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O PROJECTO CURRICULAR DE TURMA /GRUPO  - O que é ? - Para quê? - Como?
Regulamento Interno Plano Anual de Actividades PROJECTO CURRICULAR  DE  TURMA/ GRUPO PROJECTO CURRICULAR  DE ESCOLA/AGRUPAMENTO PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA/AGRUPAMENTO
O que é um PROJECTO CURRICULAR DE TURMA /GRUPO ? …  É um documento produzido pelo(a) professor(a)/Educador(a) no qual se projecta a intervenção educativa para um determinado grupo/turma e tendo como referência o diagnóstico efectuado a esse mesmo grupo/turma.
PROJECTO CURRICULAR DE TURMA/GRUPO O  PROJECTO CURRICULAR DE TURMA /GRUPO(PCT/G) emerge do  Projecto Curricular de Escola/Ágrupamento (PCE/AG) e da consideração das características específicas dos(as) alunos(as) de cada turma. Cabe-lhe, então, responder às questões: O quê, como e quando ensinar/aprender nesta Turma/Grupo? O quê, como e quando avaliar nesta Turma /Grupo? O  PCT/G  parte das decisões constantes do  PCE/AG  acerca do que é/deve ser comum à escola/agrupamento, ao nível de ensino e ao ano de escolaridade a que a turma/grupo pertence. Parte delas para decidir qual o modo mais adequado de as concretizar nas condições concretas da turma/grupo. Deste modo, cada  PCT /G é um instrumento de diferenciação, a partir do referencial comum a todos os  PCT/G ; diferenciação que é exigida pela necessidade de adequação às diferentes turmas e aos diferentes alunos de cada turma..
Projecto Curricular de Turma/Grupo (PCT/G) Mas o  PCT/G  exprime também um referencial de unidade, destinado a garantir a acção do(a) Professor(a)/Educadora e dos(as) mesmos alunos/crianças (ou seja a mesma equipa educativa). Assim, um  PCT/G  coerente com o que foi referido poderá/deverá conter: I  –  Caracterização da Turma/Grupo e dos(as) Alunos(as)/Crianças; Proposta de um guião para um  PCT/G 1.1 Domínio sociocultural Situação habitacional; Número de irmãos por aluno/criança; membros do agregado familiar ainda a estudar, ano de escolaridade que frequentam e respectiva localidade onde o fazem; Composição do agregado familiar; Área económica dos membros activos do agregado familiar; Profissão e situação na profissão dos pais dos alunos; Habilitações dos pais dos alunos; Meios de deslocação para a escola e tempo gasto no percurso; Local de estudo; Apoios da Acção Social Escolar; Número de refeições diárias e respectiva composição; Horas de repouso diário; Local habitual de férias e viagens realizadas. Aspectos possíveis de ser referenciados:
I  –  Caracterização da Turma/Grupo e dos(as) Alunos(as)/Crianças; Proposta de um guião para um  PCT/G 1.2 Domínio cognitivo Dificuldades de aprendizagem e deficiência; percurso escolar; insucesso escolar e respectivos anos de escolaridade; Áreas/Disciplinas onde se revelam dificuldades; Aproveitamento global da turma no ano anterior. Aspectos possíveis de ser referenciados: 1.3 Domínio afectivo Aspectos possíveis de ser referenciados: Ocupação dos tempos livres na escola e fora da escola; Ajuda ou não nos trabalhos domésticos; actividades extra-escolares; Integração na turma; Interesses/expectativas de profissão no futuro.
II  –  Identificação e hierarquização das prioridades e dos problemas diagnosticados (nos domínios cognitivo, relacional e comunicacional); Proposta de um guião para um  PCT/G 2.1 Áreas Curriculares Disciplinares  e não disciplinares As áreas  em que os alunos  necessitam de Apoio Pedagógico; Quem beneficia? Quando? Aspectos possíveis de ser referenciados: 2.2 Comportamento e Assiduidade
III  –  Definição de uma estratégia educativa global para a Turma/Grupo; Proposta de um guião para um  PCT/G Face às áreas curriculares disciplinares e não disciplinares o Professor(a)/Educador(a) deverá definir que tipo de estratégias/metodologias irão ser privilegiadas na intervenção junto dos(as) alunos/crianças daquela turma/grupo. Aspectos possíveis de ser referenciados: IV  –  Competências Gerais, Transversais e Específicas; Aspectos possíveis de ser referenciados: A definição de competências deve ter como referência a Caracterização da Turma,  o  Projecto Educativo de Escola/Agrupamento  e o  Projecto Curricular de Escola/Agrupamento  e visando metas de consecução para as necessidades definidas/formuladas. 4.1 Competências Gerais 4.2 Competências Transversais 4.3 Competências Específicas
V  –  Reconstrução Curricular / Matriz Curricular; Proposta de um guião para um  PCT/G Articulação de conteúdos programáticos / operacionalização das competências / Identificação das Actividades e Calendarização. Aspectos possíveis de ser referenciados: 5.1 Áreas Curriculares Disciplinares 5.2 Áreas Curriculares não Disciplinares Aspectos possíveis de ser referenciados: Estabelecimento de critérios gerais para a selecção de conteúdos, a sua organização e sequencialização face ao diagnóstico efectuado à(ao) turma/grupo e com vista à aquisição das competências definidas. Planificação do trabalho a desenvolver nas áreas curriculares não disciplinares; os temas a tratar interdisciplinarmente e metodologias/estratégias a implementar.
Proposta de um guião para um  PCT/G 5.2 Áreas Curriculares não Disciplinares 5.2.1 Estudo Acompanhado 5.2.2 Área de Projecto 5.2.3 Formação Cívica O/A  Professor(a)  (CT) desempenhará um forte papel na tomada de decisões, planificação, articulação com áreas curriculares disciplinares/disciplinas e avaliação/acompanhamento. É o(a) professor(a)  que selecciona o tema (s), resultante da identificação/negociação junto/com os alunos, sugere metodologias e fornece pistas que permitam a concepção materiais, entre outros aspectos. A estrutura para apresentação do projecto poderá ser a seguinte:  Tema; Calendarização; Finalidades do Projecto; Objectivos a atingir; Competências a adquirir; Actividades a realizar; Recursos a utilizar e Avaliação. O  papel do(a)  Professor(a)  será o de decisões, planificar, articular com áreas curriculares disciplinares/disciplinas e avaliar/acompanhar. Quanto à selecção/concepção de materiais poderá optar-se  pela constituição de um banco de dados para a utilização comum, e poderá proceder-se à adaptação de instrumentos de apoio tradicionais a novas funções. Produção de fichas de trabalho e de correcção, livros e fichas sobre métodos de estudo, produção de textos em computador pelos alunos, realização de fichas de compensação no âmbito das várias áreas curriculares disciplinares, jogos didácticos e materiais multimédia. Num espaço privilegiado para o diálogo e reflexão, o processo de selecção de temas/problemas/conteúdos será conduzido pelo(a) Professor(a) e/ou Alunos.
VII  –  Avaliação dos Alunos; Proposta de um guião para um  PCT/G Instrumentos de Avaliação; Modalidades de Avaliação; Intervenientes no processo de avaliação. Aspectos possíveis de ser referenciados: VIII  –  Avaliação do Projecto Curricular de Turma/Grupo; Aspectos possíveis de ser referenciados: Instrumentos de Avaliação; Procedimentos de Avaliação e definição de Intervenientes no processo de Avaliação. VI  –  Plano de Acção da Equipa Educativa; Aspectos possíveis de ser referenciados: Estabelecimento dos procedimentos de acção que visem  a responsabilização e a participação de todos no trabalho comum a desenvolver na turma, assim como a valorização  de todas áreas curriculares disciplinares e não disciplinares e o seu contributo para a formação integral do aluno. O(A) professor(a)deve promover na sua acção uma prática colaborativa e inter-relacional envolvendo também os Pais e Encarregados de Educação. Para além deste aspecto deverá o(a) Professor(a) efectuar o acompanhamento da execução do PCT e analisar as suas implicações, ou não, no sucesso dos alunos.
