UMA  TEOLOGIA     DOESPÍRITO SANTO    NUMA PERSPECTIVA    ATUAL      1
ESTUDO BIBLÍCO    SOBRE      OESPÍRITO SANTO      PAULO FRANCISCO DOS SANTOS          Pastor, escritor, poeta e teólogo.  ...
MENSAGEM“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todosreunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu umsom, como ...
Í ND ICECOMENTÁRIO.......................................................................... Pág. 05INTRODUÇÃO...............
Comentário        Apresentar uma perspectiva sobre o Espírito Santo na atualidade é uma tarefa queinvoca a volta as raízes...
Introdução        A teologia do Espírito Santo numa perspectiva atual é uma declaração a favor deque se deve deixar o Espí...
O Espírito na Liderança do Antigo Testamento       O Espírito e José:        No Antigo Testamento vemos o Espírito sobre u...
O Espírito e Josué:        Josué estava entre os setenta anciãos que receberam o Espírito (Ex 24.13, 32.17).Como sucessor ...
de seu ungido” (1 Sm 2.10b). a oração de Ana não é somente um pedido, justo, mas umaprefiguração de uma grande coisa que Y...
povo e para o rei. Ao passo que o rei teria que administrar o reino com justiça e virtude eproteger o povo dos inimigos, o...
O Espírito Santo no Novo TestamentoO Espírito Santo na vida e no ministério de Jesus.       O fato de que um número consid...
diminuiu, de maneira alguma, a sua divindade. Jesus continha dentro de si à totalidade dasqualidades humanas bem como a da...
Tanto advertências como os incentivos que Jesus deu aos seus discípulos são,portanto, apropriados para os dias de hoje. El...
ousadia do apóstolo, e sua maneira clara, nítida e franca de apresentar a verdade deixaramos membros do Sinédrio atônitos....
o que certamente destacaria o mandamento do amor (Jo 15.12,17). Então, Ele estaria comeles (e conosco) até a consumação do...
São, simplesmente, sinais que seguem os cristãos os quais crerem suficientemente paraobedecer ao mandamento de pregar o Ev...
O Consolador veio para ficar        Depois da Última Ceia, Jesus falou aos seus discípulos a necessidade de sua morte,ress...
No entanto, não queriam dizer Consolador no sentido moderno de consolar alguémnas aflições e no luto. O Novo Testamento ap...
era de Cristo (1.8). Mas o poder para realiza-lo era do Espírito Santo, igual ao de Cristo.Mesmo assim, percorre elo livro...
Atos dos Apóstolos ensina acima de tudo que a igreja presidida pelo Espírito Santoseguiu crescendo triunfante anunciando a...
Conclusão        A atualidade da teologia voltada para Espírito Santo recai na verdade de suaeternidade, onde Ele não tem ...
Bibliografia  1. O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo.  HORTON, Stanley M.  CPAD  2. A Santa Trindade.  BERGSTÉN, Eur...
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Uma teologia do espirito santo numa perspectiva atual

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Uma teologia do espirito santo numa perspectiva atual

  1. 1. UMA TEOLOGIA DOESPÍRITO SANTO NUMA PERSPECTIVA ATUAL 1
  2. 2. ESTUDO BIBLÍCO SOBRE OESPÍRITO SANTO PAULO FRANCISCO DOS SANTOS Pastor, escritor, poeta e teólogo. 2
  3. 3. MENSAGEM“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todosreunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu umsom, como de um vento veemente e impetuoso, eencheu toda a casa em que estavam assentados. Eforam vistas línguas repartidas, como que de fogo, asquais sobre cada um deles. E todos foram cheios doEspírito Santo, e começaram a falar noutras línguas,conforme o Espírito Santo lhes concedia quefalassem”. Atos dos Apóstolos 2.01-04 3
  4. 4. Í ND ICECOMENTÁRIO.......................................................................... Pág. 05INTRODUÇÃO.......................................................................... Pág. 06O ESPÍRITO SANTO NA LIDERANÇA DO A.T. ........................ Pág. 07O Espírito e José..................................................................... Pág. 07O Espírito em Bezalel e Aoliabe............................................. Pág. 07O Espírito e Moisés................................................................. Pág. 07O Espírito e Josué................................................................... Pág. 08O Espírito e a liderança Carismática dos Juízes................... Pág. 08O Espírito e a liderança dos Reis........................................... Pág. 08O Espírito e a liderança dos Profetas..................................... Pág. 09O ESPÍRITO SANTO NO NOVO TESTAMENTO........................ Pág. 11O Espírito Santo na vida e no ministério de Jesus................ Pág. 11O nascimento de Jesus........................................................... Pág. 11Batismo de Jesus.................................................................... Pág. 11Os discípulos são enviados com o Espírito Santo................. Pág. 12Enviados com poder................................................................ Pág. 14Estes sinais seguirão.............................................................. Pág. 15Nascido do Espírito................................................................. Pág. 16O Consolador veio para ficar.................................................. Pág. 17O Espírito em Atos dos Apóstolos.......................................... Pág. 18CONCLUSAO............................................................................ Pág. 21BIBLIOGRAFIA......................................................................... Pág. 22 4
