CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA 2011    DIOCESE DE AVEIRO: Secretariados da Educação CristãFIRMA OS TEUS PASSOS. AFIRMA A TUA FÉ!
MENSAGEM INICIAL A Quaresma: Pensar, olhar e caminhar… A Quaresma é um caminho com sentido obrigatório para a frente. É um...
INTRODUÇÃO GERAL Os Secretariados da Catequese da Infância e Adolescência (SDCIA), da Pastoral Juvenil e Vocacional (SDPJV...
OBJECTIVOS, LEMA E ATITUDES Traçamos objectivos gerais… O nosso Bispo, D. António Francisco, diz-nos, na III Etapa do Plan...
ORIENTAMO-NOS COM MAIS FACILIDADE… Tempo Quaresmal – “Firma os teus passos!” Oração para todas as semanas Proposta de oraç...
UNIMO-NOS NUM SÍMBOLO… Para que seja visível por toda a comunidade que há um caminho a percorrer e que este se vai con- st...
SUGERIMOS ACÇÕES COMUNS… Para que as comunidades cristãs possam viver mais profundamente este tempo fazemos um con- junto ...
APROFUNDAMOS A LITURGIA… Pensamos ser útil, quer para reflexão individual, quer para apoiar os catequistas, animadores ou ...
Esquema Temático das Leituras dos Domingos da Quaresma  I Domingo da Quaresma - 13 de Março  Tema: Jesus jejua durante qua...
III Domingo da Quaresma - 27 de Março Tema: Fonte da água que jorra a vida eterna. Antigo Testamento: Ex. 17, 3-7 A água d...
Domingo de Ramos - 17 de AbrilTema: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.Antigo Testamento: Is 50, 4-7 Profecia da Paixão: ...
Tempo Pascal - Ano A A celebração da Páscoa engloba a morte e a ressurreição do Senhor, melhor ainda, a morte que é passag...
Dom. Páscoa - 24 de AbrilTema: Ele tinha de ressuscitar dos mortos. Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado:celebremos ...
IV Dom. Páscoa - 15 de Maio Tema: Eu sou a porta das ovelhas. Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: conheço as minhas ovelhas...
VII Dom. da Páscoa - Ascensão do Senhor - 5 JunhoTema: Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra. Ide e ensinai todos os ...
QUEREMOS VALORIZAR… O Sacramento da Reconciliação, no Tempo Quaresmal Uma das características peculiares deste tempo é a v...
O sacramento da reconciliação foi dado por Cristo à sua Igreja para que reconcilie o cristão pecadorcom Deus e com a própr...
A Vivência do Tríduo PascalEm 2010, na catequese sobre o Tríduo Pascal, intitulada “Tríduo Pascal: núcleo essencial da Fé”...
Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor          “Disse-lhes Jesus: «Tenho desejado muito comer esta Pásco...
Neste dia não se celebra Eucaristia. «No entanto, pela Comunhão do “Pão da Vida”, consagrado emQuinta-Feira Santa, somos “...
Esta “passagem”da morte do pecado à vida da graça realiza-se, em primeiro lugar, pelo Baptismo. Serbaptizado é, na verdade...
CAMINHAMOS COM AS CRIANÇAS… Para ajudar as crianças a vivenciar melhor este tempo de Quaresma / Páscoa 2011, propõe-se que...
CAMINHAMOS COM OS ADOLESCENTES… Objectivo Específico O objectivo específico desta caminhada, para os adolescentes, consist...
Desafio: Em meus passos o que faria           Semana          Atitude                                                     ...
Para Valorizar o Tríduo PascalA nossa participação no Tríduo Pascal é a melhor catequese que podemos ter sobre o Tríduo Pa...
CAMINHAMOS COM OS JOVENS… Dimensão Comunitária Qualquer grupo juvenil só adquire sentido quando verdadeiramente integrado ...
•O Animador prepare, para a reunião semanal, um espaço de oração de grupo, com base naspartilhas colocadas na pegada do gr...
A humildade, acima de tudo, é a base de todo o edifício espiritual, é a fé em Jesus Salvador e nos seus méritos infinitos,...
Expressão de Fé:Destapa-se a Bíblia e a Cruz (até então tapados) ao som da música “Restolho” da Mafalda VeigaOs elementos ...
Oração dos fiéisPresidente: Cada um recebeu um dos possíveis defeitos que pode ainda ter lugar na nossa vida. Con-scientes...
Caminho da Luz (Via Lucis), para o tempo PascalDurante o tempo Pascal, sugere-se que o grupo celebre o caminho da Luz e qu...
P- Àquele que está vivo para sempre, dizemos com todo o entusiasmo da nossa fé: Vem viver con-nosco!T- Vem viver connosco!...
P- É nesses momentos em que se torna necessário recorrer à oração e invocá-lo com fé: Mostra,Senhor, a tua presença.T- Mos...
T- Vem, pão da vida!P- Tu és a fonte da vida e do amor. Nós te dizemos:T- Vem, pão da vida!P- Tu és a fonte de toda a graç...
P- Quando nos amarra o medo por causa dos muitos pecados e somos tentados a duvidar do perdão,pedimos com fé:T- Jesus, pel...
P- Pobres sem nada. Crianças com fome. Por eles, nós dizemos:T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.P- Famílias sem ca...
Caminhada quaresma páscoa_2011
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  1. 1. CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA 2011 DIOCESE DE AVEIRO: Secretariados da Educação CristãFIRMA OS TEUS PASSOS. AFIRMA A TUA FÉ!
  2. 2. MENSAGEM INICIAL A Quaresma: Pensar, olhar e caminhar… A Quaresma é um caminho com sentido obrigatório para a frente. É um caminho sempre novo, que não está feito: será feito por cada um e à medida de cada um. Não há nada igual para ninguém, a não ser chegar ao fim deste projecto, que desembocará noutros sucessivamente novos. É preciso, pois, antes de mais, fazer o projecto tendo em conta o destino e os objectivos que nos propo- mos alcançar. Depois, é necessário pôr mãos à obra e ir construindo esse caminho, dia-a-dia, desbra- vando florestas envelhecidas, densas e escuras, ultrapassando os empecilhos pedregosos e nivelando os terrenos, endurecendo os espaços pantanosos, desenvolvendo novas “tecnologias” de caminho, para finalmente chegarmos à visão de paisagens fantásticas nunca antes alcançadas. Este desafio não é utopia! É um objectivo possível para gente forte e determinada. Para o conseguires “Firma os teus passos. Afirma a tua Fé!”. O segredo passa por aí porque Deus e eu, em comunhão, somos invencíveis. Olhar para trás, não! Só pode haver uma excepção: se for para fazer contas à viagem realizada tendo em vista avaliar a segurança do caminho feito, reconhecer os prejuízos causados pelos solavancos da estrada, assumir a responsabilidade dos acidentes, tomar consciência do desleixo em relação à falta de combustível, à reduzida pressão dos pneus …, e tudo o que impediu teres chegado mais longe e mais depressa. Cuidado com a paisagem: conduzir fixando demoradamente a atenção na paisagem pode ser perigoso e tornar a viagem mais demorada. Ficar todo o tempo parado a olhar para o lado impedirá alcançar a meta. As inversões de marcha são sempre proibidas porque nos levarão em sentido contrário. Se o fizer- mos, então voltaremos ao pântano, do qual já tínhamos saído e onde poderemos correr o risco de ficarmos tranquilamente acelerando o motor, mas sem gerar movimento. A Páscoa: O tempo que não passa, o caminho que não termina. Quem se põe a caminho e faz caminho alcança. Não terão sido alcançados todos os objectivos e a Páscoa “morreria” aí. Há mais, muito mais para alcançar. A Páscoa será o ponto alto, para onde orientamos toda a nossa caminhada, que nos vai proporcionar abrir novas perspectivas, novos hori- zontes de vida, de fé, de esperança e de encorajamento. Ressuscitados com Cristo vivemos a Vida Nova iluminados e conduzidos pelas novas energias do Espírito: A novidade em cada dia, que não é apenas mais um, em cada trabalho, que não é apenas mais uma cruz pesada que nos lança por terra, em cada passo, que não é um simples passo, mas o despertar para a nova ressurreição. Tudo isto porque a Páscoa (Passagem), não é algo que passa e termina, mas toda uma vida e muitas vidas, com a Luz do ressuscitado e a força de quem passa da morte para a vida diariamente. Padre Costa Leite, Vigário Episcopal para a Educação Cristã 3
  3. 3. INTRODUÇÃO GERAL Os Secretariados da Catequese da Infância e Adolescência (SDCIA), da Pastoral Juvenil e Vocacional (SDPJV) e do Ensino Religioso nas Escolas (SDERE), que integram a Viga- raria da Educação Cristã da Diocese de Aveiro, propõem a todos (crianças, adolescen- tes, jovens, adultos e comunidades paroquiais) uma caminhada para os tempos litúr- gicos de Quaresma e Páscoa. Um projecto uno para que toda a diocese participe em comunhão e com alegria. À semelhança da caminhada do Advento e Natal, vamos dar continuidade ao projecto de união através da oração, pelo que aconselhamos a utilização do livro de oração: “Rezar na Quaresma – Ano A”, das Edições Salesianas, que pode ser adquirido nas Paróquias da Diocese. Este livro tem uma citação de uma das leituras diárias, apre- senta uma reflexão a propósito e sugere uma oração. Assim, pode ser utilizado diari- amente na oração pessoal, partilhada em família, nos grupos em que estamos inseri- dos ou para começar uma reunião ou uma refeição. Sugerimos que cada um reze relacionando com a atitude proposta, nesta caminhada, para a respectiva semana, como acção de preparação para afirmar a fé e renovar a fidelidade cristã. Para que caminhemos com sentido e com objectivo durante a nossa preparação para a salvação que Jesus nos dá sugerimos: Um lema: Firma os teus passos. Afirma a tua Fé!, Um símbolo: a Cruz, Um livro: “Rezar na Quaresma – Ano A”, comuns a todas as idades e apresentaremos propostas específicas para diferentes faixas etárias. 4
  4. 4. OBJECTIVOS, LEMA E ATITUDES Traçamos objectivos gerais… O nosso Bispo, D. António Francisco, diz-nos, na III Etapa do Plano Pastoral da Diocese, que: “Privilegiaremos os tempos fortes da liturgia, como sejam o Natal e a Páscoa, assim como os momen- tos marcantes da vida das comunidades ou dos movimentos apostólicos. Apresenta-se como caminho por outros já iniciado, que é sempre oportuno e necessário estimular, o surgimento de novos grupos e iniciativas comunitárias de oração e de retiros espirituais, onde se aprenda e se ensine a rezar.” Daqui emanam os objectivos gerais desta caminhada: • Dinamizar as comunidades cristãs para que vivam em profundidade os tempos litúrgicos de Quaresma e Páscoa • Promover a (re)descoberta da dimensão orante na vida de cada cristão • Aprofundar a vivência do Sacramento da Reconciliação e do Tríduo Pascal Definimos um lema… Apresentamos um lema forte e desafiante que nos guiará nesta caminhada: “Firma os teus passos. Afirma a tua Fé!”. No tempo Quaresmal deverá ser dado maior destaque à 1ª parte deste lema: “Firma os teus passos” para que caminhemos em Cristo para a vivência do mistério pascal onde a 2ª parte do lema: “Afirma a tua Fé!”, nos impele ao testemunho cristão. PROPOMOS ATITUDES SEMANAIS… Para cada semana foi escolhida uma atitude, tendo em conta as leituras dominicais. Estas atitudes deverão servir de mote para a reflexão do evangelho na eucaristia, desafiando cada um à vivência e ao aprofundamento durante a semana. Tempo Quaresmal Atitude Tempo Pascal Atitude 1ª Sem Confia 2ª Sem Acredita 2ª Sem Descobre 3ª Sem Reconhece 3ª Sem Dá 4ª Sem Apascenta 4ª Sem Crê 5ª Sem Vai 5ª Sem Transforma 6ª Sem Ama 6ª Sem Entrega 7ª Sem - Ascensão Testemunha Dom de Páscoa Anuncia Pentecostes Afirma a tua Fé!5
