Doença mista doDoença mista dotecido conjuntivo ,tecido conjuntivo ,síndromes desíndromes desuperposição e Artritesuperpos...
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ConceitoO A doença mista do tecido conjuntivo (DMTC) édefinida como uma desordem do tecidoconjuntivo, caracterizada pela p...
EPIDEMIOLOGIAPrevalência: 10/100.000Ocorre mais frequentemente em mulheres,em uma relação de 9:1, entre a segunda eterceir...
EPIDEMIOLOGIAO Nenhum fator ambiental foi associado coma doença, embora existam relatos dadoença desencadeada pela sílica ...
Quadro ClínicoO Na fase inicial da doença as manifestaçõesclínicas mais frequentes são o edema difusodas mãos, artrite, fe...
Quadro ClínicoO Geralmente, são necessários vários anos,até que se faça o diagnóstico de DMTC, poisé raro que todas as car...
Algumas características!O Raramente desenvolvem umaglomerulonefrite proliferativa difusa, psicoseou convulsões (caracterís...
Quadro ClínicoO O diagnóstico inicial da DMTC tem suasdificuldades pois, como já o dissemos,raramente todas as característ...
Manifestações iniciaisO Astenia, fadiga, mialgias, artralgias e febrícula.O Alguns pacientes, no entanto, podem apresentar...
Comprometimento cutâneoO O fenômeno de Raynaud é a manifestaçãomais frequente e mais precoce, geralmenteassociado ao edema...
Figura 1 - Edema difuso dos dedos (deRobert M. Bennet, UptoDate, 2007).
Comprometimento cutâneoO A aparência das mãos na DMTC reflete o"overlap" (superposição) de doenças queconstitui a síndrome...
FebreO Na DMTC, febre de origem desconhecidapode ser uma manifestação inicial dadoença. Pode também vir associada commiosi...
Manifestações articularesO Dor e rigidez articular são sintomasprecoces na DMTC.O O envolvimento articular é mais freqüent...
Figura 2 - Artrite deformante da DMTCcaracterizada pelo desvio ulnar dos dedos epelos dedos em "pescoço de cisne". Essasde...
Manifestações articularesO Em poucos pacientes uma forma articulardestrutiva (artrite mutilante) pode sedesenvolver (Figur...
Figura 3 - Artrite destrutiva na DMTC, comdedos em "telescópio" (de Robert M.Bennet,UpToDate, 2007).
Achados muscularesO Mialgia é um sintoma comum na DMTC.O Os pacientes podem apresentar fraquezamuscular, alteraçõeseletron...
Acometimento cardíacoAlteraçãos eletrocardiográficas, incluindo,hipertrofia ventricular esquerda, defeitos decondução intr...
Hipertensão pulmonarO A principal causa de morte na DMTC é, emgeral, a hipertensão pulmonar (Figura 4).
Figura 4 - A vasculopatia pulmonar na DMTCé caracterizada pela proliferação da íntima epela hipertrofia da camada média na...
Hipertensão pulmonarO A presença da hipertensão pulmonar deve ser suspeitadaatravés da história, do exame físico, dos test...
Envolvimento pulmonarO A maioria dos pacientes com DMTCapresenta comprometimento pulmonar,geralmente assintomático nos est...
Manifestações radiográficasO Manifestações radiográficas de doençapulmonar incluem alterações intersticiais,derrame pleura...
A tomografia de tórax (TC)A tomografia de tórax (TC) de alta resolução é o método mais sensível paradeterminar a presença ...
Acometimento RenalO Ausência de comprometimento renal severoé o marcador da DMTC nestes órgãos. Issoé possível, por que os...
Acometimento RenalO Apenas 25% dos pacientes apresentamcomprometimento renal e a forma maiscomum é a glomerulonefrite memb...
Doença gastrointestinalO A alteração mais comum é a dismotilidadeesofageana, presente em 70% dos casos equase sempre assin...
Doença gastrointestinal
Doença gastrointestinalOutras manifestações gastrointestinais observadas sãopseudo-divertículos ao longo do cólon (Figura ...
