Estudos Dirigidos
As Doenças e os Vícios
Vamos falar aqui
sobre as Doenças e
os Vícios.
Estudos Dirigidos
Vamos falar novamente aqui
sobre o estado de saúde de
André Luiz, quando chegou
em “Nosso Lar”.
As Doenç...
Capítulo 4
O Médico Espiritual
O diagnóstico de André Luiz...
O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história comp...
Capítulo 4
O Médico Espiritual
Singular desapontamento invadira-me o coração. Parecendo desconhe-
cer a angústia que me op...
Capítulo 6
Precioso Aviso
Quando é perguntado a André Luiz como ele se sentia, no início de sua
recuperação, ele se lament...
Capítulo 20
Fisiopatologia
da Arrogância
Compreendemos assim que o egoísmo e o orgulho
são, de fato, as verdadeiras chagas...
Capítulo 22
Em Busca
de Soluções
A incompreensão de que o homem, ao renascer na Terra, traz consigo o
reflexo dos abusos d...
Capítulo 22
Em Busca
de Soluções
— Erroneamente o dano passa a ser visto como o agente causador de
nossos males. Compreend...
Capítulo 5.
"Como não ignoramos, os transtornos depressivos e do pânico
assolam com índices terríveis de incidência ao lad...
“Ainda podemos anotar uma outra classe de ocorrência, que é
aquela que deflui da vingança do desencarnado ao encontrar aqu...
Capítulo 5.
"O seu desatino é tão grande, que interferem no destino das nações,
quando encontram chefes de Estado do mesmo...
Depois de algumas instruções bem delineadas, fomos informados de
que o tempo de serviço nessa etapa inicial seria de um mê...
Capítulo 6.
Imediatamente, vimo-nos em movimentada artéria praiana,
feericamente adornada, na qual centenas de milhares de...
Eu imaginava, como é possível que o ser humano destes formosos
dias de cultura, de ciência e de tecnologia, se permitiam t...
Criminosos de várias classes misturavam-se aos foliões esfuziantes e
tentavam furtá-los, roubá-los, agredindo-os com armas...
Capítulo 6.
"Tornando insuportável a situação de cada uma dessas vítimas
voluntárias do sofrimento futuro, os parasitas es...
Capítulo 6.
“Mais recentemente, foram encontradas outras explicações para a
legalização das bacanais públicas, sob os holo...
"Não é do meu feitio entretecer considerações que possam tornar-se
críticas destrutivas, mas havemos de convir que, sobrev...
Capítulo 9.
E no fim da festa do carnaval...
A bulha terrível diminuíra nas ruas da cidade tumultuada, com a
chegada do am...
Capítulo 13.
Sobre a esquizofrenia...
– Se levarmos em conta, (...), que o paciente esquizofrênico é um ser
imortal, que e...
"Como corolário da tese que ora defendemos, o que muitos conside-
ram como simples delírios e alucinações, muitas vezes sã...
Tomando do prontuário, onde se encontrava a anamnese do referido
enfermo, leu o diagnóstico e a medicação aplicada, sem qu...
Capítulo 13.
Sobre a esquizofrenia...
"Seja, porém, em qual classificação se enquadre o paciente psiquiá-
trico, ele é dig...
Capítulo 14.
“(...) devemos considerar que o paciente psiquiátrico é, normalmente,
alguém que se utilizou da inteligência ...
Capítulo 14.
os maledicentes e acusadores contumazes, que somente vêem e co-
mentam o que podem destruir e infelicitar;
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“A recuperação da saúde, portanto, está na razão direta da gravidade
do delito, porque alguns, não remodelados pelos camar...
Capítulo 14.
Ele levou-nos a um quarto, no qual se encontrava um enfermo igual-
mente em camisa-de-força, que estorcegava ...
“Tenta articular palavras para traduzir o pensamento, e as neuro-
transmissões, torpedeadas pela inarmonia que as interrom...
"Ambos os enfermos da alma encontram-se tão afinados que as nos-
sas providências não podem violentar as leis que os unem,...
Capítulo 10
Um outro caso de esquizofrenia... uma senhora de meia-idade...
(...) dama perturbada, que altercava (discutia)...
Capítulo 10
— Esta nossa irmã está catalogada como esquizofrênica irreversível,
demorando-se na fase da hebefrenia (pertub...
Capítulo 10
A energia vitalizadora que era infundida na enferma passou a percor-
rer-lhe os vários centros de fixação físi...
“Amanhã apresentará sinais de significativa melhora na saúde, embora
as causas preponderantes da sua alienação nela mesma ...
Capítulo 10
Depois de breve silêncio, concluiu:
— Os núcleos desarticulados no perispírito produziram as condições
físicas...
Capítulo 15.
Se as pessoas saudáveis se permitissem visitar, periodicamente que
fosse, alguma clínica psiquiátrica ou mesm...
Capítulo 16.
"Alterar, pois, a conduta moral e espiritual, é o dever que nos cabe
manter em consciência, porquanto, os mal...
Capítulo 18.
Em uma palestra sobre caridade, se falou sobre o álcool...
– Os vícios campeiam à solta. O alcoolismo adquire...
Capítulo 18.
E nesta palestra sobre caridade, se falou também sobre a
viuvez...
"Imaginemos alguém viajando em solidão pel...
Capítulo 10
Após a reunião de assistência aos obsidiados, quando as operações de
socorro aos perseguidores atendidos chega...
Desencarnados ociosos, indiferentes, enchiam os pátios, os corredores
como frequentadores de espetáculos circenses, totalm...
Capítulo 13
“(...) será providenciada uma enfermidade-auxiliar como terapia
libertadora.
– Enfermidade-auxiliar? – Interro...
Capítulo 27
"É muito comum notar-se que os Espíritos conscientes do mal que
proporcionam àqueles a quem perseguem, sabendo...
2
Socorro
Espiritual
(...) Como primeira providência, o vigilante mensageiro
(desencarnado) procurou desviar Adalberto de ...
15
Enfermidade
Salvadora
Havia um mês que o Sr. Mateus retornara ao lar, após a crise
que o conduzira inconsciente ao Pron...
Capítulo 3
Delito Oculto
Na patogênese da alienação
mental, sob qualquer aspecto em
que se apresente, sempre
defrontaremos...
Capítulo 4
Programática
Reencarnacionista
"O Espírito é sempre
responsável pelo corpo de que
se utiliza, suas funções físi...
Estudos Dirigidos
Vamos dar uma
pausa por aqui.
http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm
Luiz Antonio Brasil
Périclis ...
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22.01 As Doenças e os Vícios I 20 jan 2015

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22.01 As Doenças e os Vícios I 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos As Doenças e os Vícios Vamos falar aqui sobre as Doenças e os Vícios.