COMPETÊNCIA(S) De acordo com os princípios do Decreto-Lei 6/2001, o Ministério da Educação define o conjunto de  competências  consideradas  essenciais  e estruturantes no âmbito do desenvolvimento do Currículo Nacional. Estas, por sua vez, incluem as  competências  de carácter  geral , a desenvolver ao longo de todo o ensino básico, e que pretendem ser um fio condutor e um elemento que enquadra a concepção e o desenvolvimento do currículo, tanto na sua expressão nacional como ao nível dos projectos curriculares de escola e de turma. Incluem, também, as  competências específicas  que dizem respeito a cada uma das áreas curriculares disciplinares. Competências Transversais:  estão relacionadas com o  aprender a aprender  e são transversais a todas as áreas do currículo e pressupõe que todas as áreas curriculares actuem em convergência. Estas competências estão relacionadas com   métodos de trabalho e de estudo; tratamento de informação; comunicação; estratégias cognitivas; relacionamento interpessoal e de grupo. Competências Específicas:  a sua concepção terá como referência a  especificidade dos saberes de cada disciplina   tendo em consideração a interacção com outras disciplinas e os contextos variados de utilização.
As COMPETÊNCIAS: em síntese COMPETÊNCIA: Ser capaz de agir e reagir de forma apropriada perante situações mais ou menos complexas, através da mobilização e combinação de conhecimentos, atitudes e procedimentos, num determinado e significativo momento informado por valores. COMPETÊNCIA: ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Áreas Curriculares não disciplinares O que é? É uma área que procura envolver os alunos na concepção, realização e avaliação de projectos, permitindo-lhes articular saberes de diversas áreas curriculares/disciplinares ou disciplinas em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção . Área de Projecto no Ensino Básico Finalidades ·  -  Desenvolver competências sociais, tais como a comunicação, o trabalho em equipa, a gestão de conflitos, a tomada de decisões e a avaliação de processos. ·   -  Aprender a resolver problemas, partindo das situações e dos recursos existentes. ·    -  Promover a integração de saberes através da sua aplicação contextualizada. ·  -  Desenvolver as vertentes de pesquisa e intervenção, promovendo a articulação das diferentes áreas disciplinares/disciplinas. ·   -  Aprofundar o significado social das aprendizagens disciplinares.
Áreas Curriculares não disciplinares Quem intervém? No 1º Ciclo do Ensino Básico, é discutida sua gestão e planificação em conselho de docentes, sendo a operacionalização da responsabilidade do professor titular da turma e trabalhada de forma interdisciplinar na “prática pedagógica ou no âmbito da monodocência coadjuvada. Área de Projecto no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos Utilização da metodologia de trabalho de projecto, privilegiando-se uma relação de complementaridade entre os grupos e os elementos de cada grupo, contribuindo para a solução do problema comum. O conselho de turma, ao definir objectivos, deve ter em conta a sua exequibilidade. Possibilidade de os alunos se relacionarem com o conhecimento através de realizações concretas.
Áreas Curriculares não disciplinares Área de Projecto no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos As realizações assumem resultados concretos – relatórios, objectos vários, videogramas, páginas para a Internet ou trabalhos em suportes multimédia. Possibilidade de o aluno confrontar a teoria com a prática tomando uma parte activa no processo de ensino/aprendizagem. Nas situações de aprendizagem devem experimentar-se novos caminhos sem ter receio de se cometer enganos. O aluno avalia-se a si próprio, considerando-se que o conhecimento poderá ser transformado em acções relevantes para o seu meio social. A existência de protocolos e parcerias afigura-se como requisito importante para alcançar os pressupostos definidos para esta área, pela possibilidade que representam de abertura da escola ao meio e, consequentemente, de recursos acrescidos para aprendizagens mais significativas e pertinentes por parte dos alunos.
Áreas Curriculares não disciplinares Área de Projecto no Ensino Básico Como se avalia? A avaliação desta área, no final dos períodos lectivos, expressa-se de forma descritiva, conduzindo também, à atribuição de uma menção qualitativa ( não satisfaz, satisfaz, satisfaz bem),  e utiliza elementos provenientes das diversas disciplinas e áreas curriculares. ,[object Object],[object Object],[object Object]
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Áreas Curriculares não disciplinares A Área de Projecto define-se, ainda, por um conjunto de propriedades, do qual importa realçar:   b)   A valorização do projecto como um desafio pessoal para cada um dos actores envolvidos na sua realização. Sendo esta uma propriedade cuja importância pedagógica lhe advém do tipo de articulação que mantém com a propriedade enunciada na alínea anterior, importa, todavia, evidenciar que o projecto só é um desafio se os alunos o entenderem como uma proposta de trabalho significativa. Isto é, se estes lhe atribuírem um sentido, se forem mobilizados para a realizar e, igualmente, se tiverem condições para o enfrentarem com possibilidades adequadas de sucesso.     c)   A definição do projecto como algo tangível e que confira, por isso, visibilidade à obra produzida. Um projecto, importa não esquecer, pressupõe a realização de uma obra com finalidades claramente definidas e uma metodologia   que favoreça e estimule a concretização de tais finalidades.   d)   A valorização da colaboração entre os alunos para concretizar o projecto, rompendo com a organização de trabalho de carácter competitivo que marca o quotidiano das salas de aula.
Áreas Curriculares não disciplinares Em síntese … Todos estes aspectos nos remetem para a importância estratégica dos Conselhos de Docentes (1ºCiclo), espaços institucionais onde tais questões deverão ser objecto de debate. É, assim, que os conselhos de docentes  desempenham um forte papel na tomada de decisões, planificação, articulação com as áreas disciplinares / disciplinas  e avaliação / acompanhamento. É o conselho de docentes que pode seleccionar o tema, propor metodologias e conceber materiais em função dos interesses dos alunos.
Áreas Curriculares não disciplinares O que é? É uma área que visa promover a aquisição, pelos alunos, de métodos de estudo e de trabalho que lhes permitam realizar com crescente autonomia a sua aprendizagem e desenvolver a capacidade de aprender a aprender   Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Finalidades ·   -  Ajudar a aluno na identificação e análise de estratégias de estudo em função das suas características individuais. -  Desenvolver competências de consulta e utilização de diversas fontes de informação. -  Estimular no aluno a capacidade de reconhecer as suas motivações e interesses e de concretizá-las em actividades. - Orientar os alunos na auto-avaliação relativamente à eficácia das estratégias de estudo.
Áreas Curriculares não disciplinares Quem intervém? No 1º ciclo do ensino básico, é discutida a sua gestão e planificação em conselho de docentes, sendo a operacionalização da responsabilidade do professor titular da turma e trabalhada de forma interdisciplinar na prática pedagógica ou no âmbito da monodocência coadjuvada. Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos Desenvolvimento de actividades de planificação do tempo de estudo, competências de leitura e de escrita, resolução de problemas, domínio de técnicas específicas, elaboração de apontamentos, preparação para testes, implementação de actividades destinadas a desenvolver outras estratégias de aprendizagem.
Áreas Curriculares não disciplinares Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos ·  Assunção do professor como observador do aluno e mediador entre outros professores da turma e os alunos. ·    Promoção junto do aluno da capacidade de definir objectivos pessoais de aprendizagem, levando-o a um melhor conhecimento de si próprio. ·   Desenvolvimento de estratégias de estudo que possibilitem a aquisição de um conjunto de ferramentas de aprendizagem. ·   Adequação das práticas às necessidades dos alunos de forma a superar dificuldades de aprendizagem ou possibilitar actividades de enriquecimento. Estes pressupostos implicam uma reflexão permanente a desenvolver numa rede de relações pedagógicas a vários níveis, entre os diferentes intervenientes no processo (par pedagógico/conselho de turma/aluno /professor da disciplina). O desenvolvimento de estratégias de estudo não deverá ser imputado em exclusivo a esta nova área curricular, sendo clara a necessidade  de manter e desenvolver competências específicas em cada disciplina nas respectivas aulas.
