O INFINITO NÃO TEM PRESSA
p.a.marangoni
copyright © 2000 pedro marangoni
tragicomédia em muitos atos representada
pelos hu...
“Se Ele é perfeito e completo, como
Ele pode ter o desejo de criar algo?”
Jinasena(900 DC)
A ANGÚSTIA DE DEUS
O Nada é a a...
cérebros incipientes tentou descobrir quem era e qual sua função no mundo. O homem não é nada
programado, somos filhos do ...
pensamento, capazes de causar o bem comum de seus membros, podendo levar, mesmo em uma
hipótese pouco provável pela cresce...
criado ao acaso. Existem as amebas, inferiores a mim, provavelmente devo ser uma ameba em
relação a outros tipos de seres....
caminho, o destino, é retornar à dissolução completa, o Nada.
Aos homens medíocres, aos minerais, vegetais e animais, rest...
Não podemos penetrar no cérebro alheio, nada confirma que seja totalmente igual ao nosso,
uniformes no sentir e captar...
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engolfado pelo tempo que acompanha qualquer presença.
Existindo ou não, fugazes ou imortais, humanos ou deuses, diamante o...
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Este livro, de convicta lavra ateísta, contém conceitos que embora frutos de coerente raciocínio podem, por força da hipocrisia social e ambiguidade das leis serem tomados por apologia ao anarquismo, violência e racismo. Não é um manual, tampouco autoajuda, devendo ser entendido como um contrapor racional às discussões sobre os citados assuntos, usando o direito da livre manifestação do pensamento. Leitura, portanto não recomendada a indivíduos sugestionáveis, abrangidos aí os adolescentes.

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O infinito não tem pressa- sociedade, política e religião.

  1. 1. O INFINITO NÃO TEM PRESSA p.a.marangoni copyright © 2000 pedro marangoni tragicomédia em muitos atos representada pelos humanoides no teatro Planeta Terra (pretensa propriedade de um suposto Deus) com direção do ausente Estado ADVERTÊNCIA Este livro, de convicta lavra ateísta, contém conceitos que embora frutos de coerente raciocínio podem, por força da hipocrisia social e ambiguidade das leis serem tomados por apologia ao anarquismo, violência e racismo. Não é um manual, tampouco autoajuda, devendo ser entendido como um contrapor racional às discussões sobre os citados assuntos, usando o direito da livre manifestação do pensamento. Leitura, portanto não recomendada a indivíduos sugestionáveis, abrangidos aí os adolescentes. Sumário EXÓRDIO.............................................................................................................................................. AANGÚSTIA DE DEUS....................................................................................................................... SEMEANDO DÚVIDAS....................................................................................................................... FILHOS DO NADA.............................................................................................................................. A DOUTRINA DA VIOLÊNCIA........................................................................................................... A DOUTRINA FRANCA....................................................................................................................... A DOUTRINA RACIONAL.................................................................................................................. O REGREDIR PARA EVOLUIR........................................................................................................... A GRANDE MANADA......................................................................................................................... EPÍLOGO............................................................................................................................................... EXÓRDIO Este não é um livro politicamente correto. Os conceitos nele contidos não sofrem a influência ridícula e ficcional das religiões, não acata as imposições ditas científicas incompreensíveis e aceitas sem contestação, nem as inconsequentes, teóricas e irreais prosopopeias acadêmicas, não se curvando às pressões de grupamentos raciais, políticos ou sociais que em nome do chamado “politicamente correto” querem impor sua incapacidade e incompetência como direito às benesses conseguidas pelo esforço dos demais. A primeira parte, A angústia de Deus,é uma teoria mais plausível, mais digerível, do surgimento do Universo, sem dogmas e deuses barbados fabricando criaturas pouco funcionais, com intestino grosso e delgado, pâncreas, amígdalas e outros complementos estranhos -por quê não uma que se alimentasse de ar, por exemplo- e, na segunda parte, Os filhos do Nada, uma vez deixado claro que somos fruto do acaso, sem prêmios ou castigos de hipotéticos céus ou infernos, tento fazer um balanço do caos que é a vida inteligente no planeta, nossos muitos erros e poucos acertos em busca de um rumo, tentando fugir da Grande Manada, a terceira e simbolicamente derradeira parte... o autor
