Essas coisas estranhas que perturbam a
mente da gente
Por: Patrícia Franconere
São Paulo
2014
1
Dejavu
Cenário:
Saguão de Aeroporto.
Personagens :
Recepcionista
Amiga de Marina
Marina
Tadeu
Voz do Auto Falante
Moça Alt...
Tadeu – Eu não... Minha irmã. Eu estava procurando um segurança do aeroporto para
entregar. Imaginei que teria uma moça de...
A dor de Dente
Cenário:
Um quarto de Solteiro.
Personagens:
Mãe
Filha
Rapaz
Moça
Filha – Ai que dor de dente!
Mãe – Toma e...
Mãe – Minha Nossa Senhora e meu Jesus Cristo, pede pra Deus ajudar a minha filha!
Filha – Que Deus mãe! A senhora ainda ta...
com um efeito tão rápido... Vou comer um chocolate básico depois eu escovo os dentes pra
dormir.
Marido – Cê que sabe.
Mul...
Mãe – Viu só quem se separou?
Filha – Não.
Mãe – O apresentador do programa “Comigo ninguém Pode”
Filha – Nossa! Ele e a m...
Filha – Como não? E como é que a senhora sabe que eles vêm? Alguém avisou?
Mãe – Não.
Filha – Então?
Mãe – Ninguém avisou ...
escuro sem ventilação...Sentir o peito expandir na louca e insana tentativa de puxar o ar
inexistente pra dentro...MARINA!...
João – A bússola não ta funcionando.
Karina – Como num ta funcionando?
João – Sei lá...O ponteiro parou.
Tato – Ricardo vo...
João – As lanternas apagaram.
Cris – Isso eu to vendo.
Tato – As pilhas deveriam ser velhas.
Cris – Todas?
Ricardo – Cala ...
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Essas coisas estranhas que perturbam a mente da gente

  1. 1. Essas coisas estranhas que perturbam a mente da gente Por: Patrícia Franconere São Paulo 2014 1
  2. 2. Dejavu Cenário: Saguão de Aeroporto. Personagens : Recepcionista Amiga de Marina Marina Tadeu Voz do Auto Falante Moça Alto Falante - Atenção senhores passageiros do vôo 521 com destino a São Paulo, queiram por gentileza dirigir-se ao portão de embarque. Na fila do check in: Recepcionista – RG original com foto e passagem, por favor! Marina procura na bolsa de mão. Amiga – Vai logo Marina. As pessoas da fila já estão olhando feio. Marina – Não acredito! Amiga– Que foi? Marina – A passagem não ta aqui! Amiga – Como não ta? Marina – Putz ! Acho que deixei a passagem no Toalete. Amiga – Ce ta brincando? Marina – To não... Agora que me lembrei, acho que deixei em cima da pia enquanto eu lavava as mãos. Amiga – Puta merda... A gente já ta atrasada. Marina – Eu vou dar uma corrida até lá pra ver se eu encontro. Amiga – Vai logo enquanto eu adianto o meu check in. Marina sai correndo e esbarra acidentalmente em Tadeu. Ele derruba alguns livros que carregava. Tadeu se abaixa para pegar os livros e Marina se abaixa para ajudar. Enquanto eles pegam os livros do chão não se olham. Os olhares se cruzam apenas quando eles se erguem do chão. Marina – Perdão foi sem querer. Tadeu – Tudo bem, não foi nada. Você se machucou? Marina – Não. E você? Tadeu – Também não. Marina sai apressada. Tadeu – Ta tudo bem com você? Posso ajudar em alguma coisa? Marina volta. Marina – Eu esqueci a minha passagem no toalete. To indo lá pra ver se encontro. Tadeu – Como é seu nome? Marina – É Marina... Mas eu não to com tempo pra cantada agora ta? Tadeu – Eu não to te cantando... Só acho que essa passagem é sua. Marina – Você encontrou? 2
