18.01 O Pensamento - A Memória I 20 jan 2015

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18.01 O Pensamento - A Memória I 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos Vamos falar aqui sobre o Pensamento. O Pensamento
  2. 2. Mas antes de passarmos para este assunto, vamos falar um pouco sobre a Memória. A Memória Estudos Dirigidos
  3. 3. Iremos apresentar nos próximos slides um texto muito bom sobre este assunto. Estudos Dirigidos A Memória
  4. 4. Vamos ver por exemplo que a memória não é algo tão simples. Estudos Dirigidos A Memória
  5. 5. O texto é do livro “Ícaro Redimido”. Vamos ver então! Estudos Dirigidos A Memória
  6. 6. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória A memória, definida como a capacidade de registrar movimentos e fixá- los na personalidade em forma de automatismos, estabilizando-os por ação prolongada, é importante habilidade do espírito, ferramenta indis- pensável da evolução. Sem sua atuação o progresso não se faria possível, pois o ser deveria reiniciar seus passos na matéria sempre que tornasse a ela. Por isso a memória é recurso ativo na gênese dos instintos biológicos des- de os primórdios da vida. Na matéria bruta ela ainda pode ser vista como a persistência da ação de forças que guardam a lembrança de suas traje- tórias e no efeito que sempre recorda a sua causa. No plano espiritual estudamos essa poderosa força dividida em duas formas de manifesta- ção: a memória somática e a memória psíquica. A primeira, também chamada memória cerebral, baseia-se em registros de impulsos de natureza elétrica retidos pelos neurônios, do corpo físico ou perispiritual, a serviço da fun- ção cognitiva e emocional que o espírito empreende no presente, no exercício da vida. Funciona qual impressão magnética dos instrumentos que gravam sons e imagens, pois os neurônios especializados na memória utilizam sistema idêntico, embora de muito maior complexidade pela intricada rede de interações que estabelecem no aparelho cerebral. CONTINUA
  7. 7. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória A memória psíquica, denominada também extracerebral é tecida em substância espiritual, consistindo de precisos registros de lembranças guardados na consciência profunda, cuja natureza íntima ainda nos esca- pa à compreensão. Está consubstanciada na sutil mecânica do pensamento, compondo forças espirituais na complexidade da mente e não guarda dependência alguma com as células neuronais perispirituais ou carnais. É chamada ainda de memória espiritual, memória profunda ou incons- ciente, sendo responsável pela cognição e pela autoconsciência, a noção nata que o ser vivo tem de si mesmo e de sua própria existência, que o acompanha ao longo de todas as suas muitas vidas. A memória somática, à qual o espírito tem livre acesso, é instável e limitada no tempo, guardando relação com o presente, enquanto que a memória psíquica é extracerebral e está além do tempo, abrangendo todo o passado metafísico do espírito. A primeira (somática) registra as informações no decorrer de uma encarnação e a segun- da (psíquica), todas as informações decorrentes de todas as encarnações. CONTINUA
  8. 8. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória A memória espiritual é a força operosa que se projeta na massa neuronal física ou perispiritual, configurando a memória somática, carreando in- formações cognitivas, emocionais e sensórias que funcionam como im- pulsos-tendências ao longo da trajetória evolutiva, superando o tempo e mantendo a continuidade da vida do ser, através dos seus variados ciclos de renascimento e morte. Devido à sua ação oculta é que os seres vivos não somente desempe- nham atividades sem aparente conhecimento prévio, como reconstroem seus corpos copiando exatamente a forma precedente, impondo-Ihes as inovações quando necessário. A nossa ignorância preferiu chamar essa propriedade de instinto, reco- nhecendo-lhe a surpreendente sapiência sem questionar as razões da sua existência. O instinto nada mais é do que força mnemônica do espírito, que sabe recordar o que foi aprendido. A vida nos mostra com evidência a presença dessa memória pré-reencarnatória agindo de forma inquestionável, sem a qual a experiência na matéria seria impossível. Se a semente não guardasse a lembrança da árvore que já foi, não saberia reconstruí-Ia com exatidão. E se o animal não rememorasse as habilidades conquistadas, não agiria com destreza diante das exigências de sua vida. CONTINUA
  9. 9. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA Embalde (em vão) a ciência humana irá perscrutar (investigar) os escani- nhos cromossômicos, na vã esperança de encontrar os agentes genéticos responsáveis pela hereditariedade de tal sabedoria. A memória não é herdade física, é herança do espírito que torna à vida, trazendo seu prévio aprendizado, prova contundente da anterioridade de sua existência. Basta admitirmos fato tão simples para que tudo se expli- que dentro de lógica irretorquível. A memória supera a morte, transportando de uma vida para outra as in- formações essenciais de que o ser necessita para prosseguir na evolução, permitindo que as novas aquisições se agreguem às antigas, que nunca se perdem. Trafegando entre os dois mundos nos quais realiza o progresso, o físico e o extrafísico, o espírito necessita de uma consciência de continuidade para a sua existência entrecortada de nascimentos e desenlaces. A memória espiritual, não se sediando na matéria, resiste à morte e o acompanha nesta jornada, permitindo a reconstrução da memória somática em cada novo renascimento, retendo o conhecimento já alcançado. A recapitulação das fases biológicas do desenvolvimento animal, durante a embriogênese, é expressão dessa memória de natureza espiritual, manifestando-se na confecção da for- ma.
