Ancilostomideos

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Ancilostomideos

  1. 1. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Classificação – Reino: Animalia – Filo: Aschelminthes – Classe: Nematoda – Ordem: Strongylida – Família: Ancylostomatidae – Espécie: Necator americanus e Ancylostoma duodenale
  2. 2. Nematódeos - infecção oral Nematódeos infecção• Características gerais – É agente da chamada “opilação” ou “amarelão” – Nematódeos em grande quantidade provocam anemia
  3. 3. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Biologia – Morfologia • O parasito adulto tem corpo cilíndrico e curvado como um anzol; • Tamanho do verme adulto varia 0,8-1,3 cm; – Hospedeiro: homem
  4. 4. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Biologia – Ciclo (Monoxênico) • Ovos são eliminados com as fezes: • A eclosão dos ovos se dá no ambiente; em 3 semanas forma-se a larva filarióide ou infectante; • Penetração cutânea ou mucosa da larva infectante; migração pelos vasos sangüíneos até o pulmão; • Última muda larval no pulmão; adultos migram até o intestino (duodeno e jejuno) onde se desenvolvem; • Acasalamento dos parasitos adultos e ovipostura.
  5. 5. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Biologia – PPP: 35-55 dias – Nutrição: adultos euritróficos* – Infectividade • A produção diária de ovos varia de 9 a 20.000 ovos; • Peri-domicílio é área importante de transmissão em áreas de alta endemicidade, principalmente rural; • As larvas vivem meses em ambientes úmidos e sombreados, mas poucas semanas em ambientes secos e quentes; • Ocorre infecção transplacentária e transmamária; • Dormência dos parasitos pode provocar manifestações intermitentes;
  6. 6. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Patologia – Penetração no hospedeiro • Dermatite e lesões pápulo-eritematosas (só em ataques maciços) – Migração pulmonar • Infiltrado pulmonar eosinofílico brando – Lesões intestinais • Ingestão de fragmentos de mucosa • Perda de sangue (0,03-0,3 ml/larva/dia) • Inflamação da porção ulcerada da mucosa • Hipo-proteinemia – Localização errática
  7. 7. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Sinais e sintomas – Eritema e prurido em área endemes (“micuim”); – Síndrome de Loeffler; • Menos intensa que na ascaríase – Alterações gerais (febre, inapetência e perda de peso); em crianças pode provocar edemas, quando associado com alimentação deficiente ou parasitismo elevado; – Em casos graves associados com subnutrição: • Asma, coriza, anemia, emagrecimento, irritabilidade; • Cansaço, mialgias, cefaléia; dor epigástrica, vômitos e cólica. – Eosinofilia (10 a 30%).
  8. 8. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Diagnóstico – Clínico – Laboratorial • EPF (sedimentação); pode levar a resultados negativos e várias coletas para confirmação.• Tratamento – Medidas preventivas • Correção alimentar, suplementação com ferro e vitaminas – Medidas terapêuticas • Benzimidazóis – Mebendazol, Albendazol
  9. 9. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Epidemiologia – É cosmopolita (regiões quentes e úmidas); – Prevalência variável (depende das condições ambientais e sociais); – Atualmente tem característica mais rural; – Melhoria geral das condições básicas • Uso de calçados • Melhoria da dieta • Maior disponibilidade de anti-helmínticos
  10. 10. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Larva Migrans Cutânea (LMC) – A larva migrans cutânea é a doença provocada pela migração errática das larvas imaturas de ancilostomídeos do cão e do gato denominados Ancylostoma caninum e A. braziliensis.
  11. 11. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Biologia – Morfologia • Os parasitos adultos são bastante semelhante ao ancilostomídeos do homem, diferindo destes principalmente pela fórmula dentária na cápsula bucal; – Hospedeiro: • Cão e gato são os hospedeiros naturais; • A infecção do homem é acidental, sendo que o verme jamais chega ao estádio adulto.
  12. 12. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Biologia – Ciclo • O ciclo dos ancilostomídeos dos animais é semelhante aos do homem, entretanto, desenvolve-se naturalmente só no cão e no gato. • Quando ocorre a penetração da larva infectante desses nematódeos na pele do homem, ocorre migração errática nesse local. As larvas não conseguem atingir a circulação sanguínea, nem o peritônio, de modo que não chegam ao pulmão para completar sua maturação e permanecem em migração.
  13. 13. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Biologia – Infectividade: • As larvas dos ancilostomídeos do cão e do gato dependem das mesmas condições para sobrevivência das larvas dos ancilostomídeos do homem (solo sombreado e úmido). • A migração larval é interrompida naturalmente de duas maneiras: – Exaustão das reservas larvais; – Isolamento da larva por formação de granuloma.
  14. 14. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Patologia – Ação mecânico • A migração ativa da larva pelos tecidos pode provocar intensa ação inflamatória no local de passagem, também denominada de dermatite serpiginosa. – Ação imuno/tóxica • Durante a migração tecidual errática pela pele, a larva imatura libera toxinas que induzem resposta imune e eosinofilia elevada.
  15. 15. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Manifestações – A manifestação característica da larva migrans visceral é a inflamação em forma de traço que se desloca erraticamente pela pele (dermatite serpiginosa).• Diagnóstico – Clínico: observação direta da lesão serpiginosa é patognomônica da infecção por LMC. – Laboratorial: biópsia; não é utilizada de modo rotineiro.
  16. 16. Nematódeos - infecção muco-cutânea Nematódeos infecção muco-cutânea• Terapêutica – Albendazol e Ivermectina* • Atualmente ambas drogas são consideradas de primeira escolha na LMC, entretanto, a toxicidade desses medicamentos ainda esta sob investigação pelo FDA. – Tiabendazol• Epidemiologia – A difusão do cão como animal de companhia torna este parasito cosmopolita; – Seu controle deve ser baseado diretamente no tratamento da população de cães e gatos infectados e no controle de geo-helmintos.

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