  5. 5. Comentário Apresentar uma perspectiva sobre o Espírito Santo na atualidade é uma tarefa queinvoca a volta as raízes do verdadeiro Cristianismo. Hoje em dia as igrejas quanto denominações querem produzir espetáculos quetendem a comover e agregar pessoas as suas ideologias. São verdadeiros produtores depessoas convictas, porém não salvas. O Espírito Santo é aquele que aplica a salvaçãorealizada por Cristo na Cruz ao pecador e isto não pode ser esquecido por aqueles queanunciam o evangelho. Mediante essa verdade vemos que sem Ele e sua participação osmuitos movimentos que estão invadindo o mundo são totalmente heréticos. Paulo Francisco dos Santos 5
  6. 6. Introdução A teologia do Espírito Santo numa perspectiva atual é uma declaração a favor deque se deve deixar o Espírito tomar as rédeas da Igreja (apesar dEle nunca as ter perdido). Jesus disse: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fiqueconvosco para sempre; Jo 14.16. Outro Consolador significa um do mesmo tipo, da mesma essência e etc. O EspíritoSanto não é inferior a Cristo que é a Cabeça do corpo que é a Igreja, ele veio estar com enos discípulos para os guiar, ajudar, consolar, fortalecer e administrar a grande comissãoque recebeu a incumbência de anunciar o evangelho em todo mundo. É necessário entender que quem preside a tarefa da grande comissão é o EspíritoSanto escolhendo, capacitando, enviando os discípulos e ainda convencendo e salvando asalmas perdidas. O Espírito Santo tem administrado durante toda a história da humanidade a obrasalvifica na escolha e preservação do povo de Israel e atualmente com a manifestação doMessias esperado na direção e preservação da igreja. 6
  7. 7. O Espírito na Liderança do Antigo Testamento O Espírito e José: No Antigo Testamento vemos o Espírito sobre um dos Patriarcas em um períodocrucial da historia do povo de Deus. Mesmo antes do tempo de fome severa em Canaã,Deus começou a ordenar a vida e as circunstancias de Jose preparando-o para o papel depreservar o povo escolhido. As habilidades em administrar ou interpretar sonhos sãodoados a José pelo Espírito de Deus, o que ele mesmo reconhece em Gn 41.16 e visto porFaraó e seus oficiais em Gn 41.38. O Espírito em Bezalel e Aoliabe: O papel do Espírito na criação do universo reflete a noção veterotestamentária doenvolvimento divino na construção de um lugar sagrado. Assim como o macrocosmo foicriativamente construído pela palavra divina e trazido a realidade pelo Espírito de Deus;assim também o Tabernáculo requereu habilidade e revelação divina em sua construção (Ex25-31). O Tabernáculo deveria ser a expressão portátil do reino divino entre Israel, por issovemos também o Espírito capacitando a Bezalel e Aoliabe para construção desteTabernáculo. O Espírito e Moisés: Moisés é claramente o representante paradigmático dos lideres de Israel. Ele é omediador escolhido de Deus, que revela para Israel a natureza e os atributos de Yahweh,bem como as exigências da aliança. A responsabilidade de liderar um grande grupo de pessoas traz muitas adversidadese frustrações para Moisés, mas ele é equipado e sustentado pela presença de Yahweh emsua tarefa. Nota-se que o agir de Moisés é guiado pelo Espírito de Deus, pois ao repartir oEspírito entre os setenta anciãos o Senhor diz: “...Tirarei do Espírito que está sobre você eoporei sobre eles...” (Nm 11.17c). O Espírito resgata, lidera e administra o povo sobre a vida de Moisés e quandovemos rebelião por parte da nação, esta não é somente contra Moisés, mas particularmentecontra o “governo de Deus”. 7
  8. 8. O Espírito e Josué: Josué estava entre os setenta anciãos que receberam o Espírito (Ex 24.13, 32.17).Como sucessor de Moisés, contudo, Josué foi separado, especificamente, para a liderançapor Yahweh e comissionado para suas tarefas militares e administrativas (Nm 27.16-23; cf.Dt 31.1-29). Yahweh estava, portanto, presente com Josué da mesma forma que estava comMoisés (Js 1.5; 3.7). A transferência de poder de Moisés para Josué serviu para darautoridade a Josué diante do povo. É dito para Josué: “Hoje começarei a exalta-lo a vista detodo o Israel, para que saibam que estarei com você como estive com Moisés”(Js 3.7). O Espírito e a liderança Carismática dos Juizes: Dois tipos de pessoas são referidas como sendo juízes durante este período. Os“juízes maiores” são Otoniel (Jz3.7-11), Eúde (3.12-30), Débora e Baraque (4.1-24),Gideão (6.1-8.28), Jefté (10.6-12.7) e Sansão (13.1-16.31). Os “juízes menores”, quetambém “julgaram Israel”, são Tola, Jair, Ibsã, Elom, Abdom (10.1-5;12.8-15) e Sangar(3.31). Mesmo que as atividades dos juízes se focalizem sobre umas poucas tribos por vez,a preocupação geral permanece na fidelidade de Israel como nação a Yahweh. O termo “carisma” é uma noção teológica que “comunica a idéia dos donsespirituais de Deus, conferidos ao povo que funciona como seus emissários e levam suamissão sobre a terra. Concluímos então que um juiz libertador, distinguido por dons equalidades extraordinárias, pareceu em sua própria opinião e na de seus adeptos como umagente divino, libertando seu povo de crises nacionais, um ato que o imbuia com autoridadesuprema junto a sociedade”. O Espírito e a Liderança dos Reis: A transição dos juízes carismáticos para a monarquia envolve grandes mudançasculturais, econômicas e políticas para Israel. O padrão cíclico de apostasia e opressão emJuízes continua nos capítulos iniciais de 1 Samuel. Mas alguma esperança de renovação éindicada pela piedade espiritual nas vidas de alguns indivíduos. Além das personagensretratadas no livro de Rute, um numero de fiéis a Yahweh são apresentados em 1 Samuel.Um desses foi Ana. O cântico de Ana exerce um papel especial no estabelecimento de umaênfase teológica principal de 1 e 2 Samuel (1 Sm 2.1-10). A situação injusta e sacrílega emIsrael será revertida, e, em seu lugar Yahweh, dará força para o seu rei e “exaltará a força 8