Áreas Curriculares não disciplinares Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Como se avalia? A avaliação desta caracteriza-se por ser essencialmente descritiva no final dos períodos lectivos, tendo como referência a evolução do aluno a partir da situação diagnosticada. Trata-se de um processo que envolve a auto e hetero-avaliação, de acordo com instrumentos concebidos pela escola e em diálogo com os alunos, podendo recorrer-se a diversas técnicas de avaliação. ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Áreas Curriculares não disciplinares Área de Estudo Acompanhado no 1º Ciclo do Ensino Básico (Ariana Cosme e Rui Trindade, 2001:8)   No 1º ciclo, a área de Estudo Acompanhado terá de ser equacionada em função da especificidade deste nível de ensino, nomeadamente, dos seus objectivos fundamentais, das crianças que o frequentam, da sua cultura pedagógica e do regime de monodocência que o caracteriza. Para “desenvolver alguns dos requisitos e competências que legitimam a introdução desta área, não é necessário criar um espaço de intervenção específico, já que tal propósito constitui, afinal, uma exigência relacionada com o tipo de trabalho a promover nas áreas de língua portuguesa, estudo do meio e, igualmente, nas áreas das expressões”. A  afirmação desta posição de princípio não significa, contudo, que desvalorizemos, no 1º ciclo, o desenvolvimento de competências de estudo e a aprendizagem de métodos de trabalho e de organização. O que pretendemos valorizar é, antes de mais, o facto de um projecto subordinado a tais finalidades deve ocorrer em função de um trabalho quotidiano dos alunos nas diferentes áreas disciplinares.
Áreas Curriculares não disciplinares O ESTUDO ACOMPANHADO E AS RESTANTES ÁREAS CURRICULARES   A relação da área de estudo acompanhado face às restantes áreas curriculares assim como outros projectos em desenvolvimento nas escolas  deverá ser de parceria e construída progressivamente. Assim, em vez de nesta área se implementarem programas periféricos, investe-se, antes, no desenvolvimento de programas que, através da necessidade de promover o desenvolvimento de competências metacognitivas dos alunos, intentam também por esta via, afectar, a prazo, a cultura pedagógica e os ambientes educativos em que estes vivem nas respectivas salas de aula. Segundo esta perspectiva, a  área de estudo acompanhado passa a ser entendida como um espaço estratégico que não só permite interpelar, de forma implícita e explícita, o sentido das práticas educativas e as suas finalidades como permite afirmar, também, a importância de um modo de intervenção pedagógica onde os objectivos de natureza processual adquirem, de facto, visibilidade e centralidade educativas. Alguns estudos têm vindo, no entanto a chamar a atenção para as dificuldades de transferência das competências metacognitivas, adquiridas através do treino, para outros domínios diferentes daqueles onde essas competências foram aprendidas ( Carita et al.,1998 ). Ou seja, aprender a elaborar esquemas ou a resumir textos pode ter mais impacto educativo se, por exemplo, nas aulas de História ou de Ciências se realizar um trabalho convergente com a intervenção produzida no espaço de estudo acompanhado. Se esta prática se circunscrever, apenas à área de estudo acompanhado, compreende-se facilmente que os seus efeitos formativos sejam bastante mais limitados.
Áreas Curriculares não disciplinares O ESTUDO ACOMPANHADO E AS RESTANTES ÁREAS CURRICULARES   Há que distinguir os programas de intervenção desenvolvidos na área de estudo acompanhado dos programas de apoio pedagógico acrescido que deverão ter um outro tipo de enquadramento institucional, já que se destinam a outros fins, são da responsabilidade de outros agentes educativos e possuem, até, um suporte legal específico [1] . A distinção entre ambos os tipos de intervenções parece-nos, inclusive, que deve ser assumida com toda a clareza, de forma a rentabilizar as possibilidades educativas de ambos os espaços de intervenção. Um aluno que manifeste dificuldades inequívocas de leitura, que obstaculizem, por exemplo, o seu desempenho interpretativo face a um texto, de pouco ou nada beneficiará num espaço vocacionado para promover o estudo acompanhado. [1]   Decreto-Lei n.º 319/91 de 23 Agosto. A articulação entre a área de estudo acompanhado e as restantes áreas curriculares deve construir-se, então, de acordo com esta perspectiva, em função de uma relação de parceria cujos benefícios não se circunscrevem tanto á melhoria das classificações obtidas mas á qualidade, pertinência e qualidade das aprendizagens realizadas pelos alunos. É neste sentido que consideramos que qualquer espaço organizado para promover o estudo acompanhado não deve ser entendido com um espaço de compensação educativa, mas antes como um espaço de afirmação de práticas de intervenção educativa capazes de contribuir, a seu modo, para o desenvolvimento de um projecto de escolaridade básica congruente com pressupostos e os princípios da Lei de Bases do Sistema educativo e as exigências sociais e culturais que o justificam.
Áreas Curriculares não disciplinares Proposta de um projecto de intervenção educativa na Área de Estudo Acompanhado   EIXOS PEDAGÓGICOS ESTRUTURANTES      -  A  qualidade  da participação dos alunos é um critério prioritário de avaliação das actividades na área do Estudo Acompanhado: interessa  que ao aprender se aprenda a aprender. ·     -  A intervenção docente define-se como um  processo de participação guiada , o qual pode ser definido pelo conjunto das acções necessárias que os professores realizam, de forma a potenciar a actividade dos alunos no âmbito do processo de ensino-aprendizagem. CAMPOS DE INTERVEN Ç ÃO EDUCATIVA ·     Organização e funcionamento das salas de apoio ao estudo ·  Organização do ambiente de trabalho propício ao estudo   . A planificação das actividades de estudo .  Abordagem e tratamento da informação escrita     ACTIVIDADES   O que esperamos fazer na área do Estudo acompanhado? Discussão das respostas a um questionário relativo às competências e hábitos de estudo de cada aluno. ·      Organizar um horário semanal das actividades dos alunos; ·   Analisar e reflectir sobre esse horário semanal; ·   Aprender a elaborar um plano individualizado de estudo; ·   O primeiro encontro com um texto: O que fazer? ·      Aprender a questionar um texto; Aprender a sublinhar um texto;
Áreas Curriculares não disciplinares Proposta de um projecto de intervenção educativa na Área de Estudo Acompanhado   EIXOS PEDAGÓGICOS ESTRUTURANTES         Explicita-se o protagonismo dos alunos em função da noção de  aprendizagem significativa . Isto é, parte-se do pressuposto que para se aprender é necessário que os professores proponham actividades que permitam a cada aluno compreender os objectivos e o sentido das aprendizagens e estabelecer relações pertinentes entre os conteúdos e os seus conhecimentos prévios. - As actividades na área de Apoio ao Estudo constituem um  pretexto  para intervenções educativas de natureza mais ampla.   CAMPOS DE INTERVEN Ç ÃO EDUCATIVA ·         ·     O apoio ao estudo na área da Matemática   O apoio  á realização das tarefas escolares   ACTIVIDADES ·   Os planos individualizados de estudo como instrumentos de organização do apoio ao estudo em Matemática; ·   A utilização de estratégias globais de resolução de problemas. A realização de trabalhos individuais e de grupo; A preparação, realização e auto-avaliação dos testes escritos.
Áreas Curriculares não disciplinares Pode, assim, afirmar-se que, no âmbito da Área de Estudo Acompanhado, as opções metodológicas a encontrar deverão subordinar-se:  (i) à articulação a manter entre essa área e os desafios escolares quotidianos que se colocam aos alunos nos restantes espaços curriculares;  (ii) à capacidade e ao desenvolvimento das competências de decisão dos alunos; (iii) à possibilidade de estabelecimento de parcerias a partir da valorização da área em debate como um recurso pedagógico a partilhar;  (iv) à importância do papel regulador a assumir pelo colectivo que o Conselho de Turma deverá constituir. O Conselho de Docentes poderá ser entendido, então, com uma instância reguladora fundamental quer ao nível da implementação quer ao nível do acompanhamento, reflexão e avaliação dos projectos de intervenção educativa que possam ter lugar no âmbito da Área de Estudo Acompanhado.
