Técnica de Execução noMétodo “Ortopédico/Funcional”     de Tratar Fracturas
Paulo Homem   Técnica de Execução noMétodo “Ortopédico/Funcional”      de tratar Fracturas              2012
FICHA TÉCNICA                                          TÍTULO   Técnica de Execução no Método “Ortopédico/Funcional” de tr...
Agradecimentos    Ao Senhor Dr. Joaquim Rodrigues Fonseca estou muito grato poraceitar fazer o Prefácio desta Monografia T...
INDÍCEPREFÁCIO........................................................................................................11  ...
Capítulo III – TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL”DO MEMBRO SUPERIOR...........................................................
PREFÁCIO   Pediu-me o enfermeiro Paulo Homem que comentasse um trabalho(escrito e documentado em fotografias) sobre a técn...
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INTRODUÇÃO   O tratamento incruento de fracturas com imobilizaçãogessada convencional/clássica leva sempre o seu tempo.   ...
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Capítulo I                             O MÉTODO   Este MÉTODO tem especial indicação em certas fracturas dos ossoslongos, ...
16	                                                         Capítulo I – O Método      A Técnica     Tendo em conta a filo...
Capítulo I – O Método	                                               17                   •	 os entre si. (aparelho funcio...
Capítulo II                          GENERALIDADES   MATERIAIS   a) Material Gessado   Ligadura gessada                   ...
20	                                                    Capítulo II – Generalidades      •	 Invólucro – protecção externa d...
Capítulo II – Generalidades 	                                               21   Também o grau de hidratação poderá interv...
22	                                                   Capítulo II – Generalidades   Limites   Quando os limites exigidos n...
Capítulo II – Generalidades 	                                           23   Secagem   Após a execução será necessário um ...
24	                                                     Capítulo II – Generalidadestambém ele, normalmente apresentado na ...
Capítulo II – Generalidades 	                                              25                           assim como contrib...
26	                                                 Capítulo II – Generalidades      •	 Outras ainda pela pouca expe­     ...
Capítulo II – Generalidades 	                                              27se possível, as saliências ósseas. Esta condu...
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Capítulo II – Generalidades 	                                           29   Manga de malha tipo jersei   Material, normal...
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Capítulo II – Generalidades 	                                      31                                     Sabendo-se, por ...
32	                                                   Capítulo II – Generalidadesmoral para unir entre si os tutores da co...
Capítulo II – Generalidades 	                                                33   “Chinese Finger Traps”                  ...
34	                                                  Capítulo II – Generalidades                     de “Conformação” de c...
Capítulo II – Generalidades 	                                      35  Não poderá ser confundida poraperto dos tecidos, po...
Capítulo III      TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL”             DO MEMBRO SUPERIOR  Execução  Posição                     ...
38	                  Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior      Aparelho “Ortopédico/Funcion...
Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 	   39   Conformar, com as partes tenarese polpa dos d...
40	                  Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior      Aparelho ”Ortopédico/Funcion...
Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 	          41                                         ...
42	                Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior   O material de execução é aplicado...
Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 	       43                                Técnica dese...
44	              Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior           Tutor Articulado no Punho e...
Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 	        45   Mas também este será, na extremidadeprox...
46	               Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior   A fita de velcro circula a zona me...
Capítulo IV   TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL ”          DO MEMBRO INFERIOR                “Bota Gessada Tipo Sarmiento”O...
48	   Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior        •	 ao controle dos movimentos de rotação; ...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	        49   A posição do paciente é em decúbito dorsa...
50	                 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior   De seguida, é dada continuidade á...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	     51   Limites proximais                           ...
52	                   Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior   Executado, normalmente, por sub...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	       53   Procede-se à colocação da“talonette,” mais...
54	                 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior   Este tutor auxiliar da coxa é exe...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	   55proceda a um desvio da haste inferior de acordo c...
56	                  Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior      Execução do Q.T.B.           ...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	           57                                     No s...
58	                 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferiorencontrar (tubérculo de inserção dos...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	               59                        Aparelho “Ort...
60	                Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior   Nas fracturas do fémur, e pelas me...
Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 	             61da coxa; a configuração prismática quad...
62	              Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior   Atendendo aos esforços a que esta ar...
Capítulo V                ALGUNS APONTAMENTOS                  (Considerados relevantes)    “As contracções musculares e a...
64	                                          Capítulo V – Alguns Apontamentos   A carga a exercer inicialmente é avaliada,...
Capítulo V – Alguns Apontamentos 	                                       65                    Exemplo verificado no tutor...
66	                                           Capítulo V – Alguns Apontamentos   Articulações Mecânicas   São os tutores l...
BibliografiaAlbuquerque, M.; Bacalhau, J.; Cardoso, B.; Seiça, T.; Canha, N. e Homem,   P. (1983) – “Tratamento Biológico ...
Se estes apontamentos não tiverem o interesse que lhe atribuímos,será o registo – diferente – de um período, na área da Tr...
Em anexo   Não tendo sido possível dar a estes apontamentos a componenteCientífica, não obstante a iniciativa tomada, assi...
Anexo IRevista de Ortopedia y Traumatologia – vol. 9P – IB - fasc. 1º - Junho de 1983
72	   Anexos
Anexo I	   73
74	   Anexos
Anexo I	   75
76	   Anexos
Anexo I	   77
78	   Anexos
Anexo I	   79
80	   Anexos
Anexo I	   81
Anexo IIRevista de Ortopedia y Traumatologia – vol. 10P – IB – Fasc. 2º - Dezembro de 1984
84	   Anexos
Anexo II	   85
86	   Anexos
Anexo II	   87
88	   Anexos
Anexo II	   89
90	   Anexos
Anexo IIIRevista de Ortopedia y Traumatologia – Vol. 11P – IB – Fasc. 1º - Junho de 1985
92	   Anexos
Anexo III	   93
94	   Anexos
Anexo III	   95
96	   Anexos
Anexo III	   97
98	   Anexos
Anexo III	   99
100	   Anexos
Anexo III	   101
102	   Anexos
Anexo III	   103
104	   Anexos
Anexo III	   105
106	   Anexos
Anexo III	   107
Método ortopédico-funcional de tratar fracturas_Técnica de execução
Método ortopédico-funcional de tratar fracturas_Técnica de execução
Método ortopédico-funcional de tratar fracturas_Técnica de execução
Método ortopédico-funcional de tratar fracturas_Técnica de execução
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Notas
  • ESTIMADO PAULO DUARTE DE COIMBRA
    SOU BRASILEIRO E ATUO NA SALA DE GESSO COMO TÉCNICO EM IMOBILIZAÇÕES TRAUMA-ORTOPÉDICAS A 25 ANOS, TENHO AQUI NO MEU PAÍS UMA BATALHA MUITO GRANDE PELA VALORIZAÇÃO DESTA CATEGORIA PROFISSIONAL, ESTAMOS A 15 ANOS LUTANDO PELO RECONHECIMENTO DE NOSSA PROFISSÃO, A LEI QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DE TÉCNICO EM IMOBILIZAÇÕES TRAUMA-ORTOPÉDICAS FOI APROVADA NO CONGRESSO NACIONAL E ESTAMOS ESPERANDO A PRESIDENTE DILMA SANCIONAR A LEI, TEMOS AQUI NO BRASIL N O MEU PONTO DE VISTA UM ATRASO DIDÁTICO DE NO MINIMO 30 ANOS, OS CONTEÚDOS DE ESTUDOS SÃO MUITO FRACO E EM ALGUNS CASOS JÁ ULTRAPASSADOS, FAÇO PARTE COMO INSTRUTOR DE TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÕES DA ÚNICA ESCOLA QUE PREPARA E QUALIFICA OS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE MINHA CIDADE, TENHO ME DEDICADO MUITO A PESQUISAR TUDO QUE ESTÁ RELACIONADO A NOSSA PROFISSÃO EM VARIAS PARTES DO MUNDO PARA COM ISSO TENTAR MELHORAR CADA VEZ MAIS A PREPARAÇÃO DESTES QUE VÃO INGRESSAR NO SETOR DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA COMO TÉCNICO EM IMOBILIZAÇÕES PARA COM ISSO ALCANÇARMOS UM NÍVEL MELHOR NO ATENDIMENTO AO PACIENTE VÍTIMA DE TRAUMAS OU COM LESÕES CONGÊNITAS QUE NECESSITEM DE IMOBILIZAÇÕES OU ACOMPANHAMENTO DE NOSSO PESSOAL.

