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Monárquico (753-509 a.C.);
Republicano (507-27 a.C.);
Imperial (27 a.C. – 476 d.C.).

PERÍODO MONÁRQUICO: O DOMÍNIO ETRUSCO
Nessa época, a cidade deve ter sido governada por reis de diferentes origens; os
últimos de origens etrusca, devem ter dominado a cidade por cerca de cem anos.
Durante o governo dos etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade. Foram
realizadas diversas obras públicas entre elas, templos, drenagens de pântanos e um
sistema de esgoto.
Nessa época, a sociedade romana estava assim organizada:
Patrícios ou nobres: Descendentes das famílias que promoveram a ocupação inicial
de Roma. Eram grandes proprietários de terra e de gado.
Plebeus: Em geral, eram pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesãos.
Constituíam a maioria da população e não tinham direitos políticos.
Clientes: eram homens de negócios, intelectuais ou camponeses que tinham
interesse em fazer carreira pública e que por isso recorriam à proteção de algum
patrono, geralmente um patrício de posses.
Escravos: Eram plebeus endividados e principalmente prisioneiros de guerra.
Realizavam todo o tipo de trabalho e eram considerados bens materiais. Não tinham
qualquer direito civil ou político.
Na república, o poder que antes era exercido pelo rei foi partilhado por dois
cônsules(dois magistrados). Eles exerciam o cargo por um ano e eram
auxiliados por um conselho de 100 cidadãos, responsáveis pelas finanças e
pelos assuntos externos. Esse conselho recebia o nome de Senado, e a ele
competia promulgar as leis elaboradas pela Assembléia de Cidadãos,
dominada pelos patrícios.

A ESTRUTURA DO PODER NA REPÚBLICA ROMANA

Cônsules: chefes da República, com mandato de um ano; eram os
comandantes do exército e tinham atribuições jurídicas e religiosas.
Senado: composto por 300 senadores, em geral patrícios. Eram eleitos pelos
magistrados e seus membros eram vitalícios. Responsabilizavam-se pela
elaboração das leis e pelas decisões acerca da política interna e externa.
Magistraturas: responsáveis por funções executivas e judiciária, formadas em
geral pelos patrícios.
Assembléia Popular: composta de patrícios e plebeus; destinava-se a
votação das leis e era responsável pela eleição dos cônsules.
Conselho da Plebe: composto somente pelos plebeus; elegia os tributos da
plebe e era responsável pelas decisões em plebiscitos (decretos do povo).
Iniciado durante a República, o expansionismo romano teve
basicamente dois objetivos: defender Roma do ataque dos povos
vizinhos rivais e assegurar terras necessárias à agricultura e ao
pastoreio. O avanço das forças militares romanas colocou o
Império em choque com Cartago e Macedônia, as rivalidades
entre os cartagineses e os romanos resultaram nas Guerras Púnicas.

PERÍODO DE INSTABILIDADE POLÍTICA
Essa crise se iniciou com a instituição dos triunviratos ou triarquia, isto
é, governo composto de três indivíduos. O Primeiro Triunvirato, em
60 a.C., foi composto de políticos de prestigio: Pompeu, Crasso e
Júlio César. Esses generais iniciaram uma grande disputa pelo
poder, até que, após uma longa guerra civil, Júlio César venceu
seus rivais e recebeu o título de ditador vitalício mais depois morto
por uma trama dos senadores em 44 a.C. Segundo triunvirato, Os
generais Marco Antonio, Lépido e Otávio que também iniciaram
uma disputa pelo poder vencida por Otávio que pôde governar
sem oposição. Terminava, assim, o regime republicano e iniciava o
Império.
O período Imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em dois
momentos:
 Alto Império: período em que Roma alcançou grande esplendor
(estende-se até o século III d.C.)
 Baixo Império: fase marcada por crises que conduziram a
desagregação do Império Romano (do século III ao século V).


DIVISÃO DO IMPÉRIO
Em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes:
Império Romano do ocidente, com capital em Roma; e Império
Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. Com essa
medida, acreditava que fortaleceria o império.
Embora as invasões de povos inimigos tenham papel decisivo no
fim do Império Romano do Ocidente, outras
circunstâncias também foram determinantes, tais como:
   elevados gastos com a estrutura administrativa e militar;
   perda do controle sobre diversas regiões devido ao tamanho do império;
   aumento dos impostos dos cidadãos e dos tributos dos vencidos;
   corrupção política;
   crise no fornecimento de escravos com o fim das guerras de expansão;
   continuidade das lutas civis entre patrícios e plebeus;
   a difusão do cristianismo.

