Jornal Paroquial - nº 03 / Abril de 2011                                                     	       Páscoa (do hebraico P...
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  1. 1. Jornal Paroquial - nº 03 / Abril de 2011 Páscoa (do hebraico Pessach) significa passagem. É uma grande festa cristã para nós, é a maior e a mais importante festa. Reunimo- nos como povo de Deus para celebrarmos a Ressurreição de Jesus Cristo, Sua vitória sobre a morte e Sua passagem transformadora em nossa vida. O Tempo Pascal compreende cinquenta dias a partir do domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes, vividos e celebrados com grande júbilo, como se fosse um só e único dia festivo, como um grande domingo. A Páscoa é o centro do Ano Litúrgico e de toda a vida da Igreja. Celebrá-la é celebrar a obra da redenção humana e da glorificação de Deus que Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a morte; e ressuscitando, renovou a nossa vida. Foi com a intenção de celebrar a Páscoa de Cristo que, desde os primórdios do Cristianismo, os cristãos foram organizando esta bela festa. Mas a partir de muitaspropagandas midiáticas e de muitos outros costumes da nossa sociedade, vemos, sem dúvidas, que essabela intenção foi se perdendo. Para muitos a Páscoa virou sinônimo de um “feriadão” ao lado de muitosoutros feriadões, com o único objetivo de quebrar a monotonia da vida; com intenções e modos quenão expressam os reais valores e sentidos da grande festa que é a Páscoa. Em muitas casas, a Páscoaé vivida de forma paganizada e estragada pelas bebidas e orgias desse mundo, sem um mínimo desenso religioso ou moral; ou como um mero folclore, um mero tempo para viajar, comer chocolatese descansar de suas fadigas. Assim, um tempo que nasceu para construir laços familiares e renovar anossa sociedade com valores perenes, acaba não atingindo o seu objetivo. As confraternizações, osalimentos específicos e muitos outros costumes são importantes e nos ajudam a celebrar a Páscoa, masnão podem nos desviar do seu principal e essencial sentido. Hoje, temos uma geração que não entendenada do verdadeiro sentido da Páscoa, mas devemos celebrá-la bem – nós que não nos fechamos às suasorigens e sabemos que ela é mais do que um “feriadão”; é uma “grande semana” na qual vivenciamosos mistérios da vida de Cristo e os mistérios da nossa própria vida.Todos nós cristãos devemos, hoje, nos comprometer em nos mantermos fiéis às nossas origens ecelebrarmos o sentido original, belo e profundo da nossa maravilhosa festa, que é a celebração daRessurreição do Senhor. Que nossas boas obras e nossas vozes, em cada canto das nossas cidades,possam levar a alegria do Ressuscitado; sobretudo aos pobres, doentes, distanciados e a todas aspessoas, pois são amadas pelo Pai. Irradiemos ao nosso redor a esperança e a certeza da presença de Cristo Ressuscitado. Quese encha nosso olhar de luz, como os das mulheres que viram o sepulcro vazio e o Filho de Deusressuscitado (Mt 28). Que possamos também nós, numa só fé, exclamar como elas “o SenhorRessuscitou, aleluia”.Pe.Geraldinho Fonte: blog.cancaonova.com/padregeraldinho
  2. 2. Editorial Abril - Ano I - Nº 03 Sociedade Por: Drausio Lazaro Inicia apenas o segundo trimestre do ano, depois das festividades de ano novo e carnaval. Muitos festeja-ram na ilusória esperança de que, como um passe de mágica, tudo iria melhorar. Entretanto, o ano de 2011 repetiuos mesmos acontecimentos que vêm se reproduzindo há tantos anos. Porém, dessa vez foi diferente, deu-se numaversão mais grandiosa: o desastre na região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Não se pode acreditar que estefato foi apenas um desastre natural. Foi um conjunto de fatores. Este desastre começou quando o Estado quedeveria fornecer ensino de qualidade para as pessoas não forneceu. Grande parte da população não recebendoeducação de qualidade nas escolas públicas joga lixo nas ruas (e não nas lixeiras), parte da população constróimoradias sobre rios, mangues, córregos e encostas de morros, não se preocupando com a própria segurança edestruindo aos poucos o meio ambiente. E o mais grave, não se cobraações de saneamento e infraestrutura por parte de seus representanteseleitos pelo voto. Não sendo cobrados, os governantes nada fazem ou AVISOSfazem pouco (geralmente ações paliativas). Prova disso é que enchen- 01- Em 28/04/2011, Santa Missates e desmoronamentos acontecem em todos os verões, mudando a com orações de Cura e Liberta-cara da “Cidade Maravilhosa”. Será que ninguém sabia que uma chuva ção na Capela Mãe do Redentor emais intensa alagaria uma região ou causaria quedas de barreiras? E a São Judas Tadeu às 19H;mídia? Preocupada com a audiência noticia dia e noite o mesmo assun-to. Depois que tudo passa, quando tudo fica “mais calmo” a notícia é 02- No mês de abril de 2011 nãoarquivada e relembrada somente durante a retrospectiva de final de ano haverá batizados na Capela Mãepara ser esquecido por mais tempo. É necessário que cada cidadão co- do Redentor e São Judas Tadeu;bre seus direitos, lute por dignidade e por justiça, só assim o ano novorealmente será diferente: será melhor. Enquanto não se faz nada tudo 03- Prepare-se para a Festa Juninafica como está. Os parlamentares e o judiciário (funcionários públicos) da matriz nos dias 03 a 05 e 11 ecomeçam a trabalhar em fevereiro, enquanto que os demais cidadãos 12 de junho de 2011. Venha, parti-iniciaram seus trabalhos desde o dia 3 de janeiro. Outro fato é que, cipe!;os parlamentares “ganharam” aumento de seus salários (R$ 26.723,13por mês), que nas segundas-feiras os congressistas não trabalham, que 04- Romaria a Aparecida do Nortetêm direito a passagens aéreas, gráfica etc., tudo por conta da União. será nos dias 26 e 27 de agosto deMas “justiça” seja feita, pois, o salário mínimo também aumentou para 2011;R$ 540,00. Como dizia Dom Helder Câmara, “um sonho que se sonhasó é somente uma ilusão, mas um sonho que se sonha juntos pode sero início de uma bela realidade”. 05- No dia 29 de novembro aconte- cerá aqui na Matriz as “Mil Ave-Contudo, é preciso AÇÃO! Marias”, iniciando com a oração das laudes;
  3. 3. Abril - Ano I - Nº 03 Jornal Paroquial Você sabe o que é o Código de Defesa do Consumidor? (Parte 2) Por: Paulo Manso Na última edição, ficamos sabendo a quem se destina o CDC (Código de Defesa do Consumidor) e comopodemos identificar quem é o consumidor e quem é fornecedor numa relação de consumo... Nessa continuação,faremos uma comparação das práticas do comércio antes e depois do CDC e iniciaremos a abordagem sobre osdireitos básicos do consumidor. A Lei 8.078/90, o CDC foi um “divisor de águas” no que diz respeito à forma de se fazer comércio emnosso país. O tratamento aos consumidores, especialmente os mais pobres, não raras vezes, era marcado pelodesrespeito aos seus direitos. Isso porque o poder econômico dos fornecedores, ressaltado pela busca do lucro aqualquer custo, sempre dominou às práticas do comércio. É claro que sempre existiram comerciantes preocupa-dos com a ética e, por conseguinte, com os direitos dos seus clientes. Principalmente por que o fornecedor queassim atua está lançando mão da ferramenta de propaganda mais inteligente que existe, já que cliente satisfeitosempre retorna. No entanto, esse tipo de fornecedor era minoria, de forma que a relação com os consumidores antes doadvento do CDC quase sempre foi marcada pelo desrespeito ao cidadão que comprava produtos e também servi-ços. Nas sociedades capitalistas, como a nossa, é comum a chamada “agressividade comercial” que se caracterizapela produção de bens e serviços em grande escala e por uma publicidade que tenta atingir o maior número deconsumidores, principalmente através dos meios de comunicação em massa. A necessidade de vender muito ea qualquer custo impulsionou o comércio para práticas nem sempre éticas ou lícitas. Assim, antes do CDC eracomum encontrar nas prateleiras dos supermercados produtos sem embalagens adequadas, mal acondicionadose sem informações relevantes para a segurança e a saúde dos consumidores. As embalagens de brinquedos, porexemplo, não informavam a existência de partes pequenas e tampouco a faixa etária para a qual eram recomen-dados. Hoje, todas essas informações passaram a ser imprescindíveis. No momento da compra, através da leiturado rótulo de um produto que está na prateleira de um supermercado, podemos saber a data da sua validade, aquantidade de calorias que ele contém, além de outras informações relevantes. Esses avanços para o consumidor só se tornaram possíveis pela citação expressa que a Lei 8.078/90(CDC) fez em relação aos direitos básicos do consumidor, que são: I – Proteção da vida, saúde e segurança nasrelações de consumo; II – Educação e divulgação sobre o consumo adequado de produtos e serviços, assegurandoa liberdade de escolha e contratação; III – Informação adequada ao consumidor; IV – Proteção contra publicidadeenganosa e abusiva; V – Modificação e revisão de cláusulas contratuais quando necessário; VI - Prevenção e re-paração de danos; VII – Acesso aos órgãos judiciários e administrativos para reparação de danos ao consumidor;VIII – Facilitação da defesa do consumidor perante à Justiça e IX – Adequada e eficaz prestação de serviçospúblicos em geral. No próximo número, utilizaremos pequenas histórias cotidianas que nos ajudarão a compreender melhoros Direitos Básicos do Consumidor. Um grande abraço e até lá.Paulo Manso é advogado, membro da Pastoral do Batismo e colaborador da Pastoral da Comunicação da Matriz SãoGeraldo em Olaria.