Áreas Curriculares não disciplinares A Área de Formação Cívica  é referida como um espaço onde se procura o desenvolvimento da educação para a cidadania. Embora a educação para a cidadania seja uma componente do currículo de natureza transversal, concretizando-se em todas as disciplinas do currículo, é um espaço privilegiado de diálogo e reflexão, “ visando o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, como recurso nomeadamente, ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade” . A  Formação Cívica  é um espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação para a cidadania, constituindo um espaço de diálogo e reflexão sobre experiências vividas e preocupações sentidas pelos alunos e sobre questões relativas à sua participação individual e colectiva na vida da turma, da escola e da comunidade. A actividade a desenvolver neste domínio incluirá sessões de informação e de debate que, entre outros, pode assumir o formato de  assembleia de turma . Na primeira abordagem a esta área pretende-se promover a ideia que a escola deve ser em primeiro lugar um ambiente cívico. Exemplos: ·         O aluno tem que aperceber-se da existência de um regulamento e participar na sua construção ·         Valorização dos cargos exercidos pelos alunos e responsabilização pela sua função.
Áreas Curriculares não disciplinares 1 – Formação cívica, porquê? A criação desta área curricular pretende combater aquilo que se considera ser um défice cívico por parte das crianças e jovens portugueses. A tradição para combater este défice cívico, tem sido a transmissão de regras de conduta social e de factos que apenas formam cidadãos passivos que, mesmo assimilando os conhecimentos necessários a um a participação activa, consciente e inteligente, não a exercem. Apesar de haver um défice de Conhecimento cívico relativamente ao sistema político e às instituições que constituem o suporte democrático, a educação para a cidadania deve ser muito mais do que pretender a memorização desses conhecimentos. 2  – Gestão Flexível do Currículo  A Gestão Flexível do Currículo apoia-se em três eixos fundamentais: as competências gerais, definidas num perfil à saída da Educação Básica, as competências transversais a todas as áreas de aprendizagem e as competências essenciais de cada disciplina
Áreas Curriculares não disciplinares A  Formação Cívica  contribui para o desenvolvimento de determinadas competências gerais, nomeadamente:  “ Participar na vida cívica de forma crítica e responsável; Respeitar a diversidade cultural e religiosa, sexual; Contribuir para a protecção do meio ambiente, para o equilíbrio ecológico e para a preservação do património”.  Como todo e qualquer professor que está implicado na tarefa de formação e socialização dos alunos e todas as áreas e disciplinas são propícias ao seu desenvolvimento, a Formação Cívica deve centrar a sua acção nas competências transversais definidas pelo Departamento da Educação Básica, principalmente no Relacionamento interpessoal e de grupo onde se pretende que o aluno conheça e actue de acordo com as normas, regras e critérios de actuação pertinente, de convivência, trabalho, de responsabilização e sentido ético das acção definidas pela comunidade escolar nos seus vários contextos, a começar pela sala de aula.
A  – Diversidade/Diferenciação/Multiculturalismo Educar para a Cidadania é…educar para a diferença. A criança ou jovem deve aceitar  que há perspectivas diferentes das suas. Deve ser capaz de confrontar-se com as diferenças, reconhecê-las e respeitá-las. Isto não significa que nos devemos esconder atrás do relativismo e da subjectividade. B – Exclusão Social Educar para a Cidadania é…educar para a integração social plena. A iliteracia, a falta de conhecimentos acerca dos seus direitos e da forma de os reclamar, impedem o pleno exercício da cidadania, pondo em causa o próprio conceito de cidadão. C – Os Valores na Educação Educar para a Cidadania é …educar com /para os valores. Há valores universais como a Paz, a Justiça…Por vezes, são apenas os valores locais que movem as pessoas. D – Ecologia / Ambiente Educar para a Cidadania é …educar para a procura de um equilíbrio com aquilo que nos rodeia. Quando se procura, a nível mundial, um desenvolvimento sustentável, é importante construir um ambiente equilibrado na escola e em seu redor. 3 – Princípios da Formação Cívica Mais do que uma lista de conteúdos podem definir-se princípios universais, cinco dimensões que, de certa forma, delimitam a educação neste domínio
E – Europa / o resto do Mundo Educar para a Cidadania é…educar para uma identidade transnacional. Ser cidadão português é também abrir-se para o mundo, sem perder de vista os símbolos, património e narrativas da nossa nação.  3  – Princípios da Formação Cívica Mais do que uma lista de conteúdos podem definir-se princípios universais, cinco dimensões que, de certa forma, delimitam a educação neste domínio  4 – Como pôr em prática? Estes temas constituem a base de um plano de acção para uma educação para a cidadania. Coloca-se então a questão de como explorar estes temas de forma a combater o défice cívico identificado.  Para tal é necessário definir conteúdos e competências que caminhem interligados. Não é desejável que se separe a teoria da prática e, por isso,  a melhor forma de se adquirem os conteúdos indispensáveis à formação de um cidadão cívico será criando oportunidades para que os alunos os possam exercitar e avaliar as consequências dessa forma de estar. O contexto em que devemos trabalhar deverá ser as realidades cívicas com as quais os alunos já são confrontados na vida quotidiana, tanto as realidades locais, nacionais, como as globais. Ao existir uma aproximação destas realidades aos alunos, estes poderão perceber o que é ser cidadão e identificar que tipo de sociedade querem para o futuro. É importante que o aluno contacte com diferentes modelos de comportamento cívico, respeitando-os, mas estimulando-o a tomar opções e escolhas de acordo com a sua identidade. A construção de um cidadão cívico faz-se gradualmente e naturalmente e o professor deve evitar a tentação de se antecipar ao aluno e tentar impor o seu modelo.
IDENTIDADE CÍVICA Aquisição de conhecimento ·         Direitos e deveres da vida em comum ·         Funcionamento da democracia e das instituições democráticas   Adesão a valores ·         Decorrentes da filosofia dos direitos do Homem: Dignidade, respeito, liberdade, solidariedade, tolerância, compreensão…   Formação de competências operatórias ·         Resolver conflitos de forma não violenta ·         Argumentar e defender o respectivo ponto de vista ·         Interpretar argumentos alheios ·         Reconhecer e aceitar as diferenças ·         Fazer escolhas ·         Assumir responsabilidades ·         Estabelecer com os outros relações construtivas ·         Desenvolver o espírito crítico e a capacidade para relativizar verdades supostamente absolutas
ORIENTAÇÕES PARA A PLANIFICAÇÃO DAS AULAS DE FORMAÇÃO CÍVICA   A) Conteúdos ·         Educação dos afectos ·         Segurança e circulação rodoviária ·         Cultura do património ·         Violência e a cultura da Paz ·         Direitos Humanos ·         Diversidade social ·         Ambiente ·         Desigualdades / fenómenos de exclusão e de descriminação ·         Problemas de pobreza ·         Problemas locais
ORIENTAÇÕES PARA A PLANIFICAÇÃO DAS AULAS DE FORMAÇÃO CÍVICA   B) Exercício de construção de pensamento / competências ·         Questionar ·         Explicitar ·         Distinguir opinião de facto ·         Confrontar ·         Explicar ·         Mobilizar informação ·         Debater ·         Assumir posições ·         Argumentar   C) Situações de aprendizagem ·         Debate ·         Pesquisa ·         Trabalho de Projecto ·         Organização de eventos
ORIENTAÇÕES PARA A PLANIFICAÇÃO DAS AULAS DE FORMAÇÃO CÍVICA   D) Técnicas de comunicação – discussão ·      Assembleia ·         Tomada de decisões  ·         Painel   E) Organização espacial Disposição em círculo ou em U, sempre que possível – Permite aos intervenientes estarem frente a frente no decurso das actividades   F) Organização do trabalho Para esta área é muitas vezes necessário a formação de subgrupos ou pares. Deve-se evitar que esses grupos sejam os mesmos ao longo das sessões e por isso, há actividades que podem ajudar a sua formação. Sugestões para a formação de subgrupos ·         Dividi-los em função da 1ª letra do seu nome ·         Tirar ao acaso de dentro um recipiente um papelinho em que conste o grupo A, B, … ·         Solicitar ao grupo que enumere, por exemplo, 6 marcas de carros, flores, cores, animais, etc. sendo estas escritas nos papelinhos a colocar no recipiente e posteriormente retirados por cada participante.