    O fim do poderio romano constituiu um longo processo, que durou
    centenas de anos. A partir daí, começou a se formar uma nova
    organização social, política e econômica, o sistema feudal que
    predominou na Europa Ocidental até o século XV.
Para o povo romano a vida urbana era um padrão a ser seguido até
 mesmo pelos camponeses que visitavam Roma ocasionalmente.
Além de centro político, administrativo, econômico e cultural, a cidade de
 Roma foi palco de inúmeras diversões populares como teatro, as corridas
 de biga, os jogos de dados e as lutas de gladiadores, uma paixão nacional.
As habitações da maioria dos romanos eram simples. A população mais
 pobre vivia em pequenos apartamentos,
em edifícios de até seis andares, que
apresentavam riscos de desabamento
e incêndio. Apenas uma minoria vivia
em casas amplas e confortáveis, com
água canalizada, rede de esgoto,
iluminação por candelabros, sala de
banhos e luxuosa decoração interior.
Os meninos das classes privilegiadas aprendiam a ler e a escrever
em latim e grego com seus preceptores, isto é, com professores
particulares. Além disso, deviam ter conhecimentos de agricultura,
astronomia, religião, geografia, matemática e arquitetura.
Em relação aos meninos das classes menos abastadas a maioria,
que não podia dispor de tempo integral para os estudos,dedicava-
se ao trabalho agrícola ou artesanal.
Importante assinalar que, na Antiguidade, grega e romana, o
infanticídio era praticado. A legislação da Roma imperial tentou
condenar essa prática, e o imperador Constantino, desde 315 –
reconhecendo a importância do fator econômico na prática do
abandono por pais extremamente pobres -, procurou fazer
funcionar um sistema de assistência aos pais, para evitar que
vendessem ou expusessem seus filhos. Depois de 318 o infanticídio
passou a ser punido com a morte.
Em Roma, como nas demais cidades do Império, existiam
diferentes tipos de trabalhadores, como carpinteiros, marceneiros,
cesteiros, ceramistas, caldeireiros. Toda a produção desses
trabalhadores era vendida nas lojas das cidades.
É preciso lembrar que grande parte do trabalho na cidade era
executada por escravos. Em sua maioria prisioneiros de guerra, eram
eles os responsáveis por qualquer tipo de trabalho, desde os artesanais
até os domésticos.
As mulheres, independentemente da classe social a que pertenciam, eram
educadas primeiramente para ser esposas e mães. Era responsabilidade
das mulheres mais abastadas a administração de suas casas, dos escravos
e a criação dos filhos. Em hipótese alguma poderiam participar das
decisões políticas. Além disso, deveriam ensinar às suas filhas a arte de fiar,
tecer e preparar a comida.
As mulheres de classes menos favorecidas podiam trabalhar ao lado de
seus maridos ou administrar seu próprio negócio, quando solteiras. Existia
ainda um grupo de mulheres virgens que dedicava toda a vida a zelar pela
chama sagrada de Vesta, deusa do fogo,. As vestais, como eram
chamadas, deixavam suas famílias entre os 6 e os 10 anos para passar
aproximadamente 30 anos vivendo ao lado do templo, sem que pudessem
casar. Diferentemente de outras mulheres, as vestais não tinham de
obedecer aos pais ou maridos, possuíam o direito de se sentar nos melhores
lugares nas lutas de gladiadores e eram tratadas com respeito pelo sexo
oposto.
Dentre as instituições romanas destacou-se o casamento. Em
Roma, com apenas 12 anos as meninas se casavam por intermédio
de arranjos familiares, isto é, os pais escolhiam os maridos para as
filhas. Um casamento com cerimônia pública era importante para
mostrar à sociedade que os nubentes pertenciam a uma família de
posses.
O divórcio também era comum, e pelos motivos mais variados, não
precisando, muitas vezes, nem esclarecer a causa da separação. Ao
findar o processo legal, o pai da moça recebia de volta o dote
ofertado à época do casamento, e os filhos do casal eram entregues
aos ex-maridos.
COMO SE VESTIAM OS ROMANOS
 As vestimentas variavam de acordo com o sexo e com a categoria
social. As mulheres solteiras vestiam uma túnica sem mangas que ia
até os tornozelos; após o casamento, passavam a usar trajes com
mangas. As mulheres mais ricas vestiam roupas de seda e
algodão, enquanto as mais pobres usavam lã ou linho. Os homens
livres trajavam túnica de linho ou lã, até os joelhos, para não
atrapalhar os movimentos. Os trabalhadores vestiam roupas de
couro, devido à maior durabilidade. A toga, manto comprido, era
usada apenas pelos cidadãos a partir dos 14 anos.
Os acessórios também constituíam elementos importantes ma
indumentária. Era comum as mulheres utilizarem
anéis, colares, pulseiras, braceletes e tornozeleiras, além de
maquiagem e perucas. Os homens, para completar seus
trajes, davam mais ênfase às sandálias, aos chinelos e às botas de
feltro ou couro.

 DIREITO
 O Direito Romano dividia-se em duas esferas: a pública e a
privada. O Direito público era composto pelo Direito civil, válido
para os cidadãos romanos, e pelo Direito estrangeiro, válido para
os povos conquistados. o direito privado regulava as relações entre
as famílias. O Direito foi uma das grandes contribuições dos
romanos para as sociedades ocidentais. Seus
fundamentos, adaptados e reelaborados, foram adotados por
diversos povos, servindo de base até hoje para muitas sociedades.

 A CULTURA ROMANA

 A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os
romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura
grega.
 Os balneários (casas de banhos) romanos espalharam-se pelas
grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da
aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus
relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se
pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao
português, francês, italiano e espanhol. A mitologia romana
representava formas de explicação da realidade que os romanos não
conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de
seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais
mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo.


 MANIFESTAÇÕES CULTURAIS
Arte romana é o conjunto das manifestações culturais que floresceram
na península itálica do início do século VIII a.C. até o século IV d.C.,
quando foram substituídas pela arte cristã primitiva. As criações artísticas
dos romanos, sobretudo a arquitetura e as artes plásticas, atingiram
notável unidade, em conseqüência de um poder político que se
estendia por um vasto império.
Seguindo o plano etrusco, os romanos erigiam as cidades em torno
de duas avenidas principais: uma no sentido norte-sul, outra de
leste a oeste, e uma praça (forum) na intersecção.
Os edifícios públicos agrupavam-se em geral em torno do foro.
Inicialmente dominada pela influência etrusca, a arquitetura
romana adquiriu um estilo próprio com a descoberta do
cimento, no século II a.C., a construção com tijolos e ao
aprimoramento do arco.
As construções dos dois últimos séculos do império incluem-se entre
as manifestações mais importantes da arte romana.
Obra-prima da engenharia e da arquitetura
romana em sua técnica de origem oriental,
o foro de Trajanus era cercado por grande
muralha revestida de mármores e possuía
salas de reunião, bibliotecas, um templo
consagrado a Trajanus e uma basílica.
O Coliseu é o anfiteatro mais famoso da segunda fase do
império, a partir do século I. Deve seu nome a uma colossal estátua
de Nero, depois desaparecida. Tem forma
elíptica, com 524m de circunferência,
e podia receber cerca de cem mil es
pectadores. As necrópoles situavam-se
à margem das estradas. Havia tumbas
coletivas, com nichos funerários, e
particulares.