  4. 4. Você pratica al- ser auto-suficiente em sua bicicleta, ou seja, é obrigatório gum tipo de es- durante as provas levar equipamento de segurança, alimen- porte? Caso sim, tação, hidratação e manutenção, pois se algo der errado, garanto que os como um pneu furado, o piloto deve ter um kit para remen- benefícios desta do ou novas câmaras de ar. prática incidem Minha história neste esporte vem de longa data, diretamente pois desde criança sempre gostei de andar de bicicleta. Há sobre a sua cerca de seis anos comprei a minha atual bike, uma Caloi saúde e, conse- Elite 2.1, equipamento de entrada para quem quer fazer quentemente, trilhas por puro prazer ou começar a pensar em ingressar no na melhoria de circuito de competições no estado do Rio ou fora também. sua vida em uma Ao longo do tempo fui modificando seus componentes, forma geral. trocando uma peça aqui e outra ali, até deixar a “magrela” Não levando em com uma cara mais para trilhas avançadas. conta a idade, Desde então, há mais de dois anos, treino intensa- o importante mente com o intuito de competir. Sendo acompanhado do mesmo é fazer meu amigo fisioterapeuta Leonardo de Paula, paroquiano qualquer tipo de da São Geraldo, da nutricionista Patrícia Pimentel, e de atividade física dois outros fisioterapeutas que me orientam na prática do pelo restante de Pilates, Renata Marcella Santos e Bruno Toledo Machado, nossas vidas. sendo estes três últimos membros da Equipe da Clínica Para começar, Articulife, venho fazendo uma preparação neste sentido.um famoso jargão: “Esporte é vida”, e é mesmo. Sua práti- Paralelamente, também venho batalhando umaca trás motivação, alegria, felicidade, bem-estar, rejuvenes- nova bike, que estou montando peça a peça, tentandoce o corpo e faz bem à alma e ao espírito. Sendo assim, o deixá-la mais leve, na casa dos 10 quilos, o que já é bemobjetivo desta coluna é mostrar, um pouco do esporte e dos mais agradável do que os 14 quilos da minha atual “ma-benefícios que este pode trazer à vida de todos nós, pes- grela”! Isto requer investimento financeiro razoável, pois osoas comuns, atletas de final de semana, atletas amadores equipamento é “custoso”, e por isso, estou na labuta.e atletas profissionais. Em sua inauguração falaremos do Além disso, investimento no vestuário também éciclismo. Dividido em diversas modalidades, as principais fundamental, pois a palavra de ordem hoje no esporte é: “oenvolvidas em competições são o Ciclismo de Estrada e o quanto mais leve possível, melhor!” Somando-se a isto umMountain Bike. Para compreendermos facilmente, o ciclis- bom preparo físico aliado a um peso dentro de uma faixamo de estrada é aquele praticado em asfalto, onde os atletas ideal, representa meio caminho andado para performancesutilizam aquelas bicicletas “fininhas”. Uma das compe- e resultados melhores.Estreando na categoria Máster B, detições mais famosas transmitida pela televisão, a Copa 35 até 39 anos, participei da minha primeira prova do anoAmérica de Ciclismo, tem uma etapa realizada no autódro- de 2010, o Bike Tour MTB, realizado em 18 de abril namo de Interlagos, em São Paulo, e serve de exemplo para histórica cidade de Vassouras, no Vale do Café. Corri os 47visualizarmos a modalidade como um todo. km para debutar na fase de competições no cross country Pratico o Mountain Bike, corro o Cross Country maratona. Acompanhado de minha equipe de apoio, noMaratona. Utilizando bicicletas mais robustas, porém meu caso os melhores possíveis: minha mulher Ana Cláu-cada vez mais leves, estas bicicletas e seus atletas têm que dia e a filhota Mariana – partimos para Vassouras uns diasatravessar um sem número de terrenos, solos e dificulda- antes a fim de aproveitar o final de semana e conhecer aqui-des, todos em contato com a natureza, para no final atingir lo que a cidade tem de melhor, história e cultura, aliados ao objetivo de completar provas que variam de 40 a 60 km, natureza muito bonita da região.mas também provas de extrema resistência que podem Na bela manhã daquele sábado fui conferir parte do circui-atingir 100 km ou mais, podendo ainda ser divididas em to da prova, e pude constatar belas trilhas que cortamdois ou mais dias de competição. Além disso, o atleta deve as inúmeras montanhas da região cobertos com campos