Doença gastrointestinalO Dor abdominal pode acontecer, geralmentedecorrente de hipomotilidade intestinal,serosite, vasculi...
Sistema nervoso centralO As manifestações do SNC não sãofreqüentes. A mais comum manifestação éa neuropatia do trigêmeoneu...
VasculopatiaO A lesão vascular mais característica é aproliferação da íntima e a hipertrofia dacamada média, afetando tant...
Critérios Diagnósticos*Para o diagnóstico deve-se ter o critériosorológico, acompanhado de pelo menos umdos critérios clín...
TratamentoO Até o momento não há cura ou tratamentoespecífico para DMTC, sendo que asrecomendações terapêuticas atuais são...
TratamentoO 33% dos pacientes terão doença controlada apenascom analgésicos e antiinflamatórios não hormonais.O Tratamento...
TratamentoO Miosite, pleurite, pericardite, miocardite,geralmente são intermitentes e tendem terboa resposta ao uso de cor...
TratamentoO Altas doses de corticóides podem sernecessárias para controle de manifestaçõesseveras como vasculite, alveolit...
TratamentoO Manifestações comuns "ES-símile" devemser conduzidas à maneira tradicional.Fenômeno de Raynaud tem bom resulta...
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TratamentoO Efeitos iatrogênicos decorrentes dacorticoterapia (miopatia, infecçõesoportunistas, diabetes, necrose assépti...
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Síndromes de superposiçãoO As síndromes de sobreposição podem serdefinidas através de duas bases: a primeirase baseia nas ...
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Síndromes de superposição-características clínicas-O O LES está associado com alguns "marcadores", anti-DNA nativo ou de d...
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Síndromes que combinamcaracterísticas de doenças e que estãoassociadas com anticorpos específicosO Anticorpos anticomplexo...
DiagnósticoO Uma das maiores dificuldades nodiagnóstico das síndromes de sobreposiçãoassociadas a anti-tRNA sintetases é a...
Diagnóstico1- A imunofluorescência citoplasmática comuma distribuição perinuclear leva á procurade anticorpos anti-Jo1 ou ...
ARTRITE PSORIÁTICAARTRITE PSORIÁTICA
Considerações geraisO A artrite psoriática é uma artrite inflamatóriaque ocorre em associação com a doença depele conhecid...
PsoríaseO É uma dermatose crônica caracterizadaeletivamente por lesões eritêmato-escamosas, relativamente freqüente ,poden...
Psoríase em placas:Placas múltiplas eritêmato-escamosas comescamas prateadas
Pintas,descoloração e erosão das unhas dosdedos com edema fusiforme dasarticulações interfalangeanas
Dedos com inchaço do tipo salsicha,lesõesde pele e mudança nas unhas
Manchas psoriáticas no dorso da mão com inchaço edistorção de muitas articulações interfalangeanas ediminuição dos dedos d...
Tipos de artrite psoriáticaO 1- Artrite das articulações IFDsO 2- Artrite Destrutiva (mutilante)O 3- Poliartrite simétrica...
1- Artrite das articulaçõesIFDs
Mutilante
3- Poliartrite simétricaindistinguível da artritereumatóide
4- Oligoartrite assimétrica
5- EspondiloartropatiaSacro-ileíte
5- Espondiloartropatia
5- Espondiloartropatia
Artrite psoriática da IFD-Alterações RXA- Erosões periostais das margensA- Erosões periostais das margensB- Erosões+prolif...
Estágio inicial à esquerda (erosões)Estágio tardio à direita (ponta de lápis em copo)
DIAGNÓSTICOO NÃO HÁ CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS OUCLASSIFICAÇÃO PARA A ARTRITEPSORIÁTICA.O O DIAGNÓSTICO DEVERÁ SER PENSADOQUAN...
TRATAMENTOO AINHO CORTICOSTERÓIDESO MetotrexatoO Disease-Modifying Antirheumatic Drugssulfasalazina, ciclosporina, leflun...
