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  5. 5. Sensações FísicasSensações Físicas 1. Vazio no estômago1. Vazio no estômago 2. Aperto no peito2. Aperto no peito 3. Nó na garganta3. Nó na garganta 4. Hipersensibilidade ao barulho4. Hipersensibilidade ao barulho 5. Sensação de despersonalização5. Sensação de despersonalização 6. Falta de ar, sentindo-se com respiração curta6. Falta de ar, sentindo-se com respiração curta 7. Fraqueza muscular7. Fraqueza muscular 8. Falta de energia8. Falta de energia 9. Boca seca9. Boca seca
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  8. 8. ComportamentosComportamentos • Suspiros;Suspiros; • Hiperatividade;Hiperatividade; • Choro;Choro; • Visitando lugares ou carregandoVisitando lugares ou carregando objetos que lembram a pessoa queobjetos que lembram a pessoa que faleceu;faleceu; • Objetos preciosos que pertenciam àObjetos preciosos que pertenciam à pessoa perdida.pessoa perdida.
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  10. 10. Determinantes do LutoDeterminantes do Luto • Embora a experiência de luto esteja relacionadaEmbora a experiência de luto esteja relacionada com o nível de desenvolvimento e assuntoscom o nível de desenvolvimento e assuntos conflitantes do indivíduo envolvido, osconflitantes do indivíduo envolvido, os determinantes mais importantes parecem estardeterminantes mais importantes parecem estar nas seis seguintes categorias.nas seis seguintes categorias. 1.1. Quem era a pessoaQuem era a pessoa;; 2. A natureza da ligação:2. A natureza da ligação: a) a força da ligação;a) a força da ligação; b) a segurança da ligação;b) a segurança da ligação; c) ambivalência na relação;c) ambivalência na relação; d) conflitos com a pessoa falecida;d) conflitos com a pessoa falecida;
  11. 11. Determinantes do LutoDeterminantes do Luto 3.3. Forma da morte;Forma da morte; 4. Antecedentes históricos;4. Antecedentes históricos; 5. Variáveis de personalidade;5. Variáveis de personalidade; 6. Variáveis sociais;6. Variáveis sociais; 7. Estresses concorrentes.7. Estresses concorrentes.
  12. 12. Processos de LutoProcessos de Luto • ESTÁGIOSESTÁGIOS Muitas pessoas que escrevem sobreMuitas pessoas que escrevem sobre luto listaram nove estágios doluto listaram nove estágios do processo de luto e pelo menos umaprocesso de luto e pelo menos uma outra listou 12. Uma das dificuldadesoutra listou 12. Uma das dificuldades de utilizar a abordagem dos estágiosde utilizar a abordagem dos estágios é o fato de as pessoas não passaremé o fato de as pessoas não passarem por estágios literalmente.por estágios literalmente.
  13. 13. FasesFases • Uma abordagem alternativa dos estágios é oUma abordagem alternativa dos estágios é o conceito de fases utilizado por Parkes, Bowlby,conceito de fases utilizado por Parkes, Bowlby, Sanders e outros.Sanders e outros. • A fase I é o período de torpor que ocorre próximo àA fase I é o período de torpor que ocorre próximo à época da perda.época da perda. • Depois, a pessoa passa pela segunda, a “fase deDepois, a pessoa passa pela segunda, a “fase de anseio”.anseio”. • Na terceira fase, a fase de desorganização eNa terceira fase, a fase de desorganização e desespero, a pessoa enlutada encontra dificuldadedesespero, a pessoa enlutada encontra dificuldade em funcionar no ambiente. Finalmente, elaem funcionar no ambiente. Finalmente, ela consegue entrar na fase IV, a fase de condutaconsegue entrar na fase IV, a fase de conduta reorganizada, e começa a levar a vida.reorganizada, e começa a levar a vida.
  14. 14. Aconselhamento do Luto:Aconselhamento do Luto: Facilitando o Luto Não-ComplicadoFacilitando o Luto Não-Complicado
  15. 15. Distinção entre Aconselhamento doDistinção entre Aconselhamento do Luto e Terapia do LutoLuto e Terapia do Luto • Aconselhamento do luto envolve ajudar as pessoas a facilitar o luto não-complicado ou normal para uma conclusão saudável das tarefas do luto num razoável período de tempo. • Terapia de luto: ajuda as pessoas com reações de luto anormais ou complicadas através de técnicas especializadas.