  5. 5. e alguns trechos de mata atlântica. Meus objetivos nesta palharam uma das últimas subidas da prova. Porém, sentirprimeira participação foram cumpridos, pois durante os 47 a emoção de conseguir um objetivo não tem preço. Nãokm não levei nenhuma queda, não tive problemas mecâni- importa a posição da chegada, mas sim chegar. Encontrarcos, não tive pneus furados e consegui completar a prova minha mulher e filha foi o maior presente. É um sentimentointeiro! O esporte proporciona algumas situações e senti- de superação, vitória e conquista. Somente depois desta ex-mentos bastante interessantes. A adrenalina de alinhar junto periência pude entender o que sente um atleta profissional,a vários bikers na hora da largada é muito legal, e a largada de ponta, que vence uma competição importante, conquistapropriamente dita é um acontecimento à parte. Quando soa uma medalha nas olimpíadas, sem muitas vezes ser deo toque da buzina, todos começam a pedalar freneticamente ouro. Quando ele chora, agora compreendo que ali estáatrás da moto batedora em direção à trilha, cada um no seu toda a emoção da conquista, da superação de problemasestilo, ou mais rápido ou mais devagar, com os atletas de físicos, dores crônicas, falta de dinheiro, patrocínio e outrosElite na frente e as outras categorias mais atrás, mas aquele mais. Tem que chorar sim, e chorar muito, comemorar overdadeiro formigueiro “motorizado” por dezenas de feito. Ele merece. Falando assim parece que basta apenasbikes, dos mais variados tipos e cores, homens e mulheres, o velho lema do esporte, “o importante é competir!” Clarojovens e velhos, todos seguindo para um único objetivo, que sim, mas eu quero algo a mais que isso. Tenho algumaso início da trilha.Passada a emoção da largada, os atletas pequenas ambições, e uma delas é tentar estar entre os dezdepararam-se com a primeira subida da trilha, um verda- primeiros colocados na minha categoria em alguma dasdeiro paredão, que literalmente só foi vencido empurrando próximas provas que ainda participarei.as bikes morro acima. A prova, então, começou arrasando, A grande mensagem que pretendo deixar com estaou melhor, destruindo com muitos, inclusive eu! Houve coluna, a partir de agora, é a de que o esporte vai além dotrechos de subida tão intensa que precisei descer da bike condicionamento físico ou dos aspectos de vida saudá-para empurrar, mas o que me consolou foi o fato de não ser vel que ele promove. O esporte ensina, educada, molda oo único a lançar mão deste artifício. Tão grande quanto a caráter, estimula a solidariedade, a ética, o companheirismodificuldade das subidas foi a emoção dos trechos de desci- e a amizade. Tudo isto não se compra, se aprende duranteda, ou downhill. Depois de ralar morro acima a adrenalina a prática esportiva. Na próxima edição desta coluna falareide despencar morro abaixo em velocidades de 40 km/h ou um pouco de outra paixão, o trekking, mais precisamentemais é impressionante. Em um determinado trecho eram a subida à Pedra do Sino, em Teresópolis, que fiz com doisquatro bikes, três na frente e eu atrás, fechando este pelo- amigos meus.tão. Os quatro desciam alucinadamente a trilha sentindotoda a emoção daquele trecho da prova. Logo depois, quan-do chegamos ao plano, os quatro se entreolharam e a falafoi unânime: “Faltou apenas uma câmera para gravar todaa emoção daquele momento!”Solidarizar-se com outrosatletas também faz parte deste grande aprendizado, que écompetir. Em determinado trecho encontrei um biker coma roda traseira na mão e pedindo uma câmara de ar reserva.Imediatamente parei, peguei uma das duas câmaras quelevei e dei a ele. Quando olhei para baixo, o numeral dainscrição do atleta era 171. Neste momento comecei a rir eperguntei a ele: “— Cadê a câmara reserva?” O camarada,então, respondeu: “— Comprei uma nova que já estavafurada, defeito de fabricação.” Retruquei com bom humor:“—Também, com este numeral – 171 – não poderia dar ou-tra coisa!!!” Continuei meu caminho. Depois de tudo isto,subidas, descidas, emoção, ajudar um atleta, o maior pre-sente foi terminar a prova. Em alguns momentos chegueia chorar de cansaço, as câimbras na perna esquerda atra-
