16.05 A Psicografia 20 jan 2015

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16.05 A Psicografia 20 jan 2015

  1. 1. Estudos Dirigidos A Psicografia Vamos falar aqui sobre a Psicografia.
  2. 2. Segunda Parte Capítulo III Das Manifestações Inteligentes 71. Aperfeiçoou-se a arte de obter comunicações pelo processo das pancadas alfabéticas, mas o meio continuava a ser muito moroso. Algumas, entretanto, se obtiveram de certa extensão, assim como interessantes revelações sobre o mundo dos Espíritos. Estes indicaram outros meios e a eles se deve o das comunicações escritas. Receberam-se as primeiras deste gênero, adaptando-se um lápis ao pé de uma mesa leve, colocada sobre uma folha de papel. Posta em movimento pela influência de um médium, a mesa começou a traçar caracteres, depois palavras e frases. Simplificou-se gradualmente o processo, pelo emprego de mesinhas do tamanho de uma mão, construídas expressamente para isso; em seguida, pelo de cestas, de caixas de papelão e, afinal, pelo de simples pranchetas. A escrita saía tão corrente, tão rápida e tão fácil como com a mão. Porém, reconheceu-se mais tarde que todos aqueles objetos não passavam, em definitiva, de apêndices, de verdadeiras lapiseiras, de que se podia prescindir, segurando o médium, com sua própria mão, o lápis. Forçada a um movimento involuntário, a mão escrevia sob o impulso que lhe imprimia o Espírito e sem o concurso da vontade, nem do pensamento do médium. A partir de então, as comunicações de além- túmulo se tornaram sem limites, como o é a correspondência habitual entre os vivos. FIM
  3. 3. Capítulo XIII. Da Psicografia 157. Chamamos psicografia indireta à escrita assim obtida (através da cesta com um lápis ao centro ou na ponta), em contraposição à psico- grafia direta ou manual, obtida pelo próprio médium. Para se compreender este último processo, é mister levar em conta o que se passa na operação. Psicografia Indireta O Espírito atua sobre a mesinha ou cesta. Suprima-se esse intermediário, coloque-se o lápis na mão e o resultado será o mesmo, com um mecanismo muito mais simples, pois que o médium escreve como o faz nas condições ordinárias. De sorte que toda pessoa que escreve com o concurso de uma cesta, prancheta, ou qualquer outro objeto, pode escrever diretamente. O Espírito que se comunica atua sobre o médium que, debaixo dessa influência, move maquinalmente o braço e a mão para escrever, sem ter (é pelo menos o caso mais comum) a menor consciência do que escreve; a mão atua sobre a cesta e a cesta sobre o lápis. Assim, não é a cesta que se torna inteligente; ela não passa de um instrumento manejado por uma inteligência; não passa, realmente, de uma lapiseira, de um apêndice da mão, de um intermediário, entre a mão e o lápis. FIM De todos os meios de comunicação, a escrita manual, que alguns denominam escrita involuntária, é, sem contestação, a mais simples, a mais fácil e a mais cômoda, porque nenhum preparativo exige e se presta, como a escrita corrente, aos maiores desenvolvimentos. Dela tornaremos a falar, quando tratarmos dos médiuns.
  4. 4. Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos FIM MÉDIUNS MECÂNICOS 179. (...) Quando atua diretamente sobre a mão, o Espírito lhe dá uma impulsão de todo independente da vontade deste último (do médium). Ela se move sem interrupção e sem embargo do mé- dium, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e pára, assim ele acaba. Nesta circunstância, o que caracteriza o fenômeno é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. Quando se dá, no caso, a inconsciência absoluta; têm-se os médiuns chamados passivos ou mecânicos. É preciosa esta faculdade, por não permitir dúvida alguma sobre a independência do pensamento daquele que escreve.
  5. 5. 180. A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado (o médium fica em desdo-bramento, quase não se afasta do seu corpo). O Espírito livre (o desencarnado), neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma (do médium em desdobramento), com a qual se identifica (afinidade fluídica). A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos MÉDIUNS INTUITIVOS (na psicografia) Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre (desen- carnado) não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre (desencarnado) e o transmi-te. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o que se chama médium intuitivo. CONTINUA
  6. 6. Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos MÉDIUNS INTUITIVOS (na psicografia) Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve (um desencarnado) e não o do médium (animismo). Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à ideia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este (o médium intuitivo), de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo. FIM
  7. 7. MÉDIUNS SEMIMECÂNICOS (na psicografia) FIM Capítulo XV. Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos 181. No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da vontade; no médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semimecânico participa de ambos esses gêneros. Sente que à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro (mecânico) o pensamento vem depois do ato da escrita; no segundo (intuitivo), precede-o; no terceiro (semime- cânico), acompanha-o. Estes últimos médiuns são os mais numerosos.