  3. 3. Tadeu – Eu não... Minha irmã. Eu estava procurando um segurança do aeroporto para entregar. Imaginei que teria uma moça desesperada atrás dela. Marina – É... Eu tava mesmo... Obrigada, você me quebrou um galhão. Tadeu – Não por isso. Marina – Desculpa, foi mal eu falar que você tava me cantando. Tadeu – Não tem importância. Eu teria te cantado mesmo se eu não tivesse uma namorada. Marina fica sem graça. Amiga ( de longe )Marina! Marina – Preciso ir. Tadeu – Pra onde você vai? Marina – São Paulo. Eu moro lá. Tadeu – Eu também. Quem sabe um dia a gente se esbarra por lá também. Marina – É,quem sabe... Você não vai embarcar? Tadeu – Hoje não. Só vim trazer minha irmã. Volto na semana que vem. Marina – Ah... Tá. Então obrigada mais uma vez! Tadeu – Não por isso...Tenha uma boa viagem! Marina – Obrigada!( pra si mesma) Que gato! Marina volta à fila do check in. Moça Alto Falante - Atenção senhores passageiros do vôo 521 com destino a São Paulo, queiram por gentileza dirigir-se ao portão de embarque. Na fila do check in: Recepcionista – RG original com foto e passagem, por favor! Marina procura na bolsa de mão. Amiga – Vai logo Marina. As pessoas da fila já estão olhando feio. Marina – Não acredito! Amiga– Que foi? Marina – A passagem não ta aqui! Amiga – Como não ta? Marina – Caralho! Acho que deixei a passagem na porra do banheiro. Amiga – Ce ta brincando? Marina – To não... Agora que me lembrei, acho que deixei em cima da pia enquanto eu lavava as mãos. Amiga – Puta merda... A gente já ta atrasada. Marina – Eu vou dar uma corrida pra ver se eu encontro. Amiga – Vai logo enquanto eu adianto o meu check in. Marina sai correndo e para de repente. Ela começa a olhar para todas as direções do aeroporto como se estivesse reconhecendo algo.No mesmo instante Tadeu caminha distraído em sua direção carregando alguns livros. O casal se esbarra e Tadeu derruba os livros no chão. Ambos se abaixam para pegar os livros. Enquanto eles pegam os livros do chão não se olham. Os olhares se cruzam apenas quando eles se erguem do chão. A luz cai em resistência. Fim. 3
  4. 4. A dor de Dente Cenário: Um quarto de Solteiro. Personagens: Mãe Filha Rapaz Moça Filha – Ai que dor de dente! Mãe – Toma esse antiinflamatório pra ver se passa. Mãe entrega o comprimido com um copo de água. Mãe – É analgésico também. Filha – Nunca senti tanta dor na vida! Mãe – Aquele dentista tirou o diploma pelo correio? Filha – Sei lá mãe... Eu quero que passe essa dor... Ta latejando até o cérebro! Mãe – Um dentista experiente já deveria saber que se tratava de problema de canal. Onde já se viu fazer uma obturação desse tamanho e não fazer canal? Filha – Mãe... Para de falar um pouco pelo amor de Deus...Quanto mais a senhora fala mais lateja o meu dente. Até meus ouvidos começaram a doer. Mãe – Então deita um pouco filha, pra ver se o remédio faz efeito. Mãe ajuda filha a se deitar. Mãe – Porque essas dores acham de se manifestar sempre à noite quando não tem consultório aberto? Filha – Ah, mãe...Sei lá! Mãe – Eu falei pro seu pai que eu não queria ficar na chácara sozinha. Parece que eu tava pressentindo que alguma coisa ia acontecer. Agora fica eu e você sozinha nesse fim de mundo e, o que é pior, sem um carro pra te levar num pronto socorro se é que tem pronto socorro nessa merda de cidade. Filha – Mãe... Chamaram o pai as pressas pra resolver um problema na empresa. Ele não ia adivinhar que ia doer meu dente justo no final de semana... Amanhã ela ta aqui. Mãe – É bom que esteja mesmo. Já liguei pra ele e deixei bem claro que aqui não volto mais. Ele que venda essa merda. Quem gosta de mato