16.06 A Inspiração 20 jan 2015

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16.06 A Inspiração 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos A Inspiração Vamos falar aqui sobre a Inspiração.
  2. 2. Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos MÉDIUNS INSPIRADOS 182. Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas ideias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspira- dos. Estes, como se vê, formam uma variedade da mediunidade in- tuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido. A espontaneidade é o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos vem dos Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém, procede, principal- mente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde cometemos o erro de não seguir. Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos protetores e familiares, a se esforça- rem por sugerir aos protegidos salutares idéias. CONTINUA
  3. 3. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer com frequência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e confiança, em caso de necessidade, e muito frequentemente se admirará das ideias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma ideia surge, é que é preciso esperar. A prova de que a ideia que sobrevém é estra- nha à pessoa de quem se trate está em que, se tal ideia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui ideias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes vêm quando quer, é que está obrigado a buscá-las algures, que não no seu íntimo. Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de inteligên- cia fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos de uma lucidez inte- lectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspiração, as ideias abundam, sob um impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior nos vem ajudar e que o nosso espírito se desembaraçou de um fardo. CONTINUA
  4. 4. Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos 183. Os homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de compre- ender por si mesmos e de conceber grandes coisas. Ora, precisa- mente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando que- rem executar certos trabalhos, lhes sugerem as ideias necessárias e assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação. Se não esperasse ser atendido, por que exclamaria, tão frequentemente: meu bom gênio, vem em meu auxílio? As respostas seguintes confirmam esta asserção: a) Qual a causa primária da inspiração? “O Espírito que se comunica pelo pensamento.” b) A revelação das grandes coisas não é que constitui o objeto único da inspiração? “Não, a inspiração se verifica, muitas vezes, com relação às mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo, queres ir a alguma parte: uma voz secreta te diz que não o faças, porque correrás perigo; ou, então, te diz que faças uma coisa em que não pensavas. É a inspiração. Poucas pessoas há que não tenham sido mais ou menos inspiradas em certos momentos.” CONTINUA
  5. 5. FIM Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos c) Um autor, um pintor, um músico, por exemplo, poderiam, nos momentos de inspiração, ser considerados médiuns? “Sim, porquanto, nesses momentos, a alma se lhes torna mais livre e como que desprendida da matéria; recobra uma parte das suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as comunicações dos outros Espíritos que a inspiram.” MÉDIUNS DE PRESSENTIMENTOS 184. O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma espécie de dupla vista, que lhes permite entrever as consequências das coisas atuais e a filiação dos aconte- cimentos. Mas, muitas vezes, também é resultado de comunicações ocultas e, sobretudo neste caso, é que se pode dar aos que dela são dotados o nome de médiuns de pressentimentos, que consti- tuem uma variedade dos médiuns inspirados.
  6. 6. Capítulo 19 Acercou-se do médium e imantou-o com energias superiores. O sensitivo percebeu a presença da Entidade amiga e, solicitando permissão ao seu anfitrião (ao dono da casa), explicou que era chegada a hora da reunião, que deveria começar por uma oração que ele proferiria, acompanhado, em silêncio, pelos presentes. Todos se recolheram à introspecção, enquanto o médium, visivel- mente inspirado, proferiu comovida súplica de amparo para todos, após o que deu início à sua alocução. A palavra era-lhe fácil, escorrendo-lhe dos lábios com encantamento e segurança, sob o edificante controle mental da venerável Irmã Angélica. Em uma residência, iria começar uma palestra espírita... A sua forma simples de expressar o pensamento que lhe era transmitido enriquecia-se, não poucas vezes, de beleza cristalina... FIM