    VENHO ACOMPANHANDO A MUITO TEMPO SEU TRABALHO E O ADMIRO MUITO COMO PROFISSIONAL E POR SUA DEDICAÇÃO A PROFISSÃO, GOSTARIA QUE VOCÊ SE POSSÍVEL CONFIRMASSE E OU EXPLICASSE COMO É A ESPECIALIZAÇÃO EM PORTUGAL´POIS ENTENDI QUE AÍ É ' ENFERMEIRO DA SALA DE GESSO ' É ISSO MESMO? COMO FOI A LUTA PARA ESSE RECONHECIMENTO PROFISSIONAL ? E SE POSSÍVEL PEÇO TAMBÉM QUE VOCÊ ME INDIQUE FONTES DE PESQUISA PARA QUE EU POSSA TER UM CAMPO MAIS ABERTO DE ESTUDO ENQUANTO NÃO ATINGIMOS O NÍVEL PROFISSIONAL E ESPECIALIZAÇÃO QUE VOCÊS EM PORTUGAL.

    NO MAS AGRADEÇO ANTECIPADAMENTE A SUA ATENÇÃO.

    RENAN DOURADO PAIVA
    TÉCNICO EM IMOBILIZAÇÕES TRAUMA-ORTOPEDICAS
    renan.dpaiva@gmail.com
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Método ortopédico-funcional de tratar fracturas_Técnica de execução

  1. 1. Técnica de Execução noMétodo “Ortopédico/Funcional” de Tratar Fracturas
  2. 2. Paulo Homem Técnica de Execução noMétodo “Ortopédico/Funcional” de tratar Fracturas 2012
  3. 3. FICHA TÉCNICA TÍTULO Técnica de Execução no Método “Ortopédico/Funcional” de tratar Fracturas AUTOR Paulo Homem pauloduartehomem@gmail.com O autor agradece todos os contributos tendentes a melhorar este modesto trabalho,assim como se propõe a responder, dentro da sua capacidade técnica, a qualquer esclarecimento EDIÇÃO Paulo Homem Fotografias Paulo Homem ANO 2012
  4. 4. Agradecimentos Ao Senhor Dr. Joaquim Rodrigues Fonseca estou muito grato poraceitar fazer o Prefácio desta Monografia Técnica, que nasce, após vinteanos, serôdia mas com a esperança de vir ainda a ser útil; tão repletade dificuldades como de prazer e espírito de missão na passagem deconhecimentos ao longo da vida profissional adquiridos. Pela oportunidade, pela constante disponibilidade e generosidadee por ter, assim, contribuído para a realização de um sonho, bem-hajaSr. Dr. Fonseca.
  5. 5. INDÍCEPREFÁCIO........................................................................................................11 .INTRODUÇÃO............................................................................................... 13Capítulo I – O MÉTODO.............................................................................. 15 .Capítulo II – GENERALIDADES................................................................ 19 MATERIAIS............................................................................................ 19 a) Material Gessado.......................................................................... 19 Ligadura gessada. ....................................................................... 19 . Ligadura Gessada – hidratação................................................. 20 Ligadura Gessada – aplicação................................................... 21 Limites. ......................................................................................... 22 . Regularização das extremidades............................................... 22 Secagem........................................................................................ 23 Presa no Material Gessado......................................................... 23 b) Material Sintético......................................................................... 23 . c) Material Termomoldável............................................................. 24 Remoção. ...................................................................................... 25 . d) De protecção/hidratação dérmica............................................ 28 . e) De protecção/almofadamento das zonas a submeter............ 28 Manga de malha tipo jersei........................................................ 29 f) De prevenção ao edema............................................................... 29 g) Articulações mecânicas de eixo policêntrico............................ 30 h) Articulações mecânicas de eixo monocêntrico........................ 31 i) Alinhadores de articulações........................................................ 32 . “Chinese Finger Traps”.............................................................. 33 m) Conformador Quadrangular da Coxa..................................... 33
  6. 6. Capítulo III – TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL”DO MEMBRO SUPERIOR........................................................................... 37 Execução................................................................................................. 37 . Posição............................................................................................... 37 . Aparelho “Ortopédico/Funcional”.................................................... 38 Tutor Braçal....................................................................................... 38 . Aparelho ”Ortopédico/Funcional”.................................................... 40 Braçal Articulado do Cotovelo....................................................... 40 Tutor Antebraçal............................................................................... 41 Tutor Antebraçal c/ Encaixe de Münster...................................... 42 Tutor Articulado no Punho e Encaixe de Münster...................... 44Capítulo IV – TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL ”DO MEMBRO INFERIOR............................................................................ 47 “Bota Gessada Tipo Sarmiento”.......................................................... 47 Limites proximais.................................................................................. 51 Tutor Funcional da Perna c. Pé Plástico (Talonet). – Patelar Tendon Bering (P. T. B.)......................................................... 51 Aparelho “Ortopédico/Funcional” – P.T.B.. com Tutor Auxliar da Coxa – Articulado no Joelho. ........................ 53 . Aparelho “Ortopédico/Funcional”. “Q.T.B. – Quadrilateral Thigh Bearing”............................................. 55 Execução do Q.T.B............................................................................ 56 Execução propriamente dita........................................................... 56 Aparelho “Ortopédico/Funcional. Pélvi-Isquio-Podálico............................................................................ 59Capítulo V – ALGUNS APONTAMENTOS(Considerados relevantes)............................................................................. 63 Articulações Mecânicas. ....................................................................... 66 .Bibliografia....................................................................................................... 67Em anexo........................................................................................................... 70
  7. 7. PREFÁCIO Pediu-me o enfermeiro Paulo Homem que comentasse um trabalho(escrito e documentado em fotografias) sobre a técnica de execuçãodos chamados Gessos Funcionais que fez – e bem – nos tempos em quetrabalhou na consulta de Ortopedia dos velhos Hospitais da Universidadede Coimbra e depois nos Pavilhões de Ortopedia de Celas. O trabalho é precioso e bem ilustrado. E foi com mágoa e saudade que recordei autênticas obras de arte– pois de obras de arte se tratam – muitos dos gessos moldados porPaulo Homem. De facto, quando Sarmiento (USA) e Fernandez (Espanha) nosanos 70 desenvolveram e difundiram este método de tratamento em“oposição” à fanática expansão das montagens rígidas defendidas pelaA.O. (Association for Ostheossinthesis - Suiça), desde os anos 50, teria dehaver conflito. E houve. E a luta, que se revelou desigual, era-o de facto, porque era entre aindústria florescente dos materiais de osteossíntese e a habilidade manual,muito personalizada, de artistas executantes de gessos especiais a que seconvencionou chamar de funcionais. No conceito científico seria uma luta entre os conhecimentosda formação de um calo ósseo BIOLÓGICO (vascular) da A.O. e oconhecimento empírico da formação de um calo FISIOLÓGICO (quasenatural) dos gessos funcionais. Nessa luta estava, de um lado, a fixação rígida à partida, que dariaorigem a um calo inicialmente osteocondral, depois vascular e depoisbiológico, progressivamente resistente, que permitia uma marcha
  8. 8. 12 Prefácioprecoce, sem ajudas de contenções externas de gesso ou de outrosmateriais plásticos (CALO BIOLÓGICO DO SISTEMA A.O.) e, do outro,a “crença”de que o calo ósseo se desenvolvia à custa de forças alinhadasem pressão e em resistência, trabeculares, elásticas, unidireccionais,reconhecidas e comprovadas como aceleradoras do calo ósseo, moldadasem contensores externos que se estabilizavam pelas partes molesenvolventes do osso como verdadeiros encaixes (CALO FISIOLÓGICODO SISTEMA DOS GESSOS FUNCIONAIS). Ambos os sistemas são reais. Existem. Não são contraditórios e são comprovados com êxitos por quem ospratica bem. Mas porque se fazem cada vez menos gessos funcionais? Estou em crer que o desuso vem apenas pela “velocidade” dos temposactuais em que tudo que se faz não se compadece com a demora dasua execução. E – perdõem-me – talvez também, pela falta de criatividade que otreino da modelagem dos Gessos Funcionais exige. Paulo Homem, com este valioso trabalho, pode estar teimosamentefora de tempo a esgrimir uma técnica que agora tem frutos mais limitados. Mas com a compilação deste Livro está a dar um excelente contributopara que muitos gestos, que a modelagem dos gessos funcionaispreconizam, não se percam. É pedagógico. E, quem sabe, talvez as modas voltem e os Homens (outros) nosensinem a imitar melhor a Natureza. Joaquim Rodrigues Fonseca Médico Ortopedista
  9. 9. INTRODUÇÃO O tratamento incruento de fracturas com imobilizaçãogessada convencional/clássica leva sempre o seu tempo. Tendo em conta a sua acção, mais ou menos prolongada, surgem sempre alterações, particular­ ente na região, m tanto nos tecidos moles como no osso, sendo as mais frequentes: • Rigidez articular. • Perda de massa muscular. • Descalcificação óssea, por vezes. E porque estas alterações eram (e sãoainda) tanto mais graves quanto maior operíodo de impedimento aos movimentosarticulares e também a ausência da carganos membros inferiores, alguns Cientistastêm-se distinguido no estudo técnico//cien­­ fico para encontrar um MODO tí­que, sem prejudicar a estabilidade adquirida durante certo período deimobilização gessada conven­ ional/clássica, permitisse precocemente cmovimentos articulares. SARMIENTO executou um gessado da perna funda­ mentado no encaixe das próteses dos amputados abaixo do joelho, com apoio, essencialmente, sobre o tendão rotuliano – Patelar Tendon Bearing (P.T.B.), com o fim de precocemente libertar o joelho. “Sendo ainda bem conhecida pelo inestimável contributo ao “Método Ortopédico/ Funcional” de tratar fracturas dos ossos da perna.
