20.01 A Desencarnação 20 jan 2015

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20.01 A Desencarnação 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos A Desencarnação Vamos ver alguns textos sobre a Desencarnação.
  2. 2. Capítulo 9. "Fixa a mente na tua libertação, porquanto a prova a que foste submetida por necessidade de evolução, alcança o seu clímax, avançando para o inevitável término." Novamente silenciou, ensejando à paciente mudar o aspecto facial e a emoção, agora irisada pela esperança e o reconforto moral de que se via objeto. Como imediata consequência da especial vibração que assimilava, ela entrou em relaxamento, adormecendo em seguida no invólucro carnal. Até este momento a senhora encontrava-se, em Espírito, parcialmen- te desprendida do corpo, e angustiada. Devido ao seu estado de saú- de, que era enferma e já próximo de sua morte... Vimo-lo aplicar em todo o cérebro, especialmente no chakra coronário, energias vigorosas, através de movimentos rítmicos, deslindando os fios de manutenção das faculdades do Espírito junto à usina cerebral. O dedicado médico explicou-nos com síntese: – A nossa intervenção tem por objeto providenciar a morte das funções cerebrais, o que irá contribuir para a ocorrência da morte encefálica, que dá origem a sucessivos distúrbios autonômicos, metabólicos e hemodinâmicos. CONTINUA
  3. 3. “Esses processos de desarticulação dos mecanismos vitais promove- rão a deterioração da estabilidade cardiocirculatória e da perfusão tissular, que produzirão a parada cardíaca. Trabalhando-se em favor da hipertensão intracraniana, logra-se a ocorrência de alterações neuropatológicas conhecidas como tempestade adrenérgica, que no momento nos será muito útil... "Pode-se observar que o cérebro apresenta hemorragias macros- cópicas e diversos graus de isquemia aguda espalhada por ambos os hemisférios, alongando-se até o cerebelo e alcançando o tronco encefálico. Logo mais, teremos atingido a nossa meta." O processo continuava, e podíamos notar que uma peculiar lumino- sidade adentrava-se pelo órgão quase totalmente amortecido, diluindo as antes vigorosas conexões do Espírito com o corpo. Ato contínuo, ele passou a aplicar a mesma energia na área cardíaca, realizando movimentos especiais, como que desatarraxando matrizes vibratórias que se fixavam ao órgão e a todo o campo em volta. Observei que o órgão pulsava desordenadamente. Enquanto operava, ele chamou-nos a atenção para o músculo cardíaco, assinalando: Capítulo 9. CONTINUA
  4. 4. Capítulo 9. – A notável bomba injetora de sangue para todo o organismo, encontra-se desgastada. As sucessivas alterações da pressão arterial foram demasiadamente fortes para os tecidos que a constituem. A semelhança de uma borracha muito esticada, que é liberada abruptamente, agora apresenta-se com a tessitura distendida, sem a mesma plasticidade que lhe faculta as pulsações. A fibrilação auricular produz extra-sístoles e, em consequência, irrigação irregular do sangue no organismo. "Por outro lado, os impulsos estão perdendo o seu ritmo, em decor- rência da interrupção elétrica nos ventrículos e na aurícula, que estamos produzindo, propositalmente, propiciando a próxima e inevitável parada cardíaca. Logo que essa ocorra, a falta de oxigênio no cérebro, já danificado, irá completar-lhe a morte, portanto, a cessação da vida física de nossa paciente." A operação teve curso prolongado, ensejando-nos , acompanhar o esforço dos diversos órgãos para prosseguirem nas suas funções, cada vez mais deficientes, até a cessação, uma após a outra, por completo. Quando ocorreu a parada cardíaca, o monitor disparou, atraindo um enfermeiro e, logo depois, a cardiologista, que deram início ao processo de ressuscitamento por massagens, prosseguindo com os aparelhos específicos, aplicando choque e respirador automático... CONTINUA
