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Breve abordagem sobre os diferentes critérios
de regionalização na Geografia
Éderson Dias de Oliveira
SENE, E. Globalização e espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2003.
IANNI, O. A sociedade global. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
A Regionalização do Espaço Mundial
• Uma das formas mais usadas para aprender Geografia é o
estudo das regiões. De acordo com La Blache, a região
constitui uma unidade de análise geográfica que exprime a
forma como os homens organizam o espaço terrestre;
• Assim, as regiões não são apenas um instrumento teórico de
pesquisa, mas existem de fato, e cabe aos pesquisadores
delimitá-las, descrevê-las e explicá-las.
• A regionalização é a divisão de um grande espaço, com
critérios previamente estabelecidos, em áreas menores que
passam a ser chamadas de regiões;
• Na ciência geográfica o conceito de
região está ligado à ideia de
diferenciação de áreas;
O que é regionalizar?
É dividir o espaço – um município, estado, país, continente ou
todo o mundo – em regiões.
São partes de um
todo, que possuem
traços comuns.
Para que regionalizar?
Para estudar melhor o espaço ou compreendê-lo, para fins
administrativos ou de planejamento.
Como regionalizar o mundo?
Diversos
critérios
Regionalizar depende
não apenas do espaço
a ser regionalizado,
mas também dos
nossos objetivos.
por continentes
por paisagens naturais
por países ricos e pobres
por grandes culturas
• As regiões podem ser estabelecidas de acordo com critérios:
• Naturais - trata-se de uma divisão que resulta da história
natural do nosso planeta, faz referência a geologia da Terra –
aborda as diferenças de vegetação, clima, relevo, hidrografia,
fauna e etc., e;
• Sociocultural – é uma divisão do espaço mundial, baseada em
elementos político-econômicos.
• O homem é visto como agente principal que ocupa e
transforma seu meio natural em espaço geográfico;
Exemplo de região
sociocultural
Principais religiões do mundo
• Nosso planeta apresenta uma grande diversidade natural,
humana, econômica, cultural, religiosa, social, entre outras e
por isso para melhor ser compreendida é mister regionalizar.
• Exemplos de Características Comuns:
• Regiões que apresentam clima tropical,
• Regiões que falam a
mesma língua,
• Regiões que pertencem
ao mesmo continente,
• Regiões que possuem as
mesmas raízes
históricas,
• Regiões que apresen-
tam o mesmo tipo de
colonização;
• Regiões que tem o mesmo nível de desenvolvimento
econômico;
• Regiões que fazem parte do mesmo sistema político.
• Para melhor analisar os dados e as diferenças existentes no
mundo, e não generalizar as informações, faz-se necessário a
regionalização de áreas, oferecendo várias vantagens aos
estudos geográficos;
• A regionalização ocorre em
diferentes escalas:
• divisão em hemisférios;
• separação territorial dos países;
• delimitação de áreas específicas
(a região central de uma cidade).
 Cada região se diferencia das outras por apresentar
particularidades próprias;
 Qualquer espaço pode ser regionalizado, isto é dividido, Ex.
um país, região, estado;
 Até mesmo as cidades são divididas em regiões, podendo ser
administrativa, natural entre outras;
 Vantagens da regionalização: estudar o espaço geográfico
em conjunto, comparar diferenças e semelhanças, analisar
aspectos gerais e particulares.
 Desvantagens da regionalização: em
áreas muito extensas e
diversificadas faz-se generalizações
que desconsideram as
particularidades existentes no
espaço.
 Ex: divisão do globo de acordo com as religiões praticadas -
no caso do Brasil, o país possui a maioria católica e minoria
de outras religiões, mas pela generalização essa minoria não
é representada;
 De forma geral, regionalizar significa individualizar parte do
espaço geográfico de acordo com determinados critérios,
que podem ser:
 Físicas;
 Sociais;
 Culturais;
 Econômicas;
 Políticas.
 Há, portanto, diversas possibilidades de regionalização como
ex:
BHs do perímetro urbano de Jandaia do Sul
• por continentes (América, África, Europa, Oceania e Ásia);
• países do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul;
• países de cultura ocidental e de cultura oriental,
• países ricos e pobres, e assim por diante.
• Qualquer regionalização é apenas parcialmente verdadeira,
pois quem agrupa ou reúne suas partes o faz de acordo com
um interesse específico.
• Qualquer conjunto
de informações é
seletivo e, portanto,
não dá conta de
mostrar todos os
aspectos da
realidade.
• Portanto, em determinado mapa, apenas alguns fatos são
mostrados, enquanto vários outros são deixados de lado;
• É impossível representar tudo o que existe em uma área (ex,
globo);
• Nenhum tipo de regionalização é melhor que o outro, são
formas de compreensão do mundo que vivemos;
• As várias formas de regionalização do mundo atual decorrem
de diferentes critérios utilizados;
• Isso implica discutir, essencial-
mente, distintas maneiras de ver e
compreender o espaço mundial;
• Cada mapa, como instrumento de
comunicação e conhecimento, per-
mite tirar informações e conclu-
sões a partir dos fatos mapeados;
• Ao estudar países pobres e ricos, por exemplo, o critério
adotado é o socioeconômico;
• Se a regionalização se basear na divisão política, o critério é,
principalmente, o território de cada país e suas influências
regionais ou globais;
• Já se levado em consideração o idioma e a religião, essa
regionalização será de caráter étnico e cultural;
• Entretanto essas regionaliza-
ções são uma criação humana,
feita por pesquisadores ou por
pessoas que habitam o lugar;
• É trabalhoso regionalizar, já
que o mundo não é
homogêneo e sofre constantes
transformações.
Regionalização Eurocêntrica do Mundo
• Visão de mundo que coloca a Europa (assim como sua cultura,
seu povo, suas línguas, etc.) como o elemento fundamental na
constituição da sociedade moderna;
• Grande parte da historiografia do séc. XIX e XX reproduziu
essa visão;
• Doutrina que, em determinados períodos da história, enxerga
as culturas não-européias de forma exótica ou
mesmo xenofóbica - Darwinismo social;
• “Modelo europeu" deixou traços sutis como: mapa-
múndi da projeção de Mercator;
• Devido ao papel da Europa na formação da cultura ocidental,
o termo "eurocentrismo" é muitas vezes confundido
com ocidentalismo;
• Ideia de superioridade norte – sul;
 A Europa não precisava necessariamente se localizar no
centro do planisférios – estereótipo geográfico;
 Para reafirmar essas “marcas geográficas” cabe destacar a
divisão do planeta em hemisfério ocidental e oriental uma
vez que o meridiano principal está localizado em município na
periferia de Londres chamado de Greenwich.
 NORTE para cima? NORTE para baixo? - ainda prevalece
o conceito de que o norte fica em cima e o sul embaixo;
 "Mapas são representações/descrições do espaço, portanto,
representações não são absolutas!
 Dependem de onde se está observando o
espaço, assim como do contexto
sociocultural de quem está fazendo a
descrição!;
 De maneira geral a Terra é uma quase
esférica, onde o “em cima” e o “em baixo”
dependem do observador!
 Portanto, a escolha do norte para cima ou
do sul para cima num mapa é relativa;
 A ideia eurocentrista da Europa no centro superior dos
mapas não passa de uma visão do colonizador, que vem sendo
ensinada (acriticamente) ao longo dos anos;
 Como as imagens de satélites são
processadas por estadunidenses e
europeus, a representação da Terra
que se veicula é aquela de
observadores no Hemisfério Norte;
 Isso reforça a ideia falsa de que o
Norte Geográfico está orientando
“para cima”!
 Milton Santos salienta - “pensar o
mundo não é mais um privilégio
europeu e a reelaboração do mapa do
planeta é uma forma de libertação do
colonialismo”.
No mapa-múndi
Há embaixo ou em cima?
Há meio ou de lado:
Há maior ou menor?
Estereótipos e preconceitos de representação espacial -
Regionalização “Paranacêntrica”
Regionalização por critérios Continental (físico-natural)
• Só em olhar o globo já sacamos a maneira mais tradicional de
se dividir o planeta: aspectos físicos – continentes;
• A Divisão por Continentes! Assim temos a Europa, Ásia,
África (Eufrásia), América, Oceania e Antártida.
• Essa divisão segue um critério natural muito primário:
grandes porções de terra e grandes porções de água, os
Oceanos;
• Mas mesmo tendo como base à
natureza, podemos dividir a Terra
em outras maneiras;
• Uma delas, também bastante antiga,
é a regionalização por faixas
climáticas.
