21.04 A Obsessão IV 20 jan 2015

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21.04 A Obsessão IV 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos A Obsessão Voltamos com o nosso assunto...
  2. 2. Vamos acompanhar agora uma informação que o Instrutor Alexandre passa para André Luiz. Estudos Dirigidos A Obsessão
  3. 3. A dúvida seria: se uma pessoa obsediada poderia obter “proteção diferenciada”, em alguns casos de obsessão. Estudos Dirigidos A Obsessão
  4. 4. Vamos acompanhar a resposta de Alexandre. Estudos Dirigidos A Obsessão
  5. 5. Capítulo 18. Obsessão. O instrutor sorriu e esclareceu: – Não se trata de proteção, mas de esforço próprio. O obsidiado, além de enfermo, representante de outros enfermos, quase sempre é tam- bém uma criatura repleta de torturantes problemas espirituais. “Se lhe falta vontade firme para a auto-educação, para a disciplina de si mesma, é quase certo que prolongará sua condição dolorosa além da morte.” “Que acontece a um homem indiferente ao governo do próprio lar? Indubitavelmente será assediado por mil e uma questões, no curso de cada dia, e acabará vencido, convertendo-se em joguete das circuns- tâncias.” “Imagine agora que esse homem indiferente esteja cercado de inimigos que ele mesmo criou, adversários que lhe espreitam os menores gestos, tomados de sinistros propósitos, na maioria das vezes...” “Se não desperta para as realidades da situação, empunhando as armas da resistência e va- lendo-se do auxilio exterior que lhe é prestado pelos amigos, é razoável que permaneça es- magado.” “Esta, a definição da maior percentagem dos casos espirituais de que estamos tratando.” “Não representa, porém, a característica exclusiva das obsessões de ordem geral.” CONTINUA
  6. 6. Capítulo 18. Obsessão. “Existem igualmente os processos laboriosos de resgate, em que, depois de afastados os elementos da perturbação e da sombra, perseveram as situações expiatórias.” “Em todos os acontecimentos dessa espécie, porém, não se pode pres- cindir da adesão dos interessados diretos na cura.” “Se o obsidiado está satisfeito na posição de desequilíbrio, há que es- perar o término de sua cegueira, a redução da rebeldia que lhe é própria ou o afastamento da ignorância que lhe oculta a compreensão da ver- dade.” “Ante obstáculos dessa natureza, embora sejamos chamados com fervor por aqueles que amam particularmente os enfermos, nada podemos fa- zer, senão semear o bem para a colheita do futuro, sem qualquer ex- pectativa de proveito imediato.” FIM
  7. 7. Vamos ver também o que uma pessoa obsidiada, neste caso o do livro, está fazendo para seu próprio melhoramento. Estudos Dirigidos A Obsessão
  8. 8. Capítulo 18. Obsessão. – A jovem a que me referi está procurando a restauração das forças psíquicas, por si mesma; tem lutado incessantemente contra as inves- tidas de entidades malignas, mobilizando todos os recursos de que dispõe no campo da prece, do autodomínio, da meditação. “Não está esperando o milagre da cura sem esforço e, não obstante terrivelmente perseguida por seres inferiores, vem aproveitando toda espécie de ajuda que os amigos de nosso plano projetam em seu círculo pessoal.” “A diferença, pois, entre ela e os outros, é a de que, empregando as próprias energias, entrará, embora vagarosamente, em contacto com a nossa corrente auxiliadora, ao passo que os demais continuarão, ao que tudo faz crer, na impassibilidade dos que abandonam voluntaria- mente a luta edificante.” – Esta irmã – disse o orientador – permanece, de fato, no caminho da cura. Percebeu a tempo que a medicação, qualquer que seja, não é tudo no problema da necessária restauração do equilíbrio físico. Já sabe que o socorro de nossa parte representa material que deve ser apro- veitado pelo enfermo desejoso de restabelecer-se. Por isso mesmo, desenvolve toda a sua capacidade de resistência, colaborando conosco no interesse próprio. Observe. CONTINUA
  9. 9. Capítulo 18. Obsessão. Efetivamente, sentindo-se amparada pela nossa extensa rede de vi- brações protetoras, a jovem emitia vigoroso fluxo de energias mentais, expelindo todas as idéias malsãs que os desventurados obsessores lhe haviam depositado na mente, absorvendo, em seguida, os pensamen- tos regeneradores e construtivos que a nossa influenciação lhe oferecia. Aprovando-me o minucioso exame com um gesto significativo, Alexan- dre tornou a dizer: – Apenas o doente convertido voluntariamente em médico de si mesmo atinge a cura positiva. No doloroso quadro das obsessões, o principio é análogo. Se a vítima capitula sem condições, ante o adversário, entre- ga-se-lhe totalmente e torna-se possessa, após transformar-se em au- tômato à mercê do perseguidor. “Se possuir vontade frágil e indecisa, habitua-se à persistente atuação dos verdugos e vicia-se no circulo de irregularidades de muito difícil corrigenda, porquanto se converte, a os poucos, em pólos de vigorosa atração mental aos próprios algozes. Em tais casos, nossas atividades de assistência estão quase circunscritas a meros trabalhos de socorro, objetivando resulta- dos longínquos.” “Quando encontramos, porém, o enfermo interessado na própria cura, valendo-se de nossos recursos para aplicá-los à edificação interna, então podemos prever triunfos imediatos.” FIM
