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PAUTA III – GRAÇA ARANHA
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GRUPOS QUE FICARAM COM
ALGUM AUTOR
Debatam entre si sobr...
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PRÉ MODERNISMO: ASPECTOS CENTRAIS
PRIMEIRO
ASSUNTO
[BIOGRAFIA]
 José Pereira da Graça
Aranha nas...
PAUTA III – GRAÇA ARANHA
 Teatro
 Malazarte (1911).
 Ensaios
 A Estética da Vida (1920).
 Conferência
 Espírito Mode...
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O personagem Lentz
Lentz é um adepto das teorias
racistas. Para ele, os brasileiros, por
serem me...
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Estética da Vida, de 1921. O brasileiro
terá de vencer o Terror Cósmico,
superar o lírico individ...
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Brasil. Mesmo o drama de
Maria, a personagem trágica
do romance, é entremeado
de longas cenas que...
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pavor de Maria na estalagem
em que se abriga, dormindo
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Pauta 3 graça aranha

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Graça Aranha

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Pauta 3 graça aranha

  1. 1. PAUTA III – GRAÇA ARANHA ORIENTAÇÕES PARA O BOM ANDAMENTO DA AULA GRUPOS QUE FICARAM COM ALGUM AUTOR Debatam entre si sobre a biografia dele; Fale sobre as características de sua escrita; Fale de suas principais obras; Fale sobre uma obra específica; GRUPOS QUE FICARAM COM OS DEMAIS TEMAS Debatam as características do seu assunto no Brasil e no Mundo; Saibam especificar quando acontece no Brasil e quando acontece em Portugal; SOBRE A PAUTA E A GRAVAÇÃO Você recebeu uma pauta, ela vai ser base para o que será discutido no podcast; A função do podcast é que você e sua equipe discuta o tema que ficaram responsáveis; Não leia DE MANEIRA ALGUMA a pauta para o gravador, salvo quando for fazer alguma citação. Você irá debater o tema sorteado com seu grupo, e tudo que for falado deverá ser gravado com o gravador de algum eletrônico (smatphone,etc) Você pode tranquilamente usar de uma linguagem informal. Mas tenha cuidado, pois você estará produzindo um material DIDÁTICO
  2. 2. PAUTA III – GRAÇA ARANHA PRÉ MODERNISMO: ASPECTOS CENTRAIS PRIMEIRO ASSUNTO [BIOGRAFIA]  José Pereira da Graça Aranha nasceu em São Luís, Maranhão, em 1868.  Filho de família maranhense rica e culta  Ainda bem jovem foi para o Recife estudar direito  Formou-se em 1886, seguindo a magistratura no estado do Rio de Janeiro  Foi como juiz municipal em Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo, em 1890, que colheu dados para seu futuro romance Canaã, publicado em 1902  Em 1897, sem ter publicado livros, entrou precocemente para a recém-fundada Academia Brasileira de Letras  Em 1900, entrou para o Itamarati. Nos vinte anos em que esteve fora do Brasil, em missões diplomáticas por diversos países, acompanhou também os rumos da arte moderna lá fora.  De volta ao Brasil, participou da Semana de Arte Moderna, em 1922. Em 1924, rompeu com a Academia, após a conferência: "O Espírito Moderno" na qual condenava a imobilidade da Literatura oficial. Naquela época, voltado para os problemas políticos e sociais do Brasil, escreveu Viagem Maravilhosa.  Faleceu no Rio em 1931, aos sessenta e dois anos de idade. SEGUNDO ASSUNTO [PRINCIPAIS OBRAS)  Romance  Canaã (1902); A Viagem Maravilhosa (1929).
  3. 3. PAUTA III – GRAÇA ARANHA  Teatro  Malazarte (1911).  Ensaios  A Estética da Vida (1920).  Conferência  Espírito Moderno (1925); Correspondência de Machado de Assis e  Joaquim Nabuco, (1923); Futurismo. Manifesto de Marinetti e Seus  Companheiros (1926); O Meu Próprio Romance (1931). TERCEIRO ASSUNTO [CANAÃ] Tendo sido lançado no mesmo ano de Os Sertões, de Euclides da Cunha (1902), poderíamos dizer queCanaã é o primeiro romance ideológico brasileiro em que se discute o destino histórico do Brasil. Ao mesmo tempo, Canaã representou uma ponte entre as correntes filosóficas e estéticas do final do século XIX (Realismo, Naturalismo, Simbolismo) e a revolução modernista da segunda década do século XX. O pólo central de Canaã são os debates entre dois colonos alemães que se estabelecem no Espírito Santo: Milkau e Lentz. O personagem Milkau Milkau representa o otimismo, a confiança no futuro do Brasil e na força regeneradora do amor universal. A maneira de Tolstói, Milkau prega a integração harmônica de todos os povos na natureza- mãe, revelando um evolucionismo humanitário. É um humanista saudoso do gênio livre e individualista da Alemanha. Por isso deplora o desmoronamento da tradição da cidade brasileira invadida por colônias estrangeiras e sonha com a “ligação do homem ao