  2. 2. “Se Ele é perfeito e completo, como Ele pode ter o desejo de criar algo?” Jinasena(900 DC) A ANGÚSTIA DE DEUS O Nada é a ausência de tudo. Mas para se caracterizar uma ausência material, necessário se faz haver um espaço físico. E este espaço estará preenchido pelo Nada. Tudo que existe não permanece imutável num tempo infinito, algo acaba ocorrendo, independente do que afirmem nossos incipientes cientistas. Incontáveis vezes menor que um átomo pode existir uma ínfima partícula, um Nada mais adensado após bilhões e bilhões (número aleatório) de anos. E um Nada adensado é mais plausível que um Ser superior que não teve começo nem fim ou um Big Bang espontâneo... Mais outro espaço de tempo igual – afinal tempo não falta e o infinito não tem pressa – e eis que esta partícula se junta à outra. Mais um infinito se passa e outra e outra... Incontáveis processos aleatórios para se chegar a um simples átomo, só para citar algo que conhecemos. E a evolução caminha, a passos curtos e lentos, completamente sem rumos definidos. O nada começa se transformar. Em matéria bruta, inerte, sem vida, mas também em algo que começa a se localizar no espaço. Com capacidade crescente de se definir, sentir, agregar mais partículas e crescer. Algo totalmente imperfeito, sem planejamento que, num espaço de tempo impossível para nós dimensionarmos, se constituirá num ser capaz de crescer através da aglutinação do nada que se condensa ao seu redor. E podem ter então surgidos corpos de energia pensante que hoje insistimos em chamarmos de Deus, Diabo, anjos e outras criaturas deturpadas pela nossa imaginação temerosa, ávidos por proteção, por garantia de vida eterna que evite o desespero da certeza de nosso fim. Criaturas superiores que nada têm a ver conosco a não ser como captadores de energia para crescerem e nós, animais inferiores formados de matéria bruta compactada, pouco temos de interesse, a não ser nosso produto mais sofisticado, as ondas mentais, que seriam o mesmo material que os formam, matéria refinada, espaçada e portanto pouco vulnerável, quase indestrutível. Nada de sobrenatural, místico ou quaisquer outras fantasiosas interpretações; apenas a criação ao acaso, dando surgimento a seres e coisas inferiores ou superiores a nós, produtos do mesmo meio. As mesmas partículas que formaram os corpos etéreos pensantes, forma mais avançada de vida, da mesma maneira desordenada deram origem a uma série de outras unidades, pensantes ou não, brutas ou diáfanas, imóveis ou se deslocando através do nada ao redor, se chocando, se unindo, criando novas formas ou se destruindo. Quanto maior o espaço deixado na união destas partículas, mais mobilidade, mais chance de crescer, alterar-se, aperfeiçoar-se e menos risco de ser destruída, mais força e poder. Exemplificando: para dominar uma área, quatro homens formam um quadrado de mãos dadas para se comunicarem entre eles através de palavras;é a matéria bruta, condensada. Os mesmos quatro homens, com o tempo acabam deduzindo que podem ampliar seus domínios, distanciando-se e mantendo a comunicação aos gritos;é a evolução da matéria, expandindo-se e aumentando seu domínio e conhecimento. Território maior, mais chance de adquirir saber e poder. Munem-se de rádios comunicadores e ampliam por quilômetros os lados do quadrado. O que era sólido, se tocando, agora está distanciado, aumentaram seu espaço, mas continuam sendo os mesmos elementos, com mais propriedade. E a expansão continua, até chegar a se comunicarem por ondas mentais, alcançando a infinitude de espaço, mantendo a propriedade do ser...Intocável, mas matéria, como tudo no Universo. Planetas, estrelas, tipos vários de vida ou matéria foram surgindo. Ações incontroláveis apareceram, aperfeiçoando, aglutinando ou destruindo as matérias e os seres, por se tratar de uma evolução aleatória. Seres pensantes podem ter se transformados em universos próprios, cada qual com detalhes, engrenagens imperceptíveis a eles próprios e que não se encaixariam com os demais. Surgiriam então as tendências e diferenças, todas elas sem significado para o Universo, diferenças que o homem ignaro, desde os princípios, começou a catalogar como Bem, Mal, anjos ou demônios, quando, sentindo alguma interferência de ondas captadas por seus