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Projecto Curricular de Turma/Grupo:  AVALIAÇÃO apreciar e “ dar conta” “ dar–se conta” Sistema educativo Sala de aula

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Projecto curricular de turma uma perspectiva ...

  • 1. O PROJECTO CURRICULAR DE TURMA /GRUPO - O que é ? - Para quê? - Como?
  • 2. Regulamento Interno Plano Anual de Actividades PROJECTO CURRICULAR DE TURMA/ GRUPO PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA/AGRUPAMENTO PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA/AGRUPAMENTO
  • 3. O que é um PROJECTO CURRICULAR DE TURMA /GRUPO ? … É um documento produzido pelo(a) professor(a)/Educador(a) no qual se projecta a intervenção educativa para um determinado grupo/turma e tendo como referência o diagnóstico efectuado a esse mesmo grupo/turma.
  • 4. PROJECTO CURRICULAR DE TURMA/GRUPO O PROJECTO CURRICULAR DE TURMA /GRUPO(PCT/G) emerge do Projecto Curricular de Escola/Ágrupamento (PCE/AG) e da consideração das características específicas dos(as) alunos(as) de cada turma. Cabe-lhe, então, responder às questões: O quê, como e quando ensinar/aprender nesta Turma/Grupo? O quê, como e quando avaliar nesta Turma /Grupo? O PCT/G parte das decisões constantes do PCE/AG acerca do que é/deve ser comum à escola/agrupamento, ao nível de ensino e ao ano de escolaridade a que a turma/grupo pertence. Parte delas para decidir qual o modo mais adequado de as concretizar nas condições concretas da turma/grupo. Deste modo, cada PCT /G é um instrumento de diferenciação, a partir do referencial comum a todos os PCT/G ; diferenciação que é exigida pela necessidade de adequação às diferentes turmas e aos diferentes alunos de cada turma..
  • 5. Projecto Curricular de Turma/Grupo (PCT/G) Mas o PCT/G exprime também um referencial de unidade, destinado a garantir a acção do(a) Professor(a)/Educadora e dos(as) mesmos alunos/crianças (ou seja a mesma equipa educativa). Assim, um PCT/G coerente com o que foi referido poderá/deverá conter: I – Caracterização da Turma/Grupo e dos(as) Alunos(as)/Crianças; Proposta de um guião para um PCT/G 1.1 Domínio sociocultural Situação habitacional; Número de irmãos por aluno/criança; membros do agregado familiar ainda a estudar, ano de escolaridade que frequentam e respectiva localidade onde o fazem; Composição do agregado familiar; Área económica dos membros activos do agregado familiar; Profissão e situação na profissão dos pais dos alunos; Habilitações dos pais dos alunos; Meios de deslocação para a escola e tempo gasto no percurso; Local de estudo; Apoios da Acção Social Escolar; Número de refeições diárias e respectiva composição; Horas de repouso diário; Local habitual de férias e viagens realizadas. Aspectos possíveis de ser referenciados:
  • 6. I – Caracterização da Turma/Grupo e dos(as) Alunos(as)/Crianças; Proposta de um guião para um PCT/G 1.2 Domínio cognitivo Dificuldades de aprendizagem e deficiência; percurso escolar; insucesso escolar e respectivos anos de escolaridade; Áreas/Disciplinas onde se revelam dificuldades; Aproveitamento global da turma no ano anterior. Aspectos possíveis de ser referenciados: 1.3 Domínio afectivo Aspectos possíveis de ser referenciados: Ocupação dos tempos livres na escola e fora da escola; Ajuda ou não nos trabalhos domésticos; actividades extra-escolares; Integração na turma; Interesses/expectativas de profissão no futuro.
  • 7. II – Identificação e hierarquização das prioridades e dos problemas diagnosticados (nos domínios cognitivo, relacional e comunicacional); Proposta de um guião para um PCT/G 2.1 Áreas Curriculares Disciplinares e não disciplinares As áreas em que os alunos necessitam de Apoio Pedagógico; Quem beneficia? Quando? Aspectos possíveis de ser referenciados: 2.2 Comportamento e Assiduidade
  • 8. III – Definição de uma estratégia educativa global para a Turma/Grupo; Proposta de um guião para um PCT/G Face às áreas curriculares disciplinares e não disciplinares o Professor(a)/Educador(a) deverá definir que tipo de estratégias/metodologias irão ser privilegiadas na intervenção junto dos(as) alunos/crianças daquela turma/grupo. Aspectos possíveis de ser referenciados: IV – Competências Gerais, Transversais e Específicas; Aspectos possíveis de ser referenciados: A definição de competências deve ter como referência a Caracterização da Turma, o Projecto Educativo de Escola/Agrupamento e o Projecto Curricular de Escola/Agrupamento e visando metas de consecução para as necessidades definidas/formuladas. 4.1 Competências Gerais 4.2 Competências Transversais 4.3 Competências Específicas
  • 9. V – Reconstrução Curricular / Matriz Curricular; Proposta de um guião para um PCT/G Articulação de conteúdos programáticos / operacionalização das competências / Identificação das Actividades e Calendarização. Aspectos possíveis de ser referenciados: 5.1 Áreas Curriculares Disciplinares 5.2 Áreas Curriculares não Disciplinares Aspectos possíveis de ser referenciados: Estabelecimento de critérios gerais para a selecção de conteúdos, a sua organização e sequencialização face ao diagnóstico efectuado à(ao) turma/grupo e com vista à aquisição das competências definidas. Planificação do trabalho a desenvolver nas áreas curriculares não disciplinares; os temas a tratar interdisciplinarmente e metodologias/estratégias a implementar.
  • 10. Proposta de um guião para um PCT/G 5.2 Áreas Curriculares não Disciplinares 5.2.1 Estudo Acompanhado 5.2.2 Área de Projecto 5.2.3 Formação Cívica O/A Professor(a) (CT) desempenhará um forte papel na tomada de decisões, planificação, articulação com áreas curriculares disciplinares/disciplinas e avaliação/acompanhamento. É o(a) professor(a) que selecciona o tema (s), resultante da identificação/negociação junto/com os alunos, sugere metodologias e fornece pistas que permitam a concepção materiais, entre outros aspectos. A estrutura para apresentação do projecto poderá ser a seguinte: Tema; Calendarização; Finalidades do Projecto; Objectivos a atingir; Competências a adquirir; Actividades a realizar; Recursos a utilizar e Avaliação. O papel do(a) Professor(a) será o de decisões, planificar, articular com áreas curriculares disciplinares/disciplinas e avaliar/acompanhar. Quanto à selecção/concepção de materiais poderá optar-se pela constituição de um banco de dados para a utilização comum, e poderá proceder-se à adaptação de instrumentos de apoio tradicionais a novas funções. Produção de fichas de trabalho e de correcção, livros e fichas sobre métodos de estudo, produção de textos em computador pelos alunos, realização de fichas de compensação no âmbito das várias áreas curriculares disciplinares, jogos didácticos e materiais multimédia. Num espaço privilegiado para o diálogo e reflexão, o processo de selecção de temas/problemas/conteúdos será conduzido pelo(a) Professor(a) e/ou Alunos.
  • 11. VII – Avaliação dos Alunos; Proposta de um guião para um PCT/G Instrumentos de Avaliação; Modalidades de Avaliação; Intervenientes no processo de avaliação. Aspectos possíveis de ser referenciados: VIII – Avaliação do Projecto Curricular de Turma/Grupo; Aspectos possíveis de ser referenciados: Instrumentos de Avaliação; Procedimentos de Avaliação e definição de Intervenientes no processo de Avaliação. VI – Plano de Acção da Equipa Educativa; Aspectos possíveis de ser referenciados: Estabelecimento dos procedimentos de acção que visem a responsabilização e a participação de todos no trabalho comum a desenvolver na turma, assim como a valorização de todas áreas curriculares disciplinares e não disciplinares e o seu contributo para a formação integral do aluno. O(A) professor(a)deve promover na sua acção uma prática colaborativa e inter-relacional envolvendo também os Pais e Encarregados de Educação. Para além deste aspecto deverá o(a) Professor(a) efectuar o acompanhamento da execução do PCT e analisar as suas implicações, ou não, no sucesso dos alunos.
