CATULLUS RELOADED

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Esse livro foi concebido há mais de 6 anos e, desde então, alguns trechos já foram publicados na web e em revista de papel.
Como não fui capaz de encontrar uma editora pra ele, torno-o público no formato PDF.
Nessa versão do livro pra download, acrescentei o poema "Musa em Fuga" e o conto "Aphrodiet".
Baixem à vontade e, se curtirem, passem pros amigos.
Boa leitura!

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CATULLUS RELOADED

  1. 1. I
  2. 2. ANTROPOFAGUS, VENE CUM ME!
  3. 3. Ego veni per confusiones non per explicationes. Chacrinha
  4. 4. INFLUENTIA ANGUSTI TOLEDO, Paulo de (et alli). Augustam angusti. Santos: Ed. L. Bloom, 2008.
  5. 5. CAUSA PRIMA poe si ne qu a non
  6. 6. ET ALL e t c a r e t e
  7. 7. NO RETROGRESS NO STOP NO PRECIPITATE a Nabuco l ibe r t a s probus l ibe r tus ( ) s i n e ( q u a e ) n a t u r a ( s e r a ) e s t f i l i u s ( t a m e n )
  8. 8. UPDATED in medio virus
  9. 9. DE PUBLICA CIRCULATIONEM madri amsterdan roma tóquio paris barcelona nihil sub sole novum acapulco londres berlim istambul atenas pequim ubi bene, ibi patria bruxelas budapeste praga ab ovo ego sum in omnibus
  10. 10. TRANSLATI(N)O(RUM) n e m o n a s c i t u r s a p i e n s o m n e s p e n i s s i c n a t u r a o m e n s i r t u p e n i s s a c a n ( a d l i b i t u m )
  11. 11. EVERY-DAY DEAD LANGUAGE Solis Dies Lunae Dies Martis Dies Mercurii Dies Jovis Dies Veneris Dies Saturni Dies
  12. 12. AESTAS: 40 GRADUS taxius cum ares conditionatibus per paucus est sol lucet omnibus
  13. 13. DEFECTIVUS in principio erat pum
  14. 14. NARCISUS ecce homo ecce homo ecce homo ecoce homo
  15. 15. COGITO ERGO{N}SUM{O}
  16. 16. RAICUS SILOGISTICUS errare humanum est ergo vox populi vox dei est
  17. 17. INVIDIA VAGINIS Ave Pater, gratia plena Benedictus fructus ventris tui Jesus Sicut in caelo et in terra Benedicta tu in mulieribus Fiat voluntas tua Ora pro nobis peccatoribus Et ne nos inducas in tentationem Santificetur nomen tuum Amen
  18. 18. ARS VERBALIS Rébus, non verbis. Rebu, non verbis.
  19. 19. OMINIS GRATIS mercatus gratia mercatis vita longa, ars brevis
  20. 20. CELEBRITATIBUS mario cohiberet quamvis lugubrem mcdonaldsum julio inferorumque pudicitie infelicem guccius mario sublatus iudicetur honestatis cartierum julio corruptelam ducunt fraudem appleius pedro deduxerunt hilaris plurimum playboyus paulo magisque ommituntur nostra microsoftbus pedro iurisconsultorum papam puellas sonyus paulo gratia quomodolibet familiaribus nikebus maria nonnunquam locus sanctorum hollywoodibus joana pedetentim haereticum moliuntur adidasium clara uoluptatibus bullam confabulationes cnniam maria circumquaque absonum religio chanelibus joana asserunt pusillanimes discordiam rolexum clara quantum famam consuetudinem ferrariam
  21. 21. CONDENDICHTENSARE UT MINIATURA POESIS
  22. 22. NOTA: Tudo (ou quase) que compõe a série de poemas (sic) ANTROPOFAGUS, VENE CUM ME! foi encontrado em www.google.com.br. Boas buscas!