  3. 3. cérebros incipientes tentou descobrir quem era e qual sua função no mundo. O homem não é nada programado, somos filhos do acaso e sem função como qualquer pedra, que por evolução acabamos possuindo um emissor de energia que ainda não sabemos controlar e que poderá nos conduzir para a vida fora da massa vulnerável do corpo ou transformá-lo por expansão das partículas em um veículo mais apropriado e eficaz. Podemos ser “Deus” também... Mas num infinito só é viável exercer nossa influência e poder num pequeno espaço perdido no Todo. Ninguém consegue ser onipotente ou onipresente. Mesmo que sejamos um Deus. Só o mecanismo do acaso existe, soberano e existem sempre limites, um crescente Nada nunca será maior que o grande Todo. Infinitos são os deuses, imperfeitos os seres etéreos, mas sem necessidade prática de interferir de forma física nos habitantes desta partícula bruta chamada Terra, extremamente inferiores que se digladiam perdidos em suas incompatíveis engrenagens, em busca de compreender sua hipotética função. Nossas partículas formadoras servirão para se aglutinarem ou se separarem após nosso apodrecimento em vida e se transformarão novamente. O ser humano, por mau uso de seu cérebro, é apenas um produto que só consegue se aperfeiçoar externamente, através de máquinas por ele criadas, mas o corpo animal parou de evoluir. O universo continua a produzir incessantemente coisas brutas ou pensantes, melhores ou piores que nós. O homem caminha para a extinção física, acelerado pelo aprimoramento da medicina, que vai contra a seleção natural que permitia que só os mais fortes sobrevivessem e o resultado é a crescente debilidade dos novos habitantes da Terra. Pela pouca produção pensante, os humanos não conseguem criar mecanismos que distanciem suas partículas formadoras, diminuindo sua vulnerabilidade, aumentando seus domínios até conseguir se livrar da palpável massa corporal, transformando-se num ser superior. E separar as partículas formadoras de um corpo sem destruí-lo não é ficção: neste início de século, cientistas australianos e chineses, trabalhando em conjunto anunciaram ao mundo(junho de 2002)que conseguiram o teletransporte de um raio laser, que, desintegrado, foi composto novamente cerca de um metro à frente, isso em fração de segundo. Um pequeno passo que provou a viabilidade da separação de partículas, mantendo-se o ser. Apenas o caminho não deve ser através de máquinas e sim pela própria mente, em busca do controle superior. Mas existem seres superiores? Por que acreditar em animais inferiores e não em superiores também? O homem é capaz de acreditar em nebulosos deuses de barbas brancas ou anjos alados, mas sorri com desdém se se menciona a possibilidade de vida inteligente em estruturas palpáveis ou não, desconhecidas por nós...Em nossa empáfia, só acreditamos em apenas um ser superior a nós e mesmo assim ele seria o Deus, superior de todo o Universo. Em outras palavras, nos consideramos os mais altos representantes da vida nas galáxias! Continuamos com a mentalidade da Idade Média! É apenas o mau emprego de nossos cérebros, usado para o dia a dia, onde apenas o instinto seria necessário e deixado em repouso quando deveria ser acionado para se desenvolver e dominar o corpo. A falta de domínio do pensamento,único produto mais avançado do homem produz fenômenos incompreensíveis para ele, principalmente quando usado por grandes grupos orientados para uma causa comum, as religiões por exemplo. Produz-se então um corpo etéreo semelhantes aos chamados deuses ou demônios, um agrupamento de matéria intocável fisicamente capaz de criar uma torrente, similar a um rio, arrastando a todos que estão na mesma frequência e isolando e mesmo atingindo quem estiver às suas margens. Nos primórdios do animal homem, ainda com a ciência incipiente, o medo comum do desconhecido criou estas torrentes de