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 As características principais deste período são :  valorização das emoções, liberdade de criação, amor  platônico,    te...
 Contribuir para a grandeza da nação através de uma literatura que fosse o espelho do novo mundo e de sua paisagem física...
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 Acima de tudo, o índio representa, na sua condição  de primitivo habitante, o próprio símbolo da  nacionalidade; Além d...
 Resultado da "consciência eufórica de um país novo",  o sertanismo romântico (também discutivelmente  chamado de regiona...
 A terra é identificada como pátria. Assim, os  fenômenos naturais tornam-se representativos da  grandeza do país; A nat...
 Os escritores românticos - José de Alencar, em  especial - reivindicam uma língua brasileira; Em Iracema, o autor tenta...
 O passo decisivo para a deflagração do movimento é  a publicação da revista Niterói, em Paris, 1836, que  trazia como ep...
 O projeto de autonomia dos autores românticos não  se realizou integralmente; Todos os princípios "nacionalistas" que d...
 Por fim, o fato de todos os  escritores da primeira  geração viverem à sombra  do poder (foram ministros,  secretários, ...
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 A contribuição dos teóricos europeus, o nacionalismo  ufanista pós-1822 e as viagens para o exterior de uma  jovem intel...
 Obras: Suspiros poéticos e saudades  (1836); A confederação dos tamoios  (1857); A Gonçalves de Magalhães coube a  prec...
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 Pode-se  dizer que o seu estilo romântico é temperado por uma certa formação clássica, o que evita os excessos verbais t...
 Esta geração surgiu na década de 1850, quando o  nacionalismo e o indianismo deixavam de fascinar a  juventude e iniciav...
 Possibilitaram a criação de uma lírica voltada quase  que exclusivamente para a confissão e o  extravasamento íntimo; A...
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 Versos soltos e alguns poemas parecem alimentar a  suspeita de que esses jovens cultivavam idéias  suicidas; No entanto...
 Obras: Lira dos vinte anos (poemas -  1853), Noite na taverna (contos -  1855), O conde Lopo (poema - 1886),  Macário (p...
 Obra: Primaveras (1850); Subjetivista como Álvares de Azevedo, Casimiro de  Abreu substitui as conotações dolorosas que...
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 Obra: Inspirações do claustro (1855); A poesia de Junqueira Freire          é totalmente  autobiográfica e talvez seja ...
 O fim da década de 60 assinalou o início de uma  crise que atingiu a classe dominante, composta por  senhores rurais e g...
 O nacionalismo ufanista começou a ser questionado.  Estudantes de Direito, intelectuais da classe média  urbana, escrito...
 O padrão poético já não é Chateaubriand ou Byron, mas sim o francês Vitor Hugo, burguês progressista, cantor da liberdad...
 Obras:    Espumas Flutuantes  (1870); A cachoeira de Paulo  Afonso (1876); Os escravos  (1883); Gonzaga ou A Revolução  ...
 Obras: Obras poéticas e O Guesa Considerado em sua época um escritor extravagante,  Sousândrade acaba reabilitado pela ...
 Concluímos após a realização deste trabalho que, o romantismo significa a diferenciação da nossa com a literatura portug...
 Ao mesmo tempo, pelas contradições inerentes ao nosso país e pelas profundas diferenças entre o império brasileiro e a E...
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  1. 1.  O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX; O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra; Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América;
  2. 2.  As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa; O objetivo deste trabalho foi uma pesquisa científica sobre o assunto abordado e suas vertentes.
  3. 3.  Contribuir para a grandeza da nação através de uma literatura que fosse o espelho do novo mundo e de sua paisagem física e humana, eis o projeto ideológico da primeira geração romântica; Há um sentimento de missão: revelar todo o Brasil, criando uma literatura autônoma que nos expressasse.
