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QUINTA PARTEQUINTA PARTE
AA
BÍBLIA E A FÉ CRISTÃBÍBLIA E A FÉ CRISTÃ
Índice da Quinta Parte Páginas Manual
A Fé e a Comunidade Cristãs 856 - 910
A Fé Cristã na História 911 - 935
A Fé Cristã, Religiões Mundiais, Missões Cristãs 936 - 952
A verdade cristã deve ser
formulada e articulada
para informar e moldar
crenças, valores e estilos
de vida. A forma mais
antiga de doutrina e de
teologia cristã focalizava
Jesus e os ensinos dos
apóstolos.
Era responsabilidade da
primeira geração de
cristãos e de cada geração
seguinte “ter poder tanto
para exortar pelo reto
ensino como para
convencer os que o
contradizem”.
A teologia cristã
reflete e articula
idéias a respeito de
Deus, baseada em
sua revelação para
nós. A teologia
cristã deve envolver-
se no mundo
acadêmico, na
sociedade como um
todo e na igreja e
causar impacto
sobre todos esses
segmentos.
Em primeiro lugar,
porém, a teologia
existe para a igreja.
Todo cristão é chamado a
refletir profundamente
sobre Deus e a amar a Deus
de toda mente, de todo
coração, de toda alma e
todas as forças. A teologia
cristã estabelece o
fundamento do credo, da
proclamação e do
ministério da igreja.
A teologia cristã envolve
não somente a fé na
verdade revelada, mas
também inclui o chamado
da igreja à pureza e à
santidade ética.
A Fé e a Comunidade Cristãs
O Deus Trino e Uno: Existência, Natureza e Atributos
Existem dois métodos fundamentais
de abordagem ao estudo de Deus:
A abordagem filosófica
Começa com a criação e procura argumentos
em favor da existência de Deus. Os cinco
argumentos fundamentais argumentam do
ponto de vista de causa e efeito. Esses
argumentos são conhecidos como:
cosmológico,
teleológico, antropológico, moral e
ontológico.
Cada argumento procura encontrar e
compreender a Deus através da revelação
geral. Essa abordagem pode ser útil para que
se conclua que há um criador ou uma causa
sem causa anterior, mas o Deus trinitário do
cristianismo bíblico só pode ser descoberto
Existem dois métodos fundamentais
de abordagem ao estudo de Deus:
A abordagem filosófica
Começa com a criação e procura argumentos
em favor da existência de Deus. Os cinco
argumentos fundamentais argumentam do
ponto de vista de causa e efeito. Esses
argumentos são conhecidos como:
cosmológico,
teleológico, antropológico, moral e
ontológico.
Cada argumento procura encontrar e
compreender a Deus através da revelação
geral. Essa abordagem pode ser útil para que
se conclua que há um criador ou uma causa
sem causa anterior, mas o Deus trinitário do
cristianismo bíblico só pode ser descoberto
através da revelação especial.
Através do raciocínio
o homem, ao longo da
história, procurou
entender a si mesmo e
o universo,
formulando a
possibilidade da
existência de um ser
superior
O Deus Trino e Uno: Existência, Natureza e Atributos
Abordagem bíblicaAbordagem bíblica
Esse ponto de partida leva-nos
de imediato à presença de Deus.
A abordagem bíblica
pressupõe a existência de
Deus e reconhece que somente
através da revelação
especial é que Deus é
verdadeiramente revelado (Gn
1.1). A partir dessa perspectiva
se reconhece que a afirmação
central das Escrituras não é que
há um Deus mas que Deus agiu e
falou na história.
Abordagem bíblicaAbordagem bíblica
Esse ponto de partida leva-nos
de imediato à presença de Deus.
A abordagem bíblica
pressupõe a existência de
Deus e reconhece que somente
através da revelação
especial é que Deus é
verdadeiramente revelado (Gn
1.1). A partir dessa perspectiva
se reconhece que a afirmação
central das Escrituras não é que
há um Deus mas que Deus agiu e
falou na história.
A revelação da existência de Deus é dada
pela Bíblia, sua revelação especial
O Deus Trino e Uno: Existência, Natureza e Atributos
A reflexão sobre Deus nas Confissões Protestantes
O Breve Catecismo de Westminster
Descreve Deus como Espírito, infinito, eterno e imutável em ser, poder,
santidade, justiça, bondade e verdade.
A Confissão de Fé Belga
Afirma que todos nós cremos com o coração e confessamos com a boca
que há um ser único e espiritual a quem chamamos Deus. Ele é eterno,
incompreensível, invisível, imutável, infinito, onipotente, perfeitamente
sábio, justo, bom e a fonte transbordante de todo bem.
A Fé e Mensagem Batista
Confessa que há um e somente um Deus vivo e verdadeiro. Ele é um ser
inteligente, espiritual e pessoal; é o criador, o redentor, o sustentador e o
rei do universo. Deus é infinito em santidade e em todos os seus atributos
perfeitos.
Os Atributos de Deus
Quando falamos sobre os atributos de Deus, estamos afirmando verdades
a respeito de Deus reveladas na criação, nas Escrituras e em Cristo. Os
teólogos distinguem os atributos de Deus de maneira diversa. A distinção
feita envolve:
• A Constituição de Deus e a Personalidade de Deus
• Atributos Absolutos e Atributos Relacionais
• Atributos Naturais e Atributos Morais
• Amor Divino e Liberdade Divina
• Atributos Incomunicáveis
• Atributos Comunicáveis
• Santidade e amor
Os Atributos de Deus
Atributos de grandezaAtributos de grandeza
•Auto-existente - (Jo 5.26)
•Infinito - (Is 57)
•Soberano - (Ef 1.11)
•Constante e Coerente - (Tg 1.17)
Atributos de grandezaAtributos de grandeza
•Auto-existente - (Jo 5.26)
•Infinito - (Is 57)
•Soberano - (Ef 1.11)
•Constante e Coerente - (Tg 1.17)
Atributos de bondadeAtributos de bondade
•Santidade - (Sl 105.42)
•Justiça - (Gn 2.17)
•Verdade - (Jo 17.17-19)
•Fidelidade - (1Ts 5.24)
•Amor - (Mt 5.45)
•Graça - (Ef 1.7)
•Misericórdia - (Êx 3.7)
Atributos de bondadeAtributos de bondade
•Santidade - (Sl 105.42)
•Justiça - (Gn 2.17)
•Verdade - (Jo 17.17-19)
•Fidelidade - (1Ts 5.24)
•Amor - (Mt 5.45)
•Graça - (Ef 1.7)
•Misericórdia - (Êx 3.7)
A Revelação de Deus
Geral
Deus fez-se conhecido por meios gerais e naturais (Rm 1.18-23; Sl
19.1). Jesus confirmou que Deus manda sol e chuva a todos, justos
e injustos, revelando assim a todos sua bondade (Mt 5.45). Deus
existe e os homens sabem disso. A revelação de Deus na
natureza é suficiente para convencer qualquer um da existência e
do poder de Deus caso se aceite o que foi revelado.
Especial
Deus revelou-se na natureza, na história e na experiência
humana, mas a entrada do pecado no mundo mudou tal
revelação e a sua interpretação. Indispensável para entender
plenamente a revelação especial de Deus é o seu
autodesvendamento.
Cremos que a idéia de uma Bíblia inerrante é
importante e descreve adequadamente os resultados
da inspiração.
Cremos que a idéia de uma Bíblia inerrante é
importante e descreve adequadamente os resultados
da inspiração.
A inerrância afirma que a Bíblia é plenamente
verdadeira, confiável e fidedigna.
A inerrância afirma que a Bíblia é plenamente
verdadeira, confiável e fidedigna.
A inerrância é o corolário e o resultado de nossas afirmações
sobre uma posição de plena inspiração da Bíblia.
A inerrância é o corolário e o resultado de nossas afirmações
sobre uma posição de plena inspiração da Bíblia.
O Filho de Deus: A Pessoa e a Obra de Jesus Cristo
Jesus C risto, que é
eternam ente a
segunda pessoa da
T rindade e
com partilha de todos
os atributos divinos,
tornou-se plenam ente
hum ano.
Ao entrar no m undo
com o ser hum ano,
Jesus assum iu
características
hum anas ainda que
escolhesse
voluntariam ente
exercer seus poderes
divinos apenas de
m odo interm itente a
Jesus C risto, que é
eternam ente a
segunda pessoa da
T rindade e
com partilha de todos
os atributos divinos,
tornou-se plenam ente
hum ano.