  5. 5. ORIENTAMO-NOS COM MAIS FACILIDADE… Tempo Quaresmal – “Firma os teus passos!” Oração para todas as semanas Proposta de oração diária do livro “Rezar a Quaresma – Ano A”, das Edições Salesianas 4ª Feira de Cinzas 9/3 Gesto Comunitário Cruz com fundo roxo (face A) 1ª Semana 2ª Semana 3ª Semana 4ª Semana 5ª Semana 6ª Semana 13 a 19/3 20 a 26/3 27/3 a 2/4 3/4 a 9/4 10/4 a 16/4 17/4 a 21/4 Atitude Confia Descobre Dá Crê Transforma Entrega Celebração Via-Sacra Bênção dos Paroquial Missa Celebrar Penitencial Crucifixos Crismal, 10h, Sé Catequese Catequese Catedral Em grupo sobre a Recon- sobre o ciliação Tríduo Pascal Pelo SDCIA Retiro para CDCIA, 4/4 Catequistas, 26 e 27/3 Pelo SDPJV Oração Taizé, 2º Enc “Mestre IEJ, 7 a 10/4 DMJ, Arc 18/3 onde Moras?”, 2ª Sessão Olivª Bairro, 20/3 QAHAL, 26-27/3 16 e 17/4 Gesto Comunitário Colocação da Atitude Semanal na Cruz, durante a Eucaristia (cf. esquema) Domingo de Páscoa - 24 DE ABRIL Tempo Pascal – “Afirma a tua Fé!” 1ª Semana 2ª Semana 3ª Semana 4ª Semana 5ª Semana 6ª Semana 24 a 30/4 1 a 7/5 8 a 14/5 15 a 21/5 22 a 28/5 29/5 a 4/6 Atitude Anuncia Acredita Reconhece Apascenta Vai Ama Caminho da Luz (Via Celebrar Lucis) Pelo SDCIA Dia Diocesano do Catequista, 8/5, Arc Olivª Bairro Pelo SDPJV Fátima Jovem Semana de 3º Enc “Mestre onde CDPJV, 4/6 2011, 7 e 8/5 Oração pelas Moras?”, 14 e 15/5 Vocações Oração Taizé, 20/5 Gesto Cruz com fundo Colocação da Atitude Semanal na Cruz, durante a Eucaristia (cf esquema) Comunitário branco (face B) 7ª Semana - Ascenção 5 a 11/6 Pentecostes 12/6 Atitude Atitude Testemunha Afirma a tua Fé Pelo SDPJV Celebrar 1ª Reunião prep Vigília de Oração Diocesana, participantes na 11/6, 21h, na Sé Catedral JMJ, 11/6 Gesto Comunitário Colocação da Atitude Semanal na Cruz, durante a Eucaristia (cf esquema) 6
  6. 6. UNIMO-NOS NUM SÍMBOLO… Para que seja visível por toda a comunidade que há um caminho a percorrer e que este se vai con- struindo ao longo do tempo, com o envolvimento de todos, propomos um símbolo comunitário, pre- sente nas igrejas onde habitualmente a assembleia celebra aos domingos. A CRUZ é o centro desta caminhada, é o símbolo da salvação. Sugerimos que seja feita uma cruz ou que se utilize uma pré-existente e se coloque na igreja num local visível para toda a assembleia, durante a celebração eucarística de 4ª feira de Cinzas. A Cruz deverá ser de um dos lados roxa e do outro branca. Durante a Quaresma a cruz ficará com a face de cor roxa (face A) voltada para a assembleia e durante o tempo Pascal apresentará a face de cor branca (face B). Na Eucaristia dominical deverá ser colocada na Cruz a atitude proposta para essa semana. Seria bom que a colocação da palavra na eucaristia coincidisse com a proclamação de uma oração pre- parada com base no livro “Rezar na Quaresma – Ano A” e na atitude a ser colocada. Nos domingos de Quaresma a colocação das atitudes será feita da base da cruz até ao topo, suger- indo a nossa aproximação a Cristo e no tempo Pascal será do topo para a base, desafiando-nos a anunciar a boa nova de Jesus Cristo Ressuscitado. No dia de Páscoa a atitude Anuncia deverá ser de cor branca, colocada no centro da face A da Cruz. No Domingo de Pentecostes a atitude “Afirma a tua fé!” deverá ser a vermelho, no centro da face B da Cruz. Quaresma (face A, cor roxa) Páscoa (face B, cor branca) Entrega Acredita 6º 1º Afirma Crê Transforma Reconhece Apascenta 4º Anuncia 5º 2º a tua 3º Fé! Dá Vai 3º 4º Descobre Ama 2º 5º Testemunh Confia a 1º 6º7
  7. 7. SUGERIMOS ACÇÕES COMUNS… Para que as comunidades cristãs possam viver mais profundamente este tempo fazemos um con- junto de propostas que podem valorizar esta vivência: •Livro de Oração: Como já referimos, cada pessoa é convidada a adquirir na sua Paróquia o livro “Rezar na Quaresma – Ano A”, das edições salesianas, num formato muito semelhante ao do Advento. Com ele pretendemos valorizar a oração pessoal diária, a oração familiar, os espaços de reuniões de grupo e as celebrações dominicais. •Bênção dos Crucifixos: A presença de crucifixos nos lares cristãos já não é tão comum, princi- palmente nas casas mais recentes. De modo a incentivar a colocação de crucifixos nos lares onde ainda não haja, propomos que se realize uma celebração da bênção dos crucifixos, onde cada famí- lia é convidada a levar o seu para ser benzido. Sugerimos que seja feita na celebração de 4ª Feira de Cinzas ou no 1º Domingo da Quaresma, incentivando assim as próprias famílias a valorizarem a Cruz nas suas casas, nos tempos de oração que fizerem em família durante esta caminhada. •Vigília de Oração: Neste ano que a nossa diocese dedica à oração propomos que durante o Tempo da Quaresma e o Tempo Pascal se promovam vigílias de oração a nível paroquial e/ou arciprestal. •Via-Sacra: Sugerimos que cada paróquia ou grupos valorize a via-sacra, durante o Tempo Quaresmal, e se una a Jesus Cristo neste momento especial da sua vida em que cumpriu o preceito de Deus. •Sacramento da Reconciliação: Que se valorize a celebração deste sacramento como oportuni- dade favorável para o encontro íntimo e profundo com Deus. Propomos a realização de um espaço de catequese sobre este sacramento, nos diferentes grupos, e a realização de uma celebração peni- tencial. •Bênção dos Ramos: Que, nas paróquias onde ainda não acontece, alguns grupos paroquiais se responsabilizem por fazer pequenos ramos para oferecer aos participantes da eucaristia do Domingo de Ramos, para que não falte a ninguém e que todos possam levar para suas casas um pequeno ramo benzido. •Tríduo Pascal: Para que toda a comunidade valorize e viva intensamente estes dias, pode fazer-se nos grupos uma catequese direccionada para esta vivência. •Caminho da Luz (Via Lucis): Cada paróquia pode valorizar a celebração do Caminho da Luz ao longo do Tempo Pascal, privilegiando a experiência de Cristo ressuscitado que nos chama ao testemunho. 8
  8. 8. APROFUNDAMOS A LITURGIA… Pensamos ser útil, quer para reflexão individual, quer para apoiar os catequistas, animadores ou responsáveis de grupos, ajudar a aprofundar as ideias fundamentais da liturgia de cada domingo, quer do tempo quaresmal, quer do tempo pascal. Apoiados nas reflexões disponíveis no site dos Dehonianos: http://www.dehonianos.org, disponibilizamos este material de aprofundamento. Tempo Quaresmal – Ano A Conscientes da importância que a Páscoa tinha para a sua vida, os cristãos desde os tempos apostóli- cos começaram a celebrá-la e bem cedo começaram também a reservar um tempo de preparação para a celebração do Mistério Pascal. A Quaresma é, portanto, um período de quarenta dias de preparação para a Páscoa, «a maior das solenidades» (SC. 12), pois actualiza o acontecimento culminante da História da Salvação.» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coimbra 1993, p. 163). A natureza deste tempo é comandada pelo seu termo: a Páscoa, a celebração da paixão e ressur- reição do Senhor. A Quaresma, se tem sentido, é precisamente o de preparar-nos para uma inteligência da Páscoa integral a fim de nos dispor também a revivê-la integralmente. Como desco- brir este sentido da Quaresma? A instituição da Quaresma está concebida como uma marcha para esse mistério de libertação e de renovação. É tempo para nos desligarmos do homem velho, um tempo de renovação sobretudo mediante os sacramentos. Por isso, as características particulares deste tempo litúrgico, para além das assembleias eucarísticas, relacionam-se principalmente com dois elementos: a preparação dos catecúmenos para o baptismo e a preparação dos penitentes para a reconciliação. Aos catecúmenos a Igreja propõe-lhes a entrada, mediante o baptismo, numa criação nova; aos já baptizados, uma revisão de vida, um passo em frente na divinização que lhes foi outorgada em princípio, mas que deverá ser restaurada e actuada de uma forma sempre mais consciente e profunda. Período de esforço ascético para seguir a Cristo na sua morte ao pecado, tempo apto para escutar a palavra de Deus recebida na Liturgia, para reunir o povo a fim de o dispor e conduzir às celebrações pascais, tudo isto é a Quaresma, tudo isto é preparação para a Páscoa. (Cf. A Celebração do Mistério Pascal – Quaresma, in “Boletim de Pastoral Litúrgica”, Janeiro / Dezembro de 1985, Ano X). Assim, a Qua- resma é um tempo favorável para, de diversas formas, renovarmos a nossa fidelidade cristã. O gesto de imposição das mãos na quarta-feira de cinzas leva-nos a tomar consciência da nossa condição de pecadores. A Quaresma é tempo propício para o aprofundamento do desígnio de Deus sobre cada um. É tempo de renunciar, de converter e de crer. Ao longo destes 40 dias, as leituras sugerirão: sentido de jejum e de partilha, amor ao próximo, importância da oração, conversão, justiça de Deus, a Sua misericórdia, o perdão e a reconciliação. A Quaresma exige que façamos a revisão das nossas competências. Lutamos por ser competentes ou somos "do despacha", porque custa? Também exige que façamos a revisão da nossa moralidade: os nossos costumes, os nossos valores, as nossas acções. Assim como diz o Catecismo da Igreja Católica, entremos numa linha de ascese (esforço, sacrifício) e deixemos de lado a acédia (preguiça espiri- tual).9
  9. 9. Esquema Temático das Leituras dos Domingos da Quaresma I Domingo da Quaresma - 13 de Março Tema: Jesus jejua durante quarenta dias. Antigo Testamento: Gn 2, 7-9; 3, 1-7 Criação e Pecado Apóstolo: Rm 5, 12-19 Pecado e graça Evangelho: Mt. 4, 1-11 Tentação de Cristo Mensagem “As três tentações aqui apresentadas não são mais do que três faces de uma única tentação: a tenta- ção de prescindir de Deus, de escolher um caminho de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência, à margem das propostas de Deus. Mas, para Jesus, ser “Filho de Deus” significa viver em comunhão com o Pai, escutar a sua voz, realizar os seus projectos, cumprir obedientemente os seus planos. Ao longo da sua vida, diante das diversas “provocações” que os adversários Lhe lançam, Jesus vai con- firmar esta sua “opção fundamental” e vai procurar concretizar, com total fidelidade, o projecto do Pai. Israel, ao longo da sua caminhada pelo deserto, sucumbiu frequentemente à tentação de igno- rar os caminhos e as propostas de Deus. Jesus, ao contrário, venceu a tentação de prescindir de Deus e de escolher caminhos à margem dos projectos do Pai. De Jesus vai nascer um novo Povo de Deus, cuja vocação essencial é viver em comunhão com o Pai e concretizar o seu projecto para o mundo e para os homens”. II Domingo da Quaresma - 20 de Março Tema: O seu rosto ficou resplandecente como o sol. Antigo Testamento: Gn. 12, 1-4ª Vocação de Abraão Apóstolo: 2 Tm 1, 8b-10 Nossa Vocação Evangelho: Mt 17, 1-9 Transfiguração Mensagem “A mensagem fundamental, amassada com todos os elementos, pretende dizer quem é Jesus. Recor- rendo a simbologias do Antigo Testamento, o autor deixa claro que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, esse Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: ele é um novo Moisés – isto é, aquele através de quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança […]. Ele sabe que o projecto de Deus – esse projecto de construir um novo Povo de Deus e levá-lo da escravidão para a liberdade – tem de passar pelo caminho do dom da vida, da entrega total, do amor até às últimas consequências”. 10
