SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 8
Acha em PsiqWeb




   .    ||||||||||   Home Temas Dicionário                                                             ..
        |                                                                                Infância




 ...
                                                                                         Problemas sexuais no
                                  ABUSO SEXUAL INFANTIL                                  DSM.IV
                                                                                         Disfunções Sexuais
                                   Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças  Desejo Sexual Hipoativo
                               que se vê nas estatísticas, seja quantos milhares forem,  Aversão Sexual
                               devemos ter em mente que, de fato, esse número pode ser Transtornos da Excitação
                               bem maior. A maioria desses casos não é reportada, tendo Sexual
                               em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que Transtornos Orgásmicos
                               se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em Ejaculação Precoce
                               longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser      Transtornos de Dor
                               devastador.                                               Sexual
                                                                                         Dispareunia
                                                                                         Vaginismo
                                   O abuso sexual às crianças pode ocorrer na família,
                                                                                         Parafilias
                               através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente    Exibicionismo
                               qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por      Pedofilia
                               exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da       Transvéstico
                               pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de  Transtornos da Identidade
                               um professor ou mesmo por um desconhecido.                de Gênero

                                  Em tese, define-se Abuso Sexual como qualquer                Problemas sexuais no
                               conduta sexual com uma criança levada a cabo por um             CID.10
                               adulto ou por outra criança mais velha. Isto pode significar,   Disfunção Sexual Não-
                               além da penetração vaginal ou anal na criança, também           Orgânica
                               tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os         Disfunção Orgásmica
                               genitais do adulto ou de outra criança mais velha, ou o
                               contacto oral-genital ou, ainda, roçar os genitais do adulto
                               com a criança.

                                   Às vezes ocorrem outros tipos de abuso sexual que
                               chamam menos atenção, como por exemplo, mostrar os
                               genitais de um adulto a um criança, incitar a criança a ver
                               revistas ou filmes pornográficos, ou utilizar a criança para
                               elaborar material pornográfico ou obsceno.
.....
 Veja um trecho da página
                                  A Criança Abusada
de André Salame Seabra
sobre abuso sexual:

