éTica sistemas-2012

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éTica sistemas-2012

  1. 1. ÉTICASistemas De Informação Prof. Dr. Marcos Leite 1
  2. 2. ÉTICAA Escolha de Sofia (O lado difícil da Ética)História da polonesa Sofia Zawistowska.Presa com os filhos Jan e Eva em Auschvitz. Para salvar a sua vida ede Jan, entregou Eva, de 8 anos, para morte na câmara de gás. Viveuangustiada pelo resto da vida e matou-se com cianureto de potássio.• Exemplos: Situações críticas na medicina X Ética Profissional;Contador X pressões do Administrador (Sócio), Auditoria X Conflitode Interesses, etc. 2
  3. 3. ÉTICA• Problemas contábeis: Wordcom, Enron,Tyco, outros.• Necessidade de urgentes mudanças nas regras contábeis e deauditoria.• Discussão sobre o comportamento ético dos administradores,contadores e auditores no exercício de suas respectivas profissões.• A Lei Sarbanes-Oxley: maiores exigências e criou Conselhos deAuditoria nas empresas. 3
  4. 4. ÉTICA NO ESPAÇO E NO TEMPO• Etimologia : (do grego ethikós) estudo dos juízos de apreciação que sereferem à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista dobem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modoabsoluto.•A ética: estudo, ou reflexão científica ou filosófica, até teológica, sobre oscostumes e as ações humanas.• Também é considerada como o estudo das ações ou dos costumes e daprópria realização de determinado tipo de comportamento. 4
  5. 5. ÉTICA NO ESPAÇO E NO TEMPO• Questões Éticas: dividas em dois campos:a) o dos problemas gerais e fundamentais, como liberdade,consciência, valores, leis, etc.;b) o dos problemas específicos, referentes à ética profissional,política, social, etc.A evolução dos costumes: os padrões de compor-tamento adeqüam-se à época.(caráter provisório)• A ética defende princípios universais e atemporais, baseada emcostumes tradicionais e de países diferentes. 5
  6. 6. ÉTICA NO ESPAÇO E NO TEMPO• Sócrates: convicção pessoal, tentativa de compreender a justiça dasleis.•Max Weber: critério da não universalidade, aponta à natureza dosvalores: um povo valorizaria o trabalho, outro valorizaria mais aabnegação.•Kant: validade universal :dever obriga moralmente a consciência ecompromete a vontade = dever. 6
  7. 7. ÉTICA NO ESPAÇO E NO TEMPOConceitos :a) do utilitarismo - o bem é aquilo que traz vantagens paramuitos;b) pragmatismo - que deixa de lado as questões teóricas, para apoiar-senos resultados práticos.- vantagem particular - bom é o que ajuda o meu progresso;- positivismo lógico - que pesquisa, apenas, a linguagem da ética moral.• Distinção do bem e do mal: agir eticamente é agir de acordo com obem. 7
  8. 8. ÉTICA NO ESPAÇO E NO TEMPO Weber: racionalidade - formas comportamento humano: a ética daresponsabilidade (racionalidade funcional), o comportamento humano ésubmetido às regras da organização à qual presta serviço;• a ética do valor absoluto(ou racionalidade substancial) tem por base aliberdade de pensamento e a inteligência do indivíduo como critérios paraseu comportamento.•massificação; processo que não favorece a formação de uma consciênciacrítica, reforçando, ao contrário, a indiferença e o sentimento deimpotência diante dos acontecimentos. 8
  9. 9. Ética X Moral• Etimologia:(do latim morale): conjunto de regras decostumes consideradas como válidas, quer de modoabsoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupoou pessoa determinada.• A moral representa a ação; a ética a norma.• Como moral é a experiência vivida na prática, a ética éo que deveria ser em teoria. 9
  10. 10. Ética X Moral• “moral o conjunto de costumes, normas e regras de condutaestabelecidas em uma sociedade e cuja obediência é imposta a seusmembros, variando de cultura para cultura e se modifica com o tempo, noâmbito de uma mesma sociedade.”• Desrespeito as regras morais = desaprovação.• Nenhum grupo ou comunidade pôde existir sem normasconstrangedoras da moral.• Seguir regras molestam o indivíduo, porém preservam a sociedade emque ele vive; agem como um mecanismo de autodefesa e preservação dogrupo. 10
  11. 11. Ética X Moral• MarilenaChauí (1995): ” a existência de um agenteconsciente, reconhecendo a diferença entre os paresde opostos, é condição sine qua non da conduta ética.E a consciência moral não só reconhece essasdiferenças, como julga o valor dos atos e dascondutas à luz de seus valores,assumindo as responsabilidades deles. Assim, senaquela sobressai-se a consciência, nesta, aresponsabilidade”. 11