 ESCULTURA
A escultura floresceu nos séculos I e II, especialmente no reinado de
Hadrianus, sob forte influência grega. Um segundo período áureo
iniciou-se no ano 193, com Septimius Severus.
Entretanto, as condições políticas a partir do século III e a
mediocridade dos artistas trouxeram a decadência de todas as
artes e da escultura em particular. Entre os objetos domésticos
(lâmpadas, ferramentas, armas etc.), executados
predominantemente em bronze, existem verdadeiras obras de arte.
As casas de Pompéia, de Herculanus e da capital atestam a grande difusão
da pintura mural na antiga Roma. As mais antigas pinturas romanas
conhecidas são os afrescos descobertos numa tumba do monte Esquilino e
datam aproximadamente do século III a.C. Assim como a escultura, a
pintura em sua primeira fase reflete a influência etrusca e, em seguida,
itálica e helênica.
Os quatro estilos das pinturas murais de Pompéia são:
O primeiro estilo, de incrustação;
O segundo estilo, dito arquitetônico;
O terceiro estilo, ornamental;
O quarto estilo, fantástico.


  MÚSICA E DANÇA
A cultura musical do leste do Mediterrâneo, sobretudo da Grécia, trazida
pelas legiões romanas em seu retorno, foi modificada e simplificada. Mesmo
assim, suas teorias musicais e acústicas, princípios de construção de
instrumentos, sistema de notação e acervo de melodias predominaram e
formaram a base de toda a música ocidental posterior.
O teatro romano era inteiramente calcado na tradição grega. Seu
declínio, que causou um vácuo de quatro séculos na produção teatral,
parece ter sido mais significativo para a história da cultura ocidental do
que sua própria existência. Uma incipiente tradição teatral, de
influência etrusca, já existia na península itálica. No ano 240 a.C. foi
apresentada pela primeira vez uma peça traduzida do grego durante
os jogos romanos.
O primeiro autor teatral romano a produzir uma obra de qualidade, que
estreou em 235 a.C., foi Cneu Nevius.
Durante o período imperial, surgiram as
tragédias ainda durante a República,
a mímica e a pantomima tornaram-se
as formas teatrais mais populares. No
tempo da perseguição aos cristãos,
 sob Nero e Domitianus, a fé cristã era
ridicularizada. Depois do triunfo do
cristianismo, as apresentações teatrais
foram proibidas.
O desenvolvimento que os romanos alcançaram nas ciências foi
bastante limitado e sofreu marcante influencia dos gregos. A
medicina somente passou a ter um caráter científico depois que os
primeiros médicos gregos se estabeleceram em Roma; a
matemática e a geometria que os romanos conheceram também
não alcançaram progresso significativo.
Além de construir estradas que ligavam todo o império, os romanos
edificaram aquedutos que levavam água limpa até as cidades e
também desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar
vazão à água servida e aos dejetos das casas.


RELIGIÃO ROMANA
No culto familiar uma prática muito comum era a existência de
santuários domésticos, onde eram cultuados os deuses protetores
do lar e da família. Os deuses protetores da família eram os Lares.
Os bens e os alimentos estavam sob a proteção de divindades
especiais, os Panates ou Penates.
Esses deuses eram cultuados pelo chefe da família junto à lareira,
onde o fogo permanecia sempre aceso. Durante as refeições, os
romanos espalhavam junto ao fogo migalhas de alimentos e gotas
de leite e de vinho, como oferendas às divindades. Com isso,
acreditavam conseguir a proteção dos deuses. Nas festas
familiares oferecia-se aos deuses o sacrifício de um animal (boi,
carneiro ou porco), que depois era dividido entre todas as pessoas
da família.
Além dos deuses ligados a família, havia os que eram cultuados
pelos habitantes da cidade. O culto
público era organizado pelo Senado.
Com ele, os fiéis esperavam obter dos
deuses boas colheitas ou vitórias nas
guerras. Os doze principais deuses de
Roma correspondiam aos principais
deuses gregos. O quadro a seguir
 mostra a correspondência:
NOME ROMANO                NOME GREGO                 ATRIBUIÇÕES
Júpiter                    Zeus                Pai dos deuses; deus do
céu.
Juno                        Hera    Mãe dos deuses,protetora das
mães e esposas.
Marte                     Ares                 Deus da guerra.
Vênus                    Afrodite              Deusa do amor.
Ceres                    Demétr       Deusa da vegetação, das
colheitas, da fertilidade da terra.
Diana                     Ártemis               Deusa da caça.
Apolo                     Apolo                 Deus da luz; protetor
das artes.
Mercúrio                  Hermes    Mensageiro dos deuses; deus das
estradas; protetor dos comerciantes, dos viajantes e dos ladrões.
Vulcano                   Hefesto               Deus do fogo; protetor
dos ferreiros e oleiros.
Vesta                     Héstia                Deusa do fogo
doméstico; protetora da família e das cidades.
Minerva                   Atena                 Deusa da sabedoria
Netuno                   Posêidon                         Deus dos
mares.
No período Imperial surgiu em Roma uma nova religião: o
cristianismo. Monoteísta, essa religião pregava a salvação eterna,
isto é, o perdão de todos os pecados e a recompensa de viver no
paraíso após a morte. Seu deus era um só – Deus - e Jesus Cristo,
seu filho, era o messias que tinha sido enviado à Terra para difundir
seus ensinamentos.