  10. 10. Cap. 19 Segunda parte Predisposições Mórbidas – Quais os principais métodos usados na Espiritualidade para o tratamento das lesões do corpo espiritual? – Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com o êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares. Aí, os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de preci- são, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do pa- ciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes de nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratá- veis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuraram. Curial, portanto, é que o médico espiritual se utilize ainda, de certa maneira, da medicação que vos é conhecida, no socorro aos desencarnados em sofrimento, porque, mesmo no mundo, todo remédio da farmacopéia humana, até certo ponto, é projeção de elementos quimioelétricos sobre agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou corrigindo-as, segundo as disposições do desequilíbrio em que a enfermidade se expresse. CONTINUA
  11. 11. Cap. 19 Segunda parte Predisposições Mórbidas Contudo, é imperioso reconhecer que na Esfera Superior o médico não se ergue apenas com o pedestal da cultura acadêmica, qual ocorre freqüentemente entre os homens, mas sim também com as qualidades morais que lhe confiram valor e ponderação, humildade e devotamento, visto que a psicoterapia e o magnetismo, largamente usados no plano extrafísico, exigem dele grandeza de caráter e pureza de coração. FIM
  12. 12. Vamos fazer uma pergunta bem intrigante sobre o animismo. Assunto esse que já estudamos. Estudos Dirigidos A Obsessão
  13. 13. E quando no processo obsessivo/desobssessivo está o animismo? Como devemos agir? Estudos Dirigidos A Obsessão
  14. 14. Vejam a resposta do assunto estudado no livro “Mecanismos da Mediunidade”. Estudos Dirigidos A Obsessão
  15. 15. Desobsessão e animismo Capítulo 23 Animismo Nenhuma justificativa existe para qualquer recusa no trato generoso de personalidades medianímicas provisoriamente estacionadas em semelhantes provações, de vez que são, em si próprias, Espíritos so- fredores ou conturbados quanto quaisquer outros que se manifes- tem, exigindo esclarecimento e socorro. O amparo espontâneo e o auxílio genuinamente fraterno lhes rea- justarão as ondas mentais, concurso esse que se estenderá, inevitá- vel, aos companheiros do pretérito que lhes assediem o pensamen- to, operando a reconstituição de caminhos retos para os sensitivos corporificados na Terra, tão importantes e tão nobres em sua estru- tura quanto aqueles que os doutrinadores encarnados se propõem traçar para os amigos desencarnados menos felizes. Aliás, é preciso destacar que o esforço da escola, seja ela o recinto consagrado à instrução primária ou a instituto corretivo, funciona como recurso renovador da mente, equilibran- do-lhe as oscilações para níveis superiores. Não há novidade alguma no impositivo da acolhida magnânima aos obsessos dessa natu- reza, hipnotizados por forças que os comandam espiritualmente, a distância. FIM
  16. 16. Já que citamos este livro, vamos falar também das inúmeras pessoas que se encontram hoje nos manicômios e nas penitenciárias, em virtude de processos obsessivos. E especificamente neste trecho do livro, dos casos de animismo. Estudos Dirigidos A Obsessão
  17. 17. Capítulo 23 Animismo Animismo e criminalidade Os manicômios e as penitenciárias estão repletos de irmãos nossos obsidiados que, alcançando o ponto específico de suas recapitula- ções do pretérito culposo, à falta de providências reeducativas, nada mais puderam fazer que recair na loucura ou no crime, porque, em verdade, a alienação e a delinquência, na maioria das vezes, expres- sam a queda mental do Espírito em reminiscências de lutas pregres- sas, à semelhança do aluno que, voltando à lição, com recursos de- ficitários, incorre lamentavelmente nos mesmos erros. O ressurgimento de certas situações e a volta de marcadas criaturas ao nosso campo de a- tividade, do ponto de vista da reencarnação, funcionam em nossa vida íntima como refle- xos condicionados, comprovando-nos a capacidade de superação de nossa inferioridade, antigamente positivada. Se estivermos desarmados de elementos morais suscetíveis de alterar-nos a onda mental para a assimilação de recursos superiores, quase sempre tornamos à mesma perturbação e à mesma crueldade que nos assinalaram as experiências passadas. CONTINUA
  18. 18. Capítulo 23 Animismo Nesse fenômeno reside a maior percentagem das causas de insânia e criminalidade em todos os setores da civilização terrestre, porquanto é aí, nas chamadas predisposições mórbidas, que se rearticulam ve- lhos conflitos, arrasando os melhores propósitos da alma, sempre que descure de si mesma. Convenhamos, pois, que a tarefa espírita é chamada, de maneira particular, a contribuir no aperfeiçoamento dos impulsos mentais, favorecendo a solução de todos os problemas suscitados pelo ani- mismo. Através dela, são eles endereçados à esfera iluminativa da educação e do amor, para que os sensitivos, estagnados nessa classe de acontecimentos, sejam devidamente amparados nos desajustes de que se vejam portadores, impedindo-se-lhes o mergulho nas sombras da perturbação e recuperando-se-lhes a atividade para a sementeira da luz. FIM