  10. 10. 14 Introdução Verificando-se em Coimbra, assim como duma forma geral em Portugal,algum défice de preparação específica na área do “Tratamento Biológico”de fracturas; – em Fevereiro de 1980, por iniciativa do Director do Serviçode Ortotraumatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra,Prof. Norberto Canha, uma equipa constituída por três médicosespecialistas em Ortopedia e Traumatologia: Adrião Proença, Brás Cardosoe Mamede Albuquerque e um enfermeiro de gessos, na circunstânciaeu próprio – todos do respectivo serviço – deslocou-se ao hospital deLÁ FÉ – Valência – Espanha a fim de actualizarconhecimentos técnico/científicos específicos sobre“Tratamento Biológico de Fracturas em GessosFuncionais Conformados”, proporcionados peloDr. F. Fernanãndez-Esteve, um dos maiores mento­res mundiais do Método, considerado quem mais emelhor o fundamentou e divulgou em “TatramientoBiológico de las Fracturas – Los Yessos FuncionalesConformados”, na época de 1980. Após actualização dos ditos conhecimentos, foi organizada naC. Ext. de Ortopedia a Unidade de Gessos Funcionais – U.G. F. – estruturacoordenadora da sua implantação e desenvolvimento Ortopédico//Funcional” de tratar fracturas; tendo como principais objectivos: • “Diminuir o período de Incapacidade. • Diminuir a incidência da doença fracturária, por imobilização prolongada. • Diminuir a incidência da intolerância aos implantes metálicos. • Complementar na osteossíntese “à mínima”. • Complementar na osteossíntese instável. • Diminuir o período de hospitalização”.
  11. 11. Capítulo I O MÉTODO Este MÉTODO tem especial indicação em certas fracturas dos ossoslongos, essencialmente das diáfises da tíbia e do úmero, após certo períodode estabilização em imobilização gessada convencional/clássica, cujoobjectivo principal é o de permitir a libertação precoce das articulaçõessubmetidas à respectiva imobilização, com muitos benefícios, especial­mente para o paciente. Sendo considerado: • “FISIOLÓGICO, porque evita a intervenção cirúrgica, permite a função precoce, minimizando a rigidez articular e a atrofia muscular • CÓMODO, porque permite ao paciente uma vida quase normal do ponto de vista psicológico, higiénico e social. • ECONÓMICO, porque a taxa de inter­ namento é muito baixa e porque reduz também o período de incapacidade tempo­ rária. Acrescentamos que, por vezes, se observa o regresso ao trabalho, quando compatível, antes de completa cura. • RÁPIDO, porque a carga no membro inferior e as contracções musculares provocam estímulos osteogénicos, que conduzem a uma consolidação em curto espaço de tempo”.
  12. 12. 16 Capítulo I – O Método A Técnica Tendo em conta a filosofia que orienta este Método, não fará sentido continuar a chamar de Imobilização ao modo como nesta fase se continuará a garantir a necessária estabilidade à fractura. TUTOR, segundo a sua execução e o espaço que ocupa, é a denominação adequada. Com a aplicação de mais do que um Tutor tratar-se-à, logicamente,de Aparelho. Exemplos O tutor é executado envolvendo,essencialmente, o segmento lesado.(“Minibrace” – tutor antebraçal). Porém, na necessidade de conseguirmaior grau de estabilidade na zona,poderá o mesmo prolongar-se a outrosegmento são contíguo, proximal e/ou distal­ ente, essencialmente de mtrês formas: • Uma, por aletas do próprio tutor que se prolongam à porção distal do segmento são (braçal), em forma de “encaixe de Münster” (tutor funcional do antebraço). • Outra, por aplicação de articulações mecânicas entre o tutor principal (braçal) e o auxiliar (antebraçal), unindo- -108/4
  13. 13. Capítulo I – O Método 17 • os entre si. (aparelho funcional do braço articulado no cotovelo) • Sendo nalguns casos, para além do tutor principal, necessário realizar mais do que um tutor auxiliar. -- um, proximal (na cintura pélvica), -- outro, distalmente (na perna), permitem interligação no tutor principal (da coxa) por meio de articulações mecânicas. • Ainda a nível do pé, aplicação de uma “Talonete,” também conhecida por pé de plástico, na verdade de polipropileno, fixado pelas suas hastes na parte distal do tutor da perna e ajustado ao pé por fita de velcro. Tendo como principais objectivos: -- Permitir só os movimentos de flexão e de extensão do pé. -- e contribuir para que o tutor não se desloque, espe­­ mente no cial­ sentido distal (Aparelho funcional Pelvipodálico). São os tutores auxiliares executados de modo menos exigente, contudo,de forma a cumprirem eficazmente a sua função: estabilidade na região,após colocação das respectivas articulações mecânicas.
  14. 14. Capítulo II GENERALIDADES MATERIAIS a) Material Gessado Ligadura gessada É ainda este material que mais se utiliza, não só pelo seu preço, mas porque permite realizar manobras eficientes de elevada relevância na execução gessada, seja qual for o método, muito especialmente daquele que estamos a tratar. Hoje, devido aos criteriosos processos defabrico podemos encontrar ligaduras gessadas que satisfaçam as váriasexigências técnicas, nomeada­ ente a do tempo de chegada da tomada mde presa – estado que poderá levar desde alguns segundos a algunsminutos –, permitindo realizar tranquilamente algumas das manobrasgessadas durante a execução. Tal como a conhecemos é composta pelos seguintes elementos: • Pasta Gessada – composta por gesso (sulfato de cálcio semi-hidratado); • Gaze – material de suporte da pasta gessada, tendo no seu fabrico, preferencialmente, a fibra do linho em trama larga; • Tutor – elemento situado no interior da ligadura, destinado a manter a sua forma, a facilitar a hidratação e a sua aplicação;
  15. 15. 20 Capítulo II – Generalidades • Invólucro – protecção externa de forma hermética, destinada a manter as características originais da ligadura gessada. A fim de preservar as características originais não se deve retirar o seuinvólucro com demasiada antecedência à sua utilização. Ligadura Gessada – hidratação Para que uma ligadura gessada possa ser devidamente aplicada, é indispensável que seja sujeita a uma adequada hidratação e, para isso, por via de regra, proceder-se-á da seguinte forma: Primeiramente desenrolam-se cerca de 10 cm da sua extre­ idade inicial, que será agarrada pela mão m esquer­ a (nos destros), enquanto o rolo é seguro d pela mão direita. A ligadura é mergulhada em água à temperaturarecomendada pelo fabricante, de preferênciaobliqua­ ente, até deixar de borbulhar, a fim de mfacilitar a saída do ar existente no seu interior. Retirada da água, e sem perder de vista a extremidade inicial, proceder-se-á à sua espressão retirando-lhe o excesso de água, das extremidades para o centro para que não seja expelida grande quantidade de massa gessada. A temperatura da água poderá influenciar o comportamento da massa gessada, verificando-seque quando ester acima da recomendada acelerará a tomada de presa,enquanto na situação inversa a mesma será retardada.
  16. 16. Capítulo II – Generalidades 21 Também o grau de hidratação poderá intervir no tempo e na formade tomada de presa, sabendo-se que quando excessivamente molhada oseu endurecimento retardará, enquanto o inverso, por escassez de água,poderá pôr em causa a indispensável cristalização completa e uniformeda massa gessada. Na realidade, a ligadura gessada deve ser submetida a um grau dehidratação tal que só a experiência costuma dar. Ligadura Gessada – aplicação A ligadura gessada é, por regra, aplicada de forma circular, da extremidade para o centro (nos segmentos longos), de forma suave mas ajustadamente, cobrindo cada volta cerca de 2/3 da anterior. Quando aplicadas em zonas acentuadamente cónicas as mesmas tendem a afastarem-seobliquamente, tornando-se necessáriocorrigir esse desvio com a formaçãode uma inversão sem, contudo, fazercordão. As ligaduras gessadas devem ser aplicadas em número e de forma uniforme em toda a região. Aplicado todo o material gessado, sem perda de tempo, proceder-se-á à sua perfeita moldagem às formas anatómicas da região e, durante a fase de tomada de presa, realizar-se-ão as manobras gessadas preconizadas.
