Princípios e estratégias para práticas educativas

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Slides de apoio para a discussão sobre "Princípios e estratégias para práticas educativas", realizado em fevereiro/2012, por Edneida Cavalcanti, na Secretaria de Educação de Santa Cruz do Capibaribe/PE, para os professores e coordenadores da rede de ensino das escolas da região.

Este curso faz parte dos seminários do Programa Capivara - Educação Socioambiental na bacia do Capibaribe:
www.programacapivara.org
www.facebook.com/programacapivara

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Princípios e estratégias para práticas educativas

  1. 1. Ver VendoOtto Lara Rezende “De tanto ver, a gente banaliza o olhar – vê... não vendo. Experimente ver, pela primeira vez, o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é: o que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. (...) O hábito suja os olhos e baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver: gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que o adulto não. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que raramente vê o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. ...É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.”
  2. 2. Complexidade dos problemas socioambientais
  3. 3. E as consequênciaspara os recursoshídricos?!
  4. 4. Crise (socio)ambiental Traduz o caráter problemático da relação sociedade-meio ambiente; Revela as contradições resultantes das interações internas ao sistema social e deste com o meio ambiente. Situações marcadas por conflitos, esgotamento, limites. Expressa o retrato de uma crise pluridimensional ◦ Exaustão de um determinado modelo de sociedade Precisa que haja mudanças de paradigmas
  5. 5. Crise socioambientalCrise de paradigmas Mas o que é um paradigma? Como posso interpretar a frase abaixo? Vendo lagoas e florestas Edneida Cavalcanti & Fábio Pedrosa
  6. 6. Pragmatismo Capitalista Vendo lagoas e florestas Lirismo Ecologista Vendo lagoas e florestas Soffiati, 1993
  7. 7. InformaçãoConhecimentoSabedoriaEducação Construindo conceitosEducação ambiental
  8. 8. Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não. Informação é o resultado do processamento, manipulação e organização de dados. Conhecimento é o ato ou efeito de abstrair idéia ou noção de alguma coisa. Sabedoria seria a capacidade humana de identificar seus erros e os da sociedade e corrigi-los. Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.Fonte: Wikipédia
  9. 9. Porque educação (socio)ambiental “A adjetivação ‘ambiental’ se justifica tão somente à medida que serve para destacar dimensões ‘esquecidas’ historicamente pelo fazer educativo, no que se refere ao entendimento da vida e da natureza, e para revelar ou denunciar as dicotomias da modernidade capitalista e do paradigma analítico-linear, não- dialético” (Loureiro, 2004: 66).
  10. 10. “Falar que a educação pode gerar a mudança viradiscurso vazio de sentido prático se fordesarticulado da compreensão das condições quedão forma ao processo educativo nas sociedadescapitalistas contemporâneas” (Loureiro, 2004: 77).
  11. 11. Trajetória da EA História Definição Arcabouço legal (PCNs, Temas Transversais, PNEA, ProNEA) Objetivos e princípios Diferentes correntes Conservacionista, comportamentalista Crítica, social, emancipatória
  12. 12. A importância da problematização Consequências Problema Socioambiental Causas
  13. 13. Princípios da educação socioambiental A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar; A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico;
  14. 14. A educação ambiental valoriza as diferentesformas de conhecimento. Este é diversificado,acumulado e produzido socialmente, não devendo serpatenteado ou monopolizado.
  15. 15. Como abordar a temática socioambiental? A compreensão das questões ambientais vista de forma transversal exige a formação de uma “consciência ambiental” e a preparação para o desenvolvimento da cidadania. Para que isto ocorra é imprescindível lançar mão de três importantes recursos do processo educativo: Informação + Conhecimento + Vivência participativa
  16. 16. Edneida CavalcantiNão é qualquer educação (ambiental)que vai nos levar a auto-gestão Pedagogia transmissora Sociedades imitativas Paternalismo Conteúdos
  17. 17. Edneida CavalcantiPedagogia problematizadora Propõe o desenvolvimento: •da inteligência •da capacidade de observação da realidade • da auto estima E cria: Teorização * O protagonismo responsável Pontos chaves Hipóteses de solução Análise da realidade Aplicação à realidade O ESQUEMA DO ARCO
  18. 18. Realização Apoio ane oãça cossA oãça cossA oãçaiiiicossA oãça cossA od saugÁ od saugÁ od saugÁ od saugÁ etsedroN - Etapas para o projeto - Sistematização de experiências Edneida Cavalcanti
  19. 19. O QUE É UM PROJETO?Situação A Situação B COMO CHEGAR? COMO CONSTRUÍ-LO?
  20. 20. Um projeto surge em resposta a uma situaçãoconcreta. Elaborar um projeto é, antes de maisnada, contribuir para transformar IDÉIAS emAÇÕES.
  21. 21. Qual o tema? Água Bacia do CapibaribeQue situação, caso, problema,conflito? EscopoPara quem? PúblicoO quê? Objetivo (geral e específicos)Como? Metodologia e atividadesO que será concretizado? ProdutoCom quem? Equipe e parceirosQuando? Cronograma de AtividadesQuanto custará? OrçamentoComo saber se e por que esta Avaliaçãoou não dando certo?Como garantir a memória e Sistematizaçãoas lições do processo?
  22. 22. Sistematização
  23. 23. Sistematização de experiênciasPermite a reflexão sobre a prática “A sistematização é aquela interpretação crítica de uma ou várias experiências que, a partir de seu ordenamento e reconstrução, descobre ou explicita a lógica do processo vivido, os fatores que intervieram no dito processo, como se relacionaram entre si e porque o fizeram desse modo”. (JARA, 2006) Dimensão mobilizadora, criativa e educativa.
  24. 24. A sistematização se faz para: Favorecer o intercâmbio de experiências; Para que a equipe tenha melhor compreensão de seu trabalho; Adquirir conhecimentos teóricos a partir da prática; Para melhorar a prática. Dificuldades Parece uma tarefa complexa Não se conta com definições claras Na prática não é dada prioridade a sistematização
  25. 25. Cinco passos propostosFonte: Jaras, 2006

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