  23. 23. II
  24. 24. LESBIX
  25. 25. ó minha lésbia sei que não gostas de rola mas se me deres a xoxota ao menos uma vez hei de foder-te tanto que meu pau aposentar-se-á por invalidez
  26. 26. ó minha lésbia teu sovaco um ramalhete de flores oloríferas um travesseiro de penas de pássaro manso meu sonho é adormecer sobre essa vasta cabelereira após afogarmos o ganso
  27. 27. ó minha lésbia só de imaginar que andas a ralar a escova com aquela cu-doce da diana volto-me ao deus dos relâmpagos e peço-lhe que um raio estraçalhe ambas as xanas
  28. 28. ó minha lésbia saiba que pode sim infestar tua xereca teias de aranha portanto me permita meu inseticida aspergir nas tuas desusadas entranhas
  29. 29. ó minha lésbia não desperdice teus líquidos com essa tal de ceres horrenda criatura obesa dá-me de beber tenho pressa que ao te ver com essa besta até minhas hemorróidas ficam secas
  30. 30. ó minha lésbia por ti faria tudo beijaria o cu do diabo que me carrega e se quisesses aceitaria desde que devidamente lubrificado o teu carinhoso fio-terra
  31. 31. ó minha lésbia teu regaço úmido nestes dias de verão faz até sereia querer virar varão
  32. 32. ó minha lésbia nem um monte de vênus a desfilar nas passarelas top models à mancheia podem fazer-me esquecer de ti ó deusa avessa a modos modas e moldes
  33. 33. ó minha lésbia essa loirinha que tanto te encanta é toda falsa siga meu conselho vem pro teu vero amor e se precisar pinto de oiro meus pentelhos
  34. 34. ó minha lésbia larga essa baixinha nariguda que te fuça a xota com o naso nojento também meu nariz não é de pequeno porte mas do meu pau te asseguro sai espirro mais forte
  35. 35. ó minha lésbia na balada não dás a mínima se canta a cotovia ou o rouxinol da minha parte a única coisa que irrita meu shakespeariano pinto é não poder fazer um dueto com tua lírica periquita
  36. 36. ó minha lésbia quando te vi dando de bico naquela bola como um vero boleiro imaginei teu cu como um gol e minha rola um artilheiro entrando com bola e tudo
  37. 37. ó minha lésbia conheço tua paixão por basquete és uma deusa do esporte então vem fazer mil pontos vezes mil e mais um milhão nesse nosso invencível jogo do boquete
  38. 38. ó minha lésbia sei que quando criança entre os loureiros sonhavas em ser a mulher-barbada desiste dessa idéia descabida e vem comigo levantar o pau do picadeiro
  39. 39. ó minha lésbia já inúmeras vezes cantei em louvor às heliconíadas musas ó cupido vê se me deixa em paz contudo parece que nada arrefece este rapaz de pau cúpido
  40. 40. ó minha lésbia gozemos como nunca nem que pra isso tenha eu que passar batom e usar peruca
  41. 41. ó minha lésbia se queres preservar teu hímen dá-me teu cuzinho que mesmo imundo da feijoada de domingo faz minha língua tão dura e úmida quanto o tridente de netuno
  42. 42. ó minha lésbia sei que te apraz o cabelo crespo dessa neguinha mas entrega-te a mim que eu rapaz que também curte uma bunda preta já tenho a rola escura de tanta punheta
  43. 43. ó minha lésbia conta a mitologia que no homem o tamanho do pé indica o tamanho da pica e se pra mulher isso também serve já imagino pela dimensão de tuas falangetas qual será a amplidão de tua boceta
  44. 44. ó minha lésbia permite que eu qual um infante recém-nado chupe tuas tesudas tetas donde espirraria toda a via-láctea e só a esperança de tal obséquio teu confesso ora me deixa todo gozado
  45. 45. III
  46. 46. MUSA EM FUGA
  47. 47. ponto de parto ida em busca de um canto perdido impelido por uma vela que chama vento ponto pacífico atlântico índico quatro cantos e sete mares de mundos e fundos onde o aedo dá adeus ao éden do seguro porto do nada sempiterno da vida em terra firme dos trabalhos e os dias e a vela segue
  48. 48. sangrando os mares nunca dentes só planícies às vezes caninas ondas porém onde deveria pérola só se vê parcos mas nunca dantes nem homeros só um pobre diabo em ponto de abulição sobre mares infestos de aves e feixes de nadas nados de ondas espumantes de chã sina onde apanha o poeta a embriaguez necessária para néscio seguir adiantando ou não a vela
  49. 49. alva asa de albatroz vaga lembrança de campo vasto de algodão em dia de vento arrasta o cantor mudo à procura da voz perdida em algum ponto de uma foz mudada e nunca mais achada e a cura é a musa esquiva telenguiado ponto de interrogação oculto entre frases marulhentas contudo o vate vai ao encalço da sereia calçado em suas asas de cera da imaginação
  50. 50. e do desespero apontando sua popa ao nada líquido inserto todavia desponta ourivesaria desnorteadora de heliotrópios as melenas mareantes da sereia e a vela alveja o ar almejante a restituir a alma vagante do poeta em algum ponto eqüidistante entre o vasto e o vazio e os olhos dele seguem a silhueta