  16. 16. Objetivos do Aconselhamento doObjetivos do Aconselhamento do LutoLuto • Auxiliar a pessoa enlutada a completar qualquer trabalho inacabado com a falecida ou falecido e ser capaz de dizer um adeus final.
  17. 17. Objetivos EspecíficosObjetivos Específicos • Aumentar a realidade da perda; • Ajudar a pessoa a lidar com os afetos expressos e latentes; • Ajudar a pessoa a superar vários obstáculos para se reajustar depois da morte; • Encorajar a pessoa a dizer um adeus adequado e a se sentir confortável ao reinvestir novamente na sua vida.
  18. 18. Quem Faz o Aconselhamento doQuem Faz o Aconselhamento do Luto?Luto? • Diferentes tipos de aconselhamento são utilizados para facilitar estes objetivos. • O primeiro envolve serviços profissionais de médicos, enfermeiros, psicólogos ou assistentes sociais que dão apoio a uma pessoa que passou por uma perda significativa. Isso pode ser feito em grupo ou de forma individual.
  19. 19. Quem Faz o Aconselhamento doQuem Faz o Aconselhamento do Luto?Luto? • O segundo tipo de aconselhamento do luto envolve aqueles serviços nos quais os voluntários são selecionados, treinados e apoiados por profissionais. • Um terceiro tipo de serviço inclui grupos de auto-ajuda nos quais as pessoas enlutadas oferecem ajuda para outras pessoas enlutadas, com ou sem apoio de profissionais. Podem ser oferecidos de forma individual ou em grupo.
  20. 20. Quando Fazer Aconselhamento doQuando Fazer Aconselhamento do LutoLuto • Na maioria das vezes, o aconselhamento inicia na primeira semana depois do enterro. • Não há uma regra estabelecida. • O aconselhamento irá depender das circunstâncias da morte e do tipo de aconselhamento do luto.
  21. 21. Onde Deve Ser Feito oOnde Deve Ser Feito o Aconselhamento do Luto?Aconselhamento do Luto? • O aconselhamento do luto não necessariamente deve acontecer num ambiente profissional, embora seja melhor. • A terapia do luto, por outro lado, seria mais adequada num ambiente profissional do que em casa ou num ambiente informal.
  22. 22. Quem Recebe o AconselhamentoQuem Recebe o Aconselhamento do Luto?do Luto? • Existem três abordagens (filosofias) básicas do aconselhamento do luto: 1. O aconselhamento do luto deve ser oferecido a todas as pessoas, principalmente a família. 2. Algumas pessoas necessitarão de ajuda no luto, mas irão esperar até que tenham alguma dificuldade, reconheçam sua necessidade de ajuda e busquem assistência. 3. Está baseada no modelo preventivo.
  23. 23. Identificando a Pessoa EnlutadaIdentificando a Pessoa Enlutada Com Risco – Beverley RaphaelCom Risco – Beverley Raphael • Um alto grau de falta de resposta de suporte na rede social durante a crise. • Um grau moderado de falta de resposta de suporte na rede social à crise de luto ocorrendo junto com circunstâncias particularmente “traumáticas” da morte.
  24. 24. Identificando a Pessoa EnlutadaIdentificando a Pessoa Enlutada com Risco – Beverley Raphaelcom Risco – Beverley Raphael • Um relacionamento conjugal anterior altamente ambivalente, circunstâncias traumáticas da morte e quaisquer necessidades inadequadas. • A presença de uma crise vital concomitante.
  25. 25. Identificando a Pessoa EnlutadaIdentificando a Pessoa Enlutada Com Risco – SheldonCom Risco – Sheldon • Variáveis sociodemográficas; • Fatores de personalidade; • Variáveis de suporte social; • Significado da morte.
  26. 26. Identificando a Pessoa EnlutadaIdentificando a Pessoa Enlutada Com Risco – ParkesCom Risco – Parkes • Crianças menores em casa; • Classe social baixa; • Emprego – pouco, se algum. • Raiva – alta; • Ansiedade – alta; • Auto-recriminação – alta; • Falta de relacionamentos atuais; • Lida com a avaliação de acordo com o avaliador – necessita ajuda.
