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As transformações que marcam o
início da Idade Moderna
	 Um novo modo de viver e de sentir, disputas religiosas e o encontro entre povos
de outros continentes são algumas das transformações que marcam o início da Ida-
de Moderna européia. Tais transformações refletem ainda hoje em nosso dia-a-dia!
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Boxe de leitura de imagem
Você já parou para pensar para que serve a anatomia? Quando ela surgiu?
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acima?
Boxe de ampliação
Termômetro, régua, lupa, bússo-
la eram instrumentos valorizados
pelos homens da Idade Moderna.
Para eles o mundo poderia ser ex-
plicado através da experimentação
e da observação dos fenômenos
da natureza. Contudo, tal atitude
foi combatida. O filósofo Giordano
Bruno (1548-1600), por exemplo,
foi condenado a morte na fogueira
pela Igreja. Igreja. Você sabe por
quê? Que idéias ele defendia para
ser condenado a tão cruel morte?
Pesquise e aprenda!
A passagem da Idade Média para a Idade Moderna é mar-
cada por muitas mudanças na Europa. É um período longo que
vai dos séculos XV ao XVIII. Algumas mudanças foram rápidas,
outras, no entanto, foram muito mais lentas. Muitas idéias e com-
portamentos da Idade Média permaneceram na Idade Moderna e
ainda permanecem nos dias de hoje. No entanto, muita coisa mu-
dou, senão fosse assim, nós chamaríamos a época que vivemos
de Idade Media e não de Idade Contemporânea, não é mesmo?
	 Algumas das mudanças mais importantes na passagem
da Idade Média para a Idade Moderna foram: a diminuição da
influência religiosa nos assuntos políticos; a valorização do mé-
todo experimental como forma mais confiável de explicar como
o mundo funciona; o questionamento das práticas e condutas da
Igreja; desenvolvimento de um novo modelo econômico baseada
no comércio; o surgimento de um novo grupo social (burgue-
sia); a colonização do Novo Mundo pelos europeus e uma in-
tensa produção artística e intelectual concentrada nas cidades.
	 Assim, podemos definir a Idade Moderna como o conjun-
to de transformações envolvendo aspectos culturais (Renasci-
mento), políticos (surgimento dos Estados Nacionais Absolutis-
tas) e econômicos (Capitalismo Comercial) presentes na Europa
Ocidental. Vejamos estas características com mais detalhes.
	 O Renascimento tem suas raízes nas novas condições econômicas e sociais da Europa
a partir do século XV. O desenvolvimento da burguesia e do comércio nas cidades foi um im-
portante elemento propulsor da produção intelectual e teve nas cidades italianas (Geno-
va e Veneza) seus principais centros produtores. Vejamos suas características principais:
Humanismo:refere-seaospensadoresquecriticavamomododepensaredeviverdohomemmedieval.
Racionalismo: a noção de que somente através do uso da razão e do método experi-
mental seja possível conhecer a natureza e o homem, com suas leis e regularidades.
Antropocentrismo: defende a idéia de que tudo no universo deve ser avaliado de acordo com a
sua relação com o homem
Individualismo: se caracteriza pela busca da liberdade, autonomia e independência do indivíduo
frente aos costumes impostos pela sociedade.
O surgimento dos Estados Nacionais Absolutistas: “Todo poder ao rei”
A formação do Estado nacional absolutista foi um processo histórico caracterizado pela centralização
do poder político nas mãos do rei. Isto só foi possível graças ao apoio financeiro da burguesia. Tal
centralização era interessante para a burguesia que se via livre da interferência dos senhores feu-
dais em seus negócios e interessante para os reis que, com o crescimento do comércio, aumentava
sua arrecadação de impostos.
Mercantilismo: comprar lá e vender aqui. O mercantilismo foi a política econômica do Estado Ab-
solutista e visava o fortalecimento do poder das monarquias. Vejamos suas quatro características:
Os Tempos Modernos ou a Era das Contestações
1- Metalismo: todo país deve reter o máximo de metal precioso em seu território.
