Ocavaleirodadinamarca roteirodeumaviagem-7ano-091208145422-phpapp02

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Ocavaleirodadinamarca roteirodeumaviagem-7ano-091208145422-phpapp02

  1. 1. O Cavaleiro da Dinamarca Um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen Roteiro de uma viagem
  2. 2. “A Dinamarca ...”
  3. 3. … fica no norte da Europa”
  4. 4. “ Há muitos anos, há dezenas e centenas de anos, havia em certo lugar da Dinamarca (…) uma grande floresta (…). Nessa floresta morava (…) um
  5. 5. “Na primavera o Cavaleiro (…) dirigiu-se para a cidade mais próxima que era um porto de mar. Nesse porto embarcou e (…) chegou muito antes do Natal
  6. 6. …às costas da Palestina.”
  7. 7. “ Dali seguiu com outros peregrinos para Jerusalém.”
  8. 8. “ Visitou um por um os lugares santos.”
  9. 9. “Rezou no monte do Calvário …
  10. 10. … e nos Jardins das Oliveiras, …
  11. 11. … lavou a sua cara nas águas do Jordão …
  12. 12. … e viu, no luminoso Inverno da Galileia, …
  13. 13. … as águas azuis do lago de Tiberíades.”
  14. 14. “Procurou nas ruas de Jerusalém (…) o rasto de sangue e sofrimento que ali deixou o filho do Homem, humilhado e condenado.”
  15. 15. Quando chegou a noite de Natal …
  16. 16. … dirigiu-se para a Gruta de Belém.”
  17. 17. “Ali rezou toda a noite.”
  18. 18. “Passado o Natal o Cavaleiro demorou-se ainda dois meses na Palestina …
  19. 19. … visitando os lugares que tinham visto passar Abraão e David (…) e Cristo pregando às multidões.”
  20. 20. “… em fins de Fevereiro, Fevereiro despediu-se de Jerusalém e, em companhia de outros peregrinos, partiu para o porto de Jafa. …
  21. 21. (…) Em Jafa só embarcaram em meados de Março.
  22. 22. “ … passados cinco dias (…) puderam chegar ao porto da cidade de Ravena, …
  23. 23. … na costa do Adriático, nas terras de Itália.”
  24. 24. “A beleza de Ravena enchia-o de espanto.”
  25. 25. “(…) as belas igrejas, as altas naves, os leves arcos, as finas fileiras de colunas …
  26. 26. (…) os mosaicos multicolores onde se erguiam esguias figuras de rainhas ….
  27. 27. … e santos que poisavam nele o seu grave olhar.”
  28. 28. “… disse o Mercador ao Cavaleiro – Vem comigo até Veneza. (…) O Cavaleiro aceitou o conselho (…) e seguiu…
  29. 29. …para Veneza (…) construída à beira do mar Adriático …
  30. 30. … sobre pequenas ilhas …
  31. 31. …e sobre estacas .”
  32. 32. (…) As ruas eram canais onde deslizavam barcos finos e escuros.”
  33. 33. “Ali tudo foi espanto para o dinamarquês” (…) Os palácios cresciam das águas …”
  34. 34. “Na vasta Praça de S. Marcos …
  35. 35. Em frente da enorme Catedral …
  36. 36. … e do alto campanário …
  37. 37. … o cavaleiro mal podia acreditar naquilo que os seus olhos viam.”
  38. 38. … os degraus de mármore …
  39. 39. … os mosaicos de ouro, …
  40. 40. … as solenes estátuas de bronze, …
  41. 41. … palácios cor-de-rosa …
  42. 42. … as pontes …
  43. 43. … sumptuosas pinturas …
  44. 44. … as igrejas e as torres.”
  45. 45. “A cidade parecia-lhe fantástica, irreal, nascida do mar, feita de miragens e reflexos.”
  46. 46. “… e assim (…) se passou um mês. (..) daí a três dias (…) deixou Veneza.
  47. 47. (…) Passou por Ferrara …
  48. 48. … passou por Bolonha …
  49. 49. … viu as altas torres de São Giminiano …
  50. 50. … e no princípi o de Maio …
  51. 51. … chegou a Florença .”
  52. 52. “Vista do alto das colinas floridas a cidade erguia no céu azul os seus telhados vermelhos, as suas torres, os seus campanários, as suas cúpulas.”
  53. 53. “ O Cavaleiro atravessou a velha ponte sobre o rio …
  54. 54. … ladeada de pequenas lojas …”
  55. 55. “Depois foi através das ruas rodeadas de
  56. 56. … atravessou as largas praças …
  57. 57. … e viu as igrejas de mármore preto e branco … Campanário de Giotto
  58. 58. … com grandes portas de bronze esculpido.
  59. 59. Por toda a parte se viam estátuas. Estátua de Dante
  60. 60. Havia estátuas de mármore branco …
  61. 61. …e estátuas de bronze.
  62. 62. Outras eram de barro pintado.”
  63. 63. “ (…) E passado um mês deixou Florença (…) Mas (…) a pouca distância de Génova, adoeceu”
  64. 64. “… ao cabo de cinco semanas (…) pôde (…) continuar o seu caminho (…) Então dirigiu-se para Génova”
  65. 65. “… chegou ao grande porto de mar era já o fim de Setembro …”
  66. 66. “… resolveu seguir viagem por terra …
  67. 67. … até Bruges”
  68. 68. “ Atravessou os Alpes, atravessou os campos, as planícies, os vales e as montanhas de França.”
  69. 69. “… quando chegou à Flandres era já Inverno … ”
  70. 70. “O Cavaleiro dirigiu-se para …
  71. 71. … Antuérpia …”
  72. 72. “ … durante três dias percorreu a cidade de Antuérpia …”
  73. 73. “ - Farei a viagem por terra. Partirei amanhã.”
  74. 74. “ E assim foi. Os rios estavam gelados …
  75. 75. … a terra coberta de neve …
  76. 76. (…) os dias eram cada vez mais curtos .
  77. 77. “ Os caminhos pareciam não ter fim.”
  78. 78. “Caminhou durante longas semanas . (…) na antevéspera de Natal (…) chegou a uma povoação (…) a poucos quilómetros da sua floresta.”
  79. 79. “ Depois de quase dois anos de ausência, a floresta parecia-lhe fantástica e estranha.”
  80. 80. “… na massa escura do arvoredo começou ao longe a crescer uma pequena claridade”
  81. 81. “… quando chegou em frente da claridade viu (…) o grande abeto escuro, a maior árvore da floresta. (…) os anjos do Natal a tinham enfeitado (…) com estrelas para guiar o cavaleiro.”
  82. 82. “E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros.”

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