  8. 8. Capítulo XVI. Dos Médiuns Especiais 189. Variedades especiais para os efeitos fisicos (Médiuns Pneu- matógrafos) Nota. Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a escrita direta (onde o Espírito escreve diretamente no papel) entre os fenômenos de ordem física, pela razão, disseram eles, de que: “Os efeitos inteligentes (psicografia, por exemplo) são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo.” FIM
  9. 9. Capítulo XVI. Dos Médiuns Especiais 189. Variedades especiais para os efeitos fisicos Médiuns excitadores: pessoas que têm o poder de, por sua influ- ência, desenvolver nas outras a faculdade de escrever. “Aí há antes um efeito magnético do que um caso de mediunidade propriamente dita, porquanto nada prova a intervenção de um Espírito. Como quer que seja, pertence à categoria dos efeitos físicos.” FIM
  10. 10. Capítulo XVI. Dos Médiuns Especiais VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES 191. 1º — SEGUNDO O MODO DE EXECUÇÃO Médiuns escreventes ou psicógrafos: os que têm a faculdade de escrever por si mesmos sob a influência dos Espíritos. Médiuns escreventes mecânicos: aqueles cuja mão recebe um impulso involuntário e que nenhuma consciência têm do que escrevem. Muito raros. Médiuns semimecânicos: aqueles cuja mão se move involuntaria- mente, mas que têm, instantaneamente, consciência das palavras ou das frases, à medida que escrevem. São os mais comuns. Médiuns intuitivos: aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é conduzida voluntariamente. Dife- rem dos médiuns inspirados em que estes últimos não precisam escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre um assunto determi- nado e provocado. “São muito comuns, mas também muito sujeitos a erro, por não poderem, muitas vezes, discernir o que provém dos Espíritos do que deles próprios emana.” FIM
  11. 11. Capítulo XVI. Dos Médiuns Especiais 193. 3º — SEGUNDO O GÊNERO E A PARTICULARIDADE DAS COMUNICAÇÕES “Todos estes matizes (de médiuns que tem uma certa facilidade em escrever versos, poesias, literários, historiadores, científicos, receitistas, religiosos, filósofos, etc.) constituem variedades de aptidões dos médiuns bons. Quanto aos que têm uma aptidão especial para comunicações científicas, históricas, médicas e outras, fora do alcance de suas especialidades atuais, fica certo de que possuíram, em anterior existência, esses conhecimentos, que permaneceram neles em estado latente, fazendo parte dos materiais cerebrais de que necessita o Espírito que se manifesta; são os elementos que a este abrem caminho para a transmissão de ideias que lhe são próprias, porquanto, em tais médiuns encontra ele instrumentos mais inteligentes e mais maleáveis do que num ignaro.” (Erasto.) FIM
  12. 12. Capítulo XVII. Da Formação dos Médiuns 214. (...) raríssimo é o mecanismo puro; a ele se acha frequente- mente associada, mais ou menos, a intuição. Tendo consciência do que escreve, o médium é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade; não sabe se o que lhe sai do lápis vem do seu próprio, ou de outro Espírito. Não tem absolutamente que se preocupar com isso e, nada obstante, deve prosseguir. Se se observar a si mesmo com atenção, facilmente descobrirá no que escreve uma porção de coisas que lhe não passavam pela mente e que até são contrárias às suas ideias, prova evidente de que tais coisas não provêm do seu Espírito. Continue, portanto, e, com a experiência, a dúvida se dissipará. Sobre a psicografia mecânica... FIM
  13. 13. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas 223. Questão 9ª (...) “É que ainda não percebeste bem o papel que desempenha o médium. Há aí uma lei que ainda não apanhaste. Lembra-te de que, para produzir o movimento de um corpo inerte, o Espírito precisa utilizar-se de uma parcela de fluido animalizado, que toma ao médium, para animar momentaneamente a mesa, a fim de que esta lhe obedeça à vontade. Pois bem: compreende igualmente que, para uma comunicação inteligente, ele precisa de um intermediário inteligente e que esse intermediário é o Espírito do médium.” a) Isto parece que não tem aplicação ao que se chama – mesas falantes, visto que, quando objetos inertes, como as mesas, pranchetas e cestas dão respostas inteligentes, o Espírito do médium, ao que se nos afigura, nenhuma parte toma no fato. “É um erro; o Espírito pode dar ao corpo inerte uma vida fictícia momentânea, mas não lhe pode dar, inteligência. Jamais um corpo inerte foi inteligente. É, pois, o Espírito do médium quem recebe, a seu mau grado, o pensamento e o transmite, sucessivamente, com o auxílio de diversos intermediários.” 10ª Dessas explicações resulta, ao que parece, que o Espírito do médium nunca é comple- tamente passivo? “É passivo, quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário, embora se trate dos que chamais médiuns mecânicos.” FIM
  14. 14. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas 225. A dissertação que se segue, dada espontaneamente por um Espírito superior, que se revelou mediante comunicações de ordem elevadíssima, resume, de modo claro e completo, a questão do papel do médium: “Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, quer mecânicos ou semimecânicos, quer simplesmente intuitivos, não variam essencial- mente os nossos processos de comunicação com eles. De fato, nós nos comunicamos com os Espíritos encarnados dos médiuns, da mesma forma que com os Espíritos propriamente ditos, tão-só pela irradiação do nosso pensamento. “Os nossos pensamentos não precisam da vestidura da palavra, para serem compreendidos pelos Espíritos e todos os Espíritos percebem os pensa- mentos que lhes desejamos transmitir, sendo suficiente que lhes dirijamos esses pensamentos e isto em razão de suas faculdades intelectuais. “Quer dizer que tal pensamento tais ou quais Espíritos o podem compreender, em virtude do adiantamento deles, ao passo que, para tais outros, por não despertarem nenhuma lembrança, nenhum conhecimento que lhes dormitem no fundo do coração, ou do cérebro, esses mesmos pensamentos não lhes são perceptíveis. Neste caso, o Espírito encarnado, que nos serve de médium, é mais apto a exprimir o nosso pensamento a outros encarnados, se bem não o compreenda, do que um Espírito desencarnado, mas pouco adiantado, se fôssemos forçados a servir-nos dele, porquanto o ser terreno põe seu corpo, como instrumento, à nossa disposição, o que o Espírito errante não pode fazer. CONTINUA
  15. 15. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas “Assim, quando encontramos em um médium o cérebro povoado de conhecimentos adquiridos na sua vida atual e o seu Espírito rico de conhecimentos latentes, obtidos em vidas anteriores, de natureza a nos facilitarem as comunicações, dele de preferência nos servimos, porque com ele o fenômeno da comunicação se nos torna muito mais fácil do que com um médium de inteligência limitada e de escassos conhecimentos anterior- mente adquiridos. Vamos fazer-nos compreensíveis por meio de algumas explicações claras e precisas. “Com um médium, cuja inteligência atual, ou anterior, se ache desenvolvi- da, o nosso pensamento se comunica instantaneamente de Espírito a Espírito, por uma faculdade peculiar à essência mesma do Espírito. Nesse caso, encontramos no cérebro do médium os elementos próprios a dar ao nosso pensamento a vestidura da palavra que lhe corresponda e isto quer o médium seja intuitivo, quer semimecânico, ou inteiramente mecânico. “Essa a razão por que, seja qual for a diversidade dos Espíritos que se comunicam com um médium, os ditados que este obtém, embora procedendo de Espíritos diferentes, trazem, quanto à forma e ao colorido, o cunho que lhe é pessoal. Com efeito, se bem o pensamento lhe seja de todo estranho, se bem o assunto esteja fora do âmbito em que ele habitualmente se move, se bem o que nós queremos dizer não provenha dele, nem por isso deixa o médium de exercer influência, no tocante à forma, pelas qualidades e propriedades inerentes à sua individualidade. CONTINUA