  • 12. COMPETÊNCIA(S) De acordo com os princípios do Decreto-Lei 6/2001, o Ministério da Educação define o conjunto de competências consideradas essenciais e estruturantes no âmbito do desenvolvimento do Currículo Nacional. Estas, por sua vez, incluem as competências de carácter geral , a desenvolver ao longo de todo o ensino básico, e que pretendem ser um fio condutor e um elemento que enquadra a concepção e o desenvolvimento do currículo, tanto na sua expressão nacional como ao nível dos projectos curriculares de escola e de turma. Incluem, também, as competências específicas que dizem respeito a cada uma das áreas curriculares disciplinares. Competências Transversais: estão relacionadas com o aprender a aprender e são transversais a todas as áreas do currículo e pressupõe que todas as áreas curriculares actuem em convergência. Estas competências estão relacionadas com métodos de trabalho e de estudo; tratamento de informação; comunicação; estratégias cognitivas; relacionamento interpessoal e de grupo. Competências Específicas: a sua concepção terá como referência a especificidade dos saberes de cada disciplina tendo em consideração a interacção com outras disciplinas e os contextos variados de utilização.
  • 13.
  • 14. Áreas Curriculares não disciplinares O que é? É uma área que procura envolver os alunos na concepção, realização e avaliação de projectos, permitindo-lhes articular saberes de diversas áreas curriculares/disciplinares ou disciplinas em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção . Área de Projecto no Ensino Básico Finalidades ·  - Desenvolver competências sociais, tais como a comunicação, o trabalho em equipa, a gestão de conflitos, a tomada de decisões e a avaliação de processos. ·   - Aprender a resolver problemas, partindo das situações e dos recursos existentes. ·    - Promover a integração de saberes através da sua aplicação contextualizada. ·  - Desenvolver as vertentes de pesquisa e intervenção, promovendo a articulação das diferentes áreas disciplinares/disciplinas. ·   - Aprofundar o significado social das aprendizagens disciplinares.
  • 15. Áreas Curriculares não disciplinares Quem intervém? No 1º Ciclo do Ensino Básico, é discutida sua gestão e planificação em conselho de docentes, sendo a operacionalização da responsabilidade do professor titular da turma e trabalhada de forma interdisciplinar na “prática pedagógica ou no âmbito da monodocência coadjuvada. Área de Projecto no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos Utilização da metodologia de trabalho de projecto, privilegiando-se uma relação de complementaridade entre os grupos e os elementos de cada grupo, contribuindo para a solução do problema comum. O conselho de turma, ao definir objectivos, deve ter em conta a sua exequibilidade. Possibilidade de os alunos se relacionarem com o conhecimento através de realizações concretas.
  • 16. Áreas Curriculares não disciplinares Área de Projecto no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos As realizações assumem resultados concretos – relatórios, objectos vários, videogramas, páginas para a Internet ou trabalhos em suportes multimédia. Possibilidade de o aluno confrontar a teoria com a prática tomando uma parte activa no processo de ensino/aprendizagem. Nas situações de aprendizagem devem experimentar-se novos caminhos sem ter receio de se cometer enganos. O aluno avalia-se a si próprio, considerando-se que o conhecimento poderá ser transformado em acções relevantes para o seu meio social. A existência de protocolos e parcerias afigura-se como requisito importante para alcançar os pressupostos definidos para esta área, pela possibilidade que representam de abertura da escola ao meio e, consequentemente, de recursos acrescidos para aprendizagens mais significativas e pertinentes por parte dos alunos.
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  • 19. Áreas Curriculares não disciplinares A Área de Projecto define-se, ainda, por um conjunto de propriedades, do qual importa realçar:   b) A valorização do projecto como um desafio pessoal para cada um dos actores envolvidos na sua realização. Sendo esta uma propriedade cuja importância pedagógica lhe advém do tipo de articulação que mantém com a propriedade enunciada na alínea anterior, importa, todavia, evidenciar que o projecto só é um desafio se os alunos o entenderem como uma proposta de trabalho significativa. Isto é, se estes lhe atribuírem um sentido, se forem mobilizados para a realizar e, igualmente, se tiverem condições para o enfrentarem com possibilidades adequadas de sucesso.   c) A definição do projecto como algo tangível e que confira, por isso, visibilidade à obra produzida. Um projecto, importa não esquecer, pressupõe a realização de uma obra com finalidades claramente definidas e uma metodologia que favoreça e estimule a concretização de tais finalidades.   d) A valorização da colaboração entre os alunos para concretizar o projecto, rompendo com a organização de trabalho de carácter competitivo que marca o quotidiano das salas de aula.
  • 20. Áreas Curriculares não disciplinares Em síntese … Todos estes aspectos nos remetem para a importância estratégica dos Conselhos de Docentes (1ºCiclo), espaços institucionais onde tais questões deverão ser objecto de debate. É, assim, que os conselhos de docentes desempenham um forte papel na tomada de decisões, planificação, articulação com as áreas disciplinares / disciplinas e avaliação / acompanhamento. É o conselho de docentes que pode seleccionar o tema, propor metodologias e conceber materiais em função dos interesses dos alunos.
  • 21. Áreas Curriculares não disciplinares O que é? É uma área que visa promover a aquisição, pelos alunos, de métodos de estudo e de trabalho que lhes permitam realizar com crescente autonomia a sua aprendizagem e desenvolver a capacidade de aprender a aprender Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Finalidades ·   - Ajudar a aluno na identificação e análise de estratégias de estudo em função das suas características individuais. - Desenvolver competências de consulta e utilização de diversas fontes de informação. - Estimular no aluno a capacidade de reconhecer as suas motivações e interesses e de concretizá-las em actividades. - Orientar os alunos na auto-avaliação relativamente à eficácia das estratégias de estudo.
  • 22. Áreas Curriculares não disciplinares Quem intervém? No 1º ciclo do ensino básico, é discutida a sua gestão e planificação em conselho de docentes, sendo a operacionalização da responsabilidade do professor titular da turma e trabalhada de forma interdisciplinar na prática pedagógica ou no âmbito da monodocência coadjuvada. Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos Desenvolvimento de actividades de planificação do tempo de estudo, competências de leitura e de escrita, resolução de problemas, domínio de técnicas específicas, elaboração de apontamentos, preparação para testes, implementação de actividades destinadas a desenvolver outras estratégias de aprendizagem.
  • 23. Áreas Curriculares não disciplinares Área de Estudo Acompanhado no Ensino Básico Que orientações? Pressupostos ·  Assunção do professor como observador do aluno e mediador entre outros professores da turma e os alunos. ·    Promoção junto do aluno da capacidade de definir objectivos pessoais de aprendizagem, levando-o a um melhor conhecimento de si próprio. ·   Desenvolvimento de estratégias de estudo que possibilitem a aquisição de um conjunto de ferramentas de aprendizagem. ·  Adequação das práticas às necessidades dos alunos de forma a superar dificuldades de aprendizagem ou possibilitar actividades de enriquecimento. Estes pressupostos implicam uma reflexão permanente a desenvolver numa rede de relações pedagógicas a vários níveis, entre os diferentes intervenientes no processo (par pedagógico/conselho de turma/aluno /professor da disciplina). O desenvolvimento de estratégias de estudo não deverá ser imputado em exclusivo a esta nova área curricular, sendo clara a necessidade de manter e desenvolver competências específicas em cada disciplina nas respectivas aulas.