  5. 5. Capítulo 9. Tudo em vão, naturalmente, porque o fenômeno era desencadeado de nossa Esfera para o mundo físico, antecipando um pouco a ocorrência normal... Embora pudéssemos ter acompanhado a morte fisiológica, a desen- carnação total ainda não houvera acontecido. Os vínculos perispirituais permaneciam e começavam a afrouxar-se. Dando continuidade ao processo, o hábil médico trabalhava os laços fluídicos, de forma que os dissociasse com muito cuidado. À medida que dava continuidade, pudemos ver a exteriorização das energias físicas, a princípio, muito escuras e densas, tornando-se mais etéreas e sutis, avolumando-se exteriormente, enquanto o perispírito era liberado das artérias, veias e vasos cuja corrente sanguínea, que lhe servia de suporte, decompunha-se. Um símile perfeito do corpo somático foi-se formando diante de nós, ensejando-nos acompanhar a constituição espiritual da senhora desencarnada. Apresentava as mesmas características da organização fisiológica, inclusive no aspecto de desgaste e de sofrimento. Algumas emanações continuavam sendo liberadas pelo corpo, que ainda retinham o Espírito junto ao invólucro material. CONTINUA
  6. 6. Petitinga, percebendo as minhas interrogações silenciosas, aproxi- mou-se, vindo em meu auxílio e esclarecendo-me: Capítulo 9. – Trata-se do fluido vital que se vai exteriorizando e desaparece a pouco e pouco, facultando a decomposição cadavérica. “Quando se trata de Espíritos sensualistas, perversos, utilitaristas, cujos interesses sempre estiveram vinculados à matéria, essas energias continuam atando o desencarnado aos despojos orgânicos, proporcionando-lhe sofrimentos, que são assimilados pelo perispí- rito, o que lhe dá a impressão de que a morte não ocorreu. “Noutros casos, como neste, a diluição dá-se lentamente até a total liberação, não produzindo danos de natureza alguma no ser desen- carnado ... Ante o insucesso da operação de ressuscitamento promovida pela equipe cardiológica, o especialista declarou-a morta, propondo as providências para a remoção do cadáver para o local do velório, ao tempo em que o serviço social do nosocômio comunicou à família da senhora a infausta ocorrência. CONTINUA
  7. 7. Sua veneranda sogra espiritual, que viera especialmente para as terapias aplicadas (...), auxiliando-a na libertação do invólucro carnal, acercou-se dela de dona Lucinda, agora liberada do corpo e entorpecida, solicitando ajuda de dois membros do nosso grupo, para conduzi-la ao nosso acampamento, onde ficaria internada em pavilhão apropriado, para posterior remoção à nossa Esfera, após o sepultamento cadavérico. Capítulo 9. Os restantes fluidos que uniam o corpo ao Espírito foram destrin- çados delicadamente e agora, o restante que se evaporava dos despojos carnais, não mantinham amarra alguma com o ser propria- mente dito. FIM
  8. 8. Capítulo 17 Não havia o concurso dos técnicos em libertação, tendo o enfermo tombado no automatismo dos fenômenos biológicos, demorados, que se arrastam até o total desgaste dos fluidos e forças vitais, prendendo o Espírito à matéria, por largo tempo após a chamada morte orgânica, quando o cadáver entra em decomposição. Paciente com tuberculose, em seus instantes finais de vida... À medida que os minutos passavam, o agonizante dava mostras de maior sofrimento, estertorando e emitindo pensamentos de mal contida ira contra todos e tudo. O suor abundante e o colapso periférico, com o entorpecimento e o arroxear das extremidades do corpo, denotavam a vitória da morte sobre a matéria que não mais podia lutar, enquanto o Espírito permanecia lúcido, na destrambe- lhada usina mental, agarrando-se aos despojos que se lhe negavam ao comando... FIM
  9. 9. Capítulo 18 A morte, indiscutivelmente, é o encerramento do ciclo biológico, do ponto de vista físico, todavia, a libertação sempre se dá de acordo com os condicionamentos e vivências que são mantidos ao longo da existência. Não havendo, nos Estatutos divinos, regimes de exceção, é muito justo que cada candidato ao progresso cresça conforme os seus recursos e ascenda na escola da evolução mediante os sacrifícios que se imponha. O estado mental e as ações morais de cada criatura respondem pelas suas legítimas conquistas, aquelas que se lhe incorporam inelutavelmente, à realidade interior. Consoante o homem vive, assim desencarna, experimentando as presenças espirituais com as quais afina e que atrai, da mesma forma que os sentimentos cultivados se lhe transformam em amar- ras constritoras ou asas de liberação. FIM Sob qualquer hipótese, porém, a desencarnação é momento grave para todos os Espíritos, que nela encontramos o desenfaixar dos liames retentivos na Terra, para o prosseguimento da vida em novas experiências, continuação natural das que nos permitíamos viver.