Ao entrar no m undo
com o ser hum ano,
Jesus assum iu
características
hum anas ainda que
escolhesse
voluntariam ente
exercer seus poderes
divinos apenas de
m odo interm itente a
 Duas naturezas, uma divina e outra
humana (1Tm 3.16)
 Nascimento virginal (Mt 1.18-25; Lc 1.26-38)
 Sem pecado (Rm 8.3; 2Co 5.21; Hb 4.15)
Características
O Filho de Deus: A Pessoa e a Obra de Jesus Cristo
Servo
 
A idéia de servo possui sentido amplo no Novo Testamento; refere-
se a muitos aspectos da pessoa de Cristo e baseia-se no motivo do
servo de Isaías 53 (Mc 10.45; Fp 2.5-11)
Profeta
Mestre
A ênfase cai sobre o ministério de pregação de Jesus e sobre a
autoridade associada a sua obra (Dt 18.5; Jo 3.2; At 3.22)
Último
Adão
O título dado a Jesus por Paulo em Rm 5.12-21 e em 1Co 15.22,45-
47 evidencia a solidariedade de Adão com a raça humana e de
Cristo com seu povo.
Deus
A igreja primitiva não hesitou em atribuir plena divindade a Jesus,
chamando-o Deus (Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.5-8)
O Filho de Deus: A Pessoa e a Obra de Jesus Cristo
A expiação (Is 53.10; Rm 3.25; 1Jo 2.2; 4.10; Hb 2.17)
A redenção (Cl 2.15)
A reconciliação (2Co 5.18-20; Ef 2.12-16; Cl 1.20-22)
A postura de Paulo quanto à vida espiritual pode ser
resumida pela declaração de 2 Coríntios 3.17: “Onde está o
Espírito do Senhor, aí há liberdade”.
A postura de Paulo quanto à vida espiritual pode ser
resumida pela declaração de 2 Coríntios 3.17: “Onde está o
Espírito do Senhor, aí há liberdade”.
O Espírito de Deus : O Espírito Santo e a Vida Espiritual
A ação do Espírito permeava tão amplamente o pensamento
do apóstolo que praticamente não havia nenhum aspecto da
experiência cristã fora da esfera da ação do Espírito.
A ação do Espírito permeava tão amplamente o pensamento
do apóstolo que praticamente não havia nenhum aspecto da
experiência cristã fora da esfera da ação do Espírito.
A postura de Paulo quanto ao Espírito e à vida espiritual
O entendimento que Paulo tinha do Espírito deve ser visto a
partir de duas perspectivas: o Espírito na vida do crente e o
Espírito na vida da comunidade.
O entendimento que Paulo tinha do Espírito deve ser visto a
partir de duas perspectivas: o Espírito na vida do crente e o
Espírito na vida da comunidade.
O Espírito de Deus : O Espírito Santo e a Vida Espiritual
A obra do Espírito noA obra do Espírito no
indivíduo convertidoindivíduo convertido
(1Ts 4.8; 1Co(1Ts 4.8; 1Co
12.3)12.3)
Capacitar pessoas a responderem
à mensagem do Cristo
glorificado.
SantificaçãoSantificação
(Rm 15.16; 1Co 6.11)
Processo pelo qual o novo
crente caminha para
uma vida de santidade. O
padrão da santificação é
uma santidade alinhada
com o caráter do próprio
Espírito
O Espírito de Deus : O Espírito Santo e a Vida Espiritual
A Obra do Espírito na Nova ComunidadeA Obra do Espírito na Nova Comunidade
A igreja acha a base
para poder e
iluminação no controle
e no enchimento do
Espírito. O resultado é
uma comunidade que
adora, dá graças,
entoa cânticos de
mútua edificação e
pratica a submissão
mútua no temor de
Cristo.
A igreja acha a base
para poder e
iluminação no controle
e no enchimento do
Espírito. O resultado é
uma comunidade que
adora, dá graças,
entoa cânticos de
mútua edificação e
pratica a submissão
mútua no temor de
Cristo.
O Espírito Santo é a
base da verdadeira
unidade no corpo de
Cristo. Paulo enfatizou
a “comunhão no
Espírito”. A
comunidade da fé deve
manter a unidade
do Espírito (1Co 12;
Ef 4.1-6). O batismo do
Espírito é o meio de
entrada na nova vida
em corpo na
comunidade.
O Espírito Santo é a
base da verdadeira
unidade no corpo de
Cristo. Paulo enfatizou
a “comunhão no
Espírito”. A
comunidade da fé deve
manter a unidade
do Espírito (1Co 12;
Ef 4.1-6). O batismo do
Espírito é o meio de
entrada na nova vida
em corpo na
comunidade.
O Espírito foi
concedido pelo
Cristo exaltado para
formar um novo
povo, para reunir
cristãos no batismo
do Espírito que
viessem a constituir
o corpo de Cristo. A
nova comunidade
deve ser cheia do
Espírito (Ef 5.18-
20).
O Espírito foi
concedido pelo
Cristo exaltado para
formar um novo
povo, para reunir
cristãos no batismo
do Espírito que
viessem a constituir
o corpo de Cristo. A
nova comunidade
deve ser cheia do
Espírito (Ef 5.18-
20).
A Salvação de Deus
As Doutrinas do Homem, do Pecado e da SalvaçãoAs Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação
O ser humano, homem e
mulher, é a forma
suprema da criação de
Deus na terra.
Todos os outros aspectos
da criação existem com o
propósito de servir o ser
humano;
homens e mulheres foram
criados para servir a Deus,
sendo, portanto,
teocêntricos.
O ser humano, homem e
mulher, é a forma
suprema da criação de
Deus na terra.
Todos os outros aspectos
da criação existem com o
propósito de servir o ser
humano;
homens e mulheres foram
criados para servir a Deus,
sendo, portanto,
teocêntricos.
A Salvação de Deus: As Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação
Imagem
de Deus
Deus criou-nos à sua imagem e semelhança. Por esse motivo, o
homem e a mulher possuem racionalidade, moralidade,
espiritualidade, e personalidade. Eles podem relacionar-se entre si e
com Deus e exercer correto domínio sobre a criação (Gn 1.26-28)
Macho e
fêmea
Na criação há plena igualdade entre o homem e a mulher. De
igual modo, “em Cristo”, em nosso estado de redenção não há
macho nem fêmea (Gl 3.28)
Pecadores
A imagem de Deus não se perdeu como resultado do pecado
(Gn 9.6; Tg 3.9) mas foi severamente desfigurada e prejudicada.
O papel do exercício do domínio (Gn 1.28) foi prejudicado. A
capacidade de relacionamento correto foi corrompida, e o ser
humano está espiritualmente morto e alienado de Deus
(Ef 2.1-3)
Características do HomemCaracterísticas do Homem
A Salvação de Deus: As Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação
Converter-se significa voltar-se para Cristo por
iniciativa de Deus. A pessoa volta-se do pecado para a
justiça, o que resulta em benefício para o mundo e em
separação do mundo sem que se saia dele. Voltar-se do
pecado, renunciá-lo e mudar de mente sobre o pecado e
sobre Cristo é o que entendemos por arrependimento.
Converter-se significa voltar-se para Cristo por
iniciativa de Deus. A pessoa volta-se do pecado para a
justiça, o que resulta em benefício para o mundo e em
separação do mundo sem que se saia dele. Voltar-se do
pecado, renunciá-lo e mudar de mente sobre o pecado e
sobre Cristo é o que entendemos por arrependimento.
A verdadeira conversão não apenas estimula nossos
dons naturais a se superarem, a serem um “novo
começo”; trata-se da concessão de uma nova
natureza. A conversão é algo muito diferente da
reforma de caráter; é uma mudança radical, ainda que
progressiva, de nosso próprio ser.
A verdadeira conversão não apenas estimula nossos
dons naturais a se superarem, a serem um “novo
começo”; trata-se da concessão de uma nova
natureza. A conversão é algo muito diferente da
reforma de caráter; é uma mudança radical, ainda que
progressiva, de nosso próprio ser.
A Conversão e o ArrependimentoA Conversão e o Arrependimento
A Salvação de Deus: As Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação
Regeneração Mudança espiritual pela qual o Espírito Santo confere vida
divina (Jo 3.3-8; 1Pe1.23; Tt 3.5-7)
Santificação
Envolve diferentes aspectos da salvação: santificação posicional
(1Co 6.11), santificação progressiva (Rm 6.14-7.25); santificação
definitiva (1Jo 3.1-3). É obra do Pai (Jo 17.17), do Filho (Gl
2.20) e principalmente do Espírito (2Co 3.17-18)
Glorificação Consumação definitiva de nossa justiça (Rm 8.28-30)
Perdão
Retirada do pecado e de sua pena. As Escrituras apresentam o
derramamento de sangue como a base do perdão (Hb 9.22-26),
bem como da fé e do arrependimento (Lc 17.3-10)
União com O resultado dos conceitos de adoção, de perdão e de justificação
Metáforas da SalvaçãoMetáforas da Salvação
A Igreja de Deus
A igreja é a comunidade
de homens e mulheres
que atenderam à oferta
divina de salvação.