  9. 9. de seu ungido” (1 Sm 2.10b). a oração de Ana não é somente um pedido, justo, mas umaprefiguração de uma grande coisa que Yahweh irá fazer em beneficio de seu povo. A triste situação de Israel nas mãos dos Filisteus é apresentada na “narrativa daarca”, que focaliza a impotência de Israel sob o jugo de seus opressores (1 Sm 4-7). Pormeio da liderança de Samuel, contudo,Yahweh trouxe uma vitória e libertou a naçãoatravés da guerra santa (7.10ss). Deste modo, Samuel demonstrou a suficiência de seu papelde juiz e a propriedade teológica da liderança não monárquica. Um problema surge quando Samuel, em sua idade avançada, apontou seus “filhosperversos” como juízes para sucede-lo (1 Sm 8.3). À luz desta ação, e talvez devido a umadesgraça similar na família do sacerdote Eli (1 Sm 2.12ss), os anciãos expressam suaspreocupações e pediram um rei para governar sobre eles. A desaprovação de Samuel a estepedido é similar ao desfavor implícito mostrado para com a monarquia no período dosjuízes (Jz 9). O desejo de eles serem como as outras nações é, em última instância, umarejeição do reino de Yahweh (1 Sm 8.7;10.19;12.17-19) e um negar do governo divino nomeio deles (Ex 19.3-6). Saul foi escolhido para ser rei sobre Israel, mas devido a sua desobediência apalavra de Yahweh, e ele é substituído Davi. As narrativas desde 1 Sm 16 até 2 Sm 5.1-4são geralmente referidas como a “história da ascensão de Davi”. Estas narrativas justificamDavi como o rei escolhido de Yahweh, o qual deve suceder Saul, e também exoneram Davide qualquer intriga ou desejo de depor o ungido de Deus. A seqüência quádrupla de temasque denotam o levantar de Saul no reinado, também é evidente na ascensão de Davi. Ele éeleito por Yahweh (1 Sm 16.1ss), ungido por Samuel, dotado com o ruah (Espírito) epreparado para as batalhas militares que viriam (cf. 16.13-14; Cap. 17). Uma característicaadicional é evidente em 1 Sm 16.13, seguiu a sua unção “o ruah veio sobre Davi a partirdaquele dia”. A passagem implica um “atributo perpetuo”, não somente uma ocorrênciaesporádica. A transição da liderança de Saul para a de Davi é similar à transferência deautoridade de Moisés para Josué (Dt 34.9) e a de Elias para Eliseu. Samuel ungiu cada umpara o reinado segundo o mandado de Yahweh. Yahweh reserva o direito de desfazer-se deum rei e troca-lo por outro. O Espírito e a Liderança dos Profetas: A transição de uma administração predominantemente tribal, com os juizescarismáticos, para a monarquia não ocorreu facilmente em Israel. Samuel inicialmente seopôs a chamar um rei por causa das implicações que este pedido teria sobre o governoteocrático de Deus e sobre a aliança com Israel. O reino de Salomão exemplificou algunsdos abusos, os quais Samuel avisara a nação quando esta pediu um rei (1 Sm 8). Pararefrear a ameaça de um rei liderando Israel de uma maneira correspondente as praticas dereinado do Antigo Oriente, Deus levantou os ofícios reais e proféticos juntamente. Profeciafoi a continuação do oficio Mosaico na medida em que ela interpretava a aliança para o 9
  10. 10. povo e para o rei. Ao passo que o rei teria que administrar o reino com justiça e virtude eproteger o povo dos inimigos, o profeta dirigia as matérias espirituais do reino e visavamanter um verdadeiro Javismo na nação. Os profetas da corte observavam as atividades dorei e por fim os consideravam responsáveis para que suas ações estivessem em compassocom as obrigações da aliança. O papel principal do profeta nos estágios iniciais incluíaestes aspectos: “(1) Ele designava o escolhido de Yahweh para ser rei por oráculo e unção,(2) Ele pronunciava julgamento sobre o rei, a perda do reino devido a quebra da lei ou daaliança, bem como a morte do rei por razoes semelhantes, (3) Ele chamava Israel parabatalha na autentica “guerra de Yahweh” bem como determinava o período para Israel irpara a guerra (na vitória ou na derrota)”. 10
  11. 11. O Espírito Santo no Novo TestamentoO Espírito Santo na vida e no ministério de Jesus. O fato de que um número considerável de judeus ainda se apegava a vida e aesperança ensinadas pelos profetas, é refletido em todo o registro do nascimento de Cristo.Na classe sacerdotal, Zacarias e Isabel, pais de João Batista, são exemplos de destaque. Naplebe, Simeão e Ana são representantes típicos dos muitos que esperavam a consolação(conforto, encorajamento) de Israel (Lucas 2.25) e que aguardavam com expectativa aredenção de Jerusalém (Lucas 2.38). Isto é: esperavam a salvação e a restauração que,segundo os profetas prometeram, viriam nos dias do Messias. (Os judeus, às vezes,chamavam o Messias de Consolador.)O nascimento de Jesus O nascimento virginal de Cristo demonstra a atuação do Espírito Santo. A razão deJesus ter sido milagrosamente concebido no ventre de Maria pelo poder do Espírito éprovavelmente uma indicação de que o Espírito estava com Ele e habitava nEle daquelemomento em diante. Há, e sempre haverá, comunhão perfeita entre os membros daTrindade.Batismo de Jesus Ao ser batizado por João Batista, no Jordão, Jesus se identificou com a humanidade.Em seguida, Deus proclamou que Ele era seu Filho, ao enviar o Espírito Santo em forma depomba, e João ouviu uma voz do Céu que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem mecomprazo” (Mt 3.17). Tenhamos em mente, também, que o Espírito Santo veio sobre Jesus, após Ele ter seidentificado com a humanidade através do batismo nas águas. Certamente, não havia intenção da parte do Pai de romper aquela identificação como homem, quando Ele enviou o Espírito Santo a Jesus. Aquilo que aconteceu com Jesus eranecessário, não porque Ele era Deus, mas porque também era homem. Como homem, Eledevia ministrar no poder do Espírito. Como homem, Ele devia sofrer e morrer. Quando oPai disse: “Este é meu Filho amado”, reforçava o fator de que a humanidade de Jesus não 11