  7. 7. Capítulo 5. Influenciação. A explicação do Instrutor Alexandre sobre a intuição, ou melhor, na transmissão do pensamento. Como ocorreu o processo... (...) Sem perda de tempo, colocou a destra na fronte da menina, manten- do-a sob vigoroso influxo magnético e transmitindo-lhe suas idéias gene- rosas. Reparei que aquela mão protetora, ao tocar os cabelos encaracola- dos da jovem, expedia luminosas chispas, somente perceptíveis ao meu olhar. A menina, a seu turno, pareceu mais nobre e mais digna em sua ex- pressão quase infantil e respondeu firmemente: (...) (A garota fala sob a influência do Instrutor.) 1ª situação 2ª situação (...) Nesse momento, Alexandre colocou novamente a destra sobre a fronte da jovem, que lhe traduziu o pensamento, em tom de respeito e carinho: (...) (Se repete a mesma situação onde a garota fala sob a influência do Instrutor.) Em virtude de o instrutor haver interrompido a operação magnética e porque me encontras- se perplexo ante a facilidade com que a menina lhe recebia os pensamentos, quando obser- vara tanta complexidade nos serviços de psicografia, expus ao orientador amigo as indagações que me assaltavam o espírito. As dúvidas de André Luiz... CONTINUA
  8. 8. Capítulo 5. Influenciação. A explicação do Instrutor Alexandre sobre a intuição, ou melhor, na transmissão do pensamento. Sem titubear, Alexandre explicou: – Aqui, André, observa você o trabalho simples da transmissão mental e não pode esquecer que o intercâmbio do pensamento é movimento livre no Universo. Desencarnados e encarnados, em todos os setores de ativi- dade terrestre, vivem na mais ampla permuta de ideias. Cada mente é um verdadeiro mundo de emissão e recepção e cada qual atrai os que se lhe assemelham. Os tristes agradam aos tristes, os ignorantes se reúnem, os criminosos comungam na mesma esfera, os bons estabelecem laços recíprocos de trabalho e realização. Aqui temos o fenômeno intuitivo, que, com maior ou menor intensidade, é comum a todas as criaturas, não só no plano construtivo, mas também no círculo de expressões menos elevadas. Temos, sob nossos olhos, uma velha irmã e seu filho maior completamente ambientados na exploração inferior de amigos desen- carnados, presas de ignorância e enfermidade, estabelecendo perfeito comércio de vibrações inferiores. Falam sob a determinação direta dos vampiros infelizes, transformados em hóspe- des efetivos do continente de suas possibilidades fisicopsíquicas. Permanece também sob nossa análise uma jovem que, presentemente, atingiu dezesseis anos de nova existência ter- restre. Suas disposições, contudo, são bastante diversas. Ela consegue receber nossos pensa- mentos e traduzi-los em linguagem edificante. Não está propriamente em serviço técnico da mediunidade, mas no abençoado trabalho de espiritualização. CONTINUA
  9. 9. Capítulo 5. Influenciação. A explicação do Instrutor Alexandre sobre a intuição, ou melhor, na transmissão do pensamento. E indicando a mocinha, cercada de maravilhoso halo de luz, acrescentou: – Conserva, ainda, o seu vaso orgânico na mesma pureza com que o rece- beu dos benfeitores que lhe prepararam a presente reencarnação. Ainda não foi conduzida ao plano de emoções mais fortes, e as suas possibilida- des de recepção, no domínio intuitivo, conservam-se claras e maleáveis. Suas células ainda se encontram absolutamente livres de influências tó- xicas; seus órgãos vocais, por enquanto, não foram viciados pela maledi- cência, pela revolta, pela hipocrisia; seus centros de sensibilidade não so- freram desvios, até agora; seu sistema nervoso goza de harmonia invejá- vel e o seu coração, envolvido em bons sentimentos, comunga com a beleza das verdades eternas, através da crença sincera e consoladora. E, além disso, não tendo débitos muito graves do pretérito, condição que a isenta do contato com as entidades perversas que se movimentam na sombra, pode refletir com exatidão os nossos pensamentos mais íntimos. Vivendo muito mais pelo espírito, nas atuais condições em que se encontra, basta a permuta magnética para que nos traduza as idéias essenciais. – Isto significa – perguntei – que esta jovem é bastante pura e que continuará com semelhan- tes facilidades, em toda a existência? CONTINUA
  10. 10. Capítulo 5. Influenciação. A explicação do Instrutor Alexandre sobre a intuição, ou melhor, na transmissão do pensamento. – Então – continuei perguntando – não seria difícil prepararem-se todas as criaturas para receberem a influenciação superior? – De modo algum – esclareceu ele – todas as almas retas, dentro do es- pírito de serviço e de equilíbrio, podem comungar perfeitamente com os mensageiros divinos e receber-lhes os programas de trabalho e ilumi- nação, independentemente da técnica do mediunismo que, presente- mente, se desenvolve no mundo. Não há privilegiado na Criação. Exis- tem, sim, os trabalhadores fiéis, compensados com justiça, seja onde for. FIM Alexandre sorriu e observou: – Não tanto. Ela ainda conserva os benefícios que trouxe do plano espiritual e as cartas da felicidade ainda permanecem nas suas mãos para extrair as melhores vantagens no jogo da vida, mas dependerá dela o ganhar ou perder, futuramente. A consciência é livre.