  10. 10. III Domingo da Quaresma - 27 de Março Tema: Fonte da água que jorra a vida eterna. Antigo Testamento: Ex. 17, 3-7 A água do deserto Apóstolo: Rm 5, 1-2.5-8 O amor de Deus no nosso coração Evangelho: Jo. 4, 5-42 A Samaritana e a Água viva Mensagem “Estamos, pois, diante de um quadro que representa a busca da vida plena. Onde encontrar essa vida? Na Lei? Noutros deuses? A mulher Samaritana dá conta da falência dessas “ofertas” de vida: elas podem “matar a sede” por curtos instantes; mas quem procura a resposta para a sua realização plena nessas propostas voltará a ter sede. É aqui que entra a novidade de Jesus. Ele senta-se “junto do poço”, como se pretendesse ocupar o seu lugar; e propõe à mulher Samaritana uma “água viva”, que matará definitivamente a sua sede de vida eterna (vers. 10-14) […]. O texto define, portanto, a missão de Jesus: comunicar ao homem o Espírito que dá vida. O Espírito que Jesus tem para oferecer desenvolve e fecunda o coração do homem, dando-lhe a capacidade de amar sem medida. Eleva, assim, esses homens que buscam a vida plena e definitiva à categoria de Homens Novos, filhos de Deus que fazem as obras de Deus. Do dom de Jesus nasce a nova comunidade”. IV Domingo da Quaresma - 3 de Abril Tema: Eu fui, lavei-me e comecei a ver. Antigo Testamento: 1 Sm 16, 1b.6-7. 10-13ª Unção do Rei: (luz de Deus) Apóstolo: Ef. 5, 8-14 Viver como filhos da luz Evangelho: Jo. 9, 1-41 Cego de nascença e a Luz de Deus Mensagem “O ‘cego’ da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da ‘luz’, prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. […] A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de ‘cegueira’ e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus con- sistirá em destruir essa ‘cegueira’, libertar o homem e fazê-lo viver na ‘luz’. Trata-se de uma nova criação… Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude”. V Domingo da Quaresma - 10 de Abril Tema: Eu sou a ressurreição e a vida. Antigo Testamento: Ez. 37, 12-14 Visão da ressurreição Apóstolo: Rm 8, 8-11 A nossa ressurreição Evangelho: Jo. 11, 1-45 Ressurreição de Lázaro: Vida do ressuscitado Mensagem “A acção de dar vida a Lázaro representa a concretização da missão que o Pai confiou a Jesus: dar vida plena e definitiva ao homem. É por isso que Jesus, antes de mandar Lázaro sair do sepulcro, ergue os olhos ao céu e dá graças ao Pai (vers. 41b-42): a sua oração demonstra a sua comunhão com o Pai e a sua obediência na concretização do plano do Pai. Depois, Jesus mostra Lázaro vivo na morte, provando à comunidade dos crentes que a morte física não interrompe a vida plena do discí- pulo que ama Jesus e O segue. A família de Betânia representa a comunidade cristã, formada por irmãos e irmãs. Todos eles conhecem Jesus, são amigos de Jesus, acolhem Jesus na sua casa e na sua vida”.11
  11. 11. Domingo de Ramos - 17 de AbrilTema: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.Antigo Testamento: Is 50, 4-7 Profecia da Paixão: o servo sofredorApóstolo: Fl. 2, 6-11 Cristo humilhou-se e Deus exaltou-oEvangelho: Mt. 26, 14-27, 66 Paixão de CristoMensagem“A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do “Reino”: resultou das tensões e resistênciasque a proposta do “Reino” provocou entre os que dominavam o mundo […]. Na cruz, vemos apa-recer o Homem Novo, o protótipo do homem que ama radicalmente e que faz da sua vida um dompara todos. Porque ama, este Homem Novo vai assumir como missão a luta contra o pecado – isto é,contra todas as causas objectivas que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração e morte. Assim,a cruz mantém o dinamismo de um mundo novo – o dinamismo do “Reino”.Quinta-Feira Santa (Ceia do Senhor) - 21 AbrilTema: Amou-os até ao fim.Antigo Testamento: Ex. 12, 1-8.11-14Apóstolo: 1 Cor. 11, 23-26Evangelho: Jo. 13, 1-15Sexta-Feira Santa (Paixão do Senhor) - 22 AbrilTema: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.Antigo Testamento: Is. 52, 13-53,12Apóstolo: Hb. 4, 14-16; 5, 7-9Evangelho: Jo. 18, 1-19,42 12
  12. 12. Tempo Pascal - Ano A A celebração da Páscoa engloba a morte e a ressurreição do Senhor, melhor ainda, a morte que é passagem para a ressurreição. Não admira, por isso, que, no inicio sobretudo, a palavra Páscoa se pudesse ter dito tanto da morte como da ressurreição. Assim, tempo houve em que o que hoje chamamos Semana Santa foi chamado semana de Páscoa, a semana em que “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”. Hoje damos o nome de Tempo da Páscoa ou Tempo Pascal aos cinquenta dias que vão do Domingo da Ressurreição até ao Domingo do Pente- costes. O Tempo pascal nasce da Vigília; aí se faz a passagem do luto à alegria, do jejum ao banquete, da tristeza à festa, da morte à vida. Tempo de alegria, de acção de graças, de aprofundamento do sen- tido do mistério cristão e da vida em Cristo, do mistério da Igreja e consequentemente do mistério da comunidade dos cristãos, o Tempo Pascal é o tempo espiritual, por excelência, do ano litúrgico. É o tempo em que o Ressuscitado dá o Espírito: “Recebei o Espírito Santo”, e que se conclui precisa- mente com a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, que, uma vez “cheios do Espírito Santo”, Cristo Ressuscitado, “primogénito de entre os mortos”, é, por isso mesmo, “Cabeça do Corpo da Igreja”. De facto, na Páscoa “unem-se o céu e a terra, o divino e o humano”. A reforma litúrgica do Vaticano II veio restaurar a cinquentena na sua unidade. A Páscoa, a Ascen- são e o Pentecostes não constituem festas isoladas ou autónomas; são antes momentos significativos de um período que, na sua totalidade, constitui uma única festa. Esta consciência da unidade é ainda sublinhada pelo facto de os domingos que ocorrem durante o tempo pascal já não serem chamados ‘domingos depois da Páscoa’, mas ‘domingos de Páscoa’”. Estes cinquenta dias são tempo de alegria e de festa. É difícil entender uma festa sem o «feriado» e as manifestações festivas externas. Temos dificuldade em sentir a festa quando se faz o trabalho de todos os dias. Para os primeiros cristãos as duas coisas não andavam necessariamente ligadas, tanto para o domingo como para a cinquentena pascal. A redescoberta do Tempo pascal como uma única grande festa suporia que o conteúdo espiritual da festa causasse uma impressão muito mais forte no espírito dos cristãos. Mas vale a pena tentá-lo, já que se trata da própria expressão da existência cristã. Exteriormente estamos submetidos ao trabalho e ao sofrimento; interiormente, já vivemos com Cristo em Deus: “em nós, vai morrendo o homem exterior, enquanto o homem interior se vai renovando de dia para dia” (2 Cor 4, 16). Cf. O Tempo Pascal, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1996Esquema Temático das Leituras dos Domingos Pascais Sábado Santo (Vigília Pascal) - 23 de Abril Tema: Ressurreição. Antigo Testamento: Gn. 1,1-2,2; Gn 22, 1-18; Ex. 14, 15-15,1; Ex 15,1- 6.17-18; Is 54, 5-14; Is. 55, 1-11; Is. 12, 2-6; Br 3,9-15.32-4,4; Ez 36,16-28 Apóstolo: Rm 6,3-11 Evangelho: Mt 28,1-1013
  13. 13. Dom. Páscoa - 24 de AbrilTema: Ele tinha de ressuscitar dos mortos. Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado:celebremos a festa do SenhorAntigo Testamento: Act. 10, 34ª.37-43Apóstolo: Cl. 3, 1-4 ou 1 Cor. 5, 6b-8Evangelho: Jo. 20,1-9Mensagem“O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, quese recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida nunca podem ser gera-dores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e asua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vidaverdadeira)[…]”. “A primeira personagem em cena é Maria Madalena: ela é a primeira a dirigir-seao túmulo de Jesus, ainda o sol não tinha nascido, na manhã do “primeiro dia da semana”. Ela rep-resenta a nova comunidade que nasceu da acção criadora e vivificadora do Messias”; essa novacomunidade, “apercebe-se de que a morte não venceu e que Jesus continua vivo”. […] “A ressur-reição de Jesus prova, precisamente, que a vida plena, a vida total, a transfiguração total da nossarealidade finita e das nossas capacidades limitadas passa pelo amor que se dá, com radicalidade,até às últimas consequências”.II Dom. Páscoa - 1 de MaioTema: Oito dias depois, veio Jesus… Disse o Senhor a Tomé:«Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».Antigo Testamento: Act. 2, 42-47Apóstolo: 1 Pd. 1, 3-9Evangelho: Jo. 20, 19-31MensagemNo texto “sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é àvolta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe per-mite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sualiturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus estávivo”. “[…] A comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é d’Ele querecebe vida, amor e paz”.III Dom. Páscoa - 8 de MaioTema: Conheceram-n’O ao partir do pão. Senhor Jesus, abri-nos as Escrituras, falai--nos e inflamai o nosso coração.Antigo Testamento: Act. 2, 14.22-33Apóstolo: 1 Pd 1,17-21Evangelho: Lc. 24, 13-35.Mensagem“O texto que nos é proposto põe Cristo, vivo e ressuscitado, a caminhar ao lado dos discípulos, aexplicar-lhes as Escrituras, a encher-lhes o coração de esperança e a sentar-Se com eles à mesa para“partir o pão”. É aí que os discípulos O reconhecem”.[…] A catequese que Lucas nos propõe hoje garante-nos que Jesus, vivo e ressuscitado, caminha aonosso lado. Ele é esse companheiro de viagem que encontra formas de vir ao nosso encontro –mesmo se nem sempre somos capazes de O reconhecer – e de encher o nosso coração de esper-ança”. […] “Emaús… é a nossa história de cada dia: os nossos olhos fechados que não reconhecem oRessuscitado… Há urgência em abrir os nossos olhos para reconhecer a sua Presença e a sua acçãono coração do mundo e para levar a Boa Notícia: Jesus ressuscitou!”. 14
