Memórias esbranquiçadas

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Intervenção no Seminário Arte Cultura e Poder
Rui de Janeiro, Outurbro 2013

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Memórias esbranquiçadas

  1. 1. Memórias Esbranquiçadas As Heranças Africanas nos Museus de Portugal
  2. 2. Sumário Memória e Esquecimento Narrativas africanas nos museus portugueses O “esquecimento” da herança africana
  3. 3. Memória e esquecimento
  4. 4. Memória e Esquecimento  Memória Social e Esquecimento (Social)  Um longo percurso nas Ciências Sociais  De Bergson às neuro-ciencias  Um Balanço em “Memória Coletiva e Teoria Social, (Santos, 2011)  Quais os limites da teoria social?  Que explicações e que interpretações  Um processo conhecimento  Razão e emoção  Limites das abordagens
  5. 5. Abordagens  Indivíduo e Sociedade  Quais os elementos de ligação entre o uno e o todo?  A função da solidariedade: rituais, comemorações monumentos.  As representações construídas pelos atores  A teoria crítica  A perceção do tempo como fluxo  As permanências dos sinais do passado  Um presente “condicionado”  As perdas e os fragmentos das memórias
  6. 6. O Esquecimento  A relevância da questão dos discursos  Memória e poder  a construção das narrativas hegemónicas  A memória como campo de tensão em processo  A questão da culpa e do trauma  O perdão e a cura social  Como foi possível o Holocausto  Revisões de narrativas  as heranças africanas  A unidade comum da humanidade  A polifonia da diversidade
  7. 7. Narrativas africanas nos museus Portugueses Um breve percurso
  8. 8. Uma longa Ligação a África e aos Africanos Cabeça em terracota, sec III, encontrad em Cascias. Pode-se observar as Características Negroides
  9. 9. O Porto de Lisboa no Século XV O alargamento do Comércio ao Atlântico sul.
  10. 10. Os Portugueses no Século XVI A construção duma narrativa heroica sobre o mundo global
  11. 11. Relevância das narrativas  Como estão representadas essas heranças africanas nos museus portugueses?  Que narrativas mostram ?  Onde estão os esquecimentos?  Quais os seus possíveis significados do esquecimento?  Quais os contextos de contemporaneidade?  Onde está:  Inovação social ? – Poética da gramática museal  Participação das comunidades?  Polifonias e poderes emergentes
  12. 12. Os museus portugueses  Das antigualhas de André de Resende às guerra liberais do século XIX  O terramoto de 1755.  Os Colecionismos e os jardins botânicos  O liberalismo e a extinção das ordens religiosas  O museu português como um fenómeno  Leitura da História da Museologia  Conceito de Abertura ao Público (museu Portuense, 1833)  Categorização: (arte, arqueologia, ciência, …)  Porque a ausência dum museu de História ?
  13. 13. Primeira evidência  Ausência dum museu / narrativa sobre o fen+omeno da nação!  Porquê a ausência da capacidade de construir uma narrativa ?  Fragilidade das instituições ou disputas de memória
  14. 14. Eixos narrativos da história  A Lusitânia e a Romanização (arqueologias)  O pulsar da “nação” (seculos XII- XIV)  Afirmação do Galecia face a Leão e Castela  A Cruzada contra o Al-andaluz  A ínclita geração (seculos XV - XVI)  Cruzados e mercadores  A economia de transporte e a economia de plantação  A monarquia lusitana (Seculos XVII-XVIII)
  15. 15. Eixos narrativos da história II  A leitura romântica e republicana (XIX)  A “perda do Brasil”  Lusitanidade e romanidade  A colonização interna versus africanistas  O nacionalismo fascista (seculo XX)  Da narrativa imperial à narrativa lusotropical  A viragem para a Europa (seculo XXI)  A perda da Ásia e da África  A narrativa lusófona
  16. 16. 1º questionamento  Se há uma narrativa da história nacionalporque ela está ausente nas narrativas dos museus  Ou reformulando:  Porque é que as narratvas dos museus não problematizam esse fenómeno?  Tem medo de enfrentar o poder  O que está esquecido
  17. 17. Conceitos Geradores  Herança Lusitana versos Herança Romana  Herança Renascentista  Liberalismo versus inquisição  Herança Colonial  Renovação da Museologia Tradicional  Estado novo  Nova Museologia
  18. 18. Herança Lusitana versos Herança Romana  Museu Allen e Portuense  Museu Nacional de Arqueologia  Museu Nacional de Conímbriga  Museu de Évora
  19. 19. Herança Renascentista  Museu Nacional de Arte Antiga  Museu de Arte Moderna  Museu Portuense
  20. 20. Herança Colonial  Museu da Sociedade de Geografia (1893)  Museu Nacional de Etnologia (1969)
  21. 21. Renovação da Museologia Tradicional  Museu Gulbenkian de Lisboa  O colecionismo eclético  Museu dos Coches de Lisboa  Museu de Lisboa  Museus Locais (1974)  A emergência da polifonia museológica  A lenta afirmação duma nova museologia  Museu dos Descobrimentos (seculo XX)  A construção da narrativa do Brasil  Museu Judaico de Belmonte (século XXI)
  22. 22. A Fragilidade desta museologia:  A organização do museu é de iniciativa individual;  Baixa participação dos grupos  A intensidade de disputa de memória dificulta a sua agregação na instituição.  Quando a memória se institucionaliza conserva-se  Dificuldade de afirmação das memórias dos movimentos socais  O museu como espaço narrativo hegemónico
  23. 23. O “esquecimento” da herança africana
  24. 24. Uma ausência relativa  O roteiro pelos museus portugueses revela  A presença dos elementos  A sua subordinação às narrativas hegemónicas  Significados  Uma herança não valorizada  O esquecimento  A culpa e a ausência das comunidades subordinadas  O grande silêncio: Africanos, Ciganos  O reconhecimento da contribuição judaica  Um lento reconhecimentos
  25. 25. A Herança Africana  Longo Contacto desde a antiguidade  A mercantilização do escravo  A integração do escravo na sociedade  Mocambos  De fora: plantações, aguadeiros, estivadores  Os escravos Foros e Colónia de escravos  A proibição do comercio (1756)  A extinção da Escravatura (1834)
  26. 26. Uma Herança Atual  A integração  Por desempenho de profissões, festa e confrarias  A estratégias de resistências africanas  Africanização dos rituais  O ritmo e a cor das festas  A festa brava e o fado  A emergência do conflito colonial  Preconceitos e reconhecimento  Ridicularização pela linguagem  A presença incontornável do africano na vida urbana
  27. 27. Uma memória esbranquiçada nos museus  Esbranquiçar  Diluir o passado a través da apropriação das memórias.  Casos Paradigmáticos  O fado  A festa  A gastronomia  A oralidade
  28. 28. Arte, Poder e Memória  A oficina da história resgatou uma memória esquecida  Na arte através dum novo questionamento  No espaço urbano através dos sinais  Na memória através dos gestos  A relevância do fenómeno do esquecimento para a museologia  A incapacidade de gerar questionamento  A arte como espelho do poder e da memória
  29. 29. Questionamento  A dificuldade de reconhecer o outro  A ausência da africanidade nas instituições de memória versus o discurso da amizade lusófona  A dificuldade de inclusão de novas narrativas  Os fragmentos do passado criam impasses no entendimento do presente  Dificuldade em colocar questões pertinentes  A exuberância do barroco  a emergência do plural
  30. 30. Pedro Pereira Leite – CES – Univ. Coimbra pedropereiraleite@hotmail.com pedropereiraleite@ces.uc.pt

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