  12. 12. Ética X MoralA manifestação da consciência moral = capacidade de resoluçãojulgamento. o sujeito moral deve:• reflexão e o reconhecimento, em igualdade de condições, da existênciade si e dos outros;• o controle das tendências e impulsos permitindo a capacidade paradeliberar e decidir;• a responsabilidade pela autoria da ação, seus efeitos e conseqüências.“A vida ética é o acordo e a harmonia entre a vontade subjetiva individuale a vontade objetiva cultural.” 12
  13. 13. ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕESQual é a ideologia política e econômica da organização? Ideologia política = maneira de agir com o fim de obter o que se deseja; Ideologia econômica = conjunto de normas que regulam sua produção e distribuição das riquezas obtidas; Toda ideologia comporta uma moral particular;• A moral têm caráter exclusivamente social;• A moral expressa relações de força entre indivíduos;• A moral forma o núcleo da ideologia. 13
  14. 14. ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕESO que é Natural e justo para uma coletividade ?Moral do oportunismo = Normas morais oficiosas: - Celebrada pela “esperteza” de seus procedimentos como o jeitinho, o calote, a trapaça, a bajulice, etc.; - Valoriza o enriquecimento rápido e o egotismo e acredita que o proveito pessoal move o mundo; - As ações justificam os fins, não importando os meios Moral da Integridade = Normas morais oficiais: - Edificante e convencional, com retórica pública; - Difundida nas Escolas, Igrejas, Tribunais, Mídia... - Princípios que, por definição, valem para todos. 14
  15. 15. ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES• Como disciplina teórica, a ética sempre fez parte da filosofia e sempre definiu seu objeto de estudo como sendo a moral, o dever fazer, a qualificação do bem e do mal, a melhor forma de agir coletivamente.• O importante não é saber se a empresa dispõe de uma “essência moral” mas se as conseqüências de suas decisões são ou não benéficas para a maioria de suas contrapartes.• Daí o risco para a empresa em orientar-se exclusivamente pela idéia de maximizar os lucros, sobretudo num sociedade em que o capitalismo social se consolida e em que a mídia assume um papel extremamente ativo. 15
  16. 16. ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES• No universo empresarial, nem sempre as decisões podem ser tomadas facilmente, considerando-se interesses individuais da entidade e sua responsabilidade social.• Deve-se considerar que a mão invisível do mercado e sua ação disciplinadora estará avaliando: - o que afeta o meio ambiente; - efeitos colaterais dos produtos nos consumidores; - como as políticas corporativas atingem empregados e clientes.• Repousam aí as dificuldades dos problemas éticos contemporâneos das empresas: Como perseguir a maximização do lucro sem ferir os interesses dos seus intervenientes e da sociedade em geral. 16
  17. 17. ÉTICA ENTRE ORGANIZAÇÕESAs empresas competitivas operam num horizonte delongo prazo e a ganância ou a sedução por vantagensimediatas pode ser fatal:• General Motors X Volkswagen - Apropriação de segredos industriais pela Volks; - Demissão do diretor mundial de compras da Volks; - Seu indiciamento pela promotoria pública alemã; - Indenização da Volks à GM de US$110 milhões - Compromisso compra US$ 1 bilhão em autopeças• Empresas Norte-Americanas X Européias - Espionagem industrial detectadas pela Cia. calcula perda de US$ 60 bilhões/ano para os piratas.• Comissões, Subornos, outros pagamentos ilícitos - Só a Exxon pagou US$ 57 milhões na década de 70 17
  18. 18. ÉTICA ENTRE ORGANIZAÇÕES• A natureza das empresas não é amoral, pois suas atividades não pairam acima do bem e do mal;• As empresas não mais desempenham apenas uma função econômica, mas também uma função ética;• Cada vêz mais as decisões e as ações empresariais ficam submetidas ao crivo de uma cidadania disposta a retaliar as empresas que abusam da confiança e da credulidade de suas contrapartes.• O que acontece quando produtos deixam de ser confiáveis? Não são mais adquiridos. 18
  19. 19. ÉTICA ORGANIZAÇÕES X EMPREGADOS• As empresas convivem com os padrões morais dos seus contrapartes;• Ferir esses padrões estimula a deslealdade aos interesses da empresa;• É preciso convencionar um código de honra que ligue as organizações a seus empregados, considerando: - A quem tais agentes devem lealdade; - Como tornar compatíveis interesses dos envolvidos; - Qual das morais deve prevalecer - a do plano macrossocial ou a do plano microssocial; - Definir um foco prioritário. 19