O povo de Deus sobre a
terra em qualquer momento
determinado mais todos os
fiéis no céu e na terra
formam a verdadeira igreja
universal invisível.
A Natureza e a Missão da Igreja
A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja
A palavra igreja pode ser
usada de várias maneiras.
A palavra igreja pode ser
usada de várias maneiras.
A idéia bíblica de igreja deve ser
compreendida pelo uso de
ekklesia (a palavra grega traduzida
por igreja) no Novo Testamento.
A idéia bíblica de igreja deve ser
compreendida pelo uso de
ekklesia (a palavra grega traduzida
por igreja) no Novo Testamento.
A Natureza da IgrejaA Natureza da Igreja
Ela pode ser usada para falar de
um lugar em que os crentes se
reúnem, uma organização
local de crentes, um corpo
universal de fiéis, uma
denominação em particular
(como a Igreja Presbiteriana) ou
uma organização de crentes
ligada a uma área específica ou
nação (como a Igreja da
Escócia).
Ela pode ser usada para falar de
um lugar em que os crentes se
reúnem, uma organização
local de crentes, um corpo
universal de fiéis, uma
denominação em particular
(como a Igreja Presbiteriana) ou
uma organização de crentes
ligada a uma área específica ou
nação (como a Igreja da
Escócia).
A idéia básica significa um grupo
reunido de pessoas. Na Bíblia,
ekklesia possui uma variedade de
significados, mas a maioria das
referências aponta para um grupo
local de crentes.
A idéia básica significa um grupo
reunido de pessoas. Na Bíblia,
ekklesia possui uma variedade de
significados, mas a maioria das
referências aponta para um grupo
local de crentes.
O termo ocorre 114 vezes no Novo
Testamento, das quais 109 referem-
se à igreja local ou universal de
Jesus Cristo.
O termo ocorre 114 vezes no Novo
Testamento, das quais 109 referem-
se à igreja local ou universal de
Jesus Cristo.
A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja
Aquilo que a comunidade de crentes é precede o entendimento daquilo que a
igreja faz. A igreja é, tanto em origem como em fim, igreja de Deus. A igreja
foi apresentada no Novo Testamento mais por figuras e imagens:
• Comunhão do Espírito (Fp 2.2)
•Família de Deus (Gl 6.10)
•Nova criação (Ef 2.15), corpo de Cristo (Ef 1.22)
•Templo do Espírito Santo (Ef 2.22)
•Coluna da verdade (1Tm 3.15)
•Noiva de Cristo (Ap 19.7)
As Características da IgrejaAs Características da Igreja
A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja
A igreja é mais que uma organização humana, mas uma expressão visível
e tangível do povo ligado a Cristo. Juntando-nos à igreja ao longo dos
séculos, sustentamos que a igreja é:
• Una, Santa, Universal e Apostólica – implica unidade uns com os
outros, visíveis e invisíveis (Jo 17.1-26; 1Co 12.4-6; Ef 4.1-6)
•Tolerante - para com as fraquezas uns dos outros (1Pe 1.15-16)
•Missionária (Mt 28.19-20)
•Universal - comunidade dos crentes de todos os tempos no céu e em
todas as partes da terra.
• Local - grupo de crentes batizados reunidos para culto, edificação,
serviço, comunhão e evangelização que aceita liderança, que deseja
ministrar a todos os segmentos da sociedade por meio dos vários dons no
corpo e que pratica regularmente as ordenanças
As Características da IgrejaAs Características da Igreja
A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja
A Igreja em Louvor e CultoA Igreja em Louvor e Culto
O culto é central na existência e continuação
da igreja conforme apresentada no Novo
Testamento. O propósito último da igreja é o
culto e o louvor daquele que lhe deu
existência (Ef 1.4-6). Cultuar a Deus é
atribuir a ele a honra suprema que só ele é
digno de receber.
O culto é algo que Deus deseja (Jo 4.24) e
que se torna possível por sua graça. Cultuar
a Deus implica reverência e adoração (Ap
4.11). Também implica a expressão de temor
(At 18.7, 13), bem como o serviço habilitado
pelo Espírito e expresso em oração (At 13.2-
3), em ofertas (Rm 15.27) ou no ministério do
evangelho (Rm 15.16).
A Igreja em Louvor e CultoA Igreja em Louvor e Culto
O culto é central na existência e continuação
da igreja conforme apresentada no Novo
Testamento. O propósito último da igreja é o
culto e o louvor daquele que lhe deu
existência (Ef 1.4-6). Cultuar a Deus é
atribuir a ele a honra suprema que só ele é
digno de receber.
O culto é algo que Deus deseja (Jo 4.24) e
que se torna possível por sua graça. Cultuar
a Deus implica reverência e adoração (Ap
4.11). Também implica a expressão de temor
(At 18.7, 13), bem como o serviço habilitado
pelo Espírito e expresso em oração (At 13.2-
3), em ofertas (Rm 15.27) ou no ministério do
evangelho (Rm 15.16).
Os Elementos doOs Elementos do
Culto CristãoCulto Cristão
Os Elementos doOs Elementos do
Culto CristãoCulto Cristão
A Orientação Cristológica
fundamenta-se na pessoa e
obra de Cristo
A orientação Pneumatológica
é influenciado pelo Espírito
Santo
A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja
Todo membro da igreja local é um crente-sacerdote diante de Deus,
em favor mútuo. Jesus Cristo é a cabeça da igreja, bem como seu
Sumo Sacerdote (Hb 3.1).
Todo membro da igreja local é um crente-sacerdote diante de Deus,
em favor mútuo. Jesus Cristo é a cabeça da igreja, bem como seu
Sumo Sacerdote (Hb 3.1).
Cada membro funciona como sacerdote que cultua, oferece louvor e
ação de graças (Hb 13.15-16) e oferece a si mesmo como um sacrifício
para o ministério (Rm 12.1). Cada crente deve atuar em seu ofício de
sacerdote dentro da igreja.
Cada membro funciona como sacerdote que cultua, oferece louvor e
ação de graças (Hb 13.15-16) e oferece a si mesmo como um sacrifício
para o ministério (Rm 12.1). Cada crente deve atuar em seu ofício de
sacerdote dentro da igreja.
Para nos capacitar como sacerdotes, o Espírito de Deus provê os
crentes de dons espirituais, tendo por propósito o ministério. Os dons
espirituais são habilidades concedidas por Deus para o serviço (Rm
12; 1Co 12; Ef 4).
Para nos capacitar como sacerdotes, o Espírito de Deus provê os
crentes de dons espirituais, tendo por propósito o ministério. Os dons
espirituais são habilidades concedidas por Deus para o serviço (Rm
12; 1Co 12; Ef 4).
  A igreja em serviçoA igreja em serviço
A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja
Batismo
É o ato de iniciação pelo qual alguém se torna membro da
comunidade, o corpo de Cristo, identificando-se com Cristo e seu
povo. Manifesta a transição ocorrida, a passagem da morte para
a vida. Meio didático valioso para comunicar o significado
simbólico do batismo aos candidatos e a toda a igreja.
Ceia do
Senhor
Memorial e celebração da vida e da morte do Senhor. A
celebração da ceia é central no culto da igreja e, portanto, deve
ter ocorrência regular e freqüente (At 20.7; 1Co 11.24). Só os
crentes que fazem parte do corpo de Cristo têm direito de
participar dela.
As Ordenanças da igrejaAs Ordenanças da igreja
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
O estudo das últimas coisas em
relação aos indivíduos e a
grupos de pessoas é chamado
escatologia, pela palavra
grega que significa último
(eschatos).
Entre os temas examinados
estão a morte, a
ressurreição, o
julgamento e o estado
eterno.
A consumação do plano de
Deus se dará com a volta do
Senhor Jesus Cristo —essa é a
esperança da igreja.
A Escatologia Individual
Examina o fenômeno da morte como uma
experiência individual e a questão do
estado intermediário, isto é, o estado dos
mortos no período entre sua morte e a
ressurreição final.
A Escatologia Individual
Examina o fenômeno da morte como uma
experiência individual e a questão do
estado intermediário, isto é, o estado dos
mortos no período entre sua morte e a
ressurreição final.
A Escatologia Coletiva
Trata dos fatos que ocorrerão no final da
história humana: a segunda vida de
Cristo, o milênio, a ressurreição geral, o
julgamento final e o estado eterno
A Escatologia Coletiva
Trata dos fatos que ocorrerão no final da
história humana: a segunda vida de
Cristo, o milênio, a ressurreição geral, o
julgamento final e o estado eterno
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
O termo milênio deriva da referência aos mil anos de reinado de Cristo com
os santos em Apocalipse 20.4-6.
As várias concepções milenistas refletem diferentes entendimentos da
natureza desse período e diferentes interpretações da relação cronológica da
segunda vinda de Cristo com o período do milênio e com outros
acontecimentos dos últimos dias.
