho A necessidade de se manter indivíduos enfermos em tão inóspita atmos- fera explica-se pelas exigências patológicas que seus vícios, arregimenta- dos ao longo da vida, impõem às suas delicadas constituições psicosso- máticas. Habituados à inalação constante dos venenosos insumos do ta- baco, encontram como único e fugaz alívio a permanência em tão insalu- bre salão, impregnado dos eflúvios pestilentos emanados por eles mes- mos, satisfazendo a doentia dependência arquivada no perispírito. Aí per- manecem por tempo indeterminado, despendendo valiosas oportunida- des da rica vida espiritual, agastados na vivência de aflitivas sensações, algemados às consequências da própria imprevidência. É lamentável e in- compreensível a ignorância do homem moderno, deixar-se dominar desta forma por tão ignóbil vício, mesmo ciente dos grandes males que infringe à sua organização. Dirigindo meu olhar para o passado, envergonhava-me, perante Deus e a própria consciên- cia, por ter sido um deles, entregando-me a tão aviltante e atoleimado prazer. A duras pe- nas suplantara a triste condição e sentia-me compelido a colaborar com os inditosos ir- mãos da retaguarda, relembrando os benefícios recebidos no passado. Adelaide, por extre- mada abnegação, acompanhava-me diariamente no penoso labor, dominando com boa vontade o intenso mal-estar que o contato com o repugnante lugar lhe suscitava. Alberto titubeava, porém, não declinou da intenção inicial, dispondo-se a nos seguir. CONTINUA
  45. 45. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho Nossa tarefa consistia em aplicar aos enfermos ali reunidos passes de e- vacuação miasmática, fazendo-os drenar os remanescentes vibratórios das toxinas do fumo ainda impregnadas no corpo perispiritual. Todos, desencarnados por patologias próprias do tabagismo, mal conseguem respirar e, hebetizados, não se dão conta da própria condição em que se encontram. Muitos suplicam por cigarros, em franco desespero, enquan- to outros, em afligentes ataques de loucura, exigem por eles. Alguns lo- gram, mediante automática e ingente operação ideoplástica que lhes rouba preciosas energias psíquicas, mentalizar cigarros, os quais imagi- nam tragar, desfrutando enganoso deleite. Todos vivenciam a ideia fixa de fumar como única solução para suas angústias, triste obsessão da qual demandam longo período para se desvencilhar, causando sérios prejuízos aos seus progressos espirituais. Possuídos de lastimável e imensa penúria orgânica, demandam largo período de recupera- ção nestas enfermarias especializadas. Os delicados tecidos pulmonares perispirituais, se- riamente lesados pela intoxicação nicotínica, imprimem-lhes pesadas e aflitivas angústias respiratórias, dignas de pena para quem os assiste. Alguns mal conseguem conversar, do- minados pela dispnéia e quando o fazem é para suplicar por cigarros, como se fosse tudo que precisam para se acalmar. Triste condição que nos leva a meditar no imenso disparate de tão nefasto vício ao qual o homem da Terra se atira com avidez, sem dar-se conta do tamanho malefício que se está infligindo. CONTINUA
  46. 46. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho O perispírito é sobremodo sensível às substâncias nocivas e inadequadas que usamos em demasia quando na carne, fixando-as em forma de agui- lhões vibratórios, exigindo-se árduos e prolongados tratamentos para bani-los. O corpo físico, confeccionado em adequada robustez, é capaz de maior resistência a este dardejamento químico aviltante, porém com a morte, os males que nos ocasionam, agravam-se, devido à tenuidade da tessitura psicossomática, ampliando-se seus assoberbados efeitos ne- gativos, coagindo o incauto viciado a desequilíbrios e sofrimentos ainda maiores. Após longos, anos de permanência em tais enfermarias, todos ainda continuam registrando o dano nas malhas perispirituais, imprimin- do-as depois no futuro corpo físico, ao reencarnarem, estabelecendo en- fermidades de difícil remissão como a asma brônquica, as fibroses idio- páticas, os tumores, as pneumonias de repetição e outras patologias pul- monares crônicas. Decididamente, em