Desigualdades na Distribuição de
Equipamentos Culturais na
Cidade do Rio de Janeiro


Três questões:

 Como relação a cidade como espaço culturais
Que pensar os equipamentos
Considerando tais aspectos ter...
 Nunca

se produziu tanto e de maneira tão eficaz
como hoje em dia.

 Quando

formos ricos teremos tempo suficiente
para...
 Lazer

e Cultura são colocados em segundo

plano.
 Ficam

estes entendidos como solicitações para
um instante posterior...


As secretarias de esporte, lazer e cultura estão
entre as que menor valor recebem nas negociações
políticas.



Também...
 Paulatinamente

observa-se uma busca do espaço
público enquanto locus de vivência social e um
crescimento de um mercado ...
 Perceptivelmente

a noção de ocupação do
espaço público sempre esteve mais voltada para
os interesses dos grupos sociais...
 Pode-se

observar que as pessoas se restringem
cada vez mais a seu espaço doméstico,
utilizando os equipamentos tecnológ...
 Como

ficam os espaços de lazer nesse contexto?


Clubes de bairro na cidade do Rio.

 Alguns

exemplos: Cassino Bangú (Bangu),
Sepetiba Esporte Clube (Sepetiba), Espor...
 Cinemas
 Em

de rua.

1955, o Rio de Janeiro atingiu o número
máximo de cinemas em sua história, cerca de
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

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estas se distribuem somente por cerca de 20
bairros.



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 Ampliam-se

os complexos de diversão mas
hierarquiza-se (e privatiza-se) o espaço urbano.

 “Enclaves

fortificados“.

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

Por que pensar em facilitar o acesso aos
equipamentos
culturais,
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 Aspecto

físico;
 Aspecto financeiro;
 Aspecto relacionado à formação/predisposição.
 Não

adianta, a cidade possuir ...


O Rio de Janeiro é uma cidade privilegiada:

Possui mais de cinco museus;
 Dispõe de mais de 40 cinemas (com cerca de ...
 Como

obter dados mais seguros que tais
avaliar e compreender melhor nos
diferenças identificarmunicípio queclareza tal
...
 Equipamentos

culturais, segundo as Áreas de
Planejamento e Regiões Administrativas
 Equipamentos

culturais, segundo as Áreas de
Planejamento e Regiões Administrativas
A

cidade,
portanto,
dispõe
de
440
equipamentos, assim distribuídos: museus - 15%;
bibliotecas - 10%; centros culturais -...
A

distribuição
no
plano
das
Regiões
Administrativas também revela desigualdades
consideráveis:

 23,3%

das trinta RA's...


Quanto maior o resultado, maior é a presença de
equipamentos culturais por habitante. Neste sentido, o gráfico
3 eviden...
A

AP5 está "distante" 96,3% do conjunto de
oportunidades de acesso que a AP1 possui.
O

Índice de
Desenvolvimento Humano
(IDH) é calculado a partir
de variáveis que
englobam três dimensões:
saúde, educação ...
 Isto

significa que há uma forte correlação entre
o número de equipamentos culturais e o IDH.

 Nas

AP's que possuem m...


Identificamos, de fato, uma grande desigualdade na
distribuição destes equipamentos, indicando que a
diferenciação soci...
A

política cultural poderá asfixiar ou proteger,
ser eficaz, prejudicial ou inócua: tudo
dependerá da sua adequação à co...
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Equipamentos culturais da cidade do rio de janeiro - espaço, lazer e política

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Análise da distribuição e oferta desigual de equipamentos culturais da cidade do Rio de Janeiro.