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
Pós-
milenism
o
De acordo com
essa concepção,
Cristo voltará
após (pós) um
longo período
de expansão e
prosperidade
espiritual da
igreja,
desencadeado
pela pregação
do evangelho, a
bênção do
Espírito e o
empenho da
igreja em favor
da retidão,
justiça e paz.
•O reino de Deus é uma realidade presente.
•Conversão de todas as nações antes da volta de
Cristo.
•Haverá um longo período de paz terrena
•Expansão gradual pela proclamação do
evangelho, fazendo surgir um reino de paz e
luz.
•O reino é qualitativo e não quantitativo.
•Ao final haverá um tempo de declínio
espiritual.
•O fim se dará com a volta pessoal e física de
Jesus.
•A volta do Senhor será imediatamente seguida
pela ressurreição de todos os justos e injustos e
pelo julgamento de todos.
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
Amilenismo
Crê que não
haverá um
reinado milenar
de Cristo com os
santos na terra. À
volta de Cristo
seguem-se a
ressurreição
geral de justos e
perversos, o
último
julgamento e a
passagem para a
vida eterna.
•Interpretação das duas ressurreições em
Apocalipse 20.4-5 (espiritual e física).
•Os mil anos são simbólicos.
•O livro é entendido de maneira cíclica.
•Milênio compreendido de modo histórico,
em relação ao restante do livro.
•Não há expectativa de profecias reveladas
serem cumpridas no futuro.
•Falta de interesse profético generalizada.
•Senso de iminência em comum com os
pré-milenistas.
•Idéia geral de que ocorrerá uma piora
antes do triunfo de Cristo e o fim dos
tempos.
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
Pré-
milenismo
Dispensacio
nalista
Ensina que Cristo
voltará antes do
milênio,
compreendido como
um período literal de
mil anos, e antes do
período de sete anos
conhecido como a
grande tribulação
(Dn 9.27; Ap 7.14;
11.2). A igreja não
entra no período de
tribulação.
• Interpretação literal do milênio.
• Diferença entre Israel e a igreja.
• As promessas e alianças dadas a Israel
terão seu cumprimento final no Israel
étnico.
• Jesus veio para oferecer o reino a
Israel, mas ele foi rejeitado.
• A igreja é um parêntese entre essa
rejeição e o milênio.
• A igreja não passará pela tribulação.
• A vinda de Cristo possui dois aspectos:
(1) o arrebatamento da igreja e (2) a
segunda vinda de Cristo quando vier
com a igreja à terra.
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
Pré-
milenismo
Histórico
Ensina que Cristo
voltará antes do
milênio, que pode
ser ou não
compreendido
como um reinado
milenar literal de
Cristo; mas ocorre
após a grande
tribulação
(pós-
tribulacionista). Os
pré-milenistas
históricos crêem
que a igreja passa
pela fase de
tribulação.
•Cristo voltará à terra para reinar em seu
domínio que será terreno.
•As duas ressurreições de Apocalipse 20 são
físicas.
•O padrão de vida no Sermão do Monte,
tornar-se-á realidade no reino.
•A volta do Senhor será um fato único
•O reinado milenar é compreendido como
um período qualitativo.
•A igreja passará pela tribulação.
•A iminência está ligada à vinda pendente
•A esperança da igreja está na volta do
Senhor.
•A igreja substitui a nação de Israel.
•O reino é presente e futuro.
O Governo e o Reinado de Deus:
A Doutrina das Últimas Coisas
A
Ressurreição
Na volta de Cristo os mortos serão ressuscitados (Dn 12.2; Jo
11.24-25; 1Co 15). A ressurreição será uma ressurreição física
semelhante à de Cristo. A redenção do corpo ocorrerá nesse
momento (Rm 8.23; 1Co 15). Tanto os justos como os perversos
serão ressuscitados
Julgamento
Final
Ocorrerá de acordo com o padrão revelado na palavra de Deus
e variará de acordo com a revelação disponível aos diferentes
grupos de pessoas (Mt 11.20-24). Os que não ouviram o
evangelho, os pagãos, serão julgados pela lei da natureza e pela
consciência (Rm 2.12); os judeus, pelo Antigo Testamento (Rm
21.17-28). Os que ouviram toda a revelação do evangelho serão
julgados por ele (Rm 3.19-20).
O Estado
Eterno Separação eterna de Deus ou bem-aventurança eterna.
A Bíblia e a Vida Cristã
A Bíblia é o único
guia suficiente e
autorizado da
vida cristã.
A maioria dos
cristãos tem
alguma
dificuldade para
entender com
exatidão como a
Bíblia pode ou
deve servir de
guia.
A Bíblia é o único
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cristãos tem
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Uma abordagem responsável daUma abordagem responsável da
Bíblia envolve:Bíblia envolve:
• A fé e a devoção pessoal
• A honestidade pessoal e a auto-avaliação
• A preocupação cultural
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A Bíblia é:A Bíblia é:
• O livro da igreja
• O livro de crescimento
• Um livro de sabedoria
A Bíblia é:A Bíblia é:
• O livro da igreja
• O livro de crescimento
• Um livro de sabedoria
A Bíblia e o Culto Cristão
No Antigo Testamento O culto judaico girava principalmente em torno de
duas instituições: o templo e a sinagoga.
No Novo Testamento O ambiente inicial de culto entre esses primeiros
cristãos foi o templo judaico.
Na Reforma A pregação da Palavra tornou-se o centro do culto.
Nos Dias Atuais A pregação da Palavra e a ceia do Senhor como
centro do culto.
A Bíblia na Família e na Sociedade
A prioridade do casamento
Gn 1.27
A família como unidade funcional
2Sm 3.1
A família como unidade relacional
Gn 15.3
A prioridade do casamento
Gn 1.27
A família como unidade funcional
2Sm 3.1
A família como unidade relacional
Gn 15.3
A Bíblia apresenta um modelo para a
família que inclui:
A Fé Cristã na História
A história da igreja é um vínculo vital entre as raízes bíblicas
da fé cristã e suas expressões contem porâneas. É a história do
povo de D eus, recordada e repetida em suas m uitas variações
da perspectiva da fé.
A história da igreja é um a história participativa. N ão é apenas
o estudo “objetivo” do passado cristão, m as sim a investigação
do passado à luz da revelação de D eus em Jesus C risto.
A história da igreja é um vínculo vital entre as raízes bíblicas
da fé cristã e suas expressões contem porâneas. É a história do
povo de D eus, recordada e repetida em suas m uitas variações
da perspectiva da fé.
A história da igreja é um a história participativa. N ão é apenas
o estudo “objetivo” do passado cristão, m as sim a investigação
do passado à luz da revelação de D eus em Jesus C risto.
Nome Data Obs
Quadrato II Contra o paganismo e o judaísmo
Aristides II Contra o imperador Adriano
Justino 110 – 172 Resistiu a Marcião
Taciano II Contra as outras religiões
Atenágoras II A favor da união do cristianismo
com o platonismo
Teófilo 181 Contra os filósofos pagãos
Melito 190 Produziu a primeira lista cristã
dos livros do AT
Hegesipo II Contra o judaísmo
Os Teólogos ApologistasOs Teólogos Apologistas
ApologistasApologistas
No segundo
século havia uma
necessidade
urgente de
vindicar o
cristianismo
contra falsas
acusações. Os
apologistas
defendiam o
cristianismo
perante a
sociedade.
A Fé Cristã na História
A Igreja Primitiva
Os Teólogos EscolásticosOs Teólogos Escolásticos
1280-1349
1266-1308
1225-1274
1100-1160
1079-1142
1033-1109
Guilherme de Occam
Tomás de Aquino
João Duns Scotus
Pedro Lombardo
Pedro Abelardo
Anselmo
A Fé Cristã na História
A Igreja Medieval
A Reforma da IgrejaA Reforma da Igreja
Calvino
Zuínglio
Lutero
1509 - 1564
1484 – 1531
1483 - 1546
Criação da sociedade de JesusRenovação Católica
Livro dos fundamentosOs anabatistas
Livro de oração comunitáriaReforma Inglesa
A Fé Cristã na História
A Igreja da Reforma
A Igreja ModernaA Igreja Moderna
William Carey; Adoniram Judson; Luther Rice; David
Livingstone; Hudson Taylor; John Mott; Billy Graham
Missões e a
modernidade
Tendências do futuro
Seitas e
denominações
Os avivamentos
evangélicos
Correntes teológicas: Karl Barth; Emil Brunner; Paul Tillich;
Rudolph Bultmann; Jurgen Moltmann
Ação social e evangelização: Walter Rauschenbusch
Novas formas de comunidade cristã: Cristãos negros, cristãos
pentecostais
Escatologia: Somente a igreja de Cristo pode transformar a vvida
humana e dar esperanças para o futuro.