  51. 51. dela rasgando as águas escamoteando-se entre recifes sirtes estrelas seguida de delfins em coorte nobre constelação a zombar do pobre vate entrevado em seu desencanto desterrado de seu canto mas a musa qual água entre cílios escorre da vista do aedo e o vento cessa e a vela antes panda agora parada ponto de reverência
  52. 52. na imensidão azul inf lama a angústia afônica dele e o sol moenda com molares a mascar o imo do poeta dá tons rubros ao marulho engulhento e o lastro-rei incinera na boca do aedo moedas falsas para o pagamento no cocito ergo sum de seus pecados capitais mas ele escravo do desatino escreve suas linhas tortas do destino
  53. 53. com seu sangue brotando sob o látego de hélios e faz da dor um doce fado e se é doce morrer no mar é fácil adivinhar que quem proteu regalou-se entretanto o poeta teima em sua toleima e aguarda findar o resguardo do vento para dar prossecução à sua perseguição contudo o sol solapa a potência do poeta aos poucos e o eidos
  54. 54. lasso já se enforca nas cordas trágicas do provável desenlace porém o vento volta e a vela põe-se a levar um sopro de futuro este furo entre o nado e o ponto contudo a sereia torna à vista deslumbrante a qualquer das maravilhas ombreante risca o mar mecanicamente qual barco a motor enquanto ele segue seu risco de morte terminício
  55. 55. do jogo ponto em dado leitor de frases imprevistas em fado gozo do inesperado ele atormentado cérebro cinza como o céu que o vela navega com os olhos tentando sem isca fisgar tal feixe de sonho e ora orca envasando todo o mar rocha móvel ebânea noite úmida a varar os olhos dos sóis sobre as vagas baila a baleia o balé da batalha
  56. 56. e o aedo ante tal medonha mancha marcial sempre-pontoso avança brioso seu frágil brigue de um só mastro movido a astros e vai pontudo arremessar-se contra seu destino apesar de atinar que o confronto contra tal animal findaria em seu finamento todavia à toda vela varou o varão cantante o vidro verde e a rocha
  57. 57. esguichante retinto arcobaleno apercebendo-se da valentia do poeta pareceu rir mostrando seu mordente recife de corais brancos porém ele apontando o nariz da nave ao alvo negro segue sequioso do fim mas uma onda ergue-se sob o barco erigindo o vate sobre o nigérrimo cemitério marinho agora atlântida submersa e vagamente subvertida
  58. 58. então busca nos céus uma resposta em meio aos escarcéus contudo acha-se só e mau acompanhado de desenhos de nuvens alvos mares voláteis e a voz não volta porém desponta nos seus ouvidos um olvido grito atroz mas o aedo mira o alto e num sobressalto depara-se com o inusitado uma revoada de ferozes albatrozes móbil dique
  59. 59. a abarcar o céu dirigindo-se contra a nave kamikasas albardando o vate com seus brados marciais todavia ele vela em riste encara o comboio volátil e joga-se no tabuleiro branco e alvo prisioneiro do seu destino enxadrista analmabeto nas regras do jogo e os albatrozes tombam e o poeta títere das vagas ponto de intersecção entre nefastos meridianos
  60. 60. ante a ameaça do naufrágio recolhe a vela e aguarda o móbil dique pôr a pique sua frágil fragata entretanto quando estavam a ponto de entrechocarem-se quando a peleja em pleno pélago parecia consumada os pássaros mudam o rumo e sobrevoam a capitânia cabeça do aedo e criam uma borrasca sobre a nave de fezes em branco e preto tabuleiro aéreo no qual ele
  61. 61. desenxabida besta de xácara é peça tombada xaveco em xeque e com o coração na ponta da vela o vate salvo por um riso do destino salta as ondas nada-ouvidos para o calado e sua língua morta é só sal de muda salabórdia língua-doca língua-doc oxidado feéretro ferrugem cariando o dantes da memória só
  62. 62. sobrando o hálito do porvir nos panos pandorgados e ele enxerga chispando sobre o turvo espelho de netuno a musa em fuga desfilando na aquarela seus fios de ouro rapunzol pescando os olhos gemebundos do pontífice da demência e o vate vai e vê avante brotarem do pélago cristais brancos friíssimos pespegos gelando
  63. 63. as vísceras do poeta todavia ele vai e a sereia esmeralda esmerada em esmorecer seu esmoler atira-se entre as geleiras como a comandar o rebentar das gélidas setas que despontam com fúria da físsil superfície pedras de roseta abcenário para o poeta transladar mas ele marcha marco apolo veneta mirando entre as venezianas de aicebergues
  64. 64. a venérea sereia vascolejando a moringa do vate contudo a nave ginga entre os dentes de gelo tão qual hálito vai como se fora ali seu habitat como se fora a língua daquela pelagônica bocarra comida esperada mas fugidia todavia a nave ginga língua solta na ponta da vela íngua no céu da boca do pélago trânsfugo prato principal fruto do mar