TREINAMENTO E ORGANIZAÇÃO MILITAR

 A organização militar de Roma foi o ponto chave que tornou este
um dos maiores e mais poderosos Impérios do mundo. A divisão
básica do exército romano é uma criação romana que é grande
responsável pelo sucesso das campanhas militares de Roma.
 Composição: A Legião Romana era a divisão fundamental do
exército romano. Era composta basicamente por soldados
chamados Legionários e Auxiliares. Inicialmente, as forças auxiliares
eram atribuídas às legiões, mas com o tempo acabaram por se
converter em unidades independentes. O chefe de cada legião
era um representante do imperador, livremente nomeado e
destituído: o legatus legionis, que pertencia à ordem senatorial e
dirigia a legião por um período de cinco anos.
Os soldados eram voluntários vindos de todas as partes do Império
e se comprometiam a 25 anos de serviço exaustivo. No início,
somente eram aceitos proprietários de terras e bens. Mas no século
I a.C. qualquer pessoa podia se alistar. Os cidadãos romanos
podiam se tornar legionários, enquanto os não-cidadãos podiam
ser soldados auxiliares.
A estrutura de uma legião constituía-se de três elementos básicos:
cavalaria, artilharia e infantaria. A cavalaria era organizada por
Centuriões; estes tinham auxílio de Vexillarius (porta-estandarte);
Tesserarius; Optio e Pollio.
Recrutamento
Durante a época imperial, os requisitos para converter-se em
legionário eram os seguintes:
- ser magro, mas musculoso;
- ter boa visão e audição.
Também era necessário saber ler e escrever e, acima de tudo, ser
cidadão romano. Os aspirantes a soldados, depois de buscar os
escritórios de recrutamento que se encontravam nas capitais de
província, eram submetidos a uma entrevista e a um exame
médico.
Os novos recrutas eram submetidos a um intenso treinamento, de
quatro meses. Ao concluir este período, os recrutas já podiam ser
chamados soldados (milites). Os que não puderam resistir ao
treinamento eram dispensados.
Primeiro era-lhes ensinado a desfilar marcando passo. Logo
depois, eram levados à marcha, forçando-os ao máximo, até que
fossem capazes de percorrer 20 milhas romanas (30 km) em cinco
horas. Depois teriam que percorrer a mesma distância carregados
com todo seu equipamento que, completo, pesava ao menos 30
quilos; as armas e armaduras, mais de 20.
O treinamento continuava até que fossem capazes de percorrer 24
milhas (36 km) em cinco horas. Os legionários realizavam marchas
três vezes ao mês durante 25 anos. Quando era considerado em
boa forma física, o recruta iniciava as instruções no manejo das
armas. Os recrutas aprendiam atacando uma grossa estaca
cravada no solo com uma espada de madeirapesada e um
escudo de mimbre que pesava o dobre que um escudo normal.
Era-lhes insistido para que golpeassem de frente, sem descrever
arcos com a espada, o que pode ser evitado com mais facilidade.
Também eram treinados no lançamento de pesadas jabalinas de
madeira contra aquelas estacas.
Uma vez superado este passo, eram considerados dignos de
empunhar armas autênticas, forradas de couro para evitar
acidentes, as quais deveriam lhes parecer levíssimas em
comparação com as pesadas armas de madeira.
Gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga. O nome
"Gladiador" provém da espada curta usada por este lutador, o
gladius (gládio). Eles se enfrentavam para entreter o público, e o
duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou
ferido sem poder combater. Nesse momento do combate é que era
determinado por quem presidia aos jogos, se o derrotado morria ou
não, frequentemente influenciado pela reação dos espectadores do
duelo. Alguns dizem que bastava levantar o polegar para salvar o
lutador, outros dizem que era a mão fechada que deveria ser
erguida.
Entretanto alguns estudos relatam que nem sempre o objetivo era a
morte de um dos gladiadores, haja vista, que isso geraria ónus para o
estado romano. Argumenta-se que o principal objetivo era o
entretenimento da plateia. Faziam parte da política do "pão e circo"
(panis et circencis).
Pouco comum era que um romano de alta posição social, mas
arruinado, se relacionasse como gladiador a fim de garantir a própria
defesa, ainda que de maneira arriscada. Ser proprietário de
gladiadores e alugá-los era uma atividade comercial perfeitamente
legal.
TREINAMENTO
Os gladiadores tinham treinamento em escolas especiais conhecidas
como ludus. Em Roma havia quatro escolas, sendo a maior Ludus
Magnos que era conectada com o coliseu por um túnel subterrâneo.
No intervalo das lutas eles tinham um tratamento especial que envolvia
grandes cuidados médicos e treinamento cuidadoso. No geral, eles
não lutavam mais que três vezes ao ano. Viajavam em grupos
conhecidos como famílias quando iam lutar em outras cidades. O
treinador, conhecido como lanista(provavelmente derivado da palavra
carniceiro), ia junto. A disciplina nas escolas era rigorosa, imperando a
lei do chicote. A rigorosidade era tamanha, que alguns lutadores
suicidavam-se ou revoltavam-se, o aprendizado ocorria por
repetição, já que boa parte dos lutadores era estrangeira e poucos
compreendiam o latim, a língua dos romanos. Na primeira fase de
treinamentos eles aprendiam a lutar com as próprias mãos. Após esse
treinamento inicial, os homens eram separados em grupos e iniciavam
o treinamento com armas de madeira, depois substituídas por armas de
metal, mas com um peso inferior ao das utilizadas em combate. Na
última fase de treinamento, os lutadores utilizavam armas com o peso
real, porém sem o corte. Mesmo sem o uso de armas de metal com
corte, as contusões e ferimentos ocorriam e por isso, os gladiadores
eram assistidos por bons médicos. Concluído o treinamento, o
gladiador estava pronto para combater, normalmente duas ou três
vezes ao ano.
ALIMENTAÇÃO
Os gladiadores eram, em grande parte, vegetarianos.
Alimentavam-se basicamente de feijões e cevada. O motivo é o
fato de que a carne era um alimento caro, e eles eram escravos.
CURIOSIDADES
Eram comuns nas lutas as participações de anões, sendo que eles
lutavam tanto entre si como também em times contra gladiadores
normais.
Havia também gladiadoras mulheres, que lutavam com um seio
exposto, pois usavam as mesmas vestimentas dos gladiadores
homens. O imperador Domiciano gostava de ver lutas entre anões
e mulheres.
CATEGORIAS
Os lutadores pertenciam a grupos e as lutas eram organizadas de
forma que nenhum grupo ficasse em desvantagem.
Trácios: eram os mais fracos, como proteção usavam um capacete
que cobria toda cabeça e um escudo quadrado, além de
caneleiras. Atacavam com espadas curvas, as sicas.
Murmillos: eram os oponentes dos trácios e retiários. Usavam um
grande escudo numa mão e na outra uma espada curta. O
capacete se assemelhava a um peixe.
Retiários: empunhavam um tridente e
eram os mais desprotegidos.
Carregavam também uma
 rede e uma faca curta.
Eram os únicos aos quais era
permitido recuar em combate.
Secutores: Se assemelhavam muito com os murmillos entretanto seu
capacete era arredondado para não prender na rede dos Retiários
que eram seus oponentes.
Dimachaeri: Não se sabe muito sobre ele, mas como usava duas
espadas, sabe-se que era um dos mais bem treinados.
Disciplina: Corpo e História
Tema: Império Romano
Professor : Márcio Norberto Farias
Grupo: Angélica de Souza
         Paula Ronan
         Larissa Hellen
        Ana Flávia Alcântara
       Jaciara Felizardo