Denominações: Anglicana; Presbiteriana; Congregacional; Católica; Batista;
Quacres. Seitas: Mórmons; Testemunhas de Jeová
Philipp Jacob Spener; August Hermann Francke
Ludwig Von Zinzendorf; João e Carlos Wesley
George Whitefield; Jonathan Edwards
A Fé Cristã na História
A Igreja Moderna
As Religiões Mundiais
1,9Religiões tribais
2,2Novas religiões asiáticas
13,3Hindus
17,7Muçulmanos
33,2Cristãos
Percentual mundialReligião
16,4Não adeptos
4,4Ateus
3,4Religiões populares chinesas
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Dados de
Meados de
1990
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A bíblia e a fé cristã (1)

  • 1. QUINTA PARTEQUINTA PARTE AA BÍBLIA E A FÉ CRISTÃBÍBLIA E A FÉ CRISTÃ
  • 2. Índice da Quinta Parte Páginas Manual A Fé e a Comunidade Cristãs 856 - 910 A Fé Cristã na História 911 - 935 A Fé Cristã, Religiões Mundiais, Missões Cristãs 936 - 952
  • 3. A verdade cristã deve ser formulada e articulada para informar e moldar crenças, valores e estilos de vida. A forma mais antiga de doutrina e de teologia cristã focalizava Jesus e os ensinos dos apóstolos. Era responsabilidade da primeira geração de cristãos e de cada geração seguinte “ter poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem”. A teologia cristã reflete e articula idéias a respeito de Deus, baseada em sua revelação para nós. A teologia cristã deve envolver- se no mundo acadêmico, na sociedade como um todo e na igreja e causar impacto sobre todos esses segmentos. Em primeiro lugar, porém, a teologia existe para a igreja. Todo cristão é chamado a refletir profundamente sobre Deus e a amar a Deus de toda mente, de todo coração, de toda alma e todas as forças. A teologia cristã estabelece o fundamento do credo, da proclamação e do ministério da igreja. A teologia cristã envolve não somente a fé na verdade revelada, mas também inclui o chamado da igreja à pureza e à santidade ética. A Fé e a Comunidade Cristãs
  • 4. O Deus Trino e Uno: Existência, Natureza e Atributos Existem dois métodos fundamentais de abordagem ao estudo de Deus: A abordagem filosófica Começa com a criação e procura argumentos em favor da existência de Deus. Os cinco argumentos fundamentais argumentam do ponto de vista de causa e efeito. Esses argumentos são conhecidos como: cosmológico, teleológico, antropológico, moral e ontológico. Cada argumento procura encontrar e compreender a Deus através da revelação geral. Essa abordagem pode ser útil para que se conclua que há um criador ou uma causa sem causa anterior, mas o Deus trinitário do cristianismo bíblico só pode ser descoberto Existem dois métodos fundamentais de abordagem ao estudo de Deus: A abordagem filosófica Começa com a criação e procura argumentos em favor da existência de Deus. Os cinco argumentos fundamentais argumentam do ponto de vista de causa e efeito. Esses argumentos são conhecidos como: cosmológico, teleológico, antropológico, moral e ontológico. Cada argumento procura encontrar e compreender a Deus através da revelação geral. Essa abordagem pode ser útil para que se conclua que há um criador ou uma causa sem causa anterior, mas o Deus trinitário do cristianismo bíblico só pode ser descoberto através da revelação especial. Através do raciocínio o homem, ao longo da história, procurou entender a si mesmo e o universo, formulando a possibilidade da existência de um ser superior
  • 5. O Deus Trino e Uno: Existência, Natureza e Atributos Abordagem bíblicaAbordagem bíblica Esse ponto de partida leva-nos de imediato à presença de Deus. A abordagem bíblica pressupõe a existência de Deus e reconhece que somente através da revelação especial é que Deus é verdadeiramente revelado (Gn 1.1). A partir dessa perspectiva se reconhece que a afirmação central das Escrituras não é que há um Deus mas que Deus agiu e falou na história. Abordagem bíblicaAbordagem bíblica Esse ponto de partida leva-nos de imediato à presença de Deus. A abordagem bíblica pressupõe a existência de Deus e reconhece que somente através da revelação especial é que Deus é verdadeiramente revelado (Gn 1.1). A partir dessa perspectiva se reconhece que a afirmação central das Escrituras não é que há um Deus mas que Deus agiu e falou na história. A revelação da existência de Deus é dada pela Bíblia, sua revelação especial
  • 6. O Deus Trino e Uno: Existência, Natureza e Atributos A reflexão sobre Deus nas Confissões Protestantes O Breve Catecismo de Westminster Descreve Deus como Espírito, infinito, eterno e imutável em ser, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. A Confissão de Fé Belga Afirma que todos nós cremos com o coração e confessamos com a boca que há um ser único e espiritual a quem chamamos Deus. Ele é eterno, incompreensível, invisível, imutável, infinito, onipotente, perfeitamente sábio, justo, bom e a fonte transbordante de todo bem. A Fé e Mensagem Batista Confessa que há um e somente um Deus vivo e verdadeiro. Ele é um ser inteligente, espiritual e pessoal; é o criador, o redentor, o sustentador e o rei do universo. Deus é infinito em santidade e em todos os seus atributos perfeitos.
  • 7. Os Atributos de Deus Quando falamos sobre os atributos de Deus, estamos afirmando verdades a respeito de Deus reveladas na criação, nas Escrituras e em Cristo. Os teólogos distinguem os atributos de Deus de maneira diversa. A distinção feita envolve: • A Constituição de Deus e a Personalidade de Deus • Atributos Absolutos e Atributos Relacionais • Atributos Naturais e Atributos Morais • Amor Divino e Liberdade Divina • Atributos Incomunicáveis • Atributos Comunicáveis • Santidade e amor
  • 8. Os Atributos de Deus Atributos de grandezaAtributos de grandeza •Auto-existente - (Jo 5.26) •Infinito - (Is 57) •Soberano - (Ef 1.11) •Constante e Coerente - (Tg 1.17) Atributos de grandezaAtributos de grandeza •Auto-existente - (Jo 5.26) •Infinito - (Is 57) •Soberano - (Ef 1.11) •Constante e Coerente - (Tg 1.17) Atributos de bondadeAtributos de bondade •Santidade - (Sl 105.42) •Justiça - (Gn 2.17) •Verdade - (Jo 17.17-19) •Fidelidade - (1Ts 5.24) •Amor - (Mt 5.45) •Graça - (Ef 1.7) •Misericórdia - (Êx 3.7) Atributos de bondadeAtributos de bondade •Santidade - (Sl 105.42) •Justiça - (Gn 2.17) •Verdade - (Jo 17.17-19) •Fidelidade - (1Ts 5.24) •Amor - (Mt 5.45) •Graça - (Ef 1.7) •Misericórdia - (Êx 3.7)
  • 9. A Revelação de Deus Geral Deus fez-se conhecido por meios gerais e naturais (Rm 1.18-23; Sl 19.1). Jesus confirmou que Deus manda sol e chuva a todos, justos e injustos, revelando assim a todos sua bondade (Mt 5.45). Deus existe e os homens sabem disso. A revelação de Deus na natureza é suficiente para convencer qualquer um da existência e do poder de Deus caso se aceite o que foi revelado. Especial Deus revelou-se na natureza, na história e na experiência humana, mas a entrada do pecado no mundo mudou tal revelação e a sua interpretação. Indispensável para entender plenamente a revelação especial de Deus é o seu autodesvendamento.
  • 10. Cremos que a idéia de uma Bíblia inerrante é importante e descreve adequadamente os resultados da inspiração. Cremos que a idéia de uma Bíblia inerrante é importante e descreve adequadamente os resultados da inspiração. A inerrância afirma que a Bíblia é plenamente verdadeira, confiável e fidedigna. A inerrância afirma que a Bíblia é plenamente verdadeira, confiável e fidedigna. A inerrância é o corolário e o resultado de nossas afirmações sobre uma posição de plena inspiração da Bíblia. A inerrância é o corolário e o resultado de nossas afirmações sobre uma posição de plena inspiração da Bíblia.
