Absolutismo e mercantilismo tmp

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Absolutismo e mercantilismo tmp

  1. 1. COLÉGIO MILITAR DE CAMPO GRANDE DISCIPLINA DE HISTÓRIA 1º ANO DO ENSINO MÉDIO O ABSOLUTISMO OU ANTIGO REGIMEINTRODUÇÃO: a medida que os territórios eram unificados e subordinados à autoridade dos reis,estes assumiam o papel anteriormente exercido pelos nobreza feudal na formulação de leis,cobrança de tributos e nas funções militares.Mas ao contrário do que se possa imaginar, a nobreza manteve sua condição de grupo privilegiadopor meio da concessão de favores por parte do rei, como privilégios fiscais, um conjunto de leis quevaliam apenas para esse grupo, o acesso exclusivo aos altos cargos administrativos do governo e aospostos elevados do exército.A contradição é que quem possibilitava a existência dessa estrutura de funcionamento do EstadoAbsolutista era justamente quem não tinha qualquer poder político, ou seja, a burguesia e ascamadas mais pobres por meio do pagamento de pesados impostos. A exigência dessas camadas poruma participação politica mais efetiva se tornaria o grande foco de tensão dentro do EstadoAbsolutista.CONCEITO DE ESTADO ABSOLUTISTA: Era caracterizado pela concentração total do poderpolítico nas mãos dos reis e pela legitimação divina desse poder. Prevaleceu nos países da Europa,na época do Antigo Regime (séculos XVI ao XVIII )TEORIAS E TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO: À medida que os reis adquiriam poder de fato eimpunham sua autoridade em toda a extensão de seus reinos, foram surgindo vários pensadorespolíticos preocupados em explicar e justificar o absolutismo monárquico.Jean Bodim ( 1530- 1596): (Seis Livros da República) justifica o absolutismo ao afirmar que ossoberanos foram estabelecidos por Deus, para governar os outros homens. "Quem despreza seusoberano despreza a Deus, de quem ele é a imagem na terra". Dizia também que o rei não podeestar sujeito as ordens de outros, portanto pode dar ordens aos seus súditos assim como eliminá-los.Sua obra foi A República, este defendia a ideia da soberania não-partilhada, ou seja, o rei podegovernar sem a interferência, ou restrição de alguém, pois ele teria o poder de legislar sem apermissão de outros. (teoria do direito divino dos reis)Cardeal Bossuet (1627-1704):(A Política Inspirada da Sagrada Escritura) Segundo ele "Deusestabeleceu os reis como seus ministros e através deles reina sobre os povos e o trono real não é otrono de um homem mas o trono de Deus e atentar contra ele é sacrilégio, pois o rei vê mais longe emelhor. O rei recebia o poder diretamente de Deus e somente a ele devia prestar contas de seus atose governar de acordo com os costumes do seu país.Bossuet defendeu fortemente a teoria do direito divino dos reis. Cuidou da educação do filho do reifrancês Luiz XIV. Suas obras foram Memórias para educação do Delfim e Política. Para Bossuet aautoridade real é sagrada. O rei age como ministro de Deus na terra, logo uma rebelião contra o reiseria o mesmo que rebelasse contra Deus. Sua influência foi forte na dinastia francesa dos Bourbon.(teoria do direito divino dos reis)
  2. 2. Hugo Grotius (1530-1596): (Do Direito de Paz e da Guerra) Também foi um importante defensordo absolutismo, pois entendia que o rei só poderia conseguir manter a ordem dentro de um estado sea sua autoridade fosse ilimitada. Era advogado e pensador holandês e é considerado o principalfundador do direito internacional. Maquiavel: (1469-1527)foi membro do governo dos Médices, de Florença. Em suas obras eleexpressa sua indignação por ver a Itália devastada pela divisão em repúblicas rivais. A solução seriaa união nacional por um interesse comum.No século XVI, publicou o texto O Príncipe, dedicado ao príncipe Lourenço de Médicis. Nestaobra ele comenta sobre as artes de conquistar e manter o poder. Foi publicado em 1513. algumas desuas recomendações eram que para governar é preciso a astúcia, sutileza e um bom exército. Porcitar Moisés , um personagem bíblico, ele insinuou a ligação de Deus com a posição dos reis. Comse os reis fossem representantes de Deus aqui na terra. Para Maquiavel, a necessidade de ter umestado forte justifica qualquer atitude. No seu livro “O Príncipe” ensina como os governantespodem conquistar e conservar o poder, é dele a ideia de que “Os Fins Justificam os meios.” “Opríncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir taisqualidades. (...) Um príncipe não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homensconsiderados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, ahumanidade, a religião (...). O príncipe não deve se desviar do bem, se possível, mas deve estar pronto afazer o mal, se necessário.”