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Sindromes diarreicas

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Aula de Semiologia da Unilus

Publicada em: Saúde e medicina
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Sindromes diarreicas

  1. 1. SÍNDROMES DIARRÉICAS CLÍNICA MÉDICA I
  2. 2. HÁBITO INTESTINAL NORMAL • VARIADO • CONSIDERA-SE NORMAL DE 3 EVACUAÇÕES POR DIA ATÉ 1 EVACUAÇÃO A CADA 3 DIAS • CARACTERÍSTICAS DAS FEZES: CILÍNDRICAS, MOLDADAS E AGLUTINADAS EM 3 OU 4 PEDAÇOS DE 15 CM DE COMPRIMENTO E 2 A 3 CM DE ESPESSURA DE COR MARROM (CASTANHO) CLARO OU ESCURO, SEM RESTOS ALIMENTARES VISÍVEIS A OLHO NU.
  3. 3. IMPORTÂNCIA DE OLHAR AS FEZES!!!!!! EXISTE ATÉ ESCALA DE FORMA FECAL...
  4. 4. OBSTIPAÇÃO • AS FEZES SÃO DURAS, FRAGMENTADAS OU RESSECADAS; • E/OU AS EVACUAÇÕES TÊM INTERVALO SUPERIOR A 3 DIAS; • PODE TER INSATISFAÇÃO, ESFORÇO, DOR OU DESCONFORTO ABDOMINAL, ANORRETAL OU PERINEAL; • A EVACUAÇÃO PODE NECESSITAR DE PRESSÃO ABDOMINAL, PERINEAL OU VAGINAL OU REMOÇÃO DIGITAL DAS FEZES.
  5. 5. SÍNDROME DIARRÉICA X SÍNDROME DISENTÉRICA
  6. 6. DEFINIÇÃO • SÍNDROME DIARRÉICA CARACTERIZA-SE: • PELO AUMENTO DO NÚMERO E VOLUME DAS EVACUAÇÕES; • TEM DIMINUIÇÃO DA CONSISTÊNCIA DAS FEZES (QUE SE TORNAM PASTOSAS OU LIQUEFEITAS); • PODE CONTER RESTOS ALIMENTARES.
  7. 7. SÍNDROME DIARRÉICA • INDIVÍDUO NORMAL: • ELIMINA 150 A 200G DE FEZES/DIA, COM CERCA DE 70% DE ÁGUA • NA DIARRÉIA A QUANTIDADE DE ÁGUA PODE CHEGAR A 90%
  8. 8. SÍNDROME DISENTÉRICA • DIFERENCIA-SE PELA PRESENÇA DE MUCO E SANGUE NAS FEZES • QUASE SEMPRE ASSOCIADA A TENESMO (SENSAÇÃO DOLOROSA RETAL COM VONTADE DE EVACUAR, MESMO QUE O RETO ESTEJA VAZIO) • TRADUZ LESÃO ORGÂNICA DE RETO OU CÓLON DISTAL • MANIFESTAÇÃO MAIS FREQUENTE DE SHIGELLOSE, AMEBÍASE, RETOCOLITE ULCERATIVA, PROCTITES. • PODE SER FORMA DE APRESENTAÇÃO DA RETITE ACTÍNICA.
  9. 9. "FALSA DIARRÉIA"OU DIARRÉIA PARADOXAL • FEZES HETEROGÊNEAS COM PARTES ENDURECIDAS (CÍBALOS) E PARTE LIQUEFEITA. • DECORRENTE DE RETENÇÃO DE FEZES NO CÓLON DISTAL, ESTIMULANDO A SECREÇÃO DA MUCOSA (COMPONDO ASSIM A PARTE LIQUEFEITA). • ENCONTRADA EM AFECÇÕES DO RETO E CÓLON DISTAL, DE NATUREZA NEOPLÁSICA, INFLAMATÓRIA OU FUNCIONAL. • DIFERENÇA DA DIARRÉIA VERDADEIRA: NÃO CONTÉM RESTOS ALIMENTARES DIGERÍVEIS
  10. 10. MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS DA DIARRÉIA 1. OSMÓTICA 2. SECRETORA 3. MOTORA 4. EXSUDATIVA * É COMUM TER MAIS DE UM MECANISMO NA MESMA ENFERMIDADE
  11. 11. MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS DA DIARRÉIA • OSMÓTICA: • OCORRE GRANDE QUANTIDADE DE CULAS RETENC GUA. • TEM COMO CAUSA MAIS FREQU - O INTESTINAL DE CARBOIDRATOS. • SECRETORA: • A MUCOSA INTESTINAL TEM A CAPACIDADE DE SECRETAR FLUIDOS ISOTÔNICOS. • DENTRE MULOS QUE PROVOCAM RUS, ENTEROTOXINAS BACTERIANAS, COMO VIBRIO CHOLERAE E ESCHERICHIA COLI, TUMORES NEUROENDÓCRINOS CIDOS GRAXOS, DE CADEIA LONGA ( I O ILEAL RTICOS, DERIVADOS DA ANTRAQUINONA.