pensamento que foram distorcidas após pela ignorância, gerando as religiões e os esteriótipos que hoje conhecemos de Deus, anjos, demônios, céu, inferno...Apenas por temor ou interesses escusos, atos concretos ocorridos no planeta passaram a ser atribuídos ao invisível, muitos dos quais inexplicáveis porque resultantes do efeito devastador da grande torrente sobre àqueles que estavam às suas margens e sofriam consequências em sua organização de partículas, imprevisíveis e incontroláveis por quem quer que seja. Apenas uma questão de engrenagens muito diferentes se tocando e estilhaçando... Deixando claro que nem Deus nem o Diabo existem e seres evoluídos próximos ao nosso espaço não representam o bem ou o mal, que são conceitos errôneos e que não fazem parte da evolução do Universo, as deturpações destes conceitos que são representadas pelas religiões e seus instrumentos de ligação, as orações e ritos são até válidas para a criação e orientação de um caudal de
  4. 4. pensamento, capazes de causar o bem comum de seus membros, podendo levar, mesmo em uma hipótese pouco provável pela crescente degeneração humana, a um estágio próximo à libertação da massa corpórea e uma consequente evolução no espaço. Um ser humano com o intelecto superior poderá conseguir se comunicar ou se expandir com a força de sua mente científica melhor que um milhão de ignorantes rezando individualmente a Deus ou ao Diabo. E esta é a única saída para um humano, libertar-se de sua massa através da expansão mental, transformando sua energia em uma ligação de partículas mais abertas, mais distantes umas das outras, tornando-se invulnerável a fatores externos mais perigosos ao corpo sólido. Céu ou Inferno não existem, o ser terráqueo ao morrer se desfaz, volta a ser matéria prima sem nenhuma relação consigo mesmo, apenas a energia das ondas produzidas pelos pensamentos dos indivíduos mais fortes- e ainda não chegamos a este estágio- permanecem no espaço por algum tempo, desfazendo-se por absoluta falta de conhecimento em mantê-la unida para posterior expansão conservando-se a personalidade..Ser o que entendemos por “bom” ou “mau” em vida nada altera esta situação, mas ser inteligente, controlador de seu corpo e da mente sim, para produzir força suficiente para se manter em consciência após a morte da massa corpórea, os impulsos emitidos sem dispersão, organizando-se e posteriormente e teoricamente, poder formar um novo ser. Os seres mais ignorantes que só conseguem formar a torrente poderosa do pensamento em grandes grupamentos religiosos, místicos, simplesmente perdem esta força, pois morrem sós, sem o domínio apropriado e se desfazem junto com o corpo. Numa ação audaciosa, homens com mente superior que se tornam líderes de seitas, tentam a imortalidade através da tentativa de “roubar” energia dos discípulos através dos suicídios em massa, conseguindo uma grande força mental agrupada e dirigida, e se conseguir sucesso em mantê-la coesa após a morte dos corpos, todos se transformariam em um único ser, perdendo-se a individualidade fraca e incorporando-se ao mais forte, o líder. É plausível. Digo seita e não religião; religiões normais atraem seguidores normais, com vida terrena razoável, com responsabilidades na mente, sem maior concentração nos cultos, sentidos mais como uma reunião social. Já as seitas mais extremas atraem indivíduos radicais, sem ocupação mental importante, um cérebro esponja pronto para absorver a mesma vibração, a mesma orientação de pensamento dos demais. E a torrente poderosa está formada. Deduz-se então que tanto o homem com mente superior, inteligente, científico, quanto a ralé ignara podem cruzar para o lado etéreo e alcançar a vida após a morte do corpo. Apenas os caminhos são diferentes e o resultado produzirá um ser individual e outro coletivo, que dependendo de seu tamanho e força poderá ser mais avançado que do individual. Conceitos terrenos são simplesmente desprezados pelo Universo em constante formação e um grande grupo de fanáticos suicidas pode se transformar em um “Deus”... Mas se quase nada dos conceitos criados e assimilados durante séculos sobre Deus e nossa missão no mundo são válidos, quem somos nós afinal e qual a definição correta de Deus e o Diabo? Nada mais simples de definir quando abandonamos as velhas historinhas e as surradas hipóteses científicas que sempre partiam da premissa errada de um Criador e uma