"O abuso sexual infantil           Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente
(ASI) é definido como a          para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética e
exposição de uma criança         moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo
a estímulos sexuais              problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter
impróprios para sua idade,       habilidade diante desse tipo de estimulação.
seu nível de
desenvolvimento
                                    A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a
psicossocial e seu papel na
família. A vítima é forçada
                                 pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para
fisicamente ou coagida           com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo
verbalmente a participar da      terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar
relação sem ter,                 profunda sensação de solidão e abandono.
necessariamente, a
capacidade emocional ou            Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo
cognitiva para consentir ou      da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da
julgar o que está
                                 vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que a
acontecendo.
                                 família se desintegre ao descobrir seu segredo.
The American Humane
Association, em seus mais          A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolve
recentes estudos, estima o       uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e
abuso sexual de crianças e       adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-se
adoslecentes nos Estados         muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar a
Unidos em 450 mil casos          considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa
por ano. Apesar desses           que abusa ameaçar de violência se a criança negar-se aos seus desejos.
números serem altos, é
consenso que o número de
casos não relatados seja
                                   Algumas crianças abusadas sexualmente podem ter dificuldades para
maior que o número de            estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar em
casos notificados, devido        adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para a
ao segredo e vergonha que        prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos.
são inerentes ao ASI.
Estima-se que uma em                Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito
cada três mulheres e um          temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem
de cada seis homens
                                 silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma
passem por um episódio de
abuso sexual.
                                 desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou
                                 castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente,
Estudos têm revelado que         principalmente se o abusador é alguém da família.
os homens se abstêm de
notificar o abuso sexual,          Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício
devido ao medo e à               de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar
vergonha de serem                curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o
rotulados como                   abusador estiver perto.
homossexuais. Sabe-se,
também, que 80% das
vítimas de ASI conhecem
                                   O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir:
seus abusadores. Desse
grupo, aproximadamente                    1.Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual;
68% é membro da própria                   2.Problemas com o sono ou pesadelos;
família. 80% dos                          3.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;
abusadores são homens e                   4.Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;
20% mulheres. A média de                  5.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;
idade do início do ASI é de
                                          6.Negar-se a ir à escola,
9,2 anos para as mulheres
e 7,8 a 9,7 para os
                                          7.Rebeldia e Delinqüência;
homens.                                   8.Agressividade excessiva;
                                          9.Comportamento suicida;
Dos casos de ASI                          10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;
intrafamiliar, 75% é pai-filha            11. Retirar-se ou não querer participar de esportes;
(incluindo padrastos,                     12. Respostas ilógicas (para-respostas) quando perguntamos
namorados da genitora                   sobre alguma ferida em seus genitais;
13. Temor irracional diante do exame físico;
morando na mesma casa,                    14. Mudanças súbitas de conduta.
ou outros que tenham
                                  Algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores de
papel paternal), enquanto
25% dos casos são de            Transtorno de Conduta severo fantasiam e criam falsas informações em relação
mulheres-criança ou irmã-       ao abuso sexual.
irmã.
                                  Quem é o Agressor Sexual
Esses estudos indicam que
meninas são mais
abusadas sexualmente               Mais comumente quem abusa sexualmente de crianças são pessoas que a
dentro do ambiente              criança conhece e que, de alguma forma, podem controla-la. De cada 10 casos
familiar, enquanto garotos      registrados, em 8 o abusador é conhecido da vítima. Esta pessoa, em geral, é
e crianças maiores são          alguma figura de quem a criança gosta e em quem confia. Por isso, quase
mais abusados fora da           sempre acaba convencendo a criança a participar desses tipos de atos por meio
família.                        de persuasão, recompensas ou ameaças.
No Brasil, O Serviço de
Advocacia da Criança
(SAC), entidade ligada à
                                   Mas, quando o perigo não está dentro de casa, nem na casa do amiguinho,
Ordem dos Advogados do          ele pode rondar a creche, o transporte escolar, as aulas de natação do clube, o
Brasil, fez uma pesquisa a      consultório do pediatra de confiança e, quase impossível acreditar, pode estar
partir de processos             nas aulas de catecismos da paróquia. Portanto, o mais sensato será acreditar
registrados em 1988,1991        que não há lugar absolutamente seguro contra o abuso sexual infantil.
e 1992 para chegar à
seguinte cifra: das 20.400        Segundo a Dra. Miriam Tetelbom, o incesto pode ocorrer em até 10% das
denúncias de maus-tratos
                                famílias. Os adultos conhecidos e familiares próximos, como por exemplo o pai,
`a criança que chegam
anualmente ao
                                padrasto ou irmão mais velho são os agressores sexuais mais freqüentes e mais
conhecimento da Justiça,        desafiadores. Embora a maioria dos abusadores seja do sexo masculino, as
13% referem-se a                mulheres também abusam sexualmente de crianças e adolescentes.
situações de abuso sexual,
o que resulta em 2.700             Esses casos começam lentamente através de sedução sutil, passando a
novos casos a cada 12           prática de "carinhos" que raramente deixam lesões físicas. É nesse ponto que a
meses.                          criança se pergunta como alguém em quem ela confia, de quem ela gosta, que
                                cuida e se preocupa com ela, pode ter atitudes tão desagradáveis.
O ASI pode ser intrafamiliar
ou extrafamiliar; este, por
sua vez, pode ser com             A Família da Criança Abusada Sexualmente
adultos conhecidos ou
desconhecidos. Menção              A primeira reação da família diante da notícia de abuso sexual pode ser de
especial deve ser feito aos
                                incredulidade. Como pode ser comum crianças inventarem histórias, de fato elas
abusos sexuais
institucionais, os quais são
                                podem informar relações sexuais imaginárias com adultos, mas isso não é a
perpetrados em instituições     regra. De modo geral, mesmo que o suposto abusador seja alguém em quem se
encarregadas de zelar pelo      vinha confiando, em tese a denúncia da criança deve ser considerada.
bem-estar da criança.
                                   Em geral, aqueles que abusam sexualmente de crianças podem fazer com
O ASI intrafamiliar é           que suas vítimas fiquem extremamente amedrontadas de revelar suas ações,
definido como qualquer          incutindo nelas uma série de pensamentos torturantes, tais como a culpa, o
forma de atividade sexual       medo de ser recriminada, de ser punida, etc. Por isso, se a criança diz ter sido
entre uma criança e um
                                molestada sexualmente, os pais devem fazê-la sentir que o que passou não foi
membro imediato da família
                                sua culpa, devem buscar ajuda médica e levar a criança para um exame com o
( pai, padrasto, irmão ),
extensivo ( tio, avô, tia,      psiquiatra.
primo )ou parentes
substitutos ( um adulto o         Os psiquiatras da infância e adolescência podem ajudar crianças abusadas a
qual a criança considere        recuperar sua auto-estima, a lidar melhor com seus eventuais sentimentos de
como um membro da               culpa sobre o abuso e a começar o processo de superação do trauma. O abuso
família ).                      sexual em crianças é um fato real em nossa sociedade e é mais comum do que
O ASI intrafamiliar também
                                muita gente pensa. Alguns trabalhos afirmam que pelo menos uma a cada cinco
é conhecido com incesto.
                                mulheres adultas e um a cada 10 homens adultos se lembra de abusos sexuais
Existem cinco tipos de
relações incestuosas: pai-      durante a infância.
filha, irmão-irmã, mãe-filha,
pai-filho, mãe-filho. Destes,     O tratamento adequado pode reduzir o risco da criança desenvolver sérios
problemas no futuro, mas a prevenção ainda continua sendo a melhor atitude.
é possível que irmão-irmã
                              Algumas medidas preventivas que os pais podem tomar, fazendo com que essas
seja o tipo mais comum.
                              regras de conduta soem tão naturais quanto as orientações para atravessar uma
Entretanto, o mais relatado
é entre pai e filha (75% dos  rua, afastar-se de animais ferozes, evitar acidentes, etc. Se considerar que a
casos ). Mãe-filho é          criança ainda não tem idade para compreender com adequação a questão
considerado o tipo mais       sexual, simplesmente explique que algumas pessoas podem tentar tocar as
patológico, sendo freqüente partes íntimas (apelidadas carinhosamente de acordo com cada família), de
sua associação com            forma que se sintam incomodadas.
psicose. Por outro lado, o
do tipo irmão-irmã
                             1.Dizer às crianças que "se alguém tentar tocar-lhes o corpo e fazer coisas que a
provavelmente acarrete
                             façam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa e conte em seguida o que
menores seqüelas." veja a
página toda                  aconteceu."
                          2.Ensinar às crianças que o respeito aos maiores não quer dizer que têm que
                          obedecer cegamente aos adultos e às figuras de autoridade. Por exemplo, dizer
                          que não têm que fazer tudo o que os professores, médicos ou outros cuidadores
                          mandarem fazer, enfatizando a rejeição daquilo que não as façam sentir-se bem.
                          3.Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos.
                          4.Advertir as crianças para nunca aceitarem convites de quem não conhecem.
                          5.A atenta supervisão da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual pois,
                          muito possivelmente, ela não separa as situações de perigo à sua segurança
                          sexual.
                          6.Na grande maioria dos casos os agressores são pessoas conhecem bem a
                          criança e a família, podem ser pessoas às quais as crianças foram confiadas.
                          7.Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família
                          ou amigos íntimos, a vigilância das muitas situações potencialmente perigosas é
                          uma atitude fundamental.
                          8.Estar sempre ciente de onde está a criança e o que está fazendo.
                          9.Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar as crianças quando os
                          pais não puderem cuidar disso intensivamente.
                          10.Se não for possível uma supervisão intensiva de adultos, pedir às crianças que
                          fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens
                          do companheirismo.
                          11.Conhecer os amigos das crianças, especialmente aqueles que são mais velhos
                          que a criança.
                          12.Ensinar a criança a zelar de sua própria segurança.
                          13.Orientar sempre as crianças sobre opções do que fazer caso percebam más
                          intenções de pessoas pouco conhecidas ou mesmo íntimas.
                          14.Orientar sempre as crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se
                          sentirem incomodadas.
                          15.Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, gritar e correr em
                          situações de perigo.
                          16.Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com
                          iniciativas para manter contacto físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam
                          por parte de parentes próximos e amigos.
                          17.Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o
                          contacto nessas partes chame sua atenção para o fato de algo incomum e
                          estranho estar acontecendo.
ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR



                   AGRESSOR

                      No.