  17. 17. 22 Capítulo II – Generalidades Limites Quando os limites exigidos não sãorespeitados por excesso será incómodocortar os excedentes; pelo contrárioserá necessário proceder ao seuprolongamento, sendo esta “emenda”um mau recurso, sabendo-se quenão irá produzir a mesma eficácia ecomodidade como se correctamente setivesse executado inicialmente Regularização das extremidades A regularização das extremidades é uma acção de grande importância, sendo do conhecimento as lesões provocadas nos tecidos moles por extremidades irregulares, tornando o gessado incómodo e, não raras vezes, insuportável. A fim de conseguir extremidades confortáveis são os materiais deprotecção/almofadamento (manga de jérsei, algodão prensado, etc.)voltados e fixados sobre as extremidades do tutor, em forma de debrum-bainha, com ligadura gessada. Extremidades mal regularizadas, ou falta disso, essencialmente pelaagressividade que provocam, levam o paciente (na tentativa de aliviaro incó­ odo/sofrimento), a miniciar por ali a sua destruição.
  18. 18. Capítulo II – Generalidades 23 Secagem Após a execução será necessário um período detempo, variável entre as 24 e 48 horas geralmente,para que a sua secagem se verifique. São vários os factores que poderão intervir noprocesso se secagem, tornando-o mais ou menoslongo, nomea­ amente: d • qualidade e características do material gessa­ do; • grau de hidratação e temperatura da água; • ambiente. Sabendo-se que uma ligadura gessada excessivamente molhada,no mínimo retardará a sua secagem; o mesmo ocorrerá se a hidratarmoscom água abaixo da temperatura recomendada pelo fabricante. Também são os materiais de protecção/almofadamento muitoresponsáveis pelo comportamento da secagem de um gessado, havendoos de características hidrófugas, hidrófilas, ainda outros (acrílicos) que,embora recebam a água, libertam-na mais ou menos facilmente. Presa no Material Gessado O material gessado, quando devidamente hidratado, desenvolveum processo reactivo caracterizado pelo aumento da sua temperatura,durante o qual consome parte da água, sendo outra parte evaporada,para dar lugar ao aumento progressivo do graude empastamento do material, até à chegada datomada de presa – altura para realizar as manobraspreconizadas e outras achadas por convenientes econtempladas na técnica. b) Material Sintético Dada a sua importância, não podíamos deixarde dar algumas referências deste tipo de material,
  19. 19. 24 Capítulo II – Generalidadestambém ele, normalmente apresentado na forma de ligaduras, cujascaracterísticas inovadoras passamos a referenciar: • Boa resistência física e química; • Baixo peso; • Grau de opacidade ao RX consoante a sua composição. Embora todas elas de grande importância, é, no entanto, a sua transpa­rência aos R. X. é de notável valor no visionamento de certas fracturas jáque, por isso, não será necessário retirar o tutor para observar ao pormenora evolução das mesmas. Como nem todo o material,devido à sua compo­ ição, sapresenta o mesmo grau detransparência, é este agrupadode forma a satisfazer o objectivo. • Poliuretano tendo suporte a malha de fibra de vidro: Resultando em materiais mais ou menos trespassáveis pelos RX; • Poliéster em suporte de malha de fibra de algodão: Resultando em material totalmente trespassável pelos RX; • Poliuretano em suporte de malha de polipropileno, resultando em material de comportamento semelhante ao anterior. (Presentes dois exemplos). c) Material Termomoldável Tem por base o poliéster, de superfícies antia­derentes durante a sua manipulação, de elevadamemória plástica, permitindo os recortes e a molda­gem. Apresenta-se, normalmente, na forma de placas,perfuradas ou não, trespassável pelos R. X: Proporciona um suporte – tutor amovível, leve,confor­ ável, capaz de assegurar a estabilidade de tcertas fracturas em estado de atraso de consolidação,
  20. 20. Capítulo II – Generalidades 25 assim como contribuir para a cura de certas lesões dos tecidos moles, tornando-se aplicável quando aquecido, cujas temperaturas serão diferentes consoante o meio: • Em água a cerca de 85º; • A 90º quando em vapor de água; • Em placa radiante ou em ar aquecido até adquirir a malea­ bilidade ideal. Quando submetido a aquecimento de forma líquida,e retirado do meio, é colocado sobre uma superfícieabsorvente, a fim de lhe ser retirada a água, sendoaplicado e moldado sobre a região, que endurecerá em alguns minutos. Após os ajustes e regularização das extremidades é fixado com fitasde velcro. A consulta das instruções do fabricante é indispensável Remoção Nesta técnica há que ter em conta as extremidadesdas articulações mecânicas introduzidas nos tutores. Retirar primeiramente as hastes metálicas, paradepois proceder como habitualmente. Executar bem é muito importante. Porém, pararetirar também não deixa de ser necessário obedecera princípios e a recomendações que não poderãoser, de forma alguma, menosprezados. Primeiro, porque não deixou ainda de serfrequente o aparecimento das sempre desagradáveislesões produzidas pelos mecanismos de corte: • Umas vezes por deficiente protecção da zona;
  21. 21. 26 Capítulo II – Generalidades • Outras ainda pela pouca expe­ riência dos executantes; • E ainda pela improvisação de materiais de corte. Ainda é um facto observado emcentros menos experientes e equi­pados, felizmente com tendência adesaparecerem. Muitos pacientes retêm na memória a agonia de lhe ter sido retiradoum gessado. A dor da fractura fora esquecida, mas permanece ainda namemória o sentimento de ansiedade do acto. Mesmo alguns profissionais dos mais experientes, mas menos atentos, descoram algumas vezes os receios do paciente e, sem qualquer explicação (no mínimo, que a lâmina é apenas vibratória), apressam-se a realizar o acto, aumentando, assim, o nível de ansiedade. A máquina (serra de gessos) será posta em movimento antes de entrarem contacto com o tutor. A sua lâmina será dirigida ao gessado na posição perpendicular.O corte será executado por golpes sucessivos, em toda a profundidadee extensão, sendo de evitar o contacto com os tecidos moles, exercendo,para isso, apenas a pressão necessária para trespassar a parede gessada. Para os experientes ébem perceptível quando alâmina corta toda a paredegessada e fica sobre osmateriais de protecção. Deve ser cortado emforma de bivalve evitando,
  22. 22. Capítulo II – Generalidades 27se possível, as saliências ósseas. Esta conduta permitirá manter aestabilidade da zona até final do acto, permitindo que uma das valvas,normalmente a posterior, seja utilizada durante a realização de exames ouem períodos de reabilitação. A componente económica também não deixade estar presente. - Ainda como material de corte deverá ser utilizada a tesoura de LISTER, cuja lâmina inferior possui na sua extremidade uma protecção (bico de pato), impeditiva de causar lesões nos tecidos moles. Como auxiliar no afastamento dasditas valvas é utilizado um afasta­dor apropriado (de extremidadesalargadas) facilitando o acesso aomaterial de protecção, que será entãocortado com a dita tesoura. Só assim as valvas se separarão sem esforço e sem risco de desta­ bilizar uma fractura recente. É importante que o material seja adequado e esteja em boas condiçõesde funcionamento. A máquina de gessos apenas fazmovi­ entos oscilatórioss, devendo mestar equipada com lâmina de diâ­me­ ro entre os 0,50 mm e os 70 mm. t
  23. 23. 28 Capítulo II – Generalidades Seria importante que fosse silenciosa e equipada com sistema de aspiração de poeiras, o que já se verifica em muitos serviços. d) De protecção/hidratação dérmica Na zona, é observado o estado da pele, seguindo--se a sua limpeza, e protecção com produtos adequa­dos. Na generalidade, são aplicados compostos oleo­sos emulsionados em água, normalmente de p. h.neutro, de fácil aplicação – que muito aliviam odesconforto da impossibilidade realizar os hábitoshigiénicos. e) De protecção/almofadamento das zonas a submeter São estes materiais que, directamente, vão permanecer em contactocom a pele, protegendo-a, assim como todos os tecidos moles que sobela se encontram, dos inevitáveis atritos e pressões, não deixando decontribuir para a eficiência e comodidade que tão importantes são parao êxito. Devem, estes, obedecer às seguintes características: • Analérgicos; • Suaves, porosos e hidrófugos; • Resistentes – para que não se decom­ onham nem se desloquem p facilmente; • De baixo volume – mas que não deixem de cumprir a sua missão nem, tão-pouco, apaguem as saliências e/ou depressões que tão úteis serão para o contributo da eficiência.
  24. 24. Capítulo II – Generalidades 29 Manga de malha tipo jersei Material, normalmente, proveniente doalgodão. • de boa adaptação, mesmo em zonas irregulares. • por regra bem tolerado. • de boa compacidade, estável e dura­ doura, proporcionando uma superfície de protecção/almofadamento fina e uniforme, baseando-se o seu efeito na aplicação de uma ou duas mangas sobrepostas. Sendo, no entanto, necessário reforçar a protecção em zonas maisdesprotegidas de tecidos moles subcutâneos. Algodão sintético prensado a baixo volume. Material, em forma de ligadura, a apli­ car sobre a manga: • nas extremidades de execução; • nas saliências ósseas; • em outras zonas menos ricas em tecido celular subcutâneo, reforçando a protecção dos tecidos subjacentes ao gessado. Este tipo de algodão (acrílico) de baixo volume oferece garantias de boaadaptabilidade e resistência, características muito importantes devido aosmovimentos a que vai ficar sujeito. f) de prevenção ao edema São a joelheiras e os pés elás­ icos materiais utilizados t na prevenção aos edemas das respecti­ as articulações quando v por realização da técnica ortopé­ dica/funcional.