  27. 27. Princípios ePrincípios e Procedimentos doProcedimentos do AconselhamentoAconselhamento
  28. 28. Princípio Um: Ajudar a Pessoa quePrincípio Um: Ajudar a Pessoa que Ficou a se Dar Conta da PerdaFicou a se Dar Conta da Perda • A primeira tarefa do luto é a de se tornar mais ciente de que a perda realmente ocorreu – a pessoa está morta e não vai retornar. • Como você ajuda alguém a reconhecer a morte? Uma das melhores formas é ajudar as pessoas a falar sobre a perda. • Onde a morte ocorreu? Como ocorreu? Quem lhe contou? Onde estava quando ficou sabendo? Como estava no enterro? O que foi dito no serviço?
  29. 29. Princípio 1: Ajudar aPrincípio 1: Ajudar a Pessoa que Ficou a sePessoa que Ficou a se Dar Conta da PerdaDar Conta da Perda • Visitar o túmulo ou local onde estão os restos ou onde foram espalhados pode também aproximar as pessoas da realidade da perda. • Perguntar ao cliente se ele alguma vez visitou o túmulo e como o que se parece. Se eles não visitam o túmulo, perguntar qual é a fantasia que fazem quanto à ir visitá-lo.
  30. 30. Princípio 2: Ajudar a Pessoa que Fica aPrincípio 2: Ajudar a Pessoa que Fica a Identificar e Expressar Seus SentimentosIdentificar e Expressar Seus Sentimentos Alguns sentimentos que são mais problemáticos para as pessoas são: • Raiva; • Culpa; • Ansiedade e Desamparo; • Tristeza.
  31. 31. Princípio 3: Ajudar a Viver Sem aPrincípio 3: Ajudar a Viver Sem a Pessoa FalecidaPessoa Falecida • O conselheiro pode ajudá-la a aprender habilidades eficientes para lidar com as situações e tomar decisões, de forma que ela possa ser capaz de assumir o papel anteriormente ocupado por seu marido e, assim, reduzir seu estresse emocional. • Outro papel importante é tratar a perda de um companheiro sexual. É importante ser capaz de discutir sobre sentimentos sexuais emergentes, inclusive a necessidade de ser tocada e abraçada, e a experiência de novas relações sexuais. • Tomar atitudes quando estiver na hora, e não tomar decisões para reduzir a dor.
  32. 32. Princípio 4: Facilitar oPrincípio 4: Facilitar o Reposicionamento EmocionalReposicionamento Emocional da Pessoa que Faleceuda Pessoa que Faleceu • Falar do passado é uma das formas de gradualmente despojar-se da energia emocional ligada à pessoa falecida. Muitas pessoas hesitam em formar novos relacionamentos porque acreditam que isso irá desonrar a memória do cônjugue que partiu. Outros hesitam porque sentem que ninguém poderá preencher o lugar da pessoa perdida. • Se as pessoas buscam uma rápida substituição, isso pode fazê-las sentir bem por um tempo, mais pode também evitar que eles sintam a intensidade e a profundidade da morte.
  33. 33. Princípio 5: Fornecer Tempo ParaPrincípio 5: Fornecer Tempo Para o Lutoo Luto • O luto requer tempo. É o processo de cortar laços, e este processo é gradual. É necessário reconhecer os períodos críticos e entrar em contato com a pessoa se não está havendo contato regular. Outra época é em torno do primeiro aniversário da morte. Os conselheiros devem fazer uma observação no seu calendário e depois fazer contato nessa época crítica. • O luto leva tempo e o conselheiro necessita ver o papel de quem intervém como aquele que, por necessidade, pode se alongar algumas vezes, embora os contatos reais possam não ser assíduos.
  34. 34. Princípio 6: Interpretar oPrincípio 6: Interpretar o Comportamento “Normal”Comportamento “Normal” • Depois de uma perda significativa muitas pessoas têm a sensação de que vão enlouquecer. Essa sensação pode ser aumentada por elas freqüentemente estarem distraídas e sentindo coisas que normalmente não fazem parte de sua vida. Se o conselheiro tem uma compreensão clara do que é o luto normal, então ele pode reassegurar à pessoa enlutada sobre a normalidade destas novas experiências.