  16. 16. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas “É exatamente como quando observais panoramas diversos, com lentes matizadas, verdes, brancas, ou azuis; embora os panoramas, ou objetos observados, sejam inteiramente opostos e independentes, em absoluto, uns dos outros, não deixam por isso de afetar uma tonalidade que provém das cores das lentes. Ou, melhor: comparemos os médiuns a esses bocais cheios de líquidos coloridos e transparentes, que se vêem nos mostruários dos laboratórios farmacêuticos. Pois bem, nós somos como luzes que clareiam certos panoramas morais, filosóficos e internos, através dos médiuns, azuis, verdes, ou vermelhos, de tal sorte que os nossos raios luminosos, obrigados a passar através de vidros mais ou menos bem facetados, mais ou menos transparentes, isto é, de médiuns mais ou menos inteligentes, só chegam aos objetos que desejamos iluminar, tomando a coloração, ou, melhor, a forma de dizer própria e particular desses médiuns. “Enfim, para terminar com uma última comparação: nós os Espíritos somos quais compo- sitores de música, que hão composto, ou querem improvisar uma ária e que só têm à mão ou um piano, um violino, uma flauta, um fagote ou uma gaita de dez centavos. É incontes- tável que, com o piano, o violino, ou a flauta, executaremos a nossa composição de modo muito compreensível para os ouvintes. Se bem sejam muito diferentes uns dos outros os sons produzidos pelo piano, pelo fagote ou pela clarineta, nem por isso ela deixará de ser idêntica em qualquer desses instrumentos, abstração feita dos matizes do som. Mas, se só tivermos à nossa disposição uma gaita de dez centavos, aí está para nós a dificuldade. CONTINUA
  17. 17. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas “Efetivamente, quando somos obrigados a servir-nos de médiuns pouco adiantados, muito mais longo e penoso se torna o nosso trabalho, porque nos vemos forçados a lançar mão de formas incompletas, o que é para nós uma complicação, pois somos constrangidos a decompor os nossos pensa- mentos e a ditar palavra por palavra, letra por letra, constituindo isso uma fadiga e um aborrecimento, assim como um entrave real à presteza e ao desenvolvimento das nossas manifestações. “Por isso é que gostamos de achar médiuns bem adestrados, bem apare- lhados, munidos de materiais prontos a serem utilizados, numa palavra: bons instrumentos, porque então o nosso perispírito, atuando sobre o da- quele a quem mediunizamos, nada mais tem que fazer senão impulsionar a mão que nos serve de lapiseira, ou caneta, enquanto que, com os médiuns insuficientes, somos obrigados a um trabalho análogo ao que temos, quan- “É por estas razões que de preferência nos dirigimos, para a divulgação do Espiritismo e para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas escreventes, às classes cultas e instruí- das, embora seja nessas classes que se encontram os indivíduos mais incrédulos, mais rebeldes e mais imorais. É que, assim como deixamos hoje, aos Espíritos galhofeiros e pouco adiantados, o exercício das comunicações tangíveis, de pancadas e transportes, assim também os homens pouco sérios preferem o espetáculo dos fenômenos que lhes afetam os olhos ou os ouvidos, aos fenômenos puramente espirituais, puramente psicológicos. do nos comunicamos mediante pancadas, isto é, formando, letra por letra, palavra por palavra, cada uma das frases que traduzem os pensamentos que vos queiramos transmitir. CONTINUA
  18. 18. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas “Quando queremos transmitir ditados espontâneos, atuamos sobre o cére- bro, sobre os arquivos do médium e preparamos os nossos materiais com os elementos que ele nos fornece e isto à sua revelia. É como se lhe tomás- semos à bolsa as somas que ele aí possa ter e puséssemos as moedas que as formam na ordem que mais conveniente nos parecesse. “Mas, quando o próprio médium é quem nos quer interrogar, bom é reflita nisso seriamente, a fim de nos fazer com método as suas perguntas, facili- tando-nos assim o trabalho de responder a elas. Porque, como já te disse- mos em instrução anterior, o vosso cérebro está frequentemente em inextricável desordem e, não só difícil, como também penoso se nos torna mover-nos no dédalo dos vossos pensamentos. Quando seja um terceiro quem nos haja de interrogar, é bom e conveniente que a série de perguntas seja comunicada de antemão ao médium, para que este se identifique com “Sem dúvida, podemos falar de matemáticas, servindo-nos de um médium a quem estas sejam absolutamente estranhas; porém, quase sempre, o Espírito desse médium possui, em estado latente, conhecimento do assunto, isto é, conhecimento peculiar ao ser fluídico e não ao ser encarnado, por ser o seu corpo atual um instrumento rebelde, ou contrário, a esse conhecimento. O mesmo se dá com a astronomia, com a poesia, com a medicina, com as diversas línguas, assim como com todos os outros conhecimentos peculiares à espécie humana. o Espírito do evocador e dele, por assim dizer, se impregne, porque, então, nós outros teremos mais facilidade para responder, por efeito da afinidade existente entre o nosso perispírito e o do médium que nos serve de intérprete. CONTINUA
  19. 19. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas “Finalmente, ainda temos como meio penoso de elaboração, para ser usado com médiuns completamente estranhos ao assunto de que se trate, o da reunião das letras e das palavras, uma a uma, como em tipografia. “Conforme acima dissemos, os Espíritos não precisam vestir seus pensa- mentos; eles os percebem e transmitem, reciprocamente, pelo só fato de os pensamentos existirem neles. Os seres corpóreos, ao contrário, só po- dem perceber os pensamentos, quando revestidos. Enquanto que a letra, a palavra, o substantivo, o verbo, a frase, em suma, vos são necessários para perceberdes, mesmo mentalmente, as ideias, nenhuma forma visível ou tangível nos é necessária a nós.” ERASTO E TIMÓTEO. CONTINUA
  20. 20. Nota. Esta análise do papel dos médiuns e dos processos pelos quais os Espíritos se comunicam é tão clara quanto lógica. Dela decorre, como princípio, que o Espírito haure, não as suas ideias, porém, os materiais de que necessita para exprimi-las, no cérebro do médium e que, quanto mais rico em materiais for esse cérebro, tanto mais fácil será a comunicação. Quando o Espírito se exprime num idioma familiar ao médium, encontra neste, inteiramente formadas, as palavras necessárias ao revestimento da ideia; se o faz numa língua estranha ao médium, não encontra neste as palavras, mas apenas as letras. Por isso é que o Espírito se vê obrigado a ditar, por assim dizer, letra a letra, tal qual como quem quisesse fazer que escrevesse alemão uma pessoa que desse idioma não conhecesse uma só palavra. Se o médium é analfabeto, nem mesmo as letras fornece ao Espíri- to. Capítulo XIX Os Médiuns nas Comunicações Espíritas FIM Se os que reclamam esses fenômenos, como meio de se convencerem, estudassem previamente a teoria, haviam de saber em que condições excepcionais eles se produzem. Preciso se torna a este conduzir-lhe a mão, como se faz a uma criança que começa a aprender. Ainda maior dificuldade a vencer encontra aí o Espírito. Estes fenômenos, pois, são possíveis e há deles numerosos exemplos; compreende-se, no entanto, que seme- lhante maneira de proceder pouco apropriada se mostra para comunicações extensas e rápidas e que os Espíritos hão de preferir os instrumentos de manejo mais fácil, ou, como eles dizem, os médiuns bem aparelhados do ponto de vista deles.