  25. 25. 30 Capítulo II – Generalidades Atendendo à intensa actividade a que vão ficar sujeitos terão de serde elevada qualidade, com relevância para a sua elasticidade em todosos sentidos. A sua precoce inutilização traria sérias dificuldades à função articular,sendo impossível substitui-la sem retirar o tutor. As dimensões destes materiais serão de acordo com as das respectivasregiões a proteger que, não sendo largos, devem ser a aplicados ajusta­damente. Ainda, a ligadura elástica adesivada, que na faltadaqueles elementos elásticos, precariamente os poderásubstituir, destinando-se, essencialmente, a fixá-lospelas extremidades sobre a primeira manga de jersei. g) Articulações mecânicas de eixo policêntrico Genericamente, poderá dizer-se que omercado responde bem, tanto em qualidade, como na diver­ dade. si­­ Especialmente na diversidade, os modelos são vários, cada um com as suas particula­ridades, mas todos permitem exercer movimentos de flexão e de extensão,adaptando-se a cada momento às exigên­cias anatomo/fisiológicas de cada arti­culação. Por isso de eixo policêntrico.
  26. 26. Capítulo II – Generalidades 31 Sabendo-se, por exemplo, que os movimentos de flexão ou de extensão do joelho não são executados no mesmo eixo, como acontece com os de uma vulgar dobradiça. Não acontecendo o mesmo coma articulação do cotovelo que, apesar da sua complexidade, gira emmovimento de um só eixo. Porém, entre as articulações mecâ­nicas há as equipadas com especiaismecanismos de limitação de movimentosarticulares, tanto da extensão como daflexão, aplicadas especial­ ente quando mpor lesões ligamentares. Na maioria das situações não é necessário proceder ao controlo dos movimentos de flexão e/ou ex­ en­t são, sendo apli­ adas articulações cmecânicas de menor complexidadearticular que, não apresen­ ando quais­ tquer reflexos negativos no seu desem­penho, têm um preço muito inferior. h) Articulações mecânicas de eixo monocêntrico Este é um mode­ lo de articulação mecânica de movi­ mento mono­ ên­ ri­ c t co a aplicar sobre a articulação coxo­ e­ f
  27. 27. 32 Capítulo II – Generalidadesmoral para unir entre si os tutores da coxa e o da cintura pélvica, sendo aaleta menor fixada no tutor da coxa. Porque esta articulação mecâ­ nica fica sujeita a grandes esforços exercidos na zona, ela terá de possuir características físicas e mecânicas compatíveis. Esta pequena articulação mecâ­ ica é feita à nsemelhança das que são aplica­ as a nível do punho, em d tutores executados com o objectivo de assegurar estabilidade e desvio cubital em fracturas da extremidade do rádio. i) Alinhadores de articulações São estes alinhadores instrumentos metálicos destinados, como o seu nome indica, a fixar as articulações mecânicas, de forma a respeitar o paralelismo e a centralidade que os movimentos articulares exigem. Existindo vários modelos para o mesmo fim, utilizar-se-á o que for compatível com o tipo de articula­ ão mecânica a aplicar. ç
  28. 28. Capítulo II – Generalidades 33 “Chinese Finger Traps” Este pequeno artefacto é de grande impor­ ância no trata­ t mento incruento de fracturas dos ossos do antebraço: • permite a adequada posição do membro, tanto para a realização dos procedimentos de redução, como para facilitar a execução do respectivo tutor. Consoante a posição desejada assim serão os dedos utilizados pelo Finger – quando para posicionar em desvio cubital é utilizado no polegar; quando para posição neutra é o Finger utilizado no dedo médio, podendo ser utilizada qualquer outra combinação, para outras tantas opções. A extremidade do dedo utilizadopelo Finger para exercer tracção terá de ser protegido. m) Conformador Quadrangular da Coxa O Conformador Quadrangular da Coxa, assim tecnicamente denominado, é um aparelho constituído por uma parte rígida e outra flexível. É regulável no seu diâmetro, e quando accionado sobre o gessado na raiz da coxa transmite-lhe o seu efeito
  29. 29. 34 Capítulo II – Generalidades de “Conformação” de configu­ ração Quadrangular; reali­ an­ z do simulta­ ea­ ente, pela parte n m poste­ ior, apoio isquiático, r tornando-se proce­ imento de d notável importância para o efeito de descarga parcial do foco de fractura quando em regi­ e de carga progressiva m assistida. Sendo somente retirado quando excluído o risco de deformaçãodo gessado. Visto deixarmos de contar com o auxílio de certas referências estabilizadoras aquando da Imobilização Convencional/Clássica, deverá o tutor ser executado com todo o rigor técnico, não prescindindo para o efeito das valiosas saliências e/ou depressões: côndilos, tubérculos, bordos, cristas, fossas; assim como as não menos preciosas massas musculares. Moldar/Modelar, etc., é importante; mas “CONFORMAR” é o procedimento que melhor responde à necessidade de obter maior grau de eficácia; efeito que muito poderá contribuir para o sucesso, especialmente do “MÉTODO”. “CONFORMAÇÃO” – manobra de ordem técnica levada a efeito sobre o tutor gessado durante a sua tomada de PRESA, submetendo os tecidos moles a uma forma e tensão controladas, em zonas pré-estabelecidas, com a finalidade de obter “com­ pacidade uniforme” na zona, respeitando a sua integri­ ade. d
  30. 30. Capítulo II – Generalidades 35 Não poderá ser confundida poraperto dos tecidos, pois a área do gessadonão diminuirá consideravelmente.Nem, tão-pouco, por simples manobra de estética, mas sim uma forma de tornar o aparelho solidário à região, obtendo-se a limitação ou mesmo neutralização dos movimentos nefastos. É essencialmente sobre as epífises e/ou nos segmentos longos formados por dois ossos onde são encontrados bons argumentos para realizar procedimentos de controlo aos movimentos perniciosos. Ainda, no membro inferior, locais de apoio à descarga parcial do foco de fractura quando no exercício da marcha.
  31. 31. Capítulo III TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL” DO MEMBRO SUPERIOR Execução Posição O paciente, sempre que possível, deve ser colocado na posição de sentado, preferencialmente em banco giratório e regulável em altura, amparando ele mesmo o seu membro, mão no punho. Cotovelo flectido a 90° e o antebraço em pronação durante a execução. É muito importante que o seu tronco seja posicionado com inclinação para o lado lesado, ficando o braço em condição pendular afastado do tronco. Esta é a posição que melhor garante a estabilidade da fractura, assim como a que mais facilita a realização das acções de execução; tornando-se condi­ ção preferencial para outrasintervenções gessadas no segmento do braço.
  32. 32. 38 Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior Aparelho “Ortopédico/Funcional” Tutor Braçal O tutor gessado é executado, distal­ ente, a partir da zona condiliana, mtermi­ ando a nível do acrómio, respeitando o cavado axilar. n Aplicado o material dentro dos limites convencio­ ados, e com os pri­ nmeiros sinais da chegada da tomada de presa, realizar-se-ão as manobras: • “os três pontos de apoio estabilizadores,” com o objectivo de corrigir e/ou contrariar a tendência ao varo; consistindo em realizar forças a três níveis de forças: -- Uma sobre a zona epifisária distal interna; -- Outra em sentido oposto na porção diafisária com incidência sobre o foco de fractura; -- A terceira, no sentido da primeira, exercida pela oposição da parte proximal (o ombro). • Pressionar as faces laterais do gessado – espalmando-as, com o propósito de fazer deslocar os tecidos moles para a frente e para trás, colocando a acção do tutor mais próxima do segmento ósseo, contribuindo também para o controlo dos movimentos de rotação.
  33. 33. Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 39 Conformar, com as partes tenarese polpa dos dedos, respectivamente eem simultâneo, sobre as zonas supra-condilianas do úmero e a fossa do olecrânio,essencialmente, com dois objectivos: • controlar os movimentos de rotação; • e de deslocação distal do próprio tutor; • fixação proximal do tutor com a aplicação de um pouco de liga­ dura elástica adesivada, sendo uma das extremidades impregnada no tutor quando da regularização da respectiva extremidade, passando a outra sobre o ombro, que terminará por cima da espádua do mesmo lado; contribuindo para impedir a deslocação distal do tutor, assim como para reforçar a prevenção à tendência ao varo nas fracturas do 1/3 proximal do respectivo segmento ósseo, permitindo a necessária movimentação da articulação do ombro. Este procedimento só será implementado após protecção da pele na zona de aderência da ligadura adesivada. A tintura de Benjoim, por exemplo, dá boas garantias de protecção dérmica, permitindo prolongada aderência da ligadura na zona.