2-BalançaFavoráveldeComercio:todopaísdeveexportaromáximoeimportaromínimo.
3 - Protecionismo: prática de aumentar os impostos de importação para desestimular
a entrada de produtos estrangeiros
4 - Capitalismo Comercial: sistema econômico baseado na idéia de que a atividade
mais lucrativa é o comércio e não a posse de terras como na época medieval. Logo, um
país enriquece se compra mercadorias em um lugar e as vende em outro com lucro.
É importante você entender que uma das diferenças básicas entre a economia me-
dieval e o novo modelo é que a nobreza (elite econômica medieval) exercia sua
dominação tendo como base a posse de terras já a burguesia, investe no comércio.
GLOSSÁRIO
Capitalismo: sistema econômico em que os meios de produção (fábricas, terras, ferramentas e máquinas etc) são
de propriedade particular e cujo objetivo principal é a busca do lucro.
Burguesia: Classe social dominante no regime capitalista. Compreende as pessoas relativamente abastadas que não
exercem qualquer ofício que implique trabalho braçal
Elite: a palavra elite (do francês élite ‘escolher, eleger’) era usada durante o século XVIII para nomear produtos
de ótima qualidade. Mais tarde, seu emprego foi expandido para denominar grupos sociais superiores, tais como
as pessoas da nobreza. Assim, de modo geral, o termo ‘elite’ se refere a um grupo dominante numa sociedade.
Estados Nacionais: Existe um Estado Nacional quando há um governo centralizado e soberano sobre uma nação,
ou seja, um povo com cultura comum, que habita um determinado território (país). Como na Idade Moderna o poder
exercido pelo rei se confunde com o Estado, podemos falar em Monarquia Nacional.
Idade Contemporânea: A história ou Idade contemporânea compreende o espaço de tempo que vai da revolução
francesa aos nossos dias. De maneira geral é marcada pelo desenvolvimento e consolidação do regime capitalista no
Ocidente e pelas disputas das grandes potências européias por territórios, matérias-primas e mercados consumidores.
Método experimental: método de conhecimento que é baseado na coleta e análise de provas empíricas, isto é,
baseadas na observação e cujo resultado nos possibilita percebermos regularidades e comportamentos repetitivos.
Política econômica: são as medidas tomadas pelos governos para controlar a economia de um país.
A partir da Idade Moderna o número
de leitores aumentou bastante. Isso
se deu graças à invenção da imprensa
que barateou os custos para a con-
fecção de livros.
Observe a imagem e descreva:
a) O lugar
b) Personagens
c)Ano e autor do quadro
d)Você sabe o que significa a expressão
“rato de biblioteca”?
São Tantas Histórias...
	 Do mesmo modo que os europeus, que observavam o céu para se guiar através dos
oceanos ou para estudar os planetas e suas órbitas, os índios brasileiros também possuíam
sua astronomia adaptada às suas necessidades. Leia o interessante texto do pesquisador Ger-
mano Bruno Afonso:
A observação do céu esteve na base
do conhecimento de todas as socie-
dades antigas, pois elas foram pro-
fundamente influenciadas pela con-
fiante precisão do desdobramento
cíclico de certos fenômenos celes-
tes, tais como o dia-noite, as fases
da Lua e as estações do ano. O índio
brasileiro também percebeu que as
atividades de pesca, caça, coleta e
lavoura obedecem a movimentos
periódicos e repetitivos. Assim, ele
procurou entender essas flutuações
cíclicas e utilizou-as, principal-
mente, para a sua sobrevivência.
Geralmente, tendemos a julgar a
cosmologia de outras civilizações
através de nossos próprios conhe-
cimentos, desenvolvida quase sem-
pre dentro de um sistema educacional ocidental e europeu.
A Constelação da Ema
O surgimento da figura da Ema no céu, ao leste, no anoitecer, na segunda quinzena de junho, indi-
ca o início do inverno para os índios do sul do Brasil e o começo da estação seca para os do norte.