  20. 20. ÉTICA ORGANIZAÇÕES X EMPREGADOSMercedes Benz brasileira ( meados 1980 )Grande desvio de caminhões que saíam da fábrica semnumeração no chassi ou qualquer identificação:• Prejuízo estimado em US$ 10 milhões• Demissão de dois diretores e três gerentes;DowElanco brasileiraFurto de mercadorias, manipulação na concessão debonificações e de descontos para distribuidores:• Prejuízo estimado em US$ 20 milhões;• Demissão de déz executivos.Autolatina ( 1993/1994 )Uso de notas frias para adulterar o valor das compras• Prejuízo estimado em US$ 13 milhões;• Quadrilha formada por empregados e fornecedores 20
  21. 21. ÉTICA ENTRE EMPREGADOS DA ORGANIZAÇÃOEntre as atitudes antiéticas relativas aos empregados,estão a discriminação:• na contratação;• entre sexos ou preferências sexuais;• com deficientes físicos;• relativos à idade física ou ao “tempo de casa”;• com a etnia, credo, preferências políticas e esportivas• com a segurança, saúde e higiene no trabalhoUma empresa somente terá um comportamento ético seseus diretores e colaboradores assim o forem.O único lucro moralmente aceito é obtido com ética 21
  22. 22. ÉTICA ENTRE EMPREGADOS DA ORGANIZAÇÃOÉ importante que quando a empresa tiver definido seuCódigo de Ética, o distribua a todos os colaboradores.O Código de Ética deve contemplar:• Especificidade - exemplos das ações não permitidas;• Publicidade - disponíveis para consultas;• Clareza - Redação objetiva e realista;• Revisão - analisados periodicamente p/ atualização;• Obrigatoriedade - prever punições e recompensas.Os empregados que interagem mais freqüentementecom o ambiente externo à empresa, devem assinardeclaração de que leram e cumprirão o código. 22
  23. 23. ÉTICA ENTRE ORGANIZAÇÃO E SOCIEDADEDiante de todo evento, pergunta-se:• Tal ação é moral para quem?• Para a coletividade ou para um agente individual?• Se for para a coletividade, de qual delas falamos?Assim, avalia-se:• Conseqüências - que deveriam promover o máximo bem do maior número de pessoas, e/ou seus• Propósitos - que a coletividade reputa como bons 23
  24. 24. ÉTICA ENTRE ORGANIZAÇÃO E SOCIEDADEA partir da década de 80, a mídia ocidental:• deixou de ser oligopolista e tornou-se ativa;• vinculou-se a movimentos sociais e correlatos;• preocupa-se em prestar serviços no contexto liberal- democrático;• identificou e revelou as mazelas de uma sociedade em que prosperavam a corrupção e o proveito pessoalEm suma, empresa capitalista só passa a agir de formaresponsável quando enfrenta a intervenção organizadadas contrapartes.Sem contrapartes ativas, a maximização do lucro leva amelhor. 24
  25. 25. ÉTICA ENTRE ORGANIZAÇÃO E SOCIEDADEAlgumas práticas julgadas imorais pela opinião públicainternacional:• Desfalques em empresas;• Dívidas fiscais fraudadas;• Propinas/subornos;• Tráfico de informações;• Pirataria intelectual e de produtos;• Fraude nos pesos e medidas;• Fraude em balanços de empresas;• Doações ilícitas a campanhas eleitorais;• Manobras financeiras para valorizar/rebaixar ações; 25
  26. 26. GOVERNANÇA CORPORATIVA• Forma como uma empresa está sendo administrada; tem a ver comliderança, estratégia e política empresarial.•A CVM, define:Governança Corporativa é o conjunto de práticas quetem por finalidade otimizar o desempenho de uma companhia aoproteger todas as partes interessadas, tais como investidores,empregados e credores, facilitando o acesso ao capital. A análise daspráticas de governança corporativa aplicada ao mercado de capitaisenvolve, principalmente: transparência, eqüidade de tratamento dosacionistas e prestação de contas. 26
  27. 27. GOVERNANÇA CORPORATIVAPRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:• Transparência ( disclosure)• Equidade ( fainess)• Prestação de Contas ( accountability)• Cumprimento das Leis• Ética 27
  28. 28. GOVERNANÇA CORPORATIVAPILARES BÁSICOS:• Propriedade•Conselho de Administração•Diretoria Executiva•Auditoria Independente 28
  29. 29. RELACIONAMENTOS (IBGC) PROPRIEDADECONSELHO DE CONSELHOADMINISTRAÇÃO FISCAL CEO AUDITORIA DIRETORIA INDEPENDENTE Escolhe /Presta Contas PARTES Informações INTERESSADAS Relação Ocasional 29
  30. 30. A CRISE DOS EUA• Pressão por desempenho / Resultados;• Questão de Cultura ( não admitir fracassos);• Normas contábeis dão necessariamente margem a interpretações, têm grande grau de subjetividade;• Ganância;• Não observância aos princípios éticos e de valores definidos pela própria empresa;• Fraude / Crime ( insider trading);• Problemas de natureza moral, ética ou técnica. 30

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