  2. 2. Estudos Dirigidos Vamos falar novamente aqui sobre o estado de saúde de André Luiz, quando chegou em “Nosso Lar”. As Doenças e os Vícios
  3. 3. Capítulo 4 O Médico Espiritual O diagnóstico de André Luiz... O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo. O médico faz o seu relato... E inclinando-se, atencioso, indicava determinados pontos do meu corpo: – Vejamos a zona intestinal – exclamou. – A oclusão (intestinal) derivava de elementos cancerosos, e estes, por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis. A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança. Entretanto, seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam. “Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no frequentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico.” Depois de longa pausa, em que me examinava atentamente, continuou: – Já observou, meu amigo, que seu fígado foi maltratado pela sua própria ação; que os rins foram esquecidos, com terrível menosprezo às dádivas sagradas? CONTINUA
  4. 4. Capítulo 4 O Médico Espiritual Singular desapontamento invadira-me o coração. Parecendo desconhe- cer a angústia que me oprimia, continuava o médico, esclarecendo: – Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. O meu amigo, no entanto, iludiu excelentes oportunidades, esperdiçado patrimônios preciosos da experiência física. A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontes- tável. FIM Por fim, abafando os impulsos vaidosos, reconheci a extensão de minhas leviandades de outros tempos. E mais adiante, André Luiz, após ouvir e refletir bastante... No capítulo seguinte, é feita a confirmação do diagnóstico dado pelo médico antes: (...) zona dos intestinos apresentando lesões sérias com vestígios muito exatos do câncer; a região do fígado revelando dilacerações; a dos rins demonstrando característicos de esgotamento prematuro. E André Luiz reconhece: – Sim – repliquei, o médico esclareceu ontem, explicando que devo esses distúrbios a mim mesmo...
  5. 5. Capítulo 6 Precioso Aviso Quando é perguntado a André Luiz como ele se sentia, no início de sua recuperação, ele se lamentou muito de seu estado de saúde e de sua situação... Chegado a essa altura, o vendaval da queixa me conduzira o barco mental ao oceano largo das lágrimas. Clarêncio, contudo, levantou-se sereno e falou sem afetação: – Meu amigo, deseja você, de fato, a cura espiritual? Ao meu gesto afirmativo, continuou: pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade. Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora, enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável cegueira d’alma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações dolorosas, no círculo da perso- nalidade, mais duros se tornarão os laços que o prendem a lembranças mesquinhas... E após ouvir um longo sermão de Clarêncio, a pergunta é feita novamente... – Então, como passa? Melhor? – Vou bem melhor, para melhor compreender a Vontade Divina. – Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem co- mente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfer- midade de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar Contente por me sentir desculpado, à maneira da criança que deseja aprender, respondi, confortado: FIM
  6. 6. Capítulo 20 Fisiopatologia da Arrogância Compreendemos assim que o egoísmo e o orgulho são, de fato, as verdadeiras chagas do espírito e os fatores etiológicos da depressão e do suicídio. Não digamos, portanto, que a depressão acomete o homem como se ele fosse mera vítima de suas angustiosas e inexplicáveis patologias. Uma Lei dirige-nos a todos, conferindo alegrias e dores conforme as semeemos no campo de nossas ações psíquicas. A dor pertence sempre à colheita e nunca é por si só a causa primeira de nossos males, pois não somos imolados pelo acaso, mas por nossa própria rebeldia diante das Leis Divinas. Aquele que já nasce com a personalidade carente de valores pessoais, necessários à vida, semeou ações e intenções opostas, determinantes de tal condição, em existência anterior. FIM
  7. 7. Capítulo 22 Em Busca de Soluções A incompreensão de que o homem, ao renascer na Terra, traz consigo o reflexo dos abusos do passado, impossibilita ao estudioso sincero a vi- são das reais causas das enfermidades em qualquer nível em que se ma- nifestem. Como já vimos, a doença é sempre efeito, nunca causa de nossas dores. Costumamos raciocinar como alguém que corre até a exaustão e depois imputa às dores do cansaço a sua impossibilidade de continuar correndo. A falha é anterior e está no abuso que levou ao esgotamento das forças, evidentemente. Devemos sempre buscar o erro nos excessos de toda natureza que em- preendemos na aventura da vida e não em nossas carências, sempre as consequências. O excesso leva ao dano, que depois passa a exercer um impedimento natural ao prosse- guimento dos exageros, por imperiosa necessidade de reequilíbrio e não mero obstáculo ao nosso desenvolvimento. O orgulho nos leva a acreditar, contudo, que a doença é o obstáculo injustificável à conti- nuidade de nossas loucas aventuras, pois encontrar explicações fora do âmbito de nossos próprios erros agrada-nos sobremaneira e abona nossas deficiências perante os compan- heiros de jornada, eximindo-nos da responsabilidade pelos fracassos. CONTINUA
  8. 8. Capítulo 22 Em Busca de Soluções — Erroneamente o dano passa a ser visto como o agente causador de nossos males. Compreendo. Não conseguimos ver que o abuso está na raiz de todas as nossas carências, fruto de nossos egoísticos anseios ... — Somos o exato produto de nossa própria corruptela e toda dor é cor- retiva, disto não podemos abrir mão, pois somos filhos de um Pai que é Amor e habitamos uma Lei perfeita. Evidentemente é preciso reconhecer que espírito e corpo compõem uma unidade, e interferências físicas de diversas naturezas, em qualquer de- partamento orgânico, induzem alterações que podem obstaculizar o seu perfeito funcionamento. Este fato leva o pesquisador materialista a inter- pretar equivocadamente que a função é produzida pelo órgão, enquanto que na realidade a função é ato do espírito e a perda do órgão não impli- ca seu dano, mas apenas a inutilização dos meios para a sua realização. Evidentemente, o espírito, destituído da integridade de seu ferramental orgânico, não pode se manifestar adequadamente, assim como um músico não consegue executar sua arte com instrumentos danificados. FIM