  12. 12. MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS DA DIARRÉIA • MOTORA: • DECORRENTE DE ALTERAÇÕES DO TRÂNSITO • TRÂNSITO ACELERADO, CAUSANDO INADEQUADA MISTURA DO ALIMENTO COM AS ENZIMAS DIGESTIVAS, E O POUCO CONTATO COM A SUPERFÍCIE ABSORTIVA, POR RESSECÇÃO INTESTINAL OU FÍSTULAS RICAS. • EXSUDATIVA: • O DE PROTEÍNAS DO SORO, SANGUE, MUCO OU PUS, A PARTIR DE ÁREAS INFLAMADAS, DE DOENÇAS ULCERATIVAS OU INFILTRATIVAS, • ESTÃO INCLUÍDAS AS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS, NEOPLASIAS INTESTINAIS, A COLITE INDUZIDA POR ANTIBIÓTICOS E A PARASITOSE ( ASE).
  13. 13. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA – DIARRÉIA AGUDA X CRÔNICA • AGUDA • GERALMENTE INÍCIO SÚBITO E DURAÇÃO LIMITADA. • ATÉ 2 SEMANAS • NA SUA MAIORIA CAUSADA POR INFECÇÕES INTESTINAIS, SENDO AS MAIS COMUNS AS PRODUZIDAS POR: ESTAFILOCOCOS, SHIGELLA E SALMONELLA E CERTAS CEPAS DE E.COLI. • STAPHYLOCOCCUS AUREUS: CAUSADA POR TOXINA PRÉ-FORMADA NOS ALIMENTOS CONTAMINADOS, MANIFESTA-SE DE 1 A 6 HORAS DEPOIS DA INGESTÃO. • ENTEROBACTÉRIAS – PERÍODO DE INCUBAÇÃO MAIS LONGO – 24H; CAUSA FREQUENTE EM CRIANÇAS, GERALMENTE AQUOSA DO TIPO HIPERSECRETOR • SHIGELLA – 48H; CÓLICA E TENESMO MAIS INTENSOS • SALMONELLA: SÍNDROME DESINTÉRICA + MANIFESTAÇÕES SISTÊMICAS
  14. 14. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA – DIARRÉIA AGUDA X CRÔNICA • AGUDA • PROTOZOÁRIOS: GIARDIA LAMBLIA – PARASITA DUODENO E JEJUNO; ENTAMOEBA HISTOLYTICA – CÓLON • TAMBÉM PODEM SER CAUSADAS POR: EXCESSOS ALIMENTARES, ALERGIA ALIMENTAR, MEDICAMENTOS, RADIOTERAPIA PÉLVICA (RETITE ACTÍNICA), ESTRESSE EMOCIONAL.