  65. 65. velado pelo véu paladino do céu e o barco ginga e as alvas presas perseguem a língua feérina incisivas em soçobrar o frágil casco e os caninos sobre as cãs vagas laboram um labirinto sem ponto de fuga entretanto a nave não capitula e faz da esperança seu fio de ariadne e o labirintodonte encerra o barco no físsil fosso
  66. 66. de sua mandíbula confabulando com a noite monoculunar como fazer da rotunda face do mar a tumba final para a infatigável nave entretanto ignorando o cretino conluio entre noite e oceano o veículo volante do vate ginga entre os dentes raios de lua congelados e quando o labirinto já parecia ter-se tornado
  67. 67. o derradeiro lar do poeta ele elabora a fuga com a ajuda do fúlgido olho da noite que projeta uma via-lácqua de luz perpendicular na face do pélago e o arteiro poeta percebe a dádiva oferecida pelo farol celipotente e avança pelo veio selênico até escapar do desditoso traslado dedálico e o vate sonado tomba ele ex-sonar captor de submarinas
  68. 68. sonâncias ora sornado sócio de marinas up-to-date contudo ele sonha e nos desvãos dos devaneios veio-lhe a senha um beijo na sereia porém a rosilíngua da aurora gritou-lhe na íris e o aedo acorda sabendo de cor o tato de tal ósculo e escuta nas volutas das vagas risos de delfins e mais ao longe a loura tecedura falange de fios de sóis
  69. 69. que sói tornar-lhe a ele soez ponto neste teatro vago e os delfins estrelas marinhas varando a cortina dágua e rindo na ribalta ante o velejador a baixo pano anunciam o último ato ao vate castrado canário canastrão que avista entre atóis de albatrozes o palco ponto de exclamação totêmico para arritméticas tabuadas onde só dali daria o adiante e sereno vai
  70. 70. ao encontro da sereia deparar-se com o irremediável e ela com seu anfíbio corpo ambíguo alcança a imponente rocha lança netuniana a lancinar a face das águas e inicia a subida e o vate faz do sopro de vida que lhe resta o vento que arrasta a nave até a grande pedra de roseta do seu destino e ele chega ao pé da pedra sobe os degraus escalado pelos deuses
  71. 71. para o desafio de desfiar o fado dos seus pares mas ele desafinado vate mal pode suportar o peso de seus fardos e ela galeana galga o pico do monte e ele perto parindo músculos está por quase na qualidade de dono das alturas mas ela já sumira de sua retina e ele ganha forças da agonia e acelera sua subida e quando
  72. 72. atinge o topo topa com ela à beira da pedra prestes ao olímpico salto mortal que findaria em seu finamento e ele loquiaberto e mudo como uma pedra no meio do caminho ao dar o primo passo até sua alva salvadora vê a sereia arremessar-se às pedras do sopé do monte e só então ouve a música da musa grito lancinante saído da suicida de sonhos e o poeta após assistir a tudo
  73. 73. impávido e pálido como as espumas das ondas rebentando na rocha e arrebentando sua desastronave ele bússola à deriva traduz seu derribamento em tortulento berro e prostra-se opúsculo folheado pelos alados dedos do vento cara a cara com o crepúsculo no cume do ponto
  74. 74. IV
  75. 75. APHRODIET
  76. 76. Aterrisso meu helicóptero no heliporto do Hélicon e o vento desfaz as madeixas das musas, levanta suas saias (divinas Monroes) e põe à mostra, aos montes, os montes de Vênus. A cafetina se aproxima com seus dentes amarelos (às suas costas, um negro eunuco com o branco dos olhos qual girassóis vangoguianos) e prontifica-se em apresentar seu harém de deusas, semideusas, prostitutas, putas, rampeiras e requengas, que se esfregavam perante os fregueses, chupando seus dedos, roçando tetas, xoxotas, bundas em tudo o que poderia ser roliço como uma rola. A cafetina, Madame Saouva, me diz que posso fazer um test-drive em qualquer menina, seja com os dedos, a língua, o joelho, o cotovelo... menos com o pau. Então, principio a enfiar o pai-de-todos em um batalhão de cus em fila. Um do lado do outro, vários fiofós empinados, rosados, marrons, pretos, os experimento com o dedo médio embebido em baba, tentando encontrar algum que tivesse a melhor pegada, a melhor travada, aquele que poderia partir meu caralho em dois. Encontrei. É este, disse à cafetina. E ela: Aphrodiet, quarto Cupido, já! Segui aquele enorme e sarado rabo negro (nenhuma celulite, nenhuma estria, perfeito como uma noite sem nem sinal de estrelas ou satélites) tal como Eco segue Narciso e como Narciso se cega ao seguir o que o espelho designa. A cama redonda, por uma mágica engenharia, gira em sentido anti-horário. Aphrodiet, nua, posta-se de quatro na beira da cama e gira, gira, gira, como uma roleta. Me aproximo da cama com o pau em riste. A bunda dela roça minha rola a cada volta da roleta. De tanta volta, começo a tontear. A pica principia a descida do Hélicon. Um cu de deusa jamallarmais abolirá o ocaso.

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