  10. 10. Capítulo 18 (...) morte é somente mudança de traje, sem o descartar das roupa- gens fluídicas, que condensam a matéria. Rompem-se e desgastam-se os aparatos externos, conquanto perma- neçam as matrizes fornecedoras das suas formas, mantendo a camada envolvente do Espírito que, no caso de viver experiências grosseiras, favorece a demorada subjugação vampirizadora. Nos casos de Espíritos equilibrados, os dínamos psíquicos que se encarregam de elaborar as forças fluídicas produzem energias de peso específico, que alçam o ser a regiões de plenitude superior, aformoseando-o e propiciando-lhe paz por ausência de condiciona- mentos perniciosos e de intoxicação por venenos vibratórios. Pulsa a vida em toda parte dentro dos padrões estabelecidos pelo Pai, no entanto, exterio- rizando-se conforme o estágio evolutivo dos grupos sociais e dos indivíduos que nela se movimentam e se agitam. A rampa do abismo, tanto quanto o ascensor que leva aos altos planos, são elaborados por cada Espírito, conforme aspire queda ou elevação. FIM
  11. 11. Capítulo 8 O Caso Ermance No Plano Espiritual Chegando ao pavilhão em que se encontrava o dinâmico Mentor, fui convidado a acompanhá-lo no atendimento de urgência a uma jovem mulher em estado de coma. Ao lado da enferma encontrava-se veneranda anciã, que me parecia ser sua avó, apresentando grande ansiedade na face, embora resignada, confiante. Os padioleiros que a retiraram da Ambulância, porque estivessem informados da delicadeza do quadro, depuseram-na em mesa especial, reservada a certo tipo cirúrgico. Dois outros Espíritos compareceram, na condição de enfermeiros prestimosos para a intervenção, quando fui informado da terapia cirúrgica a que iriam submetê-la. Desencarnara, há pouco mais de quatro horas, auxiliada, na liberação dos vínculos e liames carnais, pela avozinha e especialistas no processo. Somente agora, quando havia cessado o intercâmbio do fluido vital com o corpo, é que fora retirada do local onde o mesmo permanecia, extinguindo-se nele os últimos vestígios de manutenção da vida orgânica, lentamente vencido pela decomposição celular que se instalava. CONTINUA
  12. 12. – A pequena cirurgia – esclareceu Dr. Bezerra – objetiva drenar as cargas de energia venenosa geradas pelo medo e que poderiam trazer demorada perturbação ao Espírito recém-liberto. "A nossa Ermance era portadora de deficiência cardíaca, resultante de fatores cármicos, quando, em vida pregressa, acionara uma arma de fogo contra o peito, suicidando-se, método de fuga impensado, numa conjuntura afetiva afligente. Os tecidos sutis do perispírito, lesados pela violência, impuseram ao corpo, nesta última romagem da qual se libertava, a modelagem de uma bomba cardíaca deficiente. (...)Capítulo 8 O Caso Ermance E mais adiante... Explicando a técnica da cirurgia a ser realizada, o Orientador deu início à mesma, na parte superior do cérebro, na região do centro coronárío, deslindando tenuíssimos filamentos escuros e retirando-os, ao tempo em que, utilizando-se de um aspirador de pequeno porte, fazia sugar resíduos do centro cerebral, que haviam bloqueado a área da consciência. À medida que a equipe recorria a instrumentos muito delicados para aquela microcirurgia diante dos meus olhos, a cor retornou à face da jovem e a respiração foi, a pouco e pouco, sendo percebida, em face dos estímulos aplicados na área cardíaca. CONTINUA
  13. 13. FIM Capítulo 8 O Caso Ermance Aproximadamente, vinte minutos depois, a paciente, em sono reparador, foi removida para a enfermaria contígua sob cuidadosa assistência, enquanto o dedicado médico pontificou: – Morrer é fácil. Liberar-se da morte, após ela, é que se faz difícil. Encerrando-se um capítulo da vida, outro se inicia em plenitude de forças. Acabar, jamais!
  14. 14. Não há mortes iguais. Tendo-se em conta as conquistas morais de cada pessoa, os requisitos espirituais que a cada qual tipificam, os apegos ou não à matéria, as fixações e jogos de interesse, as dependências físicas e mentais, a desencarnação varia de um a outro homem, que experimen- ta perturbação correspondente, em tempo, ao estado íntimo em que se situa. Capítulo 10 Morrer e Libertar-se Morrer nem sempre significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de natureza espiritual. Por isso, essa turbação espiritual pode demorar breves minutos, nos Espíritos nobres, como decorrência da grande cirurgia e até séculos, nos mais embrutecidos, que se não dão conta do que lhes sucede... Nas desencarnações violentas, o período e intensidade de desajuste espiritual correspon- dem à responsabilidade que envolveu o processo fatal. Acidentes de que se não têm uma culpa atual, passado o brusco choque, sempre tornam de menor duração o período perturbador do que ocorrendo em condições de intempe- rança moral, quando o descomedido passa a ser incurso na condição de suicida indireto. O mesmo sucede nos casos de homicídio, em que a culpa ou não de quem tomba res- ponde pelos efeitos, em aflições, que prossegue experimentando. CONTINUA
  15. 15. Capítulo 10 Morrer e Libertar-se Já os suicidas, pela gravidade do gesto de rebeldia contra os Divinos Códigos, carpem, sofrem por anos a fio a desdita, enfrentando, em estado lastimável e complicado, o problema de que pretendem fugir, não raro experimentando a perseguição de impiedosos adversários que reencontram no além-túmulo, que os submetem a processos cruciais de lapidação em dores morais e físicas, em face da destruição do orga- nismo que fora equipado para mais largo período, na Terra... FIM Capítulo 11 Efeitos das Drogas Para uma reencarnação completar-se, desde o primeiro instante quando da fecundação, transcorrem anos que se alargam pela primeira infância. É natural que a desencarnação necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais grosseiros, nos quais esteve mergulhado...
