Classe insecta

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caracterização morfo anatômica da classe Insecta

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Classe insecta

  1. 1. CARACTERIZAÇÃO MORFO-ANATÔMICA DA CLASSE INSECTA DISCIPLINA: INTERAÇÃO INSETO / PLANTA PROF. PAULO CESAR DE SOUZA GRILLO
  2. 2. <ul><li>Inseto, nome comum de qualquer animal pertencente a uma classe do filo artrópoda. Formam a maior classe do Reino. </li></ul><ul><li>Animal, sendo mais numerosos que todos os outros grupos, pois estão descritas pelo menos 800.000 espécies. </li></ul><ul><li>Estão distribuidos por todo o mundo, das regiões polares aos trópicos e englobam espécies que vivem em terra firme, águas doces, salgadas e termais. </li></ul><ul><li>Classificação científica: a classe Insecta é dividida em duas subclasses, Apterygota, insetos sem asas, e Pterygota, que inclui a maioria dos insetos equipados com asas na fase juvenil ou adulta. A primeira subclasse inclui quatro ordens e a segunda, 27. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Os insetos como as abelhas, as formigas e os cupins possuem complexas estruturas sociais, nas quais as diversas atividades </li></ul><ul><li>necessárias para a alimentação, abrigo e reprodução dentro da colônia estão distribuídas entre indivíduos adaptados </li></ul><ul><li>especificamente para desempenhá-las. </li></ul><ul><li>A maioria dos insetos alcança a maturidade através da metamorfose, ao invés do crescimento direto. Na maioria das espécies o indivíduo atravessa pelo menos duas fases diferentes antes de alcançar a forma adulta ( desenvolvimento indireto). </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Pode-se dizer que mais de 90% das espécies animais terrestres são insetos. Entre as razões para a fantástica multiplicidade de espécies de insetos estão: </li></ul><ul><li>tamanho reduzido permite que os insetos explorem diferentes nichos num mesmo habitat </li></ul><ul><li>ciclo de vida de curta duração </li></ul><ul><li>sofisticado sistema sensorial e neuro-motor </li></ul><ul><li>interações evolutivas com plantas e outros organismos </li></ul><ul><li>metamorfose </li></ul><ul><li>presença de asas e pernas </li></ul><ul><li>baixa taxa de extinção. </li></ul>
  5. 7. <ul><li>Ainda que a aparência externa dos insetos seja extremamente variada, certas características de sua anatomia são comuns a toda a classe. O corpo é composto de três partes: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça há um par de antenas, um par de mandíbulas, um par de mandíbulas auxiliares ou maxilas e um segundo par de mandíbulas auxiliares. </li></ul><ul><li>Todos os insetos possuem três pares de patas localizadas no tórax. Este último é dividido em: prototórax, mesotórax e metatórax. Nos insetos alados, as asas (que costumam ser quatro) localizam-se entre o mesotórax e o metatórax. </li></ul><ul><li>O abdome geralmente tem dez ou onze segmentos bem definidos. Nas fêmeas o abdome possui um órgão destinado à colocação dos ovos (ovipositor) que pode estar modificado em forma de ferrão, serra ou agulha, para efetuar a postura nos tecidos internos de plantas ou animais. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Possuem esqueleto externo (ou exoesqueleto). Este é um tegumento formado pelo endurecimento da carapaça exterior do corpo, devido à impregnação com pigmentos e à polimerização de proteínas. </li></ul><ul><li>C A B E Ç A </li></ul><ul><li>A cabeça é a região anterior do corpo em forma de cápsula que contém apêndices fixos (olhos e ocelos) e móveis (antenas e peças bucais). Em sua origem embrionária, a cabeça é formada por 6 segmentos. </li></ul><ul><li>O formato da cabeça varia grandemente nas diversas espécies. Além dos apêndices, a cabeça apresenta suturas e cristas cefálicas de grande valor taxonômico. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>A antena pode assumir formas diversas, como filiforme, setácea, moniliforme, clavada, fusiforme, pectinada, plumosa, denteada, geniculada, etc. </li></ul><ul><li>Em muitas espécies, machos e fêmas possuem dimorfismo de antenas, pelo tipo, tamanho, ou inserção das antenas na cabeça. </li></ul><ul><li>Algumas antenas apresentam ainda funções de equilíbrio e auxiliam o macho a segurar a fêmea durante a cópula. </li></ul><ul><li>Numerosas estruturas sensoriais, como pêlos, ocorrem na antena e funcionam como quimiorreceptores, mecanorreceptores, termorreceptores e higrorreceptores. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>O l h o s </li></ul><ul><li>Com exceção de algumas poucas espécies subterrâneas e endoparasíticas, a maioria dos insetos consegue enxergar relativamente bem, e muitas espécies têm sistemas visuais </li></ul><ul><li>altamente desenvolvidos. </li></ul><ul><li>A visão dos insetos é servida por 2 tipos de fotorreceptores :olhos compostos e ocelos. A maioria das ninfas e dos insetos adultos tem um par de olhos compostos, relativamente grandes e convexos, localizados dorso lateralmente na cabeça. </li></ul><ul><li>A superfície de cada olho composto é dividida em áreas circulares ou hexagonais chamadas facetas, que corres - pondem à lente de um omatídeo. Cada olho pode ser composto por poucos omatídeos.( 5 a 10, Libélulas 30.000) </li></ul>
  9. 11. <ul><li>O formato dos omatídeos varia ainda com o hábito do inseto (por exemplo, insetos noturnos têm omatídeos mais alongados). </li></ul><ul><li>Grande número de espécies consegue detectar cor, especialmen- -te insetos polinizadores, como abelhas e borboletas. </li></ul><ul><li>A cabeça da maioria das larvas e de muitos insetos adultos pode conter ainda de 1 a 3 olhos simples (ocelos). Há dois tipos de ocelos, os laterais, típicos de larvas e pupas, e os ocelos dorsais, que são os olhos simples dos adultos. </li></ul><ul><li>Ocelos estão mais envolvidos na detecção de variações na luz do que propriamente na formação de imagens . </li></ul>
  10. 12. <ul><li>P e ç a s B u c a i s </li></ul><ul><li>O aparelho bucal é composto de apêndices móveis originados dos terceiro, quarto, quinto e sexto segmentos embrionários da cabeça. O aparelho bucal exposto (ectognato) compõe-se </li></ul><ul><li>originalmente de oito peças. São elas : </li></ul><ul><li>lábio superior (labro): é uma peça que se movimenta para cima e para baixo, com função de retenção do alimento a fim de ser trabalhado pelas mandíbulas . </li></ul><ul><li>duas mandíbulas: localizam-se abaixo do labro e estão adaptadas para triturar, perfurar, moldar e cortar, além de defesa . </li></ul><ul><li>lábio inferior (lábio): possui função táctil e de retenção do alimento. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>duas maxilas: auxiliam as mandíbulas e são formadas por partes menores, algumas de função táctil, gustativa, mastigadora ou perfuradora. </li></ul><ul><li>epifaringe: localiza-se na parte interna do labro, sendo recoberta de pêlos de função gustativa. </li></ul><ul><li>hipofaringe: inserida junto ao lábio inferior, em forma de &quot;língua&quot;, tem função táctil e gustativa. </li></ul><ul><li>Insetos agnatos são aqueles sem aparelho bucal funcional, que praticamente não se alimentam após atingirem o estágio adulto. O conhecimento das peças bucais dos insetos é importante para estudos de taxonomia e também para determinação dos danos causados, no caso de insetos nocivos. </li></ul>