(divergência entre o poder temporal e divino)Thomas Hobbes(1588-1619): este foi o teórico que melhor definiu a ideologia absolutista. Suaobra foi o livro Leviatã, onde mostra sua ideia de um estado poderoso e dominante. Este énecessário para manter a ordem do governo, sem ela os homens viveriam em constantes guerras.Como se o monarca fosse o protetor da lei e da ordem.Para Hobbes, o estado absoluto surgiu em função do avanço da sociedade. No inicio era o Estadode Natureza onde predomina a luta de todos contra todos. Seria o período anterior a sociedade organizadae disciplinada na fase da pré-história. Uma sociedade em que os indivíduos faziam valer a lei do mais forte.A harmonia só veio a partir do momento que foi criado o Estado e a lei que passou a regularizar a sociedade.Para Hobbes o soberano a frente do Estado foi capaz de pacificar o que o justifica como essencial. Nestenovo estado há uma espécie de contrato ou acordo, onde cada cidadão concederia seus direitos àum soberano.Para Hobbes, a autoridade do estado tem de ser absoluta para proteger os cidadãos da violência e docaos. O soberano pode governar com autoridade, pois esta foi concedida pelo povo. (O Leviatâ)Procurava justificar o Absolutismo fugindo do terreno da religião e recorrendo à lógica. Dizia queo homem por ser movido pelo egoísmo tende a conflitar-se com seus semelhantes e por isso énecessária a existência de um soberano a quem o povo deve se submeter, abrindo mão da próprialiberdade. Foram, portanto os próprios homens que delegaram poderes totais aos soberanos com aintenção de conseguir a paz. (teoria do contrato social)BASES SOCIAIS DO ABSOLUTISMO.A sociedade ainda estava dividida em três classes sociais e o critério utilizado era o nascimento e atradição só que agora dividido em ordens.• Primeira ordem: clero• Segunda ordem: nobres• Terceira ordem: burguesia e as camadas populares. Muitos burgueses puderam ascender para a condição de nobres.ECONOMIA: período de transição do Feudalismo ao Capitalismo, quando a burguesia acumuloucapitais e criou condições para o desenvolvimento do capitalismo.
  3. 3. POLITICA: O rei representava a nobreza mas esta, abriu mão do poder feudal em favor do rei porsaber que este poderia dominar as classes populares. O rei também representava os interesses daburguesia, já que dela precisava para controlar os nobres que não aceitavam perder o poder.A burguesia interessava o apoio ao desenvolvimento do comércio, das manufaturas e a exploraçãodas colônias. O ABSOLUTISMO NA FRANÇAA centralização política da França vem desde a guerra dos Cem Anos ( 1337-1453). O absolutismofrancês teve seu auge na dinastia dos Bourbons.Durante o século XVI, ainda na dinastia Valois, havia conflitos internos, tanto políticos comoreligiosos, pois os burgueses, que eram a fonte do governo, adotaram o calvinismo como religiãoenquanto o estado tinha forte influência católica.No governo de Carlos IX (1560-1574) a luta de católicos e Huguenotes ( calvinistas franceses) foiforte. Os católicos tinham o apoio real. Os huguenotes sob o comando da família Bourbonscolocaram em confronto a nobreza católica e os burgueses mercantilistas calvinistas. O auge dessaluta foi em 24 de agosto de 1572, A Noite de São Bartolomeu,(decretada pela mãe do rei, Catarinade Medices) onde houve o massacre de mais de 30 mil huguenotes, incluindo mulheres e crianças.Isto provocou instabilidade política e colocou o trono francês em risco. Por isso Henrique III, filhode Catarina de Médici, aliou-se a Henrique Bourbon, líder dos Huguenotes e o fez seu herdeiropolítico. Nesse tempo o católico Henrique Guise disputou a liderança com Henrique III, essasdisputas ficaram conhecidas como a Guerra dos três Henriques. O final foi: Henrique de Guisemorreu, Henrique Bourbon saiu vitorioso e tornou-se herdeiro