  19. 19. Voltaremos também com a nossa leitura do livro “Missionários da Luz”. Estudos Dirigidos A Obsessão
  20. 20. Nesse instante, o orientador murmurou, desveladamente: – Ajudemos a este amigo através da conversação. – Quem sabe, mano, está você sob a influenciação de entidades menos esclarecidas? – considerou a jovem, com boas maneiras. – Sim – suspirou o rapaz –, por isso mesmo, venho tentando o desenvol- vimento da mediunidade, a fim de localizar a causa de semelhante situa- ção. Sem perda de tempo, colocou a destra na fronte da menina, mantendo-a sob vigoroso influxo magnético e transmitindo-lhe suas idéias generosas. Reparei que aquela mão protetora, ao tocar os cabelos encaracolados da jovem, expedia luminosas chispas, somente perceptíveis ao meu olhar. A menina, a seu turno, pareceu mais nobre e mais digna em sua expressão quase infantil e res- pondeu firmemente: – Neste caso, concordo em que o desenvolvimento mediúnico deve ser a última solução, por- que antes de enfrentar os inimigos, filhos da ignorância, deveríamos armar o coração com a luz do amor e da sabedoria. Se você descobrisse perseguidores invisíveis, em torno de suas atividades, como beneficiá-los cristãmente, sem a necessária preparação espiritual? A reação educativa contra o mal é sempre um dever nosso, mas antes de cogitar dum desenvolvimento psíquico, que seria talvez prematuro, deveremos procurar a elevação de nossas idéias e senti- mentos. Não poderíamos contar com uma boa mediunidade sem a consolidação dos nossos bons propósitos; e para sermos úteis, nos reinos do Espírito, cabe-nos aprender, em primeiro lugar, a viver espiritualmente, embora estejamos ainda na carne. Capítulo 5. Influenciação. CONTINUA
  21. 21. Capítulo 5. Influenciação. A resposta, que constituíra para mim valiosa surpresa, não provocou maior interesse em ambos os interlocutores, quase neutralizados pela atuação dos vampiros habituais. Mãe e filho deixavam perceber funda contrariedade, em face das de- finições ouvidas. A palavra da menina, cheia de verdadeira luz, des- concertava-os. Capítulo 4. Vampirismo. – Sem nos referirmos aos morcegos sugadores, o vampiro, entre os homens, é o fantasma dos mortos, que se retira do sepulcro, alta noite, para alimentar-se do sangue dos vivos. Não sei quem é o au- tor de semelhante definição, mas, no fundo, não está errada. Ape- nas cumpre considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens. Definição de vampiro pelo Instrutor Alexandre
  22. 22. Capítulo 5. Influenciação. – O amigo que se uniu à nossa irmã foi seu marido terrestre, homem que não desenvolveu as possibilidades espirituais e que viveu em tremendo egoísmo doméstico. Identificando os dois casos de Influenciação... “Quanto aos dois infelizes, que se apegam tão fortemente ao rapaz, são dois companheiros, ignorantes e perturbados, que ele adquiriu em contato com o meretrício.” FIM
  23. 23. Capítulo 6 Psicofonia Consciente O Obsessor Era infortunado solteirão desencarnado que não guardava consciência da própria situação. Incapaz de enxergar os vigilantes que o traziam (para a casa de tratamento), caminhava à maneira de um sur-do-cego, impelido por forças que não conseguia identificar. — É um desventurado obsessor, que acabam de remover do ambiente a que, desde muito tempo, se ajusta — informou Áulus, compadecido. — Desencarnou em plena vitalidade orgânica, depois de extenuar-se em festiva loucura. Letal intoxicação cadaverizou-lhe o corpo, quando não possuía o menor sinal de habilitação para conchegar-se às verdades do espírito. — Reparem. É alguém a movimentar-se nas trevas de si mesmo, trazido ao recinto sem saber o rumo tomado pelos próprios pés, como qualquer alienado mental em estado grave. “Desenfaixando-se da veste de carne, com o pensamento enovelado a paixão por irmã nossa (a obsediada), hoje torturada enferma que sintonizou com ele, a ponto de retê-lo junto de si com aflições e lágrimas, passou a vampirizar-lhe o corpo.” “A perda do veículo físico, na deficiência espiritual em que se achava, deixou-o integral- mente desarvorado, como náufrago dentro da noite.” CONTINUA
  24. 24. “Entretanto, adaptando-se ao organismo da mulher amada que passou a obsidiar, nela encontrou novo instrumento de sensação, vendo por seus olhos, ouvindo por seus ouvidos, muitas vezes falando por sua boca e vi- talizando-se com os alimentos comuns por ela utilizados. Nessa simbiose vivem ambos, há quase cinco anos sucessivos, contudo, agora, a moça subnutrida e perturbada acusa desequilíbrios orgânicos de vulto.” “Todos os dramas obscuros da obsessão decorrem da mente enfermiça.” FIM Capítulo 6 Psicofonia Consciente A Obsidiada Para que se cure das fobias que presentemente a assaltam como reflexos da mente dele, que se vê apavorado diante das realidades do espírito, é necessário o afastamento dos fluidos que a envolvem, as-sim como a coluna, abalada pelo abraço constringente da hera, reclama limpeza em favor do reajuste. Este caso não termina aqui... Vamos ver mais adiante no livro, no capítulo 14... E vamos ver a seguir, no próximo slide...