  • 11. O Filho de Deus: A Pessoa e a Obra de Jesus Cristo Jesus C risto, que é eternam ente a segunda pessoa da T rindade e com partilha de todos os atributos divinos, tornou-se plenam ente hum ano. Ao entrar no m undo com o ser hum ano, Jesus assum iu características hum anas ainda que escolhesse voluntariam ente exercer seus poderes divinos apenas de m odo interm itente a Jesus C risto, que é eternam ente a segunda pessoa da T rindade e com partilha de todos os atributos divinos, tornou-se plenam ente hum ano. Ao entrar no m undo com o ser hum ano, Jesus assum iu características hum anas ainda que escolhesse voluntariam ente exercer seus poderes divinos apenas de m odo interm itente a  Duas naturezas, uma divina e outra humana (1Tm 3.16)  Nascimento virginal (Mt 1.18-25; Lc 1.26-38)  Sem pecado (Rm 8.3; 2Co 5.21; Hb 4.15) Características
  • 12. O Filho de Deus: A Pessoa e a Obra de Jesus Cristo Servo   A idéia de servo possui sentido amplo no Novo Testamento; refere- se a muitos aspectos da pessoa de Cristo e baseia-se no motivo do servo de Isaías 53 (Mc 10.45; Fp 2.5-11) Profeta Mestre A ênfase cai sobre o ministério de pregação de Jesus e sobre a autoridade associada a sua obra (Dt 18.5; Jo 3.2; At 3.22) Último Adão O título dado a Jesus por Paulo em Rm 5.12-21 e em 1Co 15.22,45- 47 evidencia a solidariedade de Adão com a raça humana e de Cristo com seu povo. Deus A igreja primitiva não hesitou em atribuir plena divindade a Jesus, chamando-o Deus (Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.5-8)
  • 13. O Filho de Deus: A Pessoa e a Obra de Jesus Cristo A expiação (Is 53.10; Rm 3.25; 1Jo 2.2; 4.10; Hb 2.17) A redenção (Cl 2.15) A reconciliação (2Co 5.18-20; Ef 2.12-16; Cl 1.20-22)
  • 14. A postura de Paulo quanto à vida espiritual pode ser resumida pela declaração de 2 Coríntios 3.17: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. A postura de Paulo quanto à vida espiritual pode ser resumida pela declaração de 2 Coríntios 3.17: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. O Espírito de Deus : O Espírito Santo e a Vida Espiritual A ação do Espírito permeava tão amplamente o pensamento do apóstolo que praticamente não havia nenhum aspecto da experiência cristã fora da esfera da ação do Espírito. A ação do Espírito permeava tão amplamente o pensamento do apóstolo que praticamente não havia nenhum aspecto da experiência cristã fora da esfera da ação do Espírito. A postura de Paulo quanto ao Espírito e à vida espiritual O entendimento que Paulo tinha do Espírito deve ser visto a partir de duas perspectivas: o Espírito na vida do crente e o Espírito na vida da comunidade. O entendimento que Paulo tinha do Espírito deve ser visto a partir de duas perspectivas: o Espírito na vida do crente e o Espírito na vida da comunidade.
  • 15. O Espírito de Deus : O Espírito Santo e a Vida Espiritual A obra do Espírito noA obra do Espírito no indivíduo convertidoindivíduo convertido (1Ts 4.8; 1Co(1Ts 4.8; 1Co 12.3)12.3) Capacitar pessoas a responderem à mensagem do Cristo glorificado. SantificaçãoSantificação (Rm 15.16; 1Co 6.11) Processo pelo qual o novo crente caminha para uma vida de santidade. O padrão da santificação é uma santidade alinhada com o caráter do próprio Espírito
  • 16. O Espírito de Deus : O Espírito Santo e a Vida Espiritual A Obra do Espírito na Nova ComunidadeA Obra do Espírito na Nova Comunidade A igreja acha a base para poder e iluminação no controle e no enchimento do Espírito. O resultado é uma comunidade que adora, dá graças, entoa cânticos de mútua edificação e pratica a submissão mútua no temor de Cristo. A igreja acha a base para poder e iluminação no controle e no enchimento do Espírito. O resultado é uma comunidade que adora, dá graças, entoa cânticos de mútua edificação e pratica a submissão mútua no temor de Cristo. O Espírito Santo é a base da verdadeira unidade no corpo de Cristo. Paulo enfatizou a “comunhão no Espírito”. A comunidade da fé deve manter a unidade do Espírito (1Co 12; Ef 4.1-6). O batismo do Espírito é o meio de entrada na nova vida em corpo na comunidade. O Espírito Santo é a base da verdadeira unidade no corpo de Cristo. Paulo enfatizou a “comunhão no Espírito”. A comunidade da fé deve manter a unidade do Espírito (1Co 12; Ef 4.1-6). O batismo do Espírito é o meio de entrada na nova vida em corpo na comunidade. O Espírito foi concedido pelo Cristo exaltado para formar um novo povo, para reunir cristãos no batismo do Espírito que viessem a constituir o corpo de Cristo. A nova comunidade deve ser cheia do Espírito (Ef 5.18- 20). O Espírito foi concedido pelo Cristo exaltado para formar um novo povo, para reunir cristãos no batismo do Espírito que viessem a constituir o corpo de Cristo. A nova comunidade deve ser cheia do Espírito (Ef 5.18- 20).
  • 17. A Salvação de Deus As Doutrinas do Homem, do Pecado e da SalvaçãoAs Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação O ser humano, homem e mulher, é a forma suprema da criação de Deus na terra. Todos os outros aspectos da criação existem com o propósito de servir o ser humano; homens e mulheres foram criados para servir a Deus, sendo, portanto, teocêntricos. O ser humano, homem e mulher, é a forma suprema da criação de Deus na terra. Todos os outros aspectos da criação existem com o propósito de servir o ser humano; homens e mulheres foram criados para servir a Deus, sendo, portanto, teocêntricos.
  • 18. A Salvação de Deus: As Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação Imagem de Deus Deus criou-nos à sua imagem e semelhança. Por esse motivo, o homem e a mulher possuem racionalidade, moralidade, espiritualidade, e personalidade. Eles podem relacionar-se entre si e com Deus e exercer correto domínio sobre a criação (Gn 1.26-28) Macho e fêmea Na criação há plena igualdade entre o homem e a mulher. De igual modo, “em Cristo”, em nosso estado de redenção não há macho nem fêmea (Gl 3.28) Pecadores A imagem de Deus não se perdeu como resultado do pecado (Gn 9.6; Tg 3.9) mas foi severamente desfigurada e prejudicada. O papel do exercício do domínio (Gn 1.28) foi prejudicado. A capacidade de relacionamento correto foi corrompida, e o ser humano está espiritualmente morto e alienado de Deus (Ef 2.1-3) Características do HomemCaracterísticas do Homem
  • 19. A Salvação de Deus: As Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação Converter-se significa voltar-se para Cristo por iniciativa de Deus. A pessoa volta-se do pecado para a justiça, o que resulta em benefício para o mundo e em separação do mundo sem que se saia dele. Voltar-se do pecado, renunciá-lo e mudar de mente sobre o pecado e sobre Cristo é o que entendemos por arrependimento. Converter-se significa voltar-se para Cristo por iniciativa de Deus. A pessoa volta-se do pecado para a justiça, o que resulta em benefício para o mundo e em separação do mundo sem que se saia dele. Voltar-se do pecado, renunciá-lo e mudar de mente sobre o pecado e sobre Cristo é o que entendemos por arrependimento. A verdadeira conversão não apenas estimula nossos dons naturais a se superarem, a serem um “novo começo”; trata-se da concessão de uma nova natureza. A conversão é algo muito diferente da reforma de caráter; é uma mudança radical, ainda que progressiva, de nosso próprio ser. A verdadeira conversão não apenas estimula nossos dons naturais a se superarem, a serem um “novo começo”; trata-se da concessão de uma nova natureza. A conversão é algo muito diferente da reforma de caráter; é uma mudança radical, ainda que progressiva, de nosso próprio ser. A Conversão e o ArrependimentoA Conversão e o Arrependimento
  • 20. A Salvação de Deus: As Doutrinas do Homem, do Pecado e da Salvação Regeneração Mudança espiritual pela qual o Espírito Santo confere vida divina (Jo 3.3-8; 1Pe1.23; Tt 3.5-7) Santificação Envolve diferentes aspectos da salvação: santificação posicional (1Co 6.11), santificação progressiva (Rm 6.14-7.25); santificação definitiva (1Jo 3.1-3). É obra do Pai (Jo 17.17), do Filho (Gl 2.20) e principalmente do Espírito (2Co 3.17-18) Glorificação Consumação definitiva de nossa justiça (Rm 8.28-30) Perdão Retirada do pecado e de sua pena. As Escrituras apresentam o derramamento de sangue como a base do perdão (Hb 9.22-26), bem como da fé e do arrependimento (Lc 17.3-10) União com O resultado dos conceitos de adoção, de perdão e de justificação Metáforas da SalvaçãoMetáforas da Salvação
  • 21. A Igreja de Deus A igreja é a comunidade de homens e mulheres que atenderam à oferta divina de salvação. O povo de Deus sobre a terra em qualquer momento determinado mais todos os fiéis no céu e na terra formam a verdadeira igreja universal invisível. A Natureza e a Missão da Igreja
  • 22. A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja A palavra igreja pode ser usada de várias maneiras. A palavra igreja pode ser usada de várias maneiras. A idéia bíblica de igreja deve ser compreendida pelo uso de ekklesia (a palavra grega traduzida por igreja) no Novo Testamento. A idéia bíblica de igreja deve ser compreendida pelo uso de ekklesia (a palavra grega traduzida por igreja) no Novo Testamento. A Natureza da IgrejaA Natureza da Igreja Ela pode ser usada para falar de um lugar em que os crentes se reúnem, uma organização local de crentes, um corpo universal de fiéis, uma denominação em particular (como a Igreja Presbiteriana) ou uma organização de crentes ligada a uma área específica ou nação (como a Igreja da Escócia). Ela pode ser usada para falar de um lugar em que os crentes se reúnem, uma organização local de crentes, um corpo universal de fiéis, uma denominação em particular (como a Igreja Presbiteriana) ou uma organização de crentes ligada a uma área específica ou nação (como a Igreja da Escócia). A idéia básica significa um grupo reunido de pessoas. Na Bíblia, ekklesia possui uma variedade de significados, mas a maioria das referências aponta para um grupo local de crentes. A idéia básica significa um grupo reunido de pessoas. Na Bíblia, ekklesia possui uma variedade de significados, mas a maioria das referências aponta para um grupo local de crentes. O termo ocorre 114 vezes no Novo Testamento, das quais 109 referem- se à igreja local ou universal de Jesus Cristo. O termo ocorre 114 vezes no Novo Testamento, das quais 109 referem- se à igreja local ou universal de Jesus Cristo.