missão para nós, humanoides...Então, junto de nosso espaço – que é imensurável pelos nossos padrões mas minúsculo se comparado ao infinito – podem existir seres que mais se desenvolveram e podem exercer algum tipo de influência sobre nós em termos de interceptação de ondas, energia, mas nunca como senhores determinantes de nossos destinos! Além deles, outros mais limitados que ainda não se desenvolveram o suficiente, permanecem como satélites, capturando energia solta no espaço ou emanada de nossas ondas mentais, a matéria prima mais refinada que não sabemos usar. Estariam aí então descritos os “fantásticos” deuses, demônios e anjos, captando essa matéria impalpável que aumenta a dimensão dos seres numa expansão em busca do conhecimento progressivo e a junção com outras forças do Universo, de maneira incontrolável por ser um fenômeno físico incompreendido em sua totalidade até pelos seres mais evoluídos. Nosso “Deus” tão exaltado e temido pode simplesmente ser absorvido por outro maior. Um ser não ameaça o outro, todos os que conseguem adquirir mais energia o fazem e se ela for de outro ser vulnerável à atração da massa do maior, essa junção ocorre sem que isso seja uma destruição ou prejuízo do outro, que passa a fazer parte de um ser maior e mais poderoso. Alerto que as minhas ideias partem de um raciocínio hipotético-dedutivo, pinçando aqui e ali dados concretos e tentando extrapolar um gráfico universal dentro de um credo racionalista, o que de maneira nenhuma lhes confere veracidade num mundo
  5. 5. criado ao acaso. Existem as amebas, inferiores a mim, provavelmente devo ser uma ameba em relação a outros tipos de seres. E seres superiores não visíveis ou palpáveis não têm preocupações ou ambições inferiores, humanas. O único poder real é a compreensão do Universo, uma busca infinita como o próprio... Nada superior buscaria qualquer poder sobre outro ou sobre nós ou qualquer criatura bruta, seres de energia pura permanecem em busca continua de mais energia compatível para crescer em conhecimento, não criaram o homem nem a terra nem são donos de nenhum destino nem mesmo dos próprios. Tudo o que aqui acontece é obra do acaso, do comportamento do planeta ou por ação dos homens e animais. Nunca existiu a “mão divina” em nada de bom, nem a influência “demoníaca” em qualquer catástrofe. Temos apenas seres superiores próximos de nós e se nossas ondas de pensar se encaixarem nos modelos que eles emitem, quando nos libertarmos do corpo sólido de matéria bruta, sem utilidade sofisticada no Universo, o pouco ou muito que desprenderemos de energia se unirá à de um deles e faremos então parte dos “deuses”.Que não têm barbas longas e brancas ou chifres, nem cajados, nem garfos. Apenas saber em forma de energia. Se um homem for mais animal que pensante, provavelmente irá se extinguir pura e simplesmente, fornecendo pouca energia aproveitável. Mas se o indivíduo desenvolver sua mente, torná-la forte e controlável em qualquer situação, também a controlará quando de sua morte física e a manterá coesa e com ela sua personalidade, que dificilmente resistirá a incorporação a um ser maior pelo que isso representa de aquisição de poder e conhecimento. É apenas uma união de forças na qual todos ganham. O desenvolvimento mental pleno pelo indivíduo que consegue se libertar de todas as amarras artificiais criadas pela sociedade, impossível nos dias de hoje, levará o emissor a sair de sua massa corpórea mesmo a mantendo viva e obviamente assistirá, quando chegar a hora, sua morte física sem maiores problemas escolhendo seu rumo, que nestes casos de profunda sabedoria se unirá a um ser maior. Isso é teoria, física, nada de metafísica ou sobrenatural. No estágio atual do cérebro humano -que regrediu- nada conseguiríamos e só as gerações vindouras, se mudarmos de rumo na evolução, teria este controle mental. Por mais que muitos tentem, ninguém até hoje saiu do corpo e até os tão admirados monges tibetanos quando da invasão chinesa, se defenderam com nada etéreos projéteis de chumbo de suas velhas armas e depois se entregaram rapidamente, sem fugir de seus corpos sólidos e vulneráveis... Posso descrever a morte com certeza: iremos simplesmente se esvaindo e com a falta de oxigenação no cérebro iremos “apagando”,já com o corpo material sem vida, dando-nos uma tênue ideia de como é estar fora da matéria sólida; poderemos até visualizar a cena