  9. 9. Capítulo 5. "Como não ignoramos, os transtornos depressivos e do pânico assolam com índices terríveis de incidência ao lado dos desvarios sexuais e da toxicomania, da violência e da degradação dos costumes, das ambições desmedidas e das paixões asselvajadas, impondo-nos cuidados especiais no trato com as suas vítimas. Nem todos aqueles que se enredam nessas tramas danosas parecem dispostos a libertar-se, reagindo, muitas vezes, com violência e rebeldia. “Em ocasiões outras, amolentados pelo vício, deixam-se arrastar pelas vigorosas redes da dependência. Em todos eles encontramos graves processos obsessivos, nos quais Espíritos enfermos locupletam-se, aspirando-Ihes e usurpando-Ihes as energias, levando-os à exaustão de forças. “Ocorrências outras também têm lugar, por indução desses parasitas espirituais que se homiziam nas usinas mentais de pessoas ociosas ou destituídas de princípios morais, de valores espirituais, para desencadearem o mecanismo perturbador, a fim de que sejam atendidos nos hábitos mórbidos que transferiram da Terra para o Além. CONTINUA
  10. 10. “Ainda podemos anotar uma outra classe de ocorrência, que é aquela que deflui da vingança do desencarnado ao encontrar aquele que o houvera infelicitado e, destituído de sentimentos dignos compraz-se no desforço, empurrando-o para o calabouço da viciação. Capítulo 5. - Não podemos desconsiderar o adversário comum, que se oculta no coletivo Trevas ou Forças do Mal. Esses nossos irmãos desvairados, que perderam totalmente o senso de equilíbrio, por mais incrível que nos pareça, pretendem instaurar o seu reino de disparates entre os seres humanos, por neles encontrarem receptividade e sintonia moral, acreditando que a sua será uma vitória incontestável contra o Bem, representado por Jesus-Cristo, nosso Mestre, em nome do Pai Criador ... "Insistem nas suas posturas absurdas, deixando-se conduzir por mentes perigosas que, na Terra, exerceram domínio sobre as multidões e se transferiram para o além-túmulo com altíssimas cargas de ódio e incompreensível sede de vingança, reconstruindo os seus impérios de alucinação, nos quais milhares de comparsas sob seu domínio obedecem às suas imposições cruéis. Supõem-se invencíveis, desafiando a ordem e o equilíbrio que jazem em toda parte, ampliando as inomináveis conquistas mediante o arrebanhamento de vítimas que se Ihes entregam com relativa facilidade.” CONTINUA
  11. 11. Capítulo 5. "O seu desatino é tão grande, que interferem no destino das nações, quando encontram chefes de Estado do mesmo nível evolutivo, deles utilizando-se para castigar a humanidade. Se esses indivíduos, que passam a comandar psiquicamente, são religiosos, inspiram-Ihes ódios terríveis contra os demais, que não privam da sua crença, tornando-os asselvajados, ao mesmo tempo, induzindo-os à crença de que são Emissários de Deus, que deverão libertar a sociedade da tirania dos outros, do Demônio, que é sempre aquele a quem elegem como adversário ... FIM
  12. 12. Depois de algumas instruções bem delineadas, fomos informados de que o tempo de serviço nessa etapa inicial seria de um mês aproximadamente, mediando entre as festividades de verão no país e a chegada da Quaresma, abrangendo o período do Carnaval. Seria, nesse período, que nos movimentaríamos atendendo ao dever para o qual nos preparáramos. Em face dos desconcertos emocionais que os exageros festivos produzem nas criaturas menos cautelosas, há uma verdadeira infestação espiritual perturbadora da sociedade terrestre, quando legiões de Espíritos infelizes, ociosos e perversos, são atraídas e sincronizam com as mentes desarvoradas. Nesse período, instalam-se lamentáveis obsessões coletivas que entorpecem multidões, dizimam existências, alucinam valiosos indivíduos que se vinculavam a formosos projetos dignificadores. A seguir, convocou-nos a visitar uma das capitais brasileiras próxima, na qual a explosão da alegria popular, num denominado festival de verão, era ampliada pelo abuso do álcool, das drogas e do sexo desvairado. No carnaval... Capítulo 6. CONTINUA
  13. 13. Capítulo 6. Imediatamente, vimo-nos em movimentada artéria praiana, feericamente adornada, na qual centenas de milhares de pessoas entregavam-se ao desbordar das paixões. A música ensurdecedora atordoava a massa informe, compacta e suarenta que se agitava ao ritmo alucinante, enquanto era estimulada por especialistas na técnica de agitação popular. Acurando a vista, podia perceber que, não obstante a iluminação forte, pairava uma nuvem espessa onde se agitava outra multidão, porém, de desencarnados, mesclando-se com as criaturas terrestres de tal forma permeada, que se tornaria difícil estabelecer fronteiras delimitadoras entre uma e outra faixa de convivência. A nudez predominava em toda parte, os movimentos eróticos e sensuais dos corpos com abundante transpiração exsudavam o forte cheiro das drogas ingeridas ou injetadas, produzindo estranho quanto desagradável odor às nossas percepções. No pandemônio natural que se fazia, esses Espíritos, perversos uns, exploradores outros, vampirizadores em número expressivo, exploravam os seus dependentes psíquicos em lamentável promiscuidade, submetendo-os a situações deploráveis e a prazeres grosseiros que nos chocavam, apesar da nossa larga experiência em relação a conúbios dessa ordem ... CONTINUA
  14. 14. Eu imaginava, como é possível que o ser humano destes formosos dias de cultura, de ciência e de tecnologia, se permitiam tantas sensações selvagens e irresponsáveis! Capítulo 6. O desfile parecia não ter fim, sempre aturdido pelos conjuntos musicais de textura primitiva, que os hipnotizavam, impedindo o discernimento. Era compreensível que se permitissem todos os tipos de lascívia e de perversão, já que a multidão era um corpo informe, no qual as pessoas não dispunham de espaço para a livre movimentação, ensejando a confusão dos sentidos e a mescla absurda dos atritos físicos. Tratava-se, porém, do culto à deusa Folia, numa enxurrada física e psíquica das mais vulgares e pervertidas, em cujo prazer todos entregavam-se ao olvido da responsabilidade, ao afogamento das mágoas e à liberação das paixões primitivas. Jovens e adultos pareciam haver perdido o direcionamento da razão, deixando-se enlouquecer pelo gozo exagerado, como se tudo ficasse centralizado naquele momento e nada mais houvesse após. CONTINUA