  15. 15. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA – DIARRÉIA AGUDA X CRÔNICA • PERSISTENTE – 2 A 4 SEMANAS • CRÔNICA: • INÍCIO INSIDIOSO • LONGA DURAÇÃO - > 4 SEMANAS • DE DIAGNÓSTICO MAIS DIFÍCIL E INVESTIGAÇÃO MAIS ACURADA
  16. 16. CAUSAS DE DIARRÉIA CRÔNICA 1. INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS: Enterobactérias patogênicas, protozoários, helmintos, tuberculose intestinal, blastomicose 2. DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INESPECÍFICAS: Retocolite ulcerativa, doença de Crohn 3. SÍNDROME DE MÁ ABSORÇÃO: Por defeito de digestão ou deficiência na absorção 4. COLOPATIAS ORGÂNICAS, Doença diverticular, neoplasias 5. COLOPATIAS FUNCIONAIS, Colón irritável 6. VAGOTOMIA 7. DIARRÉIAS SECUNDÁRIAS: Uremia, doenças inflamatórias pélvicas
  17. 17. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA – DIARRÉIA ALTA X BAIXA • ALTA (COMPROMETIMENTO DE INTESTINO DELGADO): • DEJEÇÕES DE GRANDE VOLUME, • GRANDE TEOR LIQUIDO APARENTE, • FREQUÊNCIA MODERADAMENTE AUMENTADA, • RESTOS ALIMENTARES E/OU PRESENÇA DE GORDURA (ESTEATORRÉIA, ODOR FÉTIDO), SUGERINDO MÁ ABSORÇÃO. • DIA E NOITE (EXPRESSÃO - NÃO É REGRA - “O CÓLON DORME A NOITE”) • CESSA COM JEJUM • DISTENSÃO ABDOMINAL • EVENTUALMENTE COM DOR PERIUMBILICAL
  18. 18. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA – DIARRÉIA ALTA X BAIXA • BAIXA (COMPROMETIMENTO COLÔNICO): • MAIOR NÚMERO DE EVACUAÇÕES, • PEQUENA QUANTIDADE DE FEZES, • FREQUENTEMENTE ACOMPANHADA DE MUCO, PUS OU SANGUE, • PUXO (CONTRAÇÃO ESPASMÓDICA DO RETO QUE PRECEDE AS EVACUAÇÕES), URGÊNCIA RETAL E TENESMO • DOR ABDOMINAL TIPO CÓLICA, • URGÊNCIA À DEFECAÇÃO, • DIMINUI, MAS NÃO CESSA COM O JEJUM
  19. 19. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA – DIARRÉIA ALTA X BAIXA • NÃO SÃO PADRÕES EXCLUDENTES • ISTO É, PODEM COEXISTIR. • EX.: ÁCIDOS GRAXOS LIVRES QUE NÃO FORAM ABSORVIDOS NO INTESTINO DELGADO (ID) PODEM DESENCADEAR DIARRÉIA BAIXA OU PROCESSOS INFLAMATÓRIOS SIMULTÂNEOS.
  20. 20. ANAMNESE • CARACTERÍSTICAS SEMIOLÓGICAS: • INÍCIO • PADRÃO: CONTÍNUA OU INTERMITENTE • DURAÇÃO • CARACTERÍSTICAS DAS FEZES: AQUOSAS, SANGUINOLENTAS (”SANGUE SAI NO PAPEL OU MISTURADO COM AS FEZES?”) OU ESTEATORRÉIA., QUANTIDADE, PRESENÇA DE MUCO, COLORAÇÃO • PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE INCONTINÊNCIA FECAL. • PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE DOR ABDOMINAL E SUA CARACTERÍSTICA. DOR ABDOMINAL ESTÁ FREQUENTEMENTE PRESENTE NA DOENÇA INFLAMATÓRIA, INTESTINAL, SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL E ISQUEMIA MESENTÉRICA. • FATORES AGRAVANTES, COMO ALIMENTAÇÃO OU ESTRESSE. • FATORES DE MELHORA, COMO ALTERAÇÕES NA ALIMENTAÇÃO OU REMÉDIOS. • PERDA DE PESO