  16. 16. Desperta-se, cada dia, com os recursos morais com que se repousa, à noite. Além do corpo, cada Espírito acorda conforme o amanhecer que preparou para si mesmo. Capítulo 12 Despertamento em outra Realidade FIM
  17. 17. Reflexões e Aprendizado Nesse momento, o irmão Ernesto veio solicitar auxílio para o desliga- mento pleno de Davi, cujo processo de decomposição cadavérica avançava, transmitindo-lhe compreensíveis sensações ao Espírito. O Dr. Carneiro, o Dr. Hermann e nós acompanhamos o zeloso Guia ao cemitério. Chegando à campa (pedra que cobre a sepultura) onde foram inumados (enterrado, sepul- tado) os despojos carnais do mé- dium, vimo-lo entorpecido sobre a sepultura, um pouco agitado, e observado, a regular distância por terrível grupo de galhofeiros desen- carnados e usurpadores de energias. A área que lhe dizia respeito estava defendida por diversos Amigos Espirituais, que se haviam prontificado a auxiliá-lo. Observei alguns desencarnados orando ao lado do túmulo, agradecidos ao amigo pelos favores que haviam recebido, o que produzia ondas luminosas cobrindo-lhe o pequeno espaço. As cenas que têm lugar nas necrópoles sempre me são pungentes (dolorosos, comovedor). CONTINUA
  18. 18. Reflexões e Aprendizado Espetáculos dolorosos de algozes e vítimas em pugnas (brigas) intermináveis, ao lado de afetos dedicados labutando por auxiliar no desprendimento dos seres amados; vigilantes do amor, cuidadosos, socorrendo; mensageiros conduzindo correspondências dos que ficaram na Terra, que são depositadas nos mausoléus e tumbas quais se fossem postas-restantes, onde os destinatários vêm periodica- mente para recolher notícias. Ao mesmo tempo, grupos de Entidades Nobres revezam-se no labor iluminativo, orientando os que vagueiam errantes sem se poderem desprender do recinto. Os doestos (injúrias, insultos) e crivos acusatórios contra o nosso paciente recém-desencarnado multiplicavam-se entre chacotas e ditos impiedosos. Havia uma lua pálida a derramar débil claridade nos últimos vestígios da noite que o dia venceria dentro em breve. O Dr. Carneiro solicitou ao amigo Hermann que cirurgiasse o cordão de prata, deslindando (desenvencilhar, soltar) delicadamente os inúmeros fios de que se constitui, preso ao chakra coronário. Concomitantemente (simultaneamente), desligou as fixações na área umbilical, e, quando Davi pôde ser retirado, foram aplicadas energias especiais para dispersar as emanações fluídicas que se exteriorizavam dos órgãos em processo degenerativo. CONTINUA
  19. 19. Reflexões e Aprendizado Carregado carinhosamente pelo renovado cirurgião, Davi foi condu- zido ao nosso centro de atividades para posterior remoção à nossa Colônia, onde se hospedaria por largo período. O sono reparador que o dominava era a providencial misericórdia do Amor, a fim de diminuir-lhe as fortes impressões deixadas pelo fenô- meno biológico da morte. FIM
  20. 20. 155. Como se opera a separação da alma e do corpo? “Rotos (rompidos) os laços que a retinham, ela se desprende.” a) — A separação se dá instantaneamente por brusca transição? Have- rá alguma linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte? “Não; a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a que se restitua subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e confundem, de sorte que o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam. Estes laços se desatam, não se quebram.” Parte 2ª Capítulo III Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semi- material ou perispírito. A morte é a destruição do corpo somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. CONTINUA
  21. 21. Parte 2ª Capítulo III Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual Em uns é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é mais ou menos o da libertação. Em outros, naqueles sobretudo cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica existir, no corpo, a menor vitali- dade, nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a prepon- derância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamen- tos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se têm po- dido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade, persistente entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns, suicidas. CONTINUA
  22. 22. Parte 2ª Capítulo III Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual 156. A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica? “Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a má- quina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias o sangue, para o que não necessita da alma.” 161. Em caso de morte violenta e acidental, quando os órgãos ainda se não enfraqueceram em consequência da idade ou das moléstias, a se- paração da alma e a cessação da vida ocorrem simultaneamente? “Geralmente assim é; mas, em todos os casos, muito breve é o instante que medeia entre uma e outra.” 162. Após a decapitação, por exemplo, conserva o homem por alguns instantes a consciência de si mesmo? “Não raro a conserva durante alguns minutos, até que a vida orgânica se tenha extinguido completamente. Mas, também, quase sempre a apreensão da morte lhe faz perder aquela consciência antes do mo- mento do suplício.” CONTINUA
  23. 23. FIM Parte 2ª Capítulo III Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual Trata-se aqui da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, co- mo homem e por intermédio dos órgãos, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplício, pode conservá-la por alguns breves instantes. Ela, porém, cessa necessariamente com a vida orgânica do cérebro, o que não quer dizer que o perispírito esteja inteiramente separado do corpo. Ao contrário: em todos os casos de morte violenta, quando a morte não resulta da extinção gradual das forças vitais, mais tenazes os laços que prendem o corpo ao perispírito e, portanto, mais lento o desprendimen- to completo.