de Henrique III.DINASTIA BOURBONCom a morte de Henrique III em 1589, Henrique Bourbon assumiu poder com o nome de HenriqueIV. Mas este por ser protestante enfrentou forte oposição. Os conflitos armados foram tantos, queHenrique viu-se obrigado a fugir de Paris. Para poder ser de fato rei dos franceses, Henriqueabandona o protestantismo e assim é coroado rei. Este novo rei fortaleceu o absolutismo, porimplantar uma política econômica mercantilista. Assinou em 1598 o Edito de Nantes, que concedialiberdade de religião aos protestantes. Com isso o rei refez a aliança com os burgueses.O sucessor de Henrique IV foi Luiz XIII (1610-1643). Em seu reinado destaca-se a figura de seuprimeiro ministro o Cardeal Richelieu ( 1624- 1642), que ampliou os poderes absolutos do rei elançou a França na disputa pelo comércio internacional e a posse de colônias. Também cassou osdireitos dos que eram opositores do rei. Abriu caminho para os burgueses terem acesso a cargos naadministração pública, mesmo sob a proteção de edito de Nantes, ele perseguiu protestantes.Richelieu levou a França intervir na Guerra dos trinta anos. Pois neste conflito visava a disputa àhegemonia política europeia.O apogeu do absolutismo francês foi com o rei Luiz XIV (1643-1715), chamado também de “Reisol”,devido suas grandes realizações. Por ter assumido o trono ainda jovem, teve como ministrooutro cardeal, Mazarino. Este aplicou uma política centralizadora, eliminou as frondas,ou seja, asassociações de nobres e burgueses, que eram contra o absolutismo e os tributos impostos ao povospara repor os prejuízos aos cofres reais por causa do apoio à guerra dos trinta anos.Após a morte do Cardeal, o ministério das finanças foi para Jean Baptiste Colbert, que fez a basepara o mercantilismo francês. Este promoveu o desenvolvimento da manufatura, navegação e dasconquistas territoriais na Ásia e América.Na época de Luís XIV, foi um período de cultura na França e berço de pensadores e artistas.Infelizmente em 1685, Luiz XIV reformulou sua política religiosa e revogou o Edito de Nantes.
  4. 4. Esta atitude fez com que muitos huguenotes, boa parte burgueses, fugissem da perseguição religiosa.Isto arruinou a economia mercantil e abriu caminho para as críticas ao regime absolutista.O poder francês na Europa começou a cair nos reinados de Luiz XV e Luiz XVI. Porque a cortefazia gastos excessivos, os impostos eram muitos sobre os burgueses e a população, além dasderrotas militares.A França entrou em duas guerras: A primeira foi a Guerra dos Sete anos(1756-1763), onde a Françaenfrentou a Inglaterra disputando o mercado europeu e áreas para colônias. Mas perdeu doisterritórios , o Canadá e a Índia.A segunda foi a guerra de independência dos Estados Unidos (1776-1781), o apoio nesta guerra,causou dificuldades econômicas a França. Com todos esses fatores, foram surgindo motivos econdições para a Revolução Francesa de 1789 que daria fim ao Regime francês. O ABSOLUTISMO NA INGLATERRATeve início com o rei Henrique VII (1485-1509), fundador da dinastia dos Tudor, que assumiu otrono ao final da guerra das Duas Rosas. Seus sucessores ampliaram os poderes da monarquia ediminuíram os poderes do parlamento inglês.Henrique VIII: impôs-se à nobreza enfraquecida com a Guerra das Duas Rosa, unificando o país econtrariando o papado ao fundar a Igreja Anglicana , um ramo do protestantismo. Esse conflito foi opretexto para que o rei confiscasse os bens da igreja que foram distribuídos ou vendidos aosmembros da nobreza. A medida centralizou ainda mais o poder nas mãos de Henrique, que passou aser também chefe da Igreja Anglicana, estimulando o desenvolvimento comercial.No reinado da rainha Elisabete I(1558-1603), o absolutismo monárquico inglês fortaleceu-se aindamais, pois a rainha apoiou-se na burguesia protestante e enfrentou a nobreza católica. Não hesitouem decapitar sua prima Maria Stuart, rainha da Escócia que era apoiada pelo Papa e por Filipe II daEspanha. Também destruiu a Invencível Armada, uma frota enviada pelos espanhóis para esmagar aInglaterra.Foi no reinado de Elisabete que começou a expansão colonial inglesa, com a colonização daAmérica do Norte e o apoio aos atos de pirataria contra navios espanhóis. O resultado foi o notáveldesenvolvimento econômico