                       %



PAI

                       77

                       52



PADRASTO

                       47

                       32



TIO

                       10

                       8



MÃE

                       4

                       4



AVÔ

                       3

                       2



PRIMO

                       2

                       1



CUNHADO
Que fazer                                                                             Ilana Casoy em seu
                                                                                    livro Serial Killer: louco
   Uma falsa crença é esperar que a criança abusada avise sempre sobre o que        ou cruel? relata que
está acontecendo. Entretanto, na grande maioria das vezes, as vítimas de abuso      tradicionalmente, o
são convencidas pelo abusador de que não devem dizer nada a ninguém. A              comportamento do
primeira intenção da criança é, de fato, avisar a alguém sobre seu drama mas, em    adulto psicopata pode
geral, nem sempre ela consegue fazer isso com facilidade, apresentando um           ser conseqüência de
discurso confuso e incompleto. Por isso os pais precisam estar conscientes de que   abusos sofridos na
as mudanças na conduta, no humor e nas atitudes da criança podem indicar que        infância, abusos
                                                                                    sexuais, físicos ou
ela é vítima de abuso sexual.
                                                                                    emocionais ou, ainda,
                                                                                    conseqüência de
  Muitos pais se sentem totalmente despreparados e pegos de surpresa quando
                                                                                    traumas relacionados
sua criança é abusada, mas sempre devemos ter em mente que as reações               ao abandono infantil.
emocionais da família serão muito importante na recuperação da criança.             Estudando matadores
                                                                                    seriais, Ilana reconhece
  Quando uma criança confia a um adulto que sofreu abuso sexual, o adulto pode      serem raros os casos
sentir-se muito incomodado e não saber o que dizer ou fazer. Vejamos algumas        que não tenham uma
sugestões (American Academy of Child and Adolescent Psychiatry):                    história de abuso ou
                                                                                    negligência dos pais,
          1.Incentivar a criança a falar livremente o que se passou, sem            porém, ressalta que
       externar comentários de juízo.                                               isso não significa que
          2.Demonstrar que estamos compreendendo a angústia da                      toda criança com
       criança e levando muito a sério o que esta dizendo. As crianças e            história de algum tipo
       adolescentes que encontram quem os escuta com atenção e                      de abuso seja um
       compreensão, reagem melhor do que aquelas que não encontram                  matador em potencial.
       esse tipo de apoio.
          3.Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido
       pois, se ela tiver uma relação muito próxima com quem a abusa,
       normalmente se sentirá culpada por revelar o segredo ou com
       muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato.
          4.Dizer enfaticamente à criança que ela não tem culpa pelo
       abuso sexual. A maioria das crianças vítimas de abuso pensa que
       elas foram a causa do ocorrido ou podem imaginar que isso é um
       castigo por alguma coisa má que tenham feito.
  Finalmente, oferecer proteção à criança, e prometer que fará de imediato tudo o
que for necessário para que o abuso termine.

   No momento em que esse incidente vem à tona, devemos considerar que o bem
estar da criança é a prioridade. Se os familiares estão emocionalmente muito
perturbados nesse momento, o assunto deve ser interrompido para que as
emoções e idéias possam ser mais bem organizadas. Depois disso, deve-se voltar
a tratar do assunto com a criança, explicando sempre que as emoções negativas
são dirigidas ao agressor e nunca contra a criança.

  Não devemos apressar insensivelmente a criança para relatar tudo de uma só
vez, principalmente se ela estiver muito emocionada. Mas, por outro lado, devemos
encorajá-la a falar com liberdade tudo o que tenha acontecido, escutando-a
carinhosamente para que se sinta confiante. Responda a qualquer pergunta que a
esteja angustiando e esclareça qualquer mal entendido, enfatizando sempre que é
o abusador e não a criança o responsável por tudo.

  Se o abusador é um familiar a situação é bastante difícil para a criança e para
demais membros da família. Embora possam existir fortes conflitos e sentimentos
sobre o abusador, a proteção da criança deve continuar sendo a prioridade.
Abaixo, algumas condutas que devem ser pensadas nos casos de violência sexual
contra crianças.
1. Informe as autoridades qualquer suspeita séria de abuso
       sexual.
         2.Consultar imediatamente um pediatra ou médico de família
       para atestar a veracidade da agressão (quando houver sido
       concretizada). O exame médico pode avaliar as condições físicas e
       emocionais da criança e indicar um tratamento adequado.
         3.A criança abusada sexualmente deve submeter-se a uma
       avaliação psiquiátrica por ou outro profissional de saúde mental
       qualificado, para determinar os efeitos emocionais da agressão
       sexual, bem como avaliar a necessidade de ajuda profissional para
       superar o trauma do abuso.
         4. Ainda que a maior parte das acusações de abuso sejam
       verdadeiras, pode haver falsas acusações em casos de disputas
       sobre a custódia infantil ou em outras situações familiares
       complicadas.
         5. Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade de
       seu agressor, deve-se preferir métodos indiretos e especiais
       sempre que possível, tais como o uso de vídeo, afastamento de
       expectadores dispensáveis ou qualquer outra opção de não ter que
       encarar o acusado.
         6.Quando a criança faz uma confidência a alguém sobre abuso
       sexual, é importante dar-lhe apoio e carinho; este é o primeiro
       passo para ajudar no restabelecimento de sua autoconfiança, na
       confiança nos outros adultos e na melhoria de sua auto-estima.
         7.Normalmente, devido ao grande incômodo emocional que os
       pais experimentam quando ficam sabendo do abuso sexual em
       seus filhos, estes podem pensar, erroneamente, que a raiva é
       contra eles. Por isso, deve ficar muito claro que a raiva manifestada
       não é contra a criança abusada.


  Seqüelas
  Felizmente, os danos físicos permanentes como conseqüência do abuso sexual
são muito raros. A recuperação emocional dependerá, em grande parte, da
resposta familiar ao incidente (Embarazada.Com). As reações das crianças ao
abuso sexual diferem com a idade e com a personalidade de cada uma, bem como
com a natureza da agressão sofrida. Um fato curioso é que, algumas (raras) vezes,
as crianças não são tão perturbadas por situações que parecem muito sérias para
seus pais.

   O período de readaptação depois do abuso pode ser difícil para os pais e para a
criança. Muitos jovens abusados continuam atemorizados e perturbados por várias
semanas, podendo ter dificuldades para comer e dormir, sentindo ansiedade e
evitando voltar à escola.

   As principais seqüelas do abuso sexual são de ordem psíquica, sendo um
relevante fator na história da vida emocional de homens e mulheres com
problemas conjugais, psicossociais e transtornos psiquiátricos.

  Antecedentes de abuso sexual na infância estão fortemente relacionados a
comportamento sexual inapropriado para idade e nível de desenvolvimento,
quando comparado com a média das crianças e adolescentes da mesma faixa
etária e do mesmo meio sócio-cultural sem história de abuso.