  35. 35. Princípio 7: Fazer Concessões àsPrincípio 7: Fazer Concessões às Diferenças IndividuaisDiferenças Individuais • Há uma ampla gama de respostas comportamentais ao luto. Assim como é importante não esperar que todas as pessoas que morrem o façam da mesma maneira, é igualmente importante não esperar de todas as pessoas enlutadas que tenham um luto igual. Entretanto, isto, por vezes, é difícil para as famílias entenderem. Eles ficam pouco à vontade quando uma pessoa da família reage de uma forma diferente dos demais, ou quando uma pessoa está vivendo alguma coisa diferente do resto da família pode ficar receoso em relação ao seu comportamento.
  36. 36. Princípio 8: Oferecer ApoioPrincípio 8: Oferecer Apoio ContinuadoContinuado • O papel do conselheiro é dar esperança e uma perspectiva a longo prazo. Uma boa forma de apoio continuado que pode ser oferecido é por meio da participação em grupo. Há grupos especiais para aqueles que perderam os conjugues, filhos, pais, etc.
  37. 37. Princípio 9: ExaminarPrincípio 9: Examinar Defesas e Estilos de LidarDefesas e Estilos de Lidar Com o ProblemaCom o Problema • Ajuda os clientes para examinarem suas defesas de lidar com o problema porque eles ficarão exacerbados pela perda significativa. Algumas destas defesas e estilos de lidar com o problema indicam uma conduta adequada, outras não. Por exemplo, uma pessoa que passa a usar álcool ou drogas, de forma excessiva. • Juntos, o cliente e o conselheiro podem explorar outras formas de lidar com o problema que possam ser mais eficazes na redução do estresse e na resolução dos problemas.
  38. 38. Princípio 10: Identificar a PatologiaPrincípio 10: Identificar a Patologia e Encaminhare Encaminhar • Para algumas pessoas o aconselhamento ou a facilitação do luto não é suficiente e a perda ou a forma como eles estão lidando com a perda pode dar origem a problemas mais difíceis. Pelo fato destas dificuldades exigirem técnicas especiais, intervenções e uma compreensão psicodinâmica, o manejo delas pode não estar ao alcance e habilidade do conselheiro. É importante que os conselheiros reconheçam suas limitações e saibam quando encaminhar uma pessoa para a terapia do luto ou outra psicoterapia.
  39. 39. Técnicas ÚteisTécnicas Úteis • Qualquer aconselhamento ou terapia deve se basear numa compreensão teórica sólida da personalidade e conduta humana e não ser meramente um conjunto de técnicas. O objetivo de todas estas técnicas é estimular a expressão completa de pensamentos e sentimentos relacionados com a perda, incluindo remorso e desapontamento.
  40. 40. Técnicas ÚteisTécnicas Úteis • São elas: • Linguagem Evocativa; • Utilizar Símbolos; • Escrever; • Desenhar; • Encenação; • Reestruturação Cognitiva; • Livro de Memórias; • Imaginação Dirigida.
  41. 41. Uso de MedicaçãoUso de Medicação • A medicação deve ser utilizada esparsamente e enfocando o alívio da ansiedade ou da insônia em oposição ao alívio dos sintomas depressivos. É muito importante manter fora de seu alcance qualquer quantidade potencialmente letal dessas drogas. Geralmente é contra-indicado dar medicações antidepressivas a pessoas que estão apresentando luto agudo. Esses antidepressivos levam muito tempo para agir, raramente aliviam sintomas do luto normal, e podem preparar o caminho para uma resposta de luto anormal.
  42. 42. • Escolher um tipo de grupo: Para isto, pode-se tomar como ponto de partida os objetivos, a estrutura ou ainda a logística. – Objetivo: Apóio emocional, educação ou objetivos sociais. – Estrutura: Membros entram e saem ao mesmo tempo ou ainda membros entram e saem à medida que têm suas necessidades atendidas. – Logística: Visando o número e duração dos encontros, tamanho do grupo, localização e custos.