  21. 21. Capítulo XXII. Da Mediunidade nos Animais 236. (...) “Sabeis que tomamos ao cérebro do médium os elementos necessários a dar ao nosso pensamento uma forma que vos seja sensível e apreensível; é com o auxílio dos materiais que possui, que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Ora bem! que elementos encontraríamos no cérebro de um animal? Tem ele ali palavras, números, letras, sinais quaisquer, semelhantes aos que existem no homem, mesmo o menos inteligente? Entretanto, direis, os animais compreendem o pensamento do homem, adivinham-no até. Sim, os animais educados compreendem certos pensamentos, mas já os vistes alguma vez reproduzi-los? Não. Deveis então concluir que os animais não nos podem servir de intérpretes. Um trecho que explica como se dá a psicografia nos homens, e um dos motivos (existem outros) de não ser possível nos animais. FIM
  22. 22. Estudos Dirigidos A Psicografia E agora vamos ver outros livros.
  23. 23. Vamos mostrar uma narração do Espírito Joseph Gleber, mentor de Robson Pinheiro, no livro psicografado “Além da Matéria”. Observem o que ele fala. “Espero, portanto, a compreensão de meus irmãos para o fato de que não escrevo diretamente.” “Preciso me utilizar de um sensitivo, um paranormal e médium, para me fazer compreendido.” “Contudo, o instrumento não é de todo eficaz, já que tenho de me envolver consciencial- mente com o meio, as correntes de pensamentos que circundam o ambiente psíquico e me fazer sentir apenas pelas idéias.” “Aconselho os meus irmãos a irem mais fundo nos raciocínios e penetrar intensamente no âmago dos meus pensamentos extraindo a idéia, o conteúdo e a informação que vibra muito além das palavras.” FIM Prefácio
  24. 24. Estudos Dirigidos A Psicografia E agora o relato do médium Gilson Freire.
  25. 25. Esclarecimentos Necessários Este livro, no entanto, não foi desenvolvido pelas vias da psicografia mecânica na qual o medianeiro pouco interfere em seu trabalho, mas através de um envolvimento ativo e direto de inspiração consciente. Escrevi-o bastante cônscio (consciente) de mim mesmo e com clara percepção das ideias que entretecia na mente. Apenas as sentia bro- tarem com uma profusão inusitadamente rápida e com uma clareza tão cristalina que não me deixavam a mínima dúvida quanto à sua origem. Imagens nítidas se formavam em minha tela mental sem o mínimo esforço imaginativo e eu apenas cuidava de lhes dar corpo, vestindo-as com minhas próprias palavras, enquanto me sentia enlevado e envol- vido por um halo de vibrações de difícil definição. O tempo parecia-me estacionado, ainda que a sucessão das ideias fosse muito superior à minha reduzida capacidade de composição e habilidade de escrita. Embora já ciente do corpo do trabalho, não tinha a menor noção do que iria escrever, até o momento em que penetrava naquele mágico fluxo de ideias. A presença nítida de alguém que não pertence a este plano de vida era evidente e incon- testável e sua influência bastante poderosa para que me curvasse diante dele com senti- mento de simpatia, admiração e respeito. CONTINUA
  26. 26. Esclarecimentos Necessários Eu o seguia em pensamento, em pleno comando de minhas funções orgânicas, mesmo sentindo, naquele inusitado clima de enlevo, a sen- sação de estar flutuando ou como se meu corpo estivesse leve e esten- dido na posição horizontal, atado apenas pelo cérebro. Uma entidade que não pertence a este mundo esteve presente junto a mim, inspirando-me no seu relato. Responde pelo nome de Adamastor e sentia a força de sua presença, impondo-me o seu pensamento e di- rigindo ativamente o trabalho. Por vezes podia acompanhar frase por frase a sua elaboração mental, para me perder logo em seguida numa avalanche de ideias e imagens qual torrente de água cristalina a ba- nhar-me a alma com impetuosidade e ternura ao mesmo tempo. Pedindo-me paciência, falava-me em palavras mudas, impressas na tela mental: — “Escuta-me não com teus ouvidos, mas com a tua alma. Guarda na memória as imagens que vês e as emoções que experimentas. Depois escreve-as com calma, sem tanta pressa e não queiras apreender tudo que te exprime a ideia evasiva. No final tudo se aco- modará. Não temas e nada se perderá". No entanto, não pude evitar que minhas próprias interpretações interferissem no processo e que minha parca condição intelectual maculasse a clareza das ideias percebidas por esta via intuitiva de acesso ao mundo do imponderável. CONTINUA
  27. 27. Muitos nomes e termos inteiramente estranhos ao meu ambiente psíquico eram percebidos com natural insegurança, exigindo-me pos- terior e cuidadoso estudo a fim de conferir-lhes a exatidão, impondo à captação mediúnica um perfeito controle racional, evitando-se assim os enganos naturais decorrentes de minha insegurança e da rapidez com que se imprimiam em minha mente. Contudo surpreendia-me, atestando que a maioria deles correspondia exatamente à forma com a qual se me apresentaram. Entretanto, muitos não se acham registra- dos ou pelos menos não os pude encontrar nas biografias ao meu al- cance, de modo que admito a possibilidade de erros em decorrência da exótica origem destes dados e da exiguidade de minha visão metapsíquica. Certamente que não pude vesti-Ias com a mesma clareza com que as anotava na tela mental e, por isso, guardo a certeza de não ter sido o suficientemente assertivo para evitar os erros que assumo como de minha inteira e única responsabilidade. Esclarecimentos Necessários Ainda que um dos objetivos deste trabalho seja a aproximação dos fatos desta e da outra vida, a precisão de seus informes, no que diz respeito à exatidão da grafia, não foi, em mo- mento algum, o seu escopo principal. Seu enredo e seu personagem serviram apenas como um propósito secundário para a veiculação da verdadeira mensagem da obra, que objetiva engrandecer-nos para a vida real do espírito, incentivando nossa melhoria moral, ensinan- do-nos a valorizar a vida e a vê-Ia como um meio indispensável para a conquista dos tesouros da eternidade. FIM
