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"Procurar atalhos em prol do retorno imediato pode tornar o caminho ainda mais longo"Boa transparência!                   ...
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Marketing: as marcas têm que ser transparentes

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Com a ascensão do mundo digital, mais do que nunca, as Marcas têm que ser transparentes e honestas. As Marcas estão a ser constantemente alvo de análises profundas que avaliam/analisam a sua veracidade, não vale a pena tentar contornar o “sistema”.

“Ou nos propomos a contar histórias que se espalhem ou tornamo-nos irrelevantes”
(Seth Godin)

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Marketing: as marcas têm que ser transparentes

  1. 1. Artigo publicado em www.mktportugal.com Marketing: As Marcas têm que ser transparentesCom a ascensão do mundo digital, mais do que nunca, as Marcas têm que ser transparentes e honestas. As Marcasestão a ser constantemente alvo de análises profundas que avaliam/analisam a sua veracidade, não vale a pena tentarcontornar o "sistema".Seth Godin defende que as Marcas devem saber contar histórias ao ponto dos seus consumidores acreditarem nelas. O"guru" doMarketing vai ainda mais longe ao dizer que "os profissionais de Marketing mentem aos consumidoresporque estes exigem que assim seja. Os profissionais de Marketing contam histórias e os consumidores acreditamnelas" porém, realça a importância das próprias Marcas acreditarem no que comunicam. Seth de forma alguma defendeque a mentira (no verdadeiro sentido da palavra) é o melhor caminho aliás, o autor assume que se a história não forverdadeira os efeitos podem ser colaterais.Para descrever este conceito de contar histórias, Seth usa como exemplo (entre muitos) os ténis da Puma que custamcerca de 125 dólares e são produzidos na China por 3 dólares. Será que uma pessoa compra umas Puma a pensar naqualidade do material ou na durabilidade? Para Seth não. O autor defende que a Puma conta uma história que prometemelhorar a vida das pessoas e o seu status e o consumidor acredita (e a Marca também).Muitas vezes é este o factor que nos leva a gastar muito mais dinheiro num produto (na verdade igual a muitos outros)que está associado a uma Marca com uma história única e diferente, com a qual nos identificamos emocionalmente. "Ou nos propomos a contar histórias que se espalhem ou tornamo-nos irrelevantes" (Seth Godin)Diversas Marcas criam campanhas excelentes de comunicação que levam o consumidor a acreditar nos atributos dedeterminado produto. Anúncios de Roger Federer, que transmitem a mensagem de que com umaraquete Wilson qualquer pessoa joga melhor ténis, contam uma história.Outro anúncio bem conhecido em que Kobe Bryant calça umas sapatilhas Nike e salta por cima de um Aston Martin,conta uma história. Em primeiro lugar, o Aston Martin não é utilizado por acaso, em segundo lugar a história de que osténis nos fazem saltar mais é fantástica. Muitos consumidores acreditam nisso e a Marca possivelmente também.Quando a história contada pelas Marcas é vivida e sentida pela própria Marca e aceite pelo mercado, está tudo bem etodos ficamos satisfeitos. A Marca lucra com a venda dos produtos e nós, consumidores, ficamos emocionalmenterealizados. Sinceramente não tenho nada contra isso contudo, nem sempre é assim.
  2. 2. E quando a mentira é mesmo mentira e o consumidor sente que é mentira?Seth no seu livro diz que "os profissionais de Marketing bem-sucedidos são apenas os fornecedores de histórias nasquais os consumidores optam por acreditar". O problema é quando não acreditam ou, pior ainda, quando acreditam edepois descobrem que foram enganados.Tudo se pode complicar quando as Marcas defraudam as expectativas dos consumidores ou seja, a Marca conta umahistória, o consumidor acredita mas passado um tempo vê que é mentira. Este é o cenário que todas as Marcas devemevitar - defraudar expectativas.Desde