é índio. Filha – Ai que dor... Mãe...ta latejando muito... Mãe senta-se ao lado da filha e acaricia seu rosto. Mãe – Calma filha...Já , já o remédio faz efeito. Filha – Da vontade de meter a cabeça na parede pra ver se esse dente explode de uma vez. Mãe – O dente deve ta cheio de pus, por isso ta desse jeito. Segunda feira eu vou com você acertar as contas com esse dentista. Se bobear, ele largou algodão sujo dentro do dente e obturou por cima. Filha – Chega mãe! A mãe permanece ao lado da filha. As horas passam sem que elas percebam. Filha (chorando) – Mãe... A dor não passa! 4
  5. 5. Mãe – Minha Nossa Senhora e meu Jesus Cristo, pede pra Deus ajudar a minha filha! Filha – Que Deus mãe! A senhora ainda ta nessa? Eu não acredito nessas coisas! Mãe – Não custa ter um pouco de fé minha filha. No momento de desespero são essas coisas que dão alívio. Mãe não agüenta ver o desespero da filha. Mãe – Eu vou esquentar um pouco de água e aquecer uma toalha pra colocar no seu rosto. Dizem que é bom pra acalmar a dor. Mãe sai de cena. Filha vira de um lado pro outro com as mãos na boca. Ela está sofrendo muito. Ela fica posicionada na cama de barriga pra cima. Entra no quarto um casal de jovens vestindo jeans. Filha observa. Rapaz – Vira pro lado que a dor passa. Filha – Quê? Moça – Vira pro lado onde o dente ta doendo que a dor passa. Filha vira para o lado e adormece. Casal sai de cena. Mãe – Eu trouxe a toalha pra colocar no seu rosto. Mãe percebe que a filha finalmente dormiu. Mãe – Graças a Deus. Mãe sai do quarto e apaga a luz. Fim. Tarja Preta Cenário: Uma sala de Estar. Personagens: Marido Mulher Marido – Que remédio azul é esse que você ta tomando? Mulher – Eu pedi pro meu médico me receitar um remédio pra eu poder dormir. Marido – E desde quando você tem problemas pra dormir? Mulher – Desde quando seu pai comprou uma casa no interior e inventou pros filhos se unirem lá todos os feriados do calendário. Marido – Mas a gente não ta na casa dos meus pais. Mulher – Mas eu quero experimentar antes pra ver se dá resultado. Marido pega a caixa do remédio. Marido – Mas é um tarja preta? Mulher – É, e daí? Marido – Deve ser um medicamento muito forte. Mulher – Mas eu quero um pra derrubar. Marido – Você quem sabe. Mulher sai de cena como se tivesse ido até a cozinha e volta com um chocolate. Marido – Pensei que você tivesse ido à cozinha pra tomar o remédio. Mulher – E tomei. O médico até falou pra eu tomar o remédio na cama, porque se eu tomasse na cozinha correria o risco de não chegar no quarto.Mas até parece que existe remédio assim 5
  6. 6. com um efeito tão rápido... Vou comer um chocolate básico depois eu escovo os dentes pra dormir. Marido – Cê que sabe. Mulher sai de cena como se estivesse indo pro quarto. Marido fica na sala vendo televisão. Mulher aparece na sala com o cabelo cheio de chocolate derretido grudado. Marido – O que é isso no seu cabelo? Você dormiu com chocolate? Mulher – É. Mulher sai de cena. Ouve-se um barulho na cozinha de abre portas de armário e geladeira e barulho de talheres sendo mexido na gaveta. Ela volta pra sala comendo salame. Marido – Esse remédio da fome é? Mulher – É. Marido – O teu dedo ta sangrando. Você se cortou? Mulher – É. Mulher sai de cena novamente. Ouve-se mais uma vez os mesmos barulhos anteriores. Ela volta pra sala com uma caixa de queijo catupiry congelado e um garfo. Marido – Você vai comer esse queijo