É limitada pelas constelações de Escorpião e do Cruzeiro do Sul ou Cut’uxu. Segundo o mito guara-
ni, o Cut’uxu segura a cabeça da ave para garantir a vida na Terra, porque, se ela se soltar, beberá
toda a água do nosso planeta. Os tupis guaranis utilizam o Cut’uxu para se orientar e determinar a
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A figura acima é uma representação da constelação da Ema, na visão dos índios.
Adaptado: http://www.telescopiosnaescola.pro.br/indigenas.pdf
As Constelações Indígenas Brasileiras
	 Aúnicamaneiradefazercomquemuitoourosejatrazidode
outros reinos para o tesouro real é conseguir que grande quanti-
dadedenossosprodutossejalevadaanualmentealémdosmares,
e menor quantidade de seus produtos seja para cá transportada.
Política para tornar o reino de Inglaterra próspero, rico e poderoso, 1549.
In: FREITAS,Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa:
Plátano Editorial. 1976. V2, p.223.
TEXTO A
	 Essa prática baseia-se na crença de que a posse
e acúmulo de ouro e metais preciosos seja a maior fon-
te de riquezas de uma nação. Durante o período de tran-
sição da Idade Média para a Idade Moderna a Espan-
ha foi um exemplo de um país que adotava tais práticas.
Adaptado. http://pt.wikipedia.org/wiki/Bulionismo.
TEXTO B
1) Os textos acima falam de importantes práticas mercantilistas adotadas na Europa a partir
do século XV. Identifique quais são essas características e faça um comentário sobre elas:
Exercícios integrados
“É somente na minha pessoa que reside o poder soberano
(...) é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua
existência e a sua autoridade (...) e o seu uso nunca pode ser
contra mim (...) é unicamente a mim que pertence o Poder
Legislativo, sem dependência e sem partilha (...) toda ordem
pública emana de mim (...).
Luís VX. Resposta do rei ao Parlamento de Paris, em 3 de março de 1766 In:
FREITAS,Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano
Editorial. 1976. V2, p. 202.
“[...] Que seja prefixada à Constituição uma declaração de que
todo o poder é originalmente concedido ao povo e, conse-
qüentemente, emanou do povo.”
(Emenda constitucional proposta por Madison em 8 de junho de 1789) Adap-
tado: (Unicamp-SP)
FRAGMENTO 1
FRAGMENTO 2
2) Por que o fragmento 1 pode ser relacionado ao Ab-
solutismo monárquico e o fragmento 2 não?
Justifique sua resposta.
Luís XIV de França: O Rei Sol
(Enem/1999) “(...) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma
estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama.
Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como
satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (...) Não duvido de
que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar con-
hecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que da-
rei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abu-
so de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os
seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.”
(COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium.)
	 “Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que em-
barca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em
boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes
e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação hu-
mana pode-se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas.”
(VINCI, Leonardo da. Carnets.)
3) O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é:
a) A fé como guia das descobertas
b) O senso crítico para se chegar a Deus
c) A limitação da ciência pelos princípios bíblicos
d) A importância da experiência e da observação
Galileu Galileia 1564-1642
Box Desafio
4) Observe a imagem:
a) O que mais chamou sua atenção na imagem?
b) Sabendo que a imagem representa uma disputa entre protestantes e católicos.
Responda? Como é possível diferenciá-los?
c) A imagem transmite uma idéia positiva ou negativa sobre a Igreja católica?Justifique.
	 Técnicas modernas para o prolongamento da vida. Terapia a partir de células-tronco em-
brionárias para a cura de doenças degenerativas. Alimentos transgênicos. O direito de morrer. O
sacrifício de embriões humanos. A negação do princípio da precaução (princípio que trata das ações
antecipatórias para proteger a saúde das pessoas). Questões que apareceram em conseqüência do
desenvolvimento da genética. Até que ponto os avanços científicos e tecnológicos na área da ge-
nética são bons para sociedade? Deve haver limites para a pesquisa científica? Os fins justificariam
os meios para a ciência? Qual sua opinião? Reflita e debata em sala com seu professor e colegas.