  15. 15. Criminosos de várias classes misturavam-se aos foliões esfuziantes e tentavam furtá-los, roubá-los, agredindo-os com armas brancas, ao tempo em que psicopatas perversos utilizavam-se da confusão para darem largas aos distúrbios que os assinalavam. Capítulo 6. Altercações e brigas violentas, que culminavam em homicídios infelizes, misturavam-se aos disparates da festa que não cessava, porque, naquela conjuntura, a vida era destituída de significado e de valor. Não saíra da perplexidade em que me encontrava, quando o irmão Petitinga veio em meu auxílio, comentando: - Passada a onda de embriaguez dos sentidos, os rescaldos da festa se apresentarão nos corpos cansados, nas mentes intoxicadas, nas emoções desgovernadas e os indivíduos despertarão com imensa dificuldade para adaptar-se à vida normal, às convenções éticas, necessitando prosseguir na mesma bacanal até a consumpção das energias. "Amolentados pelas extravagâncias, saudosos da luxúria desmedida e ansiosos por novos acepipes, tentarão transformar todas as horas da existência no delírio a que ora se entregam ... Tentarão investir todos os esforços para que se repitam os exageros, e porque as loucuras coletivas fazem-se com certa periodicidade e eles dependem desse ópio para esquecer-se de si mesmos, passam a viver exclusivamente o dia-a-dia do desequilíbrio em pequenos grupos, nos barzinhos, nos guetos e lugares promíscuos, nos subterrâneos do vício onde se desidentificam com a vida, com o tempo e com o dever. CONTINUA
  16. 16. Capítulo 6. "Tornando insuportável a situação de cada uma dessas vítimas voluntárias do sofrimento futuro, os parasitas espirituais que se lhes acoplam, os obsessores que os dominam, explorando suas energias, atiram-nos aos abismos da luxuria cada vez mais desgastante, do aviltamento moral, da violência, a fim de mantê-los no clima próprio, que Ihes permite a exploração até a exaustão de todas as forças. "É muito difícil, no momento, estancar-se a onda crescente da sensualidade, do erotismo, da depravação nas paisagens terrenas, especialmente em determinados países. Isto porque, as autoridades que governam algumas cidades e nações, com as exceções compreensíveis, estão mais preocupadas com a conquista de eleitores para os iludir, do que interessadas na sua educação. “A educação, que liberta da ignorância, desperta para o dever e a conscientização das massas, não sendo de valor para esses governantes, porque se o povo fosse esclarecido os desapeava do poder de que desfrutam, em face da claridade mental e do discernimento. “Reservam então altas verbas para serem aplicadas no desperdício moral, disfarçando as doações sob a justificativa de que se trata de utilização para o lazer e a recreação, quando estes são opostos aos exageros dos sentidos físicos. CONTINUA
  17. 17. Capítulo 6. “Mais recentemente, foram encontradas outras explicações para a legalização das bacanais públicas, sob os holofotes poderosos da Mídia, como sejam as do turismo, que deixa lucros nas cidades pervertidas e cansadas de luxúria. É certo que atraem os turistas, alguns para observar os estranhos comportamentos das massas, que têm em conta de subdesenvolvidas, de atrasadas, de primitivas, permanecendo em camarotes de luxo, como os antigos romanos contemplando as arenas festivas, nas quais os assassinatos legais misturavam-se às danças, às lutas de gladiadores e ao teatro fescenino... Outros, para atenderem aos próprios tormentos, malcontidos, que podem ser liberados com total permissão, durante os festejos incomuns. E outros, porque necessitam de carnes novas para o comércio sexual, especialmente se está recheado de crianças vendidas por exploradores hábeis e pais infelizes. "Por outro lado, os veículos de informação de massa exaltam o corpo, fomentam as pai- xões sensoriais, induzindo as novas gerações e os adultos frustrados ao deboche, ao feti- che das sensações, transformando a sociedade em um grande lupanar. CONTINUA
  18. 18. "Não é do meu feitio entretecer considerações que possam tornar-se críticas destrutivas, mas havemos de convir que, sobreviventes que somos da morte, não podemos deixar de considerar que os enganados foliões de hoje serão os desencarnados tristes de amanhã, queiramos ou não, sendo de lamentar-se a situação na qual despertarão após a perda do veículo orgânico. Capítulo 6. "Só a educação, em outras bases, quando a ética e a moral renascerem no organismo social, irá demonstrar que para ser feliz e para recrear-se, não se torna imperioso o vilipêndio do ser, nem a sua desintegração num dia, esquecendo-se da sua eternidade." CONTINUA
  19. 19. Capítulo 9. E no fim da festa do carnaval... A bulha terrível diminuíra nas ruas da cidade tumultuada, com a chegada do amanhecer, no seu fulgurante carro de luz. Aquele era o último dia do espetáculo de perversão e loucura a que se entregaram os foliões agora cansados, que iriam, logo mais, contabilizar os prejuízos emocionais, financeiros e morais dos descalabros que se permitiam. Naturalmente, esse despertar não influenciaria muito nas suas decisões para uma vida morigerada (que tem bons costumes ou vida exemplar), antes, em razão do vício que se facultavam, sentiam mais ainda o açular dos desejos para o prosseguimento da bacanal. FIM
  20. 20. Capítulo 13. Sobre a esquizofrenia... – Se levarmos em conta, (...), que o paciente esquizofrênico é um ser imortal, que ele procede de experiências ancestrais, que traz, nos tecidos sutis do Espírito, os fatores que o predispõem à síndrome que se manifestará mais tarde, compreenderemos que as mudanças químicas no cérebro, os fenômenos genéticos, as alterações estrutu- rais, são efeitos da sua consciência de culpa, da sua necessidade moral de reparação dos crimes cometidos, que ficaram ignorados pela justiça terrestre, mas que ele conhece. Entendendo-se o Espírito como o ser causal, em processo de evolução, adquirindo experiên- cias e superando as manifestações primárias através de novas expe- riências iluminativas, trataremos dos inevitáveis efeitos dos seus atos danosos, mas remontaremos à causalidade que se encontra no ser real e não no seu símile material. "Na contingência de alguns casos irrecuperáveis, como os temos aqui, em nossa clínica, es- quecidos propositalmente pelas famílias, como ocorre em todos os hospitais psiquiátricos, constataremos que se trata de impositivos expiatórios para eles, já que foram malsucedi- dos em outros tentames provacionais, agora se encontrando sob injunção expiatória recu- peradora que Ihes foi imposta. CONTINUA
  21. 21. "Como corolário da tese que ora defendemos, o que muitos conside- ram como simples delírios e alucinações, muitas vezes são contatos mediúnicos com as antigas vítimas, ora transformadas em algozes, que os vêm perseguir, desforçando-se dos males que Ihes foram infligidos anteriormente. Se esse conúbio enfermiço continuar por largo prazo, é natural que a energia destrutiva aplicada nos delicados tecidos neuroniais, termine por danificá-Ios, alterando o quimismo cerebral e as neurocomunicações. Capítulo 13. Sobre a esquizofrenia... ''Tenhamos em vista, no momento, o paciente Arcanjo, que acabei de atender. “Nada obstante se encontre sob forte terapia química, foi acometido de uma exaltação, na qual uma personalidade independente (Espírito) tomou-o, permitindo-me um diálogo lúci- do, que terminou por uma proposta coerente, de abandoná-lo à própria sorte, não mais lhe constituindo um parasita espiritual. Após o diálogo, ao informar que se iria, o obsidiado tranquilizou-se, adormeceu e, certamente, apresentará logo mais um quadro satisfatório, embora seja portador igualmente do transtorno esquizofrênico, que lhe permitirá uma vida relativamente equilibrada, caso prossiga com o tratamento, retornando ao meio familiar e social sem perigo." CONTINUA