  25. 25. Capítulo 14 Em Serviço Espiritual — O pensamento da irmã encarnada que o nosso amigo vampiriza está presente nele, atormentando-o. Acham-se ambos sintonizados na mes- ma onda. É um caso de perseguição recíproca. Os benefícios recolhidos no grupo estão agora eclipsados pelas sugestões arremessadas de longe. — Temos então aqui — (...) — um símile perfeito do que verificamos co- mumente na Terra, nos setores da mediunidade torturada. Médiuns existem que, aliviados dos vexames que recebem por parte de entida- des inferiores (foram afastadas de alguma forma), depressa como que lhes reclamam a presença, religando-se a elas automaticamente, embo-ra o nosso mais sadio propósito de libertá-los. — Sim — aprovou o orientador —, enquanto não lhes modificamos as disposições espiri- tuais, favorecendo-lhes a criação de novos pensamentos, jazem no regime da escravidão mútua, em que obsessores e obsidiados se nutrem das emanações uns dos outros. Temem a separação, pelos hábitos cristalizados em que se associam, segundo os princípios da afi- nidade, e daí surgem os impedimentos para a dupla recuperação que lhes desejamos. O doente (o “obsessor”) fizera-se mais angustiado, mais pálido. Parecia registrar uma tem- pestade interior, pavorosa e incoercível. — Tudo indica a vizinhança da irmã (a “vítima”) que se lhe apoderou da mente. Nosso companheiro se revela mais dominado, mais aflito... CONTINUA
  26. 26. Capítulo 14 Em Serviço Espiritual Mal acabara o orientador de formular o seu prognóstico e a pobre mu- lher, desligada do corpo físico pela atuação do sono, apareceu à nossa frente, reclamando feroz: E grita chamando por ele... — Que vemos? (...) — Não será esta a criatura que o serviço desta noite pretende isolar das más influências? — Deus de bondade! Mas não está ela interessada no reajustamento da própria saúde? Não roga socorro à instituição que frequenta? “Milhares de pessoas são assim. Registram doenças de variados matizes e com elas se adaptam para mais segura acomodação com o menor esforço. Dizem-se prejudicadas e inquietas, todavia, quando se lhes subtrai a moléstia de que se fazem portadoras, sentem- se vazias e padecentes, provocando sintomas e impressões com que evocam as enfermida- des a se exprimirem, de novo, em diferentes manifestações, auxiliando-as a cultivar a posi- ção de vítimas, na qual se comprazem. Isso acontece na maioria dos fenômenos de obses- são.” — Isso é o que ela julga querer — explicou Áulus, cuidadoso —, entre- tanto, no íntimo, alimenta-se com os fluidos enfermiços do companhei- ro desencarnado e apega-se a ele, instintivamente. CONTINUA
  27. 27. Capítulo 14 Em Serviço Espiritual “Encarnados e desencarnados se prendem uns aos outros, sob vigorosa fascinação mútua, até que o centro de vida mental se lhes altere. “ “É por esse motivo que, em muitas ocasiões, as dores maiores são cha- madas a funcionar sobre as dores menores, com o objetivo de acordar as almas viciadas nesse gênero de trocas inferiores.” FIM
  28. 28. “(...) desencarnara muito cedo, em razão dos excessos que lhe minaram a força orgânica.” “Tentou, em vão, obsidiar a esposa, cujo concurso reclamava qual se lhe fora simples serva.” “Reconhecendo-se incapaz de vampirizá-la, excursionou, alguns anos, no domínio das sombras, entre Espíritos rebelados e irreverentes, até que as orações da companheira, coadjuvadas pela intercessão de muitos amigos, conseguiram demovê-lo.” “Curvara-se, enfim, à evidência dos fatos.” “Reconheceu a impropriedade da intemperança mental em que se comprazia e, depois de convenientemente preparado pela assistência do grupo de amigos que acabá- vamos de deixar, foi admitido numa organização socorrista, em que passou a servir como vigilante de irmãos desequilibrados.” “Entretanto, (...) religou-se à mulher?” “– Perfeitamente. Nela encontra valioso incentivo ao trabalho de auto-recuperação em que estagia.” “– Mas, na posição de Espírito desencarnado, chega a partilhar-lhe o templo doméstico?” “– Tanto quanto lhe é possível.” Outro caso... FIM Capítulo 14 Em Serviço Espiritual
  29. 29. Ajudar ou Não? – Há (...) quem afirme que em todos os processos da obsessão funciona, implacável, a lei de causa e efeito, e que, por isso, não vale interferir em favor da mediunidade atormentada... – Mera argumentação do egoísmo bem nutrido. “(...) Isso seria o mesmo que abandonar os doentes, sob o pretexto de que são devedores perante a Lei. “(...) Todos lutamos por ressarcir compromissos do pretérito, compre- endendo que não há dor sem justificação; e se sabemos que só o amor puro e o serviço incessante são capazes de garantir-nos a redenção, uns à frente dos outros, como desprezar o companheiro que sofre, em nome de princípios a cujo funcionamento estamos submetidos por nossa vez? “(...) Hoje, é o vizinho que amarga as consequências de certas ações efetuadas a distância, amanhã seremos nós a colher os resultados de gestos que nos desabonavam o passado e que agora nos afligem o presente.” FIM Capítulo 29 Anotações em Serviço