  4. 4. PAUTA III – GRAÇA ARANHA O personagem Lentz Lentz é um adepto das teorias racistas. Para ele, os brasileiros, por serem mestiços, estão condenados à dominação por parte de raças “superiores”. Lentz profetiza a vitória dos arianos, enérgicos e dominadores, sobre o brasileiro fraco e indolente. Suas idéias deixam entrever a filosofia de Nietzsche e o evolucionismo de Darwin. Para Lentz, renovar o Brasil é cobri-lo com os corpos humanos da raça superior, demonstração representativa do colonialismo agressivo, ou seja, imperialismo, calorosamente discutido com alusões estéticas. “A lei do amor” x “A lei da força” Assim, podemos ver que Milkau e Lentz representam duas ideologias postas em debate. E o contraste entre o universalismo (Milkau) e o racismo (Lentz), entre a “lei do amor” (Milkau) e a “lei da força” (Lentz). Justamente neste ponto, Canaã adquire maior importância para a Literatura Brasileira, pois o romance de confrontação ideológica era inédito entre nós, e antecipou a tomada de consciência dos modernistas. Na verdade, Graça Aranha, com Canaã, apresenta tópicos que serão desenvolvidos mais tarde em A homem” e com a realização da liberdade. Milkau não se limita à defesa de idéias abstratas. Seu humanismo desdobra-se em ação quando passa a proteger Maria, jovem colona, expulsa pelos patrões quando estes a sabem grávida, vindo a dar à luz em trágica situação. Após salvar Maria, libertando-a do cárcere onde estava por ter sido acusada de matar o próprio filho (na verdade Maria tem o filho devorado por uma vara de porcos), Milkau foge, juntamente com Maria, em direção a outros horizontes, numa “corrida no Infinito”, em busca da luminosa Canaã, a Terra Prometida, “onde as feras não fossem homens”, onde a vida não seja uma competição de ódios mas uma conquista de amor. Visto desta maneira, Canaã é o poema das raças novas, da miscigenação das raças, de onde nascerá a perfeita harmonia universal.
  5. 5. PAUTA III – GRAÇA ARANHA Estética da Vida, de 1921. O brasileiro terá de vencer o Terror Cósmico, superar o lírico individual e atingir a poesia do cosmos unitário, numa identificação de consciência e universo. Graça Aranha toca, portanto, no ponto vital das discussões do início do século XX: a campanha por uma estética nacional assimilada na consciência universal, Este era o debate do dia-a-dia: a nacionalidade brasileira, vista e analisada profundamente, opondo-se ao ufanismo e ao patriotismo superficial. A estrutura romanesca e a linguagem Muitos têm afirmado que a extrema preocupação de Graça Aranha em discutir idéias (Canaã é, na verdade, um romance de idéias) prejudicou a composição ficcional (literária) propriamente dita. José Guilherme Merquior acusa a má intervenção do pensamento, da tese, na matéria narrada. A dimensão realista do livro é incompatível com a sua dimensão explicativa. Daí resultaria uma certa deficiência estrutural da obra. O ardente desejo de explicar o “objetivismo dinâmico” leva o autor a fazer “filosofia ficcionalizada” ou “ficção filosofante”. Formalmente, isto se revela na intervenção teórica do autor a cada momento do romance, através de digressões que interrompem o universo ficcional. Daí o esvaziamento das personagens (são praticamente idéias, e não pessoas), a desvalorização do enredo que serve apenas de pretexto para análises sociais ou psicológicas do
  6. 6. PAUTA III – GRAÇA ARANHA Brasil. Mesmo o drama de Maria, a personagem trágica do romance, é entremeado de longas cenas que demonstram a lubricidade e a venalidade dos magistrados locais. Já no final, quando Milkau busca o juiz de direito para tentar uma solução para o processo em que Maria está envolvida, os dois acabam discutindo sobre a etnia brasileira, aproveitando Graça Aranha para tecer argumentos sobre o mulatismo. Entretanto, se levado pela preocupação em discutir o Brasil, Graça Aranha não estruturou personagens ou enredo convincentes, algumas cenas de violência e instinto servem de relevo e interesse pela linguagem impressionista de que se revestem, assim como as descrições ricas da natureza brasileira. São cenas tipicamente naturalistas: o enterro do velho caçador, cujo cadáver é disputado aos coveiros por cães furiosos e urubus famintos; o rito bárbaro dos magiares, que fecundam a terra com o sangue de um cavalo açoitado até a morte; o
  7. 7. PAUTA III – GRAÇA ARANHA pavor de Maria na estalagem em que se abriga, dormindo juntamente com uma velha criada que esconde pedaços de carne sob o colchão e, à noite, os ratos passeiam-lhe sobre o corpo; enfim o nascimento do filho de Maria em plena mata, entre porcos que acabam por devorar a criança diante do horror da mãe. Evidentemente, estas cenas vão além do realismo, mas não chegam a um naturalismo “científico” de um Zola. Este naturalismo é sensível ao nível da linguagem narrativa, tipicamente impressionista. De fato, natureza, ambiente, homens e coisas são apreendidos num enfoque impressionista, usando o narrador uma retórica declamatória com farta adjetivação, na qual dois ou três adjetivos ligam-se ao mesmo substantivo, ou até os substantivos adjetivam. A descrição de Maria adormecida na mata, coberta pelos pirilampos, representa bem o impressionismo, filtrado de simbolismo. De fato, formas, cores, aspectos luminosos confundem-se numa descrição emocional do momento, através de
  8. 8. PAUTA III – GRAÇA ARANHA períodos breves, geralmente no imperfeito do indicativo, sugerindo a idéia de continuidade. Assim, Canaã revela-se uma obra sincrética. Do Realismo encontramos traços na fixação da paisagem humana da colônia, em prosa quase documental, com a simplicidade da vida laboriosa dos imigrantes ou as doenças da burocracia judiciária. Do Simbolismo encontramos a preocupação metafísica, a alegoria retórica, a associação das sensações do momento que faz com que o naturismo ultrapasse a simples observação da realidade. Note-se ainda a presença de mitos folclóricos indígenas e europeus, que ajudam no’ desenvolvimento da idéia de Milkau e na exaltação do Brasil. Referências (s.d.). Fonte: http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/gra.aaranha.htm

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