Museu Calvino, Noyon, 1562.

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Idade moderna período de transformações prof paulo a

  • 1. As transformações que marcam o início da Idade Moderna Um novo modo de viver e de sentir, disputas religiosas e o encontro entre povos de outros continentes são algumas das transformações que marcam o início da Ida- de Moderna européia. Tais transformações refletem ainda hoje em nosso dia-a-dia! Como e de que maneira? É isso que vamos debater nesse novo capítulo! Boxe de leitura de imagem Você já parou para pensar para que serve a anatomia? Quando ela surgiu? O que o homem do Renascimento buscava descobrir ao estudar o corpo humano? Como foi possível o avanço nas técnicas de estudo do corpo humano? Quais diferenças você destacaria entre as duas técnicas utilizadas nas imagens acima? Boxe de ampliação Termômetro, régua, lupa, bússo- la eram instrumentos valorizados pelos homens da Idade Moderna. Para eles o mundo poderia ser ex- plicado através da experimentação e da observação dos fenômenos da natureza. Contudo, tal atitude foi combatida. O filósofo Giordano Bruno (1548-1600), por exemplo, foi condenado a morte na fogueira pela Igreja. Igreja. Você sabe por quê? Que idéias ele defendia para ser condenado a tão cruel morte? Pesquise e aprenda!
  • 2. A passagem da Idade Média para a Idade Moderna é mar- cada por muitas mudanças na Europa. É um período longo que vai dos séculos XV ao XVIII. Algumas mudanças foram rápidas, outras, no entanto, foram muito mais lentas. Muitas idéias e com- portamentos da Idade Média permaneceram na Idade Moderna e ainda permanecem nos dias de hoje. No entanto, muita coisa mu- dou, senão fosse assim, nós chamaríamos a época que vivemos de Idade Media e não de Idade Contemporânea, não é mesmo? Algumas das mudanças mais importantes na passagem da Idade Média para a Idade Moderna foram: a diminuição da influência religiosa nos assuntos políticos; a valorização do mé- todo experimental como forma mais confiável de explicar como o mundo funciona; o questionamento das práticas e condutas da Igreja; desenvolvimento de um novo modelo econômico baseada no comércio; o surgimento de um novo grupo social (burgue- sia); a colonização do Novo Mundo pelos europeus e uma in- tensa produção artística e intelectual concentrada nas cidades. Assim, podemos definir a Idade Moderna como o conjun- to de transformações envolvendo aspectos culturais (Renasci- mento), políticos (surgimento dos Estados Nacionais Absolutis- tas) e econômicos (Capitalismo Comercial) presentes na Europa Ocidental. Vejamos estas características com mais detalhes. O Renascimento tem suas raízes nas novas condições econômicas e sociais da Europa a partir do século XV. O desenvolvimento da burguesia e do comércio nas cidades foi um im- portante elemento propulsor da produção intelectual e teve nas cidades italianas (Geno- va e Veneza) seus principais centros produtores. Vejamos suas características principais: Humanismo:refere-seaospensadoresquecriticavamomododepensaredeviverdohomemmedieval. Racionalismo: a noção de que somente através do uso da razão e do método experi- mental seja possível conhecer a natureza e o homem, com suas leis e regularidades. Antropocentrismo: defende a idéia de que tudo no universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem Individualismo: se caracteriza pela busca da liberdade, autonomia e independência do indivíduo frente aos costumes impostos pela sociedade. O surgimento dos Estados Nacionais Absolutistas: “Todo poder ao rei” A formação do Estado nacional absolutista foi um processo histórico caracterizado pela centralização do poder político nas mãos do rei. Isto só foi possível graças ao apoio financeiro da burguesia. Tal centralização era interessante para a burguesia que se via livre da interferência dos senhores feu- dais em seus negócios e interessante para os reis que, com o crescimento do comércio, aumentava sua arrecadação de impostos. Mercantilismo: comprar lá e vender aqui. O mercantilismo foi a política econômica do Estado Ab- solutista e visava o fortalecimento do poder das monarquias. Vejamos suas quatro características: Os Tempos Modernos ou a Era das Contestações 1- Metalismo: todo país deve reter o máximo de metal precioso em seu território. 2-BalançaFavoráveldeComercio:todopaísdeveexportaromáximoeimportaromínimo. 3 - Protecionismo: prática de aumentar os impostos de importação para desestimular a entrada de produtos estrangeiros 4 - Capitalismo Comercial: sistema econômico baseado na idéia de que a atividade mais lucrativa é o comércio e não a posse de terras como na época medieval. Logo, um país enriquece se compra mercadorias em um lugar e as vende em outro com lucro. É importante você entender que uma das diferenças básicas entre a economia me- dieval e o novo modelo é que a nobreza (elite econômica medieval) exercia sua dominação tendo como base a posse de terras já a burguesia, investe no comércio.