  12. 12. diminuiu, de maneira alguma, a sua divindade. Jesus continha dentro de si à totalidade dasqualidades humanas bem como a das divinas, sem interferir uma nas outras. Ele era o Deus-homem, não no sentido de ser metade Deus e metade homem. Ele era plenamente Deus,100% Deus. Ele era, também, plenamente homem, 100% homem. Sobre o Deus-homem, Jesus, o Espírito veio prepara-lo para um ministério entre oshomens, bem como identifica-lo como Aquele que batiza com Espírito Santo. Logo,embora as experiências não sejam exatamente paralelas, a verdade é que Jesus nãocomeçou seu ministério terrestre antes que o Pai enviasse o Espírito. Semelhantemente,Jesus mandou seus discípulos aguardar ou permanecer em Jerusalém e não começar seuministério antes que o Espírito Santo viesse sobre eles (Lucas 14.49; Atos 1.4). Tendo em vista a plena humanidade de Jesus e a sua identificação conosco, é dignode nota que, tão logo o Espírito veio sobre Jesus, Ele se submeteu a orientação do EspíritoSanto (Mt 4.1; Lc 4.1). Primeiro, Ele foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentadopelo diabo. Em sua tentação, Jesus não empregou seu poder divino para derrotar o diabo.Continuou a se identificar conosco como um homem cheio do Espírito; derrotou Satanáspelos mesmo meios que nos estão disponíveis – a Palavra, ungida pelo Espírito. Jesus não somente era guiado pelo Espírito, como também o seu ministério foirealizado pelo Espírito Santo. Quando Jesus voltou para a Galiléia, o poder do EspíritoSanto se manifestou primeiramente no seu ministério de ensino e, depois, no de cura. EmCafarnaum, antes da realização de qualquer milagre, o povo se maravilhava diante dos seusensinos. A unção do Espírito em suas palavras levou o povo a contemplar a sua autoridade,algo que nunca acontecera no tempo em que escutaram os escribas (que alegavam ser omais entendidos nas Escrituras). As noticias desse ministério espalharam-se rapidamente. Em Nazaré, Jesus leuIsaias 61.1,2, e declarou abertamente que essa profecia do Espírito sobre o Servo de Deus eseu ministério cumpria-se nele e através dele mesmo (Lc 4.18,21). Os discípulos são enviados com o Espírito Santo Ao enviar seus discípulos, Jesus não lhes prometeu facilidades. Advertiu-lhes,também, que não esperassem a boa acolhida para o Evangelho, por mais poder queacompanhasse a sua pregação. Não se tratava de pessimismo, mas de realismo. O ministériodeles não seria uma expressão de otimismo superficial, mas de promessas de Deus,promessas estas que davam a garantia de vitória a despeito da oposição ininterrupta. Asportas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja, a qual inclui todos os verdadeiroscrentes, todos quantos pertencem a Jesus (Mt 16.18). Mesmo assim, a ela (ou seja: o povode Deus) precisaria enfrentar os poderes do Inferno, e ter a certeza de estar vestido a suaarmadura (Efésios 6.11-18). Não esperemos que a oposição diminua a medida que nosaproximamos do fim dos tempos, porque “nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”(2 Tm 3.1). 12
  13. 13. Tanto advertências como os incentivos que Jesus deu aos seus discípulos são,portanto, apropriados para os dias de hoje. Ele os enviou (depois do Pentecoste) côoovelhas entre lobos (Mt 10.16). Mas tinham a garantia de que, se Jesus os enviava, podiamcontar com a presença dele (Jo 15.16; 16.2; Mt 28.20). Ao saírem, precisariam de toda a sabedoria e de toda a mansidão que pudessemobter (Mateus 10.16). Mesmo assim, os homens os prenderiam e os entregariam aosconcílios religiosos (tais como o Sinédrio) e os chicoteariam nas suas sinagogas. Mas oresultado não seria a derrota. Mesmo quando fossem trazidos diante de governadores e reis,por causa de Jesus, o resultado seria um testemunho vivo em favor deles (e não contra eles)e dos gentios. As suas prisões e julgamentos diante dos tribunais tornar-se-iam em oportunidadespara o testemunho, mediante a obediência a Mateus 10.19. Quando os crentes fossempresos por causa da divulgação das boas novas sobre Jesus, não deviam preocupar-se nemficar ansiosos sobre o que deviam dizer, nem de côo o falariam. No momento exato, ser-lhe-ia dado o que falar: “Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai éque fala em vós” (Mt 10.20). Isto é, seriam cheios do Espírito Santo, que daria tanto asabedoria como as palavras para o testemunho que glorificaria a Jesus. Jesus repetiu essa advertência no monte das Oliveira, após os discípulos lheperguntarem sobre os sinais do fim. Ele os advertiu que a atenção excessiva aos sinaispoderia engana-los: primeiro porque viriam muitos enganadores (Mc 13.5,6) e, segundoporque guerras e rumores de guerras caracterizariam toda aquela época. As pessoasficariam alarmadas, pensando que o fim estivesse próximo, quando, na realidade, deveriamestar mais preocupadas com a disseminação do Evangelho (Mc 13.8). Durante essedecurso, conforme Jesus dissera antes, seriam levados diante dos governantes por amor aCristo, a fim de testemunharem diante deles. Isso seria importante na disseminação doEvangelho a todas as nações (os 13.10). E, mais uma vez, Jesus advertiu os discípulos