  14. 14. IV Dom. Páscoa - 15 de Maio Tema: Eu sou a porta das ovelhas. Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me. Antigo Testamento: Act. 2, 14ª.36-41 Apóstolo: 1 Pd. 2,20b-25 Evangelho: Jo. 10, 1-10 Mensagem “O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude”. “[…] Para os cristãos, “o Pastor” por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o “rebanho” de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida”. V Dom. Páscoa - 22 de Maio Tema: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor; ninguém vai ao Pai senão por mim. Antigo Testamento: Act. 6,1-7 Apóstolo: 1 Pd. 2,4-9 Evangelho: Jo. 14,1-12 Mensagem “O Evangelho define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos irmãos”. “[…] A Igreja é essa comunidade de Homens Novos, que se identifica com Jesus que, animada pelo Espírito, segue ‘o caminho’ de Jesus, e procura dar testemunho de Jesus no meio dos homens”. VI Dom. Páscoa - 29 de Maio Tema: Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor. Se alguém Me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada. Antigo Testamento: Act. 8,5-8.14-17 Apóstolo: 1 Pd. 3,15-18 Evangelho: Jo. 14, 15-21 Mensagem O texto “apresenta-nos parte do ‘testamento’ de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o ‘Paráclito’: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai”. “[…]Jesus garantiu aos seus discípulos o envio de um ‘defensor’, de um ‘consolador’, que havia de animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua marcha pela história. Nós acreditámos, portanto, que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando esperança aos crentes em caminhada”. “[…] A comunidade cristã, identificada com Jesus e com o Pai, animada pelo Espírito, é o “templo de Deus”, o lugar onde Deus habita no meio dos homens”.15
  15. 15. VII Dom. da Páscoa - Ascensão do Senhor - 5 JunhoTema: Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra. Ide e ensinai todos os povos, diz osenhor: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.Antigo Testamento: Act. 1,1-11Apóstolo: Ef. 1,17-23Evangelho: Mt. 28,16-20Mensagem“O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monteda Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O comoo seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do ‘Reino’”.[…]“Celebrar a ascensão de Jesus significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi con-fiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do “Reino” na vida dos homens”.Solenidade do Pentecostes - 12 de JunhoTema: Descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos. Vinde, Espírito Santo, enchei oscorações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.Antigo Testamento: Act. 2,1-11Apóstolo: 1Cor. 12, 3b-7.12-13Evangelho: Jo. 20, 19-23Mensagem“O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João,esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É oEspírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desseamor que Jesus viveu até às últimas consequências”. “[…] Identificar-se como cristão significa dartestemunho diante do mundo dos ‘sinais’ que definem Jesus: a vida dada, o amor partilhado”. “[…]As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo Espírito. O Espírito é esse sopro devida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor par-tilhado, que transforma o orgulho em serviço simples e humilde…”O Pentecostes é a irrupção do Espírito Santo na vida dos discípulos que vão deixar-se transformarem todas as dimensões do seu ser. O Pentecostes continua!”. 16
  16. 16. QUEREMOS VALORIZAR… O Sacramento da Reconciliação, no Tempo Quaresmal Uma das características peculiares deste tempo é a valorização dos sacramentos, em comunhão com a III Etapa do Plano Pastoral Diocesano, pelo que sugerimos que por altura da 4ª Semana da Quaresma seja realizada uma catequese sobre a Reconciliação e/ou uma celebração penitencial. Deste modo pretende-se realçar, esclarecer e sensibilizar para a importância e relevância da Recon- ciliação na vida cristã, que nos permite renovar a nossa fé e vivê-la de uma forma mais consciente e profunda. Nos capítulos específicos para cada idade, existem propostas concretas para a valoriza- ção deste Sacramento. Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica (CIC) que todos aqueles que se abeiram do sacramento da Penitência recebem da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja. O Sacramento da Penitência e da Reconciliação pode ser chamado de várias formas. É chamado sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o apelo de Jesus à con- versão e o esforço de regressar à casa do Pai, da qual o pecador se afastou pelo pecado. É chamado sacramento da Penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de con- versão, de arrependimento e de satisfação por parte do cristão pecador. (CIC n.º 1423) É chamado sacramento da confissão, porque o reconhecimento e a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste sacramento. Num sentido profundo, este sacramento é também uma «confissão», reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador. É chamado sacramento do perdão, porque, pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede ao penitente «o perdão e a paz». É chamado sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Cor. 5,20). Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor: «Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão» (Mt. 5, 24). (CIC n.º 1424) Reconciliar é voltar a conciliar, fazer a união do que estava separado. A mensagem fundamental de Cristo foi a reconciliação com Deus, a conversão e o perdão. E também foi este o conteúdo básico, desde o princípio, da evangelização por parte da Igreja. A vida nova recebida nos Sacramentos de Iniciação (Baptismo, Confirmação e Eucaristia), não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem a inclinação para o pecado. (CIC nº. 1426). A comunidade cristã, reconciliada, é encarregada de realizar o mistério da reconciliação: «Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou a palavra de reconcilia- ção. […] Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo; é Deus quem vos exorta por nosso intermé- dio. Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 18-20).17
  17. 17. O sacramento da reconciliação foi dado por Cristo à sua Igreja para que reconcilie o cristão pecadorcom Deus e com a própria comunidade: duas dimensões que não se podem separar» (Cf.ALDAZÁBAL, José, Reconciliação (voc.), em Dicionário Elementar de Liturgia, Paulinas, Prior Velho2007, p. 252).Assim, a celebração da reconciliação, o sacramento da penitência, pode ser um momento importantena vida de cada cristão. E propô-lo constitui um interesse objectivo. A penitência interior é uma reori-entação radical de toda a vida, uma conversão a Deus de todo o coração, uma ruptura com opecado. (CIC nº. 1431)A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações voltempara Ele. Deus é Quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do Amor deDeus que começa o receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d´Ele. (CIC nº. 1432)Nela estão em jogo dois eixos básicos da vida do cristão: o primeiro deles, o reconhecimento de quearrastamos muita infidelidade ao projecto de amor que o Senhor nos confiou; o segundo, a confiançafirme de que a misericórdia, o perdão e a graça que Deus nos quer dar é mais forte que a nossa infi-delidade.Neste sacramento está sempre a grande notícia de Jesus Cristo: o chamamento a converter-nos, amudar de atitude, e o chamamento a reconhecer tudo o que temos e somos, todas as nossas forçaspara caminhar, todas as nossas possibilidades de recomeçar, temo-las graças ao amor de um Pai quenunca Se cansa de acolher os seus filhos.O Sacramento da Reconciliação é de instituição divina, em pleno Domingo de Páscoa (Jo. 20,22-23)“Recebei o Espírito Santo àqueles a quem perdoardes os pecados ficarão perdoados…”Quando celebramos a reconciliação, celebramos este amor do Pai que perdoa e ama e celebramos umamor que está aqui, quando os cristãos se reúnem como Igreja, quando celebram estes sinais de con-versão e perdão (Cf. LLIGADAS, Josep, O Sacramento do Perdão, Paulinas, Prior Velho 2006, p.5).Com a simples atitude de nos aproximarmos deste Sacramento, proclamamos a Misericórdia de Deusque é mais forte que o pecado, e professamos a fé na Igreja, depositária do poder de perdoar, bemcomo na eficácia do sacramento recebido.Diante de Deus somos convidados a fazer cuidadosamente o exame de consciência (Sl 139(138)), nasdiversas dimensões da nossa vida: •EU e DEUS – qual a minha relação com Deus? (Deut 6,4-9) •EU e o PRÓXIMO – como vivo a dimensão da caridade e da relação com os outros? (Mt 25,31-46) •EU COMIGO MESMO – Vivo como templo do Espírito Santo e faço bom uso de todas as capacid-ades que Deus me deu? (Gal 5,13-21)A atitude de acção de graças ao receber a absolvição compromete-nos a sermos fiéis àquilo que nosé proposto como “penitência”.Ao celebrarmos este sacramento vemos nele, um claro sentido trinitário: o Pai que acolhe e perdoa,Jesus Cristo que nos comunica a sua vitória pascal sobre o pecado e o Espírito que nos move à con-versão e nos comunica a graça de Cristo. 18
  18. 18. A Vivência do Tríduo PascalEm 2010, na catequese sobre o Tríduo Pascal, intitulada “Tríduo Pascal: núcleo essencial da Fé”, oPapa Bento XVI dirigiu a seguinte mensagem aos cristãos de todo o mundo:“Estamos a viver os dias santos que nos convidam a meditar sobre os acontecimentos centrais danossa Redenção, o núcleo essencial da nossa fé. Amanhã começa o tríduo pascal, cume do ano litúr-gico inteiro, no qual somos convidados ao silêncio e à oração para contemplar o mistério da Paixão,Morte e Ressurreição do Senhor. […] Eu vos exorto, portanto, a viver intensamente estes dias, paraque orientem decididamente a vida de cada um à adesão generosa e convencida de Cristo, morto eressuscitado por nós.”Na continuação do apelo feito pelo Santo Padre, propomos que se ajude toda a comunidade a vivermais intensamente o Tríduo Pascal. Para isso, em cada paróquia, devem promover-se catequesespara todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, jovens e adultos) sobre o Tríduo Pascal, para asquais surgem mais à frente propostas específicas. Neste ano em que a nossa diocese está a valorizarde um modo especial a oração e a liturgia pretende-se que as pessoas aprofundem os seus conheci-mentos sobre as celebrações do Tríduo Pascal, para que o possam viver mais intensamente.Desde os primeiros séculos cristãos, a Igreja celebra o mistério da salvação, nas suas três fases(Paixão, Morte e Ressurreição), no decorrer dos três dias, que constituem o ponto culminante de todoo ano litúrgico.O Tríduo Pascal tem o seu início com a Missa Vespertina de Quinta-Feira Santa, tendo o seu momentomais alto na Vigília Pascal e terminando com as Vésperas da Ressurreição.Assim, não podemos identificar a Páscoa apenas com o Domingo da Ressurreição. Isso seria mutilaruma realidade extremamente rica e reduzir-lhe as dimensões. “O plano divino da Salvação em Cristonão pode fragmentar-se, mas deve ser considerado como um todo único”.Compreende-se, portanto, a importância deste Tríduo Pascal, quer na Liturgia, quer na vida daIgreja. Dele derivam todas as outras solenidades, que não são senão reflexos, ecos deste Acontec-imento Salvífico, de modo que o culto cristão é um culto pascal. Nele tem o seu centro de convergên-cia e de irradiação a vida da Igreja, pois “o Mistério cristão culmina e compendia-se no MistérioPascal, que dá cumprimento à História da Salvação e à missão de Israel, enquanto inaugura, com ostempos messiânicos, a existência histórica da Igreja” (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coim-bra 1993, p. 322)O Tríduo Pascal engloba as celebrações da Missa da Ceia do Senhor (5ª Feira Santa), Celebração daPaixão do Senhor (6ª Feira Santa). A grande proclamação da Ressurreição de Jesus, na noite deSábado Santo para Domingo e o próprio dia de Domingo de Páscoa.O Tríduo Pascal, para nós cristãos, é o tempo que deve ser vivido com maior intensidade. Nos trêsdias que compõem este tempo, somos convidados, em união com Cristo, a percorrer o itineráriotornando-nos solidários com Ele na Paixão e na Morte, para o sermos na Ressurreição.19