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Períodos históricos da civilização romana

  • 1.
  • 2. Monárquico (753-509 a.C.); Republicano (507-27 a.C.); Imperial (27 a.C. – 476 d.C.). PERÍODO MONÁRQUICO: O DOMÍNIO ETRUSCO Nessa época, a cidade deve ter sido governada por reis de diferentes origens; os últimos de origens etrusca, devem ter dominado a cidade por cerca de cem anos. Durante o governo dos etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade. Foram realizadas diversas obras públicas entre elas, templos, drenagens de pântanos e um sistema de esgoto. Nessa época, a sociedade romana estava assim organizada: Patrícios ou nobres: Descendentes das famílias que promoveram a ocupação inicial de Roma. Eram grandes proprietários de terra e de gado. Plebeus: Em geral, eram pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesãos. Constituíam a maioria da população e não tinham direitos políticos. Clientes: eram homens de negócios, intelectuais ou camponeses que tinham interesse em fazer carreira pública e que por isso recorriam à proteção de algum patrono, geralmente um patrício de posses. Escravos: Eram plebeus endividados e principalmente prisioneiros de guerra. Realizavam todo o tipo de trabalho e eram considerados bens materiais. Não tinham qualquer direito civil ou político.
  • 3. Na república, o poder que antes era exercido pelo rei foi partilhado por dois cônsules(dois magistrados). Eles exerciam o cargo por um ano e eram auxiliados por um conselho de 100 cidadãos, responsáveis pelas finanças e pelos assuntos externos. Esse conselho recebia o nome de Senado, e a ele competia promulgar as leis elaboradas pela Assembléia de Cidadãos, dominada pelos patrícios. A ESTRUTURA DO PODER NA REPÚBLICA ROMANA Cônsules: chefes da República, com mandato de um ano; eram os comandantes do exército e tinham atribuições jurídicas e religiosas. Senado: composto por 300 senadores, em geral patrícios. Eram eleitos pelos magistrados e seus membros eram vitalícios. Responsabilizavam-se pela elaboração das leis e pelas decisões acerca da política interna e externa. Magistraturas: responsáveis por funções executivas e judiciária, formadas em geral pelos patrícios. Assembléia Popular: composta de patrícios e plebeus; destinava-se a votação das leis e era responsável pela eleição dos cônsules. Conselho da Plebe: composto somente pelos plebeus; elegia os tributos da plebe e era responsável pelas decisões em plebiscitos (decretos do povo).
  • 4. Iniciado durante a República, o expansionismo romano teve basicamente dois objetivos: defender Roma do ataque dos povos vizinhos rivais e assegurar terras necessárias à agricultura e ao pastoreio. O avanço das forças militares romanas colocou o Império em choque com Cartago e Macedônia, as rivalidades entre os cartagineses e os romanos resultaram nas Guerras Púnicas. PERÍODO DE INSTABILIDADE POLÍTICA Essa crise se iniciou com a instituição dos triunviratos ou triarquia, isto é, governo composto de três indivíduos. O Primeiro Triunvirato, em 60 a.C., foi composto de políticos de prestigio: Pompeu, Crasso e Júlio César. Esses generais iniciaram uma grande disputa pelo poder, até que, após uma longa guerra civil, Júlio César venceu seus rivais e recebeu o título de ditador vitalício mais depois morto por uma trama dos senadores em 44 a.C. Segundo triunvirato, Os generais Marco Antonio, Lépido e Otávio que também iniciaram uma disputa pelo poder vencida por Otávio que pôde governar sem oposição. Terminava, assim, o regime republicano e iniciava o Império.
  • 5.
  • 6. O período Imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em dois momentos: Alto Império: período em que Roma alcançou grande esplendor (estende-se até o século III d.C.) Baixo Império: fase marcada por crises que conduziram a desagregação do Império Romano (do século III ao século V). DIVISÃO DO IMPÉRIO Em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes: Império Romano do ocidente, com capital em Roma; e Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. Com essa medida, acreditava que fortaleceria o império. Embora as invasões de povos inimigos tenham papel decisivo no fim do Império Romano do Ocidente, outras circunstâncias também foram determinantes, tais como:
  • 7. elevados gastos com a estrutura administrativa e militar;  perda do controle sobre diversas regiões devido ao tamanho do império;  aumento dos impostos dos cidadãos e dos tributos dos vencidos;  corrupção política;  crise no fornecimento de escravos com o fim das guerras de expansão;  continuidade das lutas civis entre patrícios e plebeus;  a difusão do cristianismo. O fim do poderio romano constituiu um longo processo, que durou centenas de anos. A partir daí, começou a se formar uma nova organização social, política e econômica, o sistema feudal que predominou na Europa Ocidental até o século XV.
  • 8. Para o povo romano a vida urbana era um padrão a ser seguido até mesmo pelos camponeses que visitavam Roma ocasionalmente. Além de centro político, administrativo, econômico e cultural, a cidade de Roma foi palco de inúmeras diversões populares como teatro, as corridas de biga, os jogos de dados e as lutas de gladiadores, uma paixão nacional. As habitações da maioria dos romanos eram simples. A população mais pobre vivia em pequenos apartamentos, em edifícios de até seis andares, que apresentavam riscos de desabamento e incêndio. Apenas uma minoria vivia em casas amplas e confortáveis, com água canalizada, rede de esgoto, iluminação por candelabros, sala de banhos e luxuosa decoração interior.