  24. 24. Desencarnando... “(...) desejou despedir-se de velha irmã que residia a longa distância.” “Vimo-la, num supremo esforço, concentrando os próprios pensamentos para satisfazer a essa derradeira aspiração...” “A senhora projetou-se, por fim, em nosso meio, mantendo-se, porém, ainda ligada ao veículo físico por um laço de prateada substância.” “Enquanto se lhe inteiriçavam os membros, um só pensamento lhe predomi- nava no espírito – dizer adeus à última irmã consangüínea que lhe restava na Terra.” “Envolvida na onda de forças, nascida de sua própria obstinação, afastou-se, ligeira, volitan- do automaticamente no rumo da cidade em que se lhe situava a parenta.” “Dezenas de quilômetros foram instantaneamente vencidos.” “A recém-chegada tentou despertá-la, à pressa, mas em vão. Consciente de que não dispu- nha senão de rápidos instantes, vibrou algumas pancadas no leito da irmã, que acordou de chofre, entrando, de imediato, em sua esfera de influência.” “(...) não lhe escutava as palavras pelos condutos auditivos do vaso carnal e sim pelo cére- bro, através de ondas mentais, em forma de pensamentos a lhe remoinharem ao redor da cabeça.” “Reerguendo-se, inquieta, falou de si para consigo: – “Elisa morreu”. “– Temos aqui um dos tipos habituais de comunicação nas ocorrências de morte.” CONTINUA Capítulo 21 Mediunidade no Leito de Morte
  25. 25. Desencarnando... “Alguns atribuem esses fatos a transmissões de ondas telepáticas, ao passo que outros neles encontraram os chamados ‘fenômenos de monição’ (aviso).” “Isso tudo, porém, reduz-se na Doutrina do Espiritismo à verdade simples e pura da comunhão direta entre as almas imortais.” “(...) somente se realizam por aqueles que concentram a própria força mental num propósito dessa espécie.” “(...) após liberar-se do anseio que lhe inquietava o campo Intimo, (...) voltou, de imediato, a casa.” “(...) flutuou sobre o leito, ligada aos despojos pelo tênue fio a que nos referimos.” “A recém-desencarnada, de alma opressa, resistia à fome de repouso que lhe castigava o pensamento, indecisa e agoniada, sem saber definir se estava viva dentro da morte ou se estava morta dentro da vida.” “– Não poderemos colaborar no desfazimento desse cordão incômodo?” “(...) Nada mais nos cabe fazer.” “– Não – (...), esse elo tem a sua função específica no reequilíbrio da alma. Morte e nasci- mento são operações da vida eterna que demandam trabalho e paciência. Além disso, há companheiros especializados no serviço da libertação última. A eles compete o toque final.” FIM Capítulo 21 Mediunidade no Leito de Morte
  26. 26. Desencarne (Liberação da Alma dos Cordões) “(...) há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma: o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.” Capítulo 13. Página 267. FIM 1º 2º 3º
  27. 27. 1º Desenlace (Dimas) “(...) começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que loca- lizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de subs- tância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.” “(...) com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que man- tinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determina- do ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigastro à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalha- vam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa afli- ção ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.” “(...) O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerôni- mo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias, e brilhante chama violeta- -dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantâneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor.” CONTINUA
  28. 28. “Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dota- das de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desen- carnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer, de todo, como se repre- sentasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, mo- mentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em segui- da, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegu- rando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimen- sões vibratórias.” “Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de maté- ria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.” “Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria per- manecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do “morto”, ainda imperfeita- mente preparado para desenlace mais rápido.” CONTINUA
  29. 29. “(...) (no dia seguinte...) cortaremos o fio derradeiro que o liga aos despojos, antes de conduzi-lo a abrigo conveniente. Por enquanto, repousará ele na contemplação do passado, que se lhe descortina em visão panorâmica no campo interior. Além disso, acusa debilidade ex- trema após o laborioso esforço do momento. Por essa razão, somente poderá partir, em nossa companhia, findo o enterramento dos envol- tórios pesados, aos quais se une ainda pelos últimos resíduos.” “ (no velório... em sua residência...) Em recuado recanto, ainda ligado Às vísceras inertes pelo cordão fluídico-prateado, permanecia Dimas no regaço da genitora, ao pé de dois amigos que, cuidadosos, o assis- tiam.” “– Felizmente – aventou a genitora, satisfeita –, vem melhorando de modo visível. Os resí- duos que o ligam ao cadáver estão quase extintos.” “Jerônimo, resoluto, penetrou a casa, seguido de nós outros. Encaminhou-se para o recanto onde o recém-desencarnado permanecia abatido e sonolento, sob a carícia materna. Reparei que o médium liberto tinha agora o corpo perispiritual mais aperfeiçoado, mais concreto. Tive a nítida impressão de que através do cordão fluídico, de cérebro morto a cérebro vivo, o desencarnado absorvia os princípios vitais restantes do campo fisiológico. Nosso dirigente contemplou-o, enternecido, e pediu informes à genitora, que os forneceu, satisfeita:” CONTINUA