congelado? Mulher – É. Marido – Você ta com lombriga? Mulher – É. Marido – Você ta estranha. Vamos dormir que eu acho que esse remédio que você tomou não te deu sono, te deu é fome. Marido sai de cena com a mulher. Apagam-se as luzes. A sala se ilumina lentamente indicando que amanheceu. Mulher entra na sala. Mulher – Que nojo! Será que eu dormi comendo chocolate? Ainda bem que meu marido já foi trabalhar. O que ele diria se me visse assim? Mulher ri de si mesma e sai de cena como se fosse pra cozinha. Mulher (em off)– Filha da puta... Diz que não gosta de salame, que detesta catupiry e além de ter enchido aquela barriga enorme, ainda largou a sujeira toda aqui na pia pra eu limpar... Praga! Mulher entra em cena com um espanador. Mulher – Ai, meu dedo ta cortado? Mas eu não lembro de ter cortado ele? Apagam-se as luzes. Fim. Premonição Cenário: Uma sala de estar. Personagens: Mãe Filha Mãe e filha estão na sala. Filha está pintando as unhas e mãe está lendo uma revista. 6
  7. 7. Mãe – Viu só quem se separou? Filha – Não. Mãe – O apresentador do programa “Comigo ninguém Pode” Filha – Nossa! Ele e a mulher pareciam ser um casal perfeito. Mãe –É...Mas nem tudo é o que parece ser. Pausa Mãe – Ah! Eu achei aquele seu par de brincos que você tanto gosta. Filha – Onde eles estavão? Mãe – Atrás da penteadeira. Filha – Deve ter caído quando eu penteava o cabelo. Pausa Mãe se levanta abruptamente. Filha – Que foi mãe? Mãe – Vai guardar essas coisas que sua tia vai vir hoje aqui. Filha – Que tia? Mãe – A sua tia Terezinha. Filha – Em plena segunda- feira? O que ela vem fazer aqui? Mãe – Não sei. Mas ela vem com o seu tio Cláudio. Filha – O tio ta de férias? Mãe – Não. Filha – Então o que ele vem fazer aqui? Mãe – Não sei... Vai, guarda logo essas coisas. Filha – Mas eu nem pintei as unhas ainda! Mãe – Depois você pinta. Filha – Cacete! Isso é dia de vir na casa dos outros? Mãe começa a arrumar as almofadas, tirar a bagunça do meio. Filha – Precisa fazer faxina só porque eles vêm aqui? Mãe – Você sabe como são os seus tios. Reparam em tudo. Sua tia acha que é a musa da limpeza. Ela repara em tudo quando vai na casa dos outros pra depois ficar falando. Filha – Ela não tem nada a ver com a sua vida mãe! Mãe – Não importa. Não quero casa suja. Filha – Mãe, mas a casa ta limpa! Mãe – Eu sei... Mas vamos tirar a bagunça do meio. Filha começa a ajudar a mãe. Filha – Que saco... Não gosto quando eles vem aqui .Não gosto deles. Eles se acham os sabe tudo da família. Mãe – Vai colocar uma roupa melhorzinha filha. Filha – Se liga mãe! Era só o que faltava. Pausa Filha – Que horas eles vêm mãe. Mãe – Não sei. Filha – Como não sabe? Eles não avisaram? Mãe – Não. Filhas – E o que eles disseram? Que viriam aqui em qualquer horário? Mãe – Eu já disse que eles não avisaram? 7
  8. 8. Filha – Como não? E como é que a senhora sabe que eles vêm? Alguém avisou? Mãe – Não. Filha – Então? Mãe – Ninguém avisou que eles viriam. Mas eu sei que eles vão vir. Filha – Sabe como? Mãe – Não sei... Eu só sei que eles vão vir. Filha (irônica) – Que é? Virou vidente agora mãe? Mãe – Que vidente... Mané vidente, menina! Filha – Ah, mãe. A senhora me fez parar de pintar as unhas, arrumar essa sala correndo só porque a senhora acha que a tia vai vir? Tem dó! Filha volta a pegar os apetrechos de manicure, senta-se no sofá e volta a pintar as unhas. Mãe – Sua tia vai chegar e você ta aí com essa