sã consciência, não se pode compreender tamanha estultice do ho- mem em se comprazer aspirando os nocivos dejetos químicos da combustão do tabaco. Nossos dirigentes nos informam que o inadequado costume, aprendido dos indígenas a- mericanos, somente se justifica como hábil mecanismo utilizado, em seus primórdios, pe- los espíritos obsessores dos encarnados, interessados em lhes sugerirem hábitos nocivos com o firme propósito de lhes imporem prejuízos. Posteriormente, retornando à vida físi- ca, incorporaram o mesmo mal que imputavam às suas imprevidentes vítimas, perpetuan- do assim o desregramento que se transformou em crônico vício social. CONTINUA
  47. 47. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho Embora a maioria dos tabagistas, após a morte física, encaminhe-se para o Vale dos Suicidas, muitos permanecem na crosta planetária, jungidos aos encarnados, aos quais se consorciam em doentio conúbio obsessivo a fim de continuar o sórdido prazer, induzindo a sua perpetuação, compon- do assim outro lamentável panorama das tristes consequências de tão estranho costume. Observando a infausta condição destes enfermos, não podemos deixar de lançar um apelo àqueles que ainda residem na carne e que detêm a condição de abandonar desde já o inadequado hábito, evadindo-se a tempo dos implacáveis sofrimentos pós-morte. Não há esforço que não compense nosso bem-estar no Mundo Espiritual, permitindo-nos a aqui- sição de importantes acervos evolutivos, habilitando-nos a vivência no máximo equilíbrio possível. Contudo, sabemos que muitos não respon- derão a estes nossos ditames, e somente aqui os compreenderão, pois a vida na matéria nos inunda, por vezes, da ilusão de que importa apenas o presente, e as consequências de nossos atos no porvir não nos dizem respeito. Seguramente seus padecimentos serão motivos de imensos, porém tardios arrependimentos a se refletirem em futuras reencarna- ções. FIM
  48. 48. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho — Adamastor, sei que minha dúvida pode não ter fundamento, porém tenho aprendido em meus novos estudos que as enfermidades são todas produtos de nós mesmos, sendo criações mórbidas dos nossos pensa- mentos e sentimentos, inadequados à Lei de Deus. Vejo extrema lógica nisso, porém, diante dos cianóides não há como negar que eles adoece- ram gravemente pela introdução de fator externo, qual seja o fumo. Co- mo compreender o fato, diante das evidências irretorquíveis de nossos ensinamentos? — Sua questão realmente procede, meu amigo, e nos faz ver que você tem avançado em seus estudos, esmerando-se para atender às necessi- dades da nova tarefa da melhor maneira possível. Jesus nos afirmou, com efeito, que não é o "que entra pela boca que adoece o homem, mas o que sai dela, pois o que sai procede do coração” (mateus 15:11), isto é, provêm dos nossos sen-timentos e pensamentos os verdadeiros agentes etiológicos de toda e qualquer enfermida-de. Contudo, não podemos deixar de entender que existem duas vias para se imputar ma-les a nós mesmos, a via interna e a externa. A interna responde pelos danos que procedem de nossas intenções equivocadas, distan- ciadas do amor, normalmente interpostas pelo ódio. Esta via responde pela totalidade de nossas doenças naturais. A externa é decorrente dos malefícios que introduzimos no organismo, como aqueles ori- undos dos diversos vícios a que nos permitimos, inoculando desequilíbrios no nosso delicado mundo fisiológico. CONTINUA
  49. 49. Capítulo 32 Enfim, o Trabalho Esta via (a externa) causa mazelas espúrias, verdadeiros acidentes bioló- gicos ou doenças artificiais. Na famosa assertiva evangélica, Jesus se refe- ria ao adoecimento natural, pois o que ingerimos pode nos intoxicar e da- nificar o corpo físico e perispiritual, mas é incapaz de nos adoecer a alma. O que procede do espírito, em forma de pensamentos, sentimentos e atos inadequados é que nos fere de dentro para fora, representando nossas verdadeiras enfermidades. Portanto poderíamos completar o ensinamento evangélico, considerando que o que sai da boca nos adoece e o que entra, desde que impróprio a nossa natureza biológica, acidenta-nos o organismo, perturbando-lhe o funcionamento. FIM