Apresentação feita a partir do artigo escrito pelos professores Fabio de Faria Peres e Victor Andrade de Melo.

segue link:

http://www.efdeportes.com/efd93/rio.htm

Publicada em: Educação
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Equipamentos culturais da cidade do rio de janeiro - espaço, lazer e política

  1. 1. Desigualdades na Distribuição de Equipamentos Culturais na Cidade do Rio de Janeiro
  2. 2.  Três questões:  Como relação a cidade como espaço culturais Que pensar os equipamentos Considerando tais aspectos teriam múltiplo com a ordem socioeconômica e com a atual como lazer? possibilidades de lazer, como pensar no situação das cidades, notadamente as acesso a tais bens no âmbito municipal? metrópoles? de
  3. 3.  Nunca se produziu tanto e de maneira tão eficaz como hoje em dia.  Quando formos ricos teremos tempo suficiente para nos preocupar com os problemas da cultura.  Podemos identificar no imaginário da população uma certa hierarquização das necessidades, na qual saúde, educação e trabalho ocupam espaço de predominante importância.
  4. 4.  Lazer e Cultura são colocados em segundo plano.  Ficam estes entendidos como solicitações para um instante posterior, quando os primeiros problemas estiverem sanados.  Essa compreensão é de certa forma referendada pelo próprio poder público, mais preocupado com questões econômicas do que com o bem estar humano.
  5. 5.  As secretarias de esporte, lazer e cultura estão entre as que menor valor recebem nas negociações políticas.  Também estando entre as que são contempladas com a menor fatia do orçamento.  As preocupações com os espaços de lazer não são recentes.  No Brasil, já no século XIX, destacadamente na cidade do Rio de Janeiro, podemos encontrar as primeiras iniciativas voltadas à organização e controle das atividades de lazer da população.
  6. 6.  Paulatinamente observa-se uma busca do espaço público enquanto locus de vivência social e um crescimento de um mercado de diversões.  Acreditava-se que as atividades de lazer poderiam funcionar como elementos disciplinadores e de manutenção da ordem.  Eram em geral compreendidas como atenuadoras das mazelas que a modernidade trazia para a sociedade brasileira.
  7. 7.  Perceptivelmente a noção de ocupação do espaço público sempre esteve mais voltada para os interesses dos grupos sociais ligados às elites econômicas.  O que terá havido nas últimas décadas, uma destruição completa da esfera pública? A partir da década de 1970 notamos uma grande transformação tecnológica.  Produtos de “Necessidade básica”
  8. 8.  Pode-se observar que as pessoas se restringem cada vez mais a seu espaço doméstico, utilizando os equipamentos tecnológicos.  As camadas populares buscam alternativas de organização no âmbito do lazer e da cultura. O avanço tecnológico ampliou o alcance da cultura de massas.
  9. 9.  Como ficam os espaços de lazer nesse contexto?
  10. 10.  Clubes de bairro na cidade do Rio.  Alguns exemplos: Cassino Bangú (Bangu), Sepetiba Esporte Clube (Sepetiba), Esporte Clube São José (Magalhães Bastos), Lins Tênis Clube e Vitória Esporte Clube (Lins), Esporte Clube Mackenzie (Méier), Jabour Social Clube (Senador Camará), Maxwell Esporte Clube (Vila Isabel), entre muitos outros.
  11. 11.  Cinemas  Em de rua. 1955, o Rio de Janeiro atingiu o número máximo de cinemas em sua história, cerca de 190, espalhados por quase 50 bairros.
  12. 12.  Hoje temos cerca de 150 salas de cinema, mas estas se distribuem somente por cerca de 20 bairros.  Os antigos cinemas, em sua grande maioria, viraram igrejas evangélicas e supermercados, ou foram divididos em várias pequenas salas.
  13. 13.  Ampliam-se os complexos de diversão mas hierarquiza-se (e privatiza-se) o espaço urbano.  “Enclaves fortificados“.  Contemporaneamente, observam-se iniciativas de delimitação do acesso ao espaço público.  As cidades estão cada vez mais divididas, notadamente as metrópoles.