• Nessa podem ser determinadas as regiões: Polares (ártica e
antártica); Temperadas do Norte e Sul e Intertropical –
Zona da Terra;
 O clima faz com que essas regiões sejam muito diferentes
uma das outras; basta lembrar-se das florestas;
A regionalização
considerando os
continentes pode
abordar;
• aspectos
físicos ou
naturais, entre
outros;
• indicadores sociais, como a taxa de mortalidade infantil;
• grau ou nível de industrialização dos países;
• cultura dos povos (religião, hábitos e costumes);
• Entretanto, o critério de regionalização pelos continentes,
não representa adequadamente a atual regionalização do
mundo, considerando o conceito de continente “grande
extensão de terras emersas, cercada por oceanos e mares”;
 Regionalização significa organizar o espaço, com suas
características de semelhanças entre os lugares, seja nos
aspectos naturais – clima, vegetação, relevo, etc., ou pelos
aspectos socioeconômicos – políticos, sociais, culturais.
 Por ex, a regionalização em continente leva em conta a
divisão natural (oceano, montanhas, rios, etc) e aspectos
históricos e culturais.
 Num primeiro momento o espaço foi
dividido em continente, devido as
placas tectônicas;
 Placas tectônicas – a litosfera é
formada por vários fragmentos ou
placas, tanto nos continentes quanto
fundo dos oceanos.
 É nestas placas que se constitui os
continente e oceanos.
 A crosta terrestre, isto é, as terras emersas e imersas (o
fundo dos oceanos) é formada por grandes blocos de terra,
chamados placas tectônicas.
 As linhas de contato entre duas placas, chamadas zonas de
atrito, provocam terremotos e vulcões
 O mapa acima evidencia as regiões sujeitas aos sismos.
As placas tectônicas.
MAP Interno/Editora Abril
Esquema de afastamento das placas tectônicas.
MAP Interno/Editora Abril
As placas tectônicas
Os continentes
 O início da formação dos continentes remonta há 150 ou
200 milhões de anos.
 Existem forças vindas do interior do planeta que exercem
influências na superfície terrestre.
 Essa superfície é composta de várias placas, que são
dotadas de movimentos.
 As placas deram origem a dois tipos de formação: as
líquidas (oceanos, lagos e mares) e as sólidas (continentes e
ilhas).
 Os mares constituem 73% da superfície terrestre e os
continentes, apenas 27%.
 O cientista alemão Wegener, em 1912, a teoria segundo a
qual a América, a África e a Eurásia teriam formado um
único continente, a Gondwana.
 Durante muito tempo essa teoria ficou desacreditada.
Porém, a partir de 1960, vários indícios a comprovaram
Gondwana
Velho
Mundo
Novo
Mundo
Novíssimo mundo
Continente Antártico
AdaptadodeGéographiedutempsprésent.Paris:
Hachette,1990.p.19.
Origem dos continentes: a deriva continental
• Esta regionalização prioriza uma análise do mundo apenas
por meio dos aspectos físicos;
• Essa não retrata aspectos socioeconômicos, como
industrialização, renda, tecnologia, analfabetismo e
aspectos como regime político e culturais;
 Por convenção, estabeceu-se a diferença entre ilhas e
continentes, sendo a Austrália o menor continente e a
Groenlândia a maior ilha.
 Assim, todas as porções territoriais maiores que a Austrália
são continentes e as menores que a Groenlândia são ilhas.
Groenlândia:
a maior ilha
Austrália:
o menor continente
(é parte de um)Adaptado de SIMIELLI, M.E.Geoatlas. São Paulo: Ática, 2005. p. 16.
Diferenciando ilha de
continente
Emissão de dióxido de carbono (2000) e acesso à internet (2003)
• As regionalizações podem ser feitas em vários níveis do
espaço, deste o planeta todo até os bairros. Ex:
 “América do Norte, Central e do Sul” são regiões da “América”.
 “América Andina, Platina, Guianas e Brasil” são regiões da “A. do Sul”.
 “Norte; Nordeste; Sudeste; Centro-Oeste e Sul” são regiões do “Brasil”.
Regionalização a partir da Divisão Histórico-Geográfica
• Se baseia no processo histórico de expansão da colonização
europeia em cada continente – eurocentrismo;
• De acordo com essa classificação, existem quatro blocos:
• O Velho Mundo, formado pela Europa, Ásia e África (área
de ocupação mais antiga);
• O Novo Mundo, “descoberto” por Colombo em 1492
(formado pela América);
• O Novíssimo Mundo, descoberto por James Cook em 1770
(formado pela Oceania).
• A Antártica (início do século XX);
• Nessa divisão, o mundo foi regionalizado pelo olhar do
europeu.
As massas continentais
 Ao olharmos a superfície terrestre, podemos destacar
quatro massas continentais:
O Velho Mundo: Ásia,
Europa e África.
Maior massa continental,
57% das terras emersas.
O Novo Mundo ou
Novo Continente:
América do Norte,
América Central e
América do Sul.
Novíssimo
Continente ou
Oceania: inclui a
Austrália e uma
série de ilhas.
Antártica: caracteriza-
se pela ausência de
ocupação humana
Sua exploração está
ligada a pesquisas
científicas.
 Os termos Velho, Novo e
Novíssimo Mundo não se referem
à idade do tempo profundo, mas
sim à história pelo tempo recente
eurocêntrico;
 As origens das antigas
civilizações estão nos continentes
africano, asiático e europeu -
Velho Mundo. Torre Eiffel - Praça do Trocadero, Paris.
 A Europa também é conhecida como o berço da civilização
ocidental
 Com o desenvolvimento das Grandes Navegações, a partir do
século XV os europeus entraram em contato com os nativos
de novas terras.
 Chamaram de América as terras ao oeste, e posteriormente,
no século XVIII, de Oceania as terras ao leste da Europa.
O velho, o novo e o novíssimo mundo
Local de surgimento
das mais antigas
civilizações.
Os termos se referem à
história humana, ao
processo de descoberta e
colonização das diversas
regiões do planeta pelos
europeus.Lugar onde se
encontram
os fósseis mais antigos.
Berço da civilização
ocidental, que dominou
o mundo a partir do
séc. XV.
Ocidentalização
Processo de alterações de
hábitos e modo de vida
tradicional de uma
sociedade, que aos poucos
vai incorporando os valores
e tecnologia da cultura
ocidental.
Ponto de
vista
europeu
 Assim, os termos Novo Mundo (América) e Novíssimo Mundo
(Oceania) refletem o ponto de vista dos europeus.
Antártida
•Não foi chamado de “mundo” por não ser habitado por nenhum
povo.
• Não existem cidades nem áreas agrícolas.
• Não foi dividida em países e ninguém reside ali de forma
permanente.
Interesse pela
Antártida
Localização
Instalação de
bases militares
e aeroespaciais
Águas
Maior reserva
de água potável:
geleiras
Subsolo
• Tratado da Antártida (1959)
embora
apenas
na reunião de 1991
os 30 países signatários do
Tratado da Antártida
decidiram prorrogá-lo por
mais 50 anos, até 2041
Estação Comandante
Ferraz, base
científica do Brasil
na Antártida, em
2008, antes de ser
parcialmente
destruída por um
incêndio em 02/2012.
todos tivessem o direito de
instalar bases de estudo
científico; porém, não
haveria bases militares,
nem de exploração mineral
países que possuíssem
bases científicas ou
que tivessem
realizado estudos
nessas áreas
poderiam participar
de qualquer decisão
sobre uma divisão
territorial no futuro
Determina que até 1991 a
Antártida não pertenceria a
nenhum país
Agora vamos mudar o nosso olhar!
Ao invés de centrar na natureza,
vamos destacar a sociedade.
Os critérios políticos e econômicos,
são hoje, os mais utilizados para
dividir a terra em regiões.
E o mais básico desse critério
divide as nações levando-se em
conta as condições econômicas e
sociais.
Regionalização com base na Divisão Internacional do
Trabalho
•A regionalização do espaço mundial também é resultante do
processo de DIT e se modifica com ela – há uma reorganização
espacial que viabiliza um novo padrão de acumulação
capitalista;
•A divisão do trabalho tem origem há cerca de 5.500 anos, com
o aldeamento - essa divisão social foi se aperfeiçoando até
ditar às diferentes regiões do mundo o que elas devem
produzir/consumir;
•A lógica da DIT é a acumulação de capital; porém as pessoas
não acumulam igualmente, originando, assim, as desigualdades
que marcam o mundo contemporâneo;
•Essa desigualdade combinada se reproduz por meios desiguais
– ex. transferência de trabalhos banais para os países pobres e
retenção nos desenvolvidos, dos trabalhos mais sofisticados;
Regionalização pelo Nível de Desenvolvimento
Socioeconômico
• Essa regionalização passou a ser utilizada após a SGM, quando
ficou evidente que, havia países muito diferentes do ponto de
vista econômico, social, político, científico e tecnológico.