  10. 10. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA Dessa maneira se mantém a constância das linhas morfossomáticas bem como os traços do caráter e dos hábitos, fazendo com que a personali- dade se configure sempre sobre os alicerces do passado. Carreia ainda os liames cármicos, unindo o efeito à sua causa, permitindo a colheita fiel do que foi semeado, nutrindo o ser de dores ou alegrias em perfeita conformidade com a natureza dos mananciais retidos em seus registros. A memória espiritual, de modo geral, não é de fácil acesso. Embora se conserve constantemente ativa, mantendo permanente troca de informações com a memória cerebral e sustentando as forças que integram a nossa personalidade, os espíritos de mediana evolução não guardam a capacidade de penetrar-lhe os preciosos arquivos. O pleno acesso ao seu conteúdo se verifica em altos patamares da evolução, quando então o espírito conquista a capacidade de recordar todas as suas existências entrecortadas em uma única linha de continuidade. A ciência terrena, estudando a memória, viu nela também a existência de duas partes distintas: uma de ação a longo prazo, chamada memória remota e outra de curto prazo, denominada memória recente.
  11. 11. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA A primeira é (memória remota) expressão da memória espiritual e a segunda (memória recente), da somática. Embora se reverbere em sítios de atuação física, identificados pela ciência terrena nas estruturas cerebrais como o hipocampo e partes do intricado sistema límbico, a memória como um todo é um complexo sistema feito de impulsos imateriais e sem localização precisa na massa cinzenta. Con- quanto lesões físicas do encéfalo possam perturbar-lhe o funcionamento, como as deficiências circulatórias do idoso, isso não pressupõe que sua origem se encontre na matéria, pois é como o pensamento que, embora necessite do aparelho encefálico para se manifestar, não lhe pertence. Ao iniciar nova aventura na carne, toda a memória somática se retrai para os níveis incons- cientes da memória profunda, que passa a operar como poderosa força, reconstruindo o presente com base nos impulsos do passado. A lembrança do pretérito se apaga momentaneamente do consciente para que o espírito reconstrua no livro da vida novos registros e conquiste mais elevado patamar na evolução, experimentando e reexperimentando suas habilidades, fixando assim o aprendizado em alicerces firmes e permitindo-se o reparo dos desvios de rota. Podemos considerar que sem o resumo do que foi no passado, a personalidade jamais se reconstruiria para prosseguir no rumo de novas aquisições.
  12. 12. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA Esta lógica facilmente compreensível da gênese dos dons natos, não pode ser contestada, por mais que teimem os homens em negar-lhe a veracida- de. Ao desencarnar, contudo, o espírito deve manter na consciência a recor- dação ativa de sua última experiência de vida, para que sua existência se dê na mesma linha de continuidade e sua personalidade se mantenha. Desta-forma, a individualidade não se desfaz, mas é a exata continuidade do que foi na matéria com seus mesmos automatismos, habilidades con- quistadas e defeitos adquiridos. Os laços afetivos seguem também fundamentados nas mesmas vivências da última experiência de vida. Assim a memória somática refaz sua integridade no perispírito logo depois do desenlace, permitindo a reconstrução de exata cópia do corpo físico, retendo nele os mesmos impul- sos que lhe foram impregnados na carne. Para que isso se dê, a revisão panorâmica, no momento da desencarnação, é ferramenta essencial à reconstrução da memória somática, quando a memória espiritual transfere para os sítios mnemônicos do perispírito refeito todo o conteúdo de sua última vida, para que o ser possa lhe dar perfeita continuidade.
