Até Quando Reanimar ?
Aspectos Religiosos
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há
tempo para todo propósito debaixo do céu...
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
São três as grandes religiões monoteístas:
 
• Judaísmo
• Cristianismo
• Islamismo.
No Brasil, o crescimento religioso cresceu
muito a partir da década de 60. Surgiram no
inúmeras igrejas e seitas. A sistem...
A religião objetiva ligar a criatura ao Criador.
As igrejas como instituição tem o amparo da
Constituição sendo livre o ex...
Consideremos ser de elevada importância que a
Igreja exerça sua fé, promulgue seus cultos,
fortaleça-se em seus doutrinas ...
1. A vida humana se constitui uma dádiva
outorgada pelo Criador. A morte, por sua vez, se
constitui uma realidade natural,...
3. A existência dos “céus” para aqueles que
acreditam em Deus, não se constitui uma
propriedade desta ou daquela religião....
Faz parte da fé religiosa acreditar no
poder operante da cura. No milagre, no
confiar e depositar a esperança no
Eterno. A...
• A Teologia e a dor,
• A Teologia e a dor do justo,
• A Teologia das causas não
explicadas pela ciência.
A enfermidade, seja ela causada por um
acidente ou qualquer alteração física, tende a
provocar no homem surpresas desagrad...
O suporte emocional e da dor são as maiores
necessidades para a criança que esteja em fase
terminal. Responder às questões...
Se não levarmos devidamente em conta a família
do enfermo, não poderemos ajudar com eficácia.
No período da doença, os fam...
A vida humana, mesmo sem possibilidades de
cura, mesmo limitada por deficiências físicas ou
em pleno sofrimento, terá semp...
Atuação médica, classicamente, baseia-se
em dois princípios:
1. A preservação da vida,
2. O alívio do sofrimento.
Muitas vezes estes princípios se
complementam, mas podem tornar-se
antagônicos em situações onde uma doença
não responde a...
O médico pode ver o paciente terminal com
um misto de compaixão e desapontamento,
pois, aparentemente, “não há mais nada a...
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Ao lidar com o doente terminal, precisamos estar
atentos para defender a dignidade humana.
Consciência que a vida terrena ...
O avanço da medicina prolonga por mais
tempo a dor de quem não tem condições
de recuperar a saúde. Os hospitais,
sobretudo...
A melhor ajuda é a solidariedade. Discursos
e palavras bonitas não valem a pena, só
satisfazem a quem fala. Comparar a dor...
A criança precisa ser ajudada a “morrer bem”.
E o que é morrer bem? Morrer sem dor,
morrer acompanhada das pessoas que ama...
Quando a equipe médica, os amigos e familiares
não se distanciam do paciente nestas
circunstâncias. Não vamos “resolver” a...
Falando sobre o sentido de seu trabalho junto
aos mendigos jogados pelas ruas. Madre
Teresa de Calcutá dizia:
Eu os recebe...
Muito Obrigado!
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j.linaldo@uol.com.br
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  1. 1. Até Quando Reanimar ? Aspectos Religiosos “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu, há tempo de nascer e tempo de morrer” (Sagradas Escrituras: Eclesiastes 3:1,2).
  2. 2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS São três as grandes religiões monoteístas:   • Judaísmo • Cristianismo • Islamismo.
  3. 3. No Brasil, o crescimento religioso cresceu muito a partir da década de 60. Surgiram no inúmeras igrejas e seitas. A sistemática religiosa com suas liturgias eclesiásticas, caracteriza-se pelo subjetivismo místico e requer uma leitura exegética de sua formação, bem como um conhecimento do seu organograma para que faça uma hermenêutica crítica
  4. 4. A religião objetiva ligar a criatura ao Criador. As igrejas como instituição tem o amparo da Constituição sendo livre o exercício da fé. Todavia, nem sempre seus líderes possuem formação acadêmica e teológica para o exercício do seu apostolado. Desta forma, qual deveria ser a atitude da Igreja, diante da temática: Até quando reanimar ?
  5. 5. Consideremos ser de elevada importância que a Igreja exerça sua fé, promulgue seus cultos, fortaleça-se em seus doutrinas e dogmas, limitando-se aos seus objetivos e gerindo aquilo que lhe é peculiar: Ajudar conduzir o homem a Deus, Ajudar nas relações do homem ao homem
  6. 6. 1. A vida humana se constitui uma dádiva outorgada pelo Criador. A morte, por sua vez, se constitui uma realidade natural, conseqüente, e insofismável para todos os homens. As Escrituras Sagradas, em inúmeros textos, citam a esperança de vida após a morte. 2. A crença num Ser superior sempre foi debate de estudiosos do pensar, uns afirmavam ser Ele a Causa não causada; o Primeiro motor; o Pensamento que pensa a Si mesmo; o Motor imóvel; Ato puro; Ser perfeito, Perfeição...  
  7. 7. 3. A existência dos “céus” para aqueles que acreditam em Deus, não se constitui uma propriedade desta ou daquela religião. Deus não está à venda. Ele se doou, na pessoa do seu Filho, conforme apregoa as Escrituras 4. Ninguém tem o direito de julgar seu próximo. A religião deve aproximar os homens entre si, e os mesmos diante do Eterno. “Nas coisas divergentes, respeitemos-nos, nas convergentes, unamos-nos, e em todas o amor”. disse um dos Pais da Igreja
  8. 8. Faz parte da fé religiosa acreditar no poder operante da cura. No milagre, no confiar e depositar a esperança no Eterno. A religião deve proclamar que a fé em Deus realiza milagres. É senso comum religioso.