  Em nível de traços no desenvolvimento da personalidade, o abuso sexual infantil
pode estar relacionado a futuros sentimentos de traição, desconfiança, hostilidade
e dificuldades nos relacionamentos, sensação de vergonha, culpa e auto-
desvalorização, à baixa autoestima à distorção da imagem corporal, Transtorno
Borderline de Personalidade e Transtorno de Conduta.

   Em relação a quadros psiquiátricos francos, o abuso sexual infantil se relaciona
com o Transtorno do Estresse Pós-traumático, com a depressão, disfunções
sexuais (aversão a sexo), quadros dissociativos ou conversivos (histéricos),
dificuldade de aprendizagem, transtornos do sono (insônia, medo de dormir), da
alimentação, como por exemplo, obesidade, anorexia e bulimia, ansiedade e
fobias.

  Para referir:
Ballone GJ - Abuso Sexual Infantil, in. PsiqWeb, Internet, disponível em
<http://www.virtualpsy.org/infantil/abuso.html> 2003
                                                                                      Copyright © G.J.Ballone

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A escola e a violência à criança e ao adolescente
A escola e a violência à criança e ao adolescenteA escola e a violência à criança e ao adolescente
A escola e a violência à criança e ao adolescenteDaiane Andrade
 
Slide projeto violencia e abuso sexual renata
Slide projeto violencia e abuso sexual   renataSlide projeto violencia e abuso sexual   renata
Slide projeto violencia e abuso sexual renataFabiana Subrinho
 
Aula sobre violência contra crianças
Aula sobre violência contra criançasAula sobre violência contra crianças
Aula sobre violência contra criançasDiego Alvarez
 
Violência Sexual
Violência SexualViolência Sexual
Violência Sexualguest849a1d
 
Violência doméstica seminário lei maria da penha
Violência doméstica seminário lei maria da penhaViolência doméstica seminário lei maria da penha
Violência doméstica seminário lei maria da penhaNayara Mayla Brito Damasceno
 
Exploração e Abuso Sexual
Exploração e Abuso SexualExploração e Abuso Sexual
Exploração e Abuso SexualMichele Pó
 
Abuso e exploração sexual de criança e adolescente
Abuso e exploração sexual de criança e adolescenteAbuso e exploração sexual de criança e adolescente
Abuso e exploração sexual de criança e adolescenteLuisa Sena
 
Abuso sexual na criança e no adolescente
Abuso sexual na criança e no adolescenteAbuso sexual na criança e no adolescente
Abuso sexual na criança e no adolescentexp cassi
 
faça bonito 18 de maio - Copia.pptx
faça bonito 18 de maio - Copia.pptxfaça bonito 18 de maio - Copia.pptx
faça bonito 18 de maio - Copia.pptxFernandoPimenta19
 
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
Violência Doméstica Contra Crianças e AdolescentesViolência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentestlvp
 
Mariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Mariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - BartolomeuMariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Mariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - BartolomeuPaulo Sérgio
 
Violencia Doméstica
Violencia DomésticaViolencia Doméstica
Violencia DomésticaAP6Dmundao
 
Violência contra mulher e Lei Maria da Penha
Violência contra mulher e Lei Maria da Penha  Violência contra mulher e Lei Maria da Penha
Violência contra mulher e Lei Maria da Penha Vyttorya Marcenio
 
Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins - o musical)
Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins  - o musical)Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins  - o musical)
Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins - o musical)Raphael Victor
 

Mais procurados (20)

A escola e a violência à criança e ao adolescente
A escola e a violência à criança e ao adolescenteA escola e a violência à criança e ao adolescente
A escola e a violência à criança e ao adolescente
 
Slide projeto violencia e abuso sexual renata
Slide projeto violencia e abuso sexual   renataSlide projeto violencia e abuso sexual   renata
Slide projeto violencia e abuso sexual renata
 
Abuso Sexual
Abuso SexualAbuso Sexual
Abuso Sexual
 
Aula sobre violência contra crianças
Aula sobre violência contra criançasAula sobre violência contra crianças
Aula sobre violência contra crianças
 
Violência Sexual
Violência SexualViolência Sexual
Violência Sexual
 
Violência infantil
Violência infantilViolência infantil
Violência infantil
 
Violência doméstica seminário lei maria da penha
Violência doméstica seminário lei maria da penhaViolência doméstica seminário lei maria da penha
Violência doméstica seminário lei maria da penha
 
Exploração e Abuso Sexual
Exploração e Abuso SexualExploração e Abuso Sexual
Exploração e Abuso Sexual
 
O que é violência sexual
O que é violência sexualO que é violência sexual
O que é violência sexual
 
Abuso e exploração sexual de criança e adolescente
Abuso e exploração sexual de criança e adolescenteAbuso e exploração sexual de criança e adolescente
Abuso e exploração sexual de criança e adolescente
 
Abuso sexual na criança e no adolescente
Abuso sexual na criança e no adolescenteAbuso sexual na criança e no adolescente
Abuso sexual na criança e no adolescente
 
faça bonito 18 de maio - Copia.pptx
faça bonito 18 de maio - Copia.pptxfaça bonito 18 de maio - Copia.pptx
faça bonito 18 de maio - Copia.pptx
 
Violência contra mulher -
Violência contra mulher - Violência contra mulher -
Violência contra mulher -
 
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
Violência Doméstica Contra Crianças e AdolescentesViolência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
 
Mariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Mariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - BartolomeuMariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Mariana Oliveira - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
 
Violencia Doméstica
Violencia DomésticaViolencia Doméstica
Violencia Doméstica
 
Abuso sexual
Abuso sexualAbuso sexual
Abuso sexual
 
Violência doméstica
Violência domésticaViolência doméstica
Violência doméstica
 
Violência contra mulher e Lei Maria da Penha
Violência contra mulher e Lei Maria da Penha  Violência contra mulher e Lei Maria da Penha
Violência contra mulher e Lei Maria da Penha
 
Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins - o musical)
Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins  - o musical)Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins  - o musical)
Violencia contra crianças e adolecentes (raphael poppins - o musical)
 

Destaque

Violência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentesViolência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentesAlinebrauna Brauna
 
Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentes
Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentesPalestra Violência Sexual contra crianças e adolescentes
Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentesMichelle Moraes Santos
 
Violência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentesViolência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentesfabiano
 
Maus tratos infantil
Maus tratos infantilMaus tratos infantil
Maus tratos infantilCesinha Silva
 
9 sodoma e gomorra história bíblica
9 sodoma e gomorra   história bíblica9 sodoma e gomorra   história bíblica
9 sodoma e gomorra história bíblicaWashington Ferreira
 
VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
 VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTESDarciane Brito
 
Abuso Sexual ( Pedofilia)
Abuso Sexual ( Pedofilia)Abuso Sexual ( Pedofilia)
Abuso Sexual ( Pedofilia)martasara
 
Violencia na infância - Abuso sexual
Violencia na infância - Abuso sexual Violencia na infância - Abuso sexual
Violencia na infância - Abuso sexual blogped1
 
Slide violência contra o idoso
Slide violência contra o idosoSlide violência contra o idoso
Slide violência contra o idosoKarolina Peixoto
 
Maus tratos violência e negligência contra os idosos
Maus tratos violência e negligência contra os idososMaus tratos violência e negligência contra os idosos
Maus tratos violência e negligência contra os idososDaniela Monteiro
 

Destaque (17)

Violência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentesViolência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentes
 
Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentes
Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentesPalestra Violência Sexual contra crianças e adolescentes
Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentes
 
abuso sexxual
abuso sexxualabuso sexxual
abuso sexxual
 
Abuso sexual.01
Abuso sexual.01Abuso sexual.01
Abuso sexual.01
 
Crepúsculo
CrepúsculoCrepúsculo
Crepúsculo
 
Violência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentesViolência sexual contra crianças e adolescentes
Violência sexual contra crianças e adolescentes
 
Slides crepusculo
Slides crepusculoSlides crepusculo
Slides crepusculo
 
Maus tratos infantil
Maus tratos infantilMaus tratos infantil
Maus tratos infantil
 
9 sodoma e gomorra história bíblica
9 sodoma e gomorra   história bíblica9 sodoma e gomorra   história bíblica
9 sodoma e gomorra história bíblica
 
VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
 VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
VISÃO SOBRE O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
 
Abuso Sexual ( Pedofilia)
Abuso Sexual ( Pedofilia)Abuso Sexual ( Pedofilia)
Abuso Sexual ( Pedofilia)
 
Violencia na infância - Abuso sexual
Violencia na infância - Abuso sexual Violencia na infância - Abuso sexual
Violencia na infância - Abuso sexual
 
Maus tratos
Maus tratosMaus tratos
Maus tratos
 
Maus tratos aos idosos
Maus tratos aos idososMaus tratos aos idosos
Maus tratos aos idosos
 
Slide violência contra o idoso
Slide violência contra o idosoSlide violência contra o idoso
Slide violência contra o idoso
 
Maus tratos violência e negligência contra os idosos
Maus tratos violência e negligência contra os idososMaus tratos violência e negligência contra os idosos
Maus tratos violência e negligência contra os idosos
 
LIÇÃO 01 - A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
LIÇÃO 01 - A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃOLIÇÃO 01 - A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
LIÇÃO 01 - A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
 

Semelhante a Abuso sexual infantil

Pedofilia - Temas Contemporâneos
Pedofilia - Temas ContemporâneosPedofilia - Temas Contemporâneos
Pedofilia - Temas ContemporâneosAlexandra Alves
 
Pedofilia combata este mal
Pedofilia   combata este malPedofilia   combata este mal
Pedofilia combata este malPrLinaldo Junior
 
Pedofilia combata este mal
Pedofilia   combata este malPedofilia   combata este mal
Pedofilia combata este malPrLinaldo Junior
 
Violência Doméstica contra Crianças
Violência Doméstica contra CriançasViolência Doméstica contra Crianças
Violência Doméstica contra CriançasDavid Nordon
 
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-la
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-laViolência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-la
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-laThiago de Almeida
 
Tudo sobre o abuso infantil
Tudo sobre o abuso infantilTudo sobre o abuso infantil
Tudo sobre o abuso infantilVitoriadriaa
 
Cartilha 2
Cartilha 2Cartilha 2
Cartilha 2LLidiana
 
Eloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Eloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - BartolomeuEloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Eloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - BartolomeuPaulo Sérgio
 
Infancia violentada (aprovado)
Infancia violentada (aprovado)Infancia violentada (aprovado)
Infancia violentada (aprovado)PrLinaldo Junior
 
Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!
Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!
Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!Rosemeire Guimarães
 
Palestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RS
Palestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RSPalestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RS
Palestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RSVIROUCLIPTAQ
 
Abuso infantil
Abuso infantilAbuso infantil
Abuso infantilthainessa
 

Semelhante a Abuso sexual infantil (20)

Pedofilia - Temas Contemporâneos
Pedofilia - Temas ContemporâneosPedofilia - Temas Contemporâneos
Pedofilia - Temas Contemporâneos
 
Pedofilia combata este mal
Pedofilia   combata este malPedofilia   combata este mal
Pedofilia combata este mal
 
Pedofilia combata este mal
Pedofilia   combata este malPedofilia   combata este mal
Pedofilia combata este mal
 
Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8
 
Violência Doméstica contra Crianças
Violência Doméstica contra CriançasViolência Doméstica contra Crianças
Violência Doméstica contra Crianças
 
Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8
 
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-la
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-laViolência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-la
Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: o que é e como combatê-la
 
Cartilha-abuso.pdf
Cartilha-abuso.pdfCartilha-abuso.pdf
Cartilha-abuso.pdf
 
Tudo sobre o abuso infantil
Tudo sobre o abuso infantilTudo sobre o abuso infantil
Tudo sobre o abuso infantil
 
Cartilha 2
Cartilha 2Cartilha 2
Cartilha 2
 
Eloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Eloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - BartolomeuEloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
Eloá Prado - Maio Laranja - 8º Ano - Bartolomeu
 
Infancia violentada (aprovado)
Infancia violentada (aprovado)Infancia violentada (aprovado)
Infancia violentada (aprovado)
 
Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!
Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!
Abuso sexual mitos e verdades e mentiras!
 