  43. 43. Guias Para Formar um Grupo eGuias Para Formar um Grupo e Fazê-lo FuncionarFazê-lo Funcionar • Participantes pré-selecionados: Busca- se agrupar pessoas que tenham sofrido perdas semelhantes. Procura-se também evitar a disparidade entre o tempo que ocorreu a perda. Há dois tipos de perda que podem apresentar problemas especiais: – Perdas múltiplas – Perdas difíceis de serem verbalizadas
  44. 44. Guias Para Formar um Grupo eGuias Para Formar um Grupo e Fazê-lo FuncionarFazê-lo Funcionar • Expectativas definidas: As pessoas vêm ao grupo com várias expectativas e se o grupo não as preenche elas ficarão desapontadas e podem não retornar. Isto é impactante tanto para a pessoa como também para o grupo.
  45. 45. Guias Para Formar um Grupo eGuias Para Formar um Grupo e Fazê-lo FuncionarFazê-lo Funcionar • Estabelecer regras de base: É o estabelecimento de regras de conduta e comportamento, facilitando o controle dentro do grupo. Inclui o estabelecimento de: – Horário – Confidencialidade – Tempo de depoimento – O fato de não dar recomendações
  46. 46. Guias Para Formar um Grupo eGuias Para Formar um Grupo e Fazê-lo FuncionarFazê-lo Funcionar • Determinar a abordagem da liderança: Depende do objetivo do grupo. – Apenas pessoas enlutadas; – Profissionais de saúde mental; – Pessoas leigas com passado profissional; – Vale salientar que quando o grupo é grande, é aconselhável a presença de uma co- liderança; – O líder deve evitar ter favoritos no grupo.
  47. 47. Guias Para Formar um Grupo eGuias Para Formar um Grupo e Fazê-lo FuncionarFazê-lo Funcionar • Compreensão da dinâmica interpessoal: Ter em mente que certas necessidades podem emergir dos membros do grupo. São em geral: – Inclusão: “Estes são meu tipo de pessoa?” – Controle: “Até que ponto eu posso influenciar este grupo?” – Afeto: “Se preocupam comigo?”
  48. 48. Manejando Problemas queManejando Problemas que Provocam RupturasProvocam Rupturas • Minha perda é maior que a sua: “A perda de todos é importante neste grupo”; • A pessoa que faz recomendações: “Não fazemos recomendações a não ser que solicitem” • O moralista: Estimulá-lo a dizer expressões do tipo “Isto é o que EU devo fazer” ao invés de “Isto é o que VOCÊ deve fazer” • Aquele que não participa: Levá-los a verbalizar suas perdas na primeira sessão. • A pessoa que traz algo importante no final do grupo: Estimulá-la a trazer o assunto no início, e não no término. • A pessoa que fala com o terapeuta depois do grupo: “Eu acho que é importante para todos aqui escutarem isso, vamos iniciar a próxima sessão falando sobre isso, está bem?”
  49. 49. Manejando Problemas queManejando Problemas que Provocam RupturasProvocam Rupturas • O que interrompe: Um líder forte pode calar aquele que interrompe, num momento mais adequado. • A pessoa que apresenta um afeto inadequado: “Eu fico pensando sobre o que você está sentindo quando estas coisas estão acontecendo no grupo. Eu o vejo rir e fico pensando o que você está sentindo” • A pessoa que faz comentários irrelevantes: “Não entendo como isso tem relação com o assunto que estamos discutindo. Você pode me dizer qual a importância disso para o que estamos fazendo agora?” • A pessoa que fala muito: Advertir sutilmente • O membro do grupo que desafia ou critica o líder: Propor questionamentos.
  50. 50. Facilitando o Luto Pelo Ritual doFacilitando o Luto Pelo Ritual do EnterroEnterro • O ritual do funeral pode contribuir em aspectos, tais como: • Ele pode ajudar a tornar real o fato da perda; • Dar às pessoas oportunidade de expressar pensamentos e sentimentos sobre a pessoa falecida; • Formar uma rede de apoio social à família enlutada logo depois de ter ocorrido a perda.
  51. 51. ConclusãoConclusão • “A evidência apresentada aqui sugere que os serviços profissionais, os voluntários apoiados pelos profissionais e serviços de auto-ajuda são capazes de reduzir o risco de transtornos psiquiátricos e psicossomáticos resultante do luto. Estes serviços são mais benéficos entre as pessoas enlutadas que sentem que seus familiares não lhe dão apoio ou que, por outras razões, são consideradas como tendo um risco especial” (Parkes, 1980).

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