  30. 30. “– Graças a Jesus, melhorou sensívelmente. É visível o resultado de nossa influência restauradora e creio que bastará o desligamento do último laço para que retome a consciência de si mesmo.” “Jerônimo examinou-o e auscultou-o, como clínico experimentado. Em seguida, cortou o liame final, verificando-se que Dimas, desencar- nado, fazia agora o esforço do convalescente ao despertar, estremu- nhado, findo longo sono.” “Somente então notei que, se o organismo perispirítico recebia as últi- mas forças do corpo inanimado, este, por sua vez, absorvia também algo de energia do outro, que o mantinha sem notáveis alterações. O apêndice prateado era verdadeira artéria fluídica, sustentando o fluxo e o refluxo dos princípios vitais em readaptação. Retirada a der- radeira via de intercâmbio, o cadáver mostrou sinais, quase de ime- diato, de avançada decomposição.” (no Cemitério...) “– Nossa função, acompanhando os despojos – esclareceu ele, afavelmen- te –, não se verifica apenas no sentido de exercitar o desencarnado para os movimentos ini- ciais da libertação. Destina-se também à sua defesa. Nos cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando vísceras cadavéricas, para subtrair-lhes resíduos vitais.” CONTINUA
  31. 31. “Logo após, ante meus olhos atônitos, Jerônimo inclinou-se piedosa- mente sobre o cadáver, no ataúde momentâneamente aberto antes da inumação, e, através de passes magnéticos longitudinais, extraiu todos os resíduos de vitalidade, dispersando-os, em seguida, na atmosfera comum, através de processo indescritível na linguagem humana por inexistência de comparação analógica, para que inescrupulosas entida- des inferiores não se apropriassem deles.” FIM
  32. 32. 2º Desenlace (Fábio) “Reparei que Jerônimo repetia o processo de libertação praticado em Dimas, mas com espantosa facilidade. Depois da ação desenvolvida so- bre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o nó vital, Fábio fora completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluí- dico-prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liber- to descansava, sonolento, sem consciência exata da situação.” “Supus que o caso de Dimas se repetiria, ali, minudência por minu- dência; porém, uma hora depois da desencarnação, Jerônimo cortou o apêndice luminoso.” “– Está completamente livre – declarou meu orientador, satisfeito.” “Incumbirme-ei (o pai desencarnado de Fábio) de velar pelo cadáver, inutilizando os derradeiros resíduos vitais contra o abuso de qualquer entidade inconsciente e perversa.” FIM
  33. 33. 3º Desenlace (Adelaide) “Adelaide esforçou-se para mostrar satisfação no semblante novamente abatido e rogou, tímida, lhe fosse concedido o obséquio de tentar, ela própria, a sós, a desencarnação dos laços mais fortes, em esforço pes- soal, espontâneo.” “Jerônimo aquiesceu, satisfeito.” “E, mantendo-nos de vigilância em câmara próxima, deixamo-la entre- gue a si mesma, durante as longas horas que consumiu no trabalho complexo e persistente.” “Não sabia que alguém pudesse efetuar semelhante tarefa, sem concurso alheio, mas o ori- entador veio em socorro de minha perplexidade, esclarecendo:” “– A cooperação de nosso plano é indispensável no ato conclusivo da liberação; todavia, o serviço preliminar do desenlace, no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários casos, ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experi- ência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada. Não há, portanto, motivo para surpresa. Tudo depende de preparo adequado no campo da realização.” “Meu dirigente explicara-se com muita razão. Efetivamente, só no derradeiro minuto inter- veio Jerônimo para desatar o apêndice prateado.” “A agonizante estava livre, enfim !...” FIM
  34. 34. Capítulo 50. A desencarnação de Fernando. Aproveitou Aniceto a serenidade ambiente e começou a retirar o corpo espiritual de Fernando, desligando-o dos despojos, reparan- do eu que iniciara a operação pelos calcanhares, terminando na cabeça, à qual, por fim, parecia estar preso o moribundo por exten- so cordão, tal como se dá com os nascituros terrenos. FIM Demorara-se longos minutos, durante os quais vi o nosso Instrutor empregar todo o cabedal de sua atenção e talvez de suas energias magnéticas. A operação não fora curta e fácil. O corpo de Fernando deu um estremeção, chamando o médico humano ao novo quadro. Aniceto cortou-o com esforço.
  35. 35. Vamos falar agora, e tentar entender, mais ou menos, este processo de desencarne do suicida, e porque o mesmo fica “preso" ao seu corpo. Estudos Dirigidos A Desencarnação
  36. 36. Desenlace normal 1ª Situação Desencarna na época prevista, em seu plano encarnatório. Corpo Físico Corpo Etérico Corpo Astral Corpo Etérico Corpo Astral Lembrando os textos de André Luiz, teremos os laços do plexo solar (ventre), coração (torax) e cérebro. O corpo físico entra em decomposição! Corpo Astral (e seus demais corpos superiores) e fluidos ainda ligados ao corpo astral “Dissolve” o corpo etérico. O Espírito está livre! “Dissolve” o resto de fluidos. “Desenlace” 1 2 3 Desenlace incompleto 2ª Situação Comete suicídio, morrendo antes do determinado, de seu plano encarnatório. Corpo Físico Corpo Etérico Corpo Astral Corpo Etérico Corpo Astral O corpo físico entra em decomposição! Corpo Astral (e seus demais corpos superiores) e fluidos ainda ligados ao corpo astral “Desenlace” 1 2 Ainda há muito fluido vital. Não se “dissolve”! 3 Ainda existem fluidos ligando o corpo astral ao corpo etérico, vindo as perturbações ao Espírito! O Espírito fica “preso”! O Espírito sente a decomposição do corpo físico!