quenão se preocupassem antes do tempo, pois deviam esperar que o Espírito Santo lhes desse oque dizer, quando viesse o momento de falar. Lucas 12.11,12 assemelha-se com Mateus 10.17-20, e acrescenta o pensamento deque o Espírito Santo lhes ensinaria (instruiria) o que dizer. Lucas 21.12-15, conformeMarcos 13.9-11, acrescenta que deveria propor no coração (tomar uma firme decisão) nãopreparar antecipadamente a sua defesa. Jesus (mediante o Espírito Santo) lhes dariapalavras que seus adversários não poderiam resistir nem contradizer. Essas promessas se cumpriram quase imediatamente depois do Pentecoste. A curado coxo trouxe a oportunidade do ensino à multidão no templo (Atos 3). Os lideresreligiosos, então, prenderam Pedro e João e os guardaram no cárcere durante a noite. Foium teste para eles ficariam preocupados durante a noite sobre o que diriam, ou aguardariamas promessas e iriam dormir tranqüilamente? Creio que dormiram. No dia seguinte, quandoenfrentaram o Sinédrio, Pedro não tinha uma defesa preparada. Ao invés disso, emcumprimento da promessa de Jesus, o Espírito Santo lhe deu uma nova plenitude (conformeindica o grego) e as palavras que provavelmente teria feito, se tivesse se preocupado arespeito, deu testemunho de Jesus, da sua ressurreição e da salvação que é através dele. A 13
  14. 14. ousadia do apóstolo, e sua maneira clara, nítida e franca de apresentar a verdade deixaramos membros do Sinédrio atônitos. E estando entre eles o homem que fora curado, nadatinham que dizer em contrario (não podiam contradizer, a mesma palavra usada em Lucas21.15). Note, também, que o Espírito deu somente o que era necessário (Lc 12.12). Setivessem preparado sua defesa, provavelmente teriam falado demais. Isso comprova que o Espírito tem mais solicitude com a divulgação do Evangelhodo que com a segurança dos que o divulgam. Proclamar o Evangelho na sabedoria e nopoder do Espírito, às vezes, deixam as pessoas em situações difíceis. Estevão, cheio doEspírito Santo, deu testemunho de Jesus, quando foi preso. Porque o Sinédrio nãoconseguiu resistir nem contradizer as palavras dele, os seus membros se enfureceram e omataram (Atos 7.54,55,57). Paulo, também, depois de muitas oportunidades para pregar areis e governantes, derramou seu sangue através de uma espada romana (2 Tm 4.6). Paulonão procurava o martírio, pois, geralmente, retirava-se, quando vinha a perseguição.Mesmo assim, martírios como o dele existiram, não somente nos primeiros séculos, mas nodecurso de toda a historia da Igreja. Em casos inumeráveis, as palavras de Jesus têmprovado ser verdadeiras. Reavivamentos tem surgido nas prisões. Carcereiros têm seconvertido. Os que morreram pelo Evangelho tem inspirado multidões de outros crentes. Enviados com poder A Grande Comissão, conforme Mateus registra, enfatiza a autoridade de Jesus: “Éme dado todo o poder (autoridade) no céu e na terra” (Mt 28.18). Com essa autoridadeJesus lhes transmitiu o poder (grande poder) que lhes pertenceu pelo Espírito Santo (At1.8). O principal propósito do poder é ensinar (fazer discípulos, estudantes genuínos queanseiam por aprender mais a respeito de Jesus e da Palavra). A ênfase não recai sobre o ir.“Portanto ide” seria melhor traduzido por “tendo ido, portanto”. O Senhor toma por certoque iriam. Ele cuidaria disso através da perseguição e de vários outros meios. Mas a ordemé: seja onde for, devem fazer discípulos. O mandamento não recai sobre o batizar. Pelo contrario, ao obedecerem omandamento de ensinar, ou fazer discípulos, eles os batizariam no nome (no serviço e naadoração) do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A palavra nome está no singular, porque significa um titulo para cada um. (comparea palavra nome que está no singular em Rute 1.2: “o nome dos seus dois filhos”). Arepetição da expressão “e do” mostra que cada um é respeitado como uma pessoa emparticular, dentro do Deus Único. O assunto em pauta é o batismo nas águas. Os discípulosbatizavam por Jesus (João 4.2). Ele é Aquele que batiza com o Espírito Santo. Sendo assim,a Igreja Primitiva, como um todo, reconhecia que não eram necessárias qualificaçõesespecificas para se batizar nas águas. Qualquer crente podia faze-lo (ver 1 Co 1.14-17). Aqui, Jesus não dedicou muita atenção ao batizar. Rapidamente, Ele enfatiza quefazer discípulos era a questão de ensina-los a observar tudo quanto Ele lhes tinha ordenado, 14
  15. 15. o que certamente destacaria o mandamento do amor (Jo 15.12,17). Então, Ele estaria comeles (e conosco) até a consumação dos séculos. O relato de Marcos é semelhante ao de Mateus. Novamente não é enfatizada a idéiado ir. A ordem é que, por onde quer que fossem pregassem (proclamar publicamente) oEvangelho a toda criatura (Mc 16.15). Aqueles que cressem e fossem batizados, seriamsalvos (não meramente convertidos, mas finalmente receberiam sua salvação eterna, suaherança através de Cristo). Os descrentes seriam condenados (ao castigo eterno). Com isso,salvação. Tal idéia iria contra Romanos 10.9,10; Efésios 2.8,9,13). O batismo ésimplesmente um ato de obediência a Cristo, como testemunho dele. Conforme Pedroressalta, o batismo nas águas fato de que Noé sobreviveu ao Dilúvio provou sua fé em Deusantes do Dilúvio. Assim, o batismo nas águas não remove de nós a imundícia da carne.Somos purificados no sangue de Jesus (Ap 1.5;7.14) e com a lavagem da (na) água, pelaPalavra (Ef 5.26). sendo assim, o batismo nas águas é a resposta ou o testemunho de umaboa consciência que já foi purificada antes do batismo (1 Pe 3.20,21). Estes Sinais Seguirão Marcos escreve: “E estes sinais