• No pós-guerra dois países firmaram-se como superpotências
mundiais: os EUA e a URSS - maiores poderios militar e
tecnológico da época;
• Regionalização do Mundo Bipolar - Guerra Fria;
• Dentro dessa nova ordem, na
década de 1950 uma regionalização
passou a predominar no mundo e
permaneceu até a queda do Muro
de Berlim, em 1989;
Outra Regionalização Bipolar
• Primeiro Mundo: grupo de países
capitalistas desenvolvidos (ricos);
• Segundo Mundo: grupo de países
socialistas ou de economia
planificada (sub) desenvolvidos;
• Terceiro Mundo: grupo de países capitalistas
subdesenvolvidos (pobres).
• Dinâmica da Ordem Bipolar: o Terceiro Mundo era uma área
de interesse das duas potências, Ex. Vietnã (1959-1975);
• O mesmo foi criado para designar os países que apresentavam
atraso social, econômico, científico e tecnológico;
• Foi teorizado pelo demógrafo francês Alfred Sauvy em 1952,
sendo utilizada durante a Guerra Fria.
Regionalização - Países Desenvolvidos e Subdesenvolvidos
• O economista Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) foi um
dos precursores desta proposta de regionalização, que
estabeleceu a divisão do mundo entre os que se
desenvolveram e os que supostamente poderiam se
desenvolver;
• Países Desenvolvidos: apresentam elevada industrialização e
desenvolvimento técnico e científico.
• Países Subdesenvolvidos: possuem industrialização tardia e
dependente - apresentam reduzido desenvolvimento
científico, tecnológico e socioeconômico.
• Os países que têm intensificado a sua industrialização e
investido em tecnologia foram denominados de países em
Desenvolvimento ou Emergentes: Brasil, México, Argentina,
Chile, África do Sul, Índia, Malásia, China, entre outros.
• Antes de 1980, os termos subdesenvolvido e desenvolvido não
eram utilizados, porque parte dos atuais países pobres eram
colônias europeias.
Imperialismo e nacionalismo (1919 a 1941)
• Esses países, apesar de terem alcançado um relativo
crescimento econômico, não conseguiram chegar a um
desenvolvimento social que permita que sejam chamados de
países desenvolvidos.
• Motivos que ajudam explicar o subdesenvolvimento no mundo
atual:
• Exploração histórica
realizada pelos países ricos;
• Governos corruptos;
• Má distribuição de renda;
• Políticas públicas
inadequadas;
• Dívida externa, entre
outros;
Subdesenvolvidos ou “em desenvolvimento”
• O termo “em desenvolvimento” passa a substituir o termo
subdesenvolvidos (por incomodar os governantes dos países
pobres).
Contudo, o termo “em
desenvolvimento” é inadequado
para a imensa maioria dos países
subdesenvolvidos, pois estes
continuam atrasados em relação
aos países desenvolvidos.
Existem países que estão “em
desenvolvimento”, e aumentaram
bastante sua produção e a
qualidade de vida de suas
populações.
Como medir as desigualdades
Produto
Interno
Bruto (PIB)
quantidade total de bens e
serviços produzidos num
país durante um período de
tempo
ou seja: é a produção
econômica de um país, a
sua produção de riquezas
Produto
Nacional
Bruto (PNB)
PIB
recursos que
entram
recursos que
saem= + -
recebimento
pelas
exportações
pagamento pelas
importações
Renda
nacional
corresponde ao valor anual do PNB
resulta da soma de todos os
rendimentos percebidos pelas
empresas e pessoas durante um ano
Renda per
capita
“por cabeça”
é a renda média da
população
=
Renda nacional (ou o PNB)
Número de habitantes
PIB e renda per capita em alguns países — 2010
País
PIB (em bilhões
de dólares)
Renda per
capita
(em dólares)
EUA 14 582,40 47 084
China 5 878,62 4 395
Japão 5 497,81 43 160
Alemanha 3 309,66 40 542
Noruega 414,46 84 880
Luxemburgo 55,10 108 747
Brasil 2 087,88 10 710
Argentina 368,80 9 067
Bangladesh 100,10 609
Nigéria 193,66 1 224
Congo 13,20 194
Desen.
Subdes.
Desen.
Subdes.
Adaptadode:WORLDbank–Database,abrilde2011.
Renda per capita no mundo
Adaptadode:CALENDARIOAtlanteDeAgostini2007.Novara:IstitutoGeografico,2006;IBGE,2007.
Distribuiçã
o social da
renda
• Para medir o desenvolvimento socioeconômico
de um país, não basta apenas saber a sua renda
per capita; é necessário saber também como a
renda nacional está distribuída entre seus
habitantes.
uma renda nacional mal distribuída
resulta numa enorme riqueza para
uma minoria e grande pobreza para a
maioria da população
pois
Países
desenvolvidos
Países
subdesenvolvidos
Distribuição social da
renda equilibrada
Maior concentração
na distribuição da
renda
pequenas
desigualdades
grandes
desigualdades
=
=
X
• Ou seja: apenas 10% da população brasileira tem 42,5% de
toda a renda nacional, enquanto 30% de toda a população
nacional detém apenas 35,1% da renda nacional.
Distribuição social da renda em alguns países (2010)
País
Renda nacional
nas mãos dos
10% mais ricos
(em %)
Renda nacional
nas mãos dos
60% mais
pobres (em %)
Renda nacional
nas mãos dos
30%
intermediários
(em %)
Índice
de Gini
Japão 21,7 42,4 35,9 24,9
Noruega 23,0 40,8 36,2 25,8
China 33,1 27,9 39,0 44,7
México 41,0 24,0 35,0 52,0
Brasil 42,5 22,4 35,1 53,0
Moçambique 36,7 30,1 33,2 46,0
Índia 27,4 35,7 36,9 32,5
Adaptado de: WORLD Bank – Database. Disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator>. Acesso em:
23 dez. 2011.
As indústrias de ponta no mundo – início do séc. XXI
Fonte: L’espace mondial – geographies. Paris: Magnard, 2001. p. 55 (adaptado).
Os países subdesenvolvidos caracterizam-se:
• pela dependência - tecnológica, cultural e
financeira - em relação aos desenvolvidos.
• O mapa revela uma forte concentração das indústrias de
ponta nos países desenvolvidos.
• Os produtos fabricados
por essas indústrias são
de valor bastante
elevado e, ao serem
exportados, geram
lucros consideráveis
para seus países.
 Na prática, a dependência é, em parte, representada:
• pela necessidade de investimentos realizados por empresas
multinacionais;
• por empréstimos concedidos pelos governos e bancos dos
países desenvolvidos pela importação de bens de alta
tecnologia;
• pela remessa de lucros das empresas transnacionais
instaladas nesses países;
• pela influência na cultura e nos modos de vida das
sociedades latino-americanas.
 Entre os países do Sul, os latino-americanos estão entre os
que possuem as maiores dívidas externas.
Países do Norte e do Sul
• É outra forma de regionalização do planisfério mundial, a
partir de variáveis socioeconômicas;
• Após décadas de Guerra Fria, o enfrentamento ideológico
entre Socialismo e Capitalismo (L x O) perdeu espaço para a
disputa econômica entre Ricos e Pobres (N x S);
• A ideia ganhou força no início da década de 1990, a partir da
dissolução da URSS, principal representante do “2º Mundo”;
• Com relação a essas
representações, deve ficar
claro que são simplificações
arbitrárias - conveniências
de regionalização;
• A divisão Norte e Sul não
segue os limites do Equador;
Regiões geoeconômicas:
o Norte e o Sul
• Regionalização do mun-
do utilizando o desen-
volvimento econômico e
social como critério;
• A diferença entre os
países ricos e pobres
se iniciou na Revolução
Industrial (século
XVIII);
• Contudo, a divisão
entre o Norte rico e o
Sul pobre surge na
década de 1980;
Países ricos e países pobres
desenvolvidos subdesenvolvidos
a partir do
século XX
conceito de
agrupamento que
simplifica a
realidade
não corresponde aos
dois hemisférios
Norte
geoeconômico
Norte
geográfico
≠
Sul geoeconômico
Sul geográfico
≠
Sul
geoeconômico
Norte
geoeconômico
Regionalização - Países Centrais e Periféricos
• Rosa Luxemburgo (1870-1919), filósofa marxista, foi a
grande defensora desta proposta de regionalização;
• Critério de regionalização: agrupa os países de acordo com
o grau de dependência ou influência que exercem no cenário
internacional.
• Os países centrais e periféricos travam um conflito desigual,
no qual não há espaço para que os menos abastados alcancem
qualquer forma de progresso;
• Cada país ocupa um espaço
e desempenha seu papel no
capitalismo, assim a
periferia jamais chegará ao
centro;
• Ricos ou centrais: pequeno número de nações ricas e
industrializadas que exercem forte dominação econômica.
