Trovadorismo

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Aula sobre as principais características do trovadorismo. Feudalismo, susserania, cantiga de amor, amigo, escárnio e mal dizer. Professor Pedro Agora.

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Trovadorismo

  1. 1. Professor Pedro Agora
  2. 2.  Trovadorismo e a era medieval
  3. 3.  Feudalismo  Feudo  Suserania  Vassalagem (revela a figura do vassalo)  O Trovador (o poeta, o compositor)
  4. 4.  “A organização social de Portugal durante o Trovadorismo está ligada diretamente às características do feudalismo” (Livro do aluno , PG 59- editora ática)  Estrutura Política do Feudalismo  Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra (FEUDO) ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.  Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).
  5. 5.  Vejamos uma figura que representa uma cerimônia de vassalagem na era medieval.
  6. 6.  Vassalagem e suserania formavam um sistema sócio- econômico da Idade Média entre um vassalo e seu suserano. Nesta relação de reciprocidade, o vassalo recebia terra, objetos materiais ou até mesmo um castelo de seu suserano. Em troca, o vassalo devia oferecer fidelidade absoluta e proteção ao seu suserano. Cerimônia da Homenagem  Havia uma cerimônia denominada "homenagem", que muitas vezes poderia acontecer dentro de uma igreja, para selar os laços entre vassalo e suserano. Na cerimônia, o vassalo se ajoelhava e colocava suas mãos entre as mãos do suserano (senhor), prometendo-lhe lealdade e fidelidade.
  7. 7.  O rei, geralmente, era o suserano com mais poder na Idade Média, sendo que seus vassalos eram, principalmente, senhores feudais e cavaleiros. Estes senhores feudais e cavaleiros também possuíam vassalos, formando, na Idade Média, extensos laços de vassalagem. Desta forma, num momento de guerra, milhares de guerreiros eram mobilizados.  Nas Cruzadas, por exemplo, os cristãos conseguiram mobilizar milhares de guerreiros, para combater os muçulmanos na Terra Santa, graças as inúmeras relações de vassalagem e suserania que existiam na Europa Medieval.
  8. 8.  Teocentrismo é a concepção, segundo a qual, Deus é o centro do universo. Que tudo foi criado por ele, por ele é dirigido, e não há outra razão além do desejo divino sobre a vontade humana.  Página 60 do livro do aluno...
  9. 9.  Vem da Provença (França), o poeta era chamado de troubadour, cuja forma correspondente em Português é trovador, da qual deriva trovadorismo, trovadoresco, trovadorescamente. No norte da França, o poeta recebia o apelativo trouvère, cujo radical é igual ao anterior: trouver (=achar): os poetas deviam ser capazes de compor, achar sua canção, cantiga ou cantar, e o poema, assim se denominava por implicar o canto e o acompanhamento musical.
  10. 10.  Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acompanhamento de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Estas cantigas eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros. São eles: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda” e “Cancioneiro da Vaticana”.
  11. 11.  Cantiga da Ribeirinha ou Cantiga de Guarvaia é o primeiro texto literário em língua galaico- portuguesa de que se tem registro. A cantiga foi composta provavelmente em 1198, por Paio Soares de Taveirós, e recebeu esse nome por ter sito dedicada à Dona Maria Pais Ribeiro, amante de Dom Sancho I, apelidada de Ribeirinha. Segue o modelo das cantigas de amor do Trovadorismo galego-português (possui o eu-lírico masculino), pois fala de um amor platônico por uma mulher nobre e inacessível.
  12. 12.  No mundo non me sei parelha, Mentre me for como me vai, Cá já moiro por vós, e - ai! Mia senhor branca e vermelha. Queredes que vos retraia Quando vos eu vi em saia! Mau dia me levantei, Que vos enton non vi fea! E, mia senhor, desd'aquel'di, ai! Me foi a mi mui mal, E vós, filha de don Paai Moniz, e bem vos semelha D'haver eu por vós guarvaia, Pois eu, mia senhor, d'alfaia Nunca de vós houve nem hei Valia d'ua correa.
  13. 13.  No mundo não conheço outro como eu, enquanto me acontecer como me acontece: porque já morro por vós, e ai!, minha senhora branca e vermelha, quereis que vos censure quando vos eu vi em saia? (em corpo bem feito) Mau dia me levantei que vos então não vi feia! E, minha senhora, desde então, passei muitos maus dias, ai! E vós, filha de D. Paio Moniz, parece-vos bem ter eu de vós uma garvaia? (manto) Pois eu, minha senhora, de presente nunca de vós tive nem tenho nem a mais pequenina coisa.
  14. 14. Lírico-amorosa x Satírica Iluminura de dois trovadores  Duas espécies principais apresentava a poesia trovadoresca: a lírico- amorosa e a satírica. A primeira divide-se em cantiga de amor e cantiga de amigo; a segunda em cantiga de escárnio e cantiga de maldizer. O idioma empregado era o galego- português, em virtude da então unidade linguística entre Portugal e a Galiza.
  15. 15.  Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição inferior (de vassalo) a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. As cantigas de amor reproduzem o sistema hierárquico na época do feudalismo, pois o trovador passa a ser o vassalo da amada (suserana) e espera receber um benefício em troca de seus “serviços” (as trovas, o amor dispensado, sofrimento pelo amor não correspondido).
  16. 16.  Constituem a variedade mais importante e original da nossa produção lírica da Idade Média.  Nela, o eu-lírico é uma mulher (mas o compositor e cantor era masculino), que canta o seu amor pelo “amigo” (por “amigo”, entende-se amado ou namorado pois na altura o termo “amigos” entre um homem e uma mulher compreendia um vínculo amoroso), muitas vezes em ambiente natural, e muitas vezes também em diálogo com a sua mãe ou as suas amigas.
  17. 17.  A figura feminina que as cantigas de amigo desenham é, pois, a da jovem que se inicia no universo do amor, por vezes lamentando a ausência do amado, por vezes cantando a sua alegria pelo próximo encontro. Muitas vezes tal cantiga também revelava a tristeza da mulher, pela ida de seu amado à guerra.  Página 63 do livro do aluno
  18. 18.  “Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo! ai Deus, e u é?(onde está ele?)  (…)  Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi há jurado! ai Deus, e u é?” 
  19. 19.  Nas cantigas de escárnio, o troavador faz uma sátira a alguma pessoa. Essa sátira era indireta, cheia de duplos sentidos. As cantigas de escárnio definem-se, pois, como sendo aquelas feitas pelos trovadores para dizer mal de alguém, por meio de ambiguidades, trocadilhos e jogos semânticos.
  20. 20.  Ao contrário da cantiga de escárnio, a cantiga de maldizer traz uma sátira direta e sem duplos sentidos. É comum a agressão verbal à pessoa satirizada, e muitas vezes, são utilizados até palavrões. O nome da pessoa satirizada pode ou não ser revelado.

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