seguirão aos que crerem. Em meu nome (pela minhaautoridade) expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, sebeberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos nos enfermos,e os curarão”. Logo após a ascensão de Jesus, depois de terem partido, pregaram em todosos lugares, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra com os sinais(milagrosos) que se seguiram (exatamente como Ele prometera). Infelizmente, alguns interpretam a expressão “pegarão nas serpentes” como ummandamento de pegarem em cobras venenosas para comprovar a sua fé. A expressão não éum mandamento, mas uma simples declaração de fatos. Além disso, embora “pegar em”seja um dos significados da palavra grega, não é o único. Outros sentidos legítimos são:“tirar”, “remover”, “varrer para longe”, “vencer”, sem nenhuma ligação com “pegar em” ou“erguer”. (veja Mateus 24.39, onde é usada para o Dilúvio que levou embora a todos; João10.18, onde é usada no sentido de tirar a vida; João 11.48, no sentido de conquistar umacidade; e colossenses 2.14, onde fala em tirar do caminho a relação de ordenanças). É certoque os cristãos primitivos não capturaram cobras. Quando Paulo pegou, acidentalmente, emuma delas, sacudiu-a para dentro do fogo (At 28.5). Mais importante do que isso: o texto deMarcos 16 indica a vitória sobre as hordas do diabo, e a serpente simbolizava o ma eSatanás (Ap 12.9; 20.2). Falar noutras línguas e varrer para longe as “serpentes” são atividades normais doscrentes. Por outro lado, a expressão seguinte tem a forma grega “se”, que indica aimpossibilidade de beber veneno. Mesmo assim, Deus protegerá os que assim fizerem, masnão deliberadamente, no decurso da propagação do Evangelho. Nenhuma dessas coisaspretende ser um meio de testar ou comprovar a nossa fé, nem sequer o falar em línguas. 15
  16. 16. São, simplesmente, sinais que seguem os cristãos os quais crerem suficientemente paraobedecer ao mandamento de pregar o Evangelho a toda criatura, conforme indica Marcos16.20 (Não estamos olvidando o fato que há críticos modernos os quais lançam duvidassobre os 12 últimos versículos de Marcos). Há, no entanto, evidencias que são muitoantigas, e não há razão por que o próprio Marcos não os tivesse escrito. De qualquermaneira, tudo quanto esses versículos dizem está em harmonia com o restante do NovoTestamento. O relato de Lucas sobre a Grande comissão conclama a proclamação das boas novasdo arrependimento e do perdão dos pecados em todas as nações (24.47). Jesus declara queessa obra devia começar em Jerusalém. Mas, primeiramente, Ele enviaria sobre eles apromessa do Pai (o Espírito Santo). Deviam, portanto, esperar em Jerusalém até seremrevestidos de poder. Esse fato é ressaltado também em Atos dos Apóstolos. Nascido do Espírito O evangelho de João oferece mais ensinamentos a respeito do Espírito Santo e dasua obra do que os outros três. A principal ênfase acha-se em João 14 a 16, onde o EspíritoSanto é chamado o Consolador (Paracleto) e o Espírito da Verdade. Mas os ensinamentosanteriores são fundamentais. Quando Nicodemos veio ao mestre, de noite, Jesus foi direto ao âmago de suanecessidade, e lhe disse: “Aquele que não nascer de novo (de cima), não pode ver o reinode Deus (Jo 3.3). Cristo descreveu esse novo nascimento como “nascer da água e doEspírito”(3.5) e com a expressão, repetida duas vezes “nascido do Espírito” (3.6,8). A ênfase recai sobre a obra do Espírito Santo, ao trazer vida nova ao cristão; vida decima, vida do Céu, da parte de Deus. Nascer de alto não é uma finalidade em si mesma. É apenas o primeiro passo emdireção a um viver no Espírito. A mulher, a beira do poço. Jesus se apresentou como oDoador da água que se transforma numa fonte que jorra para a vida eterna (Jo 4.10,14).Assim, Ele vai além da promessa de um novo nascimento, para a promessa de uma vida nEspírito, trazendo não somente algumas gotas d’água, mas uma fonte, ou poço artesiano,que flui continuamente, porque provém de fontes superiores. Isso se refere ao que aconteceria a partir do Pentecoste. Durante o ministério deJesus, os discípulos dependiam diretamente dEle. O Espírito Santo fazia sua obra em eatravés de Jesus, em prol deles. Depois do pentecostes o Espírito Santo agiria em e sobreeles. Há o fluir para fora, um derramar ao derredor, além de um derramar sobre. Isso vaialém de qualquer experiência do Antigo Testamento. E não é limitado aos sacerdotes, aosreis, aos profetas, ou as pessoas com capacidades especiais, conforme acontecia tãofreqüentemente no Antigo Testamento. A promessa está a disposição de todo aquele quecrê. Precisamos apenas exercer a nossa fé e receber o dom prometido. 16
  17. 17. O Consolador veio para ficar Depois da Última Ceia, Jesus falou aos seus discípulos a necessidade de sua morte,ressurreição e ascensão. Seu ensino sobre o Espírito Santo é de vital importância a essaaltura. Ele os deixaria, porém jamais se esqueceria dos que o amaram. Ele rogaria ao Pai,que lhes desse outro Consolador (Paracleto) que nunca os abandonaria (Jo 14.16). O consolador é identificado por Jesus como o Espírito da Verdade (Jo 14.17; 15.26;16.13; 1 Jo 4.6). A verdade era o que Jesus proclamava da parte de Deus (João1.17;8.40,45,46; 18.37). A Palavra de Deus também é a verdade (17.17). O Espírito Santoguia para toda a verdade (16.13), e é também a Verdade (1 Jo 5.6). O Consolador é identificado como o Espírito Santo enviado pelo Pai em nome deJesus (isto é, invocando o seu nome). Como o Espírito da Verdade, Ele ensinaria aosdiscípulos todas as coisas, e traria a memória deles tudo quanto Jesus dissera (Jo 