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  1. 1. Doença mista doDoença mista dotecido conjuntivo ,tecido conjuntivo ,síndromes desíndromes desuperposição e Artritesuperposição e ArtritePsoriáticaPsoriática
  2. 2. Doença mista doDoença mista dotecido conjuntivo etecido conjuntivo esíndromes desíndromes desuperposiçãosuperposiçãoAlambert,PA
  3. 3. ConceitoO A doença mista do tecido conjuntivo (DMTC) édefinida como uma desordem do tecidoconjuntivo, caracterizada pela presença de altostítulos de um auto-anticorpo particular,conhecido como anti-U1 ribonucleoproteína(RNP) em combinação com característicasclínicas do lúpus eritematoso sistêmico(LES), da esclerodermia (ES, Scl) e dapolimiosite (PM), na ausência de anti-Sm,anti SS-A, anti-SS-B e anti-DNA dupla hélice.
  4. 4. EPIDEMIOLOGIAPrevalência: 10/100.000Ocorre mais frequentemente em mulheres,em uma relação de 9:1, entre a segunda eterceira década de vida.
  5. 5. EPIDEMIOLOGIAO Nenhum fator ambiental foi associado coma doença, embora existam relatos dadoença desencadeada pela sílica e pelo vinilO Associação com DR4 é descrita,especialmente em pacientes com artriteerosiva
  6. 6. Quadro ClínicoO Na fase inicial da doença as manifestaçõesclínicas mais frequentes são o edema difusodas mãos, artrite, fenômeno de Raynaud,miosite e esclerodactilia
  7. 7. Quadro ClínicoO Geralmente, são necessários vários anos,até que se faça o diagnóstico de DMTC, poisé raro que todas as características clínicasocorram simultaneamente
  8. 8. Algumas características!O Raramente desenvolvem umaglomerulonefrite proliferativa difusa, psicoseou convulsões (características do LES).O Maior predisposição para odesenvolvimento de hipertensão pulmonar(HAP) do que pacientes com LES ou ES,O Apresentam valores mais altos de fatorreumatóide positivo do que o LES, commaior aparecimento de artrite erosiva.
  9. 9. Quadro ClínicoO O diagnóstico inicial da DMTC tem suasdificuldades pois, como já o dissemos,raramente todas as características clínicasse apresentam, simultaneamente.O Muitas vezes os pacientes começam a serconduzidos, como LES ou ES e sótardiamente a combinação de váriascaracterísticas levam ao diagnóstico deDMTC.
  10. 10. Manifestações iniciaisO Astenia, fadiga, mialgias, artralgias e febrícula.O Alguns pacientes, no entanto, podem apresentarquadros mais graves, como neuropatias dotrigêmeo, polimiosite severa, artrite aguda,meningite asséptica, gangrena digital, abdomeagudo ou febre alta.O A maior parte dos órgãos e sistemas podem sercomprometidos em algum momento no curso daDMTC.
  11. 11. Comprometimento cutâneoO O fenômeno de Raynaud é a manifestaçãomais frequente e mais precoce, geralmenteassociado ao edema difuso dos dedos e emalgumas vezes de toda a mão (Figura 1)
  12. 12. Figura 1 - Edema difuso dos dedos (deRobert M. Bennet, UptoDate, 2007).
  13. 13. Comprometimento cutâneoO A aparência das mãos na DMTC reflete o"overlap" (superposição) de doenças queconstitui a síndrome, somandocaracterísticas clinicas da esclerodermia(espessamento cutâneo, esclerodactilia,calcinose), do lúpus eritematoso sistêmico(rash malar, lesão discóide) e dadermatomiosite (pápulas de Grotton).
  14. 14. FebreO Na DMTC, febre de origem desconhecidapode ser uma manifestação inicial dadoença. Pode também vir associada commiosite, meningite asséptica, serosite ouadenopatias.
  15. 15. Manifestações articularesO Dor e rigidez articular são sintomasprecoces na DMTC.O O envolvimento articular é mais freqüente emais severo que no lúpus.O Aproximadamente 60% dos pacientesdesenvolvem artrite franca, frequentementecom deformidades semelhantes às daartrite reumatóide (AR), como desvio ulnardos dedos, dedos em "pescoço de cisne" eem "casa de botão" (Figura 2).