  50. 50. Estudos Dirigidos Vamos aproveitar aqui e colocar um texto relatando uma cirurgia em um Espírito! As Doenças e os Vícios
  51. 51. Capítulo 16 Um resgate de um espírito... uma senhora grávida, após um acidente de carro... Chegamos ao Núcleo de socorros conduzindo nossos irmãos, D. Amenaide e o filhinho a ela profundamente vinculado pela gestação, qual se a desencarnação de ambos não houvesse sucedido. O Benfeitor Héber recebeu-nos em um amplo edifício e conduziu- nos, imediatamente, a um Centro Cirúrgico, em tudo semelhante aos existentes na Terra. Levada a uma mesa especial, a gestante adormecida, com sinais reflexos de dor, recebeu passes calmantes e então aquietou-se. Surpreso, vi adentrar-se na sala alguns trabalhadores vinculados à Medicina, que procederam a uma cirurgia cesariana, nos mesmos moldes conforme sucede em qualquer hospital do mundo. Após o ato, observei que o ser pequenino repousava ao lado da mãezinha que fora trans- ferida para uma enfermaria especial, adredemente preparada para recebê-Ios. Depois de ligeiro choro o filhinho adormeceu, ficando ambos entregues a nobre senhora, toda sorrisos, que doravante se encarregaria de auxiliá-los e assisti-los. CONTINUA Tudo me eram novidades.
  52. 52. Até aquele momento não havia testemunhado um parto cirúrgico em qualquer Entidade recém-desencarnada e nunca me ocorrera que tal acontecesse. Talvez, pelo atavismo inconsciente de que o Mundo Espiritual é constituído de matéria rarefeita e os aconte- cimentos sucedem em pauta de mecanismo especial, descuidara da observação de que não há saltos nos eventos que têm curso no plano físico, tanto quanto nas Esferas que lhe estão próximas, poderosamente sofrendo as influências psíquicas. Capítulo 16 Um resgate de um espírito... uma senhora grávida, após um acidente de carro... O certo é que me encontrava jubiloso e perplexo. A explicação... – Em muitos casos de gestantes acidentadas, em avançados meses de gravidez, em que ocorre, também, a desencarnação do feto, é de hábito nosso, quando as circunstâncias assim nos permitem, proceder como se não houvesse sucedido nenhuma interrupção da vida física. “Em primeiro lugar, porque o Espírito, em tais ocorrências, quase sempre já se encontra absorvido pelo corpo que foi interpenetrado e modelado pelo perispírito, no processo da reencarnação, merecendo ser deslindado por cirurgia mui especial para poupar-lhe choques profundos e aflições várias, o que não se daria se permanecesse atado aos despojos materiais, aguardando a consumpção deles. CONTINUA
  53. 53. Capítulo 16 Um resgate de um espírito... uma senhora grávida, após um acidente de carro... “É muito penoso este período para o ser reencarnante, que pelo processo da natural diminuição da forma e perda parcial da lucidez, é colhido por um acidente deste porte e não tem crédito para a libertação mais cuidadosa. Quando isso se dá, os envolvidos são, quase sempre, irmãos calcetas, inveterados na sandice e na impie- dade, que sofrem, a partir de então, demoradamente, as conse- quências das torpezas que os arrojam a esses lôbregos sítios de tormentos demorados ... "No caso em tela, o pequenino se desenvolverá como se a reencarnação se houvera completado, crescendo normalmente, participando das atividades compatíveis aos seus vários períodos em Institutos próprios, que os amigos conhecem. "Em segundo lugar, a cirurgia fez um grande bem à parturiente, que não sofrerá o choque da desvinculação com o filho, podendo recompor-se mental e emocionalmente, qual se estivesse numa maternidade terrestre, preservando a sensação do sentimento materno com todos os requisitos de carinho e devotamento até o momento próprio, em que ambos se integrarão na realidade espiritual. "Não cessemos de repetir, que não existem violência, nem dádivas de exceção, nem privilégios nas ocorrências da Vida, na qual todos nos encontramos situados." FIM
  54. 54. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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