• Pobres ou periféricos: é a maioria dos países que possuem
um menor desenvolvimento econômico/tecnológico, e que
apresentam dependência em relação aos países centrais.
• Ex. de generalização: ricos ou centrais como EUA e Portugal e
pobres China e Bolívia. Nos dois casos existe uma grande
diferença no grau de desenvolvimento dos países comparados.
• A difusão do progresso técnico e a distribuição dos ganhos na
economia mundial acontece de forma desigual;
• No centro, a difusão do progresso técnico teria sido mais
rápida e homogênea, enquanto na periferia, o progresso só
atingiria setores ligados à exportação em direção ao centro.
• Em suma, não basta mudar as denominações, pois as
diferenças são sempre as mesmas: desenvolvidos, ricos,
centrais, subdesenvolvidos, pobres e periféricos;
• A nova ordem é pluralista, ou seja,
possui várias frentes de oposição,
como ricos e pobres; cristãos e
muçulmanos; interesses mercantis e
consciência ecológica, etc.
Regionalização - Mundo Multipolar
• A nova ordem mundial (início do séc. XXI) consolidou vários
centros de poder no plano mundial – EUA; Japão e União
Europeia;
• Há também nos dias hodiernos um relativo enfraquecimento
do Estado-nação e um fortalecimento de outros agentes
internacionais;
• As três grandes potências são ao mesmo tempo rivais e
associados, possuem alguns interesses conflitantes e
inúmeros outros em comum.
AS GRANDES REGIÕES CULTURAIS
Regionalização a partir de um critério social:
Cultura Civilização
Uma cultura mais complexa, que
já conhece a escrita, a vida
urbana e a metalurgia
Noção que inclui tudo aquilo que,
ao longo da história da
humanidade, os grupos sociais
constroem do ponto de vista
material e espiritual
Conjunto de técnicas,
artesanato, costumes, crenças,
normas, idiomas, etc., de um
agrupamento humano
Todos os povos têm sua cultura,
e todo indivíduo, mesmo iletrado,
participa da cultura de seu povo
São grandes culturas ou
agrupamento de várias culturas
com traços comuns
Uma civilização constitui uma
identidade cultural que vai além
das diversidades entre
localidades, etnias ou nações
Regionalização a partir de um critério social a civilização
Cinco principais
civilizações da atualidade
Islâmica
Ocidental
Hindu ou
indiana
Oriental,
sínica ou
chinesa
Negro-
africanas
Regionalização do espaço mundial
As grandes civilizações do mundo atual
Adaptadode:HISTORYoftheworld,1998.
Nasce na
Europa
atualmente é
dominante em vários
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herdeira dos antigos gregos e
romanos
Filosofia
Direito e
alfabeto latino
é
=
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religiões
Judaísmo
Cristianismo
Monoteístas
Único
Deus
O ocidente só passou a conhecer a democracia
e os direitos do ser humano quando se libertou
do domínio da religião, no século XVIII
Ocidental
expande
Ideia
materialista
de progresso
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é fundamental para essa
civilização
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tem grande importância nas
culturas
mas
na civilização ocidental o
contínuo desejo de
mudanças, de inovações, de
aventuras é mais intenso
Ocidental
mas também
Século XV
Civilização ocidental unificou o planeta,
interligando todos os continentes
encurtou as distâncias ao
desenvolver os meios de
transporte e a comunicação
- expandiu a modernidade;
atividade industrial e
urbanização em boa parte do
globo
gerou a grande maioria dos problemas que atualmente
afetam a humanidade:
com o tempo
poluição
armas
atômicas
enorme
desigualdade
de nível de vida
enorme
desigualdade de
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Universalizou-se, e
espalhou pelo planeta
Ocidental
Expansão
marítimo-comercial européia
Elemento
unificador
da civilização
Religião
maometana ou
muçulmana
Fé em Alá e no profeta Maomé
Reza obrigatória cinco vezes ao
dia, de cócoras e com o rosto
voltado em direção a Meca
Peregrinação pelo menos uma
vez na vida à Meca
Jejum obrigatório durante o
ramadã
Contribuição obrigatória de parte
da renda – por volta de 2,5% –
para ser distribuída aos pobres
Jihad ou “guerra santa”
contra os infiéis
Fundada por
Maomé no século
VII, a nova fé
deu início à união
dos povos árabes
Princípios fundamentais da religião
Cidade
sagrada
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no qual vários
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proibidos e a
alimentação
só pode ser
feita depois
que o sol se
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Islâmica
Correntes do
islamismo
Sunismo Xiismo
Corrente sunita
é mais moderada
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fundamentalismo religioso
separa um pouco
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devem estar a serviço da
expansão da fé e dos
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Islâmica
A diferença entre ser Árabe, Muçulmano ou Islâmico
 O termo islâmico se refere aos seguidores do Islamismo, que
é uma religião monoteísta criada no século VII d.C.
por Maomé.
 Portanto, islâmico é todo seguidor da religião Islâmica, na
mesma relação entre Cristianismo x cristãos; e Judaísmo x
judeus.
Meca - Arábia Saudita,
considerado o lugar mais
sagrado do Islamismo
 Já o termo Muçulmano é apenas um
sinônimo de islâmico, não havendo
nenhuma diferença entre os
termos.
 O termo árabe se refere a uma
etnia, que é caracterizada pela
língua árabe.
 Assim, quem têm essa língua como oficial pode ser chamado
de árabe. Como ex, podemos citar os iraquianos, os egípcios,
os palestinos, os sauditas, entre outros.
 Nós devemos, portanto, ter em mente que
islâmico e muçulmano são referentes a uma religião,
enquanto árabe é referente a uma etnia.
 Essa confusão se dá porque a religião islâmica foi criada pelo
povo árabe, e entre esse povo o islamismo ganhou muitos
adeptos.
Muçulmanos orando em Cabul,
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 No entanto, devemos lembrar que
nem todo muçulmano (ou islâmico) é
árabe.
 Os turcos, os iranianos
e os afegãos são
muçulmanos, mas não
árabes, isso porque não
falam o árabe.
 Agora sabemos que nem todo muçulmano é árabe. No
entanto, todo árabe é muçulmano? A resposta para essa
pergunta é não.
 Apesar da maioria dos povos árabes professarem o
islamismo, há o caso do Líbano e da Síria, que apesar de
serem países árabes e terem a maior parte de suas
populações seguidoras do Islamismo, possuem uma
expressiva parcela de sua população cristã.
 Ou seja, nesses países existem muitos árabes que não são
muçulmanos, mas que são cristãos.
Árabe ≠ Muçulmano
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unificador da
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que organiza ou cimenta uma
sociedade extremamente
complexa e hierarquizada
Vedas
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• Todas as coisas e acontecimentos são
manifestações diversas de uma mesma
realidade, que existe dentro de cada um e
no Universo.
Hindu ou
indiana
fonte
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Hierarquia
Sistema
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Grupos de famílias que possuem
determinadas tradições que as classificam
hierarquicamente como mais “puros” ou
“impuros” dentro da sociedade hinduísta
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valores espirituais, não à higiene
Dentro desse sistema não existe a
possibilidade de mudança de castas;
Hindu ou
indiana
Brâmanes
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Sistema
de
castas
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sem profissão
definida e qualquer
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não estão
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sistema de castas
Sistema oficialmente
abolido em 1946, mas
que permanece atuante
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correntes de pensamento
que se completam
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• Desenvolveu grande conhecimento de sistemas
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como: Mongólia, Coreia do Norte, Coreia do Sul,
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sínica ou
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ética e virtude.
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Oriental,
sínica ou
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A vida é a harmonia combinada
do yin e do yang, a busca do
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processo dinâmico e cíclico, com
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contrários que se complementam.
Budismo
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Oriental,
sínica ou
chinesa
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não devemos nos apegar às coisas
transitórias, nem ao próprio “eu”.
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Culturas
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produzidas por
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cultura ocidental. É formada por um
conjunto de centenas de indivíduos que
inclui os primos e seus parentes, avós e
seus primos, sobrinhos, cunhados e etc.