do país, cresceram a indústria da lã e a exploração das minas de carvão,o comércio internacional progrediu, estimulando a construção naval. O avanço da piratarialegitimada pelo estado(os corsários) sobre os espanhóis e portugueses trouxe enorme lucro.Começava uma nova fase na distribuição do poder entre as nações europeias.Com a morte de Elisabete (1603), chegou ao fim a dinastia dos Tudor. A rainha não deixoudescendentes. Por isso, o trono inglês foi para seu primo Jaime, rei da Escócia, que se tornousoberano dos dois países com o título de Jaitar juridicamente o absolutismo na Inglaterra.me I.Iniciou-se, então (1603-1625), a dinastia dos Stuart, que procurou implan MERCANTILISMO1. Introdução: Para seu fortalecimento, o Estado absolutista precisava dispor de um grande volumede recursos financeiros necessários à manutenção de um exército permanente e de uma marinhapoderosa, ao pagamento dos funcionários reais e à manutenção do aparelho administrativo e aindaao custeio dos gastos suntuosos da corte e das despesas das guerras no exterior.A obtenção desses recursos financeiros exigiu do Estado absolutista uma nova política econômica,conhecida como mercantilismo. Se na Idade Média, no auge do feudalismo, a riqueza básica era aterra, na Idade Moderna, no apogeu do absolutismo, os metais preciosos (ouro e prata) passaram aser a nova forma de riqueza.2. Conceito: O termo Mercantilismo é aplicado às doutrinas e práticas econômicas que vigoraram
  5. 5. na Europa de meados do século XV a meados do século XVIII.3. Objetivos: Fortalecimento do Estado e Enriquecimento da burguesia mercantil.4. Características do mercantilismo:• Metalismo: O ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa,portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, quetrazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados eraincentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a Espanha explorou toneladas deouro das sociedades indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.• Industrialização: o governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios.Como o produto industrializado era mais caro do que matérias-primas ou gêneros agrícolas,exportar manufaturados era certeza de bons lucros.• Protecionismo Alfandegário: Os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo aentrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e tambémevitar a saída de moedas para outros países.• Pacto Colonial: As colônias europeias deveriam fazer comércio apenas com suasmetrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos nãoencontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar noBrasil Colonial.◦ Balança Comercial Favorável: O esforço era para exportarmais do que importar, desta forma entraria mais moedas do quesairia, deixando o país em boa situação financeira.• Intervencionismo estatal: para que as ideias Mercantilista se concretizassem o Estadodeveria intervir significativamente na economia, empregando diversos meios, como a fixação detarifas alfandegárias, estímulos às empresas manufatureiras a ao industrialismo, controle sobrepreços e sobre a quantidade de mercadorias comercializadas, etc.5. Tipos de Mercantilismo: Ao ser colocado em prática por diferentes países europeus, oMercantilismo foi adquirindo características específicas.• Mercantilismo comercial ou Comercialismo: expandir o comércio.• Mercantilismo de plantagem: estímulo a monocultura agricultura para atender mercadoexterno.• Mercantilismo metalista ou Bulionismo: acúmulo de metais preciosos.• Mercantilismo industrial ou Colbertismo:visava produzir manufaturas para o mercado.• Mercantilismo Cameralista:6. Mercantilismo adotado pelos principais países da época:• Mercantilismo na Espanha: Bulionismo ou Metalismo: acúmulo de ouro e prata, nãohouve preocupação em desenvolverem indústrias em condições de fornecer produtos para omercado europeu. Acumulando ouro e prata , importavam de outros países por altos preços. A longoprazo essa política revelou-se desastrosa, pois desestimulou a agricultura e a indústria.• Mercantilismo na França: Industrialismo ou Colbertismo: Colbert, ministro das finanças