durante poucos instantes, antes que esta pouca emissão se desfaça no infinito. E é só. Alguns poucos que retornam de situações de morte clínica, relatam fabulosos túneis que levam a uma “linda luz”,onde já por conta de visões produzidas por medicamentos ou imaginação fértil, conseguem ver “monges” ou o próprio Deus em pessoa! O túnel nada mais é que a falta de oxigenação no cérebro devido à parada cardíaca, que faz com que percamos nossa visão periférica aos poucos, criando uma escuridão nas extremidades e com a luz permanecendo ao centro, fato comum observado entre pilotos que ultrapassam uma certa força da gravidade, a força” G”,e desfalecem nas saídas de mergulhos de suas aeronaves... Apenas as grandes massas ignaras que morrerem juntas constituiriam provavelmente corpos etéreos mais fortes mas indecisos, minúsculos deuses sem rumo em busca de algo que ainda não entendem perfeitamente, tendo passado para a eternidade apenas pelo conjunto de emissões na mesma frequência, não individualmente. Dir-se-ia, em contraposição a um “Deus”,a formação de “demônios”...Nestes casos a identidade pessoal desaparece e o ser formado pode progredir paulatinamente ou ser absorvido por outros mais fortes de sistemas parecidos. Pela mentalidade humana, a imortalidade seria um prêmio, o “Paraíso”...Vamos extrapolar ao máximo nosso gráfico de expansão de poder e conhecimento, passando pelos deuses e indo além: alcançamos poder e sabedoria infinitos...e agora? O que fazer com eles? Não há mais finalidade, utilidade, missão, aquisições! Um ser, um deus inútil! O acaso criou o Universo, seu surgimento foi um incidente; a vida não é uma benesse,é um fardo pesado que carregaremos ao infinito em busca de um só objetivo, incompreendido pelos homens mas que é a meta dos deuses, dos seres mais avançados: o não ser, conseguir todo saber e poder com o fito de dissolver-se. Não é a expansão contínua do Universo um caminho inverso ao de sua formação, a aglutinação de partículas? Logo, o
  6. 6. caminho, o destino, é retornar à dissolução completa, o Nada. Aos homens medíocres, aos minerais, vegetais e animais, resta uma benesse transitória, dissolver- se, não pensar. Uma pedra é triste? Uma pedra tem decepções? Mas transitória é esta “felicidade”,pois o ciclo da matéria é continuo e somente quando a última partícula surgida no Universo tornada “Deus” conseguir se extinguir, retornar ao Nada, a angustia terminará. Quão longe está o homem ou a pedra deste verdadeiro paraíso, o não ser... Resta a nós procurarmos acelerar este caminho, aumentando nossa distância dos seres inertes e medíocres, enfrentando o fardo da consciência e pegarmos uma “carona” com os deuses após a morte. Angustiados como eles, ao pensar: tudo voltará finalmente ao Nada... mas nada que existe permanece imutável num tempo infinito...uma ínfima partícula adensada...e outra, mais outra... Nunca escaparemos deste ciclo? Não pergunte a “Deus”. Ele também busca a resposta. SEMEANDO DÚVIDAS... (sobre um mineral arrogante...) No absurdo da obviedade, onde óbvio é sinônimo de dogma, aceitamos sem mais pensar a divisão hierárquica entre seres vivos, inanimados, animais, minerais, vegetais.... E os vivos, em racionais e irracionais baseados em pura especulação. Não temos nenhuma diferença dos minerais quando se trata de viver ou morrer. Vida, pelo conceito que a define, só pode existir se houver morte, esta é que especifica a outra, algo com final. Mas a morte dos vivos é apenas uma transformação igual à de qualquer mineral no decorrer do tempo, de sua vida também. Uma transformação química, que torna a pedra, areia, a água em vapor, que oxida o ferro, que nos torna uma massa de minerais dissolvidos no solo, dando origem às outras composições. Os ditos seres brutos, como um mineral, tem uma vida superior, mais uniforme, menos vulnerável que nós, humanoides, simples estágio efêmero, aleatório, que não consegue se manter nesta fase senão por uma parcela ínfima de tempo, retornando ao estágio mineral. Somos um incidente num mundo uniforme. Acreditamos que nosso desgovernado cérebro é um complemento que nos distingue em superioridade, quando em verdade nos condena à constante angústia de nos situarmos no Universo, em meio a outras formas já estabilizadas e tranquilas. Necessitamos compreender para fazer,mesmo que seja para tomar um gole d'água:temos que escolher um receptáculo,considerar nossa sede