Negro-
africanas
África
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Critérios de regionalização (região) na Geografia

  • 1. Breve abordagem sobre os diferentes critérios de regionalização na Geografia Éderson Dias de Oliveira SENE, E. Globalização e espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2003. IANNI, O. A sociedade global. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
  • 2. A Regionalização do Espaço Mundial • Uma das formas mais usadas para aprender Geografia é o estudo das regiões. De acordo com La Blache, a região constitui uma unidade de análise geográfica que exprime a forma como os homens organizam o espaço terrestre; • Assim, as regiões não são apenas um instrumento teórico de pesquisa, mas existem de fato, e cabe aos pesquisadores delimitá-las, descrevê-las e explicá-las. • A regionalização é a divisão de um grande espaço, com critérios previamente estabelecidos, em áreas menores que passam a ser chamadas de regiões; • Na ciência geográfica o conceito de região está ligado à ideia de diferenciação de áreas;
  • 3. O que é regionalizar? É dividir o espaço – um município, estado, país, continente ou todo o mundo – em regiões. São partes de um todo, que possuem traços comuns. Para que regionalizar? Para estudar melhor o espaço ou compreendê-lo, para fins administrativos ou de planejamento. Como regionalizar o mundo? Diversos critérios Regionalizar depende não apenas do espaço a ser regionalizado, mas também dos nossos objetivos. por continentes por paisagens naturais por países ricos e pobres por grandes culturas
  • 4. • As regiões podem ser estabelecidas de acordo com critérios: • Naturais - trata-se de uma divisão que resulta da história natural do nosso planeta, faz referência a geologia da Terra – aborda as diferenças de vegetação, clima, relevo, hidrografia, fauna e etc., e; • Sociocultural – é uma divisão do espaço mundial, baseada em elementos político-econômicos. • O homem é visto como agente principal que ocupa e transforma seu meio natural em espaço geográfico;
  • 5.
  • 7. • Nosso planeta apresenta uma grande diversidade natural, humana, econômica, cultural, religiosa, social, entre outras e por isso para melhor ser compreendida é mister regionalizar. • Exemplos de Características Comuns: • Regiões que apresentam clima tropical, • Regiões que falam a mesma língua, • Regiões que pertencem ao mesmo continente, • Regiões que possuem as mesmas raízes históricas, • Regiões que apresen- tam o mesmo tipo de colonização;
  • 8. • Regiões que tem o mesmo nível de desenvolvimento econômico; • Regiões que fazem parte do mesmo sistema político. • Para melhor analisar os dados e as diferenças existentes no mundo, e não generalizar as informações, faz-se necessário a regionalização de áreas, oferecendo várias vantagens aos estudos geográficos; • A regionalização ocorre em diferentes escalas: • divisão em hemisférios; • separação territorial dos países; • delimitação de áreas específicas (a região central de uma cidade).
  • 9.  Cada região se diferencia das outras por apresentar particularidades próprias;  Qualquer espaço pode ser regionalizado, isto é dividido, Ex. um país, região, estado;  Até mesmo as cidades são divididas em regiões, podendo ser administrativa, natural entre outras;  Vantagens da regionalização: estudar o espaço geográfico em conjunto, comparar diferenças e semelhanças, analisar aspectos gerais e particulares.  Desvantagens da regionalização: em áreas muito extensas e diversificadas faz-se generalizações que desconsideram as particularidades existentes no espaço.
  • 10.  Ex: divisão do globo de acordo com as religiões praticadas - no caso do Brasil, o país possui a maioria católica e minoria de outras religiões, mas pela generalização essa minoria não é representada;  De forma geral, regionalizar significa individualizar parte do espaço geográfico de acordo com determinados critérios, que podem ser:  Físicas;  Sociais;  Culturais;  Econômicas;  Políticas.  Há, portanto, diversas possibilidades de regionalização como ex: BHs do perímetro urbano de Jandaia do Sul
  • 11. • por continentes (América, África, Europa, Oceania e Ásia); • países do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul; • países de cultura ocidental e de cultura oriental, • países ricos e pobres, e assim por diante. • Qualquer regionalização é apenas parcialmente verdadeira, pois quem agrupa ou reúne suas partes o faz de acordo com um interesse específico. • Qualquer conjunto de informações é seletivo e, portanto, não dá conta de mostrar todos os aspectos da realidade.
  • 12. • Portanto, em determinado mapa, apenas alguns fatos são mostrados, enquanto vários outros são deixados de lado; • É impossível representar tudo o que existe em uma área (ex, globo); • Nenhum tipo de regionalização é melhor que o outro, são formas de compreensão do mundo que vivemos; • As várias formas de regionalização do mundo atual decorrem de diferentes critérios utilizados; • Isso implica discutir, essencial- mente, distintas maneiras de ver e compreender o espaço mundial; • Cada mapa, como instrumento de comunicação e conhecimento, per- mite tirar informações e conclu- sões a partir dos fatos mapeados;
  • 13. • Ao estudar países pobres e ricos, por exemplo, o critério adotado é o socioeconômico; • Se a regionalização se basear na divisão política, o critério é, principalmente, o território de cada país e suas influências regionais ou globais; • Já se levado em consideração o idioma e a religião, essa regionalização será de caráter étnico e cultural; • Entretanto essas regionaliza- ções são uma criação humana, feita por pesquisadores ou por pessoas que habitam o lugar; • É trabalhoso regionalizar, já que o mundo não é homogêneo e sofre constantes transformações.
  • 14. Regionalização Eurocêntrica do Mundo • Visão de mundo que coloca a Europa (assim como sua cultura, seu povo, suas línguas, etc.) como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna; • Grande parte da historiografia do séc. XIX e XX reproduziu essa visão; • Doutrina que, em determinados períodos da história, enxerga as culturas não-européias de forma exótica ou mesmo xenofóbica - Darwinismo social; • “Modelo europeu" deixou traços sutis como: mapa- múndi da projeção de Mercator; • Devido ao papel da Europa na formação da cultura ocidental, o termo "eurocentrismo" é muitas vezes confundido com ocidentalismo; • Ideia de superioridade norte – sul;
  • 15.
  • 16.  A Europa não precisava necessariamente se localizar no centro do planisférios – estereótipo geográfico;  Para reafirmar essas “marcas geográficas” cabe destacar a divisão do planeta em hemisfério ocidental e oriental uma vez que o meridiano principal está localizado em município na periferia de Londres chamado de Greenwich.
  • 17.
  • 18.
  • 19.  NORTE para cima? NORTE para baixo? - ainda prevalece o conceito de que o norte fica em cima e o sul embaixo;  "Mapas são representações/descrições do espaço, portanto, representações não são absolutas!  Dependem de onde se está observando o espaço, assim como do contexto sociocultural de quem está fazendo a descrição!;  De maneira geral a Terra é uma quase esférica, onde o “em cima” e o “em baixo” dependem do observador!  Portanto, a escolha do norte para cima ou do sul para cima num mapa é relativa;
  • 20.  A ideia eurocentrista da Europa no centro superior dos mapas não passa de uma visão do colonizador, que vem sendo ensinada (acriticamente) ao longo dos anos;  Como as imagens de satélites são processadas por estadunidenses e europeus, a representação da Terra que se veicula é aquela de observadores no Hemisfério Norte;  Isso reforça a ideia falsa de que o Norte Geográfico está orientando “para cima”!  Milton Santos salienta - “pensar o mundo não é mais um privilégio europeu e a reelaboração do mapa do planeta é uma forma de libertação do colonialismo”.
  • 21.
  • 22.
  • 23. No mapa-múndi Há embaixo ou em cima? Há meio ou de lado: Há maior ou menor?
  • 24. Estereótipos e preconceitos de representação espacial - Regionalização “Paranacêntrica”
  • 25. Regionalização por critérios Continental (físico-natural) • Só em olhar o globo já sacamos a maneira mais tradicional de se dividir o planeta: aspectos físicos – continentes; • A Divisão por Continentes! Assim temos a Europa, Ásia, África (Eufrásia), América, Oceania e Antártida. • Essa divisão segue um critério natural muito primário: grandes porções de terra e grandes porções de água, os Oceanos; • Mas mesmo tendo como base à natureza, podemos dividir a Terra em outras maneiras; • Uma delas, também bastante antiga, é a regionalização por faixas climáticas.
  • 26. • Nessa podem ser determinadas as regiões: Polares (ártica e antártica); Temperadas do Norte e Sul e Intertropical – Zona da Terra;
  • 27.
  • 28.  O clima faz com que essas regiões sejam muito diferentes uma das outras; basta lembrar-se das florestas;
  • 29. A regionalização considerando os continentes pode abordar; • aspectos físicos ou naturais, entre outros; • indicadores sociais, como a taxa de mortalidade infantil; • grau ou nível de industrialização dos países; • cultura dos povos (religião, hábitos e costumes); • Entretanto, o critério de regionalização pelos continentes, não representa adequadamente a atual regionalização do mundo, considerando o conceito de continente “grande extensão de terras emersas, cercada por oceanos e mares”;
  • 30.  Regionalização significa organizar o espaço, com suas características de semelhanças entre os lugares, seja nos aspectos naturais – clima, vegetação, relevo, etc., ou pelos aspectos socioeconômicos – políticos, sociais, culturais.  Por ex, a regionalização em continente leva em conta a divisão natural (oceano, montanhas, rios, etc) e aspectos históricos e culturais.  Num primeiro momento o espaço foi dividido em continente, devido as placas tectônicas;  Placas tectônicas – a litosfera é formada por vários fragmentos ou placas, tanto nos continentes quanto fundo dos oceanos.  É nestas placas que se constitui os continente e oceanos.