  12. 15. <ul><li>Há dois tipos básicos de aparelho bucal, mastigador e sugador, com algumas variações, como as descritas a seguir: </li></ul><ul><li>Triturador ou mastigador: é considerado o mais primitivo. Todas as peças bucais estão presentes, e os alimentos são triturados ou mastigados na cavidade pré-oral, também chamada cibário. Ocorre na maioria das ordens, como Orthoptera (gafanhotos, grilos), larvas de Lepidoptera (borboletas e mariposas), Coleoptera (besouros), Odonata (libélulas), Mantodea (louva-a-deus) e Dermaptera (tesourinha). </li></ul><ul><li>Sugador labial (picador sugador): as peças bucais são modificadas em estilete. O lábio inferior transforma-se num tubo (rostro), que aloja os estiletes. A sucção do alimento é feita pelas mandíbulas, epifaringe e hipofaringe. As maxilas possuem extremidades serreadas e têm função perfuradora. Ocorre em Diptera (mosquitos), Hemiptera (percevejos), Siphonaptera (pulgas), Thysanoptera (tripes), Anoplura (piolhos). </li></ul>
  13. 16. <ul><li>Sugador maxilar : a modificação ocorre somente nas maxilas; as demais peças são atrofiadas. O conjunto assume o aspecto de um tubo longo e enrolado (quando em repouso) denominado espirotromba. É típico dos adultos de Lepidoptera. </li></ul><ul><li>Lambedor : o lábio superior e as mandíbulas são normais; as maxilas e o lábio inferior são alongados e unidos, formando uma espécie de língua com a qual o inseto retira o néctar das flores. Ocorre em Hymenoptera (abelhas ) . </li></ul><ul><li>É interessante notar que uma mesma espécie de inseto pode apresentar um tipo diferente de aparelho bucal quando passa da forma jovem para a adulta. Nesse aspecto podem ser caracterizados como: </li></ul><ul><li>menorrinco : o inseto apresenta aparelho bucal sugador labial tanto na fase jovem como na fase adulta. Ex: Thysanoptera e Hemiptera. </li></ul>
  14. 17. <ul><li>menognato : o aparelho bucal é do tipo mastigador nas larvas e adultos. Ex.:Coleoptera, Orthoptera, Blattodea (baratas), Isoptera (cupins). </li></ul><ul><li>A posição das peças bucais na cabeça do inseto adulto varia entre as diferentes ordens. De acordo com a direção das peças bucais em relação a um eixo longitudinal ao corpo, os insetos são classificados como : </li></ul><ul><li>prognata : as peças bucais são dirigidas para a frente. Ex.: Isoptera, Dermaptera. opistognata : as peças bucais são dirigidas para baixo e para trás. Ex.: Hemiptera-Heteroptera, Siphonaptera. </li></ul><ul><li>hipognata : os inseto possui as peças bucais dirigidas para baixo. Ex. Orthoptera, Odonata, Hymenoptera, Mantodea . </li></ul>
  15. 19. <ul><li>S u t u r a s </li></ul><ul><li>Suturas (ou sulcos) são linhas que demarcam uma dobra para dentro da cutícula, dividindo a cabeça em um número de escleritos mais ou menos distintos. </li></ul><ul><li>Há uma variação considerável na disposição das suturas nas diferentes ordens de insetos. </li></ul><ul><li>As suturas mais comuns são a epicranial, epistomal,labroclipeal, subgenal, ocular, antenal, pós-antenal, occipital e sub-occipital. Aparentemente, as suturas não têm relação direta com a </li></ul><ul><li>metamerização da cabeça </li></ul>
  16. 20. <ul><li>T Ó R A X </li></ul><ul><li>O tórax é a segunda região do corpo do inseto, caracterizado por apêndices locomotores -asas e pernas. </li></ul><ul><li>É composto de três segmentos: protórax, que se une à cabeça,mesotórax, o segmento mediano, e metatórax, que se liga ao abdome. </li></ul><ul><li>Cada uma dessas partes deriva de um segmento embrionário. Cada segmento possui um par de pernas; as asas, quando presentes, situam-se no meso e no metatórax. O protórax nunca tem asas. </li></ul>
  17. 22. <ul><li>PERNAS </li></ul><ul><li>As pernas podem ser adaptados para as mais diversas funções, como coleta de alimento, pólen (pernas coletoras das abelhas), escavação (pernas fossoriais das paquinhas), captura de presas (raptatórias nos louva-a-deus e preensoras nas baratas d'água), nadar (natatória em besouros e percevejos aquáticos), fixação em pêlos ou outros substratos (escansoriais nos piolhos), saltar grandes distâncias (saltatória em gafanhotos e pulgas) ou simplesmente para andar e/ou apoiar-se sobre o substrato (perna ambulatória, na maioria das espécies). </li></ul><ul><li>O segundo par de pernas de praticamente todos os insetos terrestres é do tipo ambulatório. com sua função, a perna pode ser do tipo ambulatória, fossorial, saltatória, raptatória, coletora, nadadora, escansorial e preensora. </li></ul>