  6. 6. de Luís XIV, vai tomar uma série de medidas para impedir as importações e dar um grande impulsoa indústria. Queria que a França fosse autossuficiente e por isso pretendia acelerar odesenvolvimento industrial para equilibrar a balança comercial. Este incentivo de Colbert foirealizado através de premiações a produção, menos taxas e menos impostos. Promoveu odesenvolvimento de mercadorias de luxo para atender a Espanha e procurou expandir suascompanhias de comércio. (industrial)• Mercantilismo na Inglaterra: Mercantilismo Comercial, tendo como principal objetivoinicialmente o desenvolvimento do comércio, comprando barato e vendendo caro, ganhando nofrete, controlando o transporte marítimo dos produtos que saíam da Inglaterra ou lá entravam poiscontavam com uma poderosa marinha e formando companhias de comércio, como a das Cia dasÍndias Orientais, estimulando a prática da pilhagem, acabaram dominando o comércio internacional.Posteriormente, desenvolveram a indústria têxtil.(comercial )• Mercantilismo na Holanda: desenvolveram um eficiente Mercantilismo comercial eindustrial. Ampliaram a industria naval e criaram poderosas companhias de comércio , com asquais passaram a controlar grande parte do tráfico marítimo internacional no século XVI. Ascompanhias garantiam o domínio de mercados orientais de especiarias apoiados pelo Estado(com oqual se fundiam) e pelo Banco de Amsterdã. A Companhia das Índias Ocidentais chegou apromover a ocupação de territórios ocupadas por outros países.• Mercantilismo no Sacro Império: Mercantilismo Cameralista: faltou um Estado unificadopara conduzir uma política econômica mais agressiva e por isso as ligas das cidades mercantis daregião se organizaram para proteger seu comércio marítimo ou seja, caracterizou-se pela união doscapitalistas que desenvolveram atividades ligadas ao comércio marítimo e às finanças das Câmarasde Comércio.• Mercantilismo em Portugal: demostrou maior flexibilidade na aplicação do Mercantilismo,passando por aplicar vários tipos. (plantagem, metalista e comercial)7. Consequências do Mercantilismo.• A acumulação primitiva de capital que favoreceu o desenvolvimento do capitalismo.• Concentração de riqueza no Continente europeu.• Submissão das regiões coloniais à metrópole.• Desenvolvimento da escravidão.• Pioneirismo industrial inglês. SISTEMA COLONIALA implantação do Sistema colonial foi uma das principais consequências do Mercantilismo emarcou a conquista e a colonização de toda a América Latina, regiões da Ásia e da África.Problema: concorrência entre países. Seguindo os princípios Mercantilista diversos paísespassaram a acumular metais preciosos e proteger seus produtos e obter uma balança comercialfavorável. Surgiu, com isso, um choque de interesses econômicos, passando a disputar mercadospara vender seus produtos.Solução: dominação colonial. O ideal seria que cada país dominasse áreas determinadas, ondepudessem obter vantagens econômicas exclusivas, ou seja, as colônias. Nelas poderiam controlar ocomércio, impondo preços s produtos, alcançando o máximo de lucro possível.
  7. 7. Conceitos importantes:Metrópole: país dominador da colônia.Colônia: região dominada pela metrópole.Pacto colonial: o domínio político-econômico da metrópole sobre a colônia.• Regra básica do pacto colonial: a produção da colônia deveria restringir-se estritamente aoque a metrópole não tinha condições de produzir, ou seja, a colônia não poderia concorrer com ametrópole. Sua função era servir ao enriquecimento da metrópole.Características básicas do sistema colonial: o colonialismo, enquanto sistema de dominação,funcionou com as seguintes características:Produção complementar: a economia da colônia era organizada em função dos interesses dametrópole.Monopólio comercial: só a metrópole poderia realizar o comércio com a colônia.Tipos de colônias implantadas: a colonização não foi igual em todas as partes, adotando práticasmercantilista de acordo com o clima e relevo.Colônia de exploração: com produção agrícola baseada em latifúndios, com produção voltada parao mercado externo, ênfase na utilização do trabalho escravo e com um pacto colonial rígido.Colônia de povoamento: pequenas propriedades, desenvolvimento de uma produção manufatureiravoltada para o mercado interno, utilização do trabalho livre, com laços coloniais mais brandos.

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