bagunça no sofá. Mãe – Relaxa mãe... Ninguém vai vir. Volta a ler sua revista. Toca a campainha. Mãe olha pela janela. Mãe – Filha... Olha só quem chegou. Sua tia Terezinha e seu tio Cláudio. Apagam-se as luzes lentamente. Inerte Cenário: Um quarto escuro. A imagem de uma cama de casal. Ela deve estar numa posição em que dê para os atores ficarem de pé, porém dando a impressão que estão deitados e dormindo. Apenas uma luz ilumina os atores. Personagem Tadeu Marina Tadeu – Acordei... Porque tá tudo escuro? Eu não consigo abrir os olhos. Nossa, como eu to cansado! Que sensação estranha! Parece que eu to desencarnando! Eu to me sentindo leve..leve.... Eu to sonhando que to acordado.Acho que vou dormir.Eu vou cair! Que é isso? Não consigo me mexer! Marina...Marina...Porque a minha voz não sai? Marina! Será que eu morri? Meu corpo não responde aos comandos do cérebro! Que sensação horrível! Deus o que é que ta acontecendo comigo? Porque eu to paralisado? Marina acorda pelo amor de Deus! Eu to fazendo força ,mas não consigo sequer mexer meu dedo!Marina acorda! Até que enfim você acordou. Aonde você vai? Isso é hora de ir no banheiro? Volta logo pelo amor de Deus! Marina olha pra mim. Pelo amor de Deus olha pra mim.Não me cubra Marina...Eu não to com frio. Marina não vira de costas pra mim, não durma.Eu to me sentindo pesado...Alguma força ta me segurando...Isso é prenuncio de morte? Não eu não quero morrer...E se ao acordar a Marina pensar que estou morto? SAMU!!! Elá chamará o SAMU pra me levar até o hospital certamente eles constataram que estou vivo. Mas e se os aparelhos deles forem obsoletos e não descobrirem que estou vivo? Já ouvi falar de pessoas que foram enterradas mortas. Não...Não...Eu não posso ser enterrado vivo. Ficar preso, confinado dentro de um caixão 8
  9. 9. escuro sem ventilação...Sentir o peito expandir na louca e insana tentativa de puxar o ar inexistente pra dentro...MARINA! MARINA! Me ajude pelo amor de DEUS! O que foi isso? Que barulho é esse? Tem alguém aí? Eu to sentindo a presença de alguém...O que é aquela sombra?Socorro! SOCORRO! Vamos Tadeu mexa-se... Mexa-se! Força que você consegue! Vamos com calma, tente erguer o braço...apenas um braço...força rapaz! Isso, vai que você consegue...Não pare, não desista, vai força...força...CONSEGUI! Tempo Tadeu – Marina...Marina... Marina – O que foi Tadeu! Não vê que ta tarde? Tadeu – Não é nada Marina, graças a Deus não é nada. Fim. Com Tato Cenário: No meio de uma floresta. Seis amigos estão andando a noite numa mata fechada a procura do acampamento. Tato é o líder. Ele e os amigos caminham pela noite estrelada com lanternas nas mãos e mochila nas costas. Personagens: Tato João Sabrina Cris Karina Ricardo Sabrina – Você tem certeza que esse é o caminho certo? Tato – Claro que tenho. Já fiz essa trilha zilões de vezes. Karina – Putz meu, ta o maior frio aqui. Falta muito pra gente chegar no acampamento? João – Pergunta pro Tato. Ele que é o “guia mor” da turma. Sabrina – Gente essa mata é muito escura. Não dá pra enxergar quase nada. Ricardo – Isso que dá acampar com mulheres. Só sabem reclamar. Cris – Você não falou que a gente ia passar pela floresta. Tato – Relaxa, eu sei o que to fazendo. Sabrina – Você trouxe a bússola? Tato – Ta com o João. Cris – A gente ta no caminho certo João? João olha a bússola. João – Puta merda! Sabrina , Cris e Karina – Que foi? 9