  28. 28. PERGUNTA: — Como é que se processa a mediunidade mecânica? RAMATÍS: — Na classificação feita por Allan Kardec no "Livro dos Mé- diuns", o médium mecânico é "aquele em que o espírito desencarnado poderá atuar diretamente sobre os centros nervosos e nervos motores, sem necessidade de agir pelo seu Perispírito". Isso facilita-os agirem tão livremente e sem obstáculos anímicos, que então escrevem, pintam ou até compõem música sem a interferência mental do médium. Nesse caso o médium não toma conhecimento direto do fato que ocor- re consigo, e o espírito comunicante, atuando com fidelidade, tanto con- segue escrever na forma que lhe era peculiar na vida física, como tam- bém pode tratar de assuntos desconhecidos do seu próprio intermediá- rio, que apenas assiste em vigília ao trabalho automático de sua mão, podendo mesmo ocupar-se mental ou verbalmente de outras coisas. O espírito desencarnado liga-se ao médium mecânico através dos gân- glios nervosos à altura da omoplata: ali ele dispõe de um segundo cére- bro e pode atuar facilmente nos nervos motores dos braços e das mãos do médium, podendo escrever diretamente, tal como o fazia em vida física. Capítulo 12. Página 131. CONTINUA
  29. 29. Certos médiuns mecânicos chegam a trabalhar com ambas as mãos ao mesmo tempo e sob a ação simultânea de duas entidades; alguns tanto escrevem mecanicamente em sua linguagem comum, como também o fazem em idioma desconhecido e até em dialetos já extintos, do mundo. Os seus escritos também apresentam caracteres gráficos exatamente co- mo os escreviam os seus comunicantes quando encarnados. Em tais condições excepcionais, o médium mecânico ainda pode pales- trar com os circunstantes sobre assunto completamente diferente da- quele que psicografa automaticamente.Capítulo 12. Página 131 e 132. FIM
  30. 30. PERGUNTA: — Que poderíeis nos dizer sobre a mediunidade "semi- -mecânica", que também é faculdade do vosso atual médium? RAMATÍS: — Conforme explica Allan Kardec no "Livro dos Médiuns", o médium semi-mecânico participa tanto da mediunidade mecânica como da intuitiva, pois escreve recebendo parte do pensamento dos espíritos pela comunicação e contato perispiritual, ao mesmo tempo que outra parte é articulada pelos comunicantes, independentemente de sua von- tade. No médium absolutamente mecânico, o movimento de sua mão é diri- gido pelo espírito comunicante, e o pensamento, portanto, vem depois da escrita; no caso do médium intuitivo, a sua escrita é espontânea e voluntária, pois o pensamento do desencarnado precede-lhe o ato de escrever. O médium semi-mecânico, que atua entre essas duas faculdades, tanto escreve intuitiva e voluntariamente, como às vezes o faz através dos im- pulsos diretos dos desencarnados, cujos pensamentos então acompa- nham a escrita. Capítulo 12. Página 132. CONTINUA
  31. 31. Capítulo 12. Página 132 e 133. O médium semi-mecânico tem conhecimento parcial daquilo que escre- ve, pois a maior porcentagem do assunto transmitido do Além atraves- sa-lhe o cérebro perispiritual. No entanto, passa a ignorar os trechos que são escritos mecanicamente pelo seu braço através do plexo braquial e sem fluir-lhe pelo cérebro físico. Em vez de "ouvir" ou "captar" o pensamento do espírito comunicante, na recepção intuitiva, quando ele escreve mecanicamente só pode limi- tar-se a "ler" o que independentemente de sua vontade vai sendo escri- to no papel. No entanto, ele conhece antecipadamente e fiscaliza uma grande parte daquilo que deverá escrever e que lhe passa pelo cérebro perispiritual, mas ignora os pensamentos ou palavras que a sua mão escreve automática e acidentalmente sob a ação dos desencarnados. A comunicação recebida pelo médium mecânico conserva as características psicológicas e gráficas dos espíritos comunicantes, mas a psicografia do médium semi-mecânico ainda trai a sua maneira peculiar de escrever normalmente, exceto em algumas frases ou tópicos, em que se percebe o estilo do autor espiritual. CONTINUA
  32. 32. Em verdade, o êxito do trabalho do médium semi-mecânico depende muitíssimo da sua capacidade em conjugar-se simultaneamente ao pensamento e aos fluidos dos espíritos comunicantes. Capítulo 12. Página 133. O médium intuitivo, por exemplo, recebe o pensamento do desencarna- do através do seu cérebro perispiritual e depois o veste com os seus vocábulos peculiares, exprimindo-se com o seu próprio modo de falar ou escrever mas o semi-mecânico tanto psicografa intuitivamente parte do comunicado do Além e produz o escrito mediúnico com o seu pró prio vocabulário, como também emprega frases e palavras, que se gra- fam espontaneamente e através de impulsos que lhe tomam a mão independentemente de sua vontade. É uma comunicação que se processa de modo intermitente, isto é, parte mecânica e parte in- tuitiva, e quanto mais esse tipo de médium se absorve no seu trabalho, também os desencar- nados encontram mais facilidade para comunicar-se diretamente e sem o necessário contato perispiritual. Entretanto, os médiuns semi-mecânicos diferem intensamente entre si, pois, enquanto em alguns predomina a faculdade mecânica, noutros prepondera a mediunidade intuitiva. O nosso médium, por exemplo, é predominantemente intuitivo e só em raras ocasiões pode- mos grafar algum assunto sem mantermos contato com o seu cérebro perispiritual. FIM
  33. 33. Capítulo 16 Mandato Mediúnico Entre Dona Ambrosina (médium) e Gabriel (orientador/guia da mé- dium) destacava-se agora extensa faixa elástica de luz azulínea, e ami- gos espirituais, prestos na solidariedade cristã, nela entravam e, um a um, tomavam o braço da medianeira, depois de lhe influenciarem os centros corticais, atendendo, tanto quanto possível, aos problemas ali expostos. Enquanto cultos companheiros de fé ensinavam o caminho da pacifica- ção interior, sob a inspiração de mentores do nosso plano, Dona Ambro- sina, sob o comando de instrutores que se revezavam no serviço assis- tencial, psicografava sem descanso. (...) indicando o enorme laço fluídico que ligava Dona Ambrosina ao orientador que lhe presidia à missão, perguntaram: — Que significa essa faixa, através da qual a médium e o dirigente se associam tão intima- mente um ao outro? — O desenvolvimento mais amplo das faculdades medianímicas exige essa providência. Ouvindo e vendo, no quadro de vibrações que transcendem o campo sensório comum, Ambrosina não pode estar à mercê de todas as solicitações da esfera espiritual, sob pena de perder o seu equilíbrio. CONTINUA