  4. 4.  Os valores do Romantismo europeu adequavam-se às exigências ideológicas dos escritores brasileiros, O Romantismo se opunha à arte clássica, e Classicismo aqui significava dominação portuguesa; O Romantismo voltava-se para a natureza, para o exótico; e aqui havia uma natureza exuberante, etc. Tudo se ajustando para o desenvolvimento de uma literatura ufanista; O nacionalismo romântico encontrará a sua representação nos seguintes elementos:
  5. 5. INDIANISMO: No "bon sauvage" francês sedimenta-se o modelo de um herói que se deveria se tornar o passado e a tradição de um país desprovido de sagas exemplares; O nativo - ignorada toda a cultura indígena - converte-se no herói inteiriço, feito à imagem e semelhança de um cavaleiro medieval; Assume-se a imagem exótica que as metrópoles européias tinham dos trópicos, adaptando-a ao ufanismo;
  6. 6.  Acima de tudo, o índio representa, na sua condição de primitivo habitante, o próprio símbolo da nacionalidade; Além disso, a imagem positiva do indígena fornece às elites o orgulho de uma ascendência nobre, que ajuda na legitimação de seu próprio poder no Brasil posterior à Independência.
  7. 7.  Resultado da "consciência eufórica de um país novo", o sertanismo romântico (também discutivelmente chamado de regionalismo) procura afirmar as particularidades e a identidade das regiões e da vida rural, na ânsia de tornar literário todo o Brasil; Este registro do mundo não-urbano permanece na superfície com uma moldura, já que a intriga romanesca é citadina, ou seja, gira em torno dos esquemas românticos do folhetim; Além disso, os autores usam sempre a linguagem culta e literária das cidades e não a fala particular da região retratada.
  8. 8.  A terra é identificada como pátria. Assim, os fenômenos naturais tornam-se representativos da grandeza do país; A natureza jovem, vital, exuberante, serve de compensação para a pobreza social ao mesmo tempo que simboliza as potencialidades do Brasil.
  9. 9.  Os escritores românticos - José de Alencar, em especial - reivindicam uma língua brasileira; Em Iracema, o autor tenta criar esta língua através do estilo poético, da utilização de vocábulos indígenas, de um novo ritmo de frase. Mas não são os escritores que criam um idioma; Continuamos falando e escrevendo o português; Porém, graças ao esforço de Alencar e outros, começa a se estabelecer uma forma brasileira de escrever a língua portuguesa.
  10. 10.  O passo decisivo para a deflagração do movimento é a publicação da revista Niterói, em Paris, 1836, que trazia como epígrafe: "Tudo pelo Brasil e para o Brasil"; A revista, elaborada por intelectuais que estudavam na Europa, propunha a investigação "das letras, artes e ciências brasilienses"; No grupo, destaca-se Gonçalves de Magalhães, que ainda em 1836 lançaria um livro de poemas: Suspiros poéticos e saudades; Esta obra introduziu o espírito romântico no Brasil.
  11. 11.  O projeto de autonomia dos autores românticos não se realizou integralmente; Todos os princípios "nacionalistas" que defenderam estavam, em maior ou menor grau, comprometidos com uma visão européia de mundo; Além disso, o nacionalismo era feito de exterioridades, mais paisagem do que substância humana; Aquele "sentimento íntimo de brasilidade", de que falou Machado de Assis, não existe nas obras do período;
  12. 12.  Por fim, o fato de todos os escritores da primeira geração viverem à sombra do poder (foram ministros, secretários, embaixadores, burocratas do alto escalão) comprometeu-os irremediavelmente com a classe dominante; Fugiram da escravidão e da pobreza, escamotearam a ferocidade das elites e a miséria das ruas, ignoraram a violência que se espalhava pelo cotidiano; Em troca, celebraram o idílio e a natureza, mitificaram as regiões, teatralizaram o índio, criando assim uma arte conservadora.