  • 9. Os meninos das classes privilegiadas aprendiam a ler e a escrever em latim e grego com seus preceptores, isto é, com professores particulares. Além disso, deviam ter conhecimentos de agricultura, astronomia, religião, geografia, matemática e arquitetura. Em relação aos meninos das classes menos abastadas a maioria, que não podia dispor de tempo integral para os estudos,dedicava- se ao trabalho agrícola ou artesanal. Importante assinalar que, na Antiguidade, grega e romana, o infanticídio era praticado. A legislação da Roma imperial tentou condenar essa prática, e o imperador Constantino, desde 315 – reconhecendo a importância do fator econômico na prática do abandono por pais extremamente pobres -, procurou fazer funcionar um sistema de assistência aos pais, para evitar que vendessem ou expusessem seus filhos. Depois de 318 o infanticídio passou a ser punido com a morte.
  • 10. Em Roma, como nas demais cidades do Império, existiam diferentes tipos de trabalhadores, como carpinteiros, marceneiros, cesteiros, ceramistas, caldeireiros. Toda a produção desses trabalhadores era vendida nas lojas das cidades. É preciso lembrar que grande parte do trabalho na cidade era executada por escravos. Em sua maioria prisioneiros de guerra, eram eles os responsáveis por qualquer tipo de trabalho, desde os artesanais até os domésticos.
  • 11. As mulheres, independentemente da classe social a que pertenciam, eram educadas primeiramente para ser esposas e mães. Era responsabilidade das mulheres mais abastadas a administração de suas casas, dos escravos e a criação dos filhos. Em hipótese alguma poderiam participar das decisões políticas. Além disso, deveriam ensinar às suas filhas a arte de fiar, tecer e preparar a comida. As mulheres de classes menos favorecidas podiam trabalhar ao lado de seus maridos ou administrar seu próprio negócio, quando solteiras. Existia ainda um grupo de mulheres virgens que dedicava toda a vida a zelar pela chama sagrada de Vesta, deusa do fogo,. As vestais, como eram chamadas, deixavam suas famílias entre os 6 e os 10 anos para passar aproximadamente 30 anos vivendo ao lado do templo, sem que pudessem casar. Diferentemente de outras mulheres, as vestais não tinham de obedecer aos pais ou maridos, possuíam o direito de se sentar nos melhores lugares nas lutas de gladiadores e eram tratadas com respeito pelo sexo oposto.
  • 12.
  • 13. Dentre as instituições romanas destacou-se o casamento. Em Roma, com apenas 12 anos as meninas se casavam por intermédio de arranjos familiares, isto é, os pais escolhiam os maridos para as filhas. Um casamento com cerimônia pública era importante para mostrar à sociedade que os nubentes pertenciam a uma família de posses. O divórcio também era comum, e pelos motivos mais variados, não precisando, muitas vezes, nem esclarecer a causa da separação. Ao findar o processo legal, o pai da moça recebia de volta o dote ofertado à época do casamento, e os filhos do casal eram entregues aos ex-maridos. COMO SE VESTIAM OS ROMANOS As vestimentas variavam de acordo com o sexo e com a categoria social. As mulheres solteiras vestiam uma túnica sem mangas que ia até os tornozelos; após o casamento, passavam a usar trajes com mangas. As mulheres mais ricas vestiam roupas de seda e algodão, enquanto as mais pobres usavam lã ou linho. Os homens livres trajavam túnica de linho ou lã, até os joelhos, para não atrapalhar os movimentos. Os trabalhadores vestiam roupas de couro, devido à maior durabilidade. A toga, manto comprido, era usada apenas pelos cidadãos a partir dos 14 anos.
  • 14. Os acessórios também constituíam elementos importantes ma indumentária. Era comum as mulheres utilizarem anéis, colares, pulseiras, braceletes e tornozeleiras, além de maquiagem e perucas. Os homens, para completar seus trajes, davam mais ênfase às sandálias, aos chinelos e às botas de feltro ou couro. DIREITO O Direito Romano dividia-se em duas esferas: a pública e a privada. O Direito público era composto pelo Direito civil, válido para os cidadãos romanos, e pelo Direito estrangeiro, válido para os povos conquistados. o direito privado regulava as relações entre as famílias. O Direito foi uma das grandes contribuições dos romanos para as sociedades ocidentais. Seus fundamentos, adaptados e reelaborados, foram adotados por diversos povos, servindo de base até hoje para muitas sociedades. A CULTURA ROMANA A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega. Os balneários (casas de banhos) romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
  • 15. A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol. A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo. MANIFESTAÇÕES CULTURAIS Arte romana é o conjunto das manifestações culturais que floresceram na península itálica do início do século VIII a.C. até o século IV d.C., quando foram substituídas pela arte cristã primitiva. As criações artísticas dos romanos, sobretudo a arquitetura e as artes plásticas, atingiram notável unidade, em conseqüência de um poder político que se estendia por um vasto império.
  • 16. Seguindo o plano etrusco, os romanos erigiam as cidades em torno de duas avenidas principais: uma no sentido norte-sul, outra de leste a oeste, e uma praça (forum) na intersecção. Os edifícios públicos agrupavam-se em geral em torno do foro. Inicialmente dominada pela influência etrusca, a arquitetura romana adquiriu um estilo próprio com a descoberta do cimento, no século II a.C., a construção com tijolos e ao aprimoramento do arco. As construções dos dois últimos séculos do império incluem-se entre as manifestações mais importantes da arte romana. Obra-prima da engenharia e da arquitetura romana em sua técnica de origem oriental, o foro de Trajanus era cercado por grande muralha revestida de mármores e possuía salas de reunião, bibliotecas, um templo consagrado a Trajanus e uma basílica.
  • 17. O Coliseu é o anfiteatro mais famoso da segunda fase do império, a partir do século I. Deve seu nome a uma colossal estátua de Nero, depois desaparecida. Tem forma elíptica, com 524m de circunferência, e podia receber cerca de cem mil es pectadores. As necrópoles situavam-se à margem das estradas. Havia tumbas coletivas, com nichos funerários, e particulares. ESCULTURA A escultura floresceu nos séculos I e II, especialmente no reinado de Hadrianus, sob forte influência grega. Um segundo período áureo iniciou-se no ano 193, com Septimius Severus. Entretanto, as condições políticas a partir do século III e a mediocridade dos artistas trouxeram a decadência de todas as artes e da escultura em particular. Entre os objetos domésticos (lâmpadas, ferramentas, armas etc.), executados predominantemente em bronze, existem verdadeiras obras de arte.