  13. 13. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA Por tudo isso, ressurgir no plano espiritual não é nascer de novo, como o é de fato quando se retorna à carne. Desta forma, enquanto que para o espírito a carne é a esfera do recomeço, o Plano Espiritual é a esfera da continuidade. Os registros de memória participam ativamente da reconstrução do ser depois da morte, interferindo no processo a época em que ele desencar- na e a sua potência evolutiva. Aqueles que deixam a vida na fase intra-uterina ou mesmo falecem em tenra idade, de modo geral, reconstroem tanto suas formas perispirituais quanto suas personalidades, subordinando-se à memória profunda e não à somática, refazendo-se, portanto, segundo o panorama consciencial e morfológico da reencarnação anterior. Os arquivos mnemônicos referentes à última existência, retidos na memória espiritual, permanecem inalterados, pois a memória somática, ainda em formação, não é suficiente- mente capaz de alterar a prévia orientação das linhas de forças morfossomáticas das ma- lhas perispirituais. Devido a esse fato, a maioria dos espíritos nessa condição volta ao que era antes de re- encarnar. Entretanto, suicidas com elevado grau de autodestrutividade e baixa condição evolutiva, como já vimos, podem ficar detidos na embriomorfia pela incapacidade de aces- sar a memória profunda.
  14. 14. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA Da mesma forma, aqueles que deixam a vida na primeira infância, período considerado até os sete anos, podem retroceder à personalidade e à for- ma física da encarnação anterior ou seguir na mesma linha de desenvolvi- mento do corpo físico, fenômenos dependentes da capacidade de cada um em interferir no próprio destino. Espíritos de maior gabarito evolutivo, de modo geral, reconstroem-se obe- decendo aos registros morfológicos anteriores, enquanto que aqueles de medianas potencialidades continuam presos à memória somática e per- manecem atados à forma física infantil com que foram surpreendidos pela morte. A maioria desses continua desenvolvendo-se e amadurecendo como se estivesse na carne, embora de forma muito mais acelerada, atingindo o que chamamos patamar de comodi- dade, quando então o espírito se estaciona até o próximo retorno à carne. Indivíduos inseguros e temerosos comumente encontram este patamar de comodidade na própria infância e nela se fixam, permanecendo como crianças estacionárias no Plano Espi- ritual, até que nova reencarnação os tire do sonho de insensatez que pensam desfrutar. Estes espíritos pouco aproveitam do rico estágio de vida após a morte e normalmente re- encarnam em curto período de tempo, retornando, quando possível, ao seio familiar que deixaram na Terra.
  15. 15. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória CONTINUA A memória no desencarnado é muito mais passível de lesões do que no homem terreno em decorrência da maior instabilidade das forças psicos- somáticas que a sustentam no Mundo Espiritual, destituídas do peso que a carne lhes impõe. No entanto, é preciso considerar que o dano à me- mória espiritual, patrimônio inalienável do ser, é impossível, pois esta faz parte da substância imaterial que entretece o espírito. Somente a memória somática, sediada no perispírito, está sujeita a pre- juízos nas diversas peripécias do ser, tanto na carne quanto fora dela. O desfecho precipitado e infeliz dos suicidas, impedindo a realização da revisão panorâmica a contento, assim como os abruptos choques reen- carnatórios das mortes prematuras em fase embrionária, que obstacu- lizam a perfeita recomposição dos registros mnemônicos, podem propiciar danos significa- tivos à memória somática do desencarnado. Lesões suscetíveis de perturbar, não somente a perfeita recordação do passado, mas blo- quear o acesso à memória profunda, impedindo a correta reedificação tanto da forma quanto da personalidade, afetando os delicados mecanismos da cognição e da autocons- ciência, que terminam por estabelecer a grave perda da auto-identidade, base para o as- sentamento das esquizofrenias.