para dosar o conteúdo,realizar cálculos e extrapolações inúteis acerca de fatos que provavelmente não acontecerão,como se o líquido não vai escorrer pela boca,cair na camisa e se cair como faremos para secá-la,se naturalmente,se com o ferro de passar ou se trocaremos de traje,e se trocarmos qual será e por aí vamos,apenas devido a um copo de água. Trabalho inútil, realizado por um complemento mal organizado, o cérebro humano. O cachorro tem sede, simplesmente bebe a água e se satisfaz, sem mais cálculos supérfluos. Quem é superior? A mistura que nos forma têm como componentes os elementos presentes em qualquer dos outros seres, viventes ou não, gases, líquidos, sólidos, pastosos, pensantes ou não. A matéria por nós chamada bruta é uniforme, constante, duradoura, sofrendo apenas mínimas transformações superficiais que dão origem aos seres viventes, que não conseguem manter uma uniformidade constante nem possuem a durabilidade de seu material de origem. Através de fenômenos também presentes em manifestações brutas, como a eletricidade, os animais produzem formas de energia encadeadas, chamadas de pensamento, que torna a sobrevivência penosa, por contrariar acontecimentos naturais simples como a complementação ou desagregação material. Uma rocha de quartzo simplesmente se transforma em areia, continuando sua presença no Universo; um homem, ao começar se desfazer, cria, através de seu cérebro, uma cadeia de reações contrárias, tentando deter o elementar caminho da natureza. Decidido ao domínio de tudo e todos, considera que somente ele possui a chamada inteligência superior, uma série de fenômenos físico-químicos que conduzem a atos inúteis, ignorando que o restante dos animais também a possuem de forma mais refinada, mais coerente, precisa. Um cavalo desce por uma ribanceira realizando cálculos exatos a cada instante ou despencaria; um homem, racional, como no caso citado anteriormente, do copo d'água, realiza uma sequência maior, menos precisa e repleta de cálculos inúteis.
  7. 7. Não podemos penetrar no cérebro alheio, nada confirma que seja totalmente igual ao nosso, uniformes no sentir e captar... O seu verde pode não ser igual ao meu. Pode até ser completamente diferente, tipo quadradinhos cor laranja, ou melhor se expressando, quadradinhos cor laranja no receber e interpretar do MEU cérebro. No seu, simplesmente é o verde. Não podemos penetrar no cérebro alheio em termos de visualização processada e o mundo pode – e é – completamente diferente para cada animal, provavelmente não só entre as Espécies mas também entre os espécimes...O meu triângulo pode ser redondo para você. Explicando de uma maneira simples, nota-se que geralmente os pais não conseguem enxergar a feiura de seus horríveis rebentos, ou seja, o que é feio para um, pode não ser para outro, pois a visão não é um sentido soberano e assim como a dor, o tato, etc, nosso mundo é o que um computador -o cérebro- interpreta e nos diz. Um computador falho, variável, intermitente e diferenciado até mesmo entre os humanos, dados como os que melhor interpretam o mundo a sua volta. E o mundo existe? E se você for o único ser real, sendo o restante produto de seu cérebro louco? Seria você o Deus ou um deus colhido em seu próprio turbilhão de emissões mentais, sozinho no Universo, mergulhado no nada? Se dúvidas temos ao visualizar uma cena insólita, muitas das vezes não aceitando o que os olhos nos mostram, dúvidas também podemos ter em relação a dor, por exemplo e não aceitá-la, pois tudo que sentimos ou percebemos nada mais é que uma transmissão ao cérebro, que por ele é processada. Tal qual um computador, podemos também programar nossa mente para trabalhar, aceitar ou excluir eventos não desejados. E eventos, a vida, o planeta Terra realmente existem? Este livro existe? Você,leitor, existe? Prove... Você pode ser o único indivíduo do Universo, um Deus louco dominado pelos seus pensamentos desordenados...Tudo que o cerca pode ser produto de seu cérebro borbulhante. Eu não sou um escritor, este não é um livro, nós somos frutos de você. Não? Prove... Olhe ao redor. São as coisas, objetos, pessoas, móveis, imóveis, mas são outras, impenetráveis, estranhas, isoladas de seu corpo por mais próximas que estejam. Pegue uma folha deste suposto livro, entre o indicador e o polegar...esfregue os dedos nela...feche os olhos...está sentindo? Mentira,é o seu cérebro que está