  • 18. As casas de Pompéia, de Herculanus e da capital atestam a grande difusão da pintura mural na antiga Roma. As mais antigas pinturas romanas conhecidas são os afrescos descobertos numa tumba do monte Esquilino e datam aproximadamente do século III a.C. Assim como a escultura, a pintura em sua primeira fase reflete a influência etrusca e, em seguida, itálica e helênica. Os quatro estilos das pinturas murais de Pompéia são: O primeiro estilo, de incrustação; O segundo estilo, dito arquitetônico; O terceiro estilo, ornamental; O quarto estilo, fantástico. MÚSICA E DANÇA A cultura musical do leste do Mediterrâneo, sobretudo da Grécia, trazida pelas legiões romanas em seu retorno, foi modificada e simplificada. Mesmo assim, suas teorias musicais e acústicas, princípios de construção de instrumentos, sistema de notação e acervo de melodias predominaram e formaram a base de toda a música ocidental posterior.
  • 19. O teatro romano era inteiramente calcado na tradição grega. Seu declínio, que causou um vácuo de quatro séculos na produção teatral, parece ter sido mais significativo para a história da cultura ocidental do que sua própria existência. Uma incipiente tradição teatral, de influência etrusca, já existia na península itálica. No ano 240 a.C. foi apresentada pela primeira vez uma peça traduzida do grego durante os jogos romanos. O primeiro autor teatral romano a produzir uma obra de qualidade, que estreou em 235 a.C., foi Cneu Nevius. Durante o período imperial, surgiram as tragédias ainda durante a República, a mímica e a pantomima tornaram-se as formas teatrais mais populares. No tempo da perseguição aos cristãos, sob Nero e Domitianus, a fé cristã era ridicularizada. Depois do triunfo do cristianismo, as apresentações teatrais foram proibidas.
  • 20. O desenvolvimento que os romanos alcançaram nas ciências foi bastante limitado e sofreu marcante influencia dos gregos. A medicina somente passou a ter um caráter científico depois que os primeiros médicos gregos se estabeleceram em Roma; a matemática e a geometria que os romanos conheceram também não alcançaram progresso significativo. Além de construir estradas que ligavam todo o império, os romanos edificaram aquedutos que levavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos das casas. RELIGIÃO ROMANA No culto familiar uma prática muito comum era a existência de santuários domésticos, onde eram cultuados os deuses protetores do lar e da família. Os deuses protetores da família eram os Lares. Os bens e os alimentos estavam sob a proteção de divindades especiais, os Panates ou Penates.
  • 21. Esses deuses eram cultuados pelo chefe da família junto à lareira, onde o fogo permanecia sempre aceso. Durante as refeições, os romanos espalhavam junto ao fogo migalhas de alimentos e gotas de leite e de vinho, como oferendas às divindades. Com isso, acreditavam conseguir a proteção dos deuses. Nas festas familiares oferecia-se aos deuses o sacrifício de um animal (boi, carneiro ou porco), que depois era dividido entre todas as pessoas da família. Além dos deuses ligados a família, havia os que eram cultuados pelos habitantes da cidade. O culto público era organizado pelo Senado. Com ele, os fiéis esperavam obter dos deuses boas colheitas ou vitórias nas guerras. Os doze principais deuses de Roma correspondiam aos principais deuses gregos. O quadro a seguir mostra a correspondência:
  • 22. NOME ROMANO NOME GREGO ATRIBUIÇÕES Júpiter Zeus Pai dos deuses; deus do céu. Juno Hera Mãe dos deuses,protetora das mães e esposas. Marte Ares Deus da guerra. Vênus Afrodite Deusa do amor. Ceres Demétr Deusa da vegetação, das colheitas, da fertilidade da terra. Diana Ártemis Deusa da caça. Apolo Apolo Deus da luz; protetor das artes. Mercúrio Hermes Mensageiro dos deuses; deus das estradas; protetor dos comerciantes, dos viajantes e dos ladrões. Vulcano Hefesto Deus do fogo; protetor dos ferreiros e oleiros. Vesta Héstia Deusa do fogo doméstico; protetora da família e das cidades. Minerva Atena Deusa da sabedoria Netuno Posêidon Deus dos mares.
  • 23. No período Imperial surgiu em Roma uma nova religião: o cristianismo. Monoteísta, essa religião pregava a salvação eterna, isto é, o perdão de todos os pecados e a recompensa de viver no paraíso após a morte. Seu deus era um só – Deus - e Jesus Cristo, seu filho, era o messias que tinha sido enviado à Terra para difundir seus ensinamentos. TREINAMENTO E ORGANIZAÇÃO MILITAR A organização militar de Roma foi o ponto chave que tornou este um dos maiores e mais poderosos Impérios do mundo. A divisão básica do exército romano é uma criação romana que é grande responsável pelo sucesso das campanhas militares de Roma. Composição: A Legião Romana era a divisão fundamental do exército romano. Era composta basicamente por soldados chamados Legionários e Auxiliares. Inicialmente, as forças auxiliares eram atribuídas às legiões, mas com o tempo acabaram por se converter em unidades independentes. O chefe de cada legião era um representante do imperador, livremente nomeado e destituído: o legatus legionis, que pertencia à ordem senatorial e dirigia a legião por um período de cinco anos.
  • 24. Os soldados eram voluntários vindos de todas as partes do Império e se comprometiam a 25 anos de serviço exaustivo. No início, somente eram aceitos proprietários de terras e bens. Mas no século I a.C. qualquer pessoa podia se alistar. Os cidadãos romanos podiam se tornar legionários, enquanto os não-cidadãos podiam ser soldados auxiliares. A estrutura de uma legião constituía-se de três elementos básicos: cavalaria, artilharia e infantaria. A cavalaria era organizada por Centuriões; estes tinham auxílio de Vexillarius (porta-estandarte); Tesserarius; Optio e Pollio. Recrutamento Durante a época imperial, os requisitos para converter-se em legionário eram os seguintes: - ser magro, mas musculoso; - ter boa visão e audição. Também era necessário saber ler e escrever e, acima de tudo, ser cidadão romano. Os aspirantes a soldados, depois de buscar os escritórios de recrutamento que se encontravam nas capitais de província, eram submetidos a uma entrevista e a um exame médico.