  • 31.
  • 32.
  • 33.  A crosta terrestre, isto é, as terras emersas e imersas (o fundo dos oceanos) é formada por grandes blocos de terra, chamados placas tectônicas.  As linhas de contato entre duas placas, chamadas zonas de atrito, provocam terremotos e vulcões  O mapa acima evidencia as regiões sujeitas aos sismos. As placas tectônicas. MAP Interno/Editora Abril Esquema de afastamento das placas tectônicas. MAP Interno/Editora Abril As placas tectônicas
  • 34. Os continentes  O início da formação dos continentes remonta há 150 ou 200 milhões de anos.  Existem forças vindas do interior do planeta que exercem influências na superfície terrestre.  Essa superfície é composta de várias placas, que são dotadas de movimentos.  As placas deram origem a dois tipos de formação: as líquidas (oceanos, lagos e mares) e as sólidas (continentes e ilhas).  Os mares constituem 73% da superfície terrestre e os continentes, apenas 27%.
  • 35.  O cientista alemão Wegener, em 1912, a teoria segundo a qual a América, a África e a Eurásia teriam formado um único continente, a Gondwana.  Durante muito tempo essa teoria ficou desacreditada. Porém, a partir de 1960, vários indícios a comprovaram Gondwana Velho Mundo Novo Mundo Novíssimo mundo Continente Antártico AdaptadodeGéographiedutempsprésent.Paris: Hachette,1990.p.19. Origem dos continentes: a deriva continental
  • 36. • Esta regionalização prioriza uma análise do mundo apenas por meio dos aspectos físicos; • Essa não retrata aspectos socioeconômicos, como industrialização, renda, tecnologia, analfabetismo e aspectos como regime político e culturais;
  • 37.  Por convenção, estabeceu-se a diferença entre ilhas e continentes, sendo a Austrália o menor continente e a Groenlândia a maior ilha.  Assim, todas as porções territoriais maiores que a Austrália são continentes e as menores que a Groenlândia são ilhas. Groenlândia: a maior ilha Austrália: o menor continente (é parte de um)Adaptado de SIMIELLI, M.E.Geoatlas. São Paulo: Ática, 2005. p. 16. Diferenciando ilha de continente
  • 38. Emissão de dióxido de carbono (2000) e acesso à internet (2003) • As regionalizações podem ser feitas em vários níveis do espaço, deste o planeta todo até os bairros. Ex:  “América do Norte, Central e do Sul” são regiões da “América”.  “América Andina, Platina, Guianas e Brasil” são regiões da “A. do Sul”.  “Norte; Nordeste; Sudeste; Centro-Oeste e Sul” são regiões do “Brasil”.
  • 39.
  • 40. Regionalização a partir da Divisão Histórico-Geográfica • Se baseia no processo histórico de expansão da colonização europeia em cada continente – eurocentrismo; • De acordo com essa classificação, existem quatro blocos: • O Velho Mundo, formado pela Europa, Ásia e África (área de ocupação mais antiga); • O Novo Mundo, “descoberto” por Colombo em 1492 (formado pela América); • O Novíssimo Mundo, descoberto por James Cook em 1770 (formado pela Oceania). • A Antártica (início do século XX); • Nessa divisão, o mundo foi regionalizado pelo olhar do europeu.
  • 41. As massas continentais  Ao olharmos a superfície terrestre, podemos destacar quatro massas continentais: O Velho Mundo: Ásia, Europa e África. Maior massa continental, 57% das terras emersas. O Novo Mundo ou Novo Continente: América do Norte, América Central e América do Sul. Novíssimo Continente ou Oceania: inclui a Austrália e uma série de ilhas. Antártica: caracteriza- se pela ausência de ocupação humana Sua exploração está ligada a pesquisas científicas.
  • 42.
  • 43.  Os termos Velho, Novo e Novíssimo Mundo não se referem à idade do tempo profundo, mas sim à história pelo tempo recente eurocêntrico;  As origens das antigas civilizações estão nos continentes africano, asiático e europeu - Velho Mundo. Torre Eiffel - Praça do Trocadero, Paris.  A Europa também é conhecida como o berço da civilização ocidental  Com o desenvolvimento das Grandes Navegações, a partir do século XV os europeus entraram em contato com os nativos de novas terras.  Chamaram de América as terras ao oeste, e posteriormente, no século XVIII, de Oceania as terras ao leste da Europa.
  • 44. O velho, o novo e o novíssimo mundo Local de surgimento das mais antigas civilizações. Os termos se referem à história humana, ao processo de descoberta e colonização das diversas regiões do planeta pelos europeus.Lugar onde se encontram os fósseis mais antigos. Berço da civilização ocidental, que dominou o mundo a partir do séc. XV. Ocidentalização Processo de alterações de hábitos e modo de vida tradicional de uma sociedade, que aos poucos vai incorporando os valores e tecnologia da cultura ocidental. Ponto de vista europeu  Assim, os termos Novo Mundo (América) e Novíssimo Mundo (Oceania) refletem o ponto de vista dos europeus.
  • 45. Antártida •Não foi chamado de “mundo” por não ser habitado por nenhum povo. • Não existem cidades nem áreas agrícolas. • Não foi dividida em países e ninguém reside ali de forma permanente. Interesse pela Antártida Localização Instalação de bases militares e aeroespaciais Águas Maior reserva de água potável: geleiras Subsolo
  • 46. • Tratado da Antártida (1959) embora apenas na reunião de 1991 os 30 países signatários do Tratado da Antártida decidiram prorrogá-lo por mais 50 anos, até 2041 Estação Comandante Ferraz, base científica do Brasil na Antártida, em 2008, antes de ser parcialmente destruída por um incêndio em 02/2012. todos tivessem o direito de instalar bases de estudo científico; porém, não haveria bases militares, nem de exploração mineral países que possuíssem bases científicas ou que tivessem realizado estudos nessas áreas poderiam participar de qualquer decisão sobre uma divisão territorial no futuro Determina que até 1991 a Antártida não pertenceria a nenhum país
  • 47. Agora vamos mudar o nosso olhar! Ao invés de centrar na natureza, vamos destacar a sociedade. Os critérios políticos e econômicos, são hoje, os mais utilizados para dividir a terra em regiões. E o mais básico desse critério divide as nações levando-se em conta as condições econômicas e sociais.
  • 48. Regionalização com base na Divisão Internacional do Trabalho •A regionalização do espaço mundial também é resultante do processo de DIT e se modifica com ela – há uma reorganização espacial que viabiliza um novo padrão de acumulação capitalista; •A divisão do trabalho tem origem há cerca de 5.500 anos, com o aldeamento - essa divisão social foi se aperfeiçoando até ditar às diferentes regiões do mundo o que elas devem produzir/consumir; •A lógica da DIT é a acumulação de capital; porém as pessoas não acumulam igualmente, originando, assim, as desigualdades que marcam o mundo contemporâneo; •Essa desigualdade combinada se reproduz por meios desiguais – ex. transferência de trabalhos banais para os países pobres e retenção nos desenvolvidos, dos trabalhos mais sofisticados;
  • 49.
  • 50.
  • 51.
  • 52.
  • 53. Regionalização pelo Nível de Desenvolvimento Socioeconômico • Essa regionalização passou a ser utilizada após a SGM, quando ficou evidente que, havia países muito diferentes do ponto de vista econômico, social, político, científico e tecnológico. • No pós-guerra dois países firmaram-se como superpotências mundiais: os EUA e a URSS - maiores poderios militar e tecnológico da época; • Regionalização do Mundo Bipolar - Guerra Fria; • Dentro dessa nova ordem, na década de 1950 uma regionalização passou a predominar no mundo e permaneceu até a queda do Muro de Berlim, em 1989;
  • 54.
  • 55. Outra Regionalização Bipolar • Primeiro Mundo: grupo de países capitalistas desenvolvidos (ricos); • Segundo Mundo: grupo de países socialistas ou de economia planificada (sub) desenvolvidos; • Terceiro Mundo: grupo de países capitalistas subdesenvolvidos (pobres). • Dinâmica da Ordem Bipolar: o Terceiro Mundo era uma área de interesse das duas potências, Ex. Vietnã (1959-1975); • O mesmo foi criado para designar os países que apresentavam atraso social, econômico, científico e tecnológico; • Foi teorizado pelo demógrafo francês Alfred Sauvy em 1952, sendo utilizada durante a Guerra Fria.
  • 56.