  22. 22. Tomando do prontuário, onde se encontrava a anamnese do referido enfermo, leu o diagnóstico e a medicação aplicada, sem que os resul- tados apresentados fossem significativos, diferindo diametralmente do efeito da terapia aplicada no Agente espiritual. Capítulo 13. Sobre a esquizofrenia... Logo após, deu curso ao estudo: – Definimos, então, a esquizofrenia, primeiro: como um transtorno espiritual, que se manifesta no corpo físico, através de uma série de desequilíbrios já referidos, mas decorrente da necessidade de o Espí- rito resgatar os delitos praticados em existências anteriores. Chamá- la-emos, nesse caso, de um distúrbio orgânico, já que foram impres- sas no aparelho fisiológico todas as necessidades para a liberação. “Segundo: de um processo de natureza obsessiva, em que o agente perturbador, hospe- dando-se no perispírito do seu inimigo, aquele que antes o infelicitou, atormenta-o, apre- senta-se-lhe vingador, desorganiza-o interiormente, desestabiliza as conexões neuroniais, produz-lhe outras disfunções orgânicas, delírios, alucinações... “Terceiro: de um processo misto, no qual o enfermo fisiológico é também vítima de cruel perseguição, tornando-se obsidiado simultaneamente. CONTINUA
  23. 23. Capítulo 13. Sobre a esquizofrenia... "Seja, porém, em qual classificação se enquadre o paciente psiquiá- trico, ele é digno de compaixão e de amizade, de envolvimento fra- ternal e de interesse profissional, recebendo, não somente a tera- pêutica específica proposta pela Psiquiatria, mas também a espiritual apresentada pelo Espiritismo, que estuda e investiga o ser integral, constituído por Espírito ou causa inteligente do ser, perispírito ou invólucro semimaterial que lhe preserva as necessidades, possuidor de várias e específicas funções, a fim de imprimi-las na organização física, e essa, ou corpo somático, por onde deambula na execução do programa de sublimação que lhe é proposto. "A oração ungida de amor, a vibração de afeto transformada em emissão de onda, de simpatia e de saúde, são, sem qualquer dúvida, terapêuticas de invulgar resultado, que o futuro adotará em qualquer situação humana em que se encontrem os indivíduos. "Dia chegará, não muito distante, em que a Medicina espiritual substituirá os processos agressivos deste momento, como já mudamos os procedimentos antes considerados va- liosos, das duchas, das sanguessugas, das sangrias, do poço das serpentes, da solitária, da insulina, do eletrochoque... (...)” FIM
  24. 24. Capítulo 14. “(...) devemos considerar que o paciente psiquiátrico é, normalmente, alguém que se utilizou da inteligência e do sentimento com muita falta de responsabilidade, lesando os núcleos perispirituais que plasmam no cérebro carnal as necessidades de reparação. “Imaginemos um médico, no uso da sua missão de melhorar a qualidade de vida dos enfermos, de amenizar-lhes os sofrimentos, de prolongar-lhes a existência e até mesmo de recuperá-los das doenças, que se utiliza do conhecimento intelectual para a explora-ção dos seus recursos econômicos, sem respeito pelo ser humano, que posterga terapias valiosas, a fim de retê-los por mais tempo sob seus cuidados, “Tenhamos em consideração um escritor que intoxica as mentes dos seus leitores com cli- chês de perversidade e de luxúria, de vandalismo e de desrespeito; um ator ou atriz que, em nome da arte entrega-se aos despropósitos das sensações gros- seiras, arrastando multidões fanatizadas aos abismos morais; um sacerdote ou pastor religioso, um pregador espírita, muçulmano ou israelita, ou de ou- tro credo qualquer, que esgrime a palavra da sua fé religiosa como espada de separação e de destruição de vidas, ou dela se utiliza para a própria lubricidade mediante a sedução de pessoas inexperientes para crimes sexuais, políticos, de qualquer espécie; CONTINUA ou que se utiliza da Medicina para o enriquecimento criminoso através do aborto, da eutanásia, de cirurgias desnecessá-rias; como despertará no além-túmulo?
  25. 25. Capítulo 14. os maledicentes e acusadores contumazes, que somente vêem e co- mentam o que podem destruir e infelicitar; um cientista que se utiliza do comércio ignóbil de vidas para as suas experiências macabras, para a venda de órgãos vitais, para a con- quista do poder, malsinando a inteligência; os traficantes de drogas, de mulheres e crianças para o comércio do vício, como despertarão depois da morte? "O remorso cruel, o desespero pelo acoimar das suas vítimas, a an- gústia em constatar as alucinações que se permitiram, o uso perver- so que deram às suas aptidões, aos seus pensamentos e técnicas, ex- plodem-Ihes no Espírito e levam-nos à loucura, que prosseguem vi- venciando quando recambiados à reencarnação. “As suas vítimas seguem-nos empós, imantadas à área da consciência de culpa e ferrete- ando-os mais em duelos de ódios inimagináveis. “A nossa tarefa é de permitir-Ihes melhores condições para reparar os crimes, oportunida- des mais longas para a libertação de si mesmos dos grilhões e dos cárceres sem paredes em que se atiraram espontaneamente. CONTINUA
  26. 26. “A recuperação da saúde, portanto, está na razão direta da gravidade do delito, porque alguns, não remodelados pelos camartelos do so- frimento, em retomando à sociedade com discernimento, correm o perigo de reincidirem nos desequilíbrios com maiores prejuízos.” Capítulo 14. camartelo Mais adiante... "Um hospital, de qualquer especialidade, é laboratório de recupera- ções sob a direção da Divindade, que para ele recambia os destroça- dos por si mesmos, a fim de serem remendados. O psiquiátrico, po- rém, é também um grande presídio com melhores recursos de reno- vação do que o cárcere convencional. Todos quantos nele se hospe- dam, temporária ou permanentemente, além de se encontrarem em reconstrução, expungem os fluidos deletérios do mal que se permiti- ram por longo período. “ “(...) A medicação auxiliá-lo-á no quimismo cerebral, trabalhando possibilidades de equilíbrio e de discernimento, mas ele terá que recompor-se interiormente e recuperar-se." FIM