  30. 30. Capítulo 12 Missão de amor. Entre variadas vítimas da demência, relegadas a reajuste cruel, a posição de Jorge era de lamentar. Encontramo-lo de bruços, no cimento gelado de cela primitiva. Mostrava as mãos feridas, coladas ao rosto imóvel. Não era, contudo, o rapaz tresloucado e abatido quem mais inspirava compaixão. Agarradas a ele, ligadas ao círculo vital que lhe era próprio, a mãezinha e a esposa desencarnadas absorviam- -lhe os recursos orgânicos. Jaziam igualmente estiradas no chão, letárgicas quase, como se houvessem atravessado violento acesso de dor. Irene, a suicida, trazia a destra jungida à garganta, apresentando o quadro perfeito de quem vivia sob dolorosa aflição de envenenamento, ao passo que a genitora enlaçava o enfermo, de olhos parados nele, exibindo ambas sinais iniludíveis de atormentada introversão. Flui- dos semelhantes a massa viscosa cobriam-lhes todo o cérebro, desde a extremidade da me- dula espinhal até os lobos frontais, acentuando-se nas zonas motoras e sensitivas. Concentradas nas forças do infeliz, como se a personalidade de Jorge representasse a única ponte de que dispunham para a comunicação com a forma de existência que vinham de abandonar, revelavam-se integralmente subjugadas pelos interesses primários da vida física. FIM
  31. 31. Capítulo 11. Intercessão. A casa da pobre viúva localizava-se em rua modesta e, embora relativa- mente confortável, parecia habitada por muitas entidades de condição inferior, o que observei sem dificuldade, pelo movimento de entradas e saídas, antes mesmo de nossa penetração no ambiente doméstico. En- tramos sem que os desencarnados infelizes nos identificassem a presen- ça em virtude do baixo padrão vibratório que lhes caracterizava as per- cepções. O quadro, porém, era doloroso de ver-se. A família, constituí- da da viúva, três filhos e um casal de velhos, permanecia à mesa de re- feições, no almoço muito simples. Entretanto, um fato, até então inédito para mim, feriu-me a observação: seis entidades envolvidas em círcu- los escuros acompanhavam-nos ao repasto, como se estivessem toman- do alimentos por absorção. – Ó meu Deus! – exclamei, aturdido, dirigindo-me ao instrutor – será crível? Desencarnados à mesa? Alexandre replicou, tranqüilo: – Meu amigo, os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas da paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento. Após ligeira pausa em que fixava, compadecido, a paisagem interior, prosseguiu: CONTINUA
  32. 32. Capítulo 11. Intercessão. – Mas chegam a se alimentar, de fato, utilizando os mesmos acepipes de outro tempo? – indaguei, espantado, ao ver a satisfação das entidades congregadas ali, absorvendo gostosamente as emanações dos pratos fumegantes. Alexandre sorriu e acrescentou: – Tanta admiração, somente por vê-los tomando alimentos pelas narinas? E nós outros? Desconhece você, porventura, que o próprio homem encarnado recebe mais de setenta por cento da alimentação comum através de princípios atmosféricos, captados pelos condutos respiratórios? Você não ignora também que as substâncias cozidas ao fogo sofrem profunda desintegração. Ora, os nossos irmãos, viciados nas sensações fisiológicas, encontram nos elementos desintegrados o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal. – No entanto – ponderei –, parece desagradável tomar refeições, obrigando-nos à companhia inevitável de desconhecidos e, mormente desconhecidos da espécie que temos sob os olhos. – Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixa- ram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantêm ligados à casa, às situações domésticas, aos fluidos vitais da fa- mília. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico. CONTINUA
  33. 33. – Admitamos, contudo, a sua hipótese. Ainda que a mesa doméstica es- tivesse rodeada de entidades indignas, estranhas aos laços consangüíneos, resta a certeza de que as almas se reúnem obedecendo às tendências que lhes são características e à circunstância de que cada Espírito tem as com- panhias que prefere. Alexandre pensou um momento e continuou: – Mas você não pode esquecer – aduziu o orientador – que não se trata de gente anônima. Estamos vendo familiares diversos, que os próprios encarnados retêm com as suas pesadas vibrações de apego doentio. Capítulo 11. Intercessão.E, desejoso de fornecer bases sólidas ao meu aprendizado, considerou: – A mesa familiar é sempre um receptáculo de influenciações de natureza invisível. Valendo- -se dela, medite o homem no bem e os trabalhadores espirituais, nas vizinhanças do pensa- dor, virão partilhar-lhe o serviço no campo abençoado dos bons pensamentos; conserve-se a família em plano superior, rendendo culto às experiências elevadas da vida, e os orientadores da iluminação espiritual aproximar-se-ão, lançando no terreno da palestra construtiva as se- mentes das idéias novas, que então se movimentam com a beleza sublime da espontaneida- de. Entretanto, pelos mesmos dispositivos da lei de afinidade, a maledicência atrairá os calu- niadores invisíveis e a ironia buscará, sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação. CONTINUA