  • 57. Regionalização - Países Desenvolvidos e Subdesenvolvidos • O economista Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) foi um dos precursores desta proposta de regionalização, que estabeleceu a divisão do mundo entre os que se desenvolveram e os que supostamente poderiam se desenvolver; • Países Desenvolvidos: apresentam elevada industrialização e desenvolvimento técnico e científico. • Países Subdesenvolvidos: possuem industrialização tardia e dependente - apresentam reduzido desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconômico. • Os países que têm intensificado a sua industrialização e investido em tecnologia foram denominados de países em Desenvolvimento ou Emergentes: Brasil, México, Argentina, Chile, África do Sul, Índia, Malásia, China, entre outros.
  • 58. • Antes de 1980, os termos subdesenvolvido e desenvolvido não eram utilizados, porque parte dos atuais países pobres eram colônias europeias. Imperialismo e nacionalismo (1919 a 1941)
  • 59. • Esses países, apesar de terem alcançado um relativo crescimento econômico, não conseguiram chegar a um desenvolvimento social que permita que sejam chamados de países desenvolvidos. • Motivos que ajudam explicar o subdesenvolvimento no mundo atual: • Exploração histórica realizada pelos países ricos; • Governos corruptos; • Má distribuição de renda; • Políticas públicas inadequadas; • Dívida externa, entre outros;
  • 60. Subdesenvolvidos ou “em desenvolvimento” • O termo “em desenvolvimento” passa a substituir o termo subdesenvolvidos (por incomodar os governantes dos países pobres). Contudo, o termo “em desenvolvimento” é inadequado para a imensa maioria dos países subdesenvolvidos, pois estes continuam atrasados em relação aos países desenvolvidos. Existem países que estão “em desenvolvimento”, e aumentaram bastante sua produção e a qualidade de vida de suas populações.
  • 61. Como medir as desigualdades Produto Interno Bruto (PIB) quantidade total de bens e serviços produzidos num país durante um período de tempo ou seja: é a produção econômica de um país, a sua produção de riquezas Produto Nacional Bruto (PNB) PIB recursos que entram recursos que saem= + - recebimento pelas exportações pagamento pelas importações
  • 62. Renda nacional corresponde ao valor anual do PNB resulta da soma de todos os rendimentos percebidos pelas empresas e pessoas durante um ano Renda per capita “por cabeça” é a renda média da população = Renda nacional (ou o PNB) Número de habitantes
  • 63. PIB e renda per capita em alguns países — 2010 País PIB (em bilhões de dólares) Renda per capita (em dólares) EUA 14 582,40 47 084 China 5 878,62 4 395 Japão 5 497,81 43 160 Alemanha 3 309,66 40 542 Noruega 414,46 84 880 Luxemburgo 55,10 108 747 Brasil 2 087,88 10 710 Argentina 368,80 9 067 Bangladesh 100,10 609 Nigéria 193,66 1 224 Congo 13,20 194 Desen. Subdes. Desen. Subdes. Adaptadode:WORLDbank–Database,abrilde2011.
  • 64. Renda per capita no mundo Adaptadode:CALENDARIOAtlanteDeAgostini2007.Novara:IstitutoGeografico,2006;IBGE,2007.
  • 65. Distribuiçã o social da renda • Para medir o desenvolvimento socioeconômico de um país, não basta apenas saber a sua renda per capita; é necessário saber também como a renda nacional está distribuída entre seus habitantes. uma renda nacional mal distribuída resulta numa enorme riqueza para uma minoria e grande pobreza para a maioria da população pois Países desenvolvidos Países subdesenvolvidos Distribuição social da renda equilibrada Maior concentração na distribuição da renda pequenas desigualdades grandes desigualdades = = X
  • 66. • Ou seja: apenas 10% da população brasileira tem 42,5% de toda a renda nacional, enquanto 30% de toda a população nacional detém apenas 35,1% da renda nacional. Distribuição social da renda em alguns países (2010) País Renda nacional nas mãos dos 10% mais ricos (em %) Renda nacional nas mãos dos 60% mais pobres (em %) Renda nacional nas mãos dos 30% intermediários (em %) Índice de Gini Japão 21,7 42,4 35,9 24,9 Noruega 23,0 40,8 36,2 25,8 China 33,1 27,9 39,0 44,7 México 41,0 24,0 35,0 52,0 Brasil 42,5 22,4 35,1 53,0 Moçambique 36,7 30,1 33,2 46,0 Índia 27,4 35,7 36,9 32,5 Adaptado de: WORLD Bank – Database. Disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator>. Acesso em: 23 dez. 2011.
  • 67. As indústrias de ponta no mundo – início do séc. XXI Fonte: L’espace mondial – geographies. Paris: Magnard, 2001. p. 55 (adaptado).
  • 68. Os países subdesenvolvidos caracterizam-se: • pela dependência - tecnológica, cultural e financeira - em relação aos desenvolvidos. • O mapa revela uma forte concentração das indústrias de ponta nos países desenvolvidos. • Os produtos fabricados por essas indústrias são de valor bastante elevado e, ao serem exportados, geram lucros consideráveis para seus países.
  • 69.  Na prática, a dependência é, em parte, representada: • pela necessidade de investimentos realizados por empresas multinacionais; • por empréstimos concedidos pelos governos e bancos dos países desenvolvidos pela importação de bens de alta tecnologia; • pela remessa de lucros das empresas transnacionais instaladas nesses países; • pela influência na cultura e nos modos de vida das sociedades latino-americanas.  Entre os países do Sul, os latino-americanos estão entre os que possuem as maiores dívidas externas.
  • 70. Países do Norte e do Sul • É outra forma de regionalização do planisfério mundial, a partir de variáveis socioeconômicas; • Após décadas de Guerra Fria, o enfrentamento ideológico entre Socialismo e Capitalismo (L x O) perdeu espaço para a disputa econômica entre Ricos e Pobres (N x S); • A ideia ganhou força no início da década de 1990, a partir da dissolução da URSS, principal representante do “2º Mundo”; • Com relação a essas representações, deve ficar claro que são simplificações arbitrárias - conveniências de regionalização; • A divisão Norte e Sul não segue os limites do Equador;
  • 71. Regiões geoeconômicas: o Norte e o Sul • Regionalização do mun- do utilizando o desen- volvimento econômico e social como critério; • A diferença entre os países ricos e pobres se iniciou na Revolução Industrial (século XVIII); • Contudo, a divisão entre o Norte rico e o Sul pobre surge na década de 1980;
  • 72.
  • 73. Países ricos e países pobres desenvolvidos subdesenvolvidos a partir do século XX conceito de agrupamento que simplifica a realidade não corresponde aos dois hemisférios Norte geoeconômico Norte geográfico ≠ Sul geoeconômico Sul geográfico ≠ Sul geoeconômico Norte geoeconômico
  • 74. Regionalização - Países Centrais e Periféricos • Rosa Luxemburgo (1870-1919), filósofa marxista, foi a grande defensora desta proposta de regionalização; • Critério de regionalização: agrupa os países de acordo com o grau de dependência ou influência que exercem no cenário internacional. • Os países centrais e periféricos travam um conflito desigual, no qual não há espaço para que os menos abastados alcancem qualquer forma de progresso; • Cada país ocupa um espaço e desempenha seu papel no capitalismo, assim a periferia jamais chegará ao centro;
  • 75. • Ricos ou centrais: pequeno número de nações ricas e industrializadas que exercem forte dominação econômica.
  • 76. • Pobres ou periféricos: é a maioria dos países que possuem um menor desenvolvimento econômico/tecnológico, e que apresentam dependência em relação aos países centrais. • Ex. de generalização: ricos ou centrais como EUA e Portugal e pobres China e Bolívia. Nos dois casos existe uma grande diferença no grau de desenvolvimento dos países comparados. • A difusão do progresso técnico e a distribuição dos ganhos na economia mundial acontece de forma desigual; • No centro, a difusão do progresso técnico teria sido mais rápida e homogênea, enquanto na periferia, o progresso só atingiria setores ligados à exportação em direção ao centro. • Em suma, não basta mudar as denominações, pois as diferenças são sempre as mesmas: desenvolvidos, ricos, centrais, subdesenvolvidos, pobres e periféricos;
  • 77. • A nova ordem é pluralista, ou seja, possui várias frentes de oposição, como ricos e pobres; cristãos e muçulmanos; interesses mercantis e consciência ecológica, etc. Regionalização - Mundo Multipolar • A nova ordem mundial (início do séc. XXI) consolidou vários centros de poder no plano mundial – EUA; Japão e União Europeia; • Há também nos dias hodiernos um relativo enfraquecimento do Estado-nação e um fortalecimento de outros agentes internacionais; • As três grandes potências são ao mesmo tempo rivais e associados, possuem alguns interesses conflitantes e inúmeros outros em comum.