  6. 6. Missa com oração de cura e libertação No dia da festa de São Braz Bispo e mártir1, houve umamissa com orações de cura e libertação, sendo presidida pelo Pe.Fábio. O Evangelho lido foi Mc 6,7-13 e antes da homilia Pe.Fábio ministrou um canto de louvor. “Hoje é dia de vitória e dealegria!” - assim começou sua homilia. Expondo sobre o bemaventurado Braz, disse que foi Sucessor dos Apóstolos, fiel àIgreja, homem corajoso, de oração e bom pastor das almas, poiscuidava dos fiéis na sua totalidade, evangelizando a todos comseu testemunho. E que nós também como ele possamos anunciaro Evangelho. São Braz que derramou seu sangue por Cristo Jesusnos remete ao amor ágape, incondicional, que vem de Deus. Ainda com a palavra, Pe. Fábio nos ensinou que a bênção de curae libertação serve para que possamos anunciar o Evangelho. Destaforma a cura dos vícios, tristezas, enfermidades, se dará quandoo nosso coração estiver aberto para Deus. Pe. Fábio coloca emevidência o significado do socorro e do amparo divino: “Entãoquando dizemos que nossa proteção está no nome do Senhor éporque este Senhor vem restaurar nossa vida. A esperança nãovem da terra, mas do céu, pois, a experiência da salvação e dogrande amor que vem de Deus é a nossa cura. A alegria do Senhoré a nossa força, mesmo que a doença e a incompreensão se dêem,devemos ter os nossos corações firmes, declarou. Após a homiliao pe. Fábio pediu que todos fechassem os olhos e conduziu umaoração por todos os presentes, seguido de um momento de canto ede preces à Deus.Na exposição do Santíssimo Sacramento apagaram-se as luzesda Igreja e após vários cantos de louvor, o Santíssimo continuouadorado por todos os fiéis. Momento muito especial para todos,pois, é o próprio Senhor presente diante de nós. Ao acender dasluzes, após o momento da adoração, ardia à luz divina nos nossoscorações.Ao final da missa, houve a bênção por intercessão de São Braznas gargantas dos fiéis. Impondo duas velas na garganta dos fieis opadre pedia a Deus dizendo: “Por intercessão de São Brás, Bispoe Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outradoença”. Contamos, ainda, com a presença de Jader da IgrejaCongregacional que, com a banda da paróquia de Santa Edwigesde Brás de Pina, divinamente nos acalentou com lindos cantos.
  7. 7. O Pe. Jayme desta e das comunidades por onde ele já trabalhou pelo Henrique, pároco de São Ge- Reino de Deus.Após a celebração da Santa Missa, ocor- raldo em Olaria1, completou no último dia 15 de reu no salão paroquial uma pequena festa, com direito ajaneiro de 2011 mais um ano de vida.Toda a comunidade refrigerante e bolo de aniversário. E o mais importante, oparoquial celebrou agradecida a Deus pelos anos de vida padre lá recebeu os cumprimentos dos seus amigos.e pelos anos dedicados à Igreja de Cristo. Igreja lotada,homenagem das crianças, presença de seus pais e amigos, Em fevereiro de 2011, foi celebrada a Crisma em nossa matriz. O segundo dos sete sacramentos da Igreja. A Crisma é um sinal de que o cristão está mais perfeitamente configurado a Cristo e, por isso, deve testemunhar a Jesus por palavras e por obras. A tarefa de ser “um outro Cristo” é como se fosse um ofício de cada confirmado. A Santa Missa, na qual se realizou a Confirmação, foi presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Edson de Castro Homem e co-presidida pelos Pe. Jayme e Pe. Fábio. Este sacramento, a Confirmação, consolida e confirma a graça batismal. Faz parte do rito da Confirmação a renovação das promessas do batismo e a profissão de fé em Nosso Senhor Jesus Cristo por parte do confirmado. Dom Edson esten- dendo as mãos sobre os, ainda, confirmandos invocou o Espírito Santo dizendo: “Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pela água e pelo Espírito Santo fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito da ciência e piedade – e enchei-os do espírito de vosso temor. Por Cristo Nosso Senhor”.