lhe ordenando que acredite, verifique com cuidado: em verdade, mesmo com os olhos fechados você está visualizando o material, formato, cor, está usando dados do computador cerebral para acreditar. Em sua cabeça de Deus louco, em sua suposta consciência, incontáveis recipientes de dados se misturam, num quadro psicodélico, surrealista, nem um pouco diferente dos sonhos e pesadelos. Um caleidoscópio fantástico de informações solto no nada, solidão total, rodando em torno de um tortuoso eixo, alternando realidade falsa e sonhos concretos. Você pode existir mas é indiferente existir ou não, sua presença torna-se irreal porque só por si percebida; auto devorando-se nada sobrará para perceber sua ausência, comprovando-se sua anterior inexistência...Os outros? Que outros, criatura? Nós somos você,projeções animadas mas impalpáveis de sua loucura. Sentimento de loucura? Meros conceitos, se não há parâmetros, um ser único não pode ser louco ou normal, seria o normal ser louco... Nos pode sentir? Sua mão sente ou seu cérebro diz que sentiu? E por que tudo isso agora? Porque Nós/você/universo podemos ser apenas uma ideia em circuito inútil, que corre atrás de si mesma. E se você não existir, habitando apenas no pensamento de alguém, daí os imprevistos, as surpresas, os fatos inexplicáveis? Este livro em suas supostas mãos existe ou é uma distração da mente, sendo escrito, fabricado à medida que a pretensa leitura avança? Faça isso: largue o livro, vá até a sala vizinha e fique parado, estático, por um minuto. Uma vez na sala vizinha, a leitura, o livro já se tornaram passado, impalpáveis e nesta sala será impossível provar que realmente estava lendo ou que a sala onde estava existiu. Ao voltar ao local da leitura, sentar-se e reiniciar a leitura, prove a você mesmo que saiu por instantes e ficou estático em outra sala… Não terá sido apenas um vaguear da mente enquanto lia, repousando o livro no colo num leve cochilo? Relembre o seu passado. Totalmente impalpável... A sala onde esteve há pouco continua lá,estática, vazia, silenciosa e sem você,ou seja, lá sua existência não é comprovada. Ou se invertendo o raciocínio, existirá a sala apenas quando lá estiver?-Mas posso colocar lá uma câmera de televisão e daqui visualizar o local... Interpretação apenas, de um monitor, que poderia passar um filme de ficção, por exemplo, tal qual o cérebro. Por que ruínas, artefatos, escritos, provam a existência de uma civilização passada? E se as ruínas, artefatos, escritos existirem apenas como exatamente o que são, ou seja o caco de cerâmica não é um vaso e sim um caco de cerâmica que nasceu caco de cerâmica, ou a ruína que sempre foi ruína...toda existência, trabalho,é inútil porque é imediatamente
  8. 8. engolfado pelo tempo que acompanha qualquer presença. Existindo ou não, fugazes ou imortais, humanos ou deuses, diamante ou carvão, nada pode ser superior ao Nada, que não requer esforço, premente utilidade ou valor, busca, conhecimento, espaço, manutenção...O Nada é a perfeição, limpo, sem defeitos, estático, sem tempo. Até mesmo "Deus”, invenção humana que pretendia ser o modelo da perfeição, caso existisse, teria que ser, estar, de um modo ou de outro e portanto inferior ao Nada que simplesmente não é,não precisa ser, não precisa estar. Esta pequena mancha de bolor surgida fora do Nada, a que denominamos Universo,é um amontoado de inutilidades surgidas ao acaso e que atingem o auge de impacto nos chamados animais racionais, que carregam além da inutilidade da existência, o incrível fardo da mente, que os faz ter noção de si mesmo e do espaço à sua volta..Este conjunto químico, instável, de curta duração e exigente manutenção, passa felizmente por uma transformação, chamada morte, onde os diversos elementos se desagregam novamente, perdendo a capacidade de atividade mental, mas continuando a formar novas agrupações, quer animal, quer mineral, numa existência mais suportável porém igualmente inútil. A massa gordurosa que agora se dissolve na terra sob o ataúde é superior ao conjunto químico pensante que ali foi colocado após a transformação chamada morte, tal qual a areia está um passo à frente do bloco de quartzo, rumo ao quase Nada. ***** Fim da primeira parte. As seguintes se referem à Sociedade e Política.: http://www.amazon.com.br/O-Infinito-n%C3%A3o-tem-pressa-ebook/dp/B00G97D5MS

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