  34. 34. Capítulo 16 Mandato Mediúnico “Quando o médium se evidencia no serviço do bem, pela boa-vontade, pelo estudo e pela compreensão das responsabilidades de que se en- contra investido, recebe apoio mais imediato de amigo espiritual expe- riente e sábio, que passa a guiar-lhe a peregrinação na Terra, governan- do-lhe as forças.” “No caso presente, Gabriel é o perfeito controlador das energias de nossa amiga, que só estabelece contato com o plano espiritual de con- formidade com a supervisão dele.” — Quer dizer que para efetuarmos uma comunicação por intermédio da senhora, sob nosso estudo, será preciso sintonizar com ela e com o orientador ao mesmo tempo? — Justamente. Um mandato mediúnico reclama ordem, segurança, eficiência. Uma dele- gação de autoridade humana envolve concessão de recursos da parte de quem a outorga. Não se pedirá cooperação sistemática do médium, sem oferecer-lhe as necessárias garan- tias. — Isso, porém, não dificultará o processo de intercâmbio? — De modo algum. Perante as necessidades respeitáveis e compreensíveis, com perspec- tivas de real aproveitamento, o próprio Gabriel se incumbe de tudo facilitar, ajudando aos comunicantes, tanto quanto auxilia a médium. FIM
  35. 35. – Temos seis comunicantes prováveis, mas na presente reunião apenas compareceu um médium em condições de atender. Desde já, portanto, somos obrigados a considerar que o grupo de aprendizes e obreiros terrestres somente receberá o que se relacione com o interesse coletivo. Não há possibilidade para qualquer serviço extraordinário. Capítulo 1. O Psicógrafo. E, designando reduzido grupo de seis entidades próximas, esclareceu: – Esperam, ali, os amigos autorizados. – À comunicação? – indaguei. O instrutor fez um sinal afirmativo e acrescentou: – Nem todos, porém, conseguem o intuito à mesma hora. Alguns são obrigados a esperar semanas, meses, anos... – Não supunha tão difícil a tarefa – aduzi, espantado. – Verá – falou Alexandre, gentil. E dirigindo-se para um rapaz que se mantinha em profunda concentração, cercado de auxiliares de nosso plano, explicou, atencioso: Em uma turma de Psicografia... CONTINUA
  36. 36. Em uma turma de Psicografia... Capítulo 1. O Psicógrafo. – Julguei que o médium fosse a máquina, acima de tudo – ponderei. – A máquina também gasta – observou o instrutor – e estamos diante de maquinismo demasiadamente delicado. Fixando-me a expressão espantadiça, Alexandre continuou: – Preliminarmente, devemos reconhecer que, nos serviços mediúnicos, preponderam os fatores morais. Neste momento, o médium, para ser fiel ao mandato superior, necessita clareza e serenidade, como o espelho cristalino dum lago. De outro modo, as ondas de inquietude perturbariam a projeção de nossa espiritualidade sobre a materialidade terrena, como as águas revoltas não refletem as imagens sublimes do céu e da Natureza ambiente. Indicando o médium, prosseguiu o orientador, com voz firme: – Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes. (...) CONTINUA
  37. 37. Capítulo 1. O Psicógrafo. Em uma turma de Psicografia... (...) “Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia, precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência nas aquisições mais simples, não poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício. Nossas responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.” Raiando-me a idéia de que o médium deveria esperar, satisfeito, a compensação divina, Alexandre ponderou: – Consideremos, contudo, meu amigo, que ainda nos encontramos em trabalho incompleto. A questão de salário virá depois... CONTINUA
  38. 38. E, ante minha profunda curiosidade científica, o orientador ofereceu-me o auxílio magnético de sua personalidade vigorosa e passei a observar, no corpo do intermediário, grande laboratório de forças vibrantes. Meu poder de apreensão visual superara os raios X, com características muito mais aperfeiçoadas. As glândulas do rapaz transformaram-se em núcleos luminosos, à guisa de perfeitas oficinas elétricas. Detive-me, porém, na contemplação do cérebro, em particular. Os condutores medulares formavam extenso pavio, sustentando a luz mental, como chama generosa de uma vela de enormes proporções. Os centros metabólicos infundiam-me surpresas. O cérebro mostrava fulgurações nos desenhos caprichosos. Os lobos cerebrais lembravam correntes dinâmicas. As células corticais e as fibras nervosas, com suas tênues ramificações, constituíam elemen- tos delicadíssimos de condução das energias recônditas e imponderáveis. Nesse concerto, sob a luz mental indefinível, a epífise emitia raios azulados e intensos. Em uma turma de Psicografia... Capítulo 1. O Psicógrafo. Nesse ponto da conversação, convidou-me à aproximação do aparelho mediúnico e, colocando-lhe a destra sobre a fronte, exclamou: – Observe. Estamos diante do psicógrafo comum. Antes do trabalho a que se submete, neste momento, nossos auxiliares já lhe prepararam as possibilidades para que não se lhe perturbe a saúde física. A trans- missão da mensagem não será simplesmente “tomar a mão”. Há pro- cessos intrincados, complexos. CONTINUA
  39. 39. Capítulo 1. O Psicógrafo. Em uma turma de Psicografia... – Observação perfeita? – indagou o instrutor, interrompendo-me o assombro. – Transmitir mensagens de uma esfera para outra, no serviço de edificação humana – continuou –, demanda esforço, boa vontade, cooperação e propósito consistente. É natural que o treina- mento e a colaboração espontânea do médium facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço não é automático... Requer muita compreensão, oportunidade e consciência. Estava admirado. – Acredita que o intermediário – perguntou – possa improvisar o estado receptivo? De nenhum modo. A sua preparação espiritual deve ser incessante. Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível, como a pedrada que interrompe o trabalho da válvula receptora. Além disso, a nossa cooperação magnética é fundamental para a execução da tarefa. Examine atentamente. Estamos notando as singula- ridades do corpo perispiritual. Pode reconhecer, agora, que todo centro glandular é uma potência elétrica. No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária. Reconheci que, de fato, a glândula pineal do intermediário expedia luminosidade cada vez mais intensa. CONTINUA