  • 3. GLOSSÁRIO Capitalismo: sistema econômico em que os meios de produção (fábricas, terras, ferramentas e máquinas etc) são de propriedade particular e cujo objetivo principal é a busca do lucro. Burguesia: Classe social dominante no regime capitalista. Compreende as pessoas relativamente abastadas que não exercem qualquer ofício que implique trabalho braçal Elite: a palavra elite (do francês élite ‘escolher, eleger’) era usada durante o século XVIII para nomear produtos de ótima qualidade. Mais tarde, seu emprego foi expandido para denominar grupos sociais superiores, tais como as pessoas da nobreza. Assim, de modo geral, o termo ‘elite’ se refere a um grupo dominante numa sociedade. Estados Nacionais: Existe um Estado Nacional quando há um governo centralizado e soberano sobre uma nação, ou seja, um povo com cultura comum, que habita um determinado território (país). Como na Idade Moderna o poder exercido pelo rei se confunde com o Estado, podemos falar em Monarquia Nacional. Idade Contemporânea: A história ou Idade contemporânea compreende o espaço de tempo que vai da revolução francesa aos nossos dias. De maneira geral é marcada pelo desenvolvimento e consolidação do regime capitalista no Ocidente e pelas disputas das grandes potências européias por territórios, matérias-primas e mercados consumidores. Método experimental: método de conhecimento que é baseado na coleta e análise de provas empíricas, isto é, baseadas na observação e cujo resultado nos possibilita percebermos regularidades e comportamentos repetitivos. Política econômica: são as medidas tomadas pelos governos para controlar a economia de um país. A partir da Idade Moderna o número de leitores aumentou bastante. Isso se deu graças à invenção da imprensa que barateou os custos para a con- fecção de livros. Observe a imagem e descreva: a) O lugar b) Personagens c)Ano e autor do quadro d)Você sabe o que significa a expressão “rato de biblioteca”? São Tantas Histórias... Do mesmo modo que os europeus, que observavam o céu para se guiar através dos oceanos ou para estudar os planetas e suas órbitas, os índios brasileiros também possuíam sua astronomia adaptada às suas necessidades. Leia o interessante texto do pesquisador Ger- mano Bruno Afonso:
  • 4. A observação do céu esteve na base do conhecimento de todas as socie- dades antigas, pois elas foram pro- fundamente influenciadas pela con- fiante precisão do desdobramento cíclico de certos fenômenos celes- tes, tais como o dia-noite, as fases da Lua e as estações do ano. O índio brasileiro também percebeu que as atividades de pesca, caça, coleta e lavoura obedecem a movimentos periódicos e repetitivos. Assim, ele procurou entender essas flutuações cíclicas e utilizou-as, principal- mente, para a sua sobrevivência. Geralmente, tendemos a julgar a cosmologia de outras civilizações através de nossos próprios conhe- cimentos, desenvolvida quase sem- pre dentro de um sistema educacional ocidental e europeu. A Constelação da Ema O surgimento da figura da Ema no céu, ao leste, no anoitecer, na segunda quinzena de junho, indi- ca o início do inverno para os índios do sul do Brasil e o começo da estação seca para os do norte. É limitada pelas constelações de Escorpião e do Cruzeiro do Sul ou Cut’uxu. Segundo o mito guara- ni, o Cut’uxu segura a cabeça da ave para garantir a vida na Terra, porque, se ela se soltar, beberá toda a água do nosso planeta. Os tupis guaranis utilizam o Cut’uxu para se orientar e determinar a duração das noites e as estações do ano. A figura acima é uma representação da constelação da Ema, na visão dos índios. Adaptado: http://www.telescopiosnaescola.pro.br/indigenas.pdf As Constelações Indígenas Brasileiras Aúnicamaneiradefazercomquemuitoourosejatrazidode outros reinos para o tesouro real é conseguir que grande quanti- dadedenossosprodutossejalevadaanualmentealémdosmares, e menor quantidade de seus produtos seja para cá transportada. Política para tornar o reino de Inglaterra próspero, rico e poderoso, 1549. In: FREITAS,Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano Editorial. 