14.26). Eletambém testificaria ao mundo a respeito de Jesus, e capacitaria os crentes a faze-lo de igualmodo (João 15.26,27; ilustrado em Atos 5.32). Como Consolador e Guia em toda averdade, Ele também convenceria o mundo sobre o pecado, mostraria os acontecimentosfuturos (relacionados com a vinda de cristo e com a consumação dos séculos), e glorificariaa Jesus, ao receber as palavras de Cristo (que são de Deus) e transmiti-las aos seusdiscípulos (Jo 16.13-15). Assim como Jesus mostrou (explicou, revelou, interpretou, tornou conhecida anatureza e a vontade) o Pai, o Espírito Santo explicaria, revelaria, interpretaria, tornariaconhecida a natureza e a vontade de Jesus (Jo 16.12,13). Ele é, portanto, o Portador e oEnsinador da verdade que há em Jesus. Ele mostra que Cristo é o Revelador do Pai, oSalvador, o Perdoador dos pecados, o Senhor ressurreto, o Batizador no Espírito, o Reivindouro e o último Juiz. Para os discípulos, seus ensinos, o desdobramento da verdade emJesus e sua obra de lembra-los as palavras de Cristo, garantiam a exatidão de sua pregaçãoe teologia, e assim lhes deram a certeza da inerrância do Novo Testamento a respeito dadoutrina. A palavra grega parakletos, é derivada de para, “para o lado de”, e Kaleo, “chamarou convocar”. É passiva na sua forma e seu antigo significado (antes do Novo Testamento)era “alguém chamado para ajudar, socorrer, ou aconselhar alguém”. No passado, a maioriados teólogos católicos entendia que esta palavra significava um advogado ou consultorjurídico da defesa (que oferece mais aconselhamento do que defesa no fórum). Alguns,ainda hoje, insistem que o sentido de advogado de defesa é o único apropriado,especialmente em Jo 15.26 e 1 Jo 2.1. Na realidade, um paracleto no seu significado original não era um advogado, nemqualquer outro tipo de profissional, mas, sim, um amigo que comparecia em favor dealguém ou que agia como mediador, intercessor, conselheiro ou ajudador. Esse fato foireconhecido pelos pais da Igreja Primitiva, os quais perceberam que o uso dessa palavrarequeria um significado ativo como Ajudador ou Consolador. 17
  18. 18. No entanto, não queriam dizer Consolador no sentido moderno de consolar alguémnas aflições e no luto. O Novo Testamento apresenta a promessa do consolo aos quechoram (Mt 5.4), cura para os quebrantados do coração (Lc 4.18), alegria para os tristes (Jo16.20), consolo para os que participam dos sofrimentos de Cristo (2 Co 1.5,7), e um diafuturo em que Deus enxugará dos nossos olhos todas as lagrimas (Ap 7.17; 21.4). Mas oconsolo do Espírito Santo significa muito mais do que isso. Uma ilustração bíblica acha-se em Atos 9.31, onde lemos que “as igrejas... eramedificadas, e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do EspíritoSanto”. O contexto demonstra que o Espírito Santo realizou essa multiplicação mediante aunção da Palavra e do ato de vivificar, fortalecer, santificar, encorajar e dar ousadia aoscrentes. No Consolador vemos, portanto, a combinação das idéias de um Ensinador eAjudador que transmite a verdade Cristo e que outorga poder para a disseminação doEvangelho e o crescimento da Igreja. Nesse sentido, também, o Espírito Santo é verdadeiramente “outro Consolador”,conforme Jesus disse que Ele seria (Jo 14.16). Noutro sentido, sem nada tirar da promessada Segunda vinda, Jesus indica em João que Ele mesmo vem a nós no Espírito Santo, poiseste manifesta a nós tanto o Pai como o Filho (João 14.18,20,23) quando Jesus diz: “Nãovos deixarei órfãos; voltarei para vós” (Jo 14.18), Ele quer dizer que virá mediante oEspírito Santo. Mesmo assim, ao chamar o Espírito de outro Consolador, Jesus faz umanítida distinção entre Ele mesmo e o Espírito Santo, como pessoa distinta. Jesus não é oEspírito. Como Senhor ressurreto, Ele envia o Espírito Santo (Jo 15.26; 16.7). Com “outro”, o grego quer dizer um do mesmo tipo. Isto é: o Espírito Santo vemfazer por nós tudo quanto Jesus fazia pelos seus discípulos, e mais ainda. Jesus era oConsolador deles. Eles o chamavam de Rabi, Mestre (ou Ensinador). Quando não sabiamorar, Ele os ensinava. Quando não conseguiam responder as perguntas ou as objeções dosescribas e dos fariseus, ele estava bem presente para ensina-los. Quando precisavamcompreender aquilo que a Bíblia tinha para dizer a respeito dele e da sua posição no planode Deus, Ele abria as suas mentes e aquecia os seus corações (Lc 24.32,45). Quando nãoconseguiam acalmar a tempestade ou expulsar um demônio, ele estava presente com opoder para ajuda-los. O Espírito, como outro Consolador, é um Mestre e Ajudador domesmo tipo. O Espírito em Atos dos Apóstolos Atos dos Apóstolos, de inicio, registra que a obra de Jesus foi continuada peloEspírito Santo, através dos apóstolos. Eles, no entanto, não predominam no livro de Atos,mas o Espírito Santo. Jesus é o assunto principal nos evangelhos e, em comparação, pouco é dito sobre oEspírito Santo. Mas, em Atos, o Espírito Santo é o Consolador, Ajudador e Mestre. Tudona vida e na pregação dos apóstolos e dos crentes primitivos se centralizava em Jesus comoSalvador vivo e Senhor exaltado. O desejo de estender o Evangelho até os confins da Terra 18