  21. 21. ANAMNESE • AP/ AF/ HV: • FATORES EPIDEMIOLÓGICOS, COMO VIAGENS ANTES DO INÍCIO DA DIARRÉIA, POSSÍVEL EXPOSIÇÃO A ALIMENTO OU ÁGUA CONTAMINADA E DOENÇAS EM MEMBROS DA FAMÍLIA OU EM PESSOA DA RELAÇÃO DO PACIENTE. • FATORES IATROGÊNICOS. HISTÓRIA PREGRESSA DE INGESTÃO DE MEDICAÇÕES, RADIOTERAPIA E OPERAÇÕES DEVE SER ESCLARECIDA. • DIARRÉIA FACTÍCIA, PROVOCADA PELA INGESTÃO DE LAXANTES, DEVE SER CONSIDERADA EM TODO PACIENTE COM O SINTOMA. ELA ESTÁ, GERALMENTE, ASSOCIADA A DESORDENS NA ALIMENTAÇÃO, GANHOS SECUNDÁRIOS OU ANTECEDENTES DE SIMULAÇÃO DE DOENÇA. • PRESENÇA DE DOENÇA SISTÊMICA, COMO HIPERTIREOIDISMO, DIABETES MELITUS, DOENÇAS DO COLÁGENO, DOENÇAS INFLAMATÓRIAS, NEOPLASIAS OU SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
  22. 22. EXAME CLÍNICO • O EXAME FÍSICO DEVE SER COMPLETO, PODENDO SUGERIR O DIAGNÓSTICO, O QUE NÃO É FREQÜENTE. • O MAIS IMPORTANTE, NO EXAME FÍSICO, É CARACTERIZAR A DESIDRATAÇÃO E A DESNUTRIÇÃO, SE ESTIVEREM PRESENTES E DETERMINAR DE EXISTEM SINAIS DE GRAVIDADE. • FEBRE • TAQUICARDIA, HIPOTENSÃO (SINAIS DE REDUÇÃ0 DO VOLUME CIRCULANTE) • OUTROS DADOS DE COMPROMETIMENTO SISTÊMICO IMPORTANTES SÃO: • ERITEMAS, ÚLCERAS NA BOCA, NÓDULOS NA TIREÓIDE, SIBILOS NA AUSCULTA PULMONAR, DORES ARTICULARES (EX. VIROSES, DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS), HEPATOMEGALIA, MASSA ABDOMINAL, ASCITE, EDEMAS • DISTENSÃO ABDOMINAL, DOR ABDOMINAL, ALTERAÇÃO DE SONS HIDROAÉREOS • EXAME ANORRETAL.
  23. 23. SINAIS E SINTOMAS SISTÊMICOS QUE PODEM AUXILIAR NO DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO SINAIS E SINTOMAS SISTÊMICOS POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS ETIOLÓGICOS FEBRE Infecção entérica, AIDS, Doença inflamatória intestinal, TB, tireotoxicosae(mais raramente) EMAGRECIMENTO Causas de Sd de má absorção, doenças inflamatórias intestinais e neoplasias ÚLCERAS EM CAVIDADE ORAL Doença inflamatória intestinal, doença celíaca ARTRITE Colite ulcerativa, doença de Crohn, doenças infecciosas, doenças do colágeno LINFADENOPATIA Linfomas, doença de Whipple. AIDS HIPERPIGMENTAÇÃO FACIAL Doença de Addison, mastocitose sistêmica DERMATITE HERPETIFORME Doença celíaca PIODERMA GANGRENOSO Doença inflamatória intestinal RUBOR FACIAL Síndrome carcinóide, tireotoxicose
  24. 24. EXAME ANORRETAL TOQUE RETAL – VERIFICAR: REFLEXO ANAL, TÔNUS, PRESENÇA DE MASSAS OU FEZES, CONSISTÊNCIA, PRESENÇA DE SANGUE, FEZES EXPLOSIVAS...
  25. 25. DIAGNÓSTICO • EXAMES MAIS COMUNS: PARASITOLÓGICO E COPROCULTURA • RETOSSIGMOIDOSCOPIA • ENEMA OPACO • COLONOSCOPIA • COPROLÓGICO FUNCIONAL (GORDURA FECAL) • HEMOGRAMA (EOSINOFILIA – PARASITAS, LEUCOCITOSE) • BIOQUÍMICO
  26. 26. TRATAMENTO • DIRECIONADO PARA A CAUSA • SINTOMÁTICOS • HIDRATAÇÃO • REPOSIÇÃO DE ELETRÓLITOS
  27. 27. BIBLIOGRAFIA • BENSENOR, SEMIOLOGIA CLÍNICA • DANTAS, RO, IA E CONSTIPAÇÃO INTESTINAL, MEDICINA, O PRETO, 37, 262-266, JUL./DEZ. 2004. • PORTO, EXAME CLINICO • RUNGE NETTER, MEDICINA INTERNA, 2° ED
  28. 28. OBRIGADA E BOA SEMANA!

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