  37. 37. Capítulo 11. Intercessão. “Há suicidas que permanecem agarrados aos despojos cadavéricos por tempo indeterminado, assistindo à decomposição orgânica e sentindo o ataque dos vermes vorazes.” Uma situação que acontece com alguns suicidas. Informação dada pelo Instrutor Alexandre. FIM
  38. 38. Nesta simulação que vimos conseguiremos entender então o porquê do espírito do suicida ficar preso ao seu cadáver. É pelo corpo etérico que ainda possui fluidos vitais! E preso ao corpo o espírito sentirá toda a decomposição de seu corpo! Estudos Dirigidos A Desencarnação
  39. 39. Estudos Dirigidos A DesencarnaçãoCompreenderemos então que não é castigo ou até mesmo uma expiação para o espírito! É uma consequência natural, por ter exterminado a sua vida antes do prazo programado. O corpo etérico está com reserva de fluido vital para um determinado período de tempo. E por ser ainda matéria, ficará junto ao corpo físico até sua completa extinção! Ou seja, o tempo de vida que foi programado ao espírito.
  40. 40. Estudos Dirigidos A DesencarnaçãoAinda existe uma outra consequência! Como nos momentos de sono, o espírito está livre para ir onde quiser, conforme a sua sintonia, mas neste caso específico só é sofrimento! Por isso irão vagar em péssimas situações, presos ainda a matéria, indo muitas vezes ao já conhecido “Vale dos Suicidas”. Recomendamos para isso a leitura do livro “Memórias de um Suicida”, de Yvonne A. Pereira.
  41. 41. Coisa singular! Essa escória trazia, pendente de si, fragmentos de cordão luminoso, fosforescente, o qual, despedaçado, como arrebentado violen- tamente, desprendia-se em estilhas qual um cabo compacto de fios elé- tricos arrebentados, a desprenderem fluidos que deveriam permanecer organizados para determinado fim. Ora, esse pormenor, aparentemente insignificante, tinha, ao contrário, importância capital, pois era justamente nele que se estabelecia a desorganização do estado de suicida. Hoje sa- bemos que esse cordão fluídico-magnético, que liga a alma ao envoltório carnal e lhe comunica a vida, somente deverá estar em condições apro- priadas para deste separar-se por ocasião da morte natural, o que então se fará naturalmente, sem choques, sem violência. Os Réprobos CONTINUA Com o suicídio, porém, uma vez partido e não desligado, rudemente arrancado, despeda- çado quando ainda em toda a sua pujança fluídica e magnética, produzirá grande parte dos desequilíbrios, se senão todos que vimos anotando, uma vez que, na constituição vital para a existência que deveria ser, muitas vezes, longa, a reserva de forças magnéticas não se haviam extinguido ainda, o que leva o suicida a sentir-se um "morto-vivo" na mais ex- pressiva significação do termo. Mas, na ocasião em que pela primeira vez o notáramos, desconhecíamos o fato natural, afigurando-se-nos um motivo a mais para confusões e terrores.
  42. 42. O próprio caráter individual influi na prolongação do melindroso estado, quando o padecente for mais ou menos afeito às atrações dos sentidos materiais, grosseiros e inferiores. É pois um complexo que se estabelece, que só o tempo, com extensa cauda de sofrimentos, conseguirá corrigir. FIM Os Réprobos Tão deplorável estado de coisas, para a compreensão do qual o homem não possui vocabulário nem imagens adequadas, prolonga-se até que as reservas de forças vitais e magnéticas se esgotem, o que varia segundo o grau de vitalidade de cada um.
  43. 43. O Reconhecimento Entre outras observações levadas a efeito, merece especial comentário, pela estranheza de que se revestia, o fato de todos trazermos pendentes da configuração astral, quando ainda no Vale, fragmentos reluzentes, co- mo se de uma corda ou um cabo elétrico arrebentados se despreendes- sem estilhas dos fios tenuíssimos que os estruturassem, sem que a ener- gia se houvesse extinguido, ao passo que explicavam os mentores residir em tão curioso fenômeno toda a extensão da nossa acrimoniosa desgra- ça, porquanto esse cordão, pela morte natural, será brandamente desa- tado, desligado das afinidades que mantém com o corpo carnal, através de caridosos cuidados de obreiros da Vinha do Senhor incumbidos da sacrossanta missão da assistência aos moribundos, enquanto que, pelo suicídio, é ele violentamente despedaçado, e, o que é pior, quando as fontes vitais, cheias de seiva para o decurso de uma existência às vezes longa, ainda mais o solidificavam, mantendo a atração necessária ao equi- líbrio da mesma. Ora, diziam-nos que, a fim de nos desfazermos do profundo desequilíbrio que semelhante conseqüência produzia em nossa organização fluídica (não se falando aqui da desorgani- zação moral, porventura ainda mais excruciante) ser-nos-ia indispensável voltar a animar outro corpo carnal, visto que, enquanto não o fizéssemos, seriamos criaturas desarmoniza- das com as leis que regem o Universo, a quem indefiníveis incômodos privariam de quais- quer realizações verdadeiramente concordes com o progresso. FIM