  27. 27. Capítulo 14. Ele levou-nos a um quarto, no qual se encontrava um enfermo igual- mente em camisa-de-força, que estorcegava (torcer com força), balbuciando palavras desconexas, os olhos projetados além das órbitas e com manifestas características de uma convulsão de largo porte. Poucos minutos após chegarmos, ele atingiu o clímax dos espasmos, tombando no solo e contorcendo-se dolorosamente, enquanto espumava e rilhava os dentes cerrados. A expressão da face congestionada era terrível, traduzindo um sofrimento incomum. Automaticamente, pusemo-nos a orar, envolvendo-o em vibrações de reconforto e apaziguamento, enquanto o Dr. Ximenes socorreu-o com passes bem direcionados, diminuindo a intensidade da ocorrên- cia até o momento em que asserenou. Os esfíncteres relaxados per- mitiram a eliminação de substâncias urinárias e fecais... De imediato, um auxiliar de enfermagem foi convocado ao auxílio e à higiene, colocando o paciente no leito, ainda adormecido, enquanto se providenciava o asseio do ambiente. – Estamos diante de um distúrbio misto muito grave – falou, pausadamente, o Dr. Ximenes –. O transtorno fisiológico leva-o à desorganização do raciocínio, à irreflexão, à alienação. Estando, porém, lúcido, em espírito, dá-se conta da perseguição de que se vê objeto, apa- vorando-se e transmitindo ao cérebro desregulado as emoções que não tem como exterio- rizar com correção. CONTINUA
  28. 28. “Tenta articular palavras para traduzir o pensamento, e as neuro- transmissões, torpedeadas pela inarmonia que as interrompe, não conseguem decodificá-las em oralidade lógica, transformando-as em ruídos e vocábulos desconexos. Sob os acúleos da vingança do inimigo tenta fugir, mas permanece fortemente vinculado ao corpo estropiado, experimentando um horror que não pode ser definido... É, nesse momento que, agredido fisicamente pelo desafeto, entra em convulsão, gerando um quadro típico de epilepsia em face das características apresentadas e dos efeitos orgânicos. Capítulo 14. “No momento em que silenciou por pouco tempo, pude observar que o Espírito vingador encontrava-se colado ao doente como se es- tivesse acoplado da cabeça aos pés, desde o cérebro, descendo pela co luna vertebral, em atitude mental exploradora de energias, e em "Diante de nós, está um quadro de esquizofrenia real e de epilepsia não orgânica, de natu- reza espiritual, em que a ação fluídica do desencarnado sobre o cérebro do paciente en- carnado, produz-lhe a reação convulsiva. Caso a tese referida tivesse validade, essa convul- são, mesmo que de ordem psíquica, teria caráter terapêutico, quando, em verdade, é mais desgastante para o organismo do enfermo, que mais se abate pela perda das energias vitais ao processamento das forças orgânicas. comando total da sua mente entorpecida e envolta em sucessivas camadas de campos vibratórios degenerativos. A expressão de fúria e de prazer ante a vitória do desforço desenhava-lhe uma fácies única, terrível. CONTINUA
  29. 29. "Ambos os enfermos da alma encontram-se tão afinados que as nos- sas providências não podem violentar as leis que os unem, cabendo- nos o dever de compaixão para com os dois, até quando soe o mo- mento da desencarnação do hospedeiro que, provavelmente, será liberado da constrição do seu temível adversário, que poderá perma- necer ligado aos despojos carnais que explorou, em alucinação inde- finível e prolongada." Capítulo 14. FIM
  30. 30. Capítulo 10 Um outro caso de esquizofrenia... uma senhora de meia-idade... (...) dama perturbada, que altercava (discutia) com um perseguidor imaginário, fruto de longo processo ideoplástico. (...) Dr. Bezerra de Menezes apontou-nos a senhora atribulada para assistência de minha parte, recomendando condensasse as forças fluídicas até lograr ser por ela percebido. Vendo-me, repentinamente, a dama exclamou, emocionada: — Mensageiro Divino, salvai-me deste cruel perseguidor! Sou crimi- nosa, reconheço, todavia, venho pagando a longo prazo o compro- misso infeliz da leviandade. Socorrei-me, por Deus! As lágrimas abundantes, a face dorida e a voz amargurada infundiam compaixão. Teleguiado pela poderosa mente do Diretor Espiritual, acerquei-me e roguei-lhe des- cansasse em sono reparador de que tinha imediata necessidade. Aplicando-lhe conveniente recurso fluídico, sem maior resistência descontraíram-se as forças psíquicas concentradas pelo pavor e ela adormeceu. Auscultando as exteriorizações mentais da Senhora atormentada, em espírito, ora ressonando, o abnegado Instrutor esclareceu: CONTINUA
  31. 31. Capítulo 10 — Esta nossa irmã está catalogada como esquizofrênica irreversível, demorando-se na fase da hebefrenia (pertubação mental que surge na puberdade) de largo porte, em diagnose apropriada. Fixadas as matrizes da distonia mental, nas sedes perispirituais, o mecanismo cerebral correspondente à área da razão e da personalidade, apresen- ta sombras características que preexistem desde a vida anterior, quando supunha poder burlar as Leis, entregando-se aos desvarios e alucinações complexos. Em verdade, manteve-se inatacável no con- ceito do mundo, entretanto, não conseguiu fugir a si mesma, às lembranças da consciência em despertamento, lesando os centros correspondentes da lucidez e do equilíbrio, que produziram nas sedes sutis plasmadoras do “campo da forma” os desajustes que ora a lancinam (afligem). Fazendo significativa pausa, na qual aplicou passes cuidadosos, longitudinais, a iniciar-se do centro coronário, qual se o desatrelasse de forças densas, em baixo teor magnético, percebemos, a pouco e pouco, que o complexo núcleo se clarificava, irrigando com opalina tonalidade o centro cerebral, igualmente envolto em sombrias cargas fluídicas, onde imagens vigorosas e fixas nas telas da memória se diluíam, sem que, contudo, se desfizessem totalmente. CONTINUA
  32. 32. Capítulo 10 A energia vitalizadora que era infundida na enferma passou a percor- rer-lhe os vários centros de fixação físico-espiritual. E como receben- do ignota carga magnética, revigorante e anestésica simultanea- mente, esta proporcionava à organização física melhor funcionamen- to com mais eficaz intercâmbio metabólico, de que se beneficiava o cérebro todo transformado, agora, em um corpo multicolorido, no qual miríades de grânulos infinitesimais ou fascículos luminosos se movimentavam, penetrando neurônios e os ligando, quais impulsos de eletricidade especial enviando ordens restauradoras e mantenedo- ras da harmonia vibratória indispensável ao tônus do reequilíbrio. Percebemos que a respiração da doente se fez mais tranquila, os músculos tensos por todo o corpo relaxaram, com admiráveis resul- tados no aparelho digestivo, particularmente desgovernado. Concluída a operação complexa e tecnicamente realizada, o irmão Bezerra de Menezes elucidou-nos: – Toda enfermidade, resguardada em qualquer nomenclatura, sempre resulta das conquistas negativas do passado espiritual de cada um. Estando o “campo estruturador”, conforme nominam os modernos pesquisadores parapsicológicos ao perispírito, sob o bombardeio de energias deletérias, é óbvio que as ideias, plasmando as futuras formas para o Espírito, criam as condições para que se manifestem as doenças... CONTINUA