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  • 25. Áreas Curriculares não disciplinares Área de Estudo Acompanhado no 1º Ciclo do Ensino Básico (Ariana Cosme e Rui Trindade, 2001:8)   No 1º ciclo, a área de Estudo Acompanhado terá de ser equacionada em função da especificidade deste nível de ensino, nomeadamente, dos seus objectivos fundamentais, das crianças que o frequentam, da sua cultura pedagógica e do regime de monodocência que o caracteriza. Para “desenvolver alguns dos requisitos e competências que legitimam a introdução desta área, não é necessário criar um espaço de intervenção específico, já que tal propósito constitui, afinal, uma exigência relacionada com o tipo de trabalho a promover nas áreas de língua portuguesa, estudo do meio e, igualmente, nas áreas das expressões”. A afirmação desta posição de princípio não significa, contudo, que desvalorizemos, no 1º ciclo, o desenvolvimento de competências de estudo e a aprendizagem de métodos de trabalho e de organização. O que pretendemos valorizar é, antes de mais, o facto de um projecto subordinado a tais finalidades deve ocorrer em função de um trabalho quotidiano dos alunos nas diferentes áreas disciplinares.
  • 26. Áreas Curriculares não disciplinares O ESTUDO ACOMPANHADO E AS RESTANTES ÁREAS CURRICULARES   A relação da área de estudo acompanhado face às restantes áreas curriculares assim como outros projectos em desenvolvimento nas escolas deverá ser de parceria e construída progressivamente. Assim, em vez de nesta área se implementarem programas periféricos, investe-se, antes, no desenvolvimento de programas que, através da necessidade de promover o desenvolvimento de competências metacognitivas dos alunos, intentam também por esta via, afectar, a prazo, a cultura pedagógica e os ambientes educativos em que estes vivem nas respectivas salas de aula. Segundo esta perspectiva, a área de estudo acompanhado passa a ser entendida como um espaço estratégico que não só permite interpelar, de forma implícita e explícita, o sentido das práticas educativas e as suas finalidades como permite afirmar, também, a importância de um modo de intervenção pedagógica onde os objectivos de natureza processual adquirem, de facto, visibilidade e centralidade educativas. Alguns estudos têm vindo, no entanto a chamar a atenção para as dificuldades de transferência das competências metacognitivas, adquiridas através do treino, para outros domínios diferentes daqueles onde essas competências foram aprendidas ( Carita et al.,1998 ). Ou seja, aprender a elaborar esquemas ou a resumir textos pode ter mais impacto educativo se, por exemplo, nas aulas de História ou de Ciências se realizar um trabalho convergente com a intervenção produzida no espaço de estudo acompanhado. Se esta prática se circunscrever, apenas à área de estudo acompanhado, compreende-se facilmente que os seus efeitos formativos sejam bastante mais limitados.
  • 27. Áreas Curriculares não disciplinares O ESTUDO ACOMPANHADO E AS RESTANTES ÁREAS CURRICULARES   Há que distinguir os programas de intervenção desenvolvidos na área de estudo acompanhado dos programas de apoio pedagógico acrescido que deverão ter um outro tipo de enquadramento institucional, já que se destinam a outros fins, são da responsabilidade de outros agentes educativos e possuem, até, um suporte legal específico [1] . A distinção entre ambos os tipos de intervenções parece-nos, inclusive, que deve ser assumida com toda a clareza, de forma a rentabilizar as possibilidades educativas de ambos os espaços de intervenção. Um aluno que manifeste dificuldades inequívocas de leitura, que obstaculizem, por exemplo, o seu desempenho interpretativo face a um texto, de pouco ou nada beneficiará num espaço vocacionado para promover o estudo acompanhado. [1] Decreto-Lei n.º 319/91 de 23 Agosto. A articulação entre a área de estudo acompanhado e as restantes áreas curriculares deve construir-se, então, de acordo com esta perspectiva, em função de uma relação de parceria cujos benefícios não se circunscrevem tanto á melhoria das classificações obtidas mas á qualidade, pertinência e qualidade das aprendizagens realizadas pelos alunos. É neste sentido que consideramos que qualquer espaço organizado para promover o estudo acompanhado não deve ser entendido com um espaço de compensação educativa, mas antes como um espaço de afirmação de práticas de intervenção educativa capazes de contribuir, a seu modo, para o desenvolvimento de um projecto de escolaridade básica congruente com pressupostos e os princípios da Lei de Bases do Sistema educativo e as exigências sociais e culturais que o justificam.
  • 28. Áreas Curriculares não disciplinares Proposta de um projecto de intervenção educativa na Área de Estudo Acompanhado EIXOS PEDAGÓGICOS ESTRUTURANTES      - A qualidade da participação dos alunos é um critério prioritário de avaliação das actividades na área do Estudo Acompanhado: interessa que ao aprender se aprenda a aprender. ·     - A intervenção docente define-se como um processo de participação guiada , o qual pode ser definido pelo conjunto das acções necessárias que os professores realizam, de forma a potenciar a actividade dos alunos no âmbito do processo de ensino-aprendizagem. CAMPOS DE INTERVEN Ç ÃO EDUCATIVA ·   Organização e funcionamento das salas de apoio ao estudo ·  Organização do ambiente de trabalho propício ao estudo   . A planificação das actividades de estudo . Abordagem e tratamento da informação escrita   ACTIVIDADES   O que esperamos fazer na área do Estudo acompanhado? Discussão das respostas a um questionário relativo às competências e hábitos de estudo de cada aluno. ·     Organizar um horário semanal das actividades dos alunos; ·   Analisar e reflectir sobre esse horário semanal; ·   Aprender a elaborar um plano individualizado de estudo; ·   O primeiro encontro com um texto: O que fazer? ·     Aprender a questionar um texto; Aprender a sublinhar um texto;
  • 29. Áreas Curriculares não disciplinares Proposta de um projecto de intervenção educativa na Área de Estudo Acompanhado EIXOS PEDAGÓGICOS ESTRUTURANTES       Explicita-se o protagonismo dos alunos em função da noção de aprendizagem significativa . Isto é, parte-se do pressuposto que para se aprender é necessário que os professores proponham actividades que permitam a cada aluno compreender os objectivos e o sentido das aprendizagens e estabelecer relações pertinentes entre os conteúdos e os seus conhecimentos prévios. - As actividades na área de Apoio ao Estudo constituem um pretexto para intervenções educativas de natureza mais ampla. CAMPOS DE INTERVEN Ç ÃO EDUCATIVA ·       ·   O apoio ao estudo na área da Matemática   O apoio á realização das tarefas escolares ACTIVIDADES ·   Os planos individualizados de estudo como instrumentos de organização do apoio ao estudo em Matemática; ·  A utilização de estratégias globais de resolução de problemas. A realização de trabalhos individuais e de grupo; A preparação, realização e auto-avaliação dos testes escritos.
  • 30. Áreas Curriculares não disciplinares Pode, assim, afirmar-se que, no âmbito da Área de Estudo Acompanhado, as opções metodológicas a encontrar deverão subordinar-se: (i) à articulação a manter entre essa área e os desafios escolares quotidianos que se colocam aos alunos nos restantes espaços curriculares; (ii) à capacidade e ao desenvolvimento das competências de decisão dos alunos; (iii) à possibilidade de estabelecimento de parcerias a partir da valorização da área em debate como um recurso pedagógico a partilhar; (iv) à importância do papel regulador a assumir pelo colectivo que o Conselho de Turma deverá constituir. O Conselho de Docentes poderá ser entendido, então, com uma instância reguladora fundamental quer ao nível da implementação quer ao nível do acompanhamento, reflexão e avaliação dos projectos de intervenção educativa que possam ter lugar no âmbito da Área de Estudo Acompanhado.