  34. 34. Indicando o grupo à mesa, Alexandre acentuou: Capítulo 11. Intercessão. – Aqui, os tristes inveterados atraem os familiares desencarnados de análoga condição. É o vampirismo recíproco. FIM
  35. 35. Acompanhem este caso agora que será bastante útil para o nosso aprendizado. Estudos Dirigidos A Obsessão
  36. 36. Capítulo 11. Intercessão. Então, o irmão (...) explicou-se razoavelmente: conhecera Raul, de perto, auxiliara-o muitas vezes, prestando-lhe continuada assistência espiritual; todavia, não pudera, nem ele e nem outros amigos, evitar-lhe o suicídio friamente deliberado. – Suicídio? – interrogou Alexandre, procurando informar-se de maneira completa. – A viúva acredita em assassínio. – Entretanto – ponderou o novo amigo –, ele soubera dissimular com cui- dado. Meditara por muito tempo o ato infeliz e, no último dia, fizera a aquisição de um revólver para o fim desejado. Alvejando a região do co- ração, atirou a arma à pequena distância, depois de utilizá-la, cautelosa- mente, para evitar as impressões digitais e, desse modo, conseguira bur- lar a confiança dos familiares, fazendo-os supor tivesse havido doloroso crime. – E chegou a vê-lo nos derradeiros minutos da tragédia? – indagou Alexandre, paternal. – Sim – esclareceu o interlocutor –, alguns amigos e eu tentamos socorrê-lo, mas, em vista das condições da morte voluntária, friamente deliberada, não nos foi possível retirá-lo da poça de sangue em que se mergulhou, retido por vibrações pesadíssimas e angustiosas. Per- manecíamos em serviço com o fim de ampará-lo, quando se aproximou um “bando” de algu- mas dezenas, que abusou do infeliz e deslocou-o, facilmente, em virtude da harmonia de forças perversas. Como pode compreender, não nos foi possível arrebatá-lo das mãos dos salteadores da sombra, que o carregaram por aí... CONTINUA
  37. 37. Capítulo 11. Intercessão. Determinada indagação, todavia, atormentava-me o cérebro. Não a con- tive por muitos instantes, dirigindo-me ao generoso orientador: Um “bando”? Mas o que significa? – interroguei. Alexandre, que me parecia agora mais preocupado, esclareceu: – O “bando” a que se refere o informante é a multidão de entidades delin- qüentes, dedicadas à prática do mal. Embora tenham influenciação limi- tada, em virtude das defesas numerosas que rodeiam os núcleos de nos- sos irmãos encarnados e as nossas próprias esferas de ação, levam a efeito muitas perturbações, concentrando os impulsos de suas forças coletivas. Porque fosse muito grande a minha estranheza, o instrutor aduziu: – Não se surpreenda, meu amigo. A morte física não é banho milagroso, que converta maus em bons e ignorantes em sábios, dum instante para outro. Há desencarnados que se apegam aos ambientes domésticos, à maneira da hera às paredes. Outros, contudo, e em vultoso nú- mero, revoltam-se nos círculos da ignorância que lhes é própria e constituem as chamadas le- giões das trevas, que afrontaram o próprio Jesus, por intermédio de obsidiados diversos. Or- ganizam-se diabolicamente, formam cooperativas criminosas e ai daqueles que se transfor- mam em seus companheiros! Os que caem na senda evolutiva, pelo descaso das oportunida- des divinas, são escravos sofredores desses transitórios, mas terríveis poderes das sombras, em cativeiro que pode caracterizar-se por longa duração. FIM
  38. 38. Surge então uma dúvida para o André Luiz: Se os missionários do auxílio não poderiam ter defendido/ajudado o suicida infeliz. Vejam o que Alexandre responde... Estudos Dirigidos A Obsessão
  39. 39. Capítulo 11. Intercessão. – Se ele fosse vítima de assassínio, sim – respondeu o instrutor –, por- que, na condição real de vítima, o homem segrega determinadas cor- rentes de força magnética suscetíveis de pô-lo em contato com os mis- sionários do auxílio; mas no suicídio previamente deliberado, sem a in- tromissão de inimigos ocultos, como este sob nossa observação, o dese- quilíbrio da alma é inexprimível e acarreta absoluta incapacidade de sin- tonia mental com os elementos superiores. – Mas – indaguei, assombrado – as sentinelas espirituais não poderiam socorrer independentemente? Esboçou Alexandre um gesto de tolerância fraterna e acentuou: – Sendo a liberdade interior apanágio de todos os filhos da Criação, não seria possível orga- nizar precipitados serviços de socorro para todos os que caem nos precipícios dos sofrimen- tos, por ação propositada, com plena consciência de suas atitudes. Em tais casos, a dor fun- ciona como medida de auxílio nas corrigendas indispensáveis. Mas... E os maus que parecem felizes na própria maldade? Perguntará você, naturalmente. Esses são aqueles sofredores perversos e endurecidos de todos os tempos, que, apesar de reconhecerem a decadência es- piritual de si mesmos, criam perigosa crosta de insensibilidade em torno do coração. Deses- perados e desiludidos, abrigando venenosa revolta, atiram-se à onda torva do crime, até que um novo raio de luz lhes desabroche no céu da consciência. FIM
