MEDIAÇÃO E RESOLUÇÃO PACÍFICA DE CONFLITOS

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  • David Bohm, 1917-1992
    Físico quântico, professor, trabalhou com Albert Einstein e foi considerado por ele seu sucessor intelectual.
    Em colaboração com Karl Pribram, neurocientista de Stanford, estabeleceu a fundamentação para a teoria de que o cérebro funciona de forma similar a um holograma.
    Entrevistou o filósofo indiano Krishnamurti por 10 anos. De sua compreensão física e filosófica criou os Diálogos de Bohm, que estimulam a criação de "objetivos coletivos" e "espaço livre" como pré-requisitos para a superação da fragmentação na sociedade.
  • MEDIAÇÃO E RESOLUÇÃO PACÍFICA DE CONFLITOS

    1. 1. CONFERÊNCIA EDUCAÇÃO DO FUTURO – 2015: AMOR E INTELIGÊNCIA CRIATIVA MEDIAÇÃO E RESOLUÇÃO PACÍFICA DE CONFLITOS Cássio
    2. 2. A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS É um instrumento de facilitação do diálogo para a transformação das pessoas e pacificação dos conflitos; É interdisciplinar, O mediador é imparcial; As pessoas em conflito são as mais indicadas para solucionar suas questões, mas o momento conflituoso as impede; O mediador não sugere saídas, ele facilita a reflexão e o diálogo para que as pessoas mesmas cheguem a solução;
    3. 3. As Aspirações da Mediação de Conflitos Comunitários Resolução pacífica de conflitos como forma de compreensão e aceitação das diferenças e gestão dos conflitos que surgem nos relacionamentos interpessoais A Mediação em seus distintos estágios: educação, prevenção e tratamento para a mudança das relações sociais Jean François Six : “Da dialética podemos recorrer a ideia da centralidade do conflito como o lugar privilegiado da transformação e derivar dela a preocupação de ser capaz de conduzir de forma saudável nossos conflitos”. Mediação como um movimento cultural e os mediadores como agentes de mudança de cultura
    4. 4. Margaret Wheathey. Liderança e a Nova Ciência Conversando a gente se entende.
    5. 5. O diálogo é o primeiro passo em direção à convivência, visto que por meio da comunicação e da escuta, resgatamos, antes de tudo, nosso senso de vida comunitária. É aplicável a uma vasta gama de situações e sempre que há fragmentação, polarização, dogmatismos e extremismos que ameacem a coesão do grupo: nos relacionamentos interpessoais e ações comunitárias, na política e na diplomacia, e também no mundo das instituições.
    6. 6. "O mais importante que se tem a fazer é romper as barreiras entre as pessoas para que possamos atuar como uma única inteligência". (David Bohm)
    7. 7. Falar na primeira pessoa [Eu] Respeitar as diferenças e a diversidade Ouvir para aprender ou criar algo novo Suspender temporariamente os pressupostos, crenças e certezas Refletir sem julgar David Bohm GUIA DE DIÁLOGO
    8. 8. Conceitos de Mediação • Ponto de vista do observador muda completamente a análise do objeto. • A mediação da voz aos diferentes, respeita e valoriza as diferenças • Entende o conflito e seus participantes como um sistema complexo que se auto alimenta.
    9. 9. Conflitos na Família  A mediação familiar tem foco na proteção dos filhos contra a animosidade dos pais.  A teoria da mediação interdisciplinar recebe aportes da psicologia, do direito, da sociologia e de outras áreas do conhecimento humano, para abrir o canal de comunicação entre as pessoas, que são inspiradas a dialogarem sobre seus conflitos.  Utiliza-se de técnicas da Comunicação não violenta para compreender quais as emoções, as necessidade e os pedidos das pessoas envolvidas,  Utilizam-se técnicas sistêmicas de intervenção, provenientes das terapias familiares, escuta ativa, resignificação, resumos, contextualização entre outras, para que as pessoas sejam legitimadas a resolverem suas questões.
    10. 10. Conflitos na Escola  A mediação escolar trabalha transversalmente nas relações interpessoais dentro do ambiente escolar, tem foco nos conflitos escolares entre alunos, professores, diretores e pais.  O intuito principal se baseia em fortalecer a cultura do diálogo como forma de resolver os conflitos e tem a possibilidade de preparar os alunos na Educação para o Conflito. Como reagir desde cedo diante de um conflito?  O mediador mirim  Utiliza de meios para se atingir o consenso nos conflitos onde existam interesses divergentes, valorizando a cooperação em detrimento da competição.
    11. 11. Conflitos na Comunidade COMUNIDADE: Um tipo de associação entre indivíduos, espontânea em que diversas razões que podem ser, territoriais, culturais, sociais, de temporalidade da relação ou de objetivos comuns, estabelecem uma relação de dependência recíproca entre seus membros. CONFLITOS COMUNITÁRIOS: Conflitos relativos a um determinado agrupamento humano caracterizado pela qualidade e intensidade dos vínculos interpessoais nas relações marcadas pela interdependência recíproca de quem participa delas. Estes conflitos podem se desenvolver tanto em seu interior quanto no exterior desta comunidade.