  9. 9. • A Teologia e a dor, • A Teologia e a dor do justo, • A Teologia das causas não explicadas pela ciência.
  10. 10. A enfermidade, seja ela causada por um acidente ou qualquer alteração física, tende a provocar no homem surpresas desagradáveis. A maior dor sentida num hospital nem sempre é a dor física, mas, é a dor da solidão, é a dor do abandono, é a dor da rejeição, é a dor de sentir-se inválido é a dor de dependente de pessoas desconhecidas. É uma espécie particular de dor e solidão.
  11. 11. O suporte emocional e da dor são as maiores necessidades para a criança que esteja em fase terminal. Responder às questões feitas pela criança, neste momento, é talvez a parte que requer mais cuidado e a mais estressante. Os desejos dos familiares devem ser respeitados, principalmente, porque questões religiosas e éticas sempre estão interligadas nessas decisões
  12. 12. Se não levarmos devidamente em conta a família do enfermo, não poderemos ajudar com eficácia. No período da doença, os familiares desempenham papel preponderante, e suas reações muito contribuem para a própria reação do paciente. Alguns membros da família se sentem mais ativos e com melhores condições de auxiliar se a eles forem dadas as informações com clareza e sensibilidade.
  13. 13. A vida humana, mesmo sem possibilidades de cura, mesmo limitada por deficiências físicas ou em pleno sofrimento, terá sempre um grande valor e dignidade, devendo receber um tratamento paliativo, o melhor possível. O termo “paliativo”, vem do latim, palio, que é o nome dado a uma espécie de cobertura ou toldo que, antigamente, protegia os reis e autoridades e que ainda hoje é utilizado na Igreja Católica para cobrir o Santíssimo Sacramento durante procissões. Ou seja, trata-se de algo que cobre, protege uma pessoa considerada de grande valor e dignidade.
  14. 14. Atuação médica, classicamente, baseia-se em dois princípios: 1. A preservação da vida, 2. O alívio do sofrimento.
  15. 15. Muitas vezes estes princípios se complementam, mas podem tornar-se antagônicos em situações onde uma doença não responde ao tratamento ou recai, tornando o paciente inapto para novas medidas terapêuticas, quer pela dificuldade em obter-se a cura, quer pela incapacidade do doente em suportar um novo tratamento
  16. 16. O médico pode ver o paciente terminal com um misto de compaixão e desapontamento, pois, aparentemente, “não há mais nada a ser feito”. Esquece-se de que os limites do cuidar são mais amplos que o do curar. Sempre é possível cuidar de uma pessoa doente, embora nem sempre se possa curar a doença naquela pessoa
  17. 17. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
  18. 18. Ao lidar com o doente terminal, precisamos estar atentos para defender a dignidade humana. Consciência que a vida terrena é um dom de Deus, e não podemos colocar nela toda a nossa esperança, porque ela sempre terá um fim. Portanto se não cabe a nós apressar a morte de ninguém, também não temos o direito de desrespeitar a vida na hora da morte, prolongando artificialmente o processo de morrer, por um mero egoísmo de ter a presença física de alguém que já não vive. Entre uma e outra está o equilíbrio do que vem a ser a morte certa, na hora certa.
  19. 19. O avanço da medicina prolonga por mais tempo a dor de quem não tem condições de recuperar a saúde. Os hospitais, sobretudo as UTIs, afastam o paciente do aconchego familiar e o obrigam a passar momentos de angústia em meio à frieza das máquinas e, muitas vezes, de profissionais pouco preparados para o apoio humanitário e solidário necessário.
  20. 20. A melhor ajuda é a solidariedade. Discursos e palavras bonitas não valem a pena, só satisfazem a quem fala. Comparar a dor do enfermo com a sua ou com a de outrem é desrespeito. Cada pessoa é única e a sua dor também é única. Se posso aliviar a dor física de alguém, muito bem. Se não, posso apertar a sua mão, passar-lhe um pouco de coragem e de esperança.
  21. 21. A criança precisa ser ajudada a “morrer bem”. E o que é morrer bem? Morrer sem dor, morrer acompanhada das pessoas que ama, morrer tendo dado um sentido à existência. Dá-se um sentido positivo à condição terminal quando a criança ou adolescente se sente querido, especialmente nesta situação. A equipe médica e de enfermagem, os amigos e familiares não podem distanciar-se do paciente, mas sim, devem acompanhá-lo até o fim.
  22. 22. Quando a equipe médica, os amigos e familiares não se distanciam do paciente nestas circunstâncias. Não vamos “resolver” a doença, no sentido de curá-la, pois já nos encontramos em uma situação de morte certa. Podemos resolver a dor, o sofrimento, as necessidades básicas e o conforto do doente terminal, ajudando-o, neste momento, a não perder sua dignidade como pessoa, valorizando- o como tal perspectiva de salvarmos uma vida.
  23. 23. Falando sobre o sentido de seu trabalho junto aos mendigos jogados pelas ruas. Madre Teresa de Calcutá dizia: Eu os recebe em minhas mãos como “lixo” mas morrem em meus braços com dignidade, tranqüilos, como verdadeiros anjos.
  24. 24. Muito Obrigado! Pr. Linaldo Oliveira j.linaldo@uol.com.br

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