  40. 40. Capítulo 18. Obsessão. – Todo obsidiado é um médium, na acepção legítima do termo? André Luiz faz uma pergunta ao Instrutor Alexandre: O instrutor sorriu e considerou: – Médiuns, meu amigo, inclusive nós outros, os desencarnados, todos o somos, em vista de sermos intermediários do bem que procede de mais alto, quando nos elevamos, ou portadores do mal, colhido nas zonas inferiores, quando caímos em desequilíbrio. O obsidiado, porém, acima de médium de energias perturbadas, é quase sempre um enfer- mo, representando uma legião de doentes invisíveis ao olhar humano. Por isto mesmo, constitui, em todas as circunstâncias, um caso especial, exigindo muita atenção, prudência e carinho. Lembrando as conversações ouvidas entre os companheiros encarnados, cooperadores as- síduos do esforço de Alexandre e outros instrutores, acrescentei: – Pelo que me diz, compreendo as dificuldades que envolvem os problemas alusivos à cura; entretanto, recordo-me do otimismo com que nossos amigos comentam a posição dos obsidiados que serão trazidos a tratamento... CONTINUA
  41. 41. O generoso mentor fixou um sorriso paternal e observou: Capítulo 18. Obsessão. – Eles, por enquanto, não podem ver senão o ato presente do drama multissecular de cada um. Não ponderam que obsidiado e obsessor são duas almas a chegarem de muito longe, extremamente ligadas nas perturbações que lhes são peculiares. “Nossos irmãos na carne procedem acertadamente entregando-se ao trabalho com alegria, porque de todo esforço nobre resulta um bem que fica indestrutível na esfera espiritual; no entanto, deveriam ser come- didos nas promessas de melhoras imediatas, no campo físico, e, de mo- do algum, deveriam formular julgamento prematuro em cada caso, por- quanto é muito difícil identificar a verdadeira vítima com a visão circuns- crita do corpo terrestre.” Depois de pequena pausa, continuou: – Também observei o exagerado otimismo dos companheiros, vendo que alguns deles, mais levianos, chegavam a fazer promessas formais de cura às famílias dos enfermos. Claro que serão enormes os benefícios a serem colhidos pelos doentes; todavia, se devemos estimar o bom ânimo, cumpre-nos desaprovar o entusiasmo desequilibrado e sem rumo. FIM
  42. 42. Mas ai vem uma pergunta: Será que todas as pessoas que passam por um processo obsessivo querem, e podem, ser realmente ajudadas? Estudos Dirigidos A Obsessão
  43. 43. Essa pergunta não foi por acaso. Vejam a situação a seguir... Estudos Dirigidos A Obsessão
  44. 44. Capítulo 18. Obsessão. (...) os (...) obsidiados, n aqueles momentos, ficavam livres da influência direta dos perseguidores; entretanto, (...) esses “ex-obsidiados” apre sentavam singular inquietude, ansiosos de se reunirem de novo ao campo de atração dos algozes. André Luiz percebeu que após todo o trabalho desobsessivo, através da doutrinação aos espíritos obsessores... Auxiliares nossos haviam arrebatado os verdugos, expulsando-os da- queles corpos enfermos e atormentados; todavia, os interessados nas melhoras físico-psíquicas primavam pela ausência íntima, conservan- do-se a longa distância espiritual dos ensinamentos que o doutrinador encarnado, ao influxo dos mentores de Mais Alto, ministrava com admi- rável sentimento. A atitude deles era de insatisfação e ansiedade. Dir- -se-ia que não suportavam a separação dos obsessores invisíveis. Habituado a enfermos que, pelo menos aparentemente, demonstravam desejo de cura, es- tranhei a posição mental daqueles que se reuniam em pequenino grupo, à nossa frente, tão lamentavelmente desinteressados do remédio que a Espiritualidade lhes oferecia, por amor. Alexandre percebeu-me a surpresa e observou-me: – Em geral, noventa por cento dos casos de obsessão que se verificam na Crosta constituem problemas dolorosos e intricados. Quase sempre, o obsidiado padece de lastimável cegueira, com relação à própria enfermidade. CONTINUA