  34. 34. 40 Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior Aparelho ”Ortopédico/Funcional” Braçal Articulado do Cotovelo Está indicada a sua execução quando paraobtenção de maior grau de estabilidade na zona. O tutor braçal é executado, em tudo, àsemelhança do anterior; realizando-se poste­riormente o tutor auxi­ iar sobre o segmento ldo antebraço, mantendo-o posi­ ionado em cpronosupinação de 0º, e que não perturbe afunção das articulações adjacentes. Agora estão reunidas as condições para aaplicação do par de articulações mecânicas(adquiridas já alinhadas do necessárioparalelismo), “devendo o seu eixo ser orientado com a linha que unea tróclea ao côndilo, permitindo plena extensão; sendo a flexão de,aproximadamente, 115 0º”.
  35. 35. Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 41 As articulações mecânicas do coto­ velo têm a particularidade de serem adquiridas já posicionadas e fixadas a 90º por um freio metálico, que só será retirado quando orientadas com o eixo fisiológico, alinha­­ das do seu paralelismo e fixadas as suas hastes aos respectivos tutores. Retirado o dito freio, é reco­ ocado o l parafuso, cuja fun­ ão principal é a de fixar ç os parafusos que controlarão o desli­ zamento mecânico, que deverá ser leve. Tutor Antebraçal A posição de execução envolvendo, essencialmente, o segmento Antebraçal continuará, preferencialmente, a ser com o paciente sentado, sendo o membro, em plena supinação, suspenso pelos dedos através do “Chinese Finger Traps”com o cotovelo a 90’, com moderada contra tracção, nesta etapa, de cerca de 1kg.
  36. 36. 42 Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior O material de execução é aplicadodesde o punho, deixando-o livre,até junto da flexura da articulaçãodo cotovelo, permitindo os normaismovimentos destas articulações. Seguidamente é realizada conformação: pela face posterior, sobre a membrana interóssea rádiocubital com tensão máxima; anteriormente apenas de forma insinuada. São estas as manobras que controlam os movimentos de pronosupinação, e mantêm o afastamento e o paralelismo dos respectivos ossos. Tutor Antebraçal c/ Encaixe de Münster Mas em situação de exigência de estabelecer maiorgrau de estabilidade é executado o tutor com encaixede MÜNSTER que, iniciado como o anterior, terminaem forma de aletas sobre as zonas supracondilianas doúmero.
  37. 37. Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 43 Técnica desenvolvida na Universidade de MÜNSTER, afim de assegurar a implantação da prótese nos amputados do antebraço. A posição do membro é a mesma da situa­ ção anterior, sendo a aplicação do material de execução, como referido, iniciada no punho, deixando-o livre, até ao 1/3 distal do braço. Da mesma forma, é exercida conformação sobre a linha interóssea do segmento. Seguindo-se o mesmo procedimentosobre as zonas supracondilianas doúmero, exercidas com as eminênciastenares, controlando os movimentosde prono-supinação; realizando emsimultâneo, com os dedos indicadores,médios e anelares uma depressão sobrea fosseta do olecrâneo, com objectivo delimitar a extensão e impedir que o tutorse desloque no sentido distal. Segue-se a marcação e recortes das extremidades. As mobilidades permi­ tidas situam-se entre os 115º de flexão, com limitação da extensão dos últimos 20/30º.
  38. 38. 44 Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior Tutor Articulado no Punho e Encaixe de Münster Também as fracturas de loca­ ização nas l extremidades do rádio poderão usufruir dos bene­ fícios do método “Ortopé­ ico/Funcional” sendo, d igual­ ente, atenuados os prejuízos causados por m imobi­ ização prolongada. l Conhecendo-se o mecanismo utilizado para a obtenção da redução deste tipo de fractura, assim como mantê-la, é fundamental a posição. O membro é suspenso pelo dedo polegar atravésdo “Chinese Finger Traps”, flectido a 90º, emsupinação, com tracção de cerca de 1Kg afim deassegurar a manutenção da redução. Suspenso pelo polegar, desde logo é imposto um grau razoável de desvio cubital, sendo este aumentado para 45º durante a execução do tutor, assim como flexão do carpo de cerca 40º.
  39. 39. Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior 45 Mas também este será, na extremidadeproximal, executado em forma de encaixe de“Münster”, tal como o exemplo anterior, e com osmesmos objectivos. Enquanto na extremidade distal do antebraço se apresenta: pela face posterior com prolongamento até sobre a zona metacarpiana, impedindo o movimento de dorsiflexão. Anteriormente de forma a permitir flexão do punho (posicionado em desvio cubital). Exercida a conformaçãosobre a linha interóssea radiocubital. Após processadas as devidas regularizações, procede-se à colocação da articulação acrílica mecânica, de eixo monocêntrico centrado sobre a apófise estilóide do cúbito, sendo a haste fixada sobre o tutor.
  40. 40. 46 Capítulo III – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Superior A fita de velcro circula a zona meta­ árpica, cassegurando desvio cubital de cerca 40º.
  41. 41. Capítulo IV TRATAMENTO “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL ” DO MEMBRO INFERIOR “Bota Gessada Tipo Sarmiento”O fundamento é referido em introdução à técnica. “O apoio no tendão rotuliano e o efeito hidráulico”de então, fazem hoje parte de um con­unto de proce­ j dimentos de ordem técnica executados à volta do joelho e não só, ade­ qua­ os, essencialmente: d
  42. 42. 48 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior • ao controle dos movimentos de rotação; • ao impedimento da deslocação do próprio tutor; • a atenuar os impactos mais violentos da marcha; • e até limitar, dentro de certos parâmetros, (necessariamente) o movimento de flexão do joelho. Procedimentos que têm como finalidade contribuírem para a estabili­ ade na zona. d É este gessado introduzido no método “ORTOPÉDICO/FUNCIONAL”, normalmente, por fractura do terço distal da tíbia, quando submetida a tratamento com imobilização cruropodálica que, depois de certo período de estabilidade, é precocemente libertada a articulação do joelho. Tornando-se, ao manter a articulação da tibiotársica imobilizada, numa combinação dos dois métodos: – convencional e funcional, devendo considerar- se este procedimento como uma primeira fase do tratamento “ortopédico/funcional”.
  43. 43. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 49 A posição do paciente é em decúbito dorsalcom a perna pendente, sendo a do executantesentado em banco baixo de forma a ficar de frentepara o segmento em causa, com a porção anteriordo pé levemente apoiada sobre um dos joelhosdo executante. • posição que melhor relaxamento muscular proporciona; • que melhor protege a estabilidade adquirida; • e que mais facilita a execução e as manobras sequentes. Após procedimentos de protecção/almofadamento, será prioritárioque se proteja o foco de fractura com a aplicação de algumas voltas dematerial gessado, para depois ser completado o respectivo tutor: No pé, pela face plantar, desde as extremidadesdos dedos, deixando-os livres pela face dorsal. Molda-se bem o cavado plantar e pressiona--se, digital e em simultâneo, sobre 1/3 médiodos 2º, 3ºe 4ºmetatarsos, com a finalidade de bemespalmar a zona, criando, assim, carga simulada. Modelar bem o gessado sobre região maleolar, assim como o tendão de Aquiles de forma a proteger a sua normal proeminência, sendo notório o efeito da falta desse procedimento.
  44. 44. 50 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior De seguida, é dada continuidade á aplicação domaterial gessado até ao nível da grande tuberosidadeanterior da tíbia, seguindo-se a realização dos trêspontos de apoio estabilizadores, contrariando atendência ao valgo. Conformar sobre a membrana interóssea tíbio – peronial, contribuindo para o controlo dos movimentos rotação, assegurar o paralelismo dos respectivos ossos, e prevenir a deslocação do próprio tutor. Realizar conformação sobre a raiz dosgémeos de controlo aos movimentos derotação e contri­ uição no controlo da bdeslocação do tutor. Para logo colocar o membro em plena extensão e aplicar material gessado até ao 1/5 distal da coxa. Realizar conformação simultânea sobre o tendão rotu­ iano e a raiz dos gémeos. Idem, idem, mais l contributo para controlar a carga exercida sobre o foco de fractura. Continuar com a realização das manobras de conformação sobre as zonas supracondilianas dofémur e realçar sobre tendão rotuliano. Procedimentos de controlo aos movimentos de rotação e de descargaao segmento da perna.
  45. 45. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 51 Limites proximais Pelas faces antero- -laterais, tendo como refe­ ência r o pólo superior da rótula; pela face posterior, em linha com a porção mediana do tendãorotuliano, permitindo, depois de retirado o retalho,flexão até cerca de 90” e extensão completa. Procede-se ao reforço do gessado na zona plantar eaplica-se rasto de marcha. É de considerar a libertação do joelho como sendo a primeira fase dotratamento funcional deste segmento. Tutor Funcional da Perna c. Pé Plástico (Talonet) – Patelar Tendon Bering (P. T. B.) Designação convencional dada ao tutor funcional da perna de encaixe no joelho com apoio, essencialmente, sobre o tendão rotuliano.