  14. 14.  "a individualização leva ao solapamento dos vínculos. Desligados dos contratos do estado social, os indivíduos sentem-se apenas usuários da cidade, sem estarem comprometidos com os problemas urbanos em geral" (Prigge, op.cit., p.53)  Cidade-evento.  Vive-se a espreita de ocasiões...para fazer negócios!
  15. 15.  Por que pensar em facilitar o acesso aos equipamentos culturais, prioritariamente localizados no Centro e na Zona Sul da cidade, ainda mais quando parte dos moradores dos bairros "nobres" manifesta preocupações, explicitadas pelos jornais, quanto ao fato de que os habitantes da periferia possam vir a "destruir" os "seus" bens?
  16. 16.  Aspecto físico;  Aspecto financeiro;  Aspecto relacionado à formação/predisposição.  Não adianta, a cidade possuir uma infinidade de equipamentos públicos se as pessoas não são estimuladas a frequentá-los. (Melo, Alves, 2003)  Não podemos concordar com a compreensão de produção cultural como oferecimento de eventos esporádicos.
  17. 17.  O Rio de Janeiro é uma cidade privilegiada: Possui mais de cinco museus;  Dispõe de mais de 40 cinemas (com cerca de 147 salas);  E mais de 100 teatros.   Mas ainda assim apresenta desigualdade na distribuição de tais bens pelo espaço desta cidade.  A cidade do Rio de Janeiro possui 159 bairros, divididos em 30 Regiões Administrativas (RA).
  18. 18.  Como obter dados mais seguros que tais avaliar e compreender melhor nos diferenças identificarmunicípio queclareza tal permitam em um com mais apresenta características e condições sociais tão díspares? situação?
  19. 19.  Equipamentos culturais, segundo as Áreas de Planejamento e Regiões Administrativas
  20. 20.  Equipamentos culturais, segundo as Áreas de Planejamento e Regiões Administrativas
  21. 21. A cidade, portanto, dispõe de 440 equipamentos, assim distribuídos: museus - 15%; bibliotecas - 10%; centros culturais - 10,9%; parques e florestas -3,6%; teatros - 27%; salas de cinema - 33,4%. A distribuição destes equipamentos pela cidade revela uma expressiva desigualdade, na medida que 23,9% do total estão localizados na AP1, 42% na AP2 e 15,9% na AP4, enquanto que 13,6% estão situados na AP3 e apenas 4,5% na AP5 (ver gráfico 1).
  22. 22. A distribuição no plano das Regiões Administrativas também revela desigualdades consideráveis:  23,3% das trinta RA's não possuem nenhum dos equipamentos pesquisados, enquanto que a RA Botafogo e a RA Lagoa possuem respectivamente 17,3% e 12,5%. (ver gráfico 2)  Ao comparamos RA's com AP's, a situação parece ainda mais alarmante: percebemos que a RA Botafogo e a RA Centro sozinhas concentram mais equipamentos que as AP3, AP4 e AP5.
  23. 23.  Quanto maior o resultado, maior é a presença de equipamentos culturais por habitante. Neste sentido, o gráfico 3 evidencia o quanto a cidade do Rio de Janeiro é desigual no acesso aos equipamentos.
  24. 24. A AP5 está "distante" 96,3% do conjunto de oportunidades de acesso que a AP1 possui.
  25. 25. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é calculado a partir de variáveis que englobam três dimensões: saúde, educação e economia.
  26. 26.  Isto significa que há uma forte correlação entre o número de equipamentos culturais e o IDH.  Nas AP's que possuem maiores IDH's há uma concentração maior de equipamentos culturais.
  27. 27.  Identificamos, de fato, uma grande desigualdade na distribuição destes equipamentos, indicando que a diferenciação sociocultural se revela também espacialmente.  Redistribuição e desconcentração cultural para a cidade do Rio de Janeiro.  O fato de uma determinada população possuir equipamentos próximos a sua residência, não determina que vá procurá-los com frequência.  "Torna-se difícil imaginar a transformação da sociedade por meio da cultura se ela não chega ao conjunto da população" (Brant, 2002, p.19)
  28. 28. A política cultural poderá asfixiar ou proteger, ser eficaz, prejudicial ou inócua: tudo dependerá da sua adequação à comunidade, a seus códigos e afazeres.  Montagem da apresentação: Paulo Vitor Previatto

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