  11. 11. Capítulo 11. Intercessão. Outra situação... As palavras do suicida, bem como a doce inflexão de sua voz, surpre- endiam-me as observações. Raul demonstrava um potencial de delicadeza e finura psicológica, que até aí não revelara a meus olhos. Foi então que, aguçando a percepção visual, notei que fios tenuíssimos de luz ligavam a fronte de Alexandre ao cérebro dele e compreendi que o instrutor lhe ministrava vigoroso influxo magnético, amparando-o na difícil situação. E mais adiante... Notei que o interpelado mostrou no olhar terrível angústia, ante a indagação inesperada. Quis, talvez, confessar a verdade, fazer luz em torno de suas experiências extintas, mas o socorro magnético de Alexandre não se fez esperar. Jato de intensa luminosidade partiu da mão do orientador, que, a essa altura da conversação, mantinha sobre a fronte do sui- cida a destra protetora. Transformou-se-lhe a expressão fisionômica, restabelecendo-se- -lhe a serenidade e a coragem. Novamente calmo, Raul falou à companheira: (...) FIM
  12. 12. Capítulo 8 Organização de Serviços O homem vulgar ignora que toda manifestação de ordem, no mundo, procede do plano superior. A natureza agreste transforma-se em jardim, quando orientada pela mente do homem, e o pensamento humano, selvagem na criatura primitiva, transforma-se em potencial criador, quando inspirado pelas mentes que funcionam nas esferas mais altas. Nenhuma organização útil se materializa na crosta terrena, sem que seus raios iniciais partam de cima. FIM
  13. 13. Cap. 2 Segunda parte Linguagem dos Desencarnados – Como se caracteriza a linguagem entre os Espíritos? – Incontestavelmente, a linguagem do Espírito é, acima de tudo, a imagem que exterioriza de si próprio. Isso ocorre mesmo no plano físico, em que alguém, sabendo refletir- se, necessitará poucas palavras para definir a largueza de seus planos e sentimentos, acomodando-se à síntese que lhe angaria maior cabe- dal de tempo e influência. Círculos espirituais existem, em planos de grande sublimação, nos quais os desencarnados, sustentando consigo mais elevados recursos de riqueza interior, pela cultura e pela grandeza moral, conseguem plasmar, com as próprias idéias, quadros vivos que lhes confirmem a mensagem ou o ensi- namento, seja em silêncio, seja com a despesa mínima de suprimento verbal, em livres circuitos mentais de arte e beleza, tanto quanto muitas Inteligências infelizes, treinadas na ciência da reflexão, conseguem formar telas aflitivas em circuitos mentais fechados e ob- sessivos, sobre as mentes que magneticamente jugulam. De acordo com o mesmo princípio, Espíritos desencarnados, em muitos casos, quando controlam as personalidades mediúnicas que lhes oferecem sintonia, operam sobre elas à base das imagens positivas com que as envolvem no transe, compelindo-as a lhes expedir os conceitos. CONTINUA
  14. 14. Cap. 2 Segunda parte Linguagem dos Desencarnados Nessas circunstâncias, expressa-se a mensagem pelo sistema de reflexão, em que o médium, embora guardando o córtex encefálico anestesiado por ação magnética do comunicante, lhe recebe os ideogramas e os transmite com as palavras que lhe são próprias. Todavia, não obstante reconhecermos que a imagem está na base de todo intercâmbio entre as criaturas encarnadas ou não, é forçoso observar que a linguagem articulada, no chamado espaço das nações, ainda possui fundamental importância nas regiões a que o homem comum será transferido imediatamente após desligar-se do corpo físico. FIM Cap. 7 Segunda parte Vida Social dos Desencarnados Por isso mesmo, na esfera seguinte à condição humana, temos o es- paço das nações, com as suas comunidades, idiomas, experiências e inclinações, inclusive organizações religiosas típicas, junto das quais funcionam missionários de libertação mental, operando com caridade e discrição para que as ideias renovadoras se expandam sem dilace- ração e sem choque.