  16. 16. Figura 2 - Artrite deformante da DMTCcaracterizada pelo desvio ulnar dos dedos epelos dedos em "pescoço de cisne". Essasdeformidades também podem ser vistas naartrite reumatóide.Fator reumatóide positivoé encontrado em 70% a 80% dos casos.
  17. 17. Manifestações articularesO Em poucos pacientes uma forma articulardestrutiva (artrite mutilante) pode sedesenvolver (Figura 3).
  18. 18. Figura 3 - Artrite destrutiva na DMTC, comdedos em "telescópio" (de Robert M.Bennet,UpToDate, 2007).
  19. 19. Achados muscularesO Mialgia é um sintoma comum na DMTC.O Os pacientes podem apresentar fraquezamuscular, alteraçõeseletroneuromiográficas e aumento séricodas enzimas musculares.O É histologicamente e clinicamente idênticaa polimiosite.
  20. 20. Acometimento cardíacoAlteraçãos eletrocardiográficas, incluindo,hipertrofia ventricular esquerda, defeitos decondução intraventricular e aumento de átriodireito.A manifestação clinica mais comum é apericardite, que ocorre entre 10% a 30% dospacientes.O tamponamento cardíaco é raro.
  21. 21. Hipertensão pulmonarO A principal causa de morte na DMTC é, emgeral, a hipertensão pulmonar (Figura 4).
  22. 22. Figura 4 - A vasculopatia pulmonar na DMTCé caracterizada pela proliferação da íntima epela hipertrofia da camada média nasarteriolas pulmonares (de Robert M. Bennet,UpToDate, 2007).
  23. 23. Hipertensão pulmonarO A presença da hipertensão pulmonar deve ser suspeitadaatravés da história, do exame físico, dos testes laboratoriais ecaso o paciente apresente quatro ou mais das seiscaracterísticas a seguirO 1. Dispnéia aos esforços;O 2. Pulsação sistólica na borda esternal esquerda;O 3. Hiperfonese de P2;O 4. Dilatação da artéria pulmonar em radiografia detórax;O 5. Hipertrofia ventricular direita ao ECG;O 6. Hipertrofia ventricular direita ao ecocardiograma.O A presença de quatro dos seis critérios acima dá umasensibilidade de 92% e especificidade de 100% para odiagnóstico de hipertensão pulmonat
  24. 24. Envolvimento pulmonarO A maioria dos pacientes com DMTCapresenta comprometimento pulmonar,geralmente assintomático nos estágiosiniciais da doença, mas podendo seapresentar com dispnéia, dor torácica etosse.O A dor pleurítica é comum e a doençaintersticial pulmonar é geralmenteprogressiva.
  25. 25. Manifestações radiográficasO Manifestações radiográficas de doençapulmonar incluem alterações intersticiais,derrame pleural, infiltrado pneumônico eespessamento pleural
  26. 26. A tomografia de tórax (TC)A tomografia de tórax (TC) de alta resolução é o método mais sensível paradeterminar a presença de doença pulmonar intersticial. As alterações maisfrequentes na TC de tórax são o espessamento septal, opacidades em"vidro fosco e favo de mel" e estão presentes em 48% a 78% dos pacientescom DMTC.
  27. 27. Acometimento RenalO Ausência de comprometimento renal severoé o marcador da DMTC nestes órgãos. Issoé possível, por que os altos títulos de anti-U1 RNP parecem proteger os rins dodesenvolvimento da glomerulonefriteproliferativa difusa grave.
  28. 28. Acometimento RenalO Apenas 25% dos pacientes apresentamcomprometimento renal e a forma maiscomum é a glomerulonefrite membranosa,geralmente assintomática ou manifestando-se com síndrome nefrótica.