  16. 16. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória — Os homens precisam de reco- nhecer a gravidade do autocídio e do feticídio (O ato de se matar um feto) — exclamou Adelaide. — São muitos os entraves e dores que provocam em nosso mundo, depois da morte ... — E que irão repercutir por muito tempo, não somente na vida espiri- tual como no transcurso da própria existência na carne. Guardemos a esperança de que o homem terreno um dia se convença dessa realidade, Adelaide. E o texto termina com a seguinte exclamação... FIM
  17. 17. Capítulo 11. Valiosa Experiência. “A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos... Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos.” FIM
  18. 18. Em outro capítulo é abordado o assunto sobre os “princípios da revivência panorâmica da desencarnação”. Estudos Dirigidos A Memória
  19. 19. Vamos ver o que esses princípios tem a ver com a memória. Estudos Dirigidos A Memória
  20. 20. Capítulo 15 Nas Estradas do Passado Princípios da Revivência Panorâmica da Desencarnação (...) esse processo se passa de modo automático, logo após a morte física e refaz todos os momentos da vida do indivíduo na ordem cronológica crescente dos fatos. Menos frequentemente, esse regresso mnemônico pode realizar-se na ordem inversa das ocorrências e ainda, mais raramente, em saltos alea- tórios pelas lembranças da vida. Nenhum incidente é perdido. É a síntese da vida que se transfere para a memória profunda, em forma de impulsos que irão influenciar as futuras experiências do espírito. Nos óbitos súbitos, quando o indivíduo não se dá conta de que faleceu e continua a agir como se ainda estivesse presente na carne, fenômeno que na verdade é um desdobramen- to sem possibilidades de retorno, a revisão panorâmica não ocorre de imediato, sendo adiada até o instante em que o desencarnado se retrai no esgotamento de suas forças e mergulha no sono reparador. Em raras ocasiões pode ocorrer em indivíduos que experimentam momentos de quase- morte, condição já reconhecida pelos pesquisadores da Terra. Muitos ainda relatam não havê-Ia presenciado, mas nesses casos se dá o mesmo que se verifica com os sonhos, que muitas vezes não deixam recordação clara de sua ocorrência. FIM
  21. 21. Vamos ver agora uma resposta dada a uma pergunta feita sobre a questão da razão de passarmos por algum “resgate cármico”, hoje, por causa de algo feito no passado, que não lembramos. Estudos Dirigidos A Memória
  22. 22. Claro que este assunto muito nos interessa. Vamos ver a resposta! Estudos Dirigidos A Memória
  23. 23. Capítulo 21 Depressão: Tempo de Colheita no Campo do Espírito A pergunta... — Compreendo, contudo, ainda não abrangi todo o conhecimento de que necessito para acalmar minha ansiedade. Como o indivíduo, muitas vezes, colhe os reflexos de suas exaltações em outra existência e não pode recordar mais dos excessos que motivaram suas carências, qual o valor em sofrer efeitos tão distanciados de suas causas? Não se perdem as lições para o espírito? A resposta... — A limitada noção de tempo que flui de nossa razão não é a mesma que determina o ritmo dos fluxos energéticos que vertem do espírito. A função letiva (de ensino) da dor, embora aparentemente distante das causas que a de- terminaram, pode não ser compreendida pela nossa limitada razão, circunscrita ao presen- te, mas é seguramente apreendida e arquivada pelo inconsciente espiritual que, na verda- de, nos move na vida. Nossa memória extracerebral abrange toda a aventura do existir e sabe arquivar experiên- cias e corrigir seus impulsos pelos caminhos seguros da intuição. CONTINUA
  24. 24. Capítulo 21 Depressão: Tempo de Colheita no Campo do Espírito Por isso, nenhuma lição se faz sem proveito, pois tudo percebemos e tudo registramos, ainda que não guardemos a nítida consciência disso. A experiência é arquivada devidamente e exercerá a sua ação corretiva de forma inconsciente, no momento adequado, retomando sempre em benefício de nosso aprendizado. Quando a evolução nos permitir dilatar a própria visão, abrangendo maior extensão de nosso mundo íntimo, poderemos compreender com clareza todos os nossos movimentos na jornada da vida, entendendo a necessidade de todas as dores sofridas, por mais duras que nos tenham sido. É verdade que muitas vezes assistimos a espíritos renitentes no mal, exercendo livremente a rebeldia, despertando-nos a noção de que não há lei na criação para detê-Ios. Desejamos, muitas vezes, em nossa ignorância, que a dor os visitasse de imediato, susci- tando-Ihes a reforma necessária. Entretanto a Sabedoria Divina sabe que não detêm condições de aproveitamento na escola da dor e o ensinamento em hora imprópria seria baldado recurso. CONTINUA