sempre que há clientes insatisfeitos. Sempre existiram clientes a manifestar o seu desagrado porém, com ocrescimento dos meios digitais, os clientes ganham voz e rapidamente se unem a outros clientes com a mesma opinião.Este cenário é devastador para uma Marca mentirosa (e ainda bem!).As pulseiras Power Balance são um exemplo deste fenómeno. Vejam que a Marca se posiciona como - PerformanceTechnology - ou seja, esta é a sua proposta de valor para o mercado, é a sua história. Diversas figuras públicasassociaram-se ao "fenómeno" e tudo parecia estar a correr bem. A moda pegou.Um dos problemas deste tipo de história é que pode sempre haver um "player" que queira contar algo mais sobre oassunto. No caso da Power Balance, foi o seu fabricante que colocou a Marca em "cheque". Rapidamente começaram acorrer rumores de que aspulseiras eram uma fraude e o consumidor, descontente, começou a actuar judicialmentecontra a Marca. A Marca assumiu que "não há, nem nunca houve base cientifica para as pulseiras" ou seja, a empresaentre muitos processos foi obrigada a devolver o dinheiro aos consumidores (ver notícia).Um caso ainda mais recente foi o da Reebok que, segundo a Marketeer "foi acusada pela Federal Trade Comission(FTC) dos EUA de publicidade enganosa". A Marca andou a investir bastante em modelos comercializados comotonificadores de glúteos para depois se vir a saber que são uma fraude. A Marca contou uma história, o consumidoraceitou e acreditou e depois sentiu-se enganado.A Rebook vai acabar por causa disto?Claro que não, mas há prejuízos sérios envolvidos. O primeiro prejuízo está em reembolsar todos os consumidoresenganados (mais de 18 milhões de euros). De seguida, vem talvez o maior prejuízo de todos, a Marca vai ter que investirbastante para voltar a conquistar a confiança do Mercado visto que "Apesar das alegações da Federal Trade Comission,a Reebok garantiu que vai manter o compromisso de desenvolvimento contínuo da linha de produtos EasyTone,noticia o The Delta World".Estou convicto que a Rebook vai saber dar a volta por cima todavia, temos que ter noção que o consumidor e os seusrespresentantes estão cada vez mais activos e atentos. Qualquer falha, qualquer mentira, qualquer fraude pode sairmuito caro à empresa. Se a Rebook tem capacidade para aguentar o impacto financeiro que está a sofrer, muitas outrasMarcas não teriam.No meu ponto de vista, Marcas com a Reebok, podem acabar por conseguir tirar proveito destes cenários de crise mas, épreciso investir bastante para reconquistar a confiança do Mercado e transformar este cenário numa oportunidade. Nãoé para qualquer Marca.Comunicar e promover este tipo de atributo num produto só faz sentido, como refere David Vladeck, se "(...) suasafirmações sobre a saúde se apoiam em conhecimentos científicos". Têm que haver provas (estudos credíveis) quevalidem a história em caso de desconfiança (que por exemplo, pode ser gerada pela concorrência). SoluçãoAs Marcas têm que ser honestas, não vejo outro caminho. A vontade que muitos profissionais têm emcriar "fakes" para promover as suas Marcas na WEB é um perigo brutal e não faz qualquer sentido.Esta decisão pouco reflectida pode comprometer por completo a reputação de uma Marca. Nem todas as Marcas têm acapacidade da Sony, da Dell, ou da Rebook, para aguentar este tipo de impacto negativo.
  3. 3. "Procurar atalhos em prol do retorno imediato pode tornar o caminho ainda mais longo"Boa transparência! Paulo Morais www.mktmorais.com Marketing Manager na Follow Reference Project Manager do Marketing Portugal Marketing Consultant na JRS Pharmarketing Coordenador da Pós Graduação de Marketing e Empreendedorismo e docente na Pós Graduação de Marketing Digital do IPAM. Orador e Formador nas áreas do Marketing, Marketing Digital e Marketing Pessoal. Mestrando e Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM e Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE

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