  33. 33. “Amanhã apresentará sinais de significativa melhora na saúde, embora as causas preponderantes da sua alienação nela mesma se encontrem. Numa forma de autocídio indireto, através do qual pretende eximir-se à responsabilidade, auto-suplicia-se, mergulhando no desconcerto da loucura.” Capítulo 10 Depois de narrar o passado de crimes cometidos pela senhora em en- carnação passada, o Dr. Bezerra de Menezes continua... “A punição maior para o culpado é a presença da culpa, insculpida na consciência. A princípio, quando as forças orgânicas estão em pleni- tude, ela dorme... “À medida que se afrouxam os liames das potências da vida vegetativa, ressumam as evocações e se transformam em complexo culposo, monoideísmo infeliz que mais grava o delito e agrava a responsabilidade... “Surpreendida pela desencarnação, transferiu para o Além os dramas ocultos. Embora perdoada pelo esposo-vítima, que se encontrava em melhor condição espiritual do que ela, tornou-se perseguida pela serva, que a seviciou demoradamente em região de compacta sombra espiritual. “Trazida à reencarnação, os fortes açoites do remorso, as impressões vigorosas da expiação junto à vítima, a intranquilidade lesaram os centros da consciência, do que resultou a enfermidade que ora padece... CONTINUA
  34. 34. Capítulo 10 Depois de breve silêncio, concluiu: — Os núcleos desarticulados no perispírito produziram as condições físicas do encéfalo, que se desconectaram quando completou trinta anos, idade em que se deixara assediar pela fúria do desequilíbrio, embora as distonias graves que a perturbavam desde a adolescência. “A enfermidade que afeta a área da personalidade, produzindo dete- riorização, gera estados antípodas de comportamento em calma e fúria, modificação do humor, jocosidade, com tendências, às vezes, para o crime, é o resultado natural do abuso e desrespeito ao amor, à vida, ao próximo. “Purgará, ainda um pouco, até que a desencarnação lhe tome de vol- ta as vestes, a fim de recomeçar noutra condição o que espontânea e levianamente adiou... FIM
  35. 35. Capítulo 15. Se as pessoas saudáveis se permitissem visitar, periodicamente que fosse, alguma clínica psiquiátrica ou mesmo outras encarregadas de atender portadores de enfermidades degenerativas como parkinson, alzheimer, câncer, hanseníase, é muito provável que se dessem conta da vulnerabilidade do corpo físico e dos seus processos de desorga- nização, optando por diferente conduta mental e moral. Compreen- deriam de visu que os males atormentadores procedem do Espírito, podendo ser evitados com muita facilidade, em cujo labor seriam aplicados todos os recursos que se multiplicariam em benesses compensadoras. Ilhadas, porém, nas sensações mais imediatas, nem todas se encon- tram despertas para entender os reais objetivos da existência huma- na, optando pelo gozo incessante ao invés da busca superior da feli- cidade. Esse processo inevitável de conscientização acontecerá, sem dúvida, e para que logo che- gue, todos devemos contribuir com os nossos melhores recursos, diminuindo as conse- quências lamentáveis da imprevidência moral e dos seus desregramentos que desbordam nos conflitos individuais e sociais... FIM
  36. 36. Capítulo 16. "Alterar, pois, a conduta moral e espiritual, é o dever que nos cabe manter em consciência, porquanto, os males que hoje nos assinalam são efeitos dos nossos próprios equívocos de ontem, cabendo-nos o compromisso de não serem gerados novos fatores de dissabor nem de infelicidade procedentes de nós mesmos. "A decisão de ser feliz é inteiramente individual, não cabe dúvida, razão por que ninguém pode anelar (desejar), para outrem que se recuse, a bênção que lhe gostaria de oferecer. "Desse modo, o empenho e a luta para conseguir-se a harmonia que trabalha em seu favor, deve constituir o primeiro movimento de todo aquele que anseia pela mudança de situação emocional, física, eco- nômica, social e espiritual. Somente, portanto, mediante esse esfor- ço de renovação interna, combatendo as sombras teimosas que se aninham na mente e dominam o coração, é que se instalarão as cla- ridades inapagáveis do bem-estar que enseja saúde e paz." FIM
  37. 37. Capítulo 18. Em uma palestra sobre caridade, se falou sobre o álcool... – Os vícios campeiam à solta. O alcoolismo adquire cidadania em nossa sociedade equivocada. Nos lares, em quase todos, existe o bar, nos mais sofisticados, ou a bebida desta ou daquela qualidade, nos mais modestos, para oferecer aos convidados, demonstrando-lhes falsa consideração. De ato social pernicioso à dependência alcoólica malévola, há apenas pequena distância, que é a repetição do hábito. Associando-se a esse costume enfermiço, Espíritos doentes e infeli- zes que enxameiam na Erraticidade inferior, desejando prosseguir na viciação a que se entregaram, acercam-se do insensato e passam a utilizá-lo até a exaustão. "A caridade para com todos é a atitude de sobriedade, de morigeração, de educação dos costumes. Se alguém se encontra habituado ao uso do álcool e busca-o em nosso lar, em nossa companhia, é caridade para com ele orientá-lo, induzi-lo à libertação do cruel inimi- go da sua saúde e da sua paz. "A caridade apresenta-se, portanto, sob formas muito sutis, que nem sempre chamam a atenção ou sequer são consideradas. CONTINUA
  38. 38. Capítulo 18. E nesta palestra sobre caridade, se falou também sobre a viuvez... "Imaginemos alguém viajando em solidão pelos caminhos terrestres, em face da desencarnação de um ser querido. Inegavelmente, en- contra-se sob camartelos que lhe mortificam o corpo e a alma. O ser amado que viajou, no entanto, não se extinguiu, e aguarda o reencontro. Todavia, a insatisfação que toma conta daquele que ficou no mundo físico, indu-lo a iludir-se com quimeras de prazer, envolvendo-se em aventuras que se transformam em sofrimentos que não se encontravam estabelecidos pela lei de Causa e de Efeito. "Não será um ato de amor e de caridade para com aquele que se foi, preservar-se, manter-se-lhe fiel, transformar os sentimentos doloridos em um poema de dedicação? É certo que não defendemos a tese medieval ou supersticiosa de algumas tribos indígenas que impõem às viúvas acompanharem os seus esposos desencarnados e morrerem, seguindo-os empós... Referimo-nos à inquietação pertur- badora, ao tormento sexual transformado pela Mídia ultrajante em necessidade imperiosa, como se a criatura humana fosse apenas o seu aparelho genésico... " FIM