  • 25. Os novos recrutas eram submetidos a um intenso treinamento, de quatro meses. Ao concluir este período, os recrutas já podiam ser chamados soldados (milites). Os que não puderam resistir ao treinamento eram dispensados. Primeiro era-lhes ensinado a desfilar marcando passo. Logo depois, eram levados à marcha, forçando-os ao máximo, até que fossem capazes de percorrer 20 milhas romanas (30 km) em cinco horas. Depois teriam que percorrer a mesma distância carregados com todo seu equipamento que, completo, pesava ao menos 30 quilos; as armas e armaduras, mais de 20. O treinamento continuava até que fossem capazes de percorrer 24 milhas (36 km) em cinco horas. Os legionários realizavam marchas três vezes ao mês durante 25 anos. Quando era considerado em boa forma física, o recruta iniciava as instruções no manejo das armas. Os recrutas aprendiam atacando uma grossa estaca cravada no solo com uma espada de madeirapesada e um escudo de mimbre que pesava o dobre que um escudo normal. Era-lhes insistido para que golpeassem de frente, sem descrever arcos com a espada, o que pode ser evitado com mais facilidade. Também eram treinados no lançamento de pesadas jabalinas de madeira contra aquelas estacas.
  • 26. Uma vez superado este passo, eram considerados dignos de empunhar armas autênticas, forradas de couro para evitar acidentes, as quais deveriam lhes parecer levíssimas em comparação com as pesadas armas de madeira.
  • 27. Gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga. O nome "Gladiador" provém da espada curta usada por este lutador, o gladius (gládio). Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou ferido sem poder combater. Nesse momento do combate é que era determinado por quem presidia aos jogos, se o derrotado morria ou não, frequentemente influenciado pela reação dos espectadores do duelo. Alguns dizem que bastava levantar o polegar para salvar o lutador, outros dizem que era a mão fechada que deveria ser erguida. Entretanto alguns estudos relatam que nem sempre o objetivo era a morte de um dos gladiadores, haja vista, que isso geraria ónus para o estado romano. Argumenta-se que o principal objetivo era o entretenimento da plateia. Faziam parte da política do "pão e circo" (panis et circencis). Pouco comum era que um romano de alta posição social, mas arruinado, se relacionasse como gladiador a fim de garantir a própria defesa, ainda que de maneira arriscada. Ser proprietário de gladiadores e alugá-los era uma atividade comercial perfeitamente legal.
  • 28. TREINAMENTO Os gladiadores tinham treinamento em escolas especiais conhecidas como ludus. Em Roma havia quatro escolas, sendo a maior Ludus Magnos que era conectada com o coliseu por um túnel subterrâneo. No intervalo das lutas eles tinham um tratamento especial que envolvia grandes cuidados médicos e treinamento cuidadoso. No geral, eles não lutavam mais que três vezes ao ano. Viajavam em grupos conhecidos como famílias quando iam lutar em outras cidades. O treinador, conhecido como lanista(provavelmente derivado da palavra carniceiro), ia junto. A disciplina nas escolas era rigorosa, imperando a lei do chicote. A rigorosidade era tamanha, que alguns lutadores suicidavam-se ou revoltavam-se, o aprendizado ocorria por repetição, já que boa parte dos lutadores era estrangeira e poucos compreendiam o latim, a língua dos romanos. Na primeira fase de treinamentos eles aprendiam a lutar com as próprias mãos. Após esse treinamento inicial, os homens eram separados em grupos e iniciavam o treinamento com armas de madeira, depois substituídas por armas de metal, mas com um peso inferior ao das utilizadas em combate. Na última fase de treinamento, os lutadores utilizavam armas com o peso real, porém sem o corte. Mesmo sem o uso de armas de metal com corte, as contusões e ferimentos ocorriam e por isso, os gladiadores eram assistidos por bons médicos. Concluído o treinamento, o gladiador estava pronto para combater, normalmente duas ou três vezes ao ano.
  • 29. ALIMENTAÇÃO Os gladiadores eram, em grande parte, vegetarianos. Alimentavam-se basicamente de feijões e cevada. O motivo é o fato de que a carne era um alimento caro, e eles eram escravos. CURIOSIDADES Eram comuns nas lutas as participações de anões, sendo que eles lutavam tanto entre si como também em times contra gladiadores normais. Havia também gladiadoras mulheres, que lutavam com um seio exposto, pois usavam as mesmas vestimentas dos gladiadores homens. O imperador Domiciano gostava de ver lutas entre anões e mulheres.
  • 30. CATEGORIAS Os lutadores pertenciam a grupos e as lutas eram organizadas de forma que nenhum grupo ficasse em desvantagem. Trácios: eram os mais fracos, como proteção usavam um capacete que cobria toda cabeça e um escudo quadrado, além de caneleiras. Atacavam com espadas curvas, as sicas. Murmillos: eram os oponentes dos trácios e retiários. Usavam um grande escudo numa mão e na outra uma espada curta. O capacete se assemelhava a um peixe. Retiários: empunhavam um tridente e eram os mais desprotegidos. Carregavam também uma rede e uma faca curta. Eram os únicos aos quais era permitido recuar em combate.
  • 31. Secutores: Se assemelhavam muito com os murmillos entretanto seu capacete era arredondado para não prender na rede dos Retiários que eram seus oponentes. Dimachaeri: Não se sabe muito sobre ele, mas como usava duas espadas, sabe-se que era um dos mais bem treinados.
  • 32. Disciplina: Corpo e História Tema: Império Romano Professor : Márcio Norberto Farias Grupo: Angélica de Souza Paula Ronan Larissa Hellen Ana Flávia Alcântara Jaciara Felizardo