  8. 8. Em janeiro de 2011 aconteceu no salão paroquial também terá que ser utilizado na parte de baixo de imediatoda Igreja Católica São Geraldo em Olaria uma reunião de (ocupação útil), pois caso contrário virará abrigo de mora-moradores do bairro. O assunto em pauta foi a construção dores de rua podendo ocorrer a mesma coisa que tivemos ada TransCarioca (o chamado BRT – Ônibus de Trânsito pouco no Viaduto da avenida Lobo Junior, quando atearamRápido), uma via expressa para ônibus ligando a Barra ao fogo. Os comerciantes que não são donos dos imóveis, masaeroporto internacional. Entre desapropriações nos trechos que pagaram “Luvas” e dali tiram o sustento da sua famí-onde passará essa via expressa e construção de um viaduto lia e dos seus funcionários, serão retirados sem nenhumasobre a estação de trem de Olaria, fica a incógnita de como indenização? Comunidade de Olaria, cidadãos de Olaria,vai ficar o bairro e seus moradores. Será mais uma divisão estamos aguardando a definição da Prefeitura do Rio de Ja-no bairro de Olaria como foi a linha férrea? Com o intuito neiro, para saber quais são os imóveis que serão atingidos,de dar notoriedade ao assunto e mobilizar a região, alguns pois poderemos tomar ações reais, não ações políticas, quemoradores tomaram a iniciativa de procurar a prefeitura somente quem ganha são eles (os políticos partidários), temda cidade do Rio de Janeiro para maiores informações, que ser um “Ganha-Ganha”.e divulgá-las para todos, para que possam tomar plenoconhecimento do assunto. Um dos moradores abriu a reu- “Agradeço esse espaço para comunicar a todos que nãonião abordando alguns temas, como a falta de divulgação estamos sozinhos. Juntos somos mais!” (Marcos Salda-por parte dos poderes públicos, a falta de discussão com a nha, presidente da Comissão de Moradores que trata dasociedade diretamente afetada, quais os prováveis prejuízos Desapropriação para construção da Transcarioca Lote 2).que tal projeto trará para um bairro residencial e quais asmelhorias que todos podem exigir dos governantes. Um dos fatos relembrados na reunião foi a situa-ção dos viadutos da cidade que geram locais apropriadospara roubos, uso de entorpecentes e abrigos para mora-dores de ruas, visto que, faz parte do projeto a construçãode um viaduto sobre a estação de Olaria. Há também quese levar em conta a situação das desapropriações. Elasserão com preço de mercado ou serão em valores ínfi-mos? A estação de trem do bairro continuará a alagar comqualquer chuva? Os “cadeirantes” conseguirão passar deum lado para o outro com dignidade? O presidente dacomissão de moradores disse: “Conforme a Pastoral deComunicação da São Geraldo já relatou, a Transcarioca éuma realidade e passará dentro do nosso bairro e adjacên-cias. A Transcarioca é um modelo de transporte de massa.As dúvidas são muitas e as respostas são poucas. Comosempre ocorreu, os políticos eleitos por nós, são ausentes,nos deixando sozinhos. Mas é nessa hora que a força daComunidade surge, pois unidos somos mais fortes. Quais são as nossas maiores preocupações? Osmoradores que terão seus bens desapropriados, serão pagoscom valores de mercado? Eles terão prazos, a retirada desuas moradias se dará de forma digna? As árvores queserão cortadas serão replantadas? Os imóveis que terão adesapropriação total e não for utilizado na sua totalidade,vão ter seu espaço utilizado para a comunidade, como porexemplo: parquinhos, bibliotecas, praças etc. ou serãoinvadidos? O viaduto que passará sobre a linha férrea, Reunião realizada no salão paroquial

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