  • 31. Áreas Curriculares não disciplinares A Área de Formação Cívica é referida como um espaço onde se procura o desenvolvimento da educação para a cidadania. Embora a educação para a cidadania seja uma componente do currículo de natureza transversal, concretizando-se em todas as disciplinas do currículo, é um espaço privilegiado de diálogo e reflexão, “ visando o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, como recurso nomeadamente, ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade” . A Formação Cívica é um espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação para a cidadania, constituindo um espaço de diálogo e reflexão sobre experiências vividas e preocupações sentidas pelos alunos e sobre questões relativas à sua participação individual e colectiva na vida da turma, da escola e da comunidade. A actividade a desenvolver neste domínio incluirá sessões de informação e de debate que, entre outros, pode assumir o formato de assembleia de turma . Na primeira abordagem a esta área pretende-se promover a ideia que a escola deve ser em primeiro lugar um ambiente cívico. Exemplos: ·        O aluno tem que aperceber-se da existência de um regulamento e participar na sua construção ·        Valorização dos cargos exercidos pelos alunos e responsabilização pela sua função.
  • 32. Áreas Curriculares não disciplinares 1 – Formação cívica, porquê? A criação desta área curricular pretende combater aquilo que se considera ser um défice cívico por parte das crianças e jovens portugueses. A tradição para combater este défice cívico, tem sido a transmissão de regras de conduta social e de factos que apenas formam cidadãos passivos que, mesmo assimilando os conhecimentos necessários a um a participação activa, consciente e inteligente, não a exercem. Apesar de haver um défice de Conhecimento cívico relativamente ao sistema político e às instituições que constituem o suporte democrático, a educação para a cidadania deve ser muito mais do que pretender a memorização desses conhecimentos. 2 – Gestão Flexível do Currículo A Gestão Flexível do Currículo apoia-se em três eixos fundamentais: as competências gerais, definidas num perfil à saída da Educação Básica, as competências transversais a todas as áreas de aprendizagem e as competências essenciais de cada disciplina
  • 33. Áreas Curriculares não disciplinares A Formação Cívica contribui para o desenvolvimento de determinadas competências gerais, nomeadamente: “ Participar na vida cívica de forma crítica e responsável; Respeitar a diversidade cultural e religiosa, sexual; Contribuir para a protecção do meio ambiente, para o equilíbrio ecológico e para a preservação do património”. Como todo e qualquer professor que está implicado na tarefa de formação e socialização dos alunos e todas as áreas e disciplinas são propícias ao seu desenvolvimento, a Formação Cívica deve centrar a sua acção nas competências transversais definidas pelo Departamento da Educação Básica, principalmente no Relacionamento interpessoal e de grupo onde se pretende que o aluno conheça e actue de acordo com as normas, regras e critérios de actuação pertinente, de convivência, trabalho, de responsabilização e sentido ético das acção definidas pela comunidade escolar nos seus vários contextos, a começar pela sala de aula.
  • 34. A – Diversidade/Diferenciação/Multiculturalismo Educar para a Cidadania é…educar para a diferença. A criança ou jovem deve aceitar que há perspectivas diferentes das suas. Deve ser capaz de confrontar-se com as diferenças, reconhecê-las e respeitá-las. Isto não significa que nos devemos esconder atrás do relativismo e da subjectividade. B – Exclusão Social Educar para a Cidadania é…educar para a integração social plena. A iliteracia, a falta de conhecimentos acerca dos seus direitos e da forma de os reclamar, impedem o pleno exercício da cidadania, pondo em causa o próprio conceito de cidadão. C – Os Valores na Educação Educar para a Cidadania é …educar com /para os valores. Há valores universais como a Paz, a Justiça…Por vezes, são apenas os valores locais que movem as pessoas. D – Ecologia / Ambiente Educar para a Cidadania é …educar para a procura de um equilíbrio com aquilo que nos rodeia. Quando se procura, a nível mundial, um desenvolvimento sustentável, é importante construir um ambiente equilibrado na escola e em seu redor. 3 – Princípios da Formação Cívica Mais do que uma lista de conteúdos podem definir-se princípios universais, cinco dimensões que, de certa forma, delimitam a educação neste domínio
  • 35. E – Europa / o resto do Mundo Educar para a Cidadania é…educar para uma identidade transnacional. Ser cidadão português é também abrir-se para o mundo, sem perder de vista os símbolos, património e narrativas da nossa nação. 3 – Princípios da Formação Cívica Mais do que uma lista de conteúdos podem definir-se princípios universais, cinco dimensões que, de certa forma, delimitam a educação neste domínio 4 – Como pôr em prática? Estes temas constituem a base de um plano de acção para uma educação para a cidadania. Coloca-se então a questão de como explorar estes temas de forma a combater o défice cívico identificado. Para tal é necessário definir conteúdos e competências que caminhem interligados. Não é desejável que se separe a teoria da prática e, por isso, a melhor forma de se adquirem os conteúdos indispensáveis à formação de um cidadão cívico será criando oportunidades para que os alunos os possam exercitar e avaliar as consequências dessa forma de estar. O contexto em que devemos trabalhar deverá ser as realidades cívicas com as quais os alunos já são confrontados na vida quotidiana, tanto as realidades locais, nacionais, como as globais. Ao existir uma aproximação destas realidades aos alunos, estes poderão perceber o que é ser cidadão e identificar que tipo de sociedade querem para o futuro. É importante que o aluno contacte com diferentes modelos de comportamento cívico, respeitando-os, mas estimulando-o a tomar opções e escolhas de acordo com a sua identidade. A construção de um cidadão cívico faz-se gradualmente e naturalmente e o professor deve evitar a tentação de se antecipar ao aluno e tentar impor o seu modelo.
  • 36. IDENTIDADE CÍVICA Aquisição de conhecimento ·        Direitos e deveres da vida em comum ·        Funcionamento da democracia e das instituições democráticas   Adesão a valores ·        Decorrentes da filosofia dos direitos do Homem: Dignidade, respeito, liberdade, solidariedade, tolerância, compreensão…   Formação de competências operatórias ·        Resolver conflitos de forma não violenta ·        Argumentar e defender o respectivo ponto de vista ·        Interpretar argumentos alheios ·        Reconhecer e aceitar as diferenças ·        Fazer escolhas ·        Assumir responsabilidades ·        Estabelecer com os outros relações construtivas ·        Desenvolver o espírito crítico e a capacidade para relativizar verdades supostamente absolutas
  • 37. ORIENTAÇÕES PARA A PLANIFICAÇÃO DAS AULAS DE FORMAÇÃO CÍVICA   A) Conteúdos ·        Educação dos afectos ·        Segurança e circulação rodoviária ·        Cultura do património ·        Violência e a cultura da Paz ·        Direitos Humanos ·        Diversidade social ·        Ambiente ·        Desigualdades / fenómenos de exclusão e de descriminação ·        Problemas de pobreza ·        Problemas locais
  • 38. ORIENTAÇÕES PARA A PLANIFICAÇÃO DAS AULAS DE FORMAÇÃO CÍVICA   B) Exercício de construção de pensamento / competências ·        Questionar ·        Explicitar ·        Distinguir opinião de facto ·        Confrontar ·        Explicar ·        Mobilizar informação ·        Debater ·        Assumir posições ·        Argumentar   C) Situações de aprendizagem ·        Debate ·        Pesquisa ·        Trabalho de Projecto ·        Organização de eventos
  • 39. ORIENTAÇÕES PARA A PLANIFICAÇÃO DAS AULAS DE FORMAÇÃO CÍVICA   D) Técnicas de comunicação – discussão ·      Assembleia ·        Tomada de decisões ·        Painel   E) Organização espacial Disposição em círculo ou em U, sempre que possível – Permite aos intervenientes estarem frente a frente no decurso das actividades   F) Organização do trabalho Para esta área é muitas vezes necessário a formação de subgrupos ou pares. Deve-se evitar que esses grupos sejam os mesmos ao longo das sessões e por isso, há actividades que podem ajudar a sua formação. Sugestões para a formação de subgrupos ·        Dividi-los em função da 1ª letra do seu nome ·        Tirar ao acaso de dentro um recipiente um papelinho em que conste o grupo A, B, … ·        Solicitar ao grupo que enumere, por exemplo, 6 marcas de carros, flores, cores, animais, etc. sendo estas escritas nos papelinhos a colocar no recipiente e posteriormente retirados por cada participante.
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  • 45. Projecto Curricular de Turma/Grupo: AVALIAÇÃO apreciar e “ dar conta” “ dar–se conta” Sistema educativo Sala de aula