  18. 24. <ul><li>A s a s </li></ul><ul><li>As asas são evaginações da cutícula localizadas dorso-lateralmente no corpo dos insetos. A maioria das ordens de insetos possui 4 asas, mas em adultos de Diptera, o par posterior é atrofiado, funcionando como órgãos de equilíbrio no vôo. </li></ul><ul><li>Quanto ao número de asas os insetos podem ser: </li></ul><ul><li>ápteros (nenhuma), </li></ul><ul><li>dípteros (2) ou tetrápteros (4). A formação destas asas é única no Reino Animal, pois são órgãos de origem própria, e não modificações de pernas. As asas contêm nervuras longitudinais e transversais que são expansões das traquéias enrijecidas que lhe dão sustentação. Essas nervuras também têm grande valor taxonômico. </li></ul>
  19. 25. <ul><li>As asas podem ser : </li></ul><ul><li>membranosas: finas, flexíveis, com nervuras bem distintas; ocorre na maioria das ordens. </li></ul><ul><li>tégminas: de aspecto pergaminhoso ou coriáceo, em geral alongadas, como as asas anteriores de Blattodea (baratas), Orthoptera e Mantodea </li></ul><ul><li>hemiélitros: a parte basal é coriácea e a parte apical membranosa, como as asas anteriores de Hemiptera: Heteroptera </li></ul><ul><li>élitros: asas duras e resistentes que servem de proteção. Ex.: asas anteriores de Dermaptera e Coleoptera </li></ul><ul><li>balancins (halteres): asas posteriores atrofiadas com função de equilíbrio, encontradas em Diptera </li></ul>
  20. 28. <ul><li>franjadas : alongadas, coberta de pêlos, com nervação reduzida, ex. Thysanoptera </li></ul><ul><li>A B D O M E </li></ul><ul><li>Essa região caracteriza-se pela segmentação típica, simplicidade de estrutura e por apêndices sensoriais e genitais. </li></ul><ul><li>O abdome é originalmente formado por 11 segmentos (urômeros), mas o último segmento é bastante reduzido, e a segmentação nem sempre é visível, dando a impressão de um número menor de segmentos. Apesar da sua aparente simplici- -dade, o abdome é uma região altamente especializada, pois contém as principais vísceras do inseto, e é o principal responsável pelos movimentos respiratórios. </li></ul>
  21. 29. <ul><li>Na maioria das espécies, as estruturas genitais estão situadas no nono segmento (machos) e no oitavo e nono segmentos do abdome (fêmea). O abdome de insetos imaturos pode conter uma série de apêndices, como brânquias, em larvas aquáticas ou pseudópodos, em </li></ul><ul><li>larvas de Lepidoptera. Os apêndices mais comuns nos adultos são os 2 cercos no último segmento, de função sensorial, mas que em algumas espécies podem auxiliar na cópula ou exercer função preensora. </li></ul><ul><li>No macho de certas ordens (ex.: Blattodea) existe ainda um par de apêndices sensoriais curtos (estilos). O ovipositor é uma estrutura encontrada na fêmeas de diversas ordens (ex.: Hymenoptera, Orthoptera), utilizada para inserir os ovos </li></ul><ul><li>em substratos diversos, como no interior de tecidos vegetais, solo, ou mesmo sobre outros animais. O ferrão das abelhas é uma modificação de seu ovipositor. </li></ul>
  22. 30. <ul><li>Quanto à sua união ao tórax do inseto, o abdome pode ser : </li></ul><ul><li>séssil: quando se liga ao tórax em toda sua largura. Ex.: Coleoptera, Orthoptera, Blattodea </li></ul><ul><li>livre: quando há uma constrição mais ou menos pronunciada entre o tórax e o abdome. Ex.: Lepidoptera, Diptera </li></ul><ul><li>pedunculado : quando a ligação é feita através de um área bastante estreita (pecíolo). Ex.: formigas e vespas </li></ul>

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