  13. 13.  Na lírica romântica brasileira, podem ser delimitados, com algum rigor, três momentos que se caracterizam por apresentar temas e visões de mundo diferenciadas; Estes momentos coincidem com a formação de três gerações; Cada geração assume uma perspectiva própria, embora todas sejam marcada pelo caráter romântico; Contudo, os elementos que definem cada uma delas não são exclusivos. Interpenetrando-se de forma bastante acentuada.
  14. 14.  A contribuição dos teóricos europeus, o nacionalismo ufanista pós-1822 e as viagens para o exterior de uma jovem intelectualidade - nascendo daí o famoso sentimento do exílio - fornecem o quadro histórico onde aponta a primeira geração romântica; O apogeu da mesma ocorre entre 1836 e 1851, quando Gonçalves Dias publica Últimos cantos, encerrando o período mais fértil e criativo de sua carreira.
  15. 15.  Obras: Suspiros poéticos e saudades (1836); A confederação dos tamoios (1857); A Gonçalves de Magalhães coube a precedência cronológica na elaboração de versos românticos; Suspiros poéticos e saudades é a materialização lírica de algumas idéias do autor sobre o Romantismo, encarado como possibilidade de afirmação de uma literatura nacional, na medida em que destruía os artifícios neoclássicos e propunha a valorização da natureza, do índio e de uma religiosidade panteísta.
  16. 16.  Obras: Primeiros cantos (1846); Segundos cantos (1848); Sextilhas de frei Antão (1848); Últimos cantos (1851); Os timbiras (1857); Gonçalves Dias consolidou o Romantismo no Brasil com uma produção poética de boa qualidade; . Entre os autores do período é o que melhor consegue equilibrar os temas sentimentais, patrióticos e saudosistas com uma linguagem harmoniosa e de relativa simplicidade, fugindo tanto da ênfase declamatória como da vulgaridade;
  17. 17.  Pode-se dizer que o seu estilo romântico é temperado por uma certa formação clássica, o que evita os excessos verbais tão comuns aos poetas que lhe foram contemporâneos.
  18. 18.  Esta geração surgiu na década de 1850, quando o nacionalismo e o indianismo deixavam de fascinar a juventude e iniciava-se o longo processo de estabilidade do II Império; Por outro lado, o desenvolvimento urbano, o nascimento de uma vida acadêmica em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife e, até mesmo, uma relativa sofisticação dos estratos médios e superiores da estrutura social brasileira;
  19. 19.  Possibilitaram a criação de uma lírica voltada quase que exclusivamente para a confissão e o extravasamento íntimo; A nova geração foi influenciada pelo inglês Byron e pelo francês Musset, autores ultra-românticos que haviam se tornado os modelos universais de rebeldia moral, de recusa à insipidez da vida cotidiana e de busca de novas formas de sensualidade e de afeto; De sua imitação, resultou, quase sempre, o pastiche. Até sociedades satânicas, a exemplo das existentes na Europa, foram fundadas;
  20. 20.  Os adolescentes que as compunham viviam pretensas orgias e dissipações fantasiosas, que resultavam da leitura e das imaginações pervertidas; Na verdade, a pobreza do meio e a rigidez patriarcal impediam que este satanismo tivesse qualquer importância no contexto estético e ideológico brasileiro; Outro fato sempre lembrado desta geração é a dramática coincidência de quase todos os seus integrantes morrerem na faixa dos vinte e poucos anos;
  21. 21.  Versos soltos e alguns poemas parecem alimentar a suspeita de que esses jovens cultivavam idéias suicidas; No entanto, todos eles - à parte o caso mais complexo de Álvares de Azevedo - foram vitimados por doenças então incuráveis e manifestaram grande horror perante a morte; Não se sustenta, portanto, a idéia de um suicídio coletivo geracional.
  22. 22.  Obras: Lira dos vinte anos (poemas - 1853), Noite na taverna (contos - 1855), O conde Lopo (poema - 1886), Macário (poema dramático – 1855); A obra de Álvares de Azevedo, fortemente autobiográfica, traz a marca da adolescência, mas de uma adolescência tão dilacerada e conflituosa que acaba por representar a experiência mais pungente do Romantismo brasileiro, tanto do ponto de vista pessoal quanto do ponto de vista poético.