    12. 12. As relações comunitárias podem ser: •Relações de vizinhança; •Relações em âmbito institucional; •Relações no interior das organizações civis; •Relações familiares; •Relações urbanas. Fatores que podem constituir uma relação conflitiva: •Fatores pessoais; •Fatores situacionais; •Fatores culturais
    13. 13. Fatores Pessoais questões de ordem ideológica pessoal e psicológica • Auto percepção; • Pautas de percepção alheia ou do outro; • Atitudes básicas do indivíduo; • Pautas habituais de comportamento; • Habilidades sociais; • Emocionalidade; • Valores.
    14. 14. Fatores situacionais: Aspectos de uma situação circunstancial ou permanente • Condição sócio-econômica; • Situação de trabalho; • Questões de gênero; • Integração ou articulação social; • Temas familiares; • Poder ou prestígio; • Idade.
    15. 15. Fatores Culturais Universos de sentidos e significações •Crenças; •Identidades; •Pautas comunicacionais; •Pautas de interação social.
    16. 16. Conflitos Públicos Conflitos que de um lado tem a presença do estado e suas instituições públicas e de outro a sociedade. Características: •Deficiências da administração pública; •Governos ineficientes e de má gestão; •Situação de abandono social; •Problemas políticos econômicos e sociais
    17. 17. Conflitos Interculturais • A diversidade cultural • Diferenças de identidade; • A religião; • O idioma; • A desigualdade social; • Diferenças ideológicas; • As minorias; • Os preconceitos; • A sexualidade
    18. 18. • Principais Modelos de Mediação aplicados: • O Modelo Tradicional baseado na escola de Negociação de Harvard; • O Modelo transformativo de Bush e Folger; • O Modelo Circular Narrativo • A proposta de John Paul Lederach SP 2012 Intervenções
    19. 19. Modelo pensado como método para a negociação colaborativa assistida por um terceiro. A comunicação é entendida em sentido linear. Objetivo: Estabelecer um acordo entre os participantes baseado em seus interesses. Premissas: • Evitar que os participantes retroajam ao passado; • Estabelecer um olhar para o futuro; • Desativar as emoções negativas dos participantes; • Separar os problemas das pessoas; • Valorizar os pontos de acordo • Do caos à ordem • Concentrar atenção nos interesses não nas posições Modelo Tradicional Linear de Harvard
    20. 20. O Modelo Transformativo Comunitário de Bush e Folger Modelo centrado no favorecimento das transformações pessoais e sociais dentro do conflito. Objetivos: Transformar as relações humanas e sociais Premissas: • Microfoco nas abordagens dos participantes • Favorecimento da reflexão para a tomada de decisões • ampliar as perspectivas com intuito de transformar • utilização da valorização (capacidade de agir) e do reconhecimento (protagonismo)
    21. 21. O Modelo Circular Narrativo de Sara Cobb Modelo centrado nas narrativas trazidas pelas partes. Considera a causalidade e a comunicação como processos de dinâmica circular que se retroalimentam. Utiliza a narrativa das partes como base analítica e propositiva. Objetivo: Permitir a comunicação e a interação das partes visando a superação do conflito Premissas: • Conhecer os significados dados as atitudes dos outros e o contexto onde se desenvolvem • Necessidade das pessoas transformarem a história conflitiva em um processo que facilite a superação • Nossos relatos e o de outros refletem aspectos de nossa Identidade.
    22. 22. A proposta comunitária de John Paul Lederach Basea-se na transformação de conflitos comunitários construção da paz e conciliação Objetivo: Fortalecimento de lideranças comunitárias, espaços de diálogo entre os diversos atores, o uso das redes sociais e da mediação para atingir pacificação social Premissas: • Conhecimento da polarizações; • utilização de espaços de articulação estratégia e construtiva • Processos de mudanças não-violenta
    23. 23. Abordagem dos Conflitos no Cenário Social Urbano • Ação Coletiva. Atores Coletivos. Minoria Ativa: Grupo capaz de atuar estratégicamente de forma coletiva, com fim de transformar uma situação objetiva; • Acontecimento: Algo que se sucede que provoca a ruptura da ordem constituída sendo necessário analisá-lo e compreendê-lo de forma a poder trabalhar nas tranformações produzidas : Antes, Durante, Depois • Liderança Social: Líderes naturais ou auto- impostos
    24. 24. Abordagem dos Conflitos no Cenário Social Urbano • Fortalecimento Comunitário: processo mediante o qual os membros de uma comunidade desenvolvem conjuntamente capacidades e recursos para controlar sua situação de vida, atuando de maneira comprometida, consciente e crítica para obter a transformação de seu entorno segundo suas necessidades e aspirações, transformando a si mesmos. 1. Prevenção 2. Representações Sociais 3. Redes Sociais
    25. 25. Referências Bibliográficas • Conversando a gente se entende – Margareth Wheathey • Diálogo – David Bohn • Dinâmica da Mediação – Jean François Six; • Mediación Conducción de Disputas, Comunicacción y Técnicas – Marinés Suares; • La Promesa de Mediación – Robert Busch e Joseph Folger; • Disciplinas Restaurativas para Escolas – Juddy Mullet e Lorraine Amstutz; • Construção de Consenso – Kay Pranis; • Transformação de Conflitos – John Paul Lederach

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