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  • 82. AS GRANDES REGIÕES CULTURAIS Regionalização a partir de um critério social: Cultura Civilização Uma cultura mais complexa, que já conhece a escrita, a vida urbana e a metalurgia Noção que inclui tudo aquilo que, ao longo da história da humanidade, os grupos sociais constroem do ponto de vista material e espiritual Conjunto de técnicas, artesanato, costumes, crenças, normas, idiomas, etc., de um agrupamento humano Todos os povos têm sua cultura, e todo indivíduo, mesmo iletrado, participa da cultura de seu povo São grandes culturas ou agrupamento de várias culturas com traços comuns Uma civilização constitui uma identidade cultural que vai além das diversidades entre localidades, etnias ou nações
  • 83. Regionalização a partir de um critério social a civilização Cinco principais civilizações da atualidade Islâmica Ocidental Hindu ou indiana Oriental, sínica ou chinesa Negro- africanas
  • 84. Regionalização do espaço mundial As grandes civilizações do mundo atual Adaptadode:HISTORYoftheworld,1998.
  • 85. Nasce na Europa atualmente é dominante em vários continentes; herdeira dos antigos gregos e romanos Filosofia Direito e alfabeto latino é = Principais religiões Judaísmo Cristianismo Monoteístas Único Deus O ocidente só passou a conhecer a democracia e os direitos do ser humano quando se libertou do domínio da religião, no século XVIII Ocidental expande
  • 86. Ideia materialista de progresso promove o acúmulo incessante de bens e obras origina o sistema capitalista é fundamental para essa civilização Tradição tem grande importância nas culturas mas na civilização ocidental o contínuo desejo de mudanças, de inovações, de aventuras é mais intenso Ocidental
  • 87. mas também Século XV Civilização ocidental unificou o planeta, interligando todos os continentes encurtou as distâncias ao desenvolver os meios de transporte e a comunicação - expandiu a modernidade; atividade industrial e urbanização em boa parte do globo gerou a grande maioria dos problemas que atualmente afetam a humanidade: com o tempo poluição armas atômicas enorme desigualdade de nível de vida enorme desigualdade de desenvolvimento Universalizou-se, e espalhou pelo planeta Ocidental Expansão marítimo-comercial européia
  • 88. Elemento unificador da civilização Religião maometana ou muçulmana Fé em Alá e no profeta Maomé Reza obrigatória cinco vezes ao dia, de cócoras e com o rosto voltado em direção a Meca Peregrinação pelo menos uma vez na vida à Meca Jejum obrigatório durante o ramadã Contribuição obrigatória de parte da renda – por volta de 2,5% – para ser distribuída aos pobres Jihad ou “guerra santa” contra os infiéis Fundada por Maomé no século VII, a nova fé deu início à união dos povos árabes Princípios fundamentais da religião Cidade sagrada Mês sagrado no qual vários alimentos são proibidos e a alimentação só pode ser feita depois que o sol se põe Islâmica
  • 89. Correntes do islamismo Sunismo Xiismo Corrente sunita é mais moderada Corrente xiita é mais radical no fundamentalismo religioso separa um pouco o Estado da religião Acredita que Estado e a política devem estar a serviço da expansão da fé e dos ensinamentos da religião Islâmica
  • 90. A diferença entre ser Árabe, Muçulmano ou Islâmico  O termo islâmico se refere aos seguidores do Islamismo, que é uma religião monoteísta criada no século VII d.C. por Maomé.  Portanto, islâmico é todo seguidor da religião Islâmica, na mesma relação entre Cristianismo x cristãos; e Judaísmo x judeus. Meca - Arábia Saudita, considerado o lugar mais sagrado do Islamismo  Já o termo Muçulmano é apenas um sinônimo de islâmico, não havendo nenhuma diferença entre os termos.  O termo árabe se refere a uma etnia, que é caracterizada pela língua árabe.
  • 91.  Assim, quem têm essa língua como oficial pode ser chamado de árabe. Como ex, podemos citar os iraquianos, os egípcios, os palestinos, os sauditas, entre outros.  Nós devemos, portanto, ter em mente que islâmico e muçulmano são referentes a uma religião, enquanto árabe é referente a uma etnia.  Essa confusão se dá porque a religião islâmica foi criada pelo povo árabe, e entre esse povo o islamismo ganhou muitos adeptos. Muçulmanos orando em Cabul, Afeganistão  No entanto, devemos lembrar que nem todo muçulmano (ou islâmico) é árabe.
  • 92.  Os turcos, os iranianos e os afegãos são muçulmanos, mas não árabes, isso porque não falam o árabe.  Agora sabemos que nem todo muçulmano é árabe. No entanto, todo árabe é muçulmano? A resposta para essa pergunta é não.  Apesar da maioria dos povos árabes professarem o islamismo, há o caso do Líbano e da Síria, que apesar de serem países árabes e terem a maior parte de suas populações seguidoras do Islamismo, possuem uma expressiva parcela de sua população cristã.  Ou seja, nesses países existem muitos árabes que não são muçulmanos, mas que são cristãos.
  • 93. Árabe ≠ Muçulmano Povo Religião Árabe não é obrigatoriamente muçulmano Islâmica
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  • 95. Elemento unificador da civilização Hinduísmo Mistura de religião e filosofia Conjunto de ideias e costumes que organiza ou cimenta uma sociedade extremamente complexa e hierarquizada Vedas • Coleção de antigas preces, hinos e poemas; • Todas as coisas e acontecimentos são manifestações diversas de uma mesma realidade, que existe dentro de cada um e no Universo. Hindu ou indiana fonte espiritual
  • 96. Hierarquia Sistema de castas Grupos de famílias que possuem determinadas tradições que as classificam hierarquicamente como mais “puros” ou “impuros” dentro da sociedade hinduísta A noção de “pureza” se refere a hábitos e valores espirituais, não à higiene Dentro desse sistema não existe a possibilidade de mudança de castas; Hindu ou indiana
  • 97. Brâmanes Xátrias Vaixás Sudras Párias Sistema de castas Principais castas Sacerdotes Guerreiros Comerciantes e artesãos Trabalhadores manuais São os “intocáveis”, sem profissão definida e qualquer privilégio Hindu ou indiana não estão incluídos no sistema de castas Sistema oficialmente abolido em 1946, mas que permanece atuante na sociedade
  • 98. Confucionismo Budismo Existem três principais correntes de pensamento que se completam Taoísmo • Desenvolveu um rico sistema de linguagem e filosofias com grande significado religioso, político e até ecológico. • Desenvolveu grande conhecimento de sistemas de irrigação, transportando água dos rios para áreas longínquas com secas periódicas. • É chamada de civilização hidráulica milenar. • Integra além da China, alguns países vizinhos como: Mongólia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong, e parte do sudeste asiático. Oriental, sínica ou chinesa
  • 99. Confucionismo Prega uma série de regras de ética e virtude. Oriental, sínica ou chinesa Deriva dos ensinamentos de Confúcio (século V a.C.). Valoriza o ensino. Prega o respeito às tradições, aos idosos, à família e à pátria.
  • 100. Taoísmo “Caminho” ou “processo do Universo” Fundado por Lao-tsé (séc. V a.C.). Oriental, sínica ou chinesa A vida é a harmonia combinada do yin e do yang, a busca do equilíbrio. O mundo é visto como um processo dinâmico e cíclico, com frequentes oposições de lados contrários que se complementam.
  • 101. Budismo Chegou à China no século I d.C. Oriental, sínica ou chinesa Tudo é mutável, se transforma. Portanto, não devemos nos apegar às coisas transitórias, nem ao próprio “eu”. É fundamental a ideia de “despertar” ou nirvana, um estágio de meditação profunda que conduz ao conhecimento último das coisas e à ausência de todo sofrimento.
  • 102. Culturas diversificadas, produzidas por povos africanos São 8 principais culturas, cada uma abrangendo inúmeros povos, idiomas e costumes diferentes, mas com características comuns Têm base nas comunidades tribais e religiões fetichistas ou animistas, com importante papel da família Grupos de base rural e com redes de parentesco comuns, com códigos de conduta Admitem que todas as coisas da natureza têm espírito, cultuam alguns animais como deuses Não é nuclear (pais e filhos) como na cultura ocidental. É formada por um conjunto de centenas de indivíduos que inclui os primos e seus parentes, avós e seus primos, sobrinhos, cunhados e etc. Negro- africanas
  • 103. África Partilha do continente pelo colonizador europeu os interesses ou características culturais dos africanos artificialismo dos países e de suas fronteiras descolonização as elites dominantes reproduziram a forma de governo das autoridades coloniais lutas internas e guerrilhas com a ignorou gerando Negro- africanas
  • 104. Definição arbitrária das fronteiras Urbanização acelerada Industrialização Novos valores e hábitos (ocidentalização) Comunidades tradicionais de origem rural Perda de referências culturais Expansão do islamismo Negro- africanas Longa dominação ocidental