  46. 46. 52 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior Executado, normalmente, por substituição de imobilização gessadaclássica cruropodálica, permitindo libertar as articulações do joelho e datibiotársica, precocemente. A posição do paciente, assim como a do executante são em tudosemelhantes ao caso anterior. A preparação prévia da execução do tutor consiste: • aplicação da manga, de forma a ultrapassar os limites pré – estabelecidos; • aplicação de pé elástico, preventivo ao edema da zona, fixado nas suas extremidades à respectiva manga, com três quartos de volta de ligadura elástica adesivada; • aplicação de uma segunda manga, sobre a qual é reforçada a protecção com algodão acrílico, nas zonas mais susceptíveis de sofrerem danos de pressão ou aquando da retirada do respectivo tutor: -- zonas maleolares, -- da crista da tíbia, -- 1/3 proximal da tíbia e do joelho, O tutor funcional é iniciado com a aplicação do material gessado desde as zonas maleolares, progredindo, a primeira fase, até ao bordo superior da grande tuberosidade anterior da tíbia. Os procedimentos seguintes são executados tal como no caso anterior. (“Bota de Sarmiento”). Exceptuando a nível do pé.
  47. 47. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 53 Procede-se à colocação da“talonette,” mais conhecida por“pé de plástico”; que depois deajustado ao pé por fita de velcroé posicionado em valgo, (posiçãoadequada ao exercício da marcha)levada a efeito pela pressão comzona tenar sobre o seu bordoinferior externo, e nessa posição são fixadas as hastes ao tutor com voltasde ligadura gessada de modo a guardar a distância de cerca de 5 mm entreo seu bordo posterior e o calcâneo, entrepondo a polpa do dedo indicador. Quando verificado atraso de consolidação poderá optar-se pela aplicação de Ortoteses em “polyform”, permitindo que se retire para realizar cuidados higiénicos. Aparelho “Ortopédico/Funcional” – P.T.B. com Tutor Auxiliar da Coxa – Articulado no Joelho
  48. 48. 54 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior Este tutor auxiliar da coxa é executado quando por fractura da diáfisetibial menos estável e/ou por necessi­ ade de aumentar na zona o grau de destabilidade, após ser retirada a Imobilização Convencionada/Clássica. Depois de colocada a primeira manga em todo o membro, para além da aplicação do pé elástico, da forma anterior, também no joelho é colocada joelheira, com o mesmo objectivo, e fixada pelo mesmo processo. Colocada segunda manga e reforçada a protecçãoem zonas mais susceptíveis de sofrerem danos depressão, é o tutor P.T.B. executado tal o anterior, sendoo da coxa, essencialmente destinado a assegurara necessária estabilidade por aplicação de um parde articulações mecânicas policêntricas, unindo-asentre si. Para a sua aplicação é necessário que, previamente, elas sejam montadas num ade­ uadoq alinhador, com a finalidade de garantir o exigido paralelismo, cujo centro fisiológico é encontrado sobre o tubérculo da inserção dos adutores, fazendo com ele coincidir o eixo policêntrico da articulação mecânica. Os cuidados a ter serão idênticos aos do caso anterior, acrescidos peran­ e a colocação do par de t articulações mecânicas policêntricas no joelho. O seu funcionamento já foi observado. Atendendo que as mesmas, originalmente, se apresentam rectilíneas;para que o paralelismo e a adaptação sejam correctas é imperioso que se
  49. 49. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 55proceda a um desvio da haste inferior de acordo com a formaanatómica da zona, como na imagem se observa. Pelas mesmas razões do caso anterior também esta ortotesespoderá ser utilizada, Aparelho “Ortopédico/Funcional” “Q.T.B. – Quadrilateral Thigh Bearing”. Com o paciente em decúbito dorsal. Retirar Imo­ i­ i­ a­ blz ção Conven­ ional/ c /Clássica Cruropodálica, Ísquiopodálica e, por vezes, Pelvi­cruropodálica.
  50. 50. 56 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior Execução do Q.T.B. Com a colaboração de dois auxiliares é assegurada a manutenção da estabilidade adquirida, assim como e o alinhamento original do segmento ósseo. A preparação do membro consiste em aplicar uma primeira manga tipojersei desde a extremidade do pé até à raiz coxa, onde se deve reservarmais um pouco para que não falte nos acabamentos das extremidades. Para prevenir o edema é colocada uma joelheira e um pé elástico, respectivamente sobre a articulação do joelho e do tornozelo, fixados à manga tal como nos exemplos anteriores. Colocada a segunda manga, sobre a qual é reforçadaa protecção/almofadamento das zonas mais sensíveis:– todas as zonas limites dos respectivos tutores, paraque se realizem extremidades confortáveis: epífisese crista da tíbia, zonas supracondilianas do fémur, eraiz da coxa, especialmente pela face posterior quandorealizada, em simultâneo, “Conformação Quadrangular da Coxa”e apoioisquiático, onde o almofadamento deve ser bem generoso. Execução propriamente dita Com o membro em plena extensão, é iniciada a aplicação do materialgessado a partir da zona supra-maleolar, não tendo qualquer interrupçãoaté à raiz da coxa.
  51. 51. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 57 No segmento da perna são executados todos os procedimentos tal como os foram no P.T.B.: – csonformação sobre a membrana interóssea tíbio/peronial, sobre a raiz dos gémeos em simultâneo com o tendão rotuliano, sobre as zonas supracondilianas do fémur,prosseguindo com o achatamento das faces interna e externa. Na raiz da coxarealizada “ConformaçãoQuadrangular, com aaplicação de Confor­mador apropriado, só retirado quandonão existir risco de deformação daconfiguração quadrangular. Convém aqui recordar que tam­bém este procedimento é funda­mentado no encaixe da prótese dos amputados do membro inferior. Quando verificado que o material já atingiu certa dureza procede-se à marcação dos imites, assim como os retalhos a retirar que vão permitir a aplicação do par de articulações mecânicas de eixo policêntrico, sem que os tutores percam o contacto entre si. A nível do joelho, o sombreado lateral externo, que também existe internamente limitam as áreas dos retalhos gessados a retirar, para ali
  52. 52. 58 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferiorencontrar (tubérculo de inserção dos adutores) o local que permite orientara aplicação do par de articulações mecânicas policêntricas. Após verificar que as hastesdas articulações estão solidamentefixadas aos tutores, é desmontado oalinhador. Recolocados os parafusos de afinação e reti­ ados r os retalhos anterior e posterior, dando liberdade aos movimentos articulares permi­ idos. t Realizadas todas as extremidades dos respectivos tutores e colocado o pé de plástico, são ensaiados os movimentos permitidos. Os ensinamentos sobre o exercí­ cio da carga já são conhecidos, assim como os de manutenção.
  53. 53. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 59 Aparelho “Ortopédico/Funcional Pélvi-Isquio-Podálico Posição de execução emdecúbito dorsal, em mesa orto­pédica, com sustentação sob azona do joelho. A técnica de execução consiste, na pri­ eira fase, em m realizar funcional ísquio­ o­ p dálico, tal o exemplo anterior. Também, à semelhança dos procedi­ entos exercidos mnas fracturas do úme­ o para corrigir e/ou prevenir a acção muscular rem varo.
  54. 54. 60 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior Nas fracturas do fémur, e pelas mesmas razões é praticado sobre otutor da coxa a acção dos Três Pontos de Apoio Estabilizadores. Manobrapraticada sobre o gessado, consistindo em exercer, da mesma forma, trêsníveis de forças: • uma, distalmente, sobre a zona supracondiliana interna do fémur; • outra na face externa sobre o foco de fractura; • a terceira, na extremidade proximal, no sentido da primeira, pelo auxílio de uma outra pessoa ou por força de oposição exercida pela a articulação da anca. Mas, atendendoà acção, em varo,das fortes massasmusculares da zona,para facilitar a acçãode correcção e/ouprevenção a exercermanualmente, é omembro posicionado em abdução, podendo atingir cerca de 20º nasfracturas do terço proximal do fémur. Exercida “Conformação” Mecâ­ nica Qua­ rangular do Tutor sobre d a raiz da coxa em simultâneo com a reali­ zação do apoio isquiá­ ico, tmanobra importante na descarga de exageradasforças de pressão durante o início do exercício damarcha. Observe-se, para além de estar vizível o efeitode descarga do membro por apoio da zona doisquiático sobre o bordo posterior proximal do tutor
  55. 55. Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior 61da coxa; a configuração prismática quadrangular de execução do mesmo,exceptuando a sua face anterior que permanecerá arredondado. São espalmadas as faces late­ rais, sendo essencial realizar efi­ ciente conformação manual sobre as zonas supracondilianas femo­ rais, afim de controlar os movi­ mentos de rotação; movimentos demasiadamente prejudiciais à manutenção da estabilidade. Anula-se o posicionamento em abdução e segue-se a execução docomponente íliaco, envolvendo a cintura pélvica, tendo como limitesinferiores: posteriormente a inclusão da região sagrada, sendo pela faceanterior de forma a deixar as articulações coxofemorais livres. O limitesuperior situa-se em linha transversal com a terceira costela asternal. A sua “conformação” é realizada sobreos bordos superiores dos íliacos com oauxílio de uma ligadura de pano com cercade metro e meio, colocada de trás para afrente, cujas extremidades se cruzam sobrea região púbica. É agora a articulação mecânica fixada aos tutores contíguos, unindo-os entre si, cujo eixo é colocado a cerca de 5mm acima da linha com o bordo Antero/superior do grande trocânter, sendo forma eficaz para tornar a região solidária com o membro, impedindo-o dos movimentos de rotação, e de deslocação distal do aparelho.