  45. 45. Capítulo 18. Obsessão. “E, porque não atende ao chamamento da verdade pela cristalização personalista, torna-se presa fácil e inconsciente, e mbora responsável, de perigosos inimigos das zonas de atividades grosseiras. Comumente, verificam-se casos dessa natureza em vista de ligações vigorosas e pro- fundas pela afetividade mal dirigida ou pelos detestáveis laços do ódio que, em todas as circunstâncias, é a confiança desequilibrada converti- da em monstro.” O orientador amigo fez longa pausa, verificando os trabalhos em curso, mas como quem desejasse socorrer-me, com lições inesquecíveis na luta prática, prosseguiu, apesar das absorventes obrigações da hora: – Por este motivo, André, ainda mesmo para o psiquiatra esclarecido à luz do Espiritismo cris- tão, a maioria dos casos desta ordem é francamente desconcertante. Em virtude dos ascen- dentes sentimentais, cada problema destes exige solução diferente. Além disso, importa notar que os nossos companheiros encarnados observam somente uma face da questão, quando cada processo desse teor se caracteriza por aspectos infinitos, com vistas ao passado dos pro- tagonistas encarnados e desencarnados. “Diante do obsidiado, fixam apenas um imperativo imediato – o afastamento do obsessor. Mas, como rebentar, de um instante para outro, algemas seculares, f orjadas nos compromissos re- cíprocos da vida em comum? Como separar seres que se agarram uns aos outros, ansiosa- mente, por compreenderem que na dor de semelhante união permanece o preço do resgate indispensável?” CONTINUA
  46. 46. “Efetivamente, não faltam os casos, raros embora, de libertação quase instantânea. Aí, porém, vemos o fim de laborioso processo redentor, ou então encontramos o doente que, de fato, faz violência a si mesmo, a fim de abreviar a cura necessária.” Examinando a extensão dos obstáculos ao restabelecimento completo dos enfermos psíquicos, considerei: – Depreende-se então que... Alexandre, porém, não me deixou terminar. Cortando-me a frase ino- portuna, respondeu: – Já sei o que vai dizer. Verificando as dificuldades que relaciono para o seu aprendizado na- tural, você pergunta se não será infrutífero o nosso trabalho e se não será melhor entregar o obsidiado à própria sorte. Esta observação, contudo, é um contrasenso. Se você estivesse na Terra, ainda na carne, e visse um filho amado, em condições pré-agônicas, totalmente desen- ganado pela medicina humana, teria coragem de abandoná-lo ao sabor das circunstâncias? Não confiaria nalgum recurso inesperado da Providência Divina? Não aguardaria, ansioso, a manifestação favorável da Natureza? Quem está firmemente no âmago do coração de um ho- mem, nosso irmão, para dizer, com certeza matemática, se ele vai reagir contra o mal ou deixar de fazê-lo, se pretende o repouso ou o trabalho ativo? Não podemos, desse modo, mobilizar qualquer argumento intelectual para fugir ao nosso dever de assistência fraterna ao ignorante e sofredor. Urge atender à nossa parte de obrigação imediata, compreendendo que a constru- ção do amor é também uma obra de tempo. Nenhuma palavra, nenhum gesto ou pensamento, nos serviços do bem, permanece perdido. Capítulo 18. Obsessão. FIM
  47. 47. Mas uma outra pergunta: Será que todas as pessoas que passam por um processo obsessivo e são ajudadas, e para os casos que ocorreram a doença também do corpo, além da mente, elas conseguem um restabelecimento integral? Estudos Dirigidos A Obsessão
  48. 48. Vejam a pergunta feita pelo André Luiz e vejam a resposta dada pelo Instrutor Alexandre... Estudos Dirigidos A Obsessão
  49. 49. Capítulo 18. Obsessão. – Convenhamos, porém, que os perseguidores se convertam, que se afastem definitivamente do mau caminho, depois de seviciarem o organismo das vítimas, durante longo tempo... Nesse caso, não terão elas o restabelecimento imediato? Não recuperarão o equilíbrio fisio- lógico integral? Com a bondade que lhe é peculiar, Alexandre respondeu: – Já observei acontecimentos dessa ordem e, quando se verificam, os antigos verdugos se transformam em amigos, ansiosos de reparar o mal praticado. Por vezes, conseguem, recebendo a ajuda dos planos superiores, a restauração da harmonia orgânica naqueles que lhes suportaram a desumana influência; no entanto, na maioria dos casos, as vítimas não mais restabelecem o equilíbrio do corpo. – E permanecem de saúde incompleta até ao sepulcro? – perguntei, fortemente impres- sionado. – Sim – elucidou Alexandre, tranqüilamente. Observando-me, porém, o espanto enorme, o orientador acrescentou: CONTINUA
  50. 50. Capítulo 18. Obsessão. – Seu assombro prende-se ainda à deficiente análise humana. “O perseguidor, reconhecido como tal, entre os companheiros encarnados, pode revelar modificações, mas talvez a suposta vítima não esteja convertida.” “Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais.” “O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da divida.” “E, em qualquer parte do Universo, André, receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras.” FIM
  51. 51. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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