Inf+éncia violentada
Inf+éncia violentadaInf+éncia violentada
Inf+éncia violentada
 
Palestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RS
Palestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RSPalestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RS
Palestra para educação infanttil - CONSELHO TUTELAR / TAQ-RS
 
Abuso da sexualidade pais 97 2003
Abuso da sexualidade pais 97 2003Abuso da sexualidade pais 97 2003
Abuso da sexualidade pais 97 2003
 
Palestra sobre abuso sexual na Infância
Palestra sobre abuso sexual na InfânciaPalestra sobre abuso sexual na Infância
Palestra sobre abuso sexual na Infância
 
Infancia violentada
Infancia violentadaInfancia violentada
Infancia violentada
 
Abuso infantil
Abuso infantilAbuso infantil
Abuso infantil
 
maio laranja.pptx
maio laranja.pptxmaio laranja.pptx
maio laranja.pptx
 

Último

Prurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdf
Prurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdfPrurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdf
Prurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdfAlberto205764
 
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfO mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfNelmo Pinto
 
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaCristianodaRosa5
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfGustavoWallaceAlvesd
 
AULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsx
AULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsxAULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsx
AULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsxLeonardoSauro1
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASArtthurPereira2
 
INTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptx
INTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptxINTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptx
INTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptxssuser4ba5b7
 
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgeryCarlos D A Bersot
 

Último (9)

Prurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdf
Prurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdfPrurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdf
Prurigo. Dermatologia. Patologia UEM17B2.pdf
 
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãosAplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
 
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfO mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
 
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
 
AULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsx
AULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsxAULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsx
AULA DE ERROS radiologia odontologia.ppsx
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
 
INTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptx
INTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptxINTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptx
INTRODUÇÃO A DTM/DOF-DRLucasValente.pptx
 