  56. 56. 62 Capítulo IV – Tratamento “Ortopédico/Funcional” do Membro Inferior Atendendo aos esforços a que esta articulação é submetida terácaracterísticas físicas compatíveis Obviamente que só permite movimentos de flexão e de extensãoda coxa.
  57. 57. Capítulo V ALGUNS APONTAMENTOS (Considerados relevantes) “As contracções musculares e a carga provocam estímulos osteogénicos, que favorecem uma consolidação mais rápida”. Quando um membro é lesado, essencialmentepor fractura óssea, há que, no menor espaçode tempo possível, criar condições paraprogressivamente reiniciar a sua actividadefisiológica, estabilizando-a pelos melhoresmétodos ao alcance. A ausência dos movimentos musculares,articula­ es, e a marcha no membro inferior, é r condição que rapidamente leva à degradação tanto dos tecidos moles como do osso, particularmente na região. Com o Método “Ortopédico/Funcional,”que permite precocemente o exercício de contracções musculares, duma forma geral, e a carga no membro inferior, em especial, que para isso está adaptado, para além de “favorecerem uma consolidação mais rápida”, mantêm e/ou recuperam as massas musculares e os movimentos articulares durante a maior parte do período de tratamento.
  58. 58. 64 Capítulo V – Alguns Apontamentos A carga a exercer inicialmente é avaliada, ensi­nada, treinada, e exercida de forma progressi­va, consistindo em o paciente, apoiado emcanadianas, colocar o pé do membro são sobreuma superfície paralelamente colocada ao mesmonível da balança, para de seguida nela colocar opé do membro lesado. O paciente fará accionar a balança até atingira carga que lhe foi aconselhada, e para obter asensação de exercer essa carga repetirá o proce­dimento as vezes suficientes para dela ter noção. Várias razões poderão determinar a manutenção, a diminuição ou o aumento do valor da carga estipulada, mas é o grau de sensação da dor uma valiosa indicação. A marcha de início deve ser pautada por passos curtos e simétricos, alargados progressivamente tendo em conta a desenvoltura adquirida. Assim será mais fácil controlar o exercício da carga, assim como corrigir eventuais assimetrias da marcha. Para além da utilização das canadianas, existem na técnica de execução vários procedimentos que poderão contribuir para subtrair parte substancial da carga exercida sobre o foco de fractura. Nas fracturas da diáfise tibial, é no 1/5º proximalque pela sua maior dimensão, configuração cónica e debase menor inferior, se encontram boas condições dedescarga, muito especialmente na face interna, quandoem regime de carga progressiva assistida.
  59. 59. Capítulo V – Alguns Apontamentos 65 Exemplo verificado no tutor de descarga por fractura do calcâneo. A acção daquele apoio poderáser reforçada em circunstâncias dogessado, articulado ou não no joelho,atingir a raiz da coxa e sobre ela serexercida conformação quadrangulare simultaneamente apoio isquiático. É este apoio que também concorre para a diminuição da pressão de carga exercida sobre lesões esqueléticas situadas a qualquer nível do membro, mas é essencialmente no segmento femoral onde o efeito é mais notório. Todo o utente que não seguir as instruções que lhe são, de preferência, transmitidas por escrito, corre o risco de concorrer para o insucesso do tratamento.
  60. 60. 66 Capítulo V – Alguns Apontamentos Articulações Mecânicas São os tutores ligados entre si porarticulações: • Umas têm por função condicionar os movi­ entos articulares dentro m das amplitudes, tecnicamente, per­ i­ idas. Possuindo me­ a­ is­ mt c n mo adequado. • Outras permitem movimentos livres de extensão e de flexão dentro da fisiologia humana. Umas e outras necessitam de obser­vação funcional assídua. Ora comreafinação do seu mecanismo, leve masajustado; ora uma gota de lubrificante. Poderão elas contribuir em elevado grau tanto para o sucesso comopara insucesso. Daí a grande importância do seu funcionamento. A nível do pé • Descalçar a sapatilha; • Abrir a fita de velcro; • Afastar a”Talonette” do contacto com o pé; • Limpar/secar qualquer humidade existente; • Colocar palmilha, preferencialmente de cortiça, entre a “Talonette”e o pé, devendo ser substituída sempre que se apresente com humidade; • Calçar sapatilha adequada às dimensões actuais.
  61. 61. BibliografiaAlbuquerque, M.; Bacalhau, J.; Cardoso, B.; Seiça, T.; Canha, N. e Homem, P. (1983) – “Tratamento Biológico das Fracturas da Diáfise do Úmero”, Rev. Ortopedia y Traumatologia, Vol. 9P - IB-F. 1º, Junho.Albuquerque, M.; Cardoso, B.; Bacalhau, J. e Homem, P. (1984) – “Pelvipodálico Art. no Tratamento de Fracturas Proximais da Diáfise Femoral”, Rev. Ortopedia y Traumatologia, Vol. 10p - Ib-2º fasc.Bacalhau, J.; Albuquerque, M.; Cardoso, B.; Figo, G.; Canha, N. e Homem, P. (1985) – “Tratamento Biológico das Fract. Dos Ossos do Antebraço”, Rev. Ortopedia y Traumatologia, Vol. 11p-Ib - Fasc. 1º, Junho.Fernández Esteve, F. (1980) – Tratamiento de Las Fracturas – Los Yessos Funcionales Conformados.Proença, A.; Homem, P. e Judas, F. (1988) – Técnica de Execução – Imobilizações Funcionais – Curso – Gravação Audiovisual, H.U.C. – Serv. Ortopedia e Traumatologia.Proença, A.; Loureiro, J.; Vilhena, H. e Homem, P. (1988) – Método “Ortopédico/Funcional”.
  62. 62. Se estes apontamentos não tiverem o interesse que lhe atribuímos,será o registo – diferente – de um período, na área da Traumatologia(Unidade de Gessos Funcionais) dos Hospitais da Universidade deCoimbra, em que os intervenientes desempenharam a sua actividadecom grande empenho e entusiasmo. É com regozijo que recordamos este período. Mas com grande tristeza recordamos a perda tão prematura de umdos elementos da EQUIPA – Prof. Dr. ADRIÃO PROENÇA.
  63. 63. Em anexo Não tendo sido possível dar a estes apontamentos a componenteCientífica, não obstante a iniciativa tomada, assim, consideramos serde interesse, aqui, divulgar uma pequena parte do que então foi dadoa conhecer em Portugal e no Estrangeiro sobre o “Método Ortopédico//Funcional de tratar fracturas no Serviço de Ortotraumatologia (U.G.F.)dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
  64. 64. Anexo IRevista de Ortopedia y Traumatologia – vol. 9P – IB - fasc. 1º - Junho de 1983
  65. 65. 72 Anexos
  66. 66. Anexo I 73
  67. 67. 74 Anexos
  68. 68. Anexo I 75
  69. 69. 76 Anexos
  70. 70. Anexo I 77
  71. 71. 78 Anexos
  72. 72. Anexo I 79
  73. 73. 80 Anexos
  74. 74. Anexo I 81
  75. 75. Anexo IIRevista de Ortopedia y Traumatologia – vol. 10P – IB – Fasc. 2º - Dezembro de 1984
  76. 76. 84 Anexos
  77. 77. Anexo II 85
  78. 78. 86 Anexos
  79. 79. Anexo II 87
  80. 80. 88 Anexos
  81. 81. Anexo II 89
  82. 82. 90 Anexos
  83. 83. Anexo IIIRevista de Ortopedia y Traumatologia – Vol. 11P – IB – Fasc. 1º - Junho de 1985
  84. 84. 92 Anexos
  85. 85. Anexo III 93
  86. 86. 94 Anexos
  87. 87. Anexo III 95
  88. 88. 96 Anexos
  89. 89. Anexo III 97
  90. 90. 98 Anexos
  91. 91. Anexo III 99
  92. 92. 100 Anexos
  93. 93. Anexo III 101
  94. 94. 102 Anexos
  95. 95. Anexo III 103
  96. 96. 104 Anexos
  97. 97. Anexo III 105
  98. 98. 106 Anexos
  99. 99. Anexo III 107

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