  10. 10. João – A bússola não ta funcionando. Karina – Como num ta funcionando? João – Sei lá...O ponteiro parou. Tato – Ricardo você trouxe o GPS que eu pedi? Ricardo – Puts, a gente saiu apressado eu acabei esquecendo. Cris – Eu tenho GPS no celular. Tato – Pega aí Cris. Cris - Ta sem bateria! Todos pegam o celular. Tato – O meu também ta sem bateria. Ricardo – O meu também. João – O meu também. Karina – O meu também. Sabrina – O meu também. Ricardo – O que ta acontecendo aqui? Ninguém trouxe o carregador de carro? Karina – Todo mundo recarregou fofy! Sabrina – Bem que minha mãe disse pra eu não vir pra esse acampamento que era perigoso! Tato – Não começa Sabrina. Eu não preciso de bússola. Eu sei muito bem o caminho. Os jovens caminham , saem de cena em fila indiana e voltam pelo outro lado do palco na mesma posição na fila. Cris – To com fome. Ouve-se barulho característico de mata com farfalhar de folhas e canto da cigarra. João – Tato você tem certeza que essa é a trilha que leva ao acampamento? Tato para e olha para os lados. Tato – Gente, isso nunca aconteceu? Parece que a gente ta andando em círculos! Cris – A gente ta perdido? Tato – Não...Mas se a bússola tivesse funcionando...Ou o GPS tivesse aqui... Sabrina – Ta vendo! A gente ta perdido nessa merda! Tato – Calma, a gente vai sair daqui. Sabrina – Sair como? Tato – Seguindo as estrelas. Tato tira pepéis amasados da mochila e aponta a lanterna. Cris – Isso é um mapa? Tato – Não. Umas dicas que eu peguei na internet. Cris – Era só que faltava. Ricardo – Cala boca Cris! João – Quem não ajuda não storva. Tato - Pelo sol. Entre o trópico de câncer...bla...bla...blá...bla...Ah...Ta aqui...Pelas estrelas. No hemisfério norte, é mais facil procurar a constelação de Ursa Maior bla..bla..bla... No Hemisfério sul, o cruzeiro do Sul, lógico que aponta para o sul. No conjunto de 5 estrelas, estenda uma linha da ponta ao pé, e este indicará o sul. Karina – Não entendi porra nenhuma! Tato – É, ta meio complicado mesmo. As lanternas apagam-se simultaneamente. Karina – Que foi isso? 10
  11. 11. João – As lanternas apagaram. Cris – Isso eu to vendo. Tato – As pilhas deveriam ser velhas. Cris – Todas? Ricardo – Cala boca Cris! Cris – O que a gente vai fazer agora? Sabrina – Porque eu não dei ouvidos a minha mãe! Karina – Olha só onde você meteu a gente! Tato – Não vem com essa, você veio porque quis. Sabrina – Como a gente vai sair daqui nesse escuro? Cris – A gente nunca mais vai sair daqui! João – Cala a boca Cris! Tato – Vamos ficar todos juntos. Sabrina – Eu to com medo! Ricardo – Eu também to com medo. Mas não adianta se desesperar agora. Quando amanhecer a gente procura a trilha novamente. Cris – E se aparecer algum leão? João – Não fala merda Cris. A gente não ta na África! Uma luz pisca em um dos lados do palco. Cris – Eu vi uma luz! Tato – Aonde? Cris – Lá na frente! Tato – Também to vendo! Vamos todos seguir a luz. Karina – Gente o que é aquilo? João – Não sei... Ricardo – Não sei... Tato – Nunca vi uma luz lilás...Verde...Azul...laranja...Amarela... Cris – Gente vamo saí daqui! Luzes fortes e coloridas bailam sobre a cabeça dos jovens que olham paralisados. Toca a música do filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” Cai a luz em resistência. Fim. Qualquer utilização da obra para montagem (com ou sem fins comerciais) entrar em contato com a autora. 11

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