  44. 44. A Torre de Vigia Por muito desgraçados, pois, que sejam os galés do Vale, ou os transvia- dos que se aprazem no mal e cujo raio de ação se encontre no caminho de nossas atividades, jamais se acharão desamparados, (...) no momen- to oportuno, isto é, desde que eles mesmos estejam em condições de serem socorridos, transportados para outro local. Mas... existe uma como fatalidade a extrair-se do ato mesmo do suicídio, contra suas atribuladas presas, a qual impede sejam estas socorridas com a presteza que seria de esperar da Caridade própria dos obreiros da Fraternidade: — é o não se encontrarem elas radicalmente desligadas dos liames que as atêm ao envoltó- rio carnal, isto é, o se conservarem semi-encarnadas ou semi-desencarnadas, como quiser- des! As potências vitais que a Natureza Divina imprimiu em todos os gêneros da Criação e, em particular, no ser humano, agem sobre o suicida com todas as energias da sua grandiosa e sutil atividade! E isso graças à natureza semimaterial do corpo astral que possui, além do envoltório material. Viverá ele, assim, da vida animal ainda por muito tempo, a despeito mesmo, em vários casos, da desorganização do corpo de carne! Palpitarão nele, com pujan- ça impressionante, as atrações vivíssimas da sua qualidade humana, até que as reservas vitais, fornecidas para o período completo do compromisso da existência, se esgotem por haver atingido a época, prevista pela Lei, da desencarnação. CONTINUA
  45. 45. (11-a) A Excelsa Misericórdia encaminha, geralmente, tais casos, tidos co- mo os mais graves, a reencarnações imediatas onde o delinqüente com- pletará o tempo que lhe faltava para o término da existência que cortou. Conquanto muito dolorosas, mesmo anormais, tais reencarnações serão preferíveis às desesperações de além-túmulo, evitando, ao demais, grande perca de tempo ao paciente. Veremos então homens deformados, mudos, surdos, débeis mentais, idiotas ou retardos de nascença, etc. É um caso de vibrações, tão-somente. O perispírito não teve for- ças vibratórias para modelar a nova forma corpórea, a despeito do auxilio recebido dos técnicos do mundo Invisível. Assim concluirão o tempo que lhes faltava para o compromisso da existência prematuramente cortada, corrigirão os distúrbios vibratórios e, logicamente, sentir-se-ão aliviados. Trata-se de uma terapêutica, nada mais, recursos extremos exigidos pela calamidade da situação. E o único, aliás, para os casos em que a vida interrompida de- verá ser longa. Ó vós que ledes estas páginas! Quando encontrardes pelas ruas um irmão vosso assim anormalizado, não pejeis de orar em presença dele: vossas vibrações harmo- niosas serão também excelente terapêutica! Em tão anormal quão deplorável situação permanecerá o suicida, sem que nada possamos fazer a fim de socorrê-lo, apesar da nossa boa von- tade! (11-a) Isso, meus filhos, assim é que é, e vós, mais do que ninguém, o sabeis! É de lei, lei rigorosa, incorruptível, irremediável porque perfei- ta e sábia, a nós cumprindo procurar compreendê-la e respeitá-la, para não nos infelicitarmos pelo intento que tivermos de violá-la! A Torre de Vigia CONTINUA
  46. 46. FIM A Torre de Vigia Sempre que um condenado tiver extinguido ou mesmo aliviado o carre- gamento de vitalidade animalizada — esteja ele sinceramente arrepen- dido ou não —, avisaremos o serviço de socorro da Vigilância, o qual partirá imediatamente ao seu encontro, trazendo-o para a guarda da Legião. Então, tal seja a sua condição moral arrependido, revoltado, endurecido — será encaminhado por aquele Departamento ao local que lhe competir, conforme já sabeis: — o Hospital, o Isolamento, o Manicômio e até para estas Torres, pois, como dissemos, em virtude de ainda não nos acharmos devidamente instalados, acumulamos afazeres, mantendo, aqui mesmo, postos auxiliares para custodiar grandes criminosos dos quais seja cassada a liberdade por demasiada permanência nas vias do erro, isto é — suicidas -obsessores.
  47. 47. “— Encontram-se em situação tão desfavorável que, antes das experiên- cias mesmas, que deverão repetir, uma vez que a elas se furtaram com o suicídio consciente e perfeitamente responsável, só poderão animar en- voltório carnal enfermiço, meio deturpado, onde se sentirão tolhidos e insatisfeitos através da existência toda!” A Cada um Segundo suas Obras Para os suicidas será um retorno nada fácil... FIM E em algumas vezes serão dois retornos... Um para completar e outro para repetir... “Assim, de posse de tal envoltório — com o qual se afinaram pelas ações que praticaram —, cumprirão o tempo que lhes restava de permanência na Terra, interrompida, antes do tem- po justo, pelo suicídio.” “Dessa forma se aliviarão dos embaraços vibratórios que se criaram, e obterão capacidade e serenidade para repetir a experiência em que fracassaram... mas isto implicará uma se- gunda etapa terrena, ou seja, nova reencarnação, como será fácil depreender...”
  48. 48. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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