  25. 25. Por isso eles são entregues aos próprios desatinos até que a evolução lhes proporcione condições de receber suas preciosas preleções com proveito, como uma colheita que precisa ser amadurecida para se prestar ao consumo. Capítulo 21 Depressão: Tempo de Colheita no Campo do Espírito Assim é que muitas vezes vemos espíritos já renovados, que aparente- mente não necessitariam de corrigendas, colhendo grandes sofrimen- tos, oriundos de causas muito distantes no tempo, exatamente porque este é o momento mais propício para lhes tornar útil o necessário aprendizado. FIM
  26. 26. Capítulo 10. – O corpo é sempre um anestésico poderoso para as lembranças espirituais. Mesmo que o Espírito consiga manter-se em constante contato com a retaguarda de onde procede, o mergulho na matéria apaga parte ou a totalidade das recordações, quando não as confunde completamente. Ao mesmo tempo, as circunstâncias sociais e as lutas do dia-a-dia assinalam-lhe o comportamento com as suas impressões, desorientando o ser por melhor intencionado que seja. Mesmo quando portador de alto gabarito evolutivo, não transita pelo mundo sem experimentar-lhe as injunções penosas. FIM
  27. 27. Vamos ver agora a pergunta que André Luiz fez para D. Laura sobre “passado Espiritual” dele, e dela! Estudos Dirigidos A Memória
  28. 28. Capítulo 21 Continuando a Palestra – Senhora Laura – exclamei, interrompendo-a –, permita, por obséquio, um aparte. Perdoe a curiosidade; no entanto, até agora, ainda não pude conhecer mais detidamente o que se relaciona com o meu passado espiritual. Não estou isento dos laços físicos? Não atravessei o rio da morte? A senhora recordou o passado, logo após sua vinda, ou esperou o concurso do tempo? – Esperei-o – replicou, sorridente –; antes de tudo, é indispensável nos despojarmos das impressões físicas. As escamas da inferioridade são muito fortes. É preciso grande equilíbrio para podermos recordar, edifi- cando. Em geral, todos temos erros clamorosos, nos ciclos da vida eterna. Quem lembra o crime cometido costuma considerar-se o mais desventurado do Universo; e quem recorda o crime de que foi vítima, considera-se em conta de infeliz, do mesmo modo. Portanto, somente a alma muito segura de si recebe tais atributos como realização espontânea. As demais são devidamente controladas no domínio das reminiscências e, se tentam burlar esse dispositivo da lei, não raro tendem ao desequilíbrio e à loucura. – Mas a senhora recordou o passado de maneira natural? – perguntei CONTINUA
  29. 29. – Explico-me – respondeu bondosamente –; quando se me aclarou a visão interior, as lembranças vagas me causavam perturbações de vulto. Coincidiu que meu marido partilhava o mesmo estado d’alma. Resolvemos ambos consultar o assistente Longobardo. Esse amigo, depois de minucioso exame das nossas impressões, nos encaminhou aos magnetizadores do Ministério do Esclarecimento. Recebidos com carinho, tivemos acesso em primeiro lugar à Seção do Arquivo, onde todos nós temos anotações particulares. Aconselharam-nos os técnicos daquele Ministério a ler nossas próprias memórias, durante dois anos, sem prejuízo de nossa tarefa do Auxílio, abrangendo o período de três séculos. O chefe do serviço de Recordações não nos permitiu a leitura de fases anteriores, declarando-nos incapazes de suportar as lembranças correspondentes a outras épocas. Capítulo 21 Continuando a Palestra – E bastou a leitura para que se sentisse na posse das reminiscências? – atalhei, curioso. – Não. A leitura apenas informa. Depois de longo período de meditação para esclareci- mento próprio, e como surpresas indescritíveis, fomos submetidos a determinadas opera- ções psíquicas, a fim de penetrar os domínios emocionais das recordações. Os Espíritos técnicos no assunto nos aplicaram passes no cérebro, despertando certas energias ador- mecidas... Ricardo (o esposo) e eu ficamos, então, senhores de trezentos anos de memória integral. Compreendemos, então, quão grande é ainda o nosso débito para com as organi-zações do planeta!... FIM
  30. 30. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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