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
 

Abuso sexual infantil

  • 1. Acha em PsiqWeb . |||||||||| Home Temas Dicionário .. | Infância ... Problemas sexuais no ABUSO SEXUAL INFANTIL DSM.IV Disfunções Sexuais Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças Desejo Sexual Hipoativo que se vê nas estatísticas, seja quantos milhares forem, Aversão Sexual devemos ter em mente que, de fato, esse número pode ser Transtornos da Excitação bem maior. A maioria desses casos não é reportada, tendo Sexual em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que Transtornos Orgásmicos se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em Ejaculação Precoce longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser Transtornos de Dor devastador. Sexual Dispareunia Vaginismo O abuso sexual às crianças pode ocorrer na família, Parafilias através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente Exibicionismo qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por Pedofilia exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da Transvéstico pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de Transtornos da Identidade um professor ou mesmo por um desconhecido. de Gênero Em tese, define-se Abuso Sexual como qualquer Problemas sexuais no conduta sexual com uma criança levada a cabo por um CID.10 adulto ou por outra criança mais velha. Isto pode significar, Disfunção Sexual Não- além da penetração vaginal ou anal na criança, também Orgânica tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os Disfunção Orgásmica genitais do adulto ou de outra criança mais velha, ou o contacto oral-genital ou, ainda, roçar os genitais do adulto com a criança. Às vezes ocorrem outros tipos de abuso sexual que chamam menos atenção, como por exemplo, mostrar os genitais de um adulto a um criança, incitar a criança a ver revistas ou filmes pornográficos, ou utilizar a criança para elaborar material pornográfico ou obsceno. ..... Veja um trecho da página A Criança Abusada
  • 2. de André Salame Seabra sobre abuso sexual: "O abuso sexual infantil Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente (ASI) é definido como a para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética e exposição de uma criança moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo a estímulos sexuais problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter impróprios para sua idade, habilidade diante desse tipo de estimulação. seu nível de desenvolvimento A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a psicossocial e seu papel na família. A vítima é forçada pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para fisicamente ou coagida com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo verbalmente a participar da terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar relação sem ter, profunda sensação de solidão e abandono. necessariamente, a capacidade emocional ou Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo cognitiva para consentir ou da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da julgar o que está vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que a acontecendo. família se desintegre ao descobrir seu segredo. The American Humane Association, em seus mais A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolve recentes estudos, estima o uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e abuso sexual de crianças e adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-se adoslecentes nos Estados muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar a Unidos em 450 mil casos considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa por ano. Apesar desses que abusa ameaçar de violência se a criança negar-se aos seus desejos. números serem altos, é consenso que o número de casos não relatados seja Algumas crianças abusadas sexualmente podem ter dificuldades para maior que o número de estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar em casos notificados, devido adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para a ao segredo e vergonha que prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos. são inerentes ao ASI. Estima-se que uma em Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito cada três mulheres e um temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem de cada seis homens silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma passem por um episódio de abuso sexual. desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente, Estudos têm revelado que principalmente se o abusador é alguém da família. os homens se abstêm de notificar o abuso sexual, Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício devido ao medo e à de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar vergonha de serem curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o rotulados como abusador estiver perto. homossexuais. Sabe-se, também, que 80% das vítimas de ASI conhecem O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir: seus abusadores. Desse grupo, aproximadamente 1.Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual; 68% é membro da própria 2.Problemas com o sono ou pesadelos; família. 80% dos 3.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família; abusadores são homens e 4.Achar que têm o corpo sujo ou contaminado; 20% mulheres. A média de 5.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais; idade do início do ASI é de 6.Negar-se a ir à escola, 9,2 anos para as mulheres e 7,8 a 9,7 para os 7.Rebeldia e Delinqüência; homens. 8.Agressividade excessiva; 9.Comportamento suicida; Dos casos de ASI 10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares; intrafamiliar, 75% é pai-filha 11. Retirar-se ou não querer participar de esportes; (incluindo padrastos, 12. Respostas ilógicas (para-respostas) quando perguntamos namorados da genitora sobre alguma ferida em seus genitais;
  • 3. 13. Temor irracional diante do exame físico; morando na mesma casa, 14. Mudanças súbitas de conduta. ou outros que tenham Algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores de papel paternal), enquanto 25% dos casos são de Transtorno de Conduta severo fantasiam e criam falsas informações em relação mulheres-criança ou irmã- ao abuso sexual. irmã. Quem é o Agressor Sexual Esses estudos indicam que meninas são mais abusadas sexualmente Mais comumente quem abusa sexualmente de crianças são pessoas que a dentro do ambiente criança conhece e que, de alguma forma, podem controla-la. De cada 10 casos familiar, enquanto garotos registrados, em 8 o abusador é conhecido da vítima. Esta pessoa, em geral, é e crianças maiores são alguma figura de quem a criança gosta e em quem confia. Por isso, quase mais abusados fora da sempre acaba convencendo a criança a participar desses tipos de atos por meio família. de persuasão, recompensas ou ameaças. No Brasil, O Serviço de Advocacia da Criança (SAC), entidade ligada à Mas, quando o perigo não está dentro de casa, nem na casa do amiguinho, Ordem dos Advogados do ele pode rondar a creche, o transporte escolar, as aulas de natação do clube, o Brasil, fez uma pesquisa a consultório do pediatra de confiança e, quase impossível acreditar, pode estar partir de processos nas aulas de catecismos da paróquia. Portanto, o mais sensato será acreditar registrados em 1988,1991 que não há lugar absolutamente seguro contra o abuso sexual infantil. e 1992 para chegar à seguinte cifra: das 20.400 Segundo a Dra. Miriam Tetelbom, o incesto pode ocorrer em até 10% das denúncias de maus-tratos famílias. Os adultos conhecidos e familiares próximos, como por exemplo o pai, `a criança que chegam anualmente ao padrasto ou irmão mais velho são os agressores sexuais mais freqüentes e mais conhecimento da Justiça, desafiadores. Embora a maioria dos abusadores seja do sexo masculino, as 13% referem-se a mulheres também abusam sexualmente de crianças e adolescentes. situações de abuso sexual, o que resulta em 2.700 Esses casos começam lentamente através de sedução sutil, passando a novos casos a cada 12 prática de "carinhos" que raramente deixam lesões físicas. É nesse ponto que a meses. criança se pergunta como alguém em quem ela confia, de quem ela gosta, que cuida e se preocupa com ela, pode ter atitudes tão desagradáveis. O ASI pode ser intrafamiliar ou extrafamiliar; este, por sua vez, pode ser com A Família da Criança Abusada Sexualmente adultos conhecidos ou desconhecidos. Menção A primeira reação da família diante da notícia de abuso sexual pode ser de especial deve ser feito aos incredulidade. Como pode ser comum crianças inventarem histórias, de fato elas abusos sexuais institucionais, os quais são podem informar relações sexuais imaginárias com adultos, mas isso não é a perpetrados em instituições regra. De modo geral, mesmo que o suposto abusador seja alguém em quem se encarregadas de zelar pelo vinha confiando, em tese a denúncia da criança deve ser considerada. bem-estar da criança. Em geral, aqueles que abusam sexualmente de crianças podem fazer com O ASI intrafamiliar é que suas vítimas fiquem extremamente amedrontadas de revelar suas ações, definido como qualquer incutindo nelas uma série de pensamentos torturantes, tais como a culpa, o forma de atividade sexual medo de ser recriminada, de ser punida, etc. Por isso, se a criança diz ter sido entre uma criança e um molestada sexualmente, os pais devem fazê-la sentir que o que passou não foi membro imediato da família sua culpa, devem buscar ajuda médica e levar a criança para um exame com o ( pai, padrasto, irmão ), extensivo ( tio, avô, tia, psiquiatra. primo )ou parentes substitutos ( um adulto o Os psiquiatras da infância e adolescência podem ajudar crianças abusadas a qual a criança considere recuperar sua auto-estima, a lidar melhor com seus eventuais sentimentos de como um membro da culpa sobre o abuso e a começar o processo de superação do trauma. O abuso família ). sexual em crianças é um fato real em nossa sociedade e é mais comum do que O ASI intrafamiliar também muita gente pensa. Alguns trabalhos afirmam que pelo menos uma a cada cinco é conhecido com incesto. mulheres adultas e um a cada 10 homens adultos se lembra de abusos sexuais Existem cinco tipos de relações incestuosas: pai- durante a infância. filha, irmão-irmã, mãe-filha, pai-filho, mãe-filho. Destes, O tratamento adequado pode reduzir o risco da criança desenvolver sérios