  15. 15. Capítulo 13. Transmissão do pensamento, através da inspiração... O Dr. Emir saudou-os jovialmente (a vários outros médicos para uma reunião, do plano físico), enquanto solicitou a um auxiliar que fosse buscar o prontuário que houvera deixado sobre o seu móvel, quando fora chamado para socorrer o paciente em crise. Atendido, sentou-se, por sua vez, à cabeceira, e após ligeiros comen- tários, foi iniciada a reunião sem mais delongas. O Dr. Ximenes (Espírito) acercou-se-Ihe, envolveu-o em fluidos enri- quecedores de paz e, praticamente tomando-lhe o comando do ra- ciocínio, facultou-lhe iniciar os estudos reservados para aquele dia. E o Dr Emir começa a sua explanação... O expositor calou-se por pouco, organizando as ideias, em razão da complexidade do tema e mais sintonizando com o Mentor, logo dando continuidade: (...) Mais adiante, em uma pausa... Observara como o jovem assimilara o pensamento do seu Instrutor que, por sua vez, en- contrara nele o material indispensável para a explanação. Concomitantemente, a irradia- ção de segurança e de veracidade impressa nas suas palavras, procedente do Men- tor, muito houvera contribuído para o entendimento e aceitação da tese exposta. Terminado a explanação... FIM
  16. 16. Capítulo 16. Em uma casa espírita, numa palestra... Visivelmente inspirado, o amigo dos infelizes ergueu-se, e após sal- dação afetuosa, iniciou a sua peroração (discurso breve)... E mais adiante, no atendimento aos necessitados... Sempre inspirado pelo seu Guia espiritual, era visível a perfeita iden- tificação existente entre ambos. Capítulo 18. De imediato, a palavra foi passada a um jovem orador, que visivel- mente inspirado pelo seu Mentor e pelo Guia Espiritual da Casa, abordou com propriedade e alto senso de equilíbrio o tema sobre a Caridade. Em outra casa espírita, e em outra palestra... FIM
  17. 17. Capítulo 18. Chamou-me a atenção o comentário de uma dama desencarnada, que narrava a outra que lhe estava ao lado: – Hoje é-me um dia muito gratificante, pois que consegui trazer meu filho, que está enveredando pelo abismo do alcoolismo. Através de um amigo, a quem se afeiçoou, inspirei-o a conduzi-lo até aqui, a fim de que ouça a palestra, que espero lhe penetre o coração, desper- tando-o para os deveres do lar e da família, que vêm sendo descui- dados. FIM
  18. 18. (...) A esse tempo, Nemésio enlaçara a enfermeira, qual se voltasse, de improviso, aos arrebatamentos da juventude. Amimava-lhe as mãos miúdas e os cabelos sedosos, reportando-se ao futuro. (...) Apaixonado, procurava convencer-se de que se via correspondido, cravando a atenção nos olhos enigmáticos da companheira, a quem se reconhecia imanizado por intensa atração. (...) Marina retribuía, como quem se deixava querer bem; no entanto, apresentava o fenômeno singular da emoção jungida a ele e o pensa- mento voltado ao outro (outra pessoa), empenhando-se, por todos os meios, a encontrar nesse outro o incentivo necessário a essa mês- ma emoção. (...) Isso tudo era dito num jogo de manifestações carinhosas em que a sinceridade prevalecia num lado e o cálculo no outro. Assinalei, porém, estranha ocorrência. Ele e ela comunicavam-se, entre si, as mais ternas expansões de encantamento recíproco, sem ser dissoluto, e pareciam aderir, automaticamente, às impressões que esboçávamos, de vez que acompanhávamos os mínimos gestos dos dois, com aguçada observação, prejulgando-lhes os desígnios com o fundo de nossas próprias experiências inferiores já superadas. Capítulo 4. CONTINUA
  19. 19. Capítulo 4. Semelhantes registros que formulamos, com absoluta imparcialidade, são dignos de nota, porquanto, atento qual me achava ao estudo, vimo- -nos obrigados a reconhecer que a nossa expectativa maliciosa, aliada ao espírito de censura, estabelecia correntes mentais estimulantes da turvação psíquica de que ambos se viam acometidos, correntes essas que, partindo de nós na direção deles, como que lhes agravava o apeti- te sensual. A súbitas, venerando amigo espiritual penetrou a câmara. Ocorreu, em seguida, algo de inusitado. Nemésio e Marina transferiram-se, de repente, a novo campo de espírito. Confirmei a impressão de que a nossa curiosidade enfermiça e a revolta que dominava Neves até então haviam funcionado ali por estímulos ao magnetismo animal a que se ajustavam os dois enamorados, que nem de leve desconfiavam da minuciosa observação a que se viam sujeitos, porquanto bastou que o irmão Félix lhes dirigisse compassivo olhar para que se modificassem, incontinenti. Embora confessando a mim mesmo, com indisfarçável remorso, a impropriedade da atitude que assumira, momentos antes, prossegui estudando a metamorfose espiritual que se processava. CONTINUA
  20. 20. Capítulo 4. Marina passou a revelar benéfica reação, como se estivesse admiravelmente conduzida em ocorrência mediúnica, de antemão preparada. Recompôs-se, do ponto de vista emotivo, patenteando integral desinteresse por qualquer forma de entretenimento físico, e falou, com delicadeza, da necessidade de voltar aos cuidados que a doente exigia. Nemésio, a refletir-lhe a renovada posição interior, não ofereceu qualquer embargo, acomodando-se em poltrona pró- xima, enquanto a jovem se retirava, tranqüila. FIM
  21. 21. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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