  39. 39. Capítulo 10 Após a reunião de assistência aos obsidiados, quando as operações de socorro aos perseguidores atendidos chegavam a termo, graças à remoção de alguns a Hospitais especializados, em Colônias do nosso plano, enfermeiros e assistentes prestimosos prosseguiram dispensando necessária cooperação no templo Espírita onde ficariam em regime de hospedagem diversos outros sofredores carecentes de diretriz e medicação próprias. O venerável Bezerra de Menezes convocou-nos, então, destacando os irmaos Ângelo e Melquiades, abnegados trabalhadores desencarnados, a fim de visitarmos Ester, como passo inicial para o labor que se desenvolveria de imediato, objetivando seu oportuno restabelecimento. Chegando ao pavilhão em que a jovem se encontrava, não pude sopitar o choque e a curiosidade, face à multidão que se agitava naquele Frenocômio (manicômio). Desencarnados às centenas, com os fácieis mui variados, aglutinavam-se em magotes de doentes, totalmente desequilibrados, em manifesta ignorância do estado espiritual em que se demoravam; obsessores de carantonha cruel demonstravam no rosto conturbado os ódios que os desequilibravam; perturbadores zombeteiros, assinalados pelos vícios em que se locupletavam, com máscara de cinismo indescritível; grupos de vampirizadores mistura- vam-se a dementes encarnados, parcialmente liberados pelo sono, em lastimável estado; verdugos impiedosos, conhecedores das técnicas obsessivas, arrastavam suas vítimas em incríveis padecimentos, que desfaleciam de pavor, logo despertando para defrontar os adversários frios; entidades hebetadas, simiescas umas, deformadas outras, em promiscuidade deplorável... CONTINUA
  40. 40. Desencarnados ociosos, indiferentes, enchiam os pátios, os corredores como frequentadores de espetáculos circenses, totalmente desconhece- dores do estado em que se movimentavam, produzindo ambiente mias- mático, que aspiravam, intoxicando-se cada vez mais e envenenando a psicosfera terrível já reinante. Capítulo 10 Um pandemônio ensurdecedor e aparvalhante sucedia-se em cenas que variavam da bestialidade mais vil à impiedade mais selvagemente elabora- da, em cujos cenários muitos encarnados sofriam indefiníveis vilipêndios e atentados. Dava-nos a impressão de que nenhuma compaixão ou sentimento de humanidade ali encontrava guarida. Os espetáculos da hediondez espiritual superavam tudo que a imaginação humana pode conceber. Aliás, ali se encontravam alguns dos campeões da insensatez e da perversidade, dos ases da mentira e da traição, dos hábeis dissimuladores que, não obstante a ausência das roupagens orgânicas, experimentavam as paixões mais açuladas que os governavam em desmandos inimagináveis. Recebêramos antes recomendações adequadas quanto aos impositivos da oração e do equilíbrio, a fim de transitarmos em faixa de diferente vibração, passando despercebidos da imensa mole de atormentados e atormentadores. FIM
  41. 41. Capítulo 13 “(...) será providenciada uma enfermidade-auxiliar como terapia libertadora. – Enfermidade-auxiliar? – Interroguei, a meu turno. – Não há motivo para estranheza – replicou, jovial –. Existem as doenças expurgadoras, as que convidam à renovação e as que aju- dam na liberação dos vícios. Enfermo, por algum tempo ele se recu- sará às drogas, por medo da morte e cuidará melhor do corpo, nu- trindo-o e amparando-o quanto convém. Porque suas resistências imunológicas estão em quase crise, não será difícil auxiliá-lo na aquisição de uma infecção respiratória... FIM Um rapaz estava sendo tratado através de passes no plano espiritual, e em desdobramento.
  42. 42. Capítulo 27 "É muito comum notar-se que os Espíritos conscientes do mal que proporcionam àqueles a quem perseguem, sabendo que os seus obsidiados estão recorrendo a ajuda médica para ter minorados os seus males, investem contra os seus possíveis benfeitores, a fim de os influenciar, gerando antipatia pelo paciente e, quando há afinidade moral entre o médico e o algoz desencarnado, este leva-o a equivocar-se no diagnóstico ou pelo menos a não dar a devida atenção ao problema, ficando na superficialidade, que não lhe permite a correta avaliação para um eficiente tratamento. O mesmo sucede em relação aos médiuns, quando convidados ao auxilio aos portadores de alienação obsessiva, não é verdade? Muda-se de situação mas não se altera a ocorrência... " FIM
  43. 43. 2 Socorro Espiritual (...) Como primeira providência, o vigilante mensageiro (desencarnado) procurou desviar Adalberto de buscar a sua enamorada, propiciando-lhe mal-estar súbito, através da aplicação de fluídos no centro cardíaco, acentuando repentina indigestão. (...) A Espiritualidade Superior “provocando” um mal-estar... FIM A espiritualidade estava evitando um encontro marcado entre dois jovens. A garota pretendia fugir do lar, que a infelicitava, com o namorado...
  44. 44. 15 Enfermidade Salvadora Havia um mês que o Sr. Mateus retornara ao lar, após a crise que o conduzira inconsciente ao Pronto Socorro, vítima de embolia cerebral. (...) o remédio mais eficaz e mais bem aplicado para o nosso irmão seria o de demorada permanência no leito, a fim de que a limitação das forças e o constrangimento da enfermidade lhe pudessem despertar o espírito atormentado para as questões vitais da reencarnação, da imortalidade... (...) após o delíquio (desmaio) no atrito com Marta (a filha), igualmente perturbada, recorremos a providencial socorro, aplicando-lhe recursos magnéticos que libertaram a bolha de ar que se alojou em circuito especial do cérebro, gerando a embolia de que foi acometido... O motivo da embolia foi... FIM Como o Divino Benfeitor dispõe de recursos e terapêutica especializada para todos os problemas e enfermidades, a dor, que agora lhe é mestra e mãe gentil, abre-lhe, também, as portas da compreensão da família e da paz no lar, ajudando-o a descobrir o mundo novo do espírito para a própria felicidade. Outro caso...
  45. 45. Capítulo 3 Delito Oculto Na patogênese da alienação mental, sob qualquer aspecto em que se apresente, sempre defrontaremos um Espírito falido em si mesmo, excruciando-se sob a injunção reparadora, de que se não pode deslindar, senão mediante o cumprimento da justa pena a que se submete pelo processo da evolução. FIM
  46. 46. Capítulo 4 Programática Reencarnacionista "O Espírito é sempre responsável pelo corpo de que se utiliza, suas funções físicas e psíquicas que decorrem das realizações pretéritas e do uso nobre ou vulgar, elevado ou pervertido que lhe atribuiu.” Dr. Bezerra de Menezes FIM
  47. 47. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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