  29. 29. Doença gastrointestinalO A alteração mais comum é a dismotilidadeesofageana, presente em 70% dos casos equase sempre assintomática na fase inicialda doença.O As alterações na manometria são similaresàs encontradas na esclerodermia, comredução da peristalse no terço inferior doesôfago e redução da pressão no esfíncteresofageano inferior. (Figura 5).
  30. 30. Doença gastrointestinal
  31. 31. Doença gastrointestinalOutras manifestações gastrointestinais observadas sãopseudo-divertículos ao longo do cólon (Figura 6).
  32. 32. Doença gastrointestinalO Dor abdominal pode acontecer, geralmentedecorrente de hipomotilidade intestinal,serosite, vasculite mesentérica, pancreatiteou perfuração colônica
  33. 33. Sistema nervoso centralO As manifestações do SNC não sãofreqüentes. A mais comum manifestação éa neuropatia do trigêmeoneuropatia do trigêmeo. As cefaléiastambém são comuns, de provável origemvascular, com características de enxaqueca,mas também podendo ser decorrentes demeningite assépticameningite asséptica, apresentando nestescasos ao exame físico sinais de irritaçãomeníngea
  34. 34. VasculopatiaO A lesão vascular mais característica é aproliferação da íntima e a hipertrofia dacamada média, afetando tanto pequenoscomo médios vasos.O São alterações que se assemelham asencontradas na esclerodermia, mas quediferem daquelas do LES.
  35. 35. Critérios Diagnósticos*Para o diagnóstico deve-se ter o critériosorológico, acompanhado de pelo menos umdos critérios clínicos.
  36. 36. TratamentoO Até o momento não há cura ou tratamentoespecífico para DMTC, sendo que asrecomendações terapêuticas atuais sãobaseadas na terapia convencional dasdemais colagenoses,O O tratamento medicamentoso da patologiadepende dos sintomas e do padrão deenvolvimento orgânico.
  37. 37. TratamentoO 33% dos pacientes terão doença controlada apenascom analgésicos e antiinflamatórios não hormonais.O Tratamento da HAP Anticoagulação sistêmica eterapia vasodilatadora, com bloqueadores do canalde cálcio e análogos da prostaciclina, têm sidobenéficos neste sentido, assim como o bosentan, umrecente antagonista oral do receptor da endotelina,
  38. 38. TratamentoO Miosite, pleurite, pericardite, miocardite,geralmente são intermitentes e tendem terboa resposta ao uso de corticóides,O Síndrome nefrótica decorrente deglomerulonefrite membranosa, fenômeno deRaynaud, artropatias deformantes,acroesclerose e neuropatias periféricas são,em geral, resistentes aos corticosteróides.
  39. 39. TratamentoO Altas doses de corticóides podem sernecessárias para controle de manifestaçõesseveras como vasculite, alveolite fibrosantee miosite grave.
  40. 40. TratamentoO Manifestações comuns "ES-símile" devemser conduzidas à maneira tradicional.Fenômeno de Raynaud tem bom resultadocom bloqueadores do canal de cálcio, assimcomo sintomas decorrentes de refluxogastroesofágico têm melhora com inibidoresde bomba de prótons e pró-cinéticos.
  41. 41. TratamentoÀ semelhança do LES, manifestações comoartrite e dermatopatia "LES-símile" tambémtendem a responder ao uso deantimaláricos.
  42. 42. TratamentoO Efeitos iatrogênicos decorrentes dacorticoterapia (miopatia, infecçõesoportunistas, diabetes, necrose asséptica eosteoporose) Usar fármacosimunossupressores poupadores decorticóides.
  43. 43. TratamentoO O citostático mais atualmente usado comopoupador de corticosteróide é a ciclofosfamida,na dose de 1 a 2 mg/kg/dia, ou em pulsosmensais (infusões endovenosas),O O uso racional de metotrexate, azatioprina eantimaláricos também podem ser úteis paraamenizar os efeitos colaterais da corticoterapiaprolongada.