  • 4. problemas no futuro, mas a prevenção ainda continua sendo a melhor atitude. é possível que irmão-irmã Algumas medidas preventivas que os pais podem tomar, fazendo com que essas seja o tipo mais comum. regras de conduta soem tão naturais quanto as orientações para atravessar uma Entretanto, o mais relatado é entre pai e filha (75% dos rua, afastar-se de animais ferozes, evitar acidentes, etc. Se considerar que a casos ). Mãe-filho é criança ainda não tem idade para compreender com adequação a questão considerado o tipo mais sexual, simplesmente explique que algumas pessoas podem tentar tocar as patológico, sendo freqüente partes íntimas (apelidadas carinhosamente de acordo com cada família), de sua associação com forma que se sintam incomodadas. psicose. Por outro lado, o do tipo irmão-irmã 1.Dizer às crianças que "se alguém tentar tocar-lhes o corpo e fazer coisas que a provavelmente acarrete façam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa e conte em seguida o que menores seqüelas." veja a página toda aconteceu." 2.Ensinar às crianças que o respeito aos maiores não quer dizer que têm que obedecer cegamente aos adultos e às figuras de autoridade. Por exemplo, dizer que não têm que fazer tudo o que os professores, médicos ou outros cuidadores mandarem fazer, enfatizando a rejeição daquilo que não as façam sentir-se bem. 3.Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos. 4.Advertir as crianças para nunca aceitarem convites de quem não conhecem. 5.A atenta supervisão da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual pois, muito possivelmente, ela não separa as situações de perigo à sua segurança sexual. 6.Na grande maioria dos casos os agressores são pessoas conhecem bem a criança e a família, podem ser pessoas às quais as crianças foram confiadas. 7.Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental. 8.Estar sempre ciente de onde está a criança e o que está fazendo. 9.Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar as crianças quando os pais não puderem cuidar disso intensivamente. 10.Se não for possível uma supervisão intensiva de adultos, pedir às crianças que fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens do companheirismo. 11.Conhecer os amigos das crianças, especialmente aqueles que são mais velhos que a criança. 12.Ensinar a criança a zelar de sua própria segurança. 13.Orientar sempre as crianças sobre opções do que fazer caso percebam más intenções de pessoas pouco conhecidas ou mesmo íntimas. 14.Orientar sempre as crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas. 15.Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, gritar e correr em situações de perigo. 16.Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com iniciativas para manter contacto físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam por parte de parentes próximos e amigos. 17.Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o contacto nessas partes chame sua atenção para o fato de algo incomum e estranho estar acontecendo.
  • 5. ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR AGRESSOR No. % PAI 77 52 PADRASTO 47 32 TIO 10 8 MÃE 4 4 AVÔ 3 2 PRIMO 2 1 CUNHADO
  • 6. Que fazer Ilana Casoy em seu livro Serial Killer: louco Uma falsa crença é esperar que a criança abusada avise sempre sobre o que ou cruel? relata que está acontecendo. Entretanto, na grande maioria das vezes, as vítimas de abuso tradicionalmente, o são convencidas pelo abusador de que não devem dizer nada a ninguém. A comportamento do primeira intenção da criança é, de fato, avisar a alguém sobre seu drama mas, em adulto psicopata pode geral, nem sempre ela consegue fazer isso com facilidade, apresentando um ser conseqüência de discurso confuso e incompleto. Por isso os pais precisam estar conscientes de que abusos sofridos na as mudanças na conduta, no humor e nas atitudes da criança podem indicar que infância, abusos sexuais, físicos ou ela é vítima de abuso sexual. emocionais ou, ainda, conseqüência de Muitos pais se sentem totalmente despreparados e pegos de surpresa quando traumas relacionados sua criança é abusada, mas sempre devemos ter em mente que as reações ao abandono infantil. emocionais da família serão muito importante na recuperação da criança. Estudando matadores seriais, Ilana reconhece Quando uma criança confia a um adulto que sofreu abuso sexual, o adulto pode serem raros os casos sentir-se muito incomodado e não saber o que dizer ou fazer. Vejamos algumas que não tenham uma sugestões (American Academy of Child and Adolescent Psychiatry): história de abuso ou negligência dos pais, 1.Incentivar a criança a falar livremente o que se passou, sem porém, ressalta que externar comentários de juízo. isso não significa que 2.Demonstrar que estamos compreendendo a angústia da toda criança com criança e levando muito a sério o que esta dizendo. As crianças e história de algum tipo adolescentes que encontram quem os escuta com atenção e de abuso seja um compreensão, reagem melhor do que aquelas que não encontram matador em potencial. esse tipo de apoio. 3.Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido pois, se ela tiver uma relação muito próxima com quem a abusa, normalmente se sentirá culpada por revelar o segredo ou com muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato. 4.Dizer enfaticamente à criança que ela não tem culpa pelo abuso sexual. A maioria das crianças vítimas de abuso pensa que elas foram a causa do ocorrido ou podem imaginar que isso é um castigo por alguma coisa má que tenham feito. Finalmente, oferecer proteção à criança, e prometer que fará de imediato tudo o que for necessário para que o abuso termine. No momento em que esse incidente vem à tona, devemos considerar que o bem estar da criança é a prioridade. Se os familiares estão emocionalmente muito perturbados nesse momento, o assunto deve ser interrompido para que as emoções e idéias possam ser mais bem organizadas. Depois disso, deve-se voltar a tratar do assunto com a criança, explicando sempre que as emoções negativas são dirigidas ao agressor e nunca contra a criança. Não devemos apressar insensivelmente a criança para relatar tudo de uma só vez, principalmente se ela estiver muito emocionada. Mas, por outro lado, devemos encorajá-la a falar com liberdade tudo o que tenha acontecido, escutando-a carinhosamente para que se sinta confiante. Responda a qualquer pergunta que a esteja angustiando e esclareça qualquer mal entendido, enfatizando sempre que é o abusador e não a criança o responsável por tudo. Se o abusador é um familiar a situação é bastante difícil para a criança e para demais membros da família. Embora possam existir fortes conflitos e sentimentos sobre o abusador, a proteção da criança deve continuar sendo a prioridade. Abaixo, algumas condutas que devem ser pensadas nos casos de violência sexual contra crianças.
  • 7. 1. Informe as autoridades qualquer suspeita séria de abuso sexual. 2.Consultar imediatamente um pediatra ou médico de família para atestar a veracidade da agressão (quando houver sido concretizada). O exame médico pode avaliar as condições físicas e emocionais da criança e indicar um tratamento adequado. 3.A criança abusada sexualmente deve submeter-se a uma avaliação psiquiátrica por ou outro profissional de saúde mental qualificado, para determinar os efeitos emocionais da agressão sexual, bem como avaliar a necessidade de ajuda profissional para superar o trauma do abuso. 4. Ainda que a maior parte das acusações de abuso sejam verdadeiras, pode haver falsas acusações em casos de disputas sobre a custódia infantil ou em outras situações familiares complicadas. 5. Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade de seu agressor, deve-se preferir métodos indiretos e especiais sempre que possível, tais como o uso de vídeo, afastamento de expectadores dispensáveis ou qualquer outra opção de não ter que encarar o acusado. 6.Quando a criança faz uma confidência a alguém sobre abuso sexual, é importante dar-lhe apoio e carinho; este é o primeiro passo para ajudar no restabelecimento de sua autoconfiança, na confiança nos outros adultos e na melhoria de sua auto-estima. 7.Normalmente, devido ao grande incômodo emocional que os pais experimentam quando ficam sabendo do abuso sexual em seus filhos, estes podem pensar, erroneamente, que a raiva é contra eles. Por isso, deve ficar muito claro que a raiva manifestada não é contra a criança abusada. Seqüelas Felizmente, os danos físicos permanentes como conseqüência do abuso sexual são muito raros. A recuperação emocional dependerá, em grande parte, da resposta familiar ao incidente (Embarazada.Com). As reações das crianças ao abuso sexual diferem com a idade e com a personalidade de cada uma, bem como com a natureza da agressão sofrida. Um fato curioso é que, algumas (raras) vezes, as crianças não são tão perturbadas por situações que parecem muito sérias para seus pais. O período de readaptação depois do abuso pode ser difícil para os pais e para a criança. Muitos jovens abusados continuam atemorizados e perturbados por várias semanas, podendo ter dificuldades para comer e dormir, sentindo ansiedade e evitando voltar à escola. As principais seqüelas do abuso sexual são de ordem psíquica, sendo um relevante fator na história da vida emocional de homens e mulheres com problemas conjugais, psicossociais e transtornos psiquiátricos. Antecedentes de abuso sexual na infância estão fortemente relacionados a comportamento sexual inapropriado para idade e nível de desenvolvimento, quando comparado com a média das crianças e adolescentes da mesma faixa etária e do mesmo meio sócio-cultural sem história de abuso. Em nível de traços no desenvolvimento da personalidade, o abuso sexual infantil pode estar relacionado a futuros sentimentos de traição, desconfiança, hostilidade e dificuldades nos relacionamentos, sensação de vergonha, culpa e auto- desvalorização, à baixa autoestima à distorção da imagem corporal, Transtorno
  • 8. Borderline de Personalidade e Transtorno de Conduta. Em relação a quadros psiquiátricos francos, o abuso sexual infantil se relaciona com o Transtorno do Estresse Pós-traumático, com a depressão, disfunções sexuais (aversão a sexo), quadros dissociativos ou conversivos (histéricos), dificuldade de aprendizagem, transtornos do sono (insônia, medo de dormir), da alimentação, como por exemplo, obesidade, anorexia e bulimia, ansiedade e fobias. Para referir: Ballone GJ - Abuso Sexual Infantil, in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://www.virtualpsy.org/infantil/abuso.html> 2003 Copyright © G.J.Ballone