  40. 40. Deslocando, porém, a sua atenção do cérebro para a máquina corpórea em geral, o orientador prosseguiu: Capítulo 1. O Psicógrafo. Em uma turma de Psicografia... – A operação da mensagem não é nada simples, embora os trabalhadores encarnados não tenham consciência de seu mecanismo intrínseco, assim como as crianças, em se fartando no ambiente doméstico, não conhecem o custo da vida ao sacrifício dos pais. Muito antes da reunião que se efetua, o servidor já foi objeto de nossa atenção especial, para que os pensamentos grosseiros não lhe pesem no campo íntimo. Foi convenien- temente ambientado e, ao sentar-se aqui, foi assistido por vários opera- dores de nosso plano. (...) “(...)Antes de tudo, as células nervosas receberam novo coeficiente magnético, para que não haja perdas lamentáveis do tigróide (corpúsculos de Nissel), necessário aos processos da inteligência. O sistema nervoso simpático, mormente o campo autônomo do coração, rece- O vago foi defendido por nossa As glândulas supra-renais receberam beu auxílios enérgicos e o sistema nervoso central foi convenientemente atendido, para que não se comprometa a saúde do trabalhador de boa vontade. influenciação contra qualquer choque das vísceras. acréscimo de energia, para que se verifique acelerada produção de adrenalina, de que preci- samos para atender ao dispêndio eventual das reservas nervosas. Nesse instante, vi que o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões grosseiras, de carne, haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade da luz que o cercava, oriunda de seus centros perispirituais. CONTINUA
  41. 41. Capítulo 1. O Psicógrafo. Em uma turma de Psicografia... Após longo intervalo, Alexandre continuou: – Sob nossa apreciação, não temos o arcabouço de cal, revestido de carboidratos e proteínas, mas outra expressão mais significativa do homem imortal, filho do Deus Eterno. Repare, nesta anatomia nova, a glória de cada unidade minúscula do corpo. Cada célula é um motor elétrico que necessita de combustível para funcionar, viver e servir. FIM
  42. 42. Capítulo 1. O Psicógrafo. Em uma turma de Psicografia... Depois de ler o texto abaixo, responda se a Psicografia foi: mecânica, semi-mecânica ou intuitiva? Acenou para um dos seis comunicantes. O mensageiro aproximou-se contente. – Calixto – falou Alexandre, em tom grave –, temos seis amigos para o intercâmbio; todavia, as possibilidades são reduzidas. Escreverá apenas você. Tome seu lugar. Recorde sua missão consoladora e nada de particu- larismos pessoais. A oportunidade é limitadíssima e devemos considerar o interesse de todos. Depois de cumprimentar-nos ligeiramente, Calixto postou-se ao lado do médium, que o recebeu com evidente sinal de alegria. Enlaçou-o com o braço esquerdo e, alçando a mão até ao cérebro do rapaz, tocava-lhe o centro da memória com a ponta dos dedos, como a recolher o material de lembranças do companheiro. Pouco a pouco, vi que a luz mental do comunicante se misturava às irradiações do trabalhador encarnado. A zona motora do médium adquiriu outra cor e outra luminosidade. Alexandre aproximou-se da dupla em serviço e colocou a destra sobre o lobo frontal do colaborador humano, como a controlar as fibras inibidoras, evitando, quanto possível, as interferências do aparelho mediú- nico. Calixto mostrava enorme alegria no semblante feliz de servo que se regozija com as bênçãos do trabalho e, dando sinais de profunda gratidão ao Senhor, começou a escrever, apossando-se do braço do companheiro e iniciando o serviço com as belas palavras: – A paz de Jesus seja convosco! FIM
  43. 43. Uma psicografia acontecendo em um lugar “incomum”... Capítulo 15 Forças Viciadas Em mesa lautamente provida com fino conhaque, um rapaz, fumando com volúpia e sob o domínio de uma entidade digna de compaixão pelo aspecto repelente em que se mostrava, escrevia, escrevia, escre- via... Em um bar... O cérebro do moço embebia-se em substância escura e pastosa que escorria das mãos do triste companheiro que o enlaçava. Via-se-lhes a absoluta associação na autoria dos caracteres escritos. A dupla em trabalho não nos registrou a presença. — Neste instante — anunciou Áulus, atencioso —, nosso irmão desconhecido é hábil mé- dium psicógrafo. Tem as células do pensamento integralmente controladas pelo infeliz cul- tivador de crueldade sob a nossa vista. Imanta-se-lhe à imaginação e lhe assimila as ideias, atendendo-lhe aos propósitos escusos, através dos princípios da indução magnética, de vez que o rapaz, desejando produzir páginas escabrosas, encontrou quem lhe fortaleça a mente e o ajude nesse mister. — Todavia, será ele um médium na acepção real do termo? Será peça ativa em agrupa- mento espírita comum? — Não. Não está sob qualquer disciplina espiritualizante. É um moço de inteligência vivaz, sem maior experiência da vida, manejado por entidades perturbadoras. FIM
  44. 44. Capítulo 18 Correspondências do Além Começando um trabalho de psicografia... (...) Nesse comenos, o irmão Genézio convidou-me a acompanhar a atividade do médium Jonas, que seria o portador das comunicações psicográficas mais significativas programadas para aquela noite. O companheiro movimentava-se com relativa facilidade, no desdobra- mento lúcido, em nosso campo de ação, enquanto o corpo, em transe profundo, era manipulado pelos Mensageiros Superiores. Entreteci com ele ligeira conversação, notando-lhe a timidez e as conquistas espirituais que ele procurava não deixar transparecer, quando o Mentor nos trouxe o jovem acidentado na moto. Estava semi- hebetado (entorpecido), conduzindo cargas vibratórias enfermiças que o deixavam em deplorável estado psíquico. Antes de ali chegar, já fora atendido por abnegada tia desencarnada, ora também presente, que lhe ministrara as primeiras informações a respeito do novo estado em que o mesmo se encontrava. Apesar disso, não conseguia conciliar os dois estados que o perturbavam, harmonizando- se, para escrever a carta familiar. Esclarecido do cometimento que logo teria lugar, afligia- se, em razão do muito que desejava dizer, desordenadamente, sem saber, no entanto, como proceder. CONTINUA
  45. 45. Capítulo 18 Correspondências do Além Vi, então, o Diretor despertá-lo, quanto era possível naquelas circuns- tâncias, e aclarar-lhe que o momento se fazia chegado recomendando serenidade e confiança em Deus. Aplicou-lhe recursos calmantes e, to- mando-lhe do braço, sobrepô-lo ao do médium em perfeita sincronia, enquanto controlava os centros motores do encarnado para o ditado cuidadoso. A carta começou a ser escrita com certa dificuldade, pela falta de trei- namento do missivista. Na medida, porém, em que esse se concentrava, facilitava-se o cometimento que o Mentor realizava, filtrando-lhe os pensamentos e desejos, ao tempo em que lhes dava forma, corpo- rificando-se nas frases que escorriam com velocidade pela ponta do lápis. De quando em quando, havia uma mais forte irrupção de emotividade no comunicante, que o Guia amigo controlava, facultando que escrevesse apenas o essencial, relacionando dados familiares e datas significativas que lhe afloravam à memória e completavam o conteúdo da mensagem, em linguagem edificante, diminuindo o impacto da morte e oferecendo aos pais esperanças, conforto na ação da caridade, encaminhando-os às atividades socorristas junto aos que carecem de família no mundo, como a melhor homenagem de amor que lhe dedicariam. CONTINUA