  44. 44. Síndromes desuperposição(sobreposição)Alambert,PA
  45. 45. Síndromes de superposiçãoO Para definir uma síndrome de sobreposição énecessário identificar uma constelação decaracterísticas distintas que constituem umasíndrome verdadeira.O Os pacientes que apresentam característicasincompletas (por exemplo, um paciente comfenômeno de Raynaud, artralgias e um FAN embaixos títulos) são melhor descritos como sendoportadores de uma doença indiferenciada do tecidoconjuntivo
  46. 46. Síndromes de superposiçãoO As síndromes de sobreposição podem serdefinidas através de duas bases: a primeirase baseia nas manifestações clínicas, e asegunda, através da detecção de auto-anticorpos.
  47. 47. Síndromes de superposição-características clínicas-O O fenômeno de Raynaudfenômeno de Raynaud, a esclerodactiliaesclerodactilia ea alveolitealveolite são características comuns deinúmeras doenças autoimunesreumatológicas e não podem ser usadasisoladamente para definir uma síndrome.
  48. 48. Síndromes de superposição-características clínicas-O A combinação de características específicasde distintas entidades nosológicas nummesmo paciente, como o espessamentocutâneo proximal da pele dos dedos naesclerodermia ou as erosões articulares naartrite reumatóide (AR), é muito sugestivade uma síndrome de sobreposiçãosíndrome de sobreposição
  49. 49. Síndromes de superposição-características clínicas-O Uma característica notável das doenças auto-imunes do tecido conjuntivo é que a grandemaioria dos pacientes possui auto-anticorposespecíficos ao DNA, RNA ou proteínas que seligam a elas.O A especificidade antigênica destes anticorpostem ajudado muito na distinção das doençasreconhecidas tradicionalmente.
  50. 50. Síndromes de superposição-características clínicas-O O LES está associado com alguns "marcadores", anti-DNA nativo ou de dupla hélice ou anti-Sm.O Muitos anticorpos coincidem nas síndromes desobreposição. Ex.anticorpos que reagemprincipalmente com o U1-ribonucleoproteína (RNP).O Estes anticorpos são encontrados em pacientes comcaracterísticas de sobreposição de LES, ES epolimiosite.
  51. 51. Outras síndromesO Síndrome rara associada a DMTCDMTC eanticorpos U2-RNPU2-RNP e U3-RNAU3-RNA,O A sobreposição polimiosite/alveolitepolimiosite/alveolitefibrosantefibrosante encontrada em pacientes comanticorpos anti-Jo-1 e outras t-RNAsintetases.O A sobreposição polimiosite/esclerodermiapolimiosite/esclerodermiaassociada com anti-Pm/Sclanti-Pm/Scl
  52. 52. Síndromes que combinamcaracterísticas de doenças e que estãoassociadas com anticorposespecíficos.O As tRNA-sintetases associadas a síndromesde sobreposiçãoO As tRNA-sintetases são enzimascitoplasmáticas que fazem parte de umaproteína de síntese, através da adição deaminoácidos específicos codificados pelotRNA durante a junção dos polipeptídeos
  53. 53. Síndromes que combinamcaracterísticas de doenças e que estãoassociadas com anticorpos específicosO Anti-Jo1 foi relacionado como um marcador paramiosite, sendo detectado em mais de 26 pacientescom polimiosite, e raramente na dermatomiosite.O Mais tarde foi demonstrado que pacientes comanticorpos anti-Jo-1 tinham polimiosite e alveolitefibrosante; subsequentemente, outrascaracterísticas das doenças do tecido conjuntivoforam descritas, incluindo o fenômeno de Raynaud,artrite e um algumas características semelhantes aesclerodermia.
  54. 54. Síndromes que combinam características dedoenças e que estão associadas comanticorpos específicosO A sobreposição polimiosite/esclerodermiaassociada com anti-Pm/Scl vem setornando reconhecida como umaimportante síndrome de sobreposição queera subdiagnosticada anteriormente.
  55. 55. Síndromes que combinamcaracterísticas de doenças e que estãoassociadas com anticorpos específicosO Anticorpos anticomplexo nuclear ecitoplasmático envolvidos na transcripçãoda polimerase III no RNA, Ro (SS-A) e La (SS-B), aparecem em pacientes com síndromede Sjögren que também têm manifestaçõesde LES, isto é, a sobreposição Sjögren/LES.