1976. V2, p.223. TEXTO A Essa prática baseia-se na crença de que a posse e acúmulo de ouro e metais preciosos seja a maior fon- te de riquezas de uma nação. Durante o período de tran- sição da Idade Média para a Idade Moderna a Espan- ha foi um exemplo de um país que adotava tais práticas. Adaptado. http://pt.wikipedia.org/wiki/Bulionismo. TEXTO B 1) Os textos acima falam de importantes práticas mercantilistas adotadas na Europa a partir do século XV. Identifique quais são essas características e faça um comentário sobre elas: Exercícios integrados
  • 5. “É somente na minha pessoa que reside o poder soberano (...) é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade (...) e o seu uso nunca pode ser contra mim (...) é unicamente a mim que pertence o Poder Legislativo, sem dependência e sem partilha (...) toda ordem pública emana de mim (...). Luís VX. Resposta do rei ao Parlamento de Paris, em 3 de março de 1766 In: FREITAS,Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano Editorial. 1976. V2, p. 202. “[...] Que seja prefixada à Constituição uma declaração de que todo o poder é originalmente concedido ao povo e, conse- qüentemente, emanou do povo.” (Emenda constitucional proposta por Madison em 8 de junho de 1789) Adap- tado: (Unicamp-SP) FRAGMENTO 1 FRAGMENTO 2 2) Por que o fragmento 1 pode ser relacionado ao Ab- solutismo monárquico e o fragmento 2 não? Justifique sua resposta. Luís XIV de França: O Rei Sol (Enem/1999) “(...) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (...) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar con- hecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que da- rei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abu- so de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.” (COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium.) “Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que em- barca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação hu- mana pode-se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas.” (VINCI, Leonardo da. Carnets.) 3) O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é: a) A fé como guia das descobertas b) O senso crítico para se chegar a Deus c) A limitação da ciência pelos princípios bíblicos d) A importância da experiência e da observação Galileu Galileia 1564-1642
  • 6. Box Desafio 4) Observe a imagem: a) O que mais chamou sua atenção na imagem? b) Sabendo que a imagem representa uma disputa entre protestantes e católicos. Responda? Como é possível diferenciá-los? c) A imagem transmite uma idéia positiva ou negativa sobre a Igreja católica?Justifique. Técnicas modernas para o prolongamento da vida. Terapia a partir de células-tronco em- brionárias para a cura de doenças degenerativas. Alimentos transgênicos. O direito de morrer. O sacrifício de embriões humanos. A negação do princípio da precaução (princípio que trata das ações antecipatórias para proteger a saúde das pessoas). Questões que apareceram em conseqüência do desenvolvimento da genética. Até que ponto os avanços científicos e tecnológicos na área da ge- nética são bons para sociedade? Deve haver limites para a pesquisa científica? Os fins justificariam os meios para a ciência? Qual sua opinião? Reflita e debata em sala com seu professor e colegas. Museu Calvino, Noyon, 1562.