  19. 19. era de Cristo (1.8). Mas o poder para realiza-lo era do Espírito Santo, igual ao de Cristo.Mesmo assim, percorre elo livro uma nova consciência do Espírito Santo. Provinha, nãosomente da sua experiência pentecostal inicial, mas da consciência diária da presença, daorientação e da comunhão do Espírito Santo e de muitas manifestações do seu poder. Obatismo no Espírito Santo nunca se tornou em mera lembrança de alguma coisa queocorrera no passado distante. Era uma realidade sempre presente. Jesus preparou, através do Espírito Santo os apóstolos. Mas isso não significa que oEspírito não pudesse operar através de outras pessoas, ou que a direção da Igreja fosseentregue aos apóstolos. O Espírito Santo comandaria tudo. Ele usaria a quem desejasse.Muitos discípulos levaram o Evangelho por onde passava, após a morte de Estevão, aopasso que os apóstolos permaneceram em Jerusalém (At 8.1,4; 11.19-21). Ananias foienviado para impor as mãos sobre Saulo de Tarso (9.10,17). Tiago, irmão de Jesus, que nãoera apóstolo, teve sua proposta aprovada no Concilio de Jerusalém, e assumiu a direção daigreja em Jerusalém, no decorrer do tempo (At 15.13; Gl 2.12). O livro de Atos demonstra, no entanto, que os apóstolos foram as primeirastestemunhas da Ressurreição e dos ensinos de Jesus. As condições impostas para a seleçãode um sucessor de Judas esclarecem isso, pois precisava ser um dos que costumeiramentese reunia com os doze e viajava com eles durante o ministério terrestre de Jesus, de modoque pudesse ser testemunha dos ensinamentos de Cristo. Tinha, também, de ser testemunhada Ressurreição e da doutrina que Jesus ensinou após esse evento (At 1.21-25). Paulo falade seu apostolado, não pelo fato de ter sido enviado por Cristo (apóstolo é um enviado comuma comissão), mas por ter sido testemunha, em primeira mão, tanto da Ressurreição comodas palavras de Jesus. Ele não recebeu dos homens o Evangelho que pregava, mas doSenhor Jesus (Gl 1.11,12,16-19; 2.2,9.10). Na realidade, ele freqüentemente chamava aatenção ao fato de que podia provar o que dizia, citando declarações de Jesus (1 Co 7.10). Desde o dia de Pentecoste, vemos o Espírito Santo operando na Igreja – no ensino,nos milagres, nas plenitudes, nos batismos, mas, acima de tudo, na disseminação doEvangelho e no estabelecimento da Igreja. A primeira evidencia da obra do Espírito Santo foi a capacitação dos apóstolos afazer discípulos, verdadeiros estudantes, dos 3.000 que se converteram. Esse discipuladofoi desenvolvido mediante vários tipos de experiências: conhecimento da doutrina dosapóstolos, comunhão, partir do pão e orações (At 2.42). A doutrina dos apóstolos não era apenas teórica, no entanto. O Espírito Santo erarealmente quem ensinava. Ele usava o ensinamento da verdade para leva-los a comunhãocada vez mais estreita, não meramente uns com os outros, mas primeiramente com o Pai e oFilho (1 Jo 1.3,7; 1 Co 1.9). Essa comunhão também era um compartilhar espiritual, umacomunhão no Espírito Santo (2 Co 13.13; Fp 2.1). Pode ter sido incluída, ali, a participaçãoda Ceia do Senhor. Mas a ênfase aqui não recai sobre o ritual. O resultado da obra doEspírito Santo foi levar o povo a uma nova união (At 4.32). Conforme indica Ezequiel11.19, um só coração, a união de mente e de propósito, acompanha a nova experiência noEspírito. Essa comunhão, essa união no Espírito, deu-lhes fé, amor e solicitude uns pelosoutros, que os levava a compartilhar seus bem com os que precisavam. 19
  20. 20. Atos dos Apóstolos ensina acima de tudo que a igreja presidida pelo Espírito Santoseguiu crescendo triunfante anunciando as boas novas e a cada dia ia se acrescentandoaqueles que iam se salvar a igreja. O Espírito Santo veio para estar com os discípulos para sempre. (Jo 14.16). 20
  21. 21. Conclusão A atualidade da teologia voltada para Espírito Santo recai na verdade de suaeternidade, onde Ele não tem sombra de mudança e por isso, tudo o que aprendemos daterceira pessoa da Trindade permanece sendo a verdade imutável. Concluímos com isso que a Bíblia é nosso guia para entendermos a verdade divina eque o Espírito Santo é o Consolador, Ajudador e Ensinador da Igreja – corpo de Cristo, quereconhece a direção que Ele exerce sobre ela. A igreja é presidida pelo Paracleto em todos os seus aspectos. Na atualidade deve seter em mente que o Espírito Santo não deixou de exercer essa autoridade e assim, aquelesque compõem a igreja devem procurar dispor suas vidas para serem usados na obra do Idecumprindo a tarefa da grande comissão no poder do Espírito. As manifestações de poder e virtude divinas descritas no livro de Atos dosApóstolos não são coisas que aconteceram meramente no passado, mas são descriçõesdaquilo que ocorreu, ocorre e ocorrerá sempre, desde que os discípulos tenham suas vidascheias do Espírito Santo. Precisamos acreditar na realidade da Bíblia e depositar fé nas promessas de Cristo enos sujeitar a direção que o Espírito Santo tem sobre nossas vidas. Uma igreja (quanto denominação) só será vitória se entender quem é a pessoa doEspírito santo. Podemos ir além dessa afirmação, pois na realidade o homem que quer servir aDeus e crê no Evangelho só poderá ter um experiência de nascer de novo e de uma vidaespiritual profunda se houver uma renuncia e com isso uma entrega total à aquEle que tema primazia no aplicar da obra redentora de Cristo na cruz do calvário – o Espírito Santo. 21
  22. 22. Bibliografia 1. O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo. HORTON, Stanley M. CPAD 2. A Santa Trindade. BERGSTÉN, Eurico CPAD 3. Teologia do Espírito de Deus no Antigo Testamento. HILDEBRANDT, Wilf – Tradução: CORREIA, Élcio Bernardino Academia Cristã 4. Bom Dia Espírito Santo. HINN, Benny – Tradução: SIQUEIRA, Neyd Bom Pastor 5. As Igrejas do Novo Testamento. MCDANIEL, Geo W. – Tradução: EDWARDS, F. M. Juerp 6. A Igreja do Novo Testamento. KITTEL, Gerhard – Tradução: SIMON, Helmuth Alfredo Aste 7. O Batismo Bíblico e a Trindade. OLSON, N. Lawrence CPDA 22

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