  • 23. A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja Aquilo que a comunidade de crentes é precede o entendimento daquilo que a igreja faz. A igreja é, tanto em origem como em fim, igreja de Deus. A igreja foi apresentada no Novo Testamento mais por figuras e imagens: • Comunhão do Espírito (Fp 2.2) •Família de Deus (Gl 6.10) •Nova criação (Ef 2.15), corpo de Cristo (Ef 1.22) •Templo do Espírito Santo (Ef 2.22) •Coluna da verdade (1Tm 3.15) •Noiva de Cristo (Ap 19.7) As Características da IgrejaAs Características da Igreja
  • 24. A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja A igreja é mais que uma organização humana, mas uma expressão visível e tangível do povo ligado a Cristo. Juntando-nos à igreja ao longo dos séculos, sustentamos que a igreja é: • Una, Santa, Universal e Apostólica – implica unidade uns com os outros, visíveis e invisíveis (Jo 17.1-26; 1Co 12.4-6; Ef 4.1-6) •Tolerante - para com as fraquezas uns dos outros (1Pe 1.15-16) •Missionária (Mt 28.19-20) •Universal - comunidade dos crentes de todos os tempos no céu e em todas as partes da terra. • Local - grupo de crentes batizados reunidos para culto, edificação, serviço, comunhão e evangelização que aceita liderança, que deseja ministrar a todos os segmentos da sociedade por meio dos vários dons no corpo e que pratica regularmente as ordenanças As Características da IgrejaAs Características da Igreja
  • 25. A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja A Igreja em Louvor e CultoA Igreja em Louvor e Culto O culto é central na existência e continuação da igreja conforme apresentada no Novo Testamento. O propósito último da igreja é o culto e o louvor daquele que lhe deu existência (Ef 1.4-6). Cultuar a Deus é atribuir a ele a honra suprema que só ele é digno de receber. O culto é algo que Deus deseja (Jo 4.24) e que se torna possível por sua graça. Cultuar a Deus implica reverência e adoração (Ap 4.11). Também implica a expressão de temor (At 18.7, 13), bem como o serviço habilitado pelo Espírito e expresso em oração (At 13.2- 3), em ofertas (Rm 15.27) ou no ministério do evangelho (Rm 15.16). A Igreja em Louvor e CultoA Igreja em Louvor e Culto O culto é central na existência e continuação da igreja conforme apresentada no Novo Testamento. O propósito último da igreja é o culto e o louvor daquele que lhe deu existência (Ef 1.4-6). Cultuar a Deus é atribuir a ele a honra suprema que só ele é digno de receber. O culto é algo que Deus deseja (Jo 4.24) e que se torna possível por sua graça. Cultuar a Deus implica reverência e adoração (Ap 4.11). Também implica a expressão de temor (At 18.7, 13), bem como o serviço habilitado pelo Espírito e expresso em oração (At 13.2- 3), em ofertas (Rm 15.27) ou no ministério do evangelho (Rm 15.16). Os Elementos doOs Elementos do Culto CristãoCulto Cristão Os Elementos doOs Elementos do Culto CristãoCulto Cristão A Orientação Cristológica fundamenta-se na pessoa e obra de Cristo A orientação Pneumatológica é influenciado pelo Espírito Santo
  • 26. A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja Todo membro da igreja local é um crente-sacerdote diante de Deus, em favor mútuo. Jesus Cristo é a cabeça da igreja, bem como seu Sumo Sacerdote (Hb 3.1). Todo membro da igreja local é um crente-sacerdote diante de Deus, em favor mútuo. Jesus Cristo é a cabeça da igreja, bem como seu Sumo Sacerdote (Hb 3.1). Cada membro funciona como sacerdote que cultua, oferece louvor e ação de graças (Hb 13.15-16) e oferece a si mesmo como um sacrifício para o ministério (Rm 12.1). Cada crente deve atuar em seu ofício de sacerdote dentro da igreja. Cada membro funciona como sacerdote que cultua, oferece louvor e ação de graças (Hb 13.15-16) e oferece a si mesmo como um sacrifício para o ministério (Rm 12.1). Cada crente deve atuar em seu ofício de sacerdote dentro da igreja. Para nos capacitar como sacerdotes, o Espírito de Deus provê os crentes de dons espirituais, tendo por propósito o ministério. Os dons espirituais são habilidades concedidas por Deus para o serviço (Rm 12; 1Co 12; Ef 4). Para nos capacitar como sacerdotes, o Espírito de Deus provê os crentes de dons espirituais, tendo por propósito o ministério. Os dons espirituais são habilidades concedidas por Deus para o serviço (Rm 12; 1Co 12; Ef 4).   A igreja em serviçoA igreja em serviço
  • 27. A Igreja de Deus: A Natureza e a Missão da Igreja Batismo É o ato de iniciação pelo qual alguém se torna membro da comunidade, o corpo de Cristo, identificando-se com Cristo e seu povo. Manifesta a transição ocorrida, a passagem da morte para a vida. Meio didático valioso para comunicar o significado simbólico do batismo aos candidatos e a toda a igreja. Ceia do Senhor Memorial e celebração da vida e da morte do Senhor. A celebração da ceia é central no culto da igreja e, portanto, deve ter ocorrência regular e freqüente (At 20.7; 1Co 11.24). Só os crentes que fazem parte do corpo de Cristo têm direito de participar dela. As Ordenanças da igrejaAs Ordenanças da igreja
  • 28. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas O estudo das últimas coisas em relação aos indivíduos e a grupos de pessoas é chamado escatologia, pela palavra grega que significa último (eschatos). Entre os temas examinados estão a morte, a ressurreição, o julgamento e o estado eterno. A consumação do plano de Deus se dará com a volta do Senhor Jesus Cristo —essa é a esperança da igreja. A Escatologia Individual Examina o fenômeno da morte como uma experiência individual e a questão do estado intermediário, isto é, o estado dos mortos no período entre sua morte e a ressurreição final. A Escatologia Individual Examina o fenômeno da morte como uma experiência individual e a questão do estado intermediário, isto é, o estado dos mortos no período entre sua morte e a ressurreição final. A Escatologia Coletiva Trata dos fatos que ocorrerão no final da história humana: a segunda vida de Cristo, o milênio, a ressurreição geral, o julgamento final e o estado eterno A Escatologia Coletiva Trata dos fatos que ocorrerão no final da história humana: a segunda vida de Cristo, o milênio, a ressurreição geral, o julgamento final e o estado eterno
  • 29. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas O termo milênio deriva da referência aos mil anos de reinado de Cristo com os santos em Apocalipse 20.4-6. As várias concepções milenistas refletem diferentes entendimentos da natureza desse período e diferentes interpretações da relação cronológica da segunda vinda de Cristo com o período do milênio e com outros acontecimentos dos últimos dias.
  • 30. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas Pós- milenism o De acordo com essa concepção, Cristo voltará após (pós) um longo período de expansão e prosperidade espiritual da igreja, desencadeado pela pregação do evangelho, a bênção do Espírito e o empenho da igreja em favor da retidão, justiça e paz. •O reino de Deus é uma realidade presente. •Conversão de todas as nações antes da volta de Cristo. •Haverá um longo período de paz terrena •Expansão gradual pela proclamação do evangelho, fazendo surgir um reino de paz e luz. •O reino é qualitativo e não quantitativo. •Ao final haverá um tempo de declínio espiritual. •O fim se dará com a volta pessoal e física de Jesus. •A volta do Senhor será imediatamente seguida pela ressurreição de todos os justos e injustos e pelo julgamento de todos.