  56. 56. DiagnósticoO Uma das maiores dificuldades nodiagnóstico das síndromes de sobreposiçãoassociadas a anti-tRNA sintetases é adetecção de anticorpos. Visto que asenzimas envolvidas na aminoacetilaçãopelo tRNA são citoplasmáticas, osanticorpos antinucleares sãofreqüentemente negativos.
  57. 57. Diagnóstico1- A imunofluorescência citoplasmática comuma distribuição perinuclear leva á procurade anticorpos anti-Jo1 ou outros relacionadosas tRNA sintetases.2-Pacientes com miosite, alveolite fibrosante eartrite devem ser também testados.3-É importante ressaltar que muitos pacientescom anticorpos anti-Jo1 não apresentammiosite no ínicio da doença.
  58. 58. ARTRITE PSORIÁTICAARTRITE PSORIÁTICA
  59. 59. Considerações geraisO A artrite psoriática é uma artrite inflamatóriaque ocorre em associação com a doença depele conhecida como psoríase.O Pertence ao grupo dasESPONDILOARTRITES (EpA) antes chamadoEspondiloartropatia soro negativasO EA- sor-:Entesis+acometimento doesqueleto axial (sacro-ilíacas e coluna)+oligoartrite assimétrica e ausência de fatorReumatóide.
  60. 60. PsoríaseO É uma dermatose crônica caracterizadaeletivamente por lesões eritêmato-escamosas, relativamente freqüente ,podendo atingir até 1% em alguns grupospopulacionais.O Ocorre igualmente em ambos sexos,podeaparecer em qualquer idade, sendo maisfreqüente na terceira e quarta décadas devida.
  61. 61. Psoríase em placas:Placas múltiplas eritêmato-escamosas comescamas prateadas
  62. 62. Pintas,descoloração e erosão das unhas dosdedos com edema fusiforme dasarticulações interfalangeanas
  63. 63. Dedos com inchaço do tipo salsicha,lesõesde pele e mudança nas unhas
  64. 64. Manchas psoriáticas no dorso da mão com inchaço edistorção de muitas articulações interfalangeanas ediminuição dos dedos devido a perda de massa óssea
  65. 65. Tipos de artrite psoriáticaO 1- Artrite das articulações IFDsO 2- Artrite Destrutiva (mutilante)O 3- Poliartrite simétrica indistinguível daartrite reumatóideO 4- Oligoartrite assimétricaO 5- Espondiloartropatia
  66. 66. 1- Artrite das articulaçõesIFDs
  67. 67. Mutilante
  68. 68. 3- Poliartrite simétricaindistinguível da artritereumatóide
  69. 69. 4- Oligoartrite assimétrica
  70. 70. 5- EspondiloartropatiaSacro-ileíte
  71. 71. 5- Espondiloartropatia
  72. 72. 5- Espondiloartropatia
  73. 73. Artrite psoriática da IFD-Alterações RXA- Erosões periostais das margensA- Erosões periostais das margensB- Erosões+proliferaçõesB- Erosões+proliferaçõesC- “pencil-in-cupC- “pencil-in-cup
  74. 74. Estágio inicial à esquerda (erosões)Estágio tardio à direita (ponta de lápis em copo)
  75. 75. DIAGNÓSTICOO NÃO HÁ CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS OUCLASSIFICAÇÃO PARA A ARTRITEPSORIÁTICA.O O DIAGNÓSTICO DEVERÁ SER PENSADOQUANDO UM PACIENTE COM PSORÍASEAPRESENTAR-SE COM SINAIS E SINTOMASDE UMA ARTRITE INFLAMATÓRIA.
  76. 76. TRATAMENTOO AINHO CORTICOSTERÓIDESO MetotrexatoO Disease-Modifying Antirheumatic Drugssulfasalazina, ciclosporina, leflunomidaO BIOLÓGICOS Infliximabe e etanercepte.Adalimumab e Alefacept:

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