  23. 23.  Obra: Primaveras (1850); Subjetivista como Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu substitui as conotações dolorosas que aquele confere à adolescência; Se, para o autor de Lira dos vinte anos, a mocidade é um processo noturno de vigílias e tensões, se, para ele, "tristes são os destinos deste século", para Casimiro de Abreu a mesma mocidade é "a primavera da vida", processo diurno, sempre associado a namoricos, jardins com bananeiras, borboletas e salões de baile onde se flerta ao som de valsas langorosas.
  24. 24.  Obras principais: Noturnas (1861); Vozes da América (1864); Cantos e fantasias (1865); Cantos meridionais (1869); Anchieta ou o Evangelho nas selvas (1875); O crítico Alfredo Bosi afirma que Fagundes Varela é o epígono* por excelência da poesia romântica; Isto é, um poeta que segue outros, sem alcançar uma temática e uma expressão próprias.
  25. 25.  Obra: Inspirações do claustro (1855); A poesia de Junqueira Freire é totalmente autobiográfica e talvez seja isso o que mantenha o interesse pela mesma; Procurando num mosteiro a saída para os seus problemas pessoais (sobretudo uma espécie de atração pela morte que o angustiava), o poeta viu malograrem as suas ilusões.
  26. 26.  O fim da década de 60 assinalou o início de uma crise que atingiu a classe dominante, composta por senhores rurais e grupos de exportadores; As primeiras indústrias, o encarecimento do escravo como mão-de-obra e a utilização de imigrantes nas fazendas de café de São Paulo indicavam mudanças na ordem econômica; Por esta época, começaram a se manifestar as primeiras fraturas na até então sólida visão das elites dirigentes;
  27. 27.  O nacionalismo ufanista começou a ser questionado. Estudantes de Direito, intelectuais da classe média urbana, escritores, jornalistas e militares se davam conta da existência de uma considerável distância entre os interesses escravocratas e monarquistas dos proprietários de terras e os interesses do resto da população; Foi então que a literatura assumiu uma função crítica. Antônio de Castro Alves superou o extremado individualismo dos poetas anteriores, dando ao Romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do Realismo;
  28. 28.  O padrão poético já não é Chateaubriand ou Byron, mas sim o francês Vitor Hugo, burguês progressista, cantor da liberdade e do futuro.
  29. 29.  Obras: Espumas Flutuantes (1870); A cachoeira de Paulo Afonso (1876); Os escravos (1883); Gonzaga ou A Revolução de Minas (drama - 1875); Sua obra se abre em duas direções: Poesia social - causas liberais e humanitárias; Poesia lírica - natureza e amor sensual.
  30. 30.  Obras: Obras poéticas e O Guesa Considerado em sua época um escritor extravagante, Sousândrade acaba reabilitado pela vanguarda paulistana (os concretistas) como um caso de "antecipação genial" da livre expressão modernista; Criador de uma linguagem dominada pela elipse, por orações reduzidas e fusões vocabulares, foge do discurso derramado dos românticos.
  31. 31.  Concluímos após a realização deste trabalho que, o romantismo significa a diferenciação da nossa com a literatura portuguesa, mediante a diferenciação temática e de linguagem; O romantismo quebrou a estreita de pendência lingüística que nos prendia à tradição literária portuguesa, pela incorporação de peculiaridades vocabulares e sintáticas e por procurar um ponto de vista nacional brasileiro;
  32. 32.  Ao mesmo tempo, pelas contradições inerentes ao nosso país e pelas profundas diferenças entre o império brasileiro e a Europa burguesa, o romantismo impregnou-se de contradições que bem expressam a situação global de adaptação de uma profunda corrente cultural e artística, nascida no exterior, às condições do Brasil, país atrasado, dependente e preso à órbita da Europa.

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