  46. 46. O momento da assinatura foi culminante, porque o Instrutor assenho- reou-se mais completamente das forças nervosas do instrumento me- diúnico, conduzindo o comunicante para autografar a página final, o que foi conseguido com êxito. Capítulo 18 Correspondências do Além CONTINUA
  47. 47. Capítulo 18 Correspondências do Além Ato contínuo, vi acercar-se o outro jovem, que perecera no acidente automobilístico e percebi que o Espírito encarnado do sensitivo servia de hábil intermediário, ele próprio escrevendo, com independência mental, a nova página de reconforto. Outro trabalho de psicografia... O desencarnado ditava-lhe o que desejava informar, ao tempo em que somava detalhes novos e fatos de importância, que eram grafados no estilo de linguagem do próprio médium. Ante o assombro que me tomou, o Diretor esclareceu-me: – A grande sensibilidade do perceptivo, que é dotado de aparelhagem psíquica muito deli- cada, sofreria danos graves se ficasse sob a indução fluídica do comunicante que, no estado de grave perturbação em que se encontra e experimentando os sérios conflitos que o atormentam, destrambelharia esses sutis equipamentos de base nervosa, prejudicando a organização mediúnica e a saúde do cooperador humano. "Tendo em vista a facilidade de movimentar-se entre nós e bem conduzir as suas forças medianímicas, o caro Jonas atua comandando o corpo com muita facilidade como se fora um desencarnado, agindo sobre a estrutura mediúnica. CONTINUA
  48. 48. Capítulo 18 Correspondências do Além "A comunicação é fiel tanto quanto seria uma carta que diligente escriba traçasse sob ditado de pessoa analfabeta, que lhe pedisse escrevê-la informando o que desejava noticiar... "Há muitas sutilezas, no fenômeno mediúnico, que estão a desafiar os observadores e os estudiosos sinceros." No instante da assinatura, o mensageiro foi estimulado a firmar o docu- mento de amor, o que fez com dificuldade compreensível, deixando, no entanlo, traços gráficos que evidenciavam a autenticidade da caligrafia. CONTINUA
  49. 49. Capítulo 18 Correspondências do Além A terceira página, escrita pelo cavalheiro (que teve morte natural), igualmente atordoado, obedeceu a mecanismo diferente. Porque o leito de dor, em larga enfermidade, diluíra-lhe as energias mais grosseiras, a densidade vibratória era menos perniciosa ao médium, o que facilitou fosse o comunicante quem a escrevesse sob comando natural, no entanto, do venerável Dr. Bezerra. Mais outro trabalho de psicografia... FIM
  50. 50. Capítulo XVII. Da Formação dos Médiuns DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE (PSICOGRAFIA) 206. Um meio que muito frequentemente dá bom resultado consiste em empregar-se, como auxiliar de ocasião, um bom médium escrevente, maleável, já formado. Pondo ele a mão, ou os dedos, sobre a mão do que deseja escrever, raro é que este último não o faça imediatamente. Compreende-se o que em tal circunstância se passa: a mão que segura o lápis se torna, de certo modo, um apêndice da mão do médium, como o seria uma cesta, ou uma prancheta. Isto, porém, não impede que esse exercício seja muito útil, quando é possível empregá-lo, visto que, repetido amiúde e regularmente, ajuda a vencer o obstáculo material e provoca o desenvolvimento da faculdade. Algumas vezes, basta mesmo que o médium magnetize, com essa intenção, a mão e o braço daquele que quer escrever. Não raro até limitando-se o magnetizador a colocar a mão no ombro daquele, temo-lo visto escrever prontamente sob essa influência. Idêntico efeito pode também produzir-se sem nenhum contato, apenas por ato da vontade do auxiliar. Concebe-se facilmente que a confiança do magnetizador no seu poder, para produzir tal resultado, há de aí desempenhar papel importante e que um magnetizador incrédulo fraca ação ou nenhuma, exercerá. CONTINUA
  51. 51. Capítulo XVII. Da Formação dos Médiuns O concurso de um guia experimentado é, além disso, muito útil, às vezes, para apontar ao principiante uma porção de precauçõe- zinhas que ele frequentemente despreza, em detrimento da rapidez de seus progressos. Sobretudo o é para esclarecê-lo sobre a natureza das primeiras questões e sobre a maneira de propô-las. Seu papel é o de um professor, que o aprendiz dispensará logo que esteja bem habilitado. CONTINUA
  52. 52. Capítulo XVII. Da Formação dos Médiuns 207. Outro meio, que também pode contribuir fortemente para desenvolver a faculdade, consiste em reunir-se certo número de pessoas, todas animadas do mesmo desejo e comungando na mesma intenção. Feito isso, todas simultaneamente, guardando absoluto silêncio e num recolhimento religioso, tentem escrever, apelando cada um para o seu anjo de guarda, ou para qualquer Espírito simpático. Ou, então, uma delas poderá dirigir, sem designação especial e por todos os presentes, um apelo aos bons Espíritos em geral, dizendo por exemplo: Em nome de Deus todo- poderoso, pedimos aos bons Espíritos que se dignem de comunicar- se por intermédio das pessoas aqui presentes. É raro que entre estas não haja algumas que dêem prontos sinais de mediunidade, ou que até escrevam correntemente em pouco tempo. Compreende-se o que em tal caso ocorre. Os que se reúnem com um intento comum formam um todo coletivo, cuja força e sensibilidade se encontram acrescidas por uma espécie de influência magnética, que auxilia o desenvolvimento da faculdade. Entre os Espíritos atraídos por esse concurso de vontades estarão, provavelmente, alguns que desco- brirão nos assistentes o instrumento que lhes convenha. Se não for este, será outro e eles se aproveitarão desse. Este meio deve sobretudo ser empregado nos grupos espíritas a que faltam médiuns, ou que não os possuam em número suficiente. FIM
  53. 53. Estudos Dirigidos Vamos dar uma pausa por aqui. http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm Luiz Antonio Brasil Périclis Roberto pericliscb@outlook.com

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