  • 31. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas Amilenismo Crê que não haverá um reinado milenar de Cristo com os santos na terra. À volta de Cristo seguem-se a ressurreição geral de justos e perversos, o último julgamento e a passagem para a vida eterna. •Interpretação das duas ressurreições em Apocalipse 20.4-5 (espiritual e física). •Os mil anos são simbólicos. •O livro é entendido de maneira cíclica. •Milênio compreendido de modo histórico, em relação ao restante do livro. •Não há expectativa de profecias reveladas serem cumpridas no futuro. •Falta de interesse profético generalizada. •Senso de iminência em comum com os pré-milenistas. •Idéia geral de que ocorrerá uma piora antes do triunfo de Cristo e o fim dos tempos.
  • 32. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas Pré- milenismo Dispensacio nalista Ensina que Cristo voltará antes do milênio, compreendido como um período literal de mil anos, e antes do período de sete anos conhecido como a grande tribulação (Dn 9.27; Ap 7.14; 11.2). A igreja não entra no período de tribulação. • Interpretação literal do milênio. • Diferença entre Israel e a igreja. • As promessas e alianças dadas a Israel terão seu cumprimento final no Israel étnico. • Jesus veio para oferecer o reino a Israel, mas ele foi rejeitado. • A igreja é um parêntese entre essa rejeição e o milênio. • A igreja não passará pela tribulação. • A vinda de Cristo possui dois aspectos: (1) o arrebatamento da igreja e (2) a segunda vinda de Cristo quando vier com a igreja à terra.
  • 33. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas Pré- milenismo Histórico Ensina que Cristo voltará antes do milênio, que pode ser ou não compreendido como um reinado milenar literal de Cristo; mas ocorre após a grande tribulação (pós- tribulacionista). Os pré-milenistas históricos crêem que a igreja passa pela fase de tribulação. •Cristo voltará à terra para reinar em seu domínio que será terreno. •As duas ressurreições de Apocalipse 20 são físicas. •O padrão de vida no Sermão do Monte, tornar-se-á realidade no reino. •A volta do Senhor será um fato único •O reinado milenar é compreendido como um período qualitativo. •A igreja passará pela tribulação. •A iminência está ligada à vinda pendente •A esperança da igreja está na volta do Senhor. •A igreja substitui a nação de Israel. •O reino é presente e futuro.
  • 34. O Governo e o Reinado de Deus: A Doutrina das Últimas Coisas A Ressurreição Na volta de Cristo os mortos serão ressuscitados (Dn 12.2; Jo 11.24-25; 1Co 15). A ressurreição será uma ressurreição física semelhante à de Cristo. A redenção do corpo ocorrerá nesse momento (Rm 8.23; 1Co 15). Tanto os justos como os perversos serão ressuscitados Julgamento Final Ocorrerá de acordo com o padrão revelado na palavra de Deus e variará de acordo com a revelação disponível aos diferentes grupos de pessoas (Mt 11.20-24). Os que não ouviram o evangelho, os pagãos, serão julgados pela lei da natureza e pela consciência (Rm 2.12); os judeus, pelo Antigo Testamento (Rm 21.17-28). Os que ouviram toda a revelação do evangelho serão julgados por ele (Rm 3.19-20). O Estado Eterno Separação eterna de Deus ou bem-aventurança eterna.
  • 35. A Bíblia e a Vida Cristã A Bíblia é o único guia suficiente e autorizado da vida cristã. A maioria dos cristãos tem alguma dificuldade para entender com exatidão como a Bíblia pode ou deve servir de guia. A Bíblia é o único guia suficiente e autorizado da vida cristã. A maioria dos cristãos tem alguma dificuldade para entender com exatidão como a Bíblia pode ou deve servir de guia. Uma abordagem responsável daUma abordagem responsável da Bíblia envolve:Bíblia envolve: • A fé e a devoção pessoal • A honestidade pessoal e a auto-avaliação • A preocupação cultural Uma abordagem responsável daUma abordagem responsável da Bíblia envolve:Bíblia envolve: • A fé e a devoção pessoal • A honestidade pessoal e a auto-avaliação • A preocupação cultural A Bíblia é:A Bíblia é: • O livro da igreja • O livro de crescimento • Um livro de sabedoria A Bíblia é:A Bíblia é: • O livro da igreja • O livro de crescimento • Um livro de sabedoria
  • 36. A Bíblia e o Culto Cristão No Antigo Testamento O culto judaico girava principalmente em torno de duas instituições: o templo e a sinagoga. No Novo Testamento O ambiente inicial de culto entre esses primeiros cristãos foi o templo judaico. Na Reforma A pregação da Palavra tornou-se o centro do culto. Nos Dias Atuais A pregação da Palavra e a ceia do Senhor como centro do culto.
  • 37. A Bíblia na Família e na Sociedade A prioridade do casamento Gn 1.27 A família como unidade funcional 2Sm 3.1 A família como unidade relacional Gn 15.3 A prioridade do casamento Gn 1.27 A família como unidade funcional 2Sm 3.1 A família como unidade relacional Gn 15.3 A Bíblia apresenta um modelo para a família que inclui:
  • 38. A Fé Cristã na História A história da igreja é um vínculo vital entre as raízes bíblicas da fé cristã e suas expressões contem porâneas. É a história do povo de D eus, recordada e repetida em suas m uitas variações da perspectiva da fé. A história da igreja é um a história participativa. N ão é apenas o estudo “objetivo” do passado cristão, m as sim a investigação do passado à luz da revelação de D eus em Jesus C risto. A história da igreja é um vínculo vital entre as raízes bíblicas da fé cristã e suas expressões contem porâneas. É a história do povo de D eus, recordada e repetida em suas m uitas variações da perspectiva da fé. A história da igreja é um a história participativa. N ão é apenas o estudo “objetivo” do passado cristão, m as sim a investigação do passado à luz da revelação de D eus em Jesus C risto.
  • 39. Nome Data Obs Quadrato II Contra o paganismo e o judaísmo Aristides II Contra o imperador Adriano Justino 110 – 172 Resistiu a Marcião Taciano II Contra as outras religiões Atenágoras II A favor da união do cristianismo com o platonismo Teófilo 181 Contra os filósofos pagãos Melito 190 Produziu a primeira lista cristã dos livros do AT Hegesipo II Contra o judaísmo Os Teólogos ApologistasOs Teólogos Apologistas ApologistasApologistas No segundo século havia uma necessidade urgente de vindicar o cristianismo contra falsas acusações. Os apologistas defendiam o cristianismo perante a sociedade. A Fé Cristã na História A Igreja Primitiva
  • 40. Os Teólogos EscolásticosOs Teólogos Escolásticos 1280-1349 1266-1308 1225-1274 1100-1160 1079-1142 1033-1109 Guilherme de Occam Tomás de Aquino João Duns Scotus Pedro Lombardo Pedro Abelardo Anselmo A Fé Cristã na História A Igreja Medieval
  • 41. A Reforma da IgrejaA Reforma da Igreja Calvino Zuínglio Lutero 1509 - 1564 1484 – 1531 1483 - 1546 Criação da sociedade de JesusRenovação Católica Livro dos fundamentosOs anabatistas Livro de oração comunitáriaReforma Inglesa A Fé Cristã na História A Igreja da Reforma
  • 42. A Igreja ModernaA Igreja Moderna William Carey; Adoniram Judson; Luther Rice; David Livingstone; Hudson Taylor; John Mott; Billy Graham Missões e a modernidade Tendências do futuro Seitas e denominações Os avivamentos evangélicos Correntes teológicas: Karl Barth; Emil Brunner; Paul Tillich; Rudolph Bultmann; Jurgen Moltmann Ação social e evangelização: Walter Rauschenbusch Novas formas de comunidade cristã: Cristãos negros, cristãos pentecostais Escatologia: Somente a igreja de Cristo pode transformar a vvida humana e dar esperanças para o futuro. Denominações: Anglicana; Presbiteriana; Congregacional; Católica; Batista; Quacres. Seitas: Mórmons; Testemunhas de Jeová Philipp Jacob Spener; August Hermann Francke Ludwig Von Zinzendorf; João e Carlos Wesley George Whitefield; Jonathan Edwards A Fé Cristã na História A Igreja Moderna
  • 43. As Religiões Mundiais 1,9Religiões tribais 2,2Novas religiões asiáticas 13,3Hindus 17,7Muçulmanos 33,2Cristãos Percentual mundialReligião 16,4Não adeptos 4,4Ateus 3,4Religiões populares chinesas 6,1budistas Dados de Meados de 1990