  19. 19. Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor “Disse-lhes Jesus: «Tenho desejado muito comer esta Páscoa convosco”(Lc 22,15) “Se Eu vos lavei os pés, fazei-o vós também”. (Jo 13,14-15) “Tomai, comei: Isto é o Meu corpo.” (Mt 26,26) “Fazei isto em memória de Mim” (1Cor 11,24)A Quinta-feira Santa é o último dia da Quaresma, e a partir da Missa Vespertina da Ceia do Senhor,inicia-se o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor. «É um dia de carácter intimo para opovo cristão, (…). É o dia em que Cristo, na sua ceia de despedida, antes da morte, institui a Eucaristia,deu a grande lição de humildade e de serviço, lavando os pés aos seus apóstolos e os constituiu sacer-dotes mediadores da Palavra, dos seus sacramentos e da sua salvação» (Cf. ALDAZÁBAL, José,Quinta-Feira Santa (voc.), em Dicionário Elementar de Liturgia, Paulinas, Prior Velho 2007, p. 250)O Lava-pés é um dos ritos mais antigos e mais universais da Igreja. Após a explicação da palavra deDeus, o presidente da celebração refaz o gesto que Cristo havia feito com os seus Apóstolos. «Aliturgia convida-nos a contemplar Jesus a lavar os pés dos seus Apóstolos e a compreender atravésdele que o seu amor é um amor de serviço. Neste enquadramento e a nesta hora, o ajoelhar de umbispo ou de um padre diante do seu irmão, diz mais que um longo discurso. Valorizando este gesto aIgreja sublinha que a fraternidade concreta dos discípulos do Mestre é um mandamento, razão pelaqual o rito foi outrora chamado “o mandamentum”, o mandamento novo, sinal distintivo do cristão:“Todos vos reconhecerão por Meus discípulos se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei”. Omandamento novo é simplesmente uma imitação do amor de Cristo. Nessa perspectiva o lava-pés temum alto poder de expressão pelo seu valor litúrgico e catequético. Mas é preciso não esquecer que foiaos seus colaboradores que Cristo lavou os pés (Cf. CORDEIRO, José Leão, Os dois primeiros dias doTríduo Pascal, em A Celebração do Mistério Pascal – Tríduo Pascal, Secretariado Nacional de Liturgia,1990, p. 57)Sexta-Feira da Semana Santa – Paixão do Senhor “O Meu sangue vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados” (Mt 26,28) “Jesus disse: «Tenho sede!» «Tudo está consumado.»” (Jo19.28.30)É na sexta-feira santa que celebramos, em Igreja, de forma especial a Paixão e Morte de Jesus Cristo.Neste dia a Igreja não celebra Missa. A celebração deste dia divide-se em três partes: Liturgia da Pala-vra, Adoração da Cruz e Comunhão Eucarística.«É o dia da Paixão de Jesus. Paixão do Homem abandonado e maltratado. Paixão de Deus que se cala.Para nós, trata-se de comungar no sacrifício deste Homem que é o Filho de Deus cuja morte é a vidado mundo» (Cf. Op. cit. p. 59)A celebração da Paixão e Morte de Jesus tem, para nós cristãos, como finalidade fazer-nos entrar commaior profundidade no Mistério Pascal e prepararmo-nos para a Vigília de Sábado Santo.Neste dia não se celebra eucaristia, mas centramo-nos especialmente na Cruz de Cristo. A Cruz, “sinaldo amor universal de Deus”(NA 4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.Levada, processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidadepecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi sus-penso na Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”.É a Ele também que exprimimos, neste momento, a força para levarmos a nossa Cruz: “Suportando amorte por todos nós, ensina-nos, com o seu exemplo, que também devemos levar a cruz que a carnee o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça” (GS 38)» (Cf MissalPopular Dominical, Gráfica de Coimbra 1993, pp. 348-349)Após a contemplação do mistério da Cruz, na Liturgia da Palavra, da adoração de Cristo Crucificado,no momento da Adoração da Cruz, a liturgia desta celebração introduz-nos no momento mais íntimodo Mistério Pascal, o contacto com o próprio “Cordeiro Pascal” 20
  20. 20. Neste dia não se celebra Eucaristia. «No entanto, pela Comunhão do “Pão da Vida”, consagrado emQuinta-Feira Santa, somos “baptizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.Assim unidos à fonte da vida sobrenatural, ficamos cheios de força para passarmos da morte dopecado à alegria da ressurreição.Através do Corpo sacramental do Senhor crucificado e ressuscitado ficamos também mais unidos aoSeu Corpo Místico, isto é a Cristo que sofre e morre nos Seus membros.Como o Senhor Jesus, também nos devemos dar a vida pelos nossos irmãos (1 Jo 3,16)»Sábado Santo“José de Arimateia tomou o corpo de Jesus, envolveu-O num lençol e depositou-O num túmulo”. (Mt 27,59.60)Jesus encontra-se no sepulcro.«Todo este dia tem um tom de silêncio contemplativo do mistério de Cristo que baixou “ao lugar dosmortos”, ao “descanso” do sepulcro, ao aniquilamento absoluto e ao seu misterioso encontro com osantepassados, onde pregou “aos espíritos que estavam na prisão da morte” (cf. 1 Pe 3,19)» (Cf.ALDAZÁBAL, José, Sábado Santo (voc.), em Dicionário Elementar de Liturgia, Paulinas, Prior Velho2007, p. 262)Toda a Igreja encontra-se vigilante junto do Sepulcro de Jesus. Participando do mistério da morte deJesus e do Seu sofrimento, reina a esperança. Neste dia não há Missa durante o dia.«A Sua Morte será o penhor da nova Criação, que se aproxima.Sabe também que o “repouso” de Jesus é a imagem do “repouso” de todos aqueles que foram baptiza-dos ma Sua Morte e Ressurreição. Depois que Ele morreu e foi sepultado, santificando a morte, ficouespecialmente vivo, para o início duma vida superior» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coim-bra 1993, p. 377)Vigília Pascal “Eu sou a luz do mundo.” (Jo 8,12)A Vigília Pascal, celebra-se na Noite do Sábado Santo. «Vigília significa exactamente tempo da noiteem que não se dorme, mas se vigia, em que se está de vela, e, no caso da liturgia, uma celebração noc-turna. A noite foi sempre tempo preferido para a oração. Jesus deu exemplos frequentes de oraçãodurante a noite, e a tradição cristã continuou a mesma prática» (Cf. FERREIRA, José, A Vigília Pascal,em A Celebração do Mistério Pascal – Tríduo Pascal, Secretariado Nacional de Liturgia, 1990, pp.66-67)Neste tempo em que somos convidados a estarmos vigilantes, à espera da Ressurreição do Senhor,somos também chamados a celebrar, com esperança e alegria, o grande acontecimento da salvação.«O Mistério Pascal não é, porém, estático, mas dinâmico. Não é um estado de Cristo, mas a “passa-gem”, um movimento, em que é envolvido todo o Povo de Deus. Desta celebração consta a recordaçãode toda a História da criação, da libertação de Israel e da redenção da Humanidade.Por conseguinte, a espera dos cristãos, nesta noite santa, não se reduz à expectativa da comemoraçãodum facto, histórico, objectivo e real. É a espera de Alguém. É a espera do Senhor, que volta, para noslevar a fazer a Sua “passagem”, a Sua Páscoa com Ele.Misteriosamente no meio da assembleia cristã, o Senhor Jesus renova, nesta grande acção sacramen-tal, que é a Vigília, o Seu Mistério Pascal, inserindo-nos nele fazendo-nos assim passar com Ele das“trevas à Sua luz admirável” (1 Pe 2,9). A Celebração da Vigília Pascal começa com o grande anúncioda Ressurreição, em que se estreia o Círio Pascal, aquela vela grande, bonita, que simboliza a luz queCristo é na vida da Igreja e de cada um de nós, que somos baptizados e/ou nos preparamos parasermos baptizados.21
  21. 21. Esta “passagem”da morte do pecado à vida da graça realiza-se, em primeiro lugar, pelo Baptismo. Serbaptizado é, na verdade, morrer com Cristo, para ressuscitar com Ele. “A água do Baptismo é o MarVermelho, que trava as forças do mal e liberta o povo de Deus; é o sepulcro do Calvário, onde édeposto o homem corruptível e sai, vivo, o homem novo”. Por isso, a Igreja, desde a mais alta antigu-idade, pensou que o melhor meio de celebrar o Mistério Pascal era baptizar, nesta noite, os seuscatecúmenos e levar os baptizados a reviver a própria ressurreição e a tomar consciência do seu nas-cimento como Povo de Deus. Também, nesta celebração é benzida a água baptismal que vai servirpara os baptismos da paróquia.Esta nova criação, surgida das águas do Baptismo, só no último dia, na Vinda do Senhor, “passará” dasua forma actual e perecível à forma definitiva e gloriosa. Por isso, nesta Vigília, os cristãos, conser-vando nas suas mãos as lâmpadas acesas (Lc 12,35-ss), orientam também a sua esposa para o mo-mento do encontro com o Esposo, que vem (Mt. 25,13)» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coim-bra 1993, p. 378)Domingo de Páscoa “No Domingo muito cedo, Maria de Magdala e a outra Maria foram visitar o sepulcro” (Mt 28,1)“O anjo disse-lhes: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, ressusci- tou, como tinha dito».” (Mt 8,5-6) “Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá O vereis.” (Mt 28,7)PROPOMOS UM GESTO FINAL…Para terminar esta caminhada Quaresma-Páscoa sugerimos que no último domingo, Domingo dePentecostes, a cruz, usada como símbolo comunitário ao longo desta caminhada, seja transportadapelos paroquianos no cortejo final da eucaristia para fora da igreja (no caso dos jovens, também àsemelhança da cruz das Jornadas Mundiais da Juventude). Indicamos com este gesto que todos nósdevemos testemunhar, anunciar e espalhar a palavra de Deus e a Alegria da Ressurreição, também acruz ao sair do interior da igreja simboliza que devemos levar a boa nova para a vida. 22
  22. 22. CAMINHAMOS COM AS CRIANÇAS… Para ajudar as crianças a vivenciar melhor este tempo de Quaresma / Páscoa 2011, propõe-se que seja entregue a cada uma, no início da Quaresma, uma folha de cartão (tamanho A4), contendo, pré- impressa em cada um dos lados, a cruz bem como as atitudes de cada semana. Um conjunto de 14 autocolantes (7 para o Tempo da Quaresma e 7 para o Tempo Pascal) serão, depois, entregues às crianças, nas Eucaristias, como símbolo da vivência das atitudes propostas nesta Caminhada. Os catequistas deverão apresentar às crianças propostas simples e concretas de vivência das atitudes, tais como: Semana Atitude Desafio semanal Quaresma I Confia A Jesus os teus segredos Quaresma II Descobre Jesus no bem que fazes aos outros Do que é teu, a quem mais precisa Quaresma III Dá (dinheiro, jogos, brinquedos) Quaresma IV Crê Que Jesus te perdoa Quaresma V Transforma A tua preguiça em ajuda Quaresma VI Entrega O teu dia a Deus Dom. Páscoa Anuncia Aos teus colegas Jesus Ressuscitado Páscoa II Acredita Que Jesus deu a vida para nos salvar Páscoa III Reconhece Que Deus é nosso Pai Páscoa IV Apascenta Ajuda os que precisam de ti Páscoa V Vai Jesus é o teu melhor amigo Páscoa VI Ama Como Jesus te ama Páscoa VII Ascensão Testemunha O teu amor a Jesus e a Nossa Senhora Pentecostes Afirma a tua Fé! Ser cristão sem vergonha23
  23. 23. CAMINHAMOS COM OS ADOLESCENTES… Objectivo Específico O objectivo específico desta caminhada, para os adolescentes, consiste em ajudá-los a firmar os seus passos e a afirmar a sua fé em Jesus Cristo, em todas as situações e momentos da sua vida. Propostas de concretização Na nossa vida do dia-a-dia somos constantemente obrigados a tomar decisões relacionadas com variadíssimos aspectos ao nível pessoal, profissional, social, etc. Na Palavra de Deus encontramos, na parábola do bom samaritano, uma situação perante a qual o sacerdote, o levita e o samaritano tiveram de tomar uma decisão. Enquanto os dois primeiros viram o homem ferido e passaram sem ser nada fazer, o samaritano teve compaixão dele e ajudou-o. O desafio que propomos para os adolescentes ao longo desta caminhada, durante o Tempo da Qua- resma e o Tempo Pascal, é que vão confrontando situações concretas da sua vida com a pergunta: Em meus passos o que faria Jesus? Pretende-se, portanto, que os adolescentes não façam nada em suas vidas sem antes perguntar o que faria Jesus na mesma situação. Este desafio que inicialmente parece muito simples, na prática é muito profundo e exigente. Para responder à pergunta, qualquer que seja a situação, deve-se orar ao Espírito Santo, para que ajude a encontrar a resposta. Este desafio poderá ter dois níveis de dificuldade: •Nível I: Se os adolescentes e os catequistas estiverem dispostos a um desafio superior poderão tentar responder à questão constantemente, em todas as situações com que se vão depa- rando no dia-a-dia. Esta opção implica um grande esforço por parte do adolescente e do catequista, mas o resultado final também poderá ser mais interessante. •Nível II: Para facilitar o desafio, em cada semana, de acordo com a atitude correspondente, propõe-se que o adolescente responda à pergunta relativamente a um determinado aspecto da sua vida. Na tabela seguinte, apresentam-se algumas propostas. 24
  24. 24. Desafio: Em meus passos o que faria Semana Atitude Jesus… … na maneira como confio a minha vida a Quaresma I Confia Deus na oração e celebração dos sacramentos? Quaresma … na (re)descoberta do meu papel de filho, Descobre II na relação com os meus pais? … na maneira como dou uso aos bens Quaresma Dá materiais e os partilho com os que III necessitam? Quaresma … para crer que Deus está sempre comigo, Crê IV mesmo nos momentos mais difíceis? … para ter a capacidade de, com a graça de Quaresma Transforma Deus, transformar o pecado que existe em V mim em virtude? Quaresma … na maneira como me entrego à minha Entrega VI vida de estudante? … para ter a coragem de anunciar a Palavra Dom. Anuncia de Deus a todas as pessoas com quem me Páscoa encontro diariamente? … para acreditar que mudar o mundo a Páscoa II Acredita partir das pequenas coisas está ao meu alcance? … para reconhecer o que devo fazer em Páscoa III Reconhece cada situação, no meu papel de cidadão cristão? … para apascentar a relação que tenho com Páscoa IV Apascenta os meus amigos e colegas da escola e da catequese, e com a Natureza? … em relação à disponibilidade para ir ao Páscoa V Vai encontro daqueles que estão à minha volta e precisam de mim? … para superar o desafio que é amar todas Páscoa VI Ama as pessoas, mesmo aquelas que não gostam de mim?Qualquer que seja o nível escolhido, propõe-se que haja na sessão de catequese semanal umpequeno espaço reservado para os adolescentes e os catequistas partilharem a sua experiência: asdificuldades encontradas, as alegrias, o que descobriram de novo, etc. Este é um aspecto muitoimportante para que este desafio resulte. No fim da caminhada, propõe-se que haja um encontromais demorado no qual se possa partilhar a experiência vivida e definir compromissos para ofuturo.Também irão ser criados um blog e uma página no Facebook, intitulados “Caminhando com Jesus”,onde os adolescentes e os catequistas poderão partilhar as suas experiências acerca do desafio pro-posto com outros adolescentes e catequistas da Diocese de Aveiro. Na página do Facebook poderãoainda ser colocadas fotografias e vídeos de actividades relacionadas com o desafio proposto. Osendereços do blog e da página do Facebook serão disponibilizados no sítio da internet do SDCIA:www.diocese-aveiro.pt/sdcia.Além do desafio proposto, outra maneira de firmar os passos e afirmar a fé é passar a rezar. Para tal,sugere-se que os adolescentes façam a sua oração diária, individual ou em família, utilizando o livr-inho de oração proposto para a comunidade. Outra alternativa será através das orações disponibili-zadas no sítio da internet “www.passo-a-rezar.net”, muito adequado aos adolescentes. Neste sítio dainternet, além da oração diária o adolescente tem disponível uma oração para fazer o seu exame deconsciência, no fim do dia, intitulada “rezar o meu dia”.25
  25. 25. Para Valorizar o Tríduo PascalA nossa participação no Tríduo Pascal é a melhor catequese que podemos ter sobre o Tríduo Pascal.Não estamos só a ouvir falar de coisas muito importantes para nós, cristãos, mas ouvimos, e celebra-mos esses acontecimentos que Jesus viveu para nos salvar.Para melhor celebrarmos a Páscoa, é muito bom que possamos celebrar, se possível como grupo decatequese, o Tríduo Pascal.Nós, católicos - famílias, catequistas e catequizandos - vamos progredindo no conhecimento desteMistério e sendo interpelados a dar mais valor à sua celebração. Neste Mistério, celebramos o centroda nossa fé. Mais do que sabermos o que é o Tríduo Pascal, é muito bom que o compreendamos e ocelebremos. 26
  26. 26. CAMINHAMOS COM OS JOVENS… Dimensão Comunitária Qualquer grupo juvenil só adquire sentido quando verdadeiramente integrado na comunidade cristã. Assim, tudo o que foi proposto como vivência comunitária deve ser vivido, em cada comuni- dade, pelos grupos juvenis. Gostaríamos no entanto de motivar ainda mais os jovens para a oração pessoal, partindo do livro “Rezar a Quaresma – Ano A”. Por isso propomos um símbolo que pretende ser acima de tudo convergente com a Cruz comunitária. Um símbolo convergente – Pegadas •De acordo com o lema: “Firma os teus passos”, sugerimos que alguns desenhos de pegadas sejam espalhados pelo chão da Igreja, antes do início de cada eucaristia dominical. •Nas pegadas deverão ser escritas as atitudes de cada semana. •Nos domingos da Quaresma a direcção das pegadas deverá convergir para a cruz – símbolo comunitário, significando o caminho de cada um de nós até à nossa salvação, pela morte de Jesus Cristo. •No tempo Pascal a direcção das pegadas será da cruz para as portas de saída da igreja, sim- bolizando que devemos dar testemunho da salvação. Dimensão Individual O grande desafio colocado a cada jovem é o da oração. Cada um deverá ter o seu livro “Rezar na Quaresma”. Para motivarmos mais à oração individual sugerimos uma ligação desta à vivência do grupo, através do símbolo de grupo – a pegada. A pegada do grupo (ver dimensão de grupo) deve circular por todos os elementos do grupo, durante a semana, pelo menos uma vez durante a qua- resma. No(s) dia(s) em que o jovem tem a pegada em casa é convidado a escrever nela uma pequena partilha da sua oração pessoal a partir do livro e da atitude semanal proposta. Dimensão de Grupo O grupo adquire uma importância vital na faixa etária juvenil. É neste espaço que a vivência desta caminhada deve ser impulsionada. Sugerimos que: •Na sala de reunião do grupo seja valorizado um espaço de oração com a colocação de uma cruz com as mesmas características do Cruz da comunidade. •Seja construída uma pegada de grupo, relacionando com o lema da caminhada “Firma os teus passos” e com o caminho que se pretende fazer até à Cruz de Jesus. •Que esta pegada de grupo circule por todos os elementos do grupo, durante a semana, fomentando a vivência individual (ver dimensão individual)27
  27. 27. •O Animador prepare, para a reunião semanal, um espaço de oração de grupo, com base naspartilhas colocadas na pegada do grupo por cada um, onde também se leia a oração sugerida nolivro para aquele dia. •O grupo leve a sua pegada para o Dia Mundial da Juventude, a celebrar a 16 e 17 de Abril, noArciprestado de Oliveira do Bairro.Na sequência das propostas feitas para valorizar este tempo, apresentamos de seguida sugestõespara ajudar os grupos juvenis a aprofundarem este tempo: •Encontro sobre o Sacramento da Reconciliação •Celebração Penitencial •Encontro sobre o Tríduo Pascal •Celebração do Caminho da Luz (Via Lucis)Encontro de grupo sobre o Sacramento da ReconciliaçãoMaterial Necessário: •2 Rádios – 1 com música calma e outro com música ruidosa •Objectos/Imagens de pecado (por exemplo, relacionadas com violência, roubo, drogas...) •Objectos/Imagens de reconciliação (por exemplo, pombas branca, água, luz, amor,amizade...) •Bíblia •Imagem de Cristo (Poster/Crucifixo/Foto) •Panos pretos ou roxos •Computador Portátil •DataShow •Foco de luzExperiência Humana:No início, a sala deve estar desarrumada com os objectos/imagens de pecado espalhados, de modo acriar confusão. A Bíblia e a imagem de Cristo devem estar tapados com um pano preto ou roxo. Orádio com a música ruidosa deve estar ligado aquando da entrada dos elementos na mesma. A saladeve estar pouco iluminada.Depois dos elementos do grupo estarem devidamente sentados, intercala-se a música ruidosa commúsica calma e liga-se o foco de cada vez que se coloca a música calma (deve tentar fazer-se um jogode luzes e barulho intercalados, associando a calmaria à luz e o turbilhão à escuridão).Pede-se que os jovens partilhem livremente sobre o que sentiram e interpretaram.Posteriormente, e com a sala com luminosidade razoável para se poder ler, são distribuídas folhascom as questões (apenas as perguntas, as respostas são suporte para o animador) sobre a reconcilia-ção e é pedido aos elementos do grupo que vão respondendo às perguntas.O que é o sacramento da Penitência?O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por JesusCristo para apagar os pecados cometidos depois do Baptismo. É, por conseguinte, o sacramento danossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramental-mente o regresso aos braços do Pai depois de nos afastarmos com o pecado.O que é a confissão?A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados ao Sacerdote.A confissão ajuda-nos no caminho da virtude?A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Comefeito, além de nos dar a graça “medicinal” própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fun- 28damentais da nossa vida cristã.
  28. 28. A humildade, acima de tudo, é a base de todo o edifício espiritual, é a fé em Jesus Salvador e nos seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo, a abertura do nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Ou seja, a sinceridade, a separa- ção do pecado e o desejo sincero em progredir espiritualmente. Como se pode superar a dificuldade que se sente em se confessar? Quem tem dificuldade em confessar-se deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhoso que o Senhor nos deu. No “tribunal” da Penitência o culpado jamais é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem confessa não se encontra com um simples homem, mas com Jesus, presente na pessoa do Sacerdote, Aquele que curou os leprosos, fez ver os cegos, ouvir os surdos e falar os mudos. O que é que obtemos com o sacramento da Penitência? A reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça de Deus, o aumento das forças espirituais para caminhar rumo à perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma viva con- solação do espírito. O que deve fazer o penitente depois da absolvição? O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que os seus pecados possam eventualmente ter causado ao próximo. O sacerdote deve dar sempre a absolvição? O sacerdote deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver sinceramente arrependido de todos os seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não tiver dor ou propósito de emenda, então o sacerdote não pode e não deve dar a absolvição, motivando para o sincero arrependimento. O que é o exame de consciência? O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última confissão feita. O animador vai gerindo as respostas que forem surgindo e as dúvidas subsequentes. Conclui-se com a apresentação PowerPoint “Reconciliação” (disponível em www.sdpj-aveiro.org), baseada no texto que aparece no início deste subsídio, no capítulo “Queremos valorizar… o sacra- mento da Reconciliação, no tempo Quaresmal”. Palavra de Deus: Após todos terem colocado as suas dúvidas, mesmo após a visualização do powerpoint, cria-se um espaço de silêncio, lendo-se o texto que se segue. “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi. Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.” Gen, 3 1-1329
  29. 29. Expressão de Fé:Destapa-se a Bíblia e a Cruz (até então tapados) ao som da música “Restolho” da Mafalda VeigaOs elementos do grupo são convidados a fazer uma oração conjunta, fazendo preces a Deus, depreferência espontâneas e fazendo a partilha semanal a partir da pegada do grupo.Caso seja possível devem ser convidados a participar numa celebração penitencial preparada emgrupo.Celebração penitencial com jovensMaterial necessário e indicações para a preparação:- A frase “ Deus conserta um coração partido se lhe dermos todos os pedaços” deve estar colocadaem local bem visível e destacado.- Preparar a silhueta de uma pessoa com pouco mais de um metro de altura, em esferovite e cobertacom papel cenário, para poder ser rasgado. A esferovite devera ter um coração desenhado e já cor-tado, mas que será deixado no sítio. Por detrás da esferovite do coração estará presa uma lista decontravalores, feita em papel contínuo e de acordo com a lista indicada, para ser destacada junta-mente com o coração na altura apropriada.- Powerpoint (disponível em www.sdpj-aveiro.org) intitulado “Exame de Consciência”- Ter papéis, cortados, (sugere-se um A4 fotocopiado, que dê para 8 papeis) cada um com um contra-valor escrito. Estes papéis destinam-se a serem entregues, um, a cada pessoa.- Recipiente onde se possam queimar os papeis. Á frente do recipiente deve estar palavra renovação- Tantas silhuetas humanas, em cartolina, com cerca de 10 cm de altura, quantas as que sejamnecessárias para se oferecer uma como recordação a cada pessoa que estiver presente na celebra-ção. Em cada silhueta estará também desenhado um coração.- Se for necessário deve fazer-se uma folha de cânticos para toda a assembleiaIntrodução“Deus conserta um coração partido se lhe dermos todos os pedaços”. Todos nós temos algumaconsciência da nossa infidelidade a deus. Este tempo de quaresma, vai-nos ajudando a sentir odesejo de sermos salvos dos nossos pecados. Hoje queremos mais uma vez, abrir o nosso coração ámisericórdia de deus, para podermos celebrar o perdão de ele nos oferece. Não fechemos o nossocoração á sua voz e abramos a nossa vida á sua misericórdia.Cântico inicialSaudação do presidenteOração inicial pelo sacerdoteLiturgia da palavra- 1ª Leitura – livro do profeta Ezequiel 36,24-28- Salmo 50 ou um cântico de meditação- Aclamação do evangelho segundo São João 15,9-17- HomiliaExame de consciênciaÀ medida que se vão fazendo as quatro grandes propostas do exame de consciência, seguindo opower point “Exame de Consciência”, também se vai rasgando o papel da silhueta, deixando adescoberto uma nova silhueta, em esferovite. No fim de cada proposta canta-se um cântico.Enquanto se canta, as partes do corpo rasgadas são colocadas na bacia para se queimar. Na últimaproposta e durante o cântico, retira-se o coração e a lista de contravalores e é dado a todas as pes-soas um papel com um contra valor. 30
  30. 30. Oração dos fiéisPresidente: Cada um recebeu um dos possíveis defeitos que pode ainda ter lugar na nossa vida. Con-scientes dos nossos pecados, manifestemos a Jesus Cristo nossa confiança e digamos:Senhor,renovai os nossos corações.Sugere-se que cada um faça uma prece espontânea a partir do contra valor que lhe calhou.Presidente: Senhor nosso Deus, sempre pronto a perdoar-nos, ajudai-nos a sentir que a reconcilia-ção que nos dais nos aproxima uns dos outros e nos torna sinal vivo da vossa presença no mundo.Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. ÁmenConvite ao silêncio meditativo dos defeitos e pecados de cada umConfissãoIndividual com o sacerdoteGesto de conversãoEnquanto se canta, cada um vem colocar na bacia o seu papel para ser queimado com os outros erecebe uma silhueta, como recordação deste tempo de renovação.Pai-nossoBênção finalCântico finalEncontro de Grupo sobre o Tríudo PascalMaterial Necessário:Círio Pascal, Pia Baptismal, Água, Cruz, Óleo, Pão e Vinho – podem ser objectos e/ou imagensExperiência Humana:Os elementos do grupo são convidados a fazer uma recolha em casa de objectos, fotografias e vídeosque remetam para os dias do Tríduo Pascal de preferência vividos na sua paróquia em anos anteri-ores.Palavra de Deus:É feita a Introdução do tema "Tríudo Pascal" com base na 1ª parte do texto apresentado nesta camin-hada no capítulo „Queremos Valorizar... a vivência do Tríduo Pascal“. O grupo é dividido em quatrosubgrupos e é fornecido a cada um deles os textos referentes a cada dia do tríduo pascal que cons-tam da 2ª parte do mesmo texto:Grupo I – QUINTA-FEIRA SANTA - MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHORGrupo II – SEXTA-FEIRA DA SEMANA SANTA - PAIXÃO DO SENHORGrupo III – SÁBADO SANTOGrupo IV – VIGÍLIA PASCALCada grupo é convidado a ler o texto que lhe coube, em grupo, e fazer um pequeno resumo paraapresentar aos restantes grupos (textos, cartazes, desenhos…)No fim do trabalho de grupo são colocados numa mesa os objectos e fotografias recolhidos pelosjovens em casa e os materiais supra propostos. Cada grupo é convidado a ir buscar aqueles queestão mais relacionados com o dia que lhe coube aprofundar.No final é feito um plenário com a apresentação de cada um dos grupos, dando ênfase à mensagemdo dia e aos símbolos do mesmo.Expressão de Fé:No espaço da sala onde se encontra a cruz, símbolo desta caminhada, são colocadas os símbolos ouimagens utilizadas neste encontro. Neste ambiente far-se-á a partilha da “pegada do grupo”, dandoênfase à atitude semanal, com a oração do livro “Rezar na Quaresma – Ano A”.O grupo é convidado a participar activamente nas celebrações paroquiais da Semana Santa.31
  31. 31. Caminho da Luz (Via Lucis), para o tempo PascalDurante o tempo Pascal, sugere-se que o grupo celebre o caminho da Luz e que convide a comuni-dade a celebrar com eles.Nesta proposta é necessário escolher cânticos apropriados entre cada estação e prever uma apre-sentação powerpoint onde apareçam as respostas que todos são convidados a dar durante a celeb-ração. Ao longo do esquema aparecem identificados:P – Presidente (onde for possível o Sacerdote)T – Toda a AssembleiaL – LeitorIntroduçãoL- A vida cristã está profundamente marcada pelo mistério pascal. Cristo morreu pelos nossos peca-dos e para nossa salvação saiu vitorioso do sepulcro. A sua ressurreição imprime à vida de cadacristão um exaltante ritmo de alegria. A via-sacra da ressurreição, ou caminho da luz, põe-nos emcontacto com esta alegria através dos encontros que o Ressuscitado teve com os discípulos. Umaalegria que aparece em toda a parte e se espalha com extraordinária rapidez. O Espírito Santoenche o nosso coração de grande alegria.P- Em nome do Pai e do Filho e do Espírito SantoT- ÁmenP- Senhor da vidaT- Ilumina o nosso caminhoP- Preparemos o nosso coração para sentir a alegria que cresce, á medida que cresce em nós acerteza que Jesus ressuscitou e vive na sua Igreja.CânticoPRIMEIRA ESTAÇÃO – Jesus ressurge dos mortosP- Senhor da vida,Leitura do Evangelho segundo S. Mateus 28, 1-7L- Os guardas tinham razão para Ter medo. Até os discípulos julgaram ver um fantasma. Mas nósnão temos razão nenhuma para Ter medo. Nós sabemos que Cristo ressuscitou e vive no meio denós. Nós sabemos que a sua vida de ressuscitado é a fonte da nossa esperança. Por isso vivemos na 32alegria.
  32. 32. P- Àquele que está vivo para sempre, dizemos com todo o entusiasmo da nossa fé: Vem viver con-nosco!T- Vem viver connosco!P- Tu que venceste o pecado e a morte:T- Vem viver connosco!P- Tu que não sofreste a corrupção do sepulcro:T- Vem viver connosco!P- Tu que apareceste aos discípulos dispersos:T- Vem viver connosco!P- Oremos. Senhor Jesus Cristo, vencedor da morte e do pecado, escuta a nossa oração, tal comotornaste forte a fé dos discípulos com a tua presença de ressuscitado, concede-nos também a nós aforça de vencer as seduções do pecado.Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculosT- Ámen.SEGUNDA ESTAÇÃO – Os discípulos encontram o sepulcro vazioP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminho.Leitura do Evangelho segundo S. João 20, 1-10L- Um sepulcro não reter um corpo como o de Jesus, destinado à ressurreição. O Filho de Deus,depois da tremenda prova, devia explodir numa glória sem limites. As ligaduras já não servem:estão ali a testemunhar um tempo de tormento. Mas que dá lugar á hora do maior triunfo.P- A Cristo, ressuscitado dos mortos, dirigimos o grito da nossa fé: ressuscitaste para sempre e vivesconnosco.T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.P- Senhor Jesus, enviado pelo Pai para libertar o mundo do pecado, nós te dizemos com confiança:T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.P- Senhor Jesus, portador de uma mensagem de eterna salvação, nós te dizemos com confiança:T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.P- Senhor Jesus que infundes a alegria em todos os que acreditam em ti, nós te dizemos com confi-ança:T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.P- Oremos, Pedimos-te, Senhor Jesus: concede aos teus fiéis o entusiasmo de te procurarem com fétodos os dias para encontrar sempre ao teu lado a doçura do teu rosto.T- ÁmenTERCEIRA ESTAÇÃO – Jesus manifesta-se à MadalenaP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminho.Leitura do Evangelho segundo S João 20, 11-18L- Durante os quarenta dias da ressurreição, Jesus costumava esconder a sua identidade para reve-lar no momento oportuno. Assim sucede na nossa vida: em certos momentos é difícil perceber apresença do Senhor.33
  33. 33. P- É nesses momentos em que se torna necessário recorrer à oração e invocá-lo com fé: Mostra,Senhor, a tua presença.T- Mostra, Senhor, a tua presença.P- Quando nos assalta a sombra da dúvida e não conseguimos ver a luz, nós te dizemos:T- Mostra, Senhor, a tua presença.P- Quando o pecado ofusca a nossa mente e se torna difícil erguer a cabeça, nós te dizemos:T- Mostra, Senhor, a tua presença.P- Quando nada nos corre bem e se torna difícil acreditar na tua bondade, nós te dizemos:T- Mostra, Senhor a tua presençaP- Oremos, Pedimos-te, Senhor Jesus: concede aos teus fiéis o entusiasmo de te procurarem com fétodos os dias para encontrar sempre a seu lado a doçura do teu rosto.T- Ámem.QUARTA ESTAÇÃO – Jesus a caminho com os discípulos de EmaúsP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminhoLeitura do Evangelho segundo S. Lucas 24, 13-29L- Em cada passo da estrada podemos encontrar o Senhor e caminhar com Ele pelos caminhosjustos. Ou podemos ignorar a sua presença e percorrer as estradas das nossas falsas seguranças. Éimportante escolher bem.P- Só Jesus nos pode indicar o caminho da vida. Por isso invocamo-lo com confiança: Mostra-nos ocaminho que leva à vida.T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.P- Se o nevoeiro dos sentimentos ofusca o nosso caminho, nós te dizemos:T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.P- Se a indiferença e a ignorância impedem muitos de ver a direcção certa, nós te dizemos Senhor:T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.P- Se a superstição, a dúvida, o desânimo tendem a paralisar tudo e a bloquear o nosso caminhopara ti, nós te dizemos:T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.P- Oremos, Senhor Jesus Cristo que na Igreja és farol de luz e de salvação: Guia os nossos passos nocaminho da justiça, para que possamos chegar até ti no teu reino de luz infinita.T- Ámen.QUINTA ESTAÇÃO – Jesus manifesta-se no partir do pãoP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminho.Leitura do Evangelho segundo S. Lucas 24, 29-35L- Ao Domingo, os irmãos encontram-se para “partir o pão”. Pão de vida, que Jesus prometeu daraos que nele acreditam. Esperamo-lo com ânsia todas as semanas pois sabemos que é um verda-deiro encontro de Jesus com os seus amigos.P- Precisamos de uma fé forte para que todo o povo de Deus reconheça na Eucaristia o alimento que 34dá a vida. Dizemos juntos: Vem, pão da vida!
  34. 34. T- Vem, pão da vida!P- Tu és a fonte da vida e do amor. Nós te dizemos:T- Vem, pão da vida!P- Tu és a fonte de toda a graça que há na Igreja. Nós te dizemos:T- Vem, pão da vida!P- Tu és a esperança do reino sem fim. Nós te dizemos:T- Vem, pão da vida!P- Oremos, Senhor Jesus, só em ti está a fonte da vida. Concede-nos um grande amor ao teu Pãoeucarístico e torna-nos dignos de nos alimentarmos sempre do teu grande Dom.T- Ámen.SEXTA ESTAÇÃO – Jesus no CenáculoP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminho.Leitura do Evangelho segundo S. Lucas 24, 36-48L- Jesus disse: “Vejam as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo”. Os apóstolos não crêem nahistória das mulheres. De repente, eis Jesus presente entre eles. Uma ilusão? Jesus estende as mãos eeles vêem as feridas feitas pelos pregos. Tocam-no com as suas mãos e com os seus ouvidos escutama Sua voz que diz: "A paz esteja convosco". Hoje, Senhor Jesus, é também real que as Tuas mãos sãoas nossas mãos, e os Teus pés são os nossos pés. Por isso, cada um de nós pode tornar-se, pelo EspíritoSanto, um Cristo no meio em que vivemos. Ensina-nos, Senhor, a ser as Tuas mãos e os Teus pés paraos outros e a estar no mundo sem ser do mundo.Os nossos corações são os “Olhos” e as “Mãos” para termos fé na Ressurreição de Cristo.P- Somente Vós sois o Caminho que conduz a eternidade.T- Nós cremos em Ti, Senhor.P- Somente vós sois a Verdade que dá sentido a tudo.T- Nós cremos em Ti, Senhor.P- Somente Vós sois a Vida plena e gloriosa.T- Nós cremos em Ti, Senhor.Pai Nosso ...SÉTIMA ESTAÇÃO – Jesus dá poder de perdoar os pecadosP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminho.Leitura do Evangelho segundo S. João 20, 19-23L- Só depois da ressurreição Jesus transmitiu aos apóstolos o poder de perdoar os pecados. É clara areferência à sua morte redentora. A cruz é o preço do pecado; a cruz é a morte que nos trouxe a vida.Por pouco que pensemos mo amor de Deus e na realidade da nossa condição de pecadores, o coraçãoenche-se de profundo reconhecimento.P- Por isso, cheios de confiança, elevemos este pedido: Jesus, pela tua cruz, salva-nosT- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.P- Quando nos assaltam as ondas da tentação que tudo ameaçam submergir, pedimos com fé:T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.35
  35. 35. P- Quando nos amarra o medo por causa dos muitos pecados e somos tentados a duvidar do perdão,pedimos com fé:T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.P- Quando nos perturba o pensamento da vida eterna e nos assalta o temor de não estarmos prepara-dos para enfrentar o juízo de Deus, pedimos com fé.T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.P- Oremos, Senhor Jesus, nosso salvador, inspira-nos uma confiança ilimitada na tua misericórdia.Bem como um profundo desejo de combater o pecado em todas as suas formas.T- Ámen.OITAVA ESTAÇÃO – Jesus confirma a fé de ToméP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminho.Leitura do Evangelho segundo S. João 20, 24-29L- Como é grande a tua paciência, Senhor. Como é grande a tua bondade. Para Tomé e para todos osdiscípulos. Sempre estiveste disposto a explicar, a dar noticias a respeito da tua vida de enviado doPai. Para nós também.P- Nós te rezamos, Senhor Jesus, com a mesma oração do apóstolo Tomé e com o mesmo entusiasmode fé: Meu Senhor e meu Deus.T- Meu Senhor e meu Deus.P- Rezamos-te pelo tempo de dúvida. Quando a mente se ofusca e as falsas doutrinas parecemdesafiar a nossa fé, com Tomé nós te dizemos:T- Meu Senhor e meu Deus.P- Rezamos-te pelo tempo de aridez. Quando Tu, Senhor, pareces longe e há tanta necessidade de tesentir perto, com Tomé nós te dizemos:T- Meu Senhor e meu Deus.P- Rezamos-te pelo tempo de erro. Quando a verdade custa e o diálogo ameaça conduzir a conclusõeserradas, com Tomé nós te dizemos:T- Meu Senhor e meu Deus.P- Oremos, Senhor Jesus tu amas o que é justo, o que é belo, o que é verdadeiro. Dá-nos a luz da tuamensagem e procurar-te-emos em todas as coisas e ver-te-emos em todos os irmãosT- Ámen.NONA ESTAÇÃO – Jesus mostra-se aos discípulos no lagoP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminhoLeitura do Evangelho segundo S. João 21, 2-9.12L- É assim mesmo: Aquele que pede de comer é o Senhor de tudo. Aquele que estende a mão parareceber pão é o mesmo que envia a chuva a seu tempo e faz nascer o sol par que os campos amad-ureçam e as espigas sejam recolhidas. João o evangelista diz claramente: “É o Senhor!”P- “Tive fome e deste-me de comer.” Jesus revela a sua presença na fome dos pobres. Com fé e comverdade digamos-Lhe: Senhor, torna-nos ministros do teu amor. 36
  36. 36. P- Pobres sem nada. Crianças com fome. Por eles, nós dizemos:T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.P- Famílias sem casa. Jovens sem trabalho. Por eles, nós dizemos:T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.P- Doentes pobres e sós. Idosos sem amparo. Por eles, nós dizemos:T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.P- Oremos, Senhor Jesus, que para nos salvar escolheste viver como nós: Nós te pedimos que sintamosa tua suave presença ao nosso lado em cada dia da nossa vida.T- Ámen.DÉCIMA ESTAÇÃO – Jesus entrega o primado a PedroP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminhoLeitura do evangelho segundo S. João 21, 15-19L- Jesus colocou o amor no centro da sua mensagem. Amor com duas direcções: a Deus e ao próximo.Quem quer seguir Jesus tem de percorrer esses dois caminhos.P- O amor vence a morte. A Jesus nós dizemos: Enche de amor a nossa vidaT- Enche de amor a nossa vida.P- O amor de Deus está nos nossos corações. Por isso nos te rezamos:T- Enche de amor a nossa vida.P- O amor é o supremo critério no Reino e na Igreja. Por isso nós rezamos:T- Enche de amor a nossa vida.P- O amor tudo vence e tudo suporta. Por isso nós rezamos:T- Enche de amor a nossa vida.P- Oremos, Senhor Jesus, que trouxeste à terra o fogo do amor do Pai: Faz que a Igreja arda semprenesse fogo e que ele se espalhe a todo o mundo.T- Ámen.DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO – Jesus confia aos discípulos a missão universalP- Senhor da vida,T- Ilumina o nosso caminhoLeitura do Evangelho segundo S. Mateus 28, 16-20L- Jesus chama-nos a colaborar no seu projecto: levar a sua mensagem a toda a gente, de todos ostempos e continentes. Alguns são chamados a traduzir á letra o mandato de Jesus: “Ide!” e partem portoda a terra a pregar, a ensinar, a baptizar. Outros, a maioria, têm a tarefa de anunciar o evangelhono lugar onde estão. Como nós.P- Obedecendo ao convite de Jesus, rezamos com insistência ao Pai: Manda operários para a Tuamesse.T- Manda operários para a tua messe.P- Para que os bispos e sacerdotes não se cansem nunca de anunciar e ensinar a fé, pedimos